
João Ubaldo Reibeiro
Escritor baiano (23/1/1941-). Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1993. João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasce na casa do avô materno, em Itaparica. Primeiro de três filhos de um casal de advogados, faz os estudos básicos em Aracaju, Sergipe, e o secundário em Salvador.
Em obediência ao pai, procura manter-se entre os primeiros da classe e ainda estuda francês e latim na adolescência.
Forma-se em direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA) na mesma época que conclui o primeiro romance, Setembro Não Tem Sentido, de 1963. Em 1964 vai para os Estados Unidos (EUA) estudar ciência política na Universidade da Califórnia. Nos seis anos seguintes dá aulas da matéria na UFBA e escreve seu segundo romance, Sargento Getúlio, com o qual recebe o Prêmio Jabuti de Revelação de Autor de 1972.
Torna-se, a partir de então, um escritor conhecido. Em 1983 estréia uma coluna semretal no jornal O Globo e publica o livro infanto-juvenil Vida e Paixão de Pandomar, o Cruel. No mesmo ano, Sargento Getúlio chega ao cinema protagonizado por Lima Duarte. Em 1984 ganha novamente o Jabuti, pelo romance Viva o Povo Brasileiro.
Em 1994, escritor consagrado pelo público e membro da ABL, passa a sofrer de depressão e desenvolve o alcoolismo, problema do qual só consegue livrar-se em 1998, ano em que publica Arte e Ciência de Roubar Galinhas e A Casa dos Budas Ditosos.
Fonte: www.algosobre.com.br

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro
João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (Itaparica BA 1941). Romancista, contista, cronista e roteirista. Filho dos advogados Manoel Ribeiro e Maria Filipa Osório Pimentel. Com ainda três meses de idade, a família se transfere para Aracaju, e consecutivamente, em 1951, para Salvador.
Na cidade, já em 1957, tem início sua carreira jornalística, como repórter do Jornal da Bahia. Matricula-se, no ano seguinte, na Faculdade de Direito da Universidade da Bahia, participando ativamente, ao lado do cineasta Glauber Rocha (1939 - 1981), do movimento estudantil. Vai para os Estados Unidos, em 1964, concluir o mestrado em administração pública e ciência política na Universidade da Carolina do Sul e, de volta ao Brasil em 1965, torna-se professor na Universidade da Bahia. Estréia na literatura com o romance Setembro Não Tem Sentido, lançado em 1968.
Viaja novamente para os Estados Unidos, em 1979, como bolsista do International Writing Program da Universidade de Iowa e, dois anos depois, muda-se para Lisboa, como bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1981, começa a publicar crônicas semanais no jornal O Globo e, a partir de 1991, também no jornal O Estado de S. Paulo. Reside em Berlim ao longo de 1990 e, no ano seguinte, radica-se no Rio de Janeiro, após uma temporada em Itaparica. Assume a cadeira de número 34 da Academia Brasileira de Letras - ABL, em 1994.
Fonte: www.itaucultural.org.br

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro
João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (Itaparica, 23 de janeiro de 1941) é um escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras.
Nascido na Bahia, quando tinha dois meses de idade a família muda-se para Aracaju (Sergipe) onde passa parte da infância. Seu pai, advogado de renome na capital baiana, vem a ser o fundador e diretor do curso de Direito da Universidade Católica de Salvador, o professor Manoel Ribeiro.
Em 1947 inicia seus estudos com um professor particular. Já alfabetizado, em 1948 ingressa no Instituto Ipiranga, a partir daí permaneceria horas trancado na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Em 1951 ingressa no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, na capital sergipana. Seu pai era chefe da Polícia Militar, e nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador. Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Em 1955 matricula-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como Colégio Central, onde conhece seu colega Glauber Rocha. + Paralelamente a seus estudos de Direito e pós–graduação em Administração Pública, na Universidade Federal da Bahia, edita, juntamente com Glauber Rocha, revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil.
Estréia no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia, em 1957, sendo que depois se transferiria para A Tribuna da Bahia, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe. No ano seguinte inicia seu curso de Direito na Universidade Federal da Bahia. Com Glauber Rocha edita revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil. Apesar de nunca ter exercido a profissão de advogado, foi aluno exemplar. Nessa mesma Universidade, concluído o curso de Direito, faz pós-graduação em Administração Pública. Seu primeiro casamento foi em 1960 com Maria Beatriz Moreira Caldas, sua colega na Faculdade de Direito. Separaram-se após 9 anos de vida conjugal. + Viveu nos Estados Unidos da América (como estudante e, posteriormente, como professor convidado), em Portugal (editando em parceria com o jornalista Tarso de Castro a revista Careta) e na Alemanha (publicando crônicas semanais para o jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças para o radio).
Em 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos conseguida junto à Embaixada norte-americana, para fazer seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul. Na sua ausência, teve até sua fotografia divulgada pela televisão baiana, encimada com a palavra Procura-se. + Volta a residir no Rio de Janeiro em 1991 e, em 1994, é eleito para a Academia. Participa no mesmo ano da Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, recebendo o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.
Volta ao Brasil em 1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia. Ali permaneceu por 6 anos, mas desistiu da carreira acadêmica e retornou ao jornalismo. Com o prefácio de Glauber Rocha, João Ubaldo tem seu primeiro romance Setembro não faz sentido impresso, com o apadrinhamento de Jorge Amado. Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Roters, com quem tem duas filhas, Emília e Manuela. O casamento acabaria em 1978. Em 1980 casa-se com a fisioterapeuta Berenice Batella, com quem tem dois filhos, Bento e Francisca. Participa, em Cuba, do júri do concurso Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o ator e diretor de teatro Gianfrancesco Guarnieri. O primeiro prêmio foi concedido à brasileira Ana Maria Machado. + Casou-se três vezes: com Maria Beatriz Moreira Caldas em 1960, Mônica Maria Roters em 1969, e Berenice Batella em 1980 - tendo dois filhos com Mônica e dois com Berenice.
Muda-se, com a família, para Lisboa. Em Portugal edita com o jornalista Tarso de Castro, a revista Careta. De volta ao Brasil, passa a residir no Rio de Janeiro, e lança Política, livro até hoje adotado por inúmeras faculdades. Em 1982 inicia o romance Viva o povo brasileiro, que se passa na Ilha de Itaparica e percorre quatro séculos da história do país. Originalmente o livro se chamava Alto lá, meu general. O livro nasceu de um desafio de seus editores e da lembrança de uma afirmativa de seu pai, que dizia: Livro que não fica em pé sozinho, não presta. Como seus livros sempre tiveram poucas páginas, diante da provocação, fez um com mais de 700. Nesse ano participou do Festival Internacional de Escritores, em Toronto, Canadá. Viva o povo Brasileiro é finalmente editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na categoria Romance e o Golfinho de Ouro, do governo do Rio de Janeiro. Inicia a tradução desse livro para o inglês, tarefa que lhe consumiria dois anos de trabalho e a partir do qual passaria a utilizar o computador para escrever. Ao lado de Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marquez, participa de uma série de nove filmes produzidos pela TV estatal canadense sobre a literatura na América Latina. + É detentor da cátedra de Poetik Dozentur (Docente em poesia) na Universidade de Tübigen, Alemanha.
João Ubaldo é consagrado na Avenida Marquês de Sapucaí, seu livro Viva o povo brasileiro é escolhido como samba-enredo da escola Império da Tijuca para o carnaval do ano de 1987. Em 1993, é eleito para a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, na vaga aberta com a morte do jornalista Carlos Castello Branco. Participa, em 1994 da Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, recebendo o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.
Seus principais romances são Sargento Getúlio, Viva o Povo Brasileiro e O Sorriso do Lagarto, aonde expressa com bastante vivacidade e imaginação exuberante aspectos políticos e sociais da vida nordestina e brasileira.
Um dos grandes criadores de artigos jornalísticos em um Jornal Bahia (Jornal a Tarde), onde esses além de serem críticos educativos fortalecem a contrução política da sociedade que tem acesso aos seus materiais.
Setembro não tem sentido - 1968
Sargento Getúlio - 1971
Vila Real - 1979
Viva o povo brasileiro - 1984
O sorriso do lagarto - 1989
O feitiço da Ilha do Pavão - 1997
A Casa dos Budas Ditosos - 1999
Miséria e grandeza do amor de Benedita (primeiro livro virtual lançado no Brasil) - 2000
Diário do Farol - 2002
Vencecavalo e o outro povo - 1974
Livro de histórias - 1981. Reeditado em 1991, incluindo os contos "Patrocinando a arte" e "O estouro da boiada", sob o título de Já podeis da pátria filhos
Sempre aos domingos - 1988
Um brasileiro em Berlim - 1995
Arte e ciência de roubar galinhas - 1999
O Conselheiro Come - 2000
A gente se acostuma a tudo - 2006
Política: quem manda, por que manda, como manda - 1981
Vida e paixão de Pandomar, o cruel - 1983
A vingança de Charles Tiburone - 1990
Fonte: pt.wikipedia.org
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