
Johann Sebastian Bach
Durante uma aula de música, em Leipzig, na Alemanha, o professor pede aos alunos que toquem um determinado trecho. Tocam. Algo sai errado. O professor pede que repitam. Novo erro. Por várias vezes a pequena orquestra tenta acertar a passagem, mas um dos alunos continua errando, sem demonstrar o mínimo esforço para acertar.
Exasperado, o professor tira sua peruca e atira-a no aluno indolente, gritando: "Por que você não vai ser sapateiro?". O nome do medíocre aluno perdeu-se.
O professor chama-se Johann Sebastian Bach.
Johann Sebastian Bach nasceu em 1685 em Eisnach, uma pequena cidade da Turíngia, na Alemanha.
Naquela época, a Alemanha não era um país, mas uma reunião de pequenas cidades, condados, ducados e principados, cada um deles com um governo próprio.
Descendente de uma família de músicos havia pelo menos meia dúzia de Bachs cujas atividades eram ligadas à música ao mesmo tempo que desenvolvia estudos elementares, Johann principiou seus estudos musicais com seu pai, Ambrosius.
Ficou órfão aos dez anos, indo morar com um irmão mais velho. Sempre interessado em aprender mais e mais, o pequeno Sebastian não poupava esforços para decifrar os segredos da arte musical.
Para aperfeiçoar seu conhecimento, Bach precisava de um livro que o irmão guardava a sete chaves. Argumentou o quanto pode, mas o irmão permaneceu intransigente, proibindo Johann de utilizar seu livro. Para contornar o problema, ele resolveu copiar o livro à mão. Todas as noites, após todos se deitarem, Sebastian pegava o livro de música e varava madrugadas estudando. Como não podia acender velas para não chamar a atenção do irmão, por muito tempo estudou tendo como única claridade a luz da lua. Esse esforço certamente contribuiu para os problemas de visão que o acometeriam mais tarde.
Em 1703 torna-se organista na igreja luterana de Arnstadt. Apesar da pouca idade, já é um mestre em seu ofício. Não precisa mais de mestres.
Todavia, problemas burocráticos acabam fazendo com que ele abandone o cargo. Entre esses problemas está ter introduzido no coral da Igreja Luterana da cidade uma jovem chamada Maria Bárbara, sua prima, com quem se casou em 1707. Ela lhe dá sete filhos durante os treze anos em que estiveram casados.
Todavia, durante uma viagem do marido, Maria Bárbara subitamente adoece e morre.
Um ano depois, Bach torna a casar-se com Anna Madalena Wilken. Ele tem 36, ela 20. A diferença de idade não impede que eles formem o mais perfeito casal que a história da música registra. Anna-Madalena é a autora de um dos mais sinceros testemunhos de admiração por alguém, a "Crônica de Anna-Madalena". Esse livro de memórias é, do início ao fim, um elogio à pessoa e ao gênio de Johann Sebastian.
Bach passou grande parte de sua vida alternando cargos de organista com o de "mestre-de-capela", ou seja, responsável pela vida musical de algum principado.
Morou em diversas cidades alemãs: Mühlhausen (1707), Weimar (1708), Köthen (1717) até fixar residência definitiva em Leipzig, onde morreu a 28 de julho de 1750.
Fonte: www.malhanga.com

Descendente de uma família de músicos e filho de um músico da corte, fica órfão aos dez anos. Prossegue a sua educação musical com o seu irmão e aos quinze anos obtém um lugar de cantor em Lüneburg, onde estuda intensamente diversos autores alemães, flamengos e italianos.
Aos 18 anos já tem assimilada boa parte da tradição musical germânica.
Em 1703 obtém a sua primeira colocação profissional como violinista da corte de Weimar, onde permanece apenas meio ano. Em finais de 1903 aceita o seu primeiro lugar de organista. Nesta época, a sua atividade criadora começa a ser importante.
Compõe música para clavicórdio, instrumento que sempre cultiva, para órgão e para voz. Em 1707 obtém um posto de organista em Mülhausen, de onde passa rapidamente, ao que parece por divergências religiosas, para a corte do duque da Saxónia-Weimar como músico de câmara e organista.
Este é um período fecundo: obras para órgão, cantatas religiosas e profanas.
Bach começa a ter fama de virtuoso do órgão e é solicitado para dar recitais em Weissenfels, Halle, Kassel e Erfurt. Aprofunda os seus conhecimentos no estilo italiano transcrevendo peças de Vivaldi e Marcello. Em 1717, com a sua numerosa família, muda-se para Köthen, onde entra ao serviço do príncipe Leopold de Anhalt-Köthen.
Por causa do calvinismo desta corte, durante um período de seis anos Bach não compõe música religiosa. Mas, no entanto, cria A Fantasia Cromática, diversas obras para solo de violino e violoncelo e as sonatas para flauta. Nos seis Concertos Brandeburgueses apresenta uma verdadeira síntese da sabedoria musical europeia da época. É também desta época o Concerto para Dois Violinos e Orquestra. Em plena maturidade criadora, deu diversos concertos em Leipzig e Hamburgo.
Em 1720 fica viúvo da sua primeira mulher, com quem tem sete filhos, e em 1721 volta a casar-se com Anna Magdalena Wülcken. Em 1723, com 38 anos de idade, ganha por concurso um lugar de diretor musical em Leipzig, que ocupa até à sua morte. Esta última etapa da sua vida é a de maior fecundidade, especialmente no que se refere à música religiosa.
Compõe mais de 250 cantatas, as Paixões segundo S. João, S. Mateus e S. Marcos, a Missa em Si Menor, o Magnificat, etc. Para órgão escreve prelúdios e fugas e as admiradas Seis Sonatas a três vozes. Para clavicórdio, o segundo volume de Cravo Bem Temperado, a Partita em Si Menor, as Variações Goldberg, etc. Em duas das suas últimas obras, A Oferenda Musical e A Arte da Fuga, Bach deixa para a posteridade uma amostra definitiva do prodigioso domínio que tinha da sua arte. Em 1750, Bach morre; do seu leito de morte dita até ao último dia música para o seu instrumento favorito, o órgão.
Johann Sebastian Bach, músico profissional, chega ao mais alto cume da sua arte.
Graças ao seu absoluto domínio da técnica, o espírito criador de Bach não necessita de mudar as formas tradicionais para se expressar livremente.
Pode dizer-se, em certo sentido, que esgota as possibilidades da música barroca.
Depois de Bach, a música desenvolve-se em novas direcções. Embora tenha parecido esquecido durante algumas décadas, os músicos românticos, especialmente Mendelssohn, vêm a expressar por ele uma enorme admiração.
Fonte: www.vidaslusofonas.pt