
Astrônomo alemão (1571-1630). Descobriu que as órbitas dos planetas eram elípticas, causou uma revolução no conhecimento da época e formulou importantes leis da astronomia.
Um dos principais astrônomos da história: coube a ele descobrir as leis dos movimentos planetários.
Johannes Kepler nasceu no dia 27 de dezembro de 1571, em Weil der Stadt, Alemanha. Quando criança, padeceu de várias doenças. Ele tinha furúnculos, dores de cabeça, miopia, infecções na pele, febres, dores de estômago e problemas na vesícula. Com quatro anos de idade, quase morreu. Quando jovem, estudou teologia na Universidade de Tübingen e lá conheceu um professor de matemática, partidário da teoria heliocêntrica (de que a Terra gira em torno do Sol) proposta por Nicolau Copérnico.
Kepler, que começava a se interessar por astronomia, achou que a simplicidade do ordenamento planetário proposto por Copérnico fazia sentido e só poderia ter sido proposto por Deus. Entre 1594 e 1600, foi professor de astronomia e matemática na Universidade de Graz, Áustria. E em 1596, escreveu seu primeiro livro sobre astronomia, onde seus conhecimentos de matemática começaram a chamar a atenção. Mas, como era protestante, em 1600 lhe cassaram a cátedra na Universidade de Graz e ele partiu para Praga, onde logo se tornou ajudante de um importante astrônomo chamado Tycho Brahe (1546-1601). Com a morte de Tycho, Kepler, além de herdar um valioso arquivo de detalhadas anotações feitas pelo astrônomo, tornou-se matemático imperial e astrônomo do imperador Rodolfo II (1552-1612). Depois de estudar e analisar durante anos as anotações de Tycho, Kepler concluiu que, av contrário do que dizia a teoria de Copérnico, as órbitas do planetas ao redor do Sol não eram circulares, e sim elípticas.
Em 1609, ele publicou sua principal obra, Nova Astronomia, um tratado astronômico que continha duas leis que, depois, viriam a ser chamadas Leis de Kepler sobre o movimento dos planetas. A primeira dizia que os planetas giram em torno do Sol numa órbita elíptica, com o Sol como um dos focos dessa elipse. A outra, que o planeta viaja mais rápido quando está próximo da estrela. Com isso, a teoria copernicana de que os planetas tinham uma órbita circular caía por terra. Em 1619, ele publicou outro tratado astronômico, a chamada Terceira Lei de Kepler. Ela postula que, quanto mais distante está o planeta, mais tempo ele leva para completar uma órbita ao redor do Sol. Alguns anos mais tarde, Isaac Newton iria se basear nas teorias de Kepler para formular sua Lei de Gravitação Universal.
Kepler morreu em 15 de novembro de 1630, em Regensburg. E seu epitáfio ficou famoso: "Medi os céus, e agora meço as sombras. No céu brilha o espírito. E na Terra descansa o corpo".
Referências bibliográficas
YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)
Fonte: www.meusestudos.com
Por haver passado por vários problemas de saúde quando jovem, JOHANNES KEPLER (1571-1630) seguiu a carreira de pastor protestante, já que não parecia fisicamente apto para tarefas mais pesadas. Foi somente após concluir seus estudos universitários que Kepler se ocupou da matemática e astronomia, interessando-se sobretudo pelos trabalhos de Copérnico. Com menos de 25 anos de idade tornou-se professor de Ciências na Universidade de Graz, na Áustria. Foi ele quem primeiro suspeitou que os planetas apresentavam órbitas elípticas (e não circulares, como acreditava Copérnico). De início, ele tentou uma maneira de descrever adequadamente o percurso dos planetas em torno do sol. Para tanto ele utilizou as idéias de Platão acerca dos cincos sólidos geométricos "perfeitos" (tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro - os únicos poliedros regulares). Cada planeta percorria sua órbita numa superfície esférica, com centro no sol.
Cada esfera estaria inscrita num sólido que por sua vez, estaria inscrito na esfera do planeta seguinte e assim por diante.

O modelo planetário ideal construído a partir dos sólidos platônicos
Esse trabalho atraiu a atenção de Tycho Brahe (astrônomo dinamarquês), que vivia em Praga (hoje capital da República Tcheca), para onde Kepler se mudou quando abandonou a Áustria devido conflitos religiosos. Lá, passou a trabalhar com Brahe. Após a morte dele, Kepler tentou dar uma formulação matemática ao seu sistema geométrico, de modo a deixá-lo de acordo com as medições que ambos haviam realizado. Isso levou a abandonar os sólidos e a procurar figuras curvas, até chegar às elipses. Esse tipo de curva se encaixava adequadamente nas medidas tomadas das posições de Marte. Kepler cogitou que o sol é que controlaria o movimento de todo esse conjunto de planetas, mas não chegou a conseguir explicar o porquê desse controle (a explicação só chegaria meio século depois, com Newton).
Durante certo tempo, Kepler manteve correspondência com Galileu, que chegou a envia-lhe um dos telescópios que construiu. Com esse instrumento, confirmou a existência das "luas" de Júpiter, de cuja existência duvidava até então. Para designar esse tipo de corpo celeste, foi o primeiro a usar o termo "satélite" (que em latim significa: servente ou acompanhante). Ele também projetou um telescópio e um microscópio, aperfeiçoando os que existiam até então, e fez experimentos com a reflexão e a refração da luz.

Nuvem remanescente da supernova observada por Kepler em 1604.
Escreveu também a obra Somnium, em que narra a viagem que um homem realiza, em sonhos, até a lua e que contém descrições da superfícies desse satélite. Em uma viagem para Alemanha, Kepler foi acometido de uma doença aguda, onde faleceu em 15 de novembro de 1630.
Kepler tinha inicialmente a ambição de ser pastor luterano, mas na Universidade de Tubingen, sob a influência de um professor de matemática e astronomia, abandonou a teologia e estudou astronomia. Este professor ensinou que Ptolomeu estava certo, mas Kepler preferiu o modelo de Copérnico.
Kepler publica Mysterium Cosmographicum. Manda cópias para Brahe e Galileu. Brahe o convida para ser seu assistente em 1600, em Praga, um ano antes da morte de Brahe.
A reunião de Brahe e Kepler é de grande importância para a astronomia. Brahe era ótimo observador, mas não tão bom teórico, enquanto Kepler era ótimo teórico e muito persistente em seus propósitos. Quando Brahe morreu, em 1601, seus dados observacionais - que eram muitos - ficaram à disposição de Kepler. Com estes dados, Kepler descobriu as Leis do Movimento Planetário.
Depois de mais de cinco anos de trabalho tedioso com os dados observacionais de Ticho, das posições de Marte, Kepler concluiu que a órbita de Marte era uma elipse, com o Sol num foco.
Em 1609, Kepler publicou suas duas primeiras Leis:
1ª OS PLANETAS SE MOVEM EM TRAJETÓRIAS ELÍPTICAS, ONDE O SOL OCUPA UM DOS FOCOS.?

Primeira Lei de Kepler: a lei das órbitas
2ª A LINHA RETA QUE UNE O PLANETA AO SOL, VARRE SEMPRE ÁREAS IGUAIS EM TEMPOS IGUAIS.?

Segunda Lei de Kepler: a lei das áreas.

Com a primeira Lei, extremamente simples, substituiu todos os ciclos e epiciclos dos modelos ptolomaico, copernicano, tichônico, etc.
Com a segunda, ele mostrou que os corpos não têm velocidades (em módulo) constantes, mais sim velocidades maiores quando próximos do Sol e velocidades menores quando mais afastados do Sol.
Através destas Leis, Kepler tira de vez a Terra do centro do Universo e tira também o Sol do centro do Universo. Não se fala mais em centro do Universo e a Terra tem que girar sobre si mesma.
Mesmo depois de publicadas estas Leis (1609), Galileu foi condenado (1633). Não havia evidência para a rotação da Terra e a Bíblia possui passagens que dizem que a Terra não gira, etc.
Dez anos mais tarde, Kepler publica sua terceira Lei (1619), num livro cheio de misticismo, do qual só se aproveita mesmo, sua terceira Lei.
Luciano Camargo Martins
Fonte: www.mundofisico.joinville.udesc.br.