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Judaísmo

Os primeiros judeus a chegar ao território brasileiro no começo da colonização sãos os cristãos-novos, convertidos contra a vontade ao cristianismo para fugir da inquisição em Portugal.

Em 1812, o primeiro grupo de sefaradim (judeus de origem e ascendência ibérica) instala-se na Amazônia. A partir de 1850, judeus de várias procedências se fixam no país.

A imigração de ashkenazim (judeus europeus de cultura iídiche) se verifica no início do século XX, principalmente no Rio Grande do Sul. Em janeiro de 2000, é descoberta no estado de Pernambuco, em Recife, a primeira sinagoga das Américas, com data de construção de 1637.

Antes da descoberta, acreditava-se que a primeira sinagoga brasileira tivesse sido fundada no Rio de Janeiro em 1910.

A partir de 1933 começam a chegar ao Brasil os judeus alemães fugidos da perseguição promovida pelos nazistas. Em 1991 existiam 86,4 mil judeus no país. As maiores concentrações estão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Fonte: www.portalbrasil.net

Judaísmo

Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o judaísmo é a de raízes mais antigas. De seu seio surgiu o cristianismo, enquanto o islamismo adotou vários elementos judaicos e reconheceu Abraão e Moisés como profetas.

Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados judeus ou israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantido com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência.

Para o povo judeu, o conceito de história não se limita a uma sucessão de eventos e seu relato. A história judaica, em seus primórdios, é uma história sagrada, que começa com a escolha do povo por Deus (Iavé) e se orienta para o cumprimento da promessa divina de que, por meio desse povo, Deus beneficiará todas as nações. No decurso dessa história, os sábios judeus incorporaram aos livros sagrados um amplo corpus de textos que atualmente constituem o fundamento de sua religião.

Período bíblico

A Bíblia hebraica - que, à exceção de alguns livros, coincide essencialmente com o Antigo Testamento cristão -- narra os fatos fundamentais da história do povo judeu, a partir do momento transcendental de sua eleição e da aliança com Deus. Os judeus dividem sua Bíblia em três partes: a Lei (Torá), os Profetas (Neviim) e os Hagiógrafos (Ketuvim).

Aliança e eleição

O patriarca dos hebreus, Abraão, morava na cidade de Ur, na Caldéia, junto à foz do Eufrates, no século XX antes da era cristã. De lá, partiu para o norte, com seu pai, e recebeu a ordem de Deus: "Deixa teu país, tua parentela e a casa de teu pai, para o país que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê tu uma bênção!" (Gn 12:1-2).

Após a chegada de Abraão à terra de Canaã (mais recentemente conhecida como Palestina, para os judeus Terra de Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jordânia), Iavé estabeleceu com ele uma aliança: "À tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates" (Gn 15:18).

E acrescentou: "Eu multiplicarei grandemente a tua descendência, de tal modo que não se poderá contá-la" (Gn 16:10). Como sinal dessa aliança lhe ordenou: "Que todos os vossos machos sejam circuncidados" (Gn 17:10).

Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacó constituem a linha patriarcal de referência do povo judeu, fiel à aliança divina. Jacó recebeu do Senhor um novo nome, Israel, e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos do povo judeu, os descendentes de Israel, ou, como se chamavam, os "filhos de Israel" (Bene Israel).

Êxodo e estabelecimento em Canaã

A segunda etapa decisiva da história do povo judeu começou com sua libertação da escravidão no Egito (século XIII a.C.), onde se haviam estabelecido na época da grande seca. Moisés foi o líder que, por ordem de Iavé, conduziu a marcha de quarenta anos através do deserto para voltar a conquistar a terra de Canaã.

Durante a travessia do deserto, Moisés fixou a lei judaica, cujo núcleo foram os Dez Mandamentos, gravados nas tábuas recebidas de Deus no monte Sinai, que abarcavam as crenças, a moral, os rituais e a organização civil do povo. Essa lei, a Torá -- também chamada lei de Moisés, ou lei mosaica --, está contida no Pentateuco (Chumash), os cinco livros que constituem a primeira parte da Bíblia, e viria a ser a fonte de coerência e unidade do povo judeu e, todos os tempos e lugares. Segundo a tradição, ainda nos tempos de Moisés surgiu a lei oral, que se transmitiu dessa forma ao longo de gerações e só foi registrada por escrito muitos séculos depois.

Uma vez estabelecidos em Canaã, a Terra Prometida, cada tribo em seu próprio território, os hebreus sofreram a influência do paganismo e os ataques de filisteus e moabitas. Surgiram então os juízes, como Débora e Sansão, que lideraram o povo em épocas de crise, na luta contra os inimigos e na condução de um modo de vida adequado às leis da aliança. Entretanto, fez-se necessária a reunificação das 12 tribos, e Saul foi ungido rei no século XI a.C. Davi, seu sucessor, conquistou Jerusalém, transformou-a em capital do reino e para lá levou a Arca Sagrada, símbolo da aliança com Deus. Salomão, filho de Davi, construiu o primeiro templo, em Jerusalém. Com sua morte, o reino foi novamente dividido: Israel, no norte, formado por dez tribos, assimilou elementos heréticos no culto e logo sucumbiu, invadido pelos assírios. Sua população foi deportada, e as dez tribos desapareceram desde então da história judaica (várias hipóteses, fantasiosas ou não, têm associado etnias contemporâneas à descendência dessas tribos). O reino de Judá, no sul, centrou-se em Jerusalém e manteve-se fiel às tradições. Os judeus de hoje descendem principalmente dos habitantes de Judá.

Nessa época de decadência religiosa, política e econômica surgiram os grandes profetas de Israel -- Elias, Amós, Isaías -- que exortaram o povo a retornar à fé tradicional. A visão da história como instrumento de Deus, que faz cair a desgraça sobre o povo judeu como castigo pelo descumprimento da aliança, foi em parte obra dos profetas.

Exílio e restauração

No início do século VI a.C., o rei babilônio Nabucodonosor destruiu o templo, saqueou Jerusalém e deportou sua população para a Babilônia. Este novo exílio espiritual uniu o "restante de Israel" sob a prédica do profeta Ezequiel, dando início a uma restauração religiosa que preparou uma outra, de caráter político. A conquista da Babilônia por Ciro, rei dos medos e dos persas, permitiu aos hebreus retornar à Terra Prometida, no ano 538 a.C., e reconstruir o templo de Jerusalém, em 515 a.C. Grande parte do povo, no entanto, continuou espalhado do Egito à Índia, como numa prefiguração da posterior diáspora (dispersão).

Essa restauração religiosa e política é considerada por alguns autores como a verdadeira origem da unidade espiritual do povo judeu. Seu grande artífice foi Esdras, sacerdote dos judeus da Babilônia, que foi enviado pelo rei persa Artaxerxes II a Jerusalém para controlar a observância da lei mosaica, reconhecida, em seu caráter civil, para os judeus. Esdras fez renovar a aliança com Iavé mediante a leitura da lei para o povo durante sete dias (e, de maneira constante, duas vezes por semana).

Também renovou o culto no novo templo, embora continuasse o ensino nas sinagogas locais, e alentou a esperança, pregada pelos profetas, na vinda de um messias que instauraria o reino de Deus.

Períodos helenístico e romano

A influência grega teve início com a conquista da Palestina por Alexandre o Grande. Posteriormente, o povo judeu alternou longos períodos de dominação estrangeira com breves períodos de independência. Um dos episódios mais importantes dessa fase foi a revolta dos Macabeus contra os selêucidas helênicos, sob Antíoco IV, liderada por Judá. Vitoriosos, os judeus purificaram o templo em 164 a.C. (evento comemorado até hoje na festa de Hanuká) e instauraram a dinastia dos Asmoneus.

No ano 63 a.C. o romano Pompeu conquistou Jerusalém. Entre os grandes encraves judaicos dessa época destacam-se os da Síria, Babilônia e Alexandria, no Egito. Em Alexandria, o Pentateuco foi traduzido para o grego. Segundo a tradição, setenta sábios, totalmente isolados uns dos outros, fizeram simultaneamente setenta traduções absolutamente idênticas, chamada Septuaginta ou Bíblia "dos setenta".

Durante a dominação romana, Jesus de Nazaré reuniu um grupo de discípulos e iniciou a pregação de suas idéias. Depois que ele morreu na cruz, seus seguidores acabaram se desligando do judaísmo para constituir a igreja cristã.

Roma sufocou diversas revoltas judaicas e, no ano 70 da era cristã, o templo de Jerusalém foi arrasado. No ano 73, caiu o último baluarte da resistência, a fortaleza de Massada, na margem do mar Morto, quando seus defensores, cercados, preferiram cometer suicídio coletivo a cair prisioneiros.

Com a perda dos últimos vestígios de soberania, teve início a diáspora, a dispersão do povo judeu, que encontrou na religião um fator de preservação e unidade. Conta-se que Iochanan be Zakai conseguiu escapar do cerco de Jerusalém, levado por seus discípulos num ataúde. Apresentando-se ao governador romano, prometeu-lhe obediência e, em troca, pediu que lhe fosse permitido criar um centro de estudos judaicos em Iavne. Reunindo sábios e escribas, Iavne foi o núcleo da preparação judaica para sobreviver à dispersão, tendo a lei e a tradição como território, onde quer que se encontrassem os judeus.

Período rabínico

Talmude. O longo período rabínico, que os historiadores situam entre os séculos II e XVIII, caracterizou-se pela elaboração, pelos rabinos (mestres de judaísmo), do Talmude.

Na primeira época, chamada dos professores (tanaim), surgiram figuras como Judá ha-Nasi, da Palestina, que no início do século III fixou por escrito a lei oral: coleção de regras, comentários, interpretações e paradigmas baseados na Torá, preparada pelos rabinos Akiva, Meir e outros. Essa compilação escrita constitui a Mischná, cuja autoridade, diziam os sábios, como a da própria Torá, remonta ao Sinai. Na época seguinte, a dos intérpretes, ou dos amoraim, foram feitos comentários à Mischná, chamados Guemará. Juntas, a Mischná e o Guemará formam o Talmude.

Houve duas versões do Talmude, de acordo com a procedência do Guemará: o Talmud Ierushalmi (de Jerusalém) e o Talmud Bavli (babilônio). Esta última versão, que teve seu auge nos séculos V e VI, exerceu grande influência durante a Idade Média e é a adotada pelo judaísmo atual. O Talmude constitui fundamentalmente um esforço dos rabinos para adaptar os preceitos da lei à vida cotidiana de comunidades extremamente dispersas. Seus ensinamentos e conteúdo dividem-se em duas partes: Halaká, essencialmente normativa, e Hagadá, que inclui narrativas, parábolas etc., destinadas a inspirar e a fortalecer o povo.

Sefarditas e asquenazitas

Sobre uma base religiosa comum, a cultura judaica viu desenvolverem-se na Europa, durante a Idade Média, dois grandes ramos: sefarditas e asquenazitas.

Os sefarditas, ou sefaraditas (sefaradim) seguiram a tendência babilônica e receberam a influência dos muçulmanos, com quem conviveram na Espanha. Do século XI ao XIII, quando se restabeleceu o cristianismo, os judeus da península ibérica gozaram de boas posições e prestígio, contribuindo como conselheiros, poetas, cientistas e filósofos para o florescimento econômico e cultural da chamada idade de ouro. Após as conversões forçadas (os judeus convertidos eram chamados cristãos-novos, ou marranos, que significa "porcos"), durante a Inquisição, os judeus acabaram expulsos da Espanha, em 1492, e de Portugal, em 1497.

Os asquenazitas (ashkenazim), radicados na França e na Alemanha, adotaram o Talmud Ierushalmi e mantiveram estreito contato com a cultura cristã. Dos asquenazitas surgiram duas correntes místicas: a cabala (provavelmente de origem hispânica), desenvolvida nos séculos XII e XIII e relacionada com o esoterismo ocidental; e o hassidismo, no século XVI, que buscava uma forma de crença mais espontânea, mais liberta dos rigores do estudo e dos rituais, servindo assim aos judeus mais desfavorecidos das pequenas cidades e aldeias da Europa central e oriental. O hassidismo prolongou-se até a época contemporânea, preconizando a fé piedosa, o fervor (hitlaavut), a priorização da "intenção" (kavaná) sobre o rito e a importância do "aqui e agora" na experiência religiosa.

De um modo geral, a Idade Média foi para os judeus um período de perseguições e massacres. Acusados de envenenarem poços, causando a peste negra, de fabricarem o pão ázimo da Páscoa com o sangue de jovens cristãos, estereotipados como malditos, demônios e judeus errantes, foram obrigados ao batismo, ou então perseguidos e mortos pelos cruzados, queimados no interior de sinagogas -- como em York, na Inglaterra, em 1190 -- e expulsos de seus lares e de seus países. Imbuídos de uma fé radicada em sua identificação com o destino comum e com a prática judaica baseada na aliança, muitos judeus resistiram à pressão crescente de assimilação, muitas vezes preferindo morrer a abjurar sua fé. Morriam Al kidush haShem, pela santidade do nome de Deus, proferindo a antiga oração de uma frase só que é até hoje a síntese da fé judaica: Shemá Israel, Adonai Eloheinu Adonai echad (Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um).

A esperança de redenção levou a muitos caminhos, como o hassidismo, o misticismo da cabala e, no século XVII, ao messianismo, a crença na vinda imediata do Messias, então personificado num judeu de Esmirna, Shabetai Tsevi. Multidões histéricas acreditaram que a redenção era iminente, e desfizeram-se de seus bens para seguir o "messias" em sua jornada à Terra Santa. Mesmo a desmistificação do falso Messias, que se converteu ao Islã, não abalou seus seguidores, que acreditavam ser este o caminho de sofrimento pelo qual ele traria a redenção.

O fim da Idade Média, o advento de idéias libertárias, do racionalismo, dos direitos do homem, trouxe esperanças de emancipação que acabaram traídas pelo surgimento de um anti-semitismo doutrinário e ideológico.

Período moderno

As idéias do Iluminismo, no século XVIII, exerceram grande influência sobre o pensamento das comunidades judaicas da Europa central e oriental, que constituíam então o centro do judaísmo. As esperanças messiânicas haviam cedido lugar ao desejo de uma realização pessoal e nacional de natureza claramente terrena, idéias que se plasmaram no movimento conhecido como Haskalá (Ilustração).

A figura mais destacada desse movimento foi Moses Mendelssohn, que atingiu posição preeminente nas letras alemãs com sua tradução da Bíblia para o alemão, e que defendia uma religião universal centrada na razão. As gerações judaicas seguintes dividiram-se, na prática religiosa, entre a corrente ortodoxa e a reformista (e, mais tarde, a conservadora, a reconstrucionista, a neo-ortodoxa), enquanto se mantinha a influência do hassidismo.

No fim do século XIX, Theodor Herzl, judeu húngaro, jornalista em Viena, deu estrutura política e institucional ao sionismo, movimento em favor do estabelecimento de um estado judaico. Um dos fatores que apressaram o reconhecimento universal da necessidade de uma solução nacional para a questão judaica foi a tragédia do chamado holocausto.

A ideologia nazista surgiu na Alemanha, berço do Iluminismo e um dos países em que os judeus mais se haviam integrado à cultura local. Os nazistas pregaram como ideologia a eliminação física de todos os judeus da Europa, no que chamaram, operacionalmente, de "a solução final". A revivificação dos guetos, superpovoados e com péssimas condições de sobrevivência, deportações em massa para campos de concentração, câmaras de gás e fornos crematórios, fuzilamentos coletivos e experiências médicas desumanas levaram à morte seis milhões de judeus, mais de um terço da população judaica mundial.

Esse trágico cenário deu relevância à idéia sionista, versão contemporânea e política do sonho milenar judaico de retorno à Terra Prometida. Em novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico. O movimento iniciado por Herzl culminou, assim, com a proclamação do Estado de Israel, em 1948.

Atualmente, os principais núcleos populacionais judaicos encontram-se nos Estados Unidos, em Israel e na Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Parte considerável da comunidade judaica da antiga União Soviética pediu visto de emigração e, no início da década de 1990, mais de 400.000 judeus emigraram, principalmente para Israel. Quase a totalidade da comunidade judaica da Etiópia, negros africanos que praticam o judaísmo há cerca de 2.500 anos, emigrou para Israel nas décadas de 1980 e 1990.

Apesar da secularização e do liberalismo que hoje predominam em suas instituições, o povo judeu continua apegado a sua religião, ou seja, a suas tradições e ao legado de sua história.

Fonte: www.fisemg.com.br

Judaísmo

O Judaísmo é uma crença monoteísta que se apóia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade, grande parte de seus preceitos baseia-se na recomendação de costumes e comportamentos "retos".

O Deus apresentado pelo Judaísmo é uma entidade viva, vibrante, transcendente, onipotente e justa. Entre os homens, por sua vez, existem laços fraternos, e o dever do ser humano consiste em "praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente nas sendas divinas".

A prática da religião está presente no dia-a-dia do judeu. Ela se estende até sua alimentação, que deve ser kosher, ou seja, livre de comidas impuras (certas carnes, como a suína, entre outras substâncias, não são permitidas). Outro hábito arraigado é a observação do Shabat, o dia do descanso, que se estende do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, e que é celebrado com rezas, leituras e liturgias na Sinagoga, o templo judaico.

Em essência, o Judaísmo ensina que a vida é uma dádiva de Deus e, por isso, devemos nos esforçar para fazer dela o melhor possível, usando todos os talentos que o Criador nos concedeu.

As escrituras sagradas, as leis, as profecias e as tradições judaicas remontam a aproximadamente 3 500 anos de vida espiritual. A Torá, que também é conhecida como Pentateuco, corresponde aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento bíblico (os outros dois são Salmos e Profecias). O Talmud é uma coleção de leis que inclui o Mishná, compilação em hebraico das leis orais, e o Gemará, comentários dessas leis, feitos pelos rabinos, em aramaico.

Subdivisões do Judaísmo

Judaísmo Conservador

Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações, sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do fiel.

Judaísmo Ortodoxo

Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.

Judaísmo Reformista

O Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de seu próximo, independentemente de crença ou nação.

Fonte: www.casadobruxo.com.br

Judaísmo

A Religião da Estrela

Se você não é judeu, certamente conhece algum, ou já viu um homem com uma espécie de chapéuzinho na cabeça - o solidéu. Pois saiba que essas pessoas seguem uma religião cujas raízes remontam a quase 4.000 anos de história. Muitas outras religiões e seitas têm ligações a suas escrituras. Não estão, proporcionalmente, em grande número no mundo, mas já protagonizaram episódios marcantes e decisivos da história contemporânea.

Uma pessoa de outra religião que queira entrar para a comunidade judaica e procure a Congregação Israelita Paulista (CIP) terá de, antes de qualquer coisa, pagar um curso de um ano sobre as tradições e a ética do povo judeu. Duas vezes na semana, rabinos ministram aulas em português. Os alunos tomarão contato também com as rezas judaicas, que têm de ser feitas em hebraico.

Segundo Sophia Aron, assistente de culto da CIP, o "Judaísmo é uma religião complexa, de muitos detalhes, tradições e costumes, mas aberta a qualquer um". As pessoas que almejarem a conversão terão um obstáculo a superar: a circuncisão, que, dependendo da idade, poderá ser feita num hospital. Meninos com idades de 13 anos e um dia participam de mais um ritual judaico essencial: o Bar Mitzvah. Ao pé da letra, significa filho do mandamento. Na prática, quer dizer que o jovem dessa idade já conseguiu sua maturidade religiosa e legal.

Baseado nos trabalhos do Instituto Brasileiro-Judaíco de Cultura e Divulgação

O Que é um Judeu?

É muito difícil encontrar uma simples definição do que é um judeu.

Judeu é todo aquêle que aceita a fé judaica. Esta é a definição religiosa.

Judeu é aquêle que, não tendo afiliação religiosa formal, considera os ensinamentos do Judaísmo – sua ética, seus costumes, sua literatura – como propriedade sua. Esta é a definição cultural.

Judeu é aquêle que se considera judeu ou que assim é considerado pela sua comunidade. Esta é a definição prática.

Como parte de inegável importância para qualquer definição válida, deve-se dizer também o que o judeu não é. Os judeus não são raça. A história revela que através de casamentos e conversões o seu número sofreu acréscimos sem número. Há judeus morenos, louros, altos, baixos, de olhos azuis, verdes, castanhos e pretos. E apesar da maioria dos judeus serem de raça branca, há judeus negros falasha na Etiópia, os judeus chineses de Kai-Fung-Fu e um grupo de judeus índios no México, cuja origem, até hoje, ainda é um mistério para antropólogos e arqueólogos.

Para se compreender o Judaísmo, a busca do absoluto no ritual e no dogma deve ser abandonada, para dar lugar a um exame de ampla filosofia à qual subordina a nossa fé. As nossas regras de culto são muito menos severas do que as de conduta. Nossa crença no que se refere à Bíblia, aos milagres, à vida eterna – é secundária em relação à nossa fé nas potencialidades humanas e nas nossas responsabilidades para com o próximo. As modificações introduzidas, no decorrer dos anos, no ritual e nos costumes são de consequência mínima comparadas com os valores eternos que fortaleceram a nossa fé através de incontáveis gerações e mantiveram o Judaísmo vivo, em face de tôdas as adversidades.

O Judaísmo sempre foi uma fé viva, crescendo e modificando constantemente como todas as coisas vivas. Somos um povo cujas raízes foram replantadas com demasiada frequência, cujas ligações com as mais diferentes culturas foram muito intensas para que o nosso pensamento e tradições religiosas permanecessem imutáveis. Sucessivamente, os judeus fizeram parte das civilizações dos assírios, dos babilônios, dos persas, dos gregos, dos romanos e, por fim, do mundo cristão. As paredes do gueto foram mais uma exceção do que propriamente uma regra no curso da história. Tais experiências, inevitavelmente, trouxeram consigo certas modificações e reinterpretações.

De qualquer maneira, a religião judaica conseguiu se desenvolver sem submeter-se ao dogmático ou ao profético. A fé do judeu exige que ele jejue no Dia do Perdão. Mas enquanto jejua, aprende a lição dos profetas que condenam o jejum que não é feito com probidade e benevolência. Ele vem à sinagoga para rezar, e, durante o culto, lê as palavras de Isaías dizendo que a oração é inútil a não ser que ela seja o reflexo de uma vida de justiça e de misericórdia. Assim, o Judaísmo continua sendo uma fé flexível, que vê os valores através de símbolos e ao mesmo tempo se precaveu contra cerimônia superficiais.

Acreditamos em Deus, um Deus pessoal cujos caminhos ultrapassam a nossa compreensão, mas cuja realidade ressalta a diferença que existe entre um mundo com finalidades e outro sem propósitos.

Acreditamos que o homem seja feito à imagem de Deus, que o papel do homem no universo é único e que, apesar da falha de sermos mortais, somos dotados de infinitas potencialidades para tudo o que é bom e grandioso.

São essas as nossas crenças religiosas básicas. Os outros pontos abordados acima podem ser considerados, como diria Hilel, "mero comentário".

Quais são os Princípios Básicos do Judaísmo?

A maneira mais autêntica de adorar Deus é a imitação das virtudes dividas: como Deus é misericordioso, assim também devemos ser compassivos; como Deus é justo, assim devemos tratar com justiça ao próximo; como Deus é tardo em se irritar, assim também devemos ser tolerantes em nossos julgamentos.

O Talmude fala em três princípios básicos da vida: a Torá, ou instrução; o serviço de Deus, e a prática de boas ações, ou caridade.

O amor ao saber domina a fé judaica. Desde o primeiro século da era cristã, têm os judeus um sistema de educação obrigatória. A responsabilidade pela educação dos pobres e dos órfãos cabia à comunidade tanto quanto aos pais. Tampouco se alheavamos antigos rabis à psicologia educativa. No primeiro dia de escola as crianças ganhavam bolos de mel com o feitio das letras do alfabeto, para que associassem o estudo ao prazer !

O segundo princípio básico desta religião é o serviço de Deus. Desde sua mais tenra meninice aprendem os judeus que Êle deve ser adorado, por amor, e nunca por temor.

O terceiro fundamento do Judaísmo é a caridade, a genuína caridade que brota do coração. Não existe outra palavra hebraica para traduzir caridade senão a que significa "dádiva eqüanime". A filantropia, observou um notável erudito, nasceu de dois elementos da religião judaica: o conhecimento de que tudo quanto possuímos é propriedade do Senhor; e a convicção de que o homem pertence a Deus.

Para o judeu piedoso, a filantropia não conhece fronteiras raciais ou religiosas. De acordo com o rabis: "Exige-se de nós que alimentemos os pobres dos gentios tanto como nossos irmãos judeus..." Ninguém está isento da prática da caridade. Informa-nos o Talmude que "até quem vive de uma pensão deve dar ao pobre"!

No primeiro século da nossa era, o rabi Johanan perguntou a cinco de seus mais preclaros discípulos o que consideravam o alvo supremo da vida. Cada qual ofereceu a sua fórmula predileta. Depois de ouvir a todos, disse Johanan: "A resposta do rabi Elazar ainda é a melhor – um bom coração".

Outro grupo de estudiosos procurou um único verso da Bíblia que distilasse a essência da fé judaica. E encontraram-no nas palavras do profeta Miquéias: "Que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques justiça e ames a beneficência e andes humildemente com o teu Deus".

Acreditam os Judeus que o Judaísmo é a Única Religião Verdadeira?

Os judeus consideram a sua religião a única para os judeus; jamais condenam, porém, o devoto de qualquer outra fé. Diz-nos o Talmude: "Os justos de todas as nações merecem a imortalidade".

Consideram-se os Judeus "O Povo Eleito"?

As palavras "povo eleito" deram origem a muitas ilações capciosas. A maioria delas provêm da falta de familiaridade com a tradição judaica e de uma incompreensão daquilo que o Judaísmo considera seu papel específico e sua responsabilidade.

Não se acreditam os judeus dotados de quaisquer características, talentos ou capacidades peculiares, nem tampouco que gozem de algum privilégio especial aos olhos de Deus. A Bíblia refere-se à escolha de Israel por Deus, não em termos de preferência divina, mas antes por divina intimação.

Qual é o Conceito Judaico de Pecado?

O conceito judaico de pecado se ampliou e transformou através dos séculos. Para os antigos hebreus, o pecado consistia na violação de um tabu, uma ofensa contra Deus, pela qual deveria ser oferecido um sacrifício expiatório. Gradativamente, com o correr dos anos, esse conceito se dilatou. O pecado passou a significar a nossa inabilidade em nos conformarmos com nossas plenas potencialidades, o nosso malôgro em cumprir nossos deveres e arcar com as nossas responsabilidades como judeus e como povo de Deus.

Acreditam os Judeus no Céu e no Inferno?

Houve tempo em que a idéia do céu e do inferno teve acolhida generalizada na teologia judaica. Embora não contenha qualquer referência direta a um futuro concreto ou físico, o Antigo Testamento faz algumas vagas e poéticas alusões a uma vida posterior. E durante o período da dominação persa sobre Israel, diversos ensinamentos de Zoroastro, entre os quais a noção de um céu e um inferno futuros, tornaram-se populares entre os judeus.

Hoje, estes acreditam na imortalidade da alma – uma imortalidade cuja natureza só é conhecida de Deus – mas não aceitam um conceito literal de céu e do inferno.

Os judeus sempre se preocuparam mais com este mundo do que com o outro e sempre concentraram seus esforços religiosos na criação de um mundo ideal para nele viverem.

Acreditam ainda os Judeus na vinda do Messias?

A crença na vinda do Messias – um descendente da Casa de Davi que redimirá a humanidade e estabelecerá o Reino de Deus na terra – faz parte da tradição judaica desde os dias do profeta Isaias.

Conforme descrevia a lenda, o Messias deveria ser um ente humano dotado de dons muito especiais: sólida capacidade de comando, grande sabedoria e profunda honestidade. Empregaria ele tais faculdades no estímulo da revolução social que ensejaria uma era de perfeita paz. Nunca, porém, houve qualquer alusão a um poder divino que seria gerado. Encarava-se o Messias como um grande chefe, um moderador de homens e da sociedade, mas, com tudo isto um ser humano, e não um Deus.

Contudo, a maioria dos judeus reinterpretou a primitiva crença num Messias não como um Redentor individual, mas como a própria humanidade que, corretivamente pelos seus próprios atos, seria capaz de introduzir entre nós o Reino de Deus. Quando a humanidade alcançar um nível de verdadeira sapiência, bondade e justiça, então será esse o Dia do Messias.

É Verdade que no Judaísmo o Lar é mais Importante que a Sinagoga ?

Sim, decididamente. Se todos os templos israelitas tivessem de fechar, a base religiosa judaica permaneceria intacta, por que o seu centro está no lar.

Os judeus consideram o seu lar um santuário religioso. A família é a fonte principal do seu culto, e seu ritual tanto se destina ao lar quanto à sinagoga. A mãe, acendendo as velas de Sábado – nas noites de sexta-feira, o pai, abençoando os filhos à mesa de sábado, as dúzias de ritos oportunos e significativos que acompanham a observância de todo dia santo judaico. A religião judaica é essencialmente uma religião familiar.

Lei e Ritual Religioso

Um dos traços mais característicos do Judaísmo consiste na sua grande variedade de ritos e cerimônias – rituais que se relacionam com todas as circunstâncias da vida, desde o berço até o túmulo. A religião judaica está repleto de símbolos de toda espécie. E apesar de alguns poucos terem surgido em séculos recentes, a maioria tem origens muito antigas.

Quandos os pais levam o filho à sinagoga para a Bar Mitzvah, reina profunda comoção entre os fiéis, alegres por contemplarem um rapazinho ou uma jovem passar para a idade adulta, enquanto os pais se orgulham por verem o filho ou a filha assumir um papel na vida da sinagoga, e o mancebo ou a donzela se compenetram das primeiras responsabilidades da maioridade. O cerimonial da Bar Mitzvah e da confirmação sublima todas essas emoções.

Dizer que tais cerimônios são supérfluas é pretender que as palavras podem bastar-se sem música. Podem, é claro. Mas a música frequentemente acrescenta-lhes uma nuança que marca a diferença entre fortuito e significativo, entre trivial e solene. Destarte, os ritos e os símbolos, amiúde emprestam poesia à vida e tornam-na digna de ser vivida.

A palavra hebraica que significa santo é Kaddosh e é encontrada sob diversas formas através de todo o ritual judaico.

Aos sábados e nas festas o judeu recita o Kiddush, a Santificação do Vinho. As palavras e a benção em si não têm tanto sentido quanto a própria cerimônia. O pai toma nas mãos a taça de prata e declama as palavras em voz alta; a mãe e os filhos ouvem atentamente e respondem com um "Amém" conclusivo. É um ato simples e no entanto espelha toda a beleza e a serenidade que o Sábado representa.

O ritual de Devoção silenciosa, recitada três vezes por dia, contém uma prece chamada Kedushah, na qual o oficiante repete as palavras do profeta: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos, o mundo inteiro está cheio de sua glória".

E, ao fim da vida, há outra forma de santificação, o Kaddish – no qual a pessoa que perdeu um ente querido afirma, apesar de toda a sua aflição, que a vida é sagrada e digna de ser vivida.

Existe um Livro Completo da Lei Judaica?

Nenhum livro incorpoda todas as leis religiosas a que estão sujeitos os judeus.

O máximo que se alcançou na compilação de um código legal único é representado pelo Schulchan Aruch, do século XVI de autoria de José Caro, repositório das leis básicas que hoje em dia guiam a maioria dos judeus ortodoxos no mundo ocidental. Mas embora estes aceitem a maior parte do Schulchan Aruch, ainda assim não o consideram o corpo integral da lei judaica, soma de todos os códigos aceitos, comentários, emendas e responsa (respostas dos rabinos aos problemas suscitados pela experiência prática) contidos numa biblioteca inteira de escritos judaicos.

Outra obra de padrão é o Código de Maimônides, que registra, sistemática e logicamente, as opiniões contraditórias do Talmude.

Por quê Praticam os Judeus a Circuncisão?

Brith Millah, a circunsição da criança do sexo masculino uma semana após seu nascimento é o mais antigo rito da religião judaica. Era praticado pelos patriarcas desde antes da existência das leis de Moisés e se acha tão indelevelmente gravado na tradição que nenhuma transferência é permitida, nem por causa do Sábado nem pelo Dia da Expiação. A cerimônia só pode ser postergada quanto a saúde da criança não a permite.

O Judaísmo considera o rito da circunsição um símbolo externo que liga o menino à sua fé. Não é um sacramento que o introduz no Judaísmo. A circunsição confirma a condição da criança e representa um emblema de lealdade à fé israelita.

Que é "Bar Mitzvah"?

Um menino que completa o seu décimo-terceiro aniversário é um Bar Mitzvar – literalmente, um homem do dever. Desse dia em diante, conforme a tradição judaica, é ele responsável por seus próprios atos e por todos os deveres religiosos de um homem.

Que é o "Talmude"?

O Talmude consiste em sessenta e três livros de assuntos legais, éticos e históricos escritos pelos antigos rabis. Foi publicado no ano de 499 DC, nas academias religiosas de Babilônia, onde vivia a maior parte dos judeus daquela época. É uma compilação de leis e de erudição, e durante séculos foi o mais importante compêndio das escolas judias. O Judaísmo ortodoxo baseia suas leis geralmente nas decisões encontradas no Talmude.

Que Significa o Sábado para os Judeus?

O Sábado é mais do que uma instituição no Judaísmo. É a instituição da religião judaica.

O sábado é um período de repouso espiritual, e para um intervalo na monótona rotina do labor cotidiano. Serve para recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve tornar cegos ante a necessidade de viver.

O Cristianismo e o Judaísmo concordam em alguma coisa?
Em que Pontos Diferem?

Cristãos e judeus partilham a mesma opulenta herança do Antigo Testamento, com suas verdades eternas e seus valores imutáveis. Partilham sua crença na paternidade de um só Deus, onisciente, todo-poderoso e sempre misericordioso. Compartilham sua fé na santidade dos Dez Mandamentos, na sabedoria dos profetas e na fraternidade humana. O núcleo de ambas as religiões é a firma crença no espírito humano; a busca da paz e o ódio à guerra; o ideal democrático como guia de ordem política e social; e, acima de tudo, a natureza imperecível da alma do homem.

Tanto cristãos quanto judeus acreditam que o homem foi posto no mundo para um fim – que a vida é muito mais do que "um brilhante interlúdio entre dois nadas". O alvo social da Cristandade e do Judaísmo é também um único: um mundo motivado pelo amor, pela compreensão e pela tolerância aos semelhantes.

São esses os pontos básicos de concordância – o vasto campo comum do Judaísmo e do Cristianismo que forma a herança judaico-cristã, porquanto as raízes do Cristianismo se entranham profundamente no solo do Judaísmo, no Velho Testamento e na Lei Moral. E a herança comum de ambas as fés lançou os alicerces de grande parte do que conhecemos por civilização ocidental.

Mas existem, naturalmente, vários pontos distintos entre as duas religiões. Os judeus reconhecem a Jesus como um filho de Deus no sentido de que somos todos filhos de Deus, pois os antigos rabis nos ensinaram que uma das maiores dádivas de Deus ao homem é o conhecimento de sermos feitos à Sua imagem. Mas não aceitam a sua divindade.

Os judeus também rejeitam o princípio da encarnação de Deus feito carne. Constitui dogma cardeal de sua fé que Deus é puramente espiritual e não admite qualquer atributo humano. Ninguém, acreditam eles, pode servir de intermediário entre o homem e Deus, nem mesmo num sentido simbólico. Aproximamo-nos de Deus – cada homem à sua maneira pessoal – sem um mediador.

O Judaísmo difere também do Cristianismo na doutrina do pecado original, não interpretando a história de Adão e Eva como a perda da Graça pelo homem, e não procurando tirar da alegoria do Jardim do Eden quaisquer lições ou regras sobre a natureza humana.

As Cerimônias da Sinagoga são reservadas exclusivamente a Judeus ?

Existe entre os não-judeus uma noção mais ou menos generalizada de que a sinagoga é um lugar de mistério – exclusivo e inacessível a todos que não sejam fiéis. Tal suposição, na verdade, é completamente insustentável. Qualquer pessoa pode entrar numa sinagoga e a qualquer tempo. Em muitas casas de adoração judias estão inscritas sobre os altares as palavras de Isaias: "A minha Casa será uma Cada para todos os povos".

Fonte: E-Deus.org

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