Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Dia Mundial Veteranos Guerra - Página 3  Voltar

Dia Mundial dos Veteranos de Guerra

Os veteranos envolvidos nessas atividades eram minoria entre seus pares. A maioria amargava quieta a Ocupação e a falta de união nacional, que a seu ver, havia sido a causa da derrota. Restava, ainda, a Resistência. Esta reunira, em sua heterogeneidade, contingentes diversos de franceses e francesas, alguns dos quais veteranos da guerra anterior e grupos de desmobilizados de 1940. A exigência cada vez maior de “profissionalismo” e conhecimentos militares nas atividades clandestinas contava a favor desses combatentes que sonhavam com sua revanche. Constituíam, porém, minoria entre os resistentes.

Os resistentes eram, por sua vez, minoria pouco expressiva numericamente na sociedade francesa. Sua ação, contudo, figura até hoje no plano mais elevado da história e da memória da guerra na França, seja em sua versão gaullista, seja em sua versão comunista. São os únicos “combatentes” franceses efetivamente comemorados. Sua existência mítica fixou-se no tempo, principalmente depois da libertação da França, pelas tropas anglo-americanas, em 1944.

O governo provisório de De Gaulle iniciou o retorno dos deportados e prisioneiros de guerra, inicialmente na França e, com a rendição da Alemanha em maio de 1945, em toda a Europa. A população francesa esperou, angustiada a volta dos dois milhões de “ausentes”, como eram chamados os franceses aprisionados na Alemanha, ou forçados a trabalhar em fábricas alemãs vestindo seus uniformes.

O recém-criado Ministério de Prisioneiros, Deportados e Refugiados propôs leis e benefícios aos repatriados: bônus de mil francos a cada um, cartões de racionamento de valor dobrado para alimentos, mudas de roupas novas, cupom para aquisição de sapatos, cupons de cigarro nos postos da fronteira, duas consultas médicas gratuitas e um feriado pago ao beneficiado e sua esposa, quando do seu retorno à França. Além desses benefícios, o Ministério estimulava e apoiava coletas de fundos nas cidades, para rateio entre os retornados locais. Muitas dessas coletas eram organizadas pelas antigas associações de ex-combatentes, que retomaram seu funcionamento.

À medida que os deportados e prisioneiros de guerra retornavam, chegavam também as notícias e imagens dos campos de concentração e extermínio. Isso revoltou a população, principalmente contra os colaboracionistas notórios. Insinuava-se novamente a cisão, justamente quando os franceses se reencontravam com os seus:

Homens e mulheres festejaram o retorno dos seus próximos. Eles não se recolheram em vergonha. O problema ... não foi que os deportados causaram embaraço, desconforto, mas que eles colocaram uma contradição insolúvel para o mito fundador da França do pós-guerra ... Os deportados subverteram o princípio mítico de que todos foram, igualmente, vítimas, porque sua presença física deixava claro que alguns franceses sofreram extraordinariamente pela Libertação da França, enquanto outros tiraram proveito da sua ocupação ... Daí, por uma necessidade política, o “Retorno” foi esquecido. (Koreman, 1997, p.21)

Destarte, o veterano francês da Segunda Guerra Mundial carregava consigo, com algum constrangimento, a derrota e a vitória. Seu lugar não era, como na guerra precedente, autoconcebido como apartado da sociedade francesa, com sua experiência única de camaradagem, bravura e união nacional. Não foram somente eles e seus companheiros que sofreram os horrores da guerra, pois a população civil, desarmada, também sofrera perdas terríveis. Não precisou ir às ruas protestar contra a indiferença das autoridades às reivindicações de benefícios e emprego. Suas associações não foram pródigas em construir monumentos “à vitória”, “aos mortos” ou mesmo “à paz entre as nações”. Tampouco foram suas associações “escolas de civismo, patriotismo e cidadania”. A “pátria em armas”, o “espelho da nação”, a massa de ex-combatentes refletia suas divisões e constrangimentos. As conseqüências apareceram anos depois, quando 2 milhões e 700 mil soldados partiram para lutar na Argélia, mobilização a que a população francesa deu de ombros.

Ao final da década de 1990, as autoridades francesas aboliram o serviço militar obrigatório. A era da conscrição deu lugar aos soldados profissionais. A “nação em armas” cedeu, lentamente, seu lugar para as “armas da nação”.

Grã-Bretanha: a desmobilização bem sucedida

O governo inglês começou seus estudos sobre as providências a serem tomadas no pós-guerra no final de 1941, embora apenas no final de 1943 tenha sido decidida e anunciada a política a ser adotada. A proposta — que estipulava uma pequena contribuição mensal, o selo-seguro — granjeou rápida popularidade. Não era para menos: os benefícios seriam estendidos dos contribuintes para suas famílias, viúvas, órfãos e crianças em geral. Mas essa era apenas a parte visível do iceberg. Na realidade, as autoridades inglesas visavam integrar a futura desmobilização, de milhões de homens, com a progressiva recolocação dos ex-combatentes na força de trabalho civil, com o esforço de reconstrução das edificações bombardeadas e construção de novas, e, por fim, com a remoção dos controles da economia de guerra. Destarte, os três objetivos da desmobilização foram assim definidos: a) continuidade das atividades militares essenciais; b) provimento da força de trabalho de acordo com a reconstrução econômica; c) satisfação das expectativas populares.

A desmobilização de 1945 foi desencadeada em um ritmo muito mais lento e suave que a de 1919. Apenas em dezembro de 1946 é que o trabalho de desmobilização cessou: 4 milhões e 250 mil combatentes haviam voltado para casa. Não se pode esquecer que o governo inglês ainda manteve muitos homens nas colônias e protetorados de ultramar (Índia, Pérsia, Egito, Palestina etc.), bem como em regiões ocupadas durante a guerra (Alemanha, Grécia etc.), o que também aliviou as pressões por emprego. Os atrasos no repatriamento dos soldados criaram, contudo, muitas tensões, especialmente em relação aos postos de trabalho. Assim como havia conseguido ao fim da Primeira Guerra Mundial, o governo britânico inicialmente logrou direcionar a economia sem taxas de desemprego alarmantes. Mas, de maneira análoga à do período posterior à Grande Guerra, a fase de euforia foi seguida de uma depressão econômica. Dessa maneira, pode-se concluir que, como exercício de um processo administrativo, a desmobilização inglesa foi um sucesso. Mas como contribuição para a planejada reconstrução econômica, seus resultados foram mais modestos. O planejamento era subordinado, na ordem, à política e às forças do mercado. Felizmente, para as autoridades inglesas, quando a crise chegou, havia o Plano Marshall.

Os veteranos ingleses da Segunda Guerra Mundial, assim como os da Primeira, “não se tornaram um grupo político separado e violento, como aconteceu em outros países”. Reunidos na Royal British Legion, organizavam-se de maneira mais ou menos democrática e exerciam pressão, quando necessário, sobre parlamentares para discussão e aprovação de leis de seu interesse. Mas suas atividades mais usuais continuaram sendo as beneficentes e sociais. A “Batalha da Inglaterra” integrou as lutas dos combatentes das forças expedicionárias e dos que vivenciaram o terror dos bombardeios no front doméstico.

Estados Unidos: O G. I. Bill e o aperfeiçoamento da cidadania

Na história norte-americana, a Segunda Guerra Mundial ficou conhecida como “a boa guerra”. Com efeito, comparada às outras guerras e conflitos em que tropas americanas tiveram participação, como a Primeira Guerra Mundial, a Guerra da Coréia e, principalmente, a Guerra do Vietnã, o relevo da Segunda Guerra Mundial é marcante. Além do consenso geral de que os Estados Unidos lutaram por uma “boa causa”, a Segunda Guerra Mundial evoca boas lembranças nesse país por ter sido a alavanca da consolidação de sua hegemonia no mundo capitalista. Mas um fato permanece, com freqüência, esquecido: para a maioria dos soldados americanos que voltaram daquela guerra, as oportunidades de aperfeiçoamento pessoal e material foram ampliadas, ao invés de serem restringidas pela natural retração das economias do pós-guerra.

O que propiciou tamanha crença foi um conjunto de leis simples, mas eficientes: o G. I. Bill of Rights, sancionado pelo presidente Franklin Delano Roosevelt em 21 de junho de 1944, ou seja, quase um ano antes de a guerra encerrar-se na Europa e mais de um ano antes de seu fim no Teatro de Operações do Pacífico.

Muitos projetos de lei para reintegração social e material do ex-combatente foram discutidos no Congresso americano e na Casa Branca. A maioria, porém, prescrevia apenas indenizações, bônus e seguros-desemprego. A idéia de integrar o combatente retornado à sociedade através de um estímulo ao seu aperfeiçoamento educacional e profissional não surgiu das escrivaninhas do governo, mas de pressões de deputados, educadores, jornalistas e membros da American Legion (Bennett, 2000, p.185 ss).

O G. I. Bill, como ficou conhecido, oferecia aos veteranos americanos qualificados — que estiveram em serviço ativo nas forças combatentes por pelo menos 90 dias sem punição ou falta grave — quatro maneiras de aprimorar suas condições socioeconômicas quando retornassem para a América. O primeiro benefício criou o United States Employment Service, que ajudaria os veteranos a encontrar empregos que pudessem ser adequados, o quanto possível, às suas habilidades profissionais. O segundo benefício concedia ao veterano desempregado a percepção de um ano de indenização por desemprego, na razão de 20 dólares por semana. O terceiro benefício estabelecia que a Veterans Administration garantisse empréstimos aos veteranos para a aquisição ou construção de casa, fazenda ou pequeno negócio de veteranos, como uma espécie de fiadora, livrando os ex-combatentes do fantasma da hipoteca. O quarto benefício garantiria o pagamento dos estudos superiores e/ou profissionalizantes dos veteranos por quatro anos, em qualquer estabelecimento de ensino do país, fosse ele a prestigiada universidade de Yale, ou o menor Poddunk College.

As conseqüências dessa lei logo se fizeram sentir. Dois anos antes da guerra, aproximadamente 160 mil cidadãos eram graduados por ano no ensino superior americano. Em 1950, esta cifra já era de 500 mil graduados por ano. Como a lei previa aperfeiçoamento educacional em vários níveis, no ensino secundário e no profissionalizante, o número de contemplados elevou-se a milhões de cidadãos. Da população de 15 milhões e 400 mil veteranos americanos da Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 7 milhões e 800 mil (50,5%) receberam educação ou treinamento pela lei, 2 milhões e 200 mil deles em universidades.

O G. I. Bill sempre foi considerado o modelo por excelência do melhor tratamento do problema do retorno de um grande contingente de combatentes. É um verdadeiro mito. Políticos e scholars consideram-no um retumbante sucesso.23 Entretanto, pesquisa recente mostrou que, se o sucesso realmente ocorreu, este não foi para todos. Os negros do Deep South (Georgia, Alabama, Mississippi, Louisiana) não desfrutaram tão eficientemente desses benefícios evocados. Na realidade, os preconceitos e segregações raciais do Sul norteamericano falaram mais alto que os direitos estabelecidos no G. I. Bill. Os veteranos negros encontraram dificuldades para conseguir emprego, e quando o obtinham, era em posições e funções subalternas, ainda que tivessem especializações. Da mesma forma, o recebimento do auxílio-desemprego era dificultado ao máximo, assim como a criação do próprio negócio a partir de empréstimos afiançados pelo próprio governo. O que fizeram os veteranos negros? Alguns organizaram-se em grupos de pressão por seus direitos e conseguiram avanços. Nessa luta reside um dos embriões das lutas pelos direitos civis das décadas de 1950 e 1960.

O balanço global do G. I. Bill foi considerado favorável pelas autoridades civis e militares do país. Tal lei foi base de outras, em favor dos veteranos das guerras em que os Estados Unidos se envolveram, como a da Coréia e a do Vietnã, embora sem a mesma abrangência e impacto social. Isso pode ser explicado não pela legislação em si, mas pelo próprio clima de recepção favorável da “boa guerra” nos Estados Unidos. Quando a participação de conscritos americanos deixou de ter o apelo de uma causa justa, as dificuldades dos veteranos voltaram. Foi o caso dos veteranos da Guerra do Vietnã (Severo; Milford, 1989, p.317-381).

As conseqüências do G. I. Bill são debatidas até a atualidade, pois desde o final da Segunda Guerra Mundial se concebe a reintegração dos veteranos não apenas como problema de assistência, mas também como indutor de práticas sociais saudáveis em regimes democráticos. E embora exista um conjunto de leis posteriores — há pelo menos um G. I. Bill para veteranos de cada guerra travada pelos Estados Unidos —, é notável que a geração de veteranos da Segunda Guerra Mundial seja caracterizada como aquela na qual o engajamento cívico e a participação política tenham obtido os melhores resultados. Assim como nos outros países aqui examinados, a política de recepção e reintegração social dos ex-combatentes produziu somente resultados satisfatórios quando houve a combinação de uma política governamental adequada e a aceitação social do sacrifício de sangue do ex-combatente.

Considerações finais

Ao final deste artigo, algumas conclusões podem ser expostas. A primeira é a afirmação da importância do estudo relacionado aos ex-combatentes, suas associações, sua expressão política e a maneira como contribuem para moldar o impacto da guerra nas sociedades pelas quais lutaram. Sua expressão numérica e política não pode ser desprezada. Em segundo lugar, foi possível compreender as diferenças entre as expressões políticas e sociais dos veteranos após cada conflito. Depois da Primeira Guerra Mundial, desenvolveu-se o “espírito de 1914”, uma crença generalizada entre os ex-combatentes de que pertenciam a um grupo especial, moldado a ferro e fogo nas trincheiras, e que reunia em si os predicados de lealdade, camaradagem, patriotismo e honra. Essa crença variou de nação para nação e mostrou que foi a integração complexa entre as contingências políticas, sociais e culturais de cada país que determinaram as respostas à política dos veteranos. Assim, na França, tal mito serviu para a pregação de pacifismo e apelos à cidadania. Na Alemanha, ao contrário, foi entendido como um apelo à revanche e ao nacionalismo excludente. Em outros países, como Grã-Bretanha e Estados Unidos, serviu mais para as finalidades pragmáticas de concessão de benefícios e pensões.

Esse mito, porém, não vicejou ao final da Segunda Guerra Mundial. As razões principais foram a natureza diferenciada da própria guerra e o impacto brutal da barbárie nazista e de sua glorificação da guerra, na memória das sociedades beligerantes. A expressão “sociedade beligerante” cabe aqui perfeitamente. Na Segunda Guerra Mundial, toda a sociedade se envolveu e, ao seu modo, participou da luta. A linha entre a frente de batalha e a frente doméstica nunca antes fora tão delgada e tão facilmente atravessada. Dessa forma, nenhum grupo combatente poderia arrogar a si as honras e os fardos da guerra. Ao invés de diferenciar, essa guerra tornou todos um pouco vítimas e um pouco algozes na barbárie.

Em terceiro lugar, observou-se certa evolução na forma pela qual as autoridades públicas trataram o problema da desmobilização e da reintegração social e econômica dos veteranos de guerra. Despreparados ao final da Primeira Guerra, os governos elaboraram planejamentos sociais de médio e longo prazo para o período posterior à Segunda Guerra Mundial. Os resultados, apesar dos problemas ocasionais, foram satisfatórios, conquanto não tenham sido o ideal, em todos os países.

Por fim, percebeu-se uma clara relação entre o tipo de guerra combatida, a aceitação ou não da população civil na participação de seus jovens no conflito e a memória coletiva dessas guerras. Essa relação, que pode ser aplicada até mesmo em conflitos posteriores, como o caso das guerras da Argélia e do Vietnã, mostra as transformações pelas quais passou o ideal de recrutamento universal, sua expressão política e seu futuro, na guerra contemporânea. Nos últimos conflitos que envolveram nações, como um todo, representadas por seus exércitos regulares, a memória de guerra está cada vez mais restrita a grupos menores e profissionalizados de soldados, e não mais ao cidadão-soldado, expressão máxima da Nação.

Portanto, mais que a existência ou não de uma estrutura de apoio e de programas de retorno dos combatentes à sociedade, a variável decisiva para definição do sucesso ou não da reintegração social foi a relação que a sociedade não-combatente travou com a guerra lutada e com seus combatentes. Em outras palavras, a aceitação ou não, pela população civil, da participação de seus jovens nos conflitos, bem como a memória social dessas guerras, repercutiram profundamente na forma como esses milhões de jovens retornaram às suas vidas sociais e profissionais.

Fonte: www.scielo.br

Dia Mundial dos Veteranos de Guerra

A Segunda Guerra Mundial, na qual o Brasil teve grande participação na Itália, sendo o único regimento a render uma divisão alemã inteira, a 148º. Dentre os prisioneiros 2 generais, 800 oficiais e 14.700 soldados. Mas os grandes heróis que renderam a divisão não foram lembrados. Aos 25.000 pracinhas que participaram da guerra, a todos os pracinhas que caíram na guerra e depois dela faço esta pequena homenagem.

RESISTIR. NAO ESQUECER

Sobreviver a uma guerra não é tarefa fácil. Sobreviver a uma guerra mundial então... Para os cerca de 450 brasileiros que morreram na Europa entre 1943 e 1945, lutando contra alemães e italianos restam as lágrimas e a certeza: morreram como heróis. Para os outros 25 mil brasileiros que voltaram, restaram a luta contra a falta de apoio, o esquecimento, o descaso e, muitas vezes, o preconceito de um País que confundiu o amor e respeito a seus veteranos de guerra com o desprezo pela ditadura militar. Mas nunca é tarde para reconhecer aqueles que resistiram duas vezes: à guerra e ao esquecimento. São todos heróis.

Montanhas de livros e filmes foram e continuam sendo produzidos nos Estados Unidos e na Europa sobre seus principais heróis da Segunda Guerra Mundial. Pode ser o atirador de tocaia russo que conseguiu combater e sobreviver a Stalingrado; ou o piloto de bombardeiro britânico que participa de um ataque ousado contra represas alemãs; ou o submarinista americano que corre o altos riscos para afundar um navio japonês. Ou mesmo um alemão que se arrisca a salvar judeus dos campos de extermínio nazistas.

Já no Brasil, o que existe basicamente é um grande silêncio sobre nossa participação nessa guerra, cortandoesporadicamente por um livro, um docymentário, uma rara menção em filme ou série de televisão. Onde eatão nossos heróis? Porque não são celebrados? Os historiadores Cesar Campani Maximiano que escreveu o livro Onde Estão nosso Herois - Uma breve história dos Brasileiros na 2ª Guerra.

Alguns trechos de livros e idéias de historiadores irei citar

"A experiência de guerra não ecoou na sociedade brasileira, como ocorreu na sociedade brasileira, como ocorreu nos EUA ou na Europa. Os americanos mobilizaram 16 milhões de combatentes, a Europa foi diretamente afetada"

"São poucos os veteranos em nosso meio considerando-se a população total do país. Então diferentemente de outros países, onde você eventualmente tem como um vizinho, e não é difícil tê-lo sob o mesmo teto, aqui são poucos os que encontramos, e acredito que seja um fator a mais para a nossa falta de atenção sobre o assunto."

Veteranos como Gerson Machado Pires, que comandou um pelotão de infantaria e viu amigos morrerem ao seu lado. Ele foi voluntário para a guerra, mas confessava que tinha receio de como se comportaria em açao. Quando viu que conseguiria dar conta do recado, teve um grande alívio. Era de uma honestidade marcante.

Outro veterano impressionante era Alberto Martins Torres, que não só participaria do afundamento de um submarino alemão, o U-199, ao Largo do Rio de Janeiro, como foi para a Itália no 1º Grupo de Caça. Pilotou seu P-47 em 99 missões. Era um grande prazer ouvir-lo falar não apenas de suas façanhas - veteranos são heróis de verdade não ficam se vangloriando de seus feito - , mas das pequenas coisas da guerra.

Gerson Machado Pires e Alberto Martins Torres já morreram, assim como muitos outros.

Não é só a quantidade pequena de ex-combatentes que afeta o modo do país vê seus heróis de guerra. A questão envolve o relacionamento em geral entre civis e militares ao longo da história - especialmente aquela mais recente, durante e depois do regime militar.

Fonte: www.erepublik.com

voltar 123avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal