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Dia Olímpico

23 de Junho

As Olimpíadas são festas internacionais que começaram na Grécia antiga. Os jogos gregos aconteciam a cada quatro anos. Deixaram de existir logo no começo da Era Cristã.

A volta dos jogos olímpicos aconteceu em 1896. Desde então, passaram a acontecer a cada quatro anos, exceto durante as duas guerras mundiais.

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Os jogos olímpicos antigos saudavam os deuses gregos, mas os jogos modernos saúdam o talento dos atletas de todas as nações.

AS OLIMPÍADAS ANTIGAS

As primeiras olimpíadas aconteceram no ano 776 antes de Cristo na cidade de Olímpia. Apenas uma competição acontecia: uma corrida a pé de 183 metros, que era a volta ao estádio. Somente homens corriam. Na décima quarta olimpíada já havia duas corridas. Na segunda corrida, os atletas davam duas voltas no estádio.

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Mais tarde, os espartanos passaram a competir e introduziram outros esportes. Corridas, saltos e arremessos de disco passaram a ser apresentados e, assim, os jogos passaram a durar cinco dias.

AS OLIMPÍADAS MODERNAS

Nos jogos de 1896 eram praticados: ciclismo, salto com barreiras, ginástica, tênis, tiro, natação, levantamento de peso, luta, corrida e esgrima.

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Em 1924 começaram os Jogos de Inverno, que passaram a acontecer separadamente das Olimpíadas.

Incluíam esqui, hóquei no gelo e outros. Mas as atenções estavam mesmo era para os esportes de verão. Já naquela época a quantidade de esportes era grande.

Eram disputados, entre outros: basquete, boxe, remo, ciclismo, hipismo, ginástica, handebol, futebol, voleibol, pólo aquático.

Hoje em dia, existe uma quantidade ainda maior de esportes.

A competição é destinada a valorizar os grandes atletas do mundo, em todos os esportes e de todos os países, numa grande festa que milhões de pessoas assistem nos estádios e através da televisão.

Fonte: gold.br.inter.net

Dia Olímpico

23 de Junho

O QUE ERAM AS OLIMPÍADAS?

Os jogos olímpicos remontam ao período da Grécia antiga, onde faziam parte dos festivais religiosos. Embora existissem muitos festivais deste tipo , apenas quatro ( os jogos Pan - Helénicos), ultrapassavam um carácter local e eram abertos a participantes de todas as regiões e colónias gregas. Os jogos assumiam o nome dos locais que, de quatro em quatro anos, os acolhia: Píticos; Nemeus; Ístmicos ou Olímpicos.

LOCAIS DOS JOGO

Os diversos jogos eram dedicados a deuses diferentes, realizando-se nos recintos dos santuários ou próximo dos mesmos:

Píticos , em honra de Apolo, realizavam-se em Delfos e os Ístmicos ,em honra de Posídon, realizavam-se em Corinto; os Nemeus , em Nemeia, honravam Zeus.

PRÉMIOS

Nos jogos Píticos, os atletas recebiam coroas de loureiro como prémio; nos Nemeus , os prémios ,eram ramos de aipo; nos jogos Ístmicos , os vencedores recebiam ramos de pinheiro. Os ramos de oliveira, eram o prémio dos vencedores olímpicos.

A homenagem aos vencedores tinha lugar no último dia dos Jogos Olímpicos.

No início todos os atletas eram amadores; com o passar do tempo começaram a receber prémios monetários, não só pela vitória como pela simples participação nos jogos. A única excepção a esta prática foram os jogos olímpicos.

JOGOS OLÍMPICOS NA ANTIGUIDADE

Os jogos olímpicos , na Antiguidade Clássica, incluíam uma enorme variedade de eventos desportivos. Muitos destes são os antecessores dos jogos olímpicos modernos . Os jogos olímpicos da Antiguidade, eram os seguintes:

Box

Luta Livre ( os combates são brutais e não se tomam precauções para evitar os ferimentos)

Lançamento de Disco ( de pedra polida ou metal)

Remo

Pentatlo (compreende cinco provas: dardo, disco, salto em comprimento, luta e corrida)

Salto

Corrida ( os concorrentes, sem sapatos e com o corpo untado, tomam lugar numa linha de partida de pedra

Pankration (luta similar ao boxe, são permitidos todos os golpes, incluindo o estrangulamento)

Corridas Equestres (nestas corridas não há obstáculos, o cavaleiro apeia-se e conduz o cavalo à meta)

Corrida de mensageiros e Trompeteiros.

O FIM DOS JOGOS

No ano 391 da nossa era, o imperador romano Teodósio I, proibiu por decreto todos os cultos pagãos que incluiam jogos olímpicos, o que significava o fim provisório do movimento olímpico.

Em 426, o imperador romano Teodósio II, mandou queimar o Templo de Zeus e mais alguns edifícios. Pode ter sido este o último ano em que os Jogos Olímpicos da Antiguidade se realizaram.

O fim dos jogos olímpicos foi várias vezes vaticinado, perante crises políticas, no entanto a ideia olímpica resistiu às duas guerras mundiais, bem como às épocas de transformações, a golpes de estado e a revoluções - evidentemente, quase sempre sob diferentes condições exteriores e considerações políticas.

Antiguidade

Os jogos mais famosos e apreciados no mundo grego eram os patrocinados pelo Templo de Zeus, que se realizavam de 4 em 4 anos em Olímpia. No seu estádio decorriam as competições atléticas, como corridas, boxe, luta e pentatlo.

Aqueles que se comprometiam a participar nos jogos eram obrigados a preparar-se durante dez meses e deveriam chegar a Olímpia com um mês de antecedência para completar os treinos. Com os atletas chegavam mercadores e peregrinos que se hospedavam ou acampavam na cidade. Assistiam às solenes cerimónias religiosas e participavam nas distracções religiosas que ali se organizavam. Todas as provas tinham um carácter estritamente individual: conduziam à glorificação do atleta que se tivesse revelado o melhor. É um fato assinalar o de que os gregos nunca introduziram nos jogos competições coletivas.

Atualidade

Os Jogos Olímpicos foram abolidos no séc. IV pelo édito de Teodósio e só passados quinze séculos, em 1892, o parisiense barão Pierre de Coubertin proclamou a necessidade de se fazer reviver "a ideia olímpica", com amplitude universal.

Só quatro anos depois, em 1896, apoiado por muitos entusiastas, Coubertin conseguiu levar a cabo, em Atenas, a I Olimpíada moderna, onde se fizeram representar 13 nações com 285 participantes.

Perante mais de 60.000 visitantes, o rei grego Jorge I, iniciou a 6 de Abril de 1896,a I Olimpíada de Idade Moderna no estádio de Atenas, que tinha sido reconstruído mas muito pouco modernizado.

Nessa primeira Olimpíada da era moderna o atletismo destacou-se como principal modalidade, sendo realizadas 12 provas, entre corridas, saltos e arremessos. Nessa época começam a surgir os ídolos, como o grego Spyridon Louis. Considerado o primeiro ídolo de uma Olimpíada, Louis venceu a maratona acompanhado de seu cachorro Zeus, e a ele dedicou sua vitória após ser ovacionado e receber inclusive, uma inusitada proposta de casamento.

Os jogos modernos destacaram-se também pela participação feminina, sendo que a atleta canadense de salto em altura Ethel Catherwood, que em Amsterdã-1928 atingiu o recorde de 1m59, é considerada a primeira musa de uma Olimpíada. Em Munique-1972, foi a vez da ginasta russa Olga Korbut que com três medalhas de ouro foi consagrada como “musa de Munique”, recebendo privilégios e sendo aplaudida pelo público. Na olimpíada seguinte, em Montreal a ginasta romena Nádia Comaneci, com apenas 14 anos encantou o mundo, recebendo a primeira nota dez de ginástica na história das Olimpíadas, conquistando sozinha para o seu país um total de cinco medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Dia Olímpico

O ideal olímpico representado pela velha máxima “O importante não é vencer, é participar”, foi defendido pela primeira vez em 1908 pelo bispo da Pensilvânia, durante um sermão aos atletas que disputariam as Olimpíadas de Londres. A frase utilizada posteriormente pelo barão de Coubertain, a quem erroneamente é atribuída, não condiz com a realidade olímpica dos tempos modernos, onde o desporto é visto como “guerra” e cada vez mais são encontradas evidências de doping, como o caso do atleta canadense Ben Johnson ( Seul-1988) cuja medalha de ouro, pelo recorde nos 100 metros lhe foi retirada pelo Comité Olímpico Internacional.

Atualmente os jogos contam com mais de 6 mil competidores de cerca de 100 países que disputam mais de 20 modalidades. A tocha olímpica ainda brilha, talvez não com a mesma chama clara e intensa que inspirava seus primórdios há 2 mil e quinhentos anos atrás. Porém, ela ainda pode impulsionar o objetivo de que a cada quatro anos as nações do mundo deveriam esquecer suas diferenças para se unirem em amizade e competição, como as cidades-estado da antiga Grécia.

A marca da cultura grega mais importante nos Jogos não tem relação com estádios ou cerimónias. A herança mais viva dos gregos são o gosto pela disputa desportiva e a transformação dos campeões em ídolos. "Na Hélade (sinónimo erudito para Grécia) antiga, o espírito de competição e o ideal desportivo adquiriram uma posição vital na vida social pela primeira vez na história da humanidade", explica Geórgios Khristópoulos no livro Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga (editora Odysseus), fonte das imagens da Antiguidade que ilustram estas páginas. No calendário grego, contavam-se os anos pelas Olimpíadas, o que dá uma ideia da importância atribuída a elas. Nos textos gregos que chegam até nós, abundam exemplos da glorificação dos heróis coroados com os louros da vitória nas Olimpíadas.

Os Jogos eram, como hoje, disputados no Verão. Um armistício era declarado em todo o mundo helénico, para que os campeões de cada cidade viajassem em segurança para Olímpia (hoje o Comité Olímpico Internacional tenta ressuscitar a ideia de uma trégua olímpica, sem sucesso, embora o líder palestino Yasser Arafat tenha anunciado recentemente seu apoio). A cidade atraía filósofos, poetas e artistas. Qualquer pessoa podia assistir aos Jogos, exceptuando as mulheres casadas – as que transgredissem essa regra eram atiradas do alto de uma rocha. Só se sabe de uma que foi perdoada: chamada Calipatira, invadiu a arena para abraçar o filho e deixou o disfarce cair. Mas acabou por ser absolvida, por ser mãe, irmã e filha de campeões olímpicos. A programação variou ao longo dos séculos, mas em geral os Jogos duravam cinco dias. Os atletas chegavam a Olímpia com um mês de antecedência e apenas os que se mostrassem bem preparados podiam competir. Muitos contratavam treinadores profissionais. Os campeões das provas – corridas a pé e com cavalos, lutas, arremessos, saltos – recebiam uma coroa de ramos de oliveira selvagem, originalmente plantados por Hércules (Héracles, em grego), segundo a lenda. Corriam nus, tradição surgida, conta-se, quando um atleta perdeu a roupa em plena corrida. A violação das regras, tais como suborno ou quebra do armistício, por exemplo, era punida com multas que podiam ir desde a eliminação até ao açoitamento.

Poucas dessas regras sobreviveram aos Jogos de hoje, mas há pelo menos mais uma semelhança importante: a exaltação da vitória de um atleta como a vitória de uma nação. "O atleta não participava como indivíduo. Ele incorporava a identidade de sua cidade", explica Katia Rubio, psicóloga, professora da Universidade de São Paulo e autora do livro O Atleta e o Mito do Herói (Casa do Psicólogo). Assim como , hoje em dia, cada país apoia os seus atletas, também atenienses, espartanos, coríntios e outros povos que compunham a Grécia vibravam com as façanhas de seus patrícios. Os cidadãos de Tassos ergueram uma estátua em louvor de Teágenes, campeão de pugilismo e pancrácio (um tipo de luta livre). Leônidas de Rodes, uma espécie de Carl Lewis da Antiguidade, foi tetracampeão olímpico em três diferentes provas de corrida e ganhou honras de divindade. Mais de 2 000 anos depois dessas façanhas, Atenas prepara-se para transformar em deuses os seus novos heróis.

Fonte: malhatlantica.pt

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