Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Soneto (Junqueira Freire)  Voltar

SONETO

Junqueira Freire

Arda de raiva contra mim a intriga,
Morra de dor a inveja insaciável;
Destile seu veneno detestável
A vil calúnia, pérfida inimiga.

Una-se todo, em traiçoeira liga,
Contra mim só, o mundo miserável.
Alimente por mim ódio entranhável
O coração da terra que me abriga.

Sei rir-me da vaidade dos humanos;
Sei desprezar um nome não preciso;
Sei insultar uns cálculos insanos.

Durmo feliz sobre o suave riso
De uns lábios de mulher gentis, ufanos;
E o mais que os homens são, desprezo e piso.

Fonte: www.revista.agulha.nom.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal