
Júpiter é o maior planeta do sistema solar, com um diâmetro de 144.000 quilômetros, é quatrocentas vezes maior e mais volumoso que a Terra. Encontra-se a 779 milhões de quilômetros do Sol. Seu ano tem a duração de quase 12 anos terrestres. A rapidez com que gira em torno de si mesmo permite-lhe completar uma rotação em 9 horas e 55 minutos.
É composto principalmente por hidrogênio e a atmosfera compõe-se de amônia e metano, o que torna bastante semelhante a uma bola de gás.
Sua temperatura é de -130ºC.
A exploração espacial de Júpiter foi realizada pela nave automática norte-americana Galileu, lançada em Outubro de 1989, e que atingiu o planeta no fim de 1995.
A grande mancha vermelha, no hemisfério Sul, de c. 35.000 km de comprimento em longitude e c. 10.000 km em latitude, é uma furação gigante que emerge da camada de nuvens que o contorna.
Foi descoberta a existência de anéis em volta do planeta, constituídas de partículas de natureza e origem ainda desconhecidas. O anel principal tem largura de 6000 km e prolonga em direção ao planeta, com um halo difuso em oposição a um largo anel exterior, extremamente tênue.

Entre os 16 satélites conhecidos, quatro tem dimensões planetárias:
(Io, Europa, Ganimedes e Calisto). Alguns outros satélites são
provavelmente asteróides que foram capturados pela atração
gravitacional do planeta.
Veja as quatro maiores luas de Júpiter (abaixo), descobertas em 1610, por
Galileu Galilei: Calisto e Ganimedes em cima, e Europa e Io embaixo.
Diâmetro equatorial - 142.796 km (11,2 vezes o da Terra)
Diâmetro polar - 133.540 km
Achatamento - 0,062
Massa em relação à da Terra - 317,95
Densidade média - 1,31
Período de rotação sideral - 9h 50mim a 9h 56mim
Inclinação do equador sobre a órbita - 3º04'
Albedo - 0,45
Raio da órbita - 778.300.000 km
Distância máxima do Sol - 816.000.000 de km
Distância mínima do Sol - 740.000.000 de km
Excentricidade - 0,048
Inclinação sobre a eclíptica - 1º18'28"
Período de revolução sideral - 11 anos 314,84
dias
Velocidade orbital média - 13,06 km/s

Foto de Júpiter divulgada pela Nasa
Foi divulgado pela NASA no dia 09 de outubro de 2000 uma foto do planeta Júpiter (ao lado), a partir de uma câmera a bordo da nave espacial não-tripulada “Cassini” quando estava a 81.3 milhões de quilômetros (50.5 milhões de milhas) do planeta.
A foto é composta de imagens das áreas azul, verde e vermelha do espectro e, por isso, é uma imagem fiel das verdadeiras cores de Júpiter, que poderia ser observado por um telescópio terrestre.
A lua de Júpiter “Europa”, onde se acredita possa haver um oceano subterrâneo é vista à direita, na parte encoberta pela sombra.
Fonte: www.webciencia.com
Júpiter, dizem os poetas, é o pai, o rei dos deuses e dos homens; reina no Olimpo, e, com um movimento de sua cabeça, agita o universo. Ele era o filho de Réia e de Saturno que devorava a descendência à proporção que nascia. Já Vesta, sua filha mais velha, Ceres, Plutão e Netuno tinham sido devorados, quando Réia, querendo salvar o seu filho, refugiou-se em Creta, no antro de Dite, onde deu à luz, ao mesmo tempo, a Júpiter e Juno. Esta foi devorada por Saturno. O jovem Júpiter, porém, foi alimentado por Adrastéia e Ida, duas ninfas de Creta, que eram chamadas as Melissas; além disso Réia recomendou-o aos curetes, antigos habitantes do país. Entretanto, para enganar seu marido, Réia fê-lo devorar uma pedra enfaixada. As duas Melissas alimentaram Júpiter com o leite da cabra Amaltéia e com o mel do monte Ida de Creta.
Adolescente, ele se associou à deusa Metis, isto é, a Prudência. Foi por conselho de Metis que ele fez com que Saturno tomasse uma beberagem cujo efeito foi fazê-lo vomitar, em primeiro lugar a pedra e depois os filhos que estavam no seu seio.
Antes de tudo, com o auxílio de seus irmãos Netuno e Plutão, - Júpiter resolveu destronar seu pai e banir os Titãs, ramo rival que punha obstáculo à sua realeza. Predisse-lhe a Terra uma vitória completa, se conseguisse libertar alguns dos Titãs encarcerados por seu pai no Tártaro e os persuadir a combater por ele, coisa que empreendeu e conseguiu depois de haver matado Campe, a carcereira a quem estava confiada a guarda dos Titãs nos Infernos.
Foi então que os Ciclopes deram a Júpiter o trovão, o relâmpago e o raio, um capacete a Plutão, e a Netuno um tridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno, expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses, depois de o haverem feito sofrer cruéis torturas. Os Titãs que haviam auxiliado Saturno foram precipitados nas profundidades do Tártaro, sob a guarda dos Gigantes.
Depois dessa vitória, os três irmãos, vendo-se senhores do mundo, partilharam-no entre si: Júpiter teve o céu, Netuno o mar e Plutão os infernos. Mas à guerra dos Titãs sucedeu a revolta dos Gigantes, filhos do Céu e da Terra. De um tamanho monstruoso e de uma força proporcionada, eles tinham as pernas e os pés em forma de serpente, e alguns com braços e cinqüenta cabeças. Resolvidos a destronar Júpiter amontoaram o Ossa sobre o Pelion, e o Olimpo sobre o Ossa, desde onde tentaram escalar o céu. Lançavam contra os deuses rochedos, dos quais os que caíam no mar formavam ilhas, e montanhas os que rolavam em terra. Júpiter estava muito inquieto, porque um antigo oráculo dizia que os Gigantes seriam invencíveis, a não ser que os deuses pedissem o socorro de um mortal. Tendo proibido à Aurora, à Lua e ao Sol de descobrir os seus desígnios, ele antecipou-se à Terra que procurava proteger seus filhos; e pelo conselho de Palas, ou Minerva, fez vir Hércules que, de acordo com os outros deuses, o ajudou a exterminar os Gigantes Encelado, Polibetes, Alcioneu, Forfirion, os dois Aloidas, Efialtes e Oeto, Eurito, Clito, Titio, Palas, Hipólito, Ágrio, Taon e o terrível Tifon que, ele só, deu mais trabalho aos deuses do que todos os outros.
Depois de os haver derrotado, Júpiter precipitou-os no fundo do Tártaro, ou, segundo outros poetas, enterrou-os vivos em países diferentes. Encelado foi enterrado sob o monte Etna. É ele cujo hálito abrasado, diz Virgílio, exala os fogos do vulcão; quando tenta voltar-se, faz tremer a Sicília, e um espesso fumo obscurece a atmosfera. Polibetes foi sepultado sob a ilha de Lango, Oeto na de Cândia, e Tifon na de Isquia.
Segundo Hesíodo, Júpiter foi casado sete vezes; desposou sucessivamente Metis, Temis, Eurinome, Ceres, Mnemosine, Latona e Juno, sua irmã, que foi a última das suas mulheres.
Tomou-se também de amor por um grande número de simples mortais, que umas e outras lhe deram muitos filhos, colocados entre os deuses e semideuses.
A sua autoridade suprema, reconhecida por todos os habitantes do céu e da terra foi, no entanto, mais de uma vez contrariada por Juno, sua esposa. Ela ousou mesmo urdir contra ele uma conspiração dos deuses. Graças ao concurso de Tetis e a intervenção do terrível gigante Briareu, essa conspiração foi prontamente sufocada, e reentrou o Olimpo na eterna obediência.
Entre as divindades, Júpiter ocupava sempre o primeiro lugar, e o seu culto era o mais solene e o mais universalmente espalhado. Os seus três mais famosos oráculos eram os de Dodona, Líbia e de Trofônio. As vítimas que mais comumente se lhe imolavam eram a cabra, a ovelha e o touro branco com os cornos dourados. Não se lhe sacrificavam vítimas humanas; muitas vezes as populações se contentavam em lhe oferecer farinha, sal e incenso. A águia, que paira no alto dos céus e fende como o raio sobre a presa, era a sua ave favorita.
A Quinta-feira (jeudi, em francês), dia da semana, era-lhe consagrada (Jovis dies).
Na fábula, o nome de Júpiter precede ao de muitos outros deuses, mesmo reis: Júpiter-Amon na Líbia, Júpiter-Serapis no Egito, Júpiter-Bel na Assíria, Júpiter-Apis, rei de Argos, Júpiter-Astério, rei de Creta, etc.
Júpiter é geralmente representado sob a figura de um homem majestoso, com barba, abundante cabeleira, e sentado sobre um trono. Com a destra segura o raio que é representado ou por um tição flamejante de duas pontas ou por uma máquina pontiaguda dos dois lados e armada de duas flechas; com a mão esquerda sustém uma Vitória; a seus pés, com as asas desdobradas, descansa a águia raptora de Ganimedes. A parte superior do seu corpo está nua, e a inferior coberta.
Esta maneira de representá-lo não era contudo uniforme. A imaginação dos artistas modificava o seu símbolo ou a sua estátua, conforme as circunstâncias e a região em que Júpiter era venerado. Os cretenses representavam-no sem orelhas, para mostrar a sua imparcialidade; em compensação, os lacedemônios davam-lhe quatro para provar que ele ouvia todas as preces. Ao lado de Júpiter vêem-se muitas vezes a Justiça, as Graças e as Horas.
A estátua de Júpiter, por Fídias, era de ouro e marfim: o deus aparecia sentado em um trono, tendo na cabeça uma coroa de oliveira, segurando com a mão esquerda uma Vitória também de ouro e marfim, ornada de faixas e coroada. Com a outra mão empunhava um cetro, sobre cuja extremidade repousava uma águia resplandecendo ao fulgor de toda espécie de metais. O salão do deus era incrustrado de ouro e pedrarias: o marfim e o ébano davam-lhe, pelo seu contraste, uma agradável variedade. Aos quatro cantos havia quatro Vitórias que parecia se darem as mãos para dançar, e outras duas estavam aos pés de Júpiter. No ponto mais elevado do trono, sobre a cabeça do deus, estavam de um lado as Graças, do outro as Horas, uma e outras filhas de Júpiter.
Fonte: www.mundodosfilosofos.com.br

raio equatorial = 71398 km
massa = 1,90E27 kg = 317,89 massas terrestres = 1/1047,355 massas solares
densidade = 1,3 g/cm^3
período de rotação = 9 h 55 min 30 s
inclinação do equador = 3,12°
achatamento = 0,06481
temperatura = 140 K
albedo geométrico = 0,52
magnitude absoluta = -9,40
número de satélites conhecidos = 16
Após o cinturão de asteróides estão os planetas gasosos, que ainda possuem a composição da nebulosa solar que originou o sistema solar, sendo ricos em elementos voláteis. O primeiro planeta gasoso é também o maior do sistema solar, Júpiter, com 2,5 vezes a massa do restante dos planetas e cerca de 0,001 vezes a massa do Sol. A constituição básica do planeta é de hidrogênio e hélio, similar a do Sol, e possui densidade de 1330 km/m^3, da mesma ordem de grandeza da densidade do Sol.
O diâmetro angular de Júpiter chega a cerca de 50" quando em oposição. Mesmo utilizando um instrumento de pequeno porte podemos distinguir linhas escuras e regiões claras sobre o planeta, estas manchas são formações de nuvens, e sempre estão paralelas ao equador do planeta. A formação mais notável é a 'Grande Mancha Vermelha', um ciclone que possui rotação em sentido antihorário com período de 6 dias. Esta mancha foi descoberta em 1655 por Giovanni Cassini. A mancha existe há séculos, mas sua idade continua indeterminada.
A rotação de Júpiter é rápida, a rotação do campo magnético (e também do núcleo sólido) é de 9h 55min 29,7s. Esta rotação faz com que o planeta não possua uma forma esférica, pois ela causa um achatamento na direção dos polos. Como o planeta não se comporta como um corpo rígido, o período de rotação das nuvens que formam as camadas superficiais é maior na região dos polos que no equador.
Segundo as teorias atuais, Júpiter possuiria um núcleo de niquel-ferro, com uma massa de cerca de 10 vezes a massa da Terra. Este núcleo seria envolvido por uma camada de hidrogênio metálico líquido, a uma temperatura de mais de 10000 K e uma pressão de 3000000 atm, onde o hidrogênio está dissociado em átomos (metálico). Esta camada é eletricamente condutora, originando um campo magnético intenso. Próximo à 'superfície', o hidrogênio está presente na sua forma molecular, as pressões são mais baixas. Sobre esta camada existe uma atmosfera de 1000 km de espessura.
Um fato interessante sobre Júpiter é que ele irradia duas
vezes mais calor do que recebe do Sol. Isto ocorre porque o planeta ainda
está se resfriando, e o calor remanescente da energia gasta na contração
gravitacional que formou o planeta ainda é transferido para fora deste,
através de convecção. É esta convecção
que gera um fluxo no hidrogênio metálico, gerando o campo magnético
do planeta. Além de emitir no infravermelho, Júpiter também
emite na faixa das ondas de radio (comprimento de onda maior que o infravermelho).
As linhas e zonas vistas no planeta podem sofrer variações de
cor e espessura. As cores das regiões polares são similares
as das linhas escuras. As linhas mais escuras possuem coloração
marrom ou avermelhada, e possuem um movimento descendente ("para dentro
do planeta"). As zonas claras possuem movimento ascendente ("para
fora do planeta"), e são mais elevadas que as linhas escuras e
possuem temperatura mais baixa. Entre estes dois tipos de formação
ocorrem ventos fortes ou correntes, segundo medidas da sonda Galileu em 1995,
o vento em algumas destas regiões chega a 150 m/s.
A coloração da Grande Mancha é similar a das linhas
escuras, mas algumas vezes se apresenta mais clara. As dimensões da
Grande Mancha são 14000 km de espessura e entre 30000 e 40000 km de
comprimento. No planeta também ocorrem manchas vermelhas e brancas
de menores dimensões, mas não duram mais que alguns anos.
A composição da atmosfera do planeta foi determinada pelas sondas
Pionner 10 e 11, Voyager 1 e 2 e Galileu, esta última determinou que
a abundancia de hélio na alta atmosfera é apenas a metade da
encontrada no Sol, mas também foram encontrados metano, etano e amônia.
A temperatura do topo das nuvens é de cerca de 130 K.
Júpter possui anéis, descobertos em 1979. Eles são pequenos e distanciados, com cerca de 6500 km de comprimento e menos de 1 km de espessura. Os anéis são formados de pequenas partículas, que 'refletem' melhor a luz vinda de trás que de frente. Estas pequenas partículas possuem alguns microns de comprimento e não formam um sitema estável, de forma que nova matéria é continuamente acrescentada aos anéis, esta matéria é provavelmente proveniente de Io.
Júpiter possui 16 satélites naturais conhecidos. Os quatro maiores, Io, Ganimede, Europa e Calisto foram descobertos em 1610 por Galileu Galilei e são chamados satélites galileanos; podem ser visto com auxílio de instrumentos de pequeno porte. Estes satélites possuem dimensões próximas da Lua ou de Mercúrio. Os demais satélites possuem diâmetros inferiores a 200 km. Os satélites galileanos Io, Europa e Ganimede possuem as mesmas posisões relativas entre si, já que devido a efeitos de maré estão 'fixos' (i.e. presos) por ressonância, segundo a seguinte relação:
a - 3.b +2.c = 180°
onde:
a = latitude de Io
b = latitude de Europa
c = latitude de Ganimede

Io é o satélite que ocupa órbita mais interna e possui dimensãoes um pouco maiores que a da Lua. Sua superfície é coberta por formações denominadas 'calderas', que são vulcões formados diretamente sobre a superfície, sem montanhas. Através dessa estrutura material proveniente do interior do satélite é ejetado a uma altura de 250 km. A atividade vulcânica em Io é maior que na Terra, é possível que a atividade vulcânica aumente devido as forças de maré causadas por Júpter e pelos demais satélites galileanos, causando um aquecimento, este aquecimento faz com que os materiais sulfurosos permaneçam líquidos quando abaixo da superfície. Não há sinais de crateras de impacto, a superfície é continuamente renovada pelos materiais expelidos do interior do satélite.

Ganimede é o maior satélite natural do sistema solar, com 5300 km de diâmetro, sendo maior que o planeta Mercúrio. Metade de sua massa é constituida de gelo e a outra de silicatos. A quantidade de crateras formadas por impacto varia em regiões da superfície, indicando que exiatem áreas com idades diferentes.

Calisto é o satélite galileano que possui órbita mais externa. Sua superfície é escura, com albedo geométrico menor que 0,2; é basicamente formada por gelo e rocha. Não há sinais evidentes de atividade geológica recente, as superfícies mais antigas estão repletas de crateras de impacto.

Europa é o menor dos satélites galileanos. Possui uma superfície coberta por gelo, de albedo geométrico 0,6 , não há indícios de crateras formadas por impacto. A superfície é renovada constantemente por água proveniente de um oceano interno. O núcleo do satélite é formado por silicatos.
Os demais satélites são divididos em dois grupos. As órbitas do grupo mais interno são inclinadas 35° em relação ao equador do planeta, fazem parte deste grupo Amalthea, Himalia, Elara, Lysithea, Leda, Thebe, Adrastea e Metis. Os quatro satélites com órbitas mais externas percorrem órbitas ecentricas retrógradas, são eles Carme, Ananke, Pasiphae e Sinope; é possível que sejam asteróides capturados.
Fonte: www.geocities.com