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Júpiter

CARACTERÍSTICAS

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, com um diâmetro de 144.000 quilômetros, é quatrocentas vezes maior e mais volumoso que a Terra. Encontra-se a 779 milhões de quilômetros do Sol. Seu ano tem a duração de quase 12 anos terrestres. A rapidez com que gira em torno de si mesmo permite-lhe completar uma rotação em 9 horas e 55 minutos.

É composto principalmente por hidrogênio e a atmosfera compõe-se de amônia e metano, o que torna bastante semelhante a uma bola de gás.

Sua temperatura é de -130ºC.

A exploração espacial de Júpiter foi realizada pela nave automática norte-americana Galileu, lançada em Outubro de 1989, e que atingiu o planeta no fim de 1995.

Mancha vermelha e anéis

A grande mancha vermelha, no hemisfério Sul, de c. 35.000 km de comprimento em longitude e c. 10.000 km em latitude, é uma furação gigante que emerge da camada de nuvens que o contorna.

Foi descoberta a existência de anéis em volta do planeta, constituídas de partículas de natureza e origem ainda desconhecidas. O anel principal tem largura de 6000 km e prolonga em direção ao planeta, com um halo difuso em oposição a um largo anel exterior, extremamente tênue.

Júpiter

Satélites de Júpiter

Entre os 16 satélites conhecidos, quatro tem dimensões planetárias: (Io, Europa, Ganimedes e Calisto). Alguns outros satélites são provavelmente asteróides que foram capturados pela atração gravitacional do planeta.
Veja as quatro maiores luas de Júpiter (abaixo), descobertas em 1610, por Galileu Galilei: Calisto e Ganimedes em cima, e Europa e Io embaixo.

Características físicas

Diâmetro equatorial - 142.796 km (11,2 vezes o da Terra)
Diâmetro polar - 133.540 km
Achatamento - 0,062
Massa em relação à da Terra - 317,95
Densidade média - 1,31
Período de rotação sideral - 9h 50mim a 9h 56mim
Inclinação do equador sobre a órbita - 3º04'
Albedo - 0,45

Características orbitais

Raio da órbita - 778.300.000 km
Distância máxima do Sol - 816.000.000 de km
Distância mínima do Sol - 740.000.000 de km
Excentricidade - 0,048
Inclinação sobre a eclíptica - 1º18'28"
Período de revolução sideral - 11 anos 314,84 dias
Velocidade orbital média - 13,06 km/s

Júpiter
Foto de Júpiter divulgada pela Nasa

Foi divulgado pela NASA no dia 09 de outubro de 2000 uma foto do planeta Júpiter (ao lado), a partir de uma câmera a bordo da nave espacial não-tripulada “Cassini” quando estava a 81.3 milhões de quilômetros (50.5 milhões de milhas) do planeta.

A foto é composta de imagens das áreas azul, verde e vermelha do espectro e, por isso, é uma imagem fiel das verdadeiras cores de Júpiter, que poderia ser observado por um telescópio terrestre.

A lua de Júpiter “Europa”, onde se acredita possa haver um oceano subterrâneo é vista à direita, na parte encoberta pela sombra.

Fonte: www.webciencia.com

Júpiter 

Júpiter, dizem os poetas, é o pai, o rei dos deuses e dos homens; reina no Olimpo, e, com um movimento de sua cabeça, agita o universo. Ele era o filho de Réia e de Saturno que devorava a descendência à proporção que nascia. Já Vesta, sua filha mais velha, Ceres, Plutão e Netuno tinham sido devorados, quando Réia, querendo salvar o seu filho, refugiou-se em Creta, no antro de Dite, onde deu à luz, ao mesmo tempo, a Júpiter e Juno. Esta foi devorada por Saturno. O jovem Júpiter, porém, foi alimentado por Adrastéia e Ida, duas ninfas de Creta, que eram chamadas as Melissas; além disso Réia recomendou-o aos curetes, antigos habitantes do país. Entretanto, para enganar seu marido, Réia fê-lo devorar uma pedra enfaixada. As duas Melissas alimentaram Júpiter com o leite da cabra Amaltéia e com o mel do monte Ida de Creta.

Adolescente, ele se associou à deusa Metis, isto é, a Prudência. Foi por conselho de Metis que ele fez com que Saturno tomasse uma beberagem cujo efeito foi fazê-lo vomitar, em primeiro lugar a pedra e depois os filhos que estavam no seu seio.

Antes de tudo, com o auxílio de seus irmãos Netuno e Plutão, - Júpiter resolveu destronar seu pai e banir os Titãs, ramo rival que punha obstáculo à sua realeza. Predisse-lhe a Terra uma vitória completa, se conseguisse libertar alguns dos Titãs encarcerados por seu pai no Tártaro e os persuadir a combater por ele, coisa que empreendeu e conseguiu depois de haver matado Campe, a carcereira a quem estava confiada a guarda dos Titãs nos Infernos.

Foi então que os Ciclopes deram a Júpiter o trovão, o relâmpago e o raio, um capacete a Plutão, e a Netuno um tridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno, expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses, depois de o haverem feito sofrer cruéis torturas. Os Titãs que haviam auxiliado Saturno foram precipitados nas profundidades do Tártaro, sob a guarda dos Gigantes.

Depois dessa vitória, os três irmãos, vendo-se senhores do mundo, partilharam-no entre si: Júpiter teve o céu, Netuno o mar e Plutão os infernos. Mas à guerra dos Titãs sucedeu a revolta dos Gigantes, filhos do Céu e da Terra. De um tamanho monstruoso e de uma força proporcionada, eles tinham as pernas e os pés em forma de serpente, e alguns com braços e cinqüenta cabeças. Resolvidos a destronar Júpiter amontoaram o Ossa sobre o Pelion, e o Olimpo sobre o Ossa, desde onde tentaram escalar o céu. Lançavam contra os deuses rochedos, dos quais os que caíam no mar formavam ilhas, e montanhas os que rolavam em terra. Júpiter estava muito inquieto, porque um antigo oráculo dizia que os Gigantes seriam invencíveis, a não ser que os deuses pedissem o socorro de um mortal. Tendo proibido à Aurora, à Lua e ao Sol de descobrir os seus desígnios, ele antecipou-se à Terra que procurava proteger seus filhos; e pelo conselho de Palas, ou Minerva, fez vir Hércules que, de acordo com os outros deuses, o ajudou a exterminar os Gigantes Encelado, Polibetes, Alcioneu, Forfirion, os dois Aloidas, Efialtes e Oeto, Eurito, Clito, Titio, Palas, Hipólito, Ágrio, Taon e o terrível Tifon que, ele só, deu mais trabalho aos deuses do que todos os outros.

Depois de os haver derrotado, Júpiter precipitou-os no fundo do Tártaro, ou, segundo outros poetas, enterrou-os vivos em países diferentes. Encelado foi enterrado sob o monte Etna. É ele cujo hálito abrasado, diz Virgílio, exala os fogos do vulcão; quando tenta voltar-se, faz tremer a Sicília, e um espesso fumo obscurece a atmosfera. Polibetes foi sepultado sob a ilha de Lango, Oeto na de Cândia, e Tifon na de Isquia.

Segundo Hesíodo, Júpiter foi casado sete vezes; desposou sucessivamente Metis, Temis, Eurinome, Ceres, Mnemosine, Latona e Juno, sua irmã, que foi a última das suas mulheres.

Tomou-se também de amor por um grande número de simples mortais, que umas e outras lhe deram muitos filhos, colocados entre os deuses e semideuses.

A sua autoridade suprema, reconhecida por todos os habitantes do céu e da terra foi, no entanto, mais de uma vez contrariada por Juno, sua esposa. Ela ousou mesmo urdir contra ele uma conspiração dos deuses. Graças ao concurso de Tetis e a intervenção do terrível gigante Briareu, essa conspiração foi prontamente sufocada, e reentrou o Olimpo na eterna obediência.

Entre as divindades, Júpiter ocupava sempre o primeiro lugar, e o seu culto era o mais solene e o mais universalmente espalhado. Os seus três mais famosos oráculos eram os de Dodona, Líbia e de Trofônio. As vítimas que mais comumente se lhe imolavam eram a cabra, a ovelha e o touro branco com os cornos dourados. Não se lhe sacrificavam vítimas humanas; muitas vezes as populações se contentavam em lhe oferecer farinha, sal e incenso. A águia, que paira no alto dos céus e fende como o raio sobre a presa, era a sua ave favorita.

A Quinta-feira (jeudi, em francês), dia da semana, era-lhe consagrada (Jovis dies).

Na fábula, o nome de Júpiter precede ao de muitos outros deuses, mesmo reis: Júpiter-Amon na Líbia, Júpiter-Serapis no Egito, Júpiter-Bel na Assíria, Júpiter-Apis, rei de Argos, Júpiter-Astério, rei de Creta, etc.

Júpiter é geralmente representado sob a figura de um homem majestoso, com barba, abundante cabeleira, e sentado sobre um trono. Com a destra segura o raio que é representado ou por um tição flamejante de duas pontas ou por uma máquina pontiaguda dos dois lados e armada de duas flechas; com a mão esquerda sustém uma Vitória; a seus pés, com as asas desdobradas, descansa a águia raptora de Ganimedes. A parte superior do seu corpo está nua, e a inferior coberta.

Esta maneira de representá-lo não era contudo uniforme. A imaginação dos artistas modificava o seu símbolo ou a sua estátua, conforme as circunstâncias e a região em que Júpiter era venerado. Os cretenses representavam-no sem orelhas, para mostrar a sua imparcialidade; em compensação, os lacedemônios davam-lhe quatro para provar que ele ouvia todas as preces. Ao lado de Júpiter vêem-se muitas vezes a Justiça, as Graças e as Horas.

A estátua de Júpiter, por Fídias, era de ouro e marfim: o deus aparecia sentado em um trono, tendo na cabeça uma coroa de oliveira, segurando com a mão esquerda uma Vitória também de ouro e marfim, ornada de faixas e coroada. Com a outra mão empunhava um cetro, sobre cuja extremidade repousava uma águia resplandecendo ao fulgor de toda espécie de metais. O salão do deus era incrustrado de ouro e pedrarias: o marfim e o ébano davam-lhe, pelo seu contraste, uma agradável variedade. Aos quatro cantos havia quatro Vitórias que parecia se darem as mãos para dançar, e outras duas estavam aos pés de Júpiter. No ponto mais elevado do trono, sobre a cabeça do deus, estavam de um lado as Graças, do outro as Horas, uma e outras filhas de Júpiter.

Fonte: www.mundodosfilosofos.com.br

Júpiter 

Júpiter

raio equatorial = 71398 km
massa = 1,90E27 kg = 317,89 massas terrestres = 1/1047,355 massas solares
densidade = 1,3 g/cm^3
período de rotação = 9 h 55 min 30 s
inclinação do equador = 3,12°
achatamento = 0,06481
temperatura = 140 K
albedo geométrico = 0,52
magnitude absoluta = -9,40
número de satélites conhecidos = 16

Após o cinturão de asteróides estão os planetas gasosos, que ainda possuem a composição da nebulosa solar que originou o sistema solar, sendo ricos em elementos voláteis. O primeiro planeta gasoso é também o maior do sistema solar, Júpiter, com 2,5 vezes a massa do restante dos planetas e cerca de 0,001 vezes a massa do Sol. A constituição básica do planeta é de hidrogênio e hélio, similar a do Sol, e possui densidade de 1330 km/m^3, da mesma ordem de grandeza da densidade do Sol.

O diâmetro angular de Júpiter chega a cerca de 50" quando em oposição. Mesmo utilizando um instrumento de pequeno porte podemos distinguir linhas escuras e regiões claras sobre o planeta, estas manchas são formações de nuvens, e sempre estão paralelas ao equador do planeta. A formação mais notável é a 'Grande Mancha Vermelha', um ciclone que possui rotação em sentido antihorário com período de 6 dias. Esta mancha foi descoberta em 1655 por Giovanni Cassini. A mancha existe há séculos, mas sua idade continua indeterminada.

A rotação de Júpiter é rápida, a rotação do campo magnético (e também do núcleo sólido) é de 9h 55min 29,7s. Esta rotação faz com que o planeta não possua uma forma esférica, pois ela causa um achatamento na direção dos polos. Como o planeta não se comporta como um corpo rígido, o período de rotação das nuvens que formam as camadas superficiais é maior na região dos polos que no equador.

Segundo as teorias atuais, Júpiter possuiria um núcleo de niquel-ferro, com uma massa de cerca de 10 vezes a massa da Terra. Este núcleo seria envolvido por uma camada de hidrogênio metálico líquido, a uma temperatura de mais de 10000 K e uma pressão de 3000000 atm, onde o hidrogênio está dissociado em átomos (metálico). Esta camada é eletricamente condutora, originando um campo magnético intenso. Próximo à 'superfície', o hidrogênio está presente na sua forma molecular, as pressões são mais baixas. Sobre esta camada existe uma atmosfera de 1000 km de espessura.

Um fato interessante sobre Júpiter é que ele irradia duas vezes mais calor do que recebe do Sol. Isto ocorre porque o planeta ainda está se resfriando, e o calor remanescente da energia gasta na contração gravitacional que formou o planeta ainda é transferido para fora deste, através de convecção. É esta convecção que gera um fluxo no hidrogênio metálico, gerando o campo magnético do planeta. Além de emitir no infravermelho, Júpiter também emite na faixa das ondas de radio (comprimento de onda maior que o infravermelho).
As linhas e zonas vistas no planeta podem sofrer variações de cor e espessura. As cores das regiões polares são similares as das linhas escuras. As linhas mais escuras possuem coloração marrom ou avermelhada, e possuem um movimento descendente ("para dentro do planeta"). As zonas claras possuem movimento ascendente ("para fora do planeta"), e são mais elevadas que as linhas escuras e possuem temperatura mais baixa. Entre estes dois tipos de formação ocorrem ventos fortes ou correntes, segundo medidas da sonda Galileu em 1995, o vento em algumas destas regiões chega a 150 m/s.

A coloração da Grande Mancha é similar a das linhas escuras, mas algumas vezes se apresenta mais clara. As dimensões da Grande Mancha são 14000 km de espessura e entre 30000 e 40000 km de comprimento. No planeta também ocorrem manchas vermelhas e brancas de menores dimensões, mas não duram mais que alguns anos.
A composição da atmosfera do planeta foi determinada pelas sondas Pionner 10 e 11, Voyager 1 e 2 e Galileu, esta última determinou que a abundancia de hélio na alta atmosfera é apenas a metade da encontrada no Sol, mas também foram encontrados metano, etano e amônia. A temperatura do topo das nuvens é de cerca de 130 K.

Júpter possui anéis, descobertos em 1979. Eles são pequenos e distanciados, com cerca de 6500 km de comprimento e menos de 1 km de espessura. Os anéis são formados de pequenas partículas, que 'refletem' melhor a luz vinda de trás que de frente. Estas pequenas partículas possuem alguns microns de comprimento e não formam um sitema estável, de forma que nova matéria é continuamente acrescentada aos anéis, esta matéria é provavelmente proveniente de Io.

Júpiter possui 16 satélites naturais conhecidos. Os quatro maiores, Io, Ganimede, Europa e Calisto foram descobertos em 1610 por Galileu Galilei e são chamados satélites galileanos; podem ser visto com auxílio de instrumentos de pequeno porte. Estes satélites possuem dimensões próximas da Lua ou de Mercúrio. Os demais satélites possuem diâmetros inferiores a 200 km. Os satélites galileanos Io, Europa e Ganimede possuem as mesmas posisões relativas entre si, já que devido a efeitos de maré estão 'fixos' (i.e. presos) por ressonância, segundo a seguinte relação:

a - 3.b +2.c = 180°

onde:
a = latitude de Io
b = latitude de Europa
c = latitude de Ganimede

Io

Júpiter

Io é o satélite que ocupa órbita mais interna e possui dimensãoes um pouco maiores que a da Lua. Sua superfície é coberta por formações denominadas 'calderas', que são vulcões formados diretamente sobre a superfície, sem montanhas. Através dessa estrutura material proveniente do interior do satélite é ejetado a uma altura de 250 km. A atividade vulcânica em Io é maior que na Terra, é possível que a atividade vulcânica aumente devido as forças de maré causadas por Júpter e pelos demais satélites galileanos, causando um aquecimento, este aquecimento faz com que os materiais sulfurosos permaneçam líquidos quando abaixo da superfície. Não há sinais de crateras de impacto, a superfície é continuamente renovada pelos materiais expelidos do interior do satélite.

Ganimede

Júpiter

Ganimede é o maior satélite natural do sistema solar, com 5300 km de diâmetro, sendo maior que o planeta Mercúrio. Metade de sua massa é constituida de gelo e a outra de silicatos. A quantidade de crateras formadas por impacto varia em regiões da superfície, indicando que exiatem áreas com idades diferentes.

Calisto

Júpiter

Calisto é o satélite galileano que possui órbita mais externa. Sua superfície é escura, com albedo geométrico menor que 0,2; é basicamente formada por gelo e rocha. Não há sinais evidentes de atividade geológica recente, as superfícies mais antigas estão repletas de crateras de impacto.

Europa

Júpiter

Europa é o menor dos satélites galileanos. Possui uma superfície coberta por gelo, de albedo geométrico 0,6 , não há indícios de crateras formadas por impacto. A superfície é renovada constantemente por água proveniente de um oceano interno. O núcleo do satélite é formado por silicatos.

Os demais satélites são divididos em dois grupos. As órbitas do grupo mais interno são inclinadas 35° em relação ao equador do planeta, fazem parte deste grupo Amalthea, Himalia, Elara, Lysithea, Leda, Thebe, Adrastea e Metis. Os quatro satélites com órbitas mais externas percorrem órbitas ecentricas retrógradas, são eles Carme, Ananke, Pasiphae e Sinope; é possível que sejam asteróides capturados.

Fonte: www.geocities.com

Júpiter 

Júpiter
Na figura acima o anel de Júpiter foi destacado no desenho

Todos os planetas, de Mercúrio a Marte são chamados planetas terrestres, pois são planetas sólidos e que possuem uma superfície rígida para pisar. De Júpiter à Netuno, até onde se sabe, são planetas gasosos ou seja não têm superfície sólida que se possa pisar sem afundar.Júpiter tem 1.300 vezes o volume da Terra, mas sua massa é apenas 318 vezes maior que a Terra. A composição de Júpiter é parecida com a do Sol, hidrogênio e hélio. Esse planeta só não é uma estrela como o Sol porque a quantidade de massa não é suficiente para elevar a pressão e a temperatura dos gases a ponto de produzir grandes reações nucleares. Mesmo assim, Júpiter tem seu núcleo muito quente e libera para o espaço 3 vezes mais energia do que a que ele recebe do Sol.

Júpiter
Algumas características de Júpiter

Histórico

Terminados os planetas internos ou terretres em Marte, inicia-se em Júpiter os planetas externos ou jovianos. Júpiter, o maior planeta do sistema solar, é considerado gasoso possuindo uma quantidade enorme de furacões, dos quais se destaca a grande mancha vermelha, que é um furacão observado a mais de três séculos e que provavelmente permanecera lá por tempo igual ou maior. Pela presença dessas manchas foi possível determinar o seu período de rotação que é de nove horas e cinqueta minutos. Verificou-se também que a rotação é mais rápida no equador que nos polos, que é semelhante á rotação diferenciada do Sol.

Atmosfera ou superfície

Não se sabe se existe uma superfície sólida em Júpiter. O que podemos observar são somente suas nuvens. A constituição dessa atmosfera é bem diferente da terretre. A presença de amoníaco e do metano indicam a ausência de oxigênio livre, que normalmente destrói esses componentes. 
Quando observado da Terra nota-se inúmeras faixas escuras paralelas ao equador. Se a observação for mais cuidadosa e com um bom telescópio, pode-se notar que essas faixas possuem cores variadas, desde o violeta até o rosa.

Foram levantados traços de dois componentes capazes de dar o colorido que conhecemos da alta atmosfera de Júpiter, a fosfina (PF3) e o germano (Geh2) a uma temperatura de -173oC.

Com o lançamento da série de sondas Voyager, foi confirmada a presença de hélio, hidrogênio, amoníaco, fosfina, etano e acetileno. Nos pontos quentes (temperatura de -13oC), em que aparecem os buracos na atmosfera superior, geralmente vistos em cor marrom, são formados por furacões e que dão acesso a alguns dados sobre o interior dessa atmosfera e do próprio planeta. Através desses buracos encontrou-se indícios de vapor d'agua, germano, ácido cianidríco e monóxido de carbono. Além disso constatou-se uma variação desses gases de acordo com a latitude. Um exemplo disso é uma maior concentração de hidrocarbonetos etano e acetileno (estes formados pela ação da luz solar sobre o metano), na região dos trópicos, mas não são esses gases que proporcionam o colorido observado principalmente nessa região do planeta. A natureza dos corantes ainda não é bem determinada. Acredita-se que os tons vermelhos sejam formados pela presença do fósforo puro.

Provável Interior

Nas décadas de 40 e 50 pôde-se verificar que a baixa densidade do planeta e a predominância de hidrogênio e hélio revelam uma composição semelhante à do Sol. Tomando-se por base as propriedades do hidrogênio e do hélio, há a hipótese de que o interior do planeta seja líquido nas camadas mais externas e sólido no núcleo, devido à crescente pressão com a diminuição da altitude, chegando a dez milhões de atmosferas e a uma temperatura de 68.000 K.

O hidrogênio em tais condições adquire propriedades de metais, deixando elétrons livres no meio plasmático. Isso gera grandes correntes elétricas que por sua vez geram forte campo magnético. As perturbações nesse campo produzem ondas de rádio, fazendo do planeta o segundo maior emissor dessas radiações, depois do Sol.

As informações sobre o interior de Júpiter são bastante precárias, mas as poucas existentes deram aos cientistas a base para a elaboração de uma teoria sobre a composição do interior jupiteriano. Essa teoria alega que o núcleo é formado por rochas e gelo que correspondem a 4% ou 5% da massa total do planeta. Esse núcleo é circundado por uma camada de hidrogênio líquido metálico com espessura de mais de 40.000 km e uma terceira camada circundando a anterior, composta de hidrogênio e hélio líquidos. A alta temperatura do centro não permite a solificação do hidrogênio, por isso a camada de hidrogênio metálico está no estado líquido e esta passa para o estado líquido-molecular quando a pressão cai abaixo de três milhões de atmosferas.

Campo Magnético

Devido a rápida rotação do planeta a camada de hidrogênio metálico movimenta-se provocando a circulação de correntes elétricas geradas pelos elétrons livres. Essas correntes formam um intenso campo magnético no planeta, que influencia todo o espaço ao redor de Júpiter, inclusive seus satélites, atingindo até 100 raios planetários na direção do Sol e no lado oposto, a calda magnética chega a atingir 700 milhões de quilômetros de sua órbita. Esse campo é quatorze vezes maior que o da Terra e está inclinado onze graus com o eixo de rotação.

Anéis de Júpiter

Os anéis de Júpiter foram descobertos em março de 1979 pela sonda Voyager I, e constatou-se ser um sistema de anéis de partículas sólidas que circundam o planeta na região equatorial. Sabe-se que a faixa principal do anel tem aproximadamente 6.800 km de largura e está a 50.200 km das nuvens superiores do planeta. Constatou-se também que a densidade de partículas é muito baixa e o brilho do planeta evitou que ele fosse anteriormente observado da Terra. Quatro dias após sua descorbeta, e conhecendo-se as condições atmosféricas ao seu redor, os anéis foram confirmados a partir de observações terrestres.

Satélites de Júpiter

O planeta gigante é o centro de um sistema de satélites que parece uma miniatura do sistema solar, só que ao invés de nove (os planetas), são dezessete satélites. Io, Europa, Ganimedes e Calisto em ordem de distância de Júpiter foram os quatro primeiros a serem descobertos, em 1610 por Galileu Galilei (1564-1642).

IO: O mais internos deles, faz uma revolução completa ao redor de Júpiter em 42 horas e tem dimensões próximas a da nossa Lua. As imagens transmitidas pelas sondas exibem um grande número de centros vulcânicos em atividade (os primeiros encontrados fora da Terra), fazendo de Io um dos objetos mais ativos do sistema solar. Isto deve-se a sua grande proximidade com Júpiter, caso contrário seria tão inativo quanto a Lua. Não se detectou crateras de impacto em sua superfície, apesar da grande atividade de meteoritos em sua região. Isso revela que Io tem uma superfície recente e bastante dinâmica, capaz de modificar-se com rapidez. As estruturas dominantes de sua superfície são as vulcânicas que geralmente são rodeadas por manchas escuras com algumas dezenas de quilômetros. Nas regiões polares os sistemas vulcânicos estão em menor número, mas são numerosas as montanhas com vários quilômetros de altura. Por estar muito próximo do planeta, Io está sujeito a muitas tensões, principalmente as de marés, que é intencificado por Europa. Essas tensões são fontes de energia que fundem grandes quantidades de matéria no núcleo do satélite e provocam fraturas em sua superfície. Os principais componentes expelidos pelos vulcões é o enxofre e o anidrido sulfuroso, a uma temperatura máxima de 17 oC.

Europa: Pouco menor que a Lua, tem uma translação de cerca de 3,5 dias. Parece ser recoberto de gelo e outros materiais claros. Esse satélite foi o menos estudado devido a posição de sua órbita, quando as Voyagers passaram por Júpiter. Sabe-se que sua densidade é cerca de 3 g/cm3, sua composição é rochosa com pontos onde há uma mistura de silicatos com metais formando áreas com densidade pouco mais elevada, sendo detectada grande quantidade de água e gelo. As fotos da Voyager apesar da baixa resolução, indicaram que grande parte de sua superfície é de gelo, que reflete mais de 60% da luz incidente. Nessas imagens pode-se observar que o satélite é atravessado por grandes linhas de até 3.000 km, que se entrecruzam. Elas podem ser resultados de movimentos tectônicos em todo o satélite. A ausência de crateras de impacto pode indicar algumas semelhanças com Io.

Acredita-se que logo após sua formação o núcleo ainda quente provocou uma desgasificação das rochas, que deu origem a uma fina camada de água sob a crosta. Devido aos movimentos tectônicos, essa água subiu para a superfície e em contato com o ambiente frio externo congelou-se, fazendo de Europa o objeto celeste mais liso do sistema solar.

Ganimedes: O maior dos satélites do sistema solar com 78% do diâmetro de Marte. Sua translação é cerca de sete dias. O estudo do seu espectro indica uma absorção característica do gelo, que deve recobrir grande parte de sua superfície. Supõem-se que sua constituição seja gelo e silicato em quantidades mais ou menos iguais. Isso pode ser evidenciado pela sua baixa densidade. Dois tipos de solo podem ser distiguidos no satélite: Os solos escuros - que são basicamente planos, apresentando um elevado número de crateras. E os solos claros - que apresentam vales paralelos de aspecto ondulado. A aparência de crateras deformadas nessas regiões é sinal de mudanças ocorridas na crosta gelada. O maior número de crateras mostra que as regiões escuras são bem mais antigas em relação ãs regiões claras.

Calisto: o mais externo, é quase do tamanho de Mercúrio. Porém, é o que reflete menos luz devido a presença de mateiras escuros misturados ao gelo na sua superfície. Seu período de translação é de pouco mais de duas semanas. Com densidade de 1,8 g/cm3 , acredita-se que tenha a mesma constituição de Ganimedes. Porém, seu processo de evolução permitiu maior estabilidade na crosta. Isso é evidenciado pelo grande número de crateras, em relação aos demais satélites. As grandes depressões do satélite podem ter tido a mesma origem das depressões lunares (impactos de grandes meteoritos). Para sua estrutura interna é previsto um núcleo de silicatos com raio de 1.200 km e sobre esse núcleo um manto de 1.000 km de espessura, constituido de gelo e água. E por último a crosta com espessura de 100 a 200 km formada de gelo e compostos escuros de sílicio.

Outros Satélites de Júpiter

As Voyagers descobriram vários satélites totalizando dezessete, mas esse número não é definitivo, por causa das pequenas dimensões desses satélites, e ainda hoje se descobrem satélites, através das análises das fotos tiradas pelas Voyagers. 
Os outros doze satélites dividem-se em três famílias com quatro membros cada. A família dos que tem suas órbitas internas a de Io, que são Amaltéia, Adrastéia, Metis e Tebe.

A família dos satélites diretos, que orbitam além de Calisto e sua órbita está no mesmo sentido de rotação de Júpiter, que são Leda, Himália, Lisistéia e Elera. Por último a família dos retrográdos (orbitam no sentido contrário), que também são exteriores a Calisto e que reune: Pasifae, Sínope, Carme e Ananquê. As duas últimas famílias também podem ser distintas da primeira pelo alto valor das excentricidades de suas órbitas. Acredita-se ainda que esses satélies sejam asteróides capturados pelo campo gravitacional de Júpiter. Essa hipótese é reforçada pela baixa capacidade de reflexão de luz, que é característica dos asteróides.

Na família dos internos é característico o alongamento do satélite na direção de Júpiter, devido ao efeito de maré provocado pelo planeta.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Júpiter 

Júpiter é o quinto planeta mais próximo do Sol e é o maior no sistema solar. Se Júpiter fosse oco, caberiam mais de mil Terras no seu interior. Contém também mais matéria do que todos os outros planetas juntos. Tem uma massa de 1.9 x 1027 kg e um diâmetro de 142,800 quilómetros (88,736 milhas) no equador. Júpiter tem 16 satélites, quatro dos quais - Calisto, Europa, Ganímedes e Io - foram observados por Galileu já em 1610. Tem um sistema de anéis, que é muito ténue e totalmente invisível visto da Terra. (Os anéis foram descobertos em 1979 pela Voyager 1.) A atmosfera é muito profunda, talvez compreendendo todo o planeta, e tem algumas semelhanças com a do Sol. É composta principalmente de hidrogénio e hélio, com pequenas porções de metano, amónia, vapor de água e outros componentes. A grande profundidade dentro de Júpiter, a pressão é tão elevada que os átomos de hidrogénio estão quebrados e os electrões estão livres, de tal modo que os átomos resultantes consistem de simples protões. Isto produz um estado em que o hidrogénio se torna metálico.

Faixas coloridas latitudinais, nuvens atmosféricas e tempestades ilustram o dinâmico sistema meteorológico de Júpiter. O padrão das nuvens mudam de hora para hora, ou de dia para dia. A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade complexa que se move numa direcção anti-horária. Na borda, a matéria parece rodar em quatro a seis dias; perto do centro, o movimento é menor e numa direcção quase aleatória. Podem-se descobrir cadeias de outras tempestades mais pequenas e redemoinhos pelas diversas faixas de nuvens.

Foram observadas emissões aurorais, semelhantes às auroras boreais da Terra, nas regiões polares de Júpiter. As emissões aurorais parecem estar relacionadas a matéria de Io que cai na atmosfera de Júpiter, movendo-se em espiral segundo as linhas do campo magnético. Também foram observados relâmpagos luminosos acima das nuvens, semelhantes aos super-relâmpagos na alta atmosfera da Terra.

O Anel de Júpiter

Ao contrário dos intrincados e complexos padrões de anéis de Saturno, Júpiter tem um simples anel que é quase uniforme na sua estrutura. É provavelmente composto por partículas de poeira com menos de 10 microns de diâmetro -- aproximadamente a dimensão de partículas de fumo dos cigarros. O limite exterior chega até 129,000 quilómetros (80,161 milhas) do centro do planeta e o limite interior está a cerca de 30,000 quilómetros (18,642 milhas). A origem do anel é provavelmente o bombardeamento de micrometeoritos das pequenas luas que orbitam dentro do anel.

Os anéis e luas de Júpiter estão dentro de uma cintura de radiação intensa de electrões e iões capturados no campo magnético do planeta. Estas partículas e campos compõem a magnetosfera joviana ou ambiente magnético, que se estendem até 3 a 7 milhões de quilómetros (1.9 a 4.3 milhões de milhas) em direcção ao Sol, e se estica em forma de manga de vento até à órbita de Saturno - uma distância de 750 milhões de quilómetros (466 milhões de milhas).

Estatísticas de Júpiter
 Massa (kg) 1.900e+27 
 Massa (Terra = 1) 3.1794e+02 
 Raio equatorial (km) 71,492 
 Raio equatorial (Terra = 1) 1.1209e+01 
 Densidade média (gm/cm^3) 1.33 
 Distância média ao Sol (km) 778,330,000 
 Distância média ao Sol (Terra = 1) 5.2028 
 Período de rotação (dias) 0.41354 
 Período orbital (dias) 4332.71 
 Velocidade orbital média (km/seg) 13.07 
 Excentricidade orbital 0.0483 
 Inclinação do eixo (graus) 3.13 
 Inclinação orbital (graus) 1.308 
 Gravidade à superfície no equador (m/seg^2) 22.88 
 Velocidade de escape no equador (km/seg) 59.56 
 Albedo geométrico visual 0.52 
 Magnitude (Vo) -2.70 
 Temperatura média das nuvens -121°C 
 Pressão atmosférica (bars) 0.7 
 Composição atmosférica
Hidrogénio
Hélio

90% 
10% 

Vistas de Júpiter

Júpiter

Júpiter

Esta imagem foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, em 13 de Fevereiro de 1995. A imagem mostra uma vista detalhada de um aglomerado único de três tempestades brancas de forma oval a sudoeste (abaixo e à esquerda) da Grande Mancha Vermelha de Júpiter. O aspecto das nuvens, nesta imagem, é consideravelmente diferente do aspecto das mesmas apenas sete meses antes. Estas estruturas estão a aproximar-se enquanto a Grande Mancha Vermelha é levada para oeste pelos ventos predominantes, enquanto as ovais brancas são movidas para leste.

As duas tempestades de fora formaram-se no final da década de 1930. No centro deste sistema de nuvens o ar sobe, levando gás de amónia fresco para cima. Novos cristais brancos se formam quando o gás ascendente congela ao atingir as nuvens geladas do cimo onde as temperaturas são de -130°C (-200°F). O centro branco da tempestade, uma estrutura em forma de corda à esquerda das ovais, e a pequena mancha castanha, formaram-se em células de baixa pressão. As nuvens brancas colocam-se acima dos locais onde o gás desce para as regiões mais baixas e mais quentes.

Júpiter

Esta imagem foi obtida pela câmara planetária de campo aberto do telescópio Hubble. É uma composição em cor verdadeira de todo o disco de Júpiter. Todas as características nesta imagem são formações de nuvens na atmosfera joviana, que contêm pequenos cristais de amónia congelada e traços de compostos coloridos de carbono, enxofre e fósforo. Esta fotografia foi obtida em 28 de Maio de 1991. (Cortesia NASA/JPL)

Telescópio Óptico Nórdico

Júpiter

Esta imagem de Júpiter foi obtida com o Telescópio Óptico Nórdico, de 2.6 metros, localizado em La Palma, nas Ilhas Canárias. É um bom exemplo das melhores imagens que podem ser obtidas de telescópios situados na Terra. (c) Nordic Optical Telescope Scientific Association (NOTSA).

Júpiter com os Satélites Io e Europa

Júpiter

A sonda Voyager 1 obteve esta fotografia de Júpiter e dois dos seus satélites (Io, à esquerda, e Europa, à direita) em 13 de Fevereiro de 1979. Nesta vista, Io está a cerca de 350,000 quilómetros (220,000 milhas) acima da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, enquanto Europa está a cerca de 600,000 quilómetros (373,000 milhas) acima das nuvens de Júpiter. Júpiter estava a cerca de 20 milhões de quilómetros (12.4 milhões de milhas) da sonda no momento desta foto. Há evidência do movimento circular na atmosfera de Júpiter. Enquanto os movimentos dominantes em larga escala são de oeste para leste, os movimentos em pequena escala incluem circulações semelhantes a redemoinhos dentro e entre as faixas. (Cortesia NASA/JPL)

As Auroras de Júpiter

Júpiter

Estas imagens do HST revelam alterações nas emissões aurorais de Júpiter e mostram o modo como pequenas manchas aurorais um pouco além dos anéis de emissão estão ligadas à lua vulcânica do planeta, Io. A parte superior mostra os efeitos das emissões de Io. A imagem à esquerda mostra o modo como Io e Júpiter estão ligadas por uma corrente eléctrica invisível de partículas carregadas chamada tubo de fluxo. As partículas, ejectadas de Io por erupções vulcânicas, fluem pelas linhas do campo magnético de Júpiter, que se alinha por Io até aos pólos magnéticos norte e sul.

A imagem superior direita mostra as emissões aurorais de Júpiter nos pólos norte e sul. Logo a seguir a estas emissões estão as manchas aurorais chamadas "pegadas". As manchas são criadas quando as partículas do "tubo de fluxo" de Io atingem a atmosfera superior de Júpiter e interagem com o gás hidrogénio, tornando-o fluorescente.

As duas imagens ultravioleta na base da figura mostram como as emissões aurorais mudam no brilho e na estrutura durante a rotação de Júpiter. Estas imagens em cor falsa também mostram como o campo magnético está afastado do eixo de rotação de Júpiter 10 a 15 graus. Na imagem do lado direito, a emissão auroral do norte está a elevar-se no lado esquerdo; a oval auroral do sul está a começar a baixar. A imagem da esquerda, obtida numa data diferente, mostra uma vista completa da aurora de norte, com uma forte emissão dentro da oval auroral principal.

Créditos: John T. Clarke e Gilda E. Ballester (Universitdade de Michigan), John Trauger e Robin Evans (Jet Propulsion Laboratory) e NASA.

A Grande Mancha Vermelha

Júpiter

Esta vista dramática da Grande Mancha Vermelha de Júpiter e os arredores foi obtida pela Voyager 1 em 25 de Fevereiro de 1979, quando a sonda esta a 9.2 milhões de quilómetros (5.7 milhões de milhas) de Júpiter. Consegue-se ver detalhes de nuvens com um diâmetro de 160 quilómetros (100 milhas). A nuvem colorida e ondulada à esquerda da Grande Mancha Vermelha é uma região de movimentos ondulatórios extraordinariamente complexos e variáveis. (Cortesia NASA/JPL)

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter em Cor Falsa

Júpiter

Esta imagem é uma representação em cor falsa da Grande Mancha Vermelha de Júpiter obtida com o sistema de imagem da Galileu através de três diferentes filtros próximo do infravermelho. É um mosaico de dezoito imagens (6 em cada filtro) que foram obtidas com um período de 6 minutos em 26 de Junho de 1996. A Grande Mancha Vermelha aparece em cor-de-rosa e as regiões vizinhas em azul por causa do código especial de cor utilizado na representação. O canal vermelho é um reflexo de Júpiter num comprimento de onda em que o metano é fortemente absorvido (889nm). Por causa desta absorção, unicamente as nuvens altas podem reflectir a luz do sol neste comprimento de onda. O canal verde é o reflexo num comprimento de onda em que o metano é absorvido, mas num modo menos forte (727nm). As nuvens mais baixas podem reflectir a luz do sol neste comprimento de onda. Finalmente, o canal azul é um reflexo num comprimento de onda onde quase não há absorção na atmosfera joviana (756nm) e pode-se ver a luz reflectida pelas nuvens mais baixas. Assim, a cor de uma nuvem nesta imagem indica a sua altura, representando o vermelho ou o branco as mais altas e o azul ou o preto as mais baixas. Esta imagem mostra a Grande Mancha Vermelha como sendo relativamente alta, por há algumas nuvens mais pequenas a nordeste e noroeste que são surpreendentemente semelhantes às nuvens de tempestades terrestres. As nuvens mais baixas estão num colar que rodeia a Grande Mancha Vermelha, e também a noroeste da nuvem alta (brilhante) no canto noroeste da imagem. Modelos preliminares mostram que estas nuvens têm uma altura de cerca de 50km. (Cortesia NASA/JPL)

A Mancha Vermelha pela Galileu

Júpiter
Mancha Vermelha pela Galileu

Esta vista da Grande Mancha Vermelha de Júpiter é um mosaico de duas imagens obtidas pela sonda Galileu. A imagem foi criada usando dois filtros, violeta e próximo do infravermelho, em cada uma de duas posições da câmara. A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade na atmosfera de Júpiter e existe há pelo menos 300 anos. O vento sopra na direcção anti-horária à volta da Grande Mancha Vermelha a cerca de 400 quilómetros por hora (250 milhas por hora). A dimensão da tempestade é maior do que o diâmetro da Terra (13,000 quilómetros ou 8,000 milhas) na direcção norte-sul e mais do que dois diâmetros terrestres na direcção este-oeste. Neste ponto de vista oblíquo, em que a Grande Mancha Vermelha é mostrada no limite do planeta, parece maior na direcção norte-sul. A imagem foi obtida em 26 de Junho de 1996. (Cortesia NASA/JPL)

O Anel de Júpiter

Júpiter

O anel de Júpiter foi descoberto pela Voyager 1 em Março de 1979. Esta imagem foi obtida pela Voyager 2 e foi pseudo colorida. O anel Joviano tem cerca de 6,500 quilómetros (4,000 milhas) de largura e provavelmente menos de 10 quilómetros (6.2 milhas) de espessura. (Crédito: Calvin J. Hamilton)

O Equador de Júpiter

Júpiter
Equador de Júpiter

Esta imagem mostra a região equatorial de Júpiter. Foi criada a partir de um mosaico de diversas imagens. A Grande Mancha Vermelha é à esquerda da imagem. (Crédito: Calvin J. Hamilton, e NASA)

As Luas de Júpiter

Esta imagem mostra à escala as luas de Júpiter Amaltea, Io, Europa, Ganímedes, e Callisto. (Crédito: Calvin J. Hamilton)

Galeria Fotográfica do Hubble dos Satélites Galileanos

Este é um retrato de família obtido pelo Telescópio Espacial Hubble das quatro maiores luas de Júpiter, primeiramente observadas pelo cientista italiano Galileo Galilei há cerca de quatro séculos. Localizadas a cerca de meio bilião de milhas de distância, as luas são tão pequenas que, à luz visível, parecem discos indistintos quando vistos pelos maiores telescópios terrestres. O Hubble consegue obter detalhes da superfície anteriormente só vistos pela sonda Voyager no início dos anos 1980.

O Hubble permitiu a descoberta de actividade vulcânica na superfície activa de Io, descobriu uma fraca atmosfera de oxigénio na lua Europa, e identificou ozono na superfície de Ganímedes. As observações em ultravioleta de Calisto mostram a presença de gelo fresco na superfície que pode indicar impactos de micrometeoritos e de partículas carregadas da magnetosfera de Júpiter. (Crédito: STScI/NASA)

Os Anéis de Júpiter

Nome Distância* Largura Espessura Massa Albedo
Halo 100,000 km 22,800 km 20,000 km ? 0.05
Principal 122,800 km 6,400 km < 30 km 1 x 10^13 kg 0.05
Gossamer 129,200 km 850,000 km ? ? 0.05

*A distância é medida do centro do planeta até ao início do anel.

Resumo das Luas de Júpiter

Há cerca de quatro séculos Galileu Galilei virou o seu telescópio, feito em casa, para os céus e descobriu três pontos luminosos, que primeiro pensou serem estrelas, ligados ao planeta Júpiter. Estas estrelas estava alinhadas com Júpiter. Despertando o seu interesse, Galileu observou as estrelas e descobriu que elas se moviam na direcção errada. Quatro dias mais tarde apareceu outra estrela. Depois de observar as estrelas durante as semanas seguintes, Galileu concluiu que não eram estrelas mas corpos planetários em órbita à volta de Júpiter. Estas quatro estrelas passaram a ser conhecidas por Satélites Galileanos.

Durante os séculos seguintes foram descobertas outras 12 luas, obtendo-se um total de 16. Finalmente, em 1979, o mistério destes novos mundos congelados foi resolvido pelas sondas Voyager quando ultrapassaram o sistema de Júpiter. Ainda em 1996, a exploração destes mundos sofreu um grande avanço quando as naves Galileu iniciaram a sua longa missão de observação de Júpiter e das suas luas.

Doze das luas de Júpiter são relativamente pequenas e parecem mais ter sido capturadas do que formadas em órbita à volta de Júpiter. As quatro maiores luas galileanas, Io, Europa, Ganímedes e Calisto, parecem ter sido formadas por agregação como parte do processo de formação do próprio Júpiter. A tabela seguinte sumariza o raio, massa, distância ao centro do planeta descobridor e data da descoberta de cada uma das luas de Júpiter:

Lua # Raio
(km)
Massa
(kg)
Distância
(km)
Descobridor Data
 Metis XVI 20 9.56e+16 127,969 S. Synnott 1979
 Adrastea XV 12.5x10x7.5 1.91e+16 128,971 Jewitt-Danielson 1979
 Amaltea V 135x84x75 7.17e+18 181,300 E. Barnard 1892
 Tebe XIV 55x45 7.77e+17 221,895 S. Synnott 1979
 Io I 1,815 8.94e+22 421,600 Marius-Galileo 1610
 Europa II 1,569 4.80e+22 670,900 Marius-Galileo 1610
 Ganímedes III 2,631 1.48e+23 1,070,000 Marius-Galileo 1610
 Calisto IV 2,400 1.08e+23 1,883,000 Marius-Galileo 1610
 Leda XIII 8 5.68e+15 11,094,000 C. Kowal 1974
 Himalia VI 93 9.56e+18 11,480,000 C. Perrine 1904
 Lisitea X 18 7.77e+16 11,720,000 S. Nicholson 1938
 Elara VII 38 7.77e+17 11,737,000 C. Perrine 1905
 Ananke XII 15 3.82e+16 21,200,000 S. Nicholson 1951
 Carme XI 20 9.56e+16 22,600,000 S. Nicholson 1938
 Pasifae VIII 25 1.91e+17 23,500,000 P. Melotte 1908
 Sinope IX 18 7.77e+16 23,700,000 S. Nicholson 1914

Fonte: www.if.ufrgs.br

Júpiter 

A 778 milhões de quilômetros do Sol e 628 milhões de quilômetros da Terra, Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Apresenta forma ovalada, com um raio equatorial de 71.300 quilômetros, pouco mais de 11 vezes o da Terra. Seu movimento de rotação é o mais rápido de todos os planetas; 9 horas e 55 minutos. O de translação corresponde a 12 anos terrestres. o planeta gira em torno de um eixo de 3º de inclinação.

Júpiter emite uma luz brilhante que o torna visível quase a olho nu, nas noites de céu limpo. Observando-o ao telescópio, em 1610, Galileu descobriu seus maiores satélites: Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Esses quatro corpos podem ser observados com binóculos ou lunetas de amadores. Vistos da Terra, os eclipses que ocorrem nesses satélites mostram avanços e recuos, decorrentes da distância entre Júpiter e o nosso planeta. Hoje, são conhecidos quinze satélites de Júpiter, tendo o último sido identificado em1980, pela Voyager I.

Nessa missão, ficou confirmado que o planeta é constituído por vários tipos de gases, especialmente hidrogênio e hélio, os mesmo que predominam no Sol. Assim, a superfície de Júpiter fica oculta por nuvens espessas que formam faixas coloridas à sua volta.

A Voyager I também comprovou a existência de um campo magnético muito intenso, no interior do qual um plasma atinge a mais elevada temperatura do Sistema Solar: 300 a 400 milhões de graus centígrados — enquanto o interior do Sol apresenta temperaturas que oscilam entre 20 e 40 milhões.

As conhecida listras de Júpiter também foram investigadas pela missão, que as declarou como nuvens e filamentos em permanente movimento. A Grande Mancha Vermelha — localizada no hemisfério Sul do planeta —, além de outras menores, também está incluída nesse turbilhão.

Todas essas manchas são dotadas de um movimento de rotação sobre si mesmas no sentido horário no hemisfério Sul e em sentido contrário no hemisfério Norte. Essa condição torna possível que os aspectos gerais da atmosfera estejam completamente modificados em poucas horas.

Quatro naves espaciais não tripuladas, todas enviadas pelos Estados Unidos, realizaram estudos em Júpiter; a Pioneer X, 1972; a Pioneer-Saturno, em1974; a Voyager I, em março de 1979; a Voyager II, em junho do mesmo ano, sendo estas duas últimas as mais produtivas, pois conseguiram um grande número de dados novos sobre o planeta. Os cientistas ainda ignoram se há alguma forma de vida em Júpiter. De antemão, porém, sabe-se que nem mesmo os mais primitivos microorganismos conhecidos seriam capazes de sobreviver nas rigorosas condições ali encontradas.

Desvendado o segredo dos anéis de Júpiter:

Setembro 98

Astrônomos da Universidade de Cornell, no estado de Nova York e do Observatório Nacional de Astronomia Ótica de Tucson revelaram que os anéis do planeta Júpiter são formados de poeira proveniente de quatro de suas luas. As análises das últimas observações realizadas pela sonda Galileu mostram que o grande anel diáfano externo em torno do planeta é composto de materiais oriundos das pequenas luas Almatéia e Tebe. Acredita-se agora que o anel principal seja formado pelos detritos provenientes de Adrastéia e de Métis.

As sondas Voyager no final dos anos 70 fotografaram esses anéis — um principal, com 6.000 km, um halo difuso e um anel externo — mas sua origem ainda não era conhecida. As fotos tiradas nos últimos dois anos, pela sonda Galileu, mostram que o terceiro anel subdivide-se em dois anéis concêntricos, quase transparentes, formados em conseqüência de uma colisão em grande velocidade de meteoritos com Almatéia e Tebe.

Segundo os pesquisadores, os meteoritos teriam penetrado nas luas "antes de pulverizar-se e explodirem, provocando a projeção de restos em tal velocidade que estes saíram do campo de gravidade dos satélites naturais de Júpiter e entraram no campo gravitacional do planeta, formando os quatro anéis.

Fonte: www.coladaweb.com

Júpiter 

É o maior dos planetas do Sistema Solar e o quinto em distância do Sol. Pode ser observado a olho nu, distinguindo-se pelo seu brilho, menor apenas que o de Vênus, o da Lua e o do Sol. De densidade muito baixa, o planeta é composto basicamente de gases.

Júpiter
Júpiter

Distância média do Sol: 778.000.000 km
Velocidade média da órbita: 13,06 km/s
Duração do ano: 4.332 dias terrenos
Duração do dia: 9h50min
Diâmetro: 143.000 km
Massa: 317,726 vezes a massa da Terra
Número de satélites conhecidos: 16

Sabe-se que a composição de sua atmosfera apresenta hidrogênio em 87% e hélio na maior parte restante, ou seja, a mesma combinação encontrada no interior das estrelas. Como a temperatura e a pressão em Júpiter são muito altas, não há limite definido entre as partes gasosa e líquida do planeta.

Satélites

Entre os 16 satélites de Júpiter destacam-se Ganimedes, maior que o planeta Mercúrio, e Io, de diâmetro semelhante ao da Lua, com a superfície coberta por vulcões mais potentes que os encontrados na Terra. Há ainda um tênue sistema de anéis em torno do planeta, que gravita a uma distância entre 100.000 km e 200.000 km do seu núcleo.

O campo gravitacional de Júpiter é tão poderoso que cria uma esfera de atração a seu redor maior que a do Sol. Em 1994, esse campo desvia a órbita do cometa Shoemaker-Levy-9 , quebra seu núcleo e atrai os seus fragmentos, produzindo um espetáculo jamais presenciado pela humanidade. A série de choques foi fotografada pela nave Galileu, que se aproximou do planeta em 1995.

Sonda Galileu

A exploração de Júpiter ganha novo impulso com a chegada da sonda-filhote da nave Galileu na órbita deste planeta, em dezembro de 1995 (ver Astronáutica). A sonda está programada para enviar informações sobre quatro satélites do planeta – Io, Ganimedes, Calisto e Europa – durante os anos de 1996 e 1997.

Fonte: www.netguest.com

Júpiter

"Os colossais sistemas de tempo e nuvens de fumaça de Júpiter, girando no espaço à nossa frente, hipnotizaram-nos. O planeta é imenso. É duas vezes mais massivo do que todos os outros planeta juntos. Não há montanhas, vales, vulcões, rios, fronteiras entre a Terra e o ar, somente um vasto oceano de gás denso e nuvens flutuantes – um mundo sem superfície. Tudo o que podemos ver em Júpiter está flutuando em seu céu." Assim Carl Sagan no capítulo Histórias de Viajantes do livro Cosmos descreve em parte o que um capitão registraria num diário de bordo numa das sondas que visitou Júpiter.

Júpiter
Foto rara de Júpiter (à esquerda), Saturno (embaixo a direita) e aglomerado estelar das Plêiades ou M45 (em cima) na constelação de Touro sem auxílio de telescópio. (Crédito Ken Webb)

Como é visível a olho nu, o planeta Júpiter é conhecido desde o começo da humanidade. Em seu brilho máximo pode ser o 4° astro mais brilhante do céu! Entre os planetas, nesta fase é apenas superado por Vênus. Com um telescópio modesto é possível ver algumas luas e características da atmosfera do planeta. Júpiter (Zeus para os antigos gregos) era o deus dos deuses e patrono da cidade de Roma.

Júpiter
Foto de Júpiter e duas luas com auxílio de um telescópio de 250mm em Araraquara (São Paulo) no dia 2/jan/2001. (Crédito Jaime C. Pires)

Em 1610 Galileu Galilei descobriu 4 astros girando em torno de Júpiter, mas foi Marius Simon que deu o nome aos primeiros satélites a orbitar outro planeta. São chamados de satélites (ou luas) galileanos. A partir de então o planeta foi observado exaustivamente e revelaram o seguinte: as intercalações de faixas escuras e claras por Zuchi em 1630; manchas claras por Robert Hooke em 1664; a Grande Mancha Vermelha por Giovanni D. Cassini em 1665, que também obteve o período de rotação e mediu o achatamento polar de Júpiter. O astrônomo Rupert Wildt, durante os anos 1940 e 1950, elaborou um quadro geral de Júpiter que mais tarde foi comprovado pelas sondas espaciais. Em suma, sabia-se muitas coisas do enorme planeta, porém foi com a exploração de naves não tripuladas que o conhecimento de Júpiter aumentou grandemente.

Júpiter
Foto de Júpiter obtida com o Telescópio Óptico Nórdico (NOT) de 2,6 metros. Esse é um bom exemplo das melhores imagens que podem ser obtidas de telescópios situados na Terra. (Crédito NOTSA)

É um dos planetas mais pesquisados do Sistema Solar, sendo visitada por 7 sondas espaciais – uma delas construída especialmente para o sistema joviano – além é claro do uso do telescópio espacial Hubble. A primeira foi a Pioneer 10 alcançou o ponto de máxima aproximação em 01 de dezembro de 1973 a 132.250 quilômetros de distância. Em 02 de dezembro de 1974 foi a fez da sonda gêmea Pioneer 11 que passou apenas a 34.000 quilômetros do planeta, e foi bombardeada por uma grande quantidade de partículas energéticas. As informações colhidas ajudaram na missão seguinte, que começou em 1979 com as Voyager 1 e Voyager 2. Revelaram muito detalhes da complexa atmosfera de Júpiter, descobriram os anéis e as particularidades de algumas luas, como os vulcões em Io; deveras suas informações levaram anos para serem analisadas. A sonda Ulysses, também fez uma breve visita em 08 de fevereiro de 1992, quando se posicionava para ficar em órbita polar em torno do Sol.

Júpiter
Esta foto foi processada em 1990 sob uma imagem enviada pela Voyager 1 em 1979. As cores foram realçadas para observa-se detalhes da atmosfera de Júpiter. A Grande Mancha Vermelha encontra-se no sul (embaixo a esquerda) do planeta. (Crédito U.S. Geological Survey/NASA)

Quase quatro séculos depois, outro Galileo observou Júpiter. A sonda homenageando o astrônomo italiano foi projetada para fazer várias visitas ao planeta Júpiter e seus satélites, especialmente os maiores. A missão Galileo está sendo tão bem sucedida, que já foi várias vezes prorrogado seu encerramento. "Estamos orgulhosos por essa confiável sonda ter mantido seu desempenho bom o suficiente para servir a ciência por mais pouco", disse Jay Bergstralh, diretor interino de exploração do sistema solar da NASA. Em 7 de dezembro de 1995, uma pequena sonda enviada pela Galileo atravessou a atmosfera de Júpiter, enviando informações antes de ser destruída pela enorme pressão a 150 quilômetros abaixo das nuvens; entre outras coisas, descobriu um forte cinturão de radiação a cerca de 50.000 quilômetros acima das nuvens de Júpiter.

Por fim, a Cassini (que explorará Saturno) em dezembro de 2000 aproveitou a oportunidade para testar seus equipamentos obtendo excelentes imagens de Júpiter e outros dados científicos. Junto com a Galileo pesquisaram a atmosfera, a magnetosfera e a ionosfera do planeta. O projeto foi chamado pela NASA de Jupiter Millennium Flyby.

Júpiter
Esta vista de Júpiter em crescente foi feita pela Voyager 1 em 24/mar/1979. Esta imagem foi montada através de três filtros de cor e recombinadas para produzir a cor real. (Crédito JPL/NASA)

Júpiter
Imagem artística de um balão-sonda flutuando na atmosfera de Júpiter, como a cápsula enviada pela Galileo. No fundo as maiores luas de Júpiter estão em crescente. (Crédito Don Dixon)

Sem dúvida o que mais chama atenção em Júpiter são suas dimensões. Por exemplo, se tomarmos como medidas as terrestres, temos: diâmetro mais de 11 vezes, massa 317,80 mais "pesado" e ocupa um volume 1.401 vezes maior! No entanto sua densidade é baixa, sendo de apenas 1,33 g/cm³. Na realidade este é o primeiro dos chamados planetas gigantes ou gasosos, formados basicamente de hidrogênio e hélio. O que chamamos de superfície nos planetas rochosos, nesses planetas estamos se referindo as camadas superiores da atmosfera.

Júpiter
Esta vista em cor falsa de Júpiter foi obtida pela Voyager 1 combinando filtros coloridos para produzir a imagem. Além da Grande Mancha Vermelha, vê-se uma mancha branca e nuvens de formatos variados. (Crédito JPL/NASA)

Júpiter
Gráfico comparando as dimensões físicas de Júpiter com todos os planetas do Sistema Solar. O planeta tem duas vezes mais massa; o volume equivale a 60% dos planetas; e o diâmetro médio (ou equatorial) equivale a 1/3 da soma de todos os planetas. (Crédito Ielcinis Louis)

Não há certeza se o núcleo de Júpiter (ou qualquer outro planeta gasoso) é rochoso. No entanto, parece que o centro do planeta é quente (talvez 30.000° C) visto que Júpiter irradia para o espaço 2,5 vezes mais energia do que recebe do Sol. Devido à pressão de milhões de atmosferas os átomos de hidrogênio devem está comprimidos em estado líquido. O hidrogênio em tais condições adversas adquire propriedades metálicas, gerando corrente elétrica e conseqüentemente um forte campo magnético.

Júpiter
Imagens de tempestades e relâmpagos capturadas pela Cassini em 01/jan/2001. No lado noturno (esquerda) vemos que os raios se relacionam com as manchas brancas no lado diurno (direita). As imagens foram realçadas no contraste e foram tirada com 2 horas de diferença. (Crédito NASA/JPL/Universidade do Arizona)I

Isto explicaria porque o campo magnético de Júpiter é intenso (cerca de 14 vezes o da Terra), sendo que produzem ondas de rádio tão potentes, que no Sistema Solar é apenas superada pelo próprio Sol. O eixo desse campo está inclinado 11 graus em relação ao eixo de rotação, afastado 10.000 km do centro. O interessante é que como os pólos estão invertidos em Júpiter, se levássemos uma bússola para o planeta a agulha apontaria para o sul. A magnetosfera é gigantesca: mais de 7 milhões de quilômetros em direção ao Sol e até 700 milhões de quilômetros na direção oposta, ou seja, além da órbita do planeta Saturno!

Júpiter
Imagem das nuvens de Júpiter obtida em 29/jun/1979 quando a Voyager 2 estava a 9,3 milhão km do planeta. As características menores tem 172 km. Todas as nuvens de forma oval marrons e brancas visíveis nesta imagem foram observadas pela Voyager 1 em março do mesmo ano, ilustrando a estabilidade deste tipo de característica na atmosfera joviana. (Crédito JPL/NASA)

Em vista destas características extremas de Júpiter, o astrofísico Isaac Asimov escreveu em O Colapso do Universo: "É possível que Júpiter ainda esteja se contraindo ligeiramente, e que a energia cinética daquela contração seja transformada em calor. É ainda possível que os átomos no centro de Júpiter estejam submetidos a uma temperatura e a uma pressão que os estejam levando à beira do ponto de ruptura, que um pouco de fusão de hidrogênio esteja correndo - apenas o suficiente para explicar aquela pequena emissão extra de calor do planeta. Se isso estiver acontecendo, Júpiter está à beira da ignição nuclear. Não há perigo de ignição real, naturalmente; Júpiter não é bastante grande e permanecerá para sempre à beira da ignição, apenas."

Júpiter
Imagem em cor falsa dum temporal em Júpiter obtida pela Galileo em 26/jun/1996 a 1,75 milhões do planeta. A mancha branca (no centro) é uma nuvem alta, medindo 1.000 km de comprimento, estando 25 km acima da maioria das nuvens circunvizinhas. A extensão em vermelha indica que a base da nuvem é muito profunda na atmosfera, cerca de 50 km abaixo das outras nuvens. (Crédito JPL/NASA)

Júpiter
Gravura artística do colossal sistemas de nuvens e de tempo de Júpiter. Não há nenhuma montanha, vales, vulcões ou rios, e não há limite entre a terra e o ar – apenas um oceano vasto de gás e nuvens densos. Tudo que vemos em Júpiter está flutuando no céu. (Crédito Andrew C. Stewart)

Júpiter é o primeiro e o maior dos planetas gasosos, feitos basicamente de hidrogênio. No caso de Júpiter, a composição química da atmosfera é de 90% de hidrogênio e 10% de hélio, com traços de amônia, metano e outros compostos químicos. Então por que há faixas coloridas na atmosfera de Júpiter? As cores vivas são o resultado complexo de temperaturas diferentes e reações químicas de vários elementos químicos que existem em pequena quantidade na atmosfera. Elas também ajudam a identificar a altitude das nuvens: as azuis são as mais baixas, seguindo as marrons, as brancas e as vermelhas, estas últimas nas camadas mais altas. É provável que três camadas de nuvens composta de gelo de amônia, hidrossulfeto de amônia e mistura de gelo e água. (No entanto, no local da descida da cápsula da Galileo só foi constatada a camada de nuvens formada por hidrossulfeto de amônia; além disso, a quantidade de água e hélio encontrados foram menos do que o previsto).

Júpiter
Uma das primeiras imagens obtidas por uma sonda espacial do planeta Júpiter, pela Pioneer 10 em dezembro de 1973. (Crédito JPL/NASA) água e hélio encontrados foram menos do que o previsto).

Na atmosfera do planeta são vistas diversas formações. As faixas de latitudes (ou paralelas) são bem nítidas em Júpiter. São resultados dos ventos em alta velocidade que sopram em direções opostas em faixa adjacentes. A diferença de direção parece depender das correntes quentes ascendentes e das correntes frias descendentes. As faixas claras são chamadas de zona e as faixas escuras são chamadas de cinturões. Nas regiões próximas das faixas estão os vórtices ou redemoinhos, complexos sistemas de ventos, descobertas pelas sondas Voyager. Às vezes aparecem buracos (furacões em alta velocidade) que dão acesso a informações das camadas mais internas da atmosfera.

Júpiter
Luzes no lado noturno de Júpiter são mostrados nesta imagem capturada pela Voyager 1 em 05/mar/1979 a 200.000 km. A raia brilhante (superior direito) é uma aurora próximo ao pólo norte do planeta e os outros pontos brilhantes são relâmpagos, mas poderiam ser características aurorais. (Crédito JPL/NASA)

Até auroras foram vistas nas regiões polares de Júpiter, que parecem está relacionadas à matéria do satélite Io, que cai na atmosfera do planeta, movendo-se em espiral segundo as linhas do campo magnético. A temperatura registrada nestes locais foi de 700° C!

Também foram observadas relâmpagos acima das nuvens. Numa única imagem da Voyager 1 distingui-se 19 relâmpagos que iluminavam ao mesmo tempo regiões diferentes do planeta! Ondas de rádio da sonda atmosférica da Galileo também indicaram raios 100 vezes mais fortes que os terrestres a 10.000 quilômetros de distância da descida.

Júpiter
Mosaico em cor pseudo-verdadeira no limite das faixas no equador de Júpiter montada pela Galileo em 5/nov/1996 a uma distância de 1,2 milhões de km. Usou-se a luz violeta e a luz próximo ao infravermelho porque fornecem informações sobre a composição e a altura das nuvens. A definição é de 10 km para os menores detalhes. (Crédito JPL/NASA)

Em Júpiter, os ventos sopram ora do leste ora do oeste e de maneira mais forte que na Terra. Para se ter uma idéia, a cápsula lançada pela Galileo indicou ventos de mais de 640 km/h, e intensa turbulência durante sua descida. Na verdade, os astrônomos ficaram surpresos com a temperatura alta (152° C) e a densidade das partes superiores da atmosfera de Júpiter.

Na realidade, o sistema meteorológico do planeta é bem complexo, conforme observado em imagens e vídeos produzidos pela sonda Galileo. Há mudanças que ocorrem tanto em intervalos curtos - poucos "dias" jupiterianos - quanto em períodos mais longos.

Júpiter
Imagens em cores verdadeiras (acima) e falsas (abaixo) de uma mancha na região equatorial de Júpiter. Foram produzidas em 17/dez/1996 pela Galileo a uma distância de 1,5 milhões de km. Essas imagens cobrem uma área 34.000 km por 11.000 km. As diferenças na coloração são devido à composição e à abundância compostos químicos na atmosfera do planeta. As menores características são de 10 km de tamanho. (Crédito JPL/NASA)

Júpiter
Esta imagem digital sugere um limite desobstruído entre a atmosfera e o oceano de hidrogênio líquido em Júpiter. Como está muito profundo para que a luz solar penetre, a única luz é do fulgor dos relâmpagos que são constantes. (Crédito Walter Myers)

Além disso, foram observadas em Júpiter algumas manchas ovais e embranquecidas, enormes ciclones que giram no sentido anti-horário no hemisfério sul e no sentido horário no hemisfério norte.

No entanto nenhuma se destaca como a Grande Mancha Vermelha (GMV), um enorme furacão de alta pressão. De formato oval, mede 12.000 quilômetros de largura por 25.000 quilômetros de comprimento, ou seja, cabem quase dois planetas iguais ao nosso! Está ativa há pelo menos 3 séculos e a matéria próxima as bordas tem rotação de 4 a 6 dias, enquanto no centro o período é menor e aleatório. A Galileo observou que enquanto a parte externa gira no sentido anti-horário, a região central gira no sentido horário. A temperatura é de cerca -150° C e os ventos podem chegar aos 480 km/h. É a maior tempestade conhecida do Sistema Solar! No infravermelho foi observado que as partes externas da GMV estão 10 quilômetros mais altas que as regiões circunvizinhas. A coloração avermelhada pode ser por causa do fósforo. Sua origem e funcionamento ainda intrigam os cientistas.

Júpiter
Sequência de 8 imagens de alta resolução da GMV obtida pelo Hubble entre 1992 e 1999. Com este acompanhamento é possível perceber as mudanças na forma, no tamanho e na cor, que às vezes são dramáticas. (Crédito Hubble Heritagem Team e Amy Simon)

"Gostaríamos de entender por que o clima de Júpiter é tão estável, enquanto o da Terra está sempre em transformação", afirma o cientista Andrew Ingersoll, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. As imagens de Júpiter sugerem que suas imensas tempestades se alimentam da energia de outros fenômenos similares, mas de menor intensidade, que ocorrem no planeta, com pequenas tempestades se formando apenas para depois serem absorvidas por outras maiores.

Júpiter
Espetacular imagem de uma aurora no pólo norte de Júpiter obtida pelo Hubble em 26/nov/1998. Foi usado o ultravioleta para realçar as partículas altamente carregadas que se chocam com a atmosfera. São vistos as marcas deixadas pela corrente elétrica das luas de Júpiter: Io (à esquerda, próximo do limbo), Ganimedes (próximo ao centro) e Europa (abaixo à direita).(Crédito NASA/ESA, John Clarke da University of Michigan)

VIAGEM À GRANDE MANCHA VERMELHA (GMV)

Mosaico de 4 imagens obtidas em épocas, em distâncias e por sondas espaciais diferentes. Portanto nota-se as constantes mudanças que ocorrem não somente na GMV como em toda a atmosfera de Júpiter.

Júpiter
Imagem de Júpiter e a GMV capturada em 8/out/2000 pela Cassini, a uma distância de 77,6 milhões de km do planeta gigante. Os pontos brancos brilhantes são tempestades de relâmpagos na atmosfera do planeta. (Crédito NASA/JPL/Universidade do Arizona)

Júpiter
Vista da GMV e dos arredores obtida pela Voyager 1 em 25/fev/1979, quando a sonda estava 9,2 milhões de km de Júpiter. Os detalhes das nuvens são de 160 km de ponta a ponta. As manchas embranquecidas à esquerda da GMV é uma região de extraordinária complexidade e movimento variável. (Crédito JPL/NASA)

Júpiter
Imagem obtida pela Voyager 2 em 06/jul/1979 apenas a 2,6 milhões de km da GMV. Também é bem visível uma nuvem oval branca. (Crédito JPL/NASA)

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Imagem da GMV capturado em 26/jun/1996 pela Galileo. Usando imagens reais de três filtros de cor, a equipe de Galileo pode montar o que uma pessoa veria se fosse capaz de flutuar pouco acima deste antigo sistema de nuvens. (Crédito JPL/NASA)

Júpiter
Mosaico composto de duas imagens obtidos em 09/nov/1996 pela Galileo a cerca 2.300.000 km. A sonda estava 0,5 graus acima do plano do anel e a definição da imagem é de 46 km. (Crédito JPL/NASA)

Os anéis de Júpiter são tão opacos e rarefeitos, que os instrumentos da Pioneer 11 não registrou nada ao atravessá-los! Por esta razão o responsável das imagens enviadas pela Voyager 1 à imprensa em 07 de março de 1979, ao anunciar a descoberta de um dos anéis disse: "A descoberta do anel não era esperada, já que as teorias que tratam da estabilidade, a longo prazo, dos anéis planetários, não previam sua existência." A Voyager 2 pode estudá-la com mais cuidado quando estava a 1,5 milhões de quilômetros do anel em 10 de julho de 1979. Como estava do lado noturno de Júpiter, o anel apareceu bem visível contra o fundo escuro.

É formado por poeira e minúsculos fragmentos de rocha escura proveniente de algumas luas de Júpiter. O albedo é muito baixo (0,05), mas da Terra são visíveis no infravermelho.

Júpiter
Mosaico de duas imagens dos anéis de Júpiter obtida pela Galileo. A parte superior destaca o Halo, um raro anel que envolve o anel Principal, produzido por forças eletromagnéticas. A imagem inferior mostram o anel Principal. A resolução é de 24 km. (Crédito JPL/NASA)

Geralmente são citados pelo menos 4 anéis. O halo que é muito débil, está mais próximo ao planeta (cerca de 29.000 quilômetros das nuvens), tem de cor alaranjada e formato de toróide. O anel principal que é o mais brilhante, porém é o menor, com 7.000 quilômetros de extensão; os 600 quilômetros mais externos refletem 10% mais que o resto da estrutura, tendo pequenas "divisões" entre as órbitas das menores luas de Júpiter. O anel Gossamer que a Galileo revelou que na realidade são dois anéis entrelaçados: o interno (que é o mais largo com 52.800 quilômetros) e o externo (que é o mais afastado de Júpiter, sendo que seu limite está a 153.500 quilômetros da atmosfera). Aparentemente a colisões constantes com meteoros nas 4 pequenas luas próximo a Júpiter fornecem o material para o anel. Tanto o anel como essa luas estão dentro de um cinturão de radiação intensa capturada pelo campo magnético de Júpiter.

Júpiter
Esquema dos componentes do anel de Júpiter. Mostra a geometria dos anéis com relação a Júpiter e aos satélites pequenos internos, que são a fonte da poeira que formam os anéis. (Crédito Cornell University)

Júpiter
Comparação do maior planeta do Sistema Solar com o nosso planeta. Parece simplesmente uma lua orbitando Júpiter! (Crédito Ielcinis Louis)

Júpiter
Esquema da órbita e magnetosfera de Júpiter. Note que a parte traseira da magnetosfera alcança a órbita de Saturno! (Crédito Ielcinis Louis)

DADOS NUMÉRICOS DE JÚPITER

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Massa (Terra =1) 317,80
Volume (Terra=1) 1.401,17
Densidade (g/cm³) 1,33
Gravidade (Terra=1) 2,36
Temperatura Média (atmosfera) -144º C
Temperatura Máxima (atmosfera) -108º C
Temperatura Mínima (atmosfera) -163º C
Componentes Principais da Atmosfera Hidrogênio e Hélio
Satélites 28

CARACTERÍSTICAS ORBITAIS

Distância Média do Sol (km) 778.400.000
Distância Máxima do Sol (km) 816.620.000
Distância Mínina do Sol (km) 740.520.000
Diâmetro Médio (km) 142.770
Período de Revolução (anos) 11,86
Período de Rotação 09h 56min
Inclinação do Eixo (graus) 3,13
Excentricidade da Órbita 0,050

Fonte: br.geocities.com

Júpiter

Júpiter é o quinto planeta do sistema solar a partir do Sol, e o primeiro após o cinturão de asteróides. Júpiter é um planeta gasoso sendo formado por 87% de hidrogênio e hélio na maioria do restante, similar ao do Sol. Júpiter é tambem o maior planeta do Sistema Solar sendo a sua massa maior que o dobro da massa de todos os outros planetas juntos, tendo o seu diâmtro equatorial 143.000 Km, mas sua densidade cerca de quatro vezes menor a da Terra.

Segundo teorias atuais, Júpiter possuiría um núcleo do ferro e niquel, com uma massa 10 vezes superior a massa da Terra. Esse núcçeo estaría envolvido por uma camada de hidrogênio metálico líquido, a uma temperatura e pressão enormes, onde o estaría dissociado em átomos. Esta camada é eletricamente condutora, originando um campo magnético quase tão poderoso quanto o do Sol. Próximo a superfície, o hidrogênio está presente sobre a sua forma molecular sendo as pressões mais baixas, sobre esta camada existe uma atmosfera de de 1000 Km de espessura.

Júpiter irradia duas vezes mais calor do que recebe do Sol, isto ocorre porque o planeta ainda está se resfriando, e o calor remanescente da energia gasta na contração gravitacional que formou o planeta ainda é transferido para fora deste. As temperaturas em Júpiter ficam em torno de -150 ºC.

Júpiter foi descuberto por volta de 1610 por Galileu Galilei, e possui 16 satélites sendo os quatro maiores: Io, Europa, Calisto e Ganimedes que é o maior satélite do sistema solar tendo o seu diâmetro quase igual ao de Mercúrio. Não há qualquer hipotese de existência de vida em saturno devido as baixas temperaturas e devido a constituição gasosa do planeta.

Júpiter recebe o nome do pai dos deus romanos devido ao seu tamanho.

Caracteristicas Gerais

Diametro ( Km ) 142.984
Massa ( relativa a massa terrestre ) 317,94
Tempo de Rotação ( horas ) 9:55
Tempo de Translação (anos ) 11,86
Distância média da Terra ( Km ) 1.197.000.000
Distância média do Sol ( Km ) 778.000.000
Número de Satélites 16
Velocidade Orbital ( Km/s ) 13,6
Gravidade  ( em relação a Terra ) 246

Fonte: br.geocities.com

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