Na luta pela sobrevivência o ser humano procura um meio de defesa para vencer as adversidades. Como meio de autodefesa, em Okinawa se desenvolveu o 'TE' (mão). Esta luta ensinava o praticante a enfrentar sem armas o seu adversário.
Em 1371, Okinawa iniciou um intenso comércio com a China, Coréia, Tailândia, Java, Filipinas, Indonésia, Sumatra e Malásia o que motivou a desenvolver outra forma de luta procedente da China semelhante ao 'TE' foi o 'KEMPO'.
Com a presença da luta chinesa em Okinawa, aperfeiçoou-se uma nova luta, o Karate-do.
Por duas vezes houve proibição do uso de armas em Okinawa. Nessa época, Okinawa estava dividida em três estados: Nanzan (sul), Chuzan (centro) e Hokuzan (norte). Em 1472 o rei de Chuzan, Shosashi, conquistou toda a Okinawa após muitos conflitos e pela primeira vez ocorreu a proibição do uso de armas.
Quando o governador do estado de Satsuma, Kagoshima atacou e dominou Okinawa em 1670, ordenou-se novamente a proibição do uso de armas. Assim o Karate-do assumiu maior valor. Aqueles que não apoiavam o uso de armas aperfeiçoaram e usaram o Karate-do como meio de enfrentar os adversários que vinham armados.
O Karate-do desenvolveu-se em três locais de Okinawa: na capital Shuri, onde ficou denominado SHURI-TE, na cidade portuária de Tomari, onde foi denominado TOMARI-TE e na cidade comercial de Naha, onde denominaram NAHA-TE. Depois, Shuri-te deu origem ao estilo SHORIN RYU e Naha-Te ao Estilo Goju Ryu.
Foi depois da segunda Guerra Mundial que o karate Shorin Ryu popularizou-se pelo mundo.
Fonte: www.fpk.com.br