Muitos ocidentais estão familiarizados com o Kuweit, especialmente após a eclosão da Guerra do Golfo entre países ocidentais e o Iraque. Em pleno Oriente Médio, o Kuweit situa-se entre o Iraque e a Arábia Saudita, na Península Arábica, e desfruta de grande importância devido às suas substanciais reservas petrolíferas.
O país possui quase 2 milhões de habitantes, dos quais 30% têm idade inferior a 15 anos. Com exceção das tribos nômades que habitam as areias do deserto, praticamente toda a população vive nos centros urbanos. Os trabalhadores estrangeiros correspondem a 47% da população e incluem tanto árabes de nações vizinhas como asiáticos paquistaneses, indianos e filipinos.
O país é um emirado hereditário e a sucessão respeita a linhagem masculina de descendentes do falecido Mubarak Al Sabah. O povo é representado pela Assembléia Nacional, mas partidos políticos não são permitidos. O estado é basicamente dominado pela família Al Sabah, porém muitas outras famílias de mercadores e personalidades ligadas ao islamismo mantêm uma poderosa influência.
Aproximadamente 10% de todas as reservas conhecidas de petróleo pertencem ao governo e a economia do país é dominada pelo ouro negro. Quase toda a população pertence ao funcionalismo público. Grande parte dos alimentos que o país consome é importada, embora exista alguma atividade agrícola e pesqueira.
Com estudo obrigatório e escolas públicas, mais de 75% de toda a população adulta kweitiana é alfabetizada. Um programa de saúde nacional assegura o acesso gratuito ao atendimento médico.
Na prática, todos os cidadãos kweitianos são muçulmanos sunitas, enquanto os estrangeiros muçulmanos que trabalham para o governo são majoritariamente xiitas. Há centenas de mesquitas no país e, no passado, o governo investiu maciçamente na promoção do islamismo. As perdas na produção petrolífera e os danos causados pela invasão iraquiana obrigaram o governo a reduzir seus investimentos na última década.
O primeiro cristão de que se tem notícia no Kuweit foi um católico norte-americano, que chegou ao país em 1795. A maioria das igrejas, no entanto, foram construídas em anos mais recentes. Estima-se que o número de cristãos no Kuweit seja de 250 mil pessoas, das quais 25% são católicas ou ortodoxas. Praticamente todos os cristãos são trabalhadores estrangeiros e, portanto, o número total de cristãos varia de acordo com a mão-de-obra importada presente no país. A maioria destes cristãos estrangeiros são ocidentais de países como EUA e Grã-Bretanha, ou asiáticos provenientes de nações como Índia e Filipinas.
O Reverendo Amanuel Ghareeb foi o primeiro kweitiano a abraçar o ministério em tempo integral de acordo com o Relatório Mundial das Sociedades Bíblicas Unidas de abril e maio de 1999. Depois de trabalhar no mercado petrolífero por 25 anos, o Rev. Ghareeb recebeu treinamento teológico em uma escola bíblica da cidade do Cairo, no Egito, e recentemente foi ordenado pastor da Igreja Evangélica Nacional (National Evangelical Church). Ele também faz parte da diretoria da Book House Company, uma organização que centraliza a distribuição de Bíblias no país, além de ser o responsável legal pela entidade. Desde o início de suas operações, em 1999, a Book House Company tem servido a todas as igrejas cristãs da península, oferendo as Escrituras nos formatos por elas desejados.
O Rev. Ghareeb é casado, tem três filhos e é um dos 250 cristãos de cidadania kuweitiana. Apesar de a igreja cristã existir nessas terras desérticas desde as viagens missionárias do apóstolo Paulo, é raro encontrar cristãos nativos na região, pois o domínio do islamismo é extremamente forte.
A constituição de 1962 estabelece o islamismo como a religião oficial do estado e utiliza a sharia como principal base de sua legislação. No entanto, o texto também assegura a liberdade e a livre prática religiosa. Em comparação com muitos países islâmicos, o Kuweit mantém uma postura moderada no que se refere a outras religiões. Os cristãos residentes no país podem se reunir livremente e estabelecer igrejas, e as relações entre muçulmanos e cristãos são abertas e amistosas. Diversos fatores, entre eles o espaço que o cristianismo tem obtido na mídia e as recentes conversões, têm levado os kweitianos a considerar as palavras de Cristo, o que tem provocado crescentes tensões.
Por enquanto, é provável que a igreja permaneça como parte integrante da cultura do Kuweit. Da mesma forma, é igualmente provável que a atmosfera de liberdade e abertura persista, permitindo ações evangelísticas discretas.
1. A igreja desfruta de uma atmosfera de relativa abertura. Ore pela continuidade desse clima e pela diminuição do nível de tensão entre muçulmanos e cristãos.
2. Em geral, a igreja beneficia-se dos relacionamentos amigáveis entre líderes muçulmanos e cristãos. Ore para que esta situação gere oportunidades de discussão inter-religiosa que possam servir de testemunho ao clero muçulmano.
3. Missionários não são permitidos oficialmente. Ore para que cristãos estrangeiros que trabalham no país encontrem oportunidades discretas de testemunhar.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Continente: Ásia
Nome Completo: Estado do Kuwait
Localização: Sudoeste Asiático
Coordenadas: 29 30 N, 45 45 E
Limites: Países limítrofes: Iraque, Arábia
Saudita
Capital: Cidade do Kuwait
Governo: Monarquia Islâmica (Emirado)
Moeda: Dinar Kuwaitiano
Área: 17.818 km2
Nacionalidade: Kuwaitiana
População: 2.111.561 (julho/2002)
Mortalidade: 10,87 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)
Vida: 76,46 anos
Ponto Culminante: Local sem nome, 306m
Religiões: Islamismo 85%, Cristianismo 13%, Outras
2%
Idiomas: Árabe (oficial)
Analfabetismo: 22%
Renda: US$ 10.000 (2001)
Fonte: www.libreria.com.br

Nome Oficial: Dawlat al Kuwayt (Estado do Kuwait)
Capital do Kuwait: Al Kuwait
Área: 17.818 km² (157º maior)
População: 3,100 milhões (2006)
Idiomas Oficiais: Árabe
Moeda: Dinar
Nacionalidade: Kuwaitiana
Principal Cidade: As-Salimiyah, Hawalli, Cidade do Kuwait

Fonte: www.webbusca.com.br
O Kuwait ou Koweit (também chamado Coveite) é um pequeno país do Oriente Médio, limitado a norte e oeste pelo Iraque, a leste pelo Golfo Pérsico, do outro lado do qual se estendem as costas do Irão, e a sul pela Arábia Saudita.
Capital: Kuwait.
A forma de soberania é o emirato, sendo o chefe-de-Estado designado por emir ou xeque.
No século III a.C. os gregos colonizaram a ilha Failaka e a batizaram de "Ikarus". Acredita-se que o nome veio da semelhança do local à uma ilha grega, onde, de acordo com mitologia, foi enterrado Ícaro. Outros crêem que o local ganhou este nome devido ao intenso calor, sendo portanto um lugar mais próximo do sol (veja lenda de Ícaro).
O Kuwait foi fundado no início do século XVIII por vários clãs da região de Anaiza, que migraram de Najd (região central da atual Arábia Saudita) para diversos pontos do litoral do Golfo Pérsico. Com a miscigenação dos migrantes, formou-se a tribo conhecida como Bani Utub. De acordo com a tradição local, os Sabahs migraram de Najd para o sul fugindo do deserto, mas acabaram por voltar. Reagruparam-se então a outros clãs e migraram para Zubara, na costa oeste do atual Qatar. Não encontrando melhor situação, migraram finalmente para o norte, Kuwait, onde encontraram um lugar aprazível para viver. Lá, já, se encontrava a tribo Bani Khalid, que havia construído uma pequena fortaleza. Daí o nome do país (Kuwait é o diminutivo de kut, fortaleza ou forte).
A constante paz da região, mantida pelos Bani Khalid, proporcionou aos Bani Utub uma ótima oportunidade de crescimento. Embora os primeiros controlassem os portos, foram os segundos que desenvolveram melhor técnicas náuticas e trocas comerciais pelo mar. O Kuwait tinha um dos melhores portos naturais do Golfo Pérsico; sua localização estratégica permitia aos nativos comerciar com diversas caravanas, além de contrabandear mercadorias nas cidades do Império Otomano. As trocas comerciais incluiam cavalos, madeira, pimenta, café, tâmaras e especialmente pérolas. O Kuwait ficava próximo dos depósitos de pérolas que se estendiam ao longo da costa do Golfo Pérsico. No verão os barcos buscavam as pérolas para negociá-las no inverno.
O comércio se tornou a base da economia, e os Bani Utub logo desenvolveram novos arranjos políticos e sociais para dar conta da complexa e crescente economia. Tradições tribais foram mantidas, mas organizadas. O comércio foi estratificado hierarquicamente. Os Bani Utub se tornaram a elite, controlando o comércio. Acima deles, só a família dos Al-Sabah.
Logo após o estabelecimento da colônia, um integrante do Sabah se tornou líder, governando até sua morte, em 1762. Um acordo selado em 1716 deixava o controle do governo e dos assuntos militares sob a tutela dos Sabah, enquanto os Khalifa controlavam o comércio e os Jalahima os negócios marítimos.
Entre 1775 e 1779 a Companhia das Índias Ocidentais britânica estabeleceu uma base na região. Os ingleses se interessavam cada vez mais pela região, e no Oriente Médio como um todo, tentando conter os planos alemãs de adentrar no Kuwait, onde pretendiam construir mais uma estação de sua ferrovia Berlim-Bagdá.
Embora o Kuwait fosse governado formalmente da cidade de Basra, os kuwaitinos mantinham relativa autonomia; sua integração cultural com os emirados do Golfo formava uma rede de confiança, com laços mais fortes do que aqueles que os atavam ao Iraque otomano. Na década de 1870, o Império Otomano tentava reafirmar sua presença no Golfo Pérsico, mandando uma expedição militar para a região em 1871, sem grande sucesso. Afinal de contas, os otomanos estavam falidos, dependentes dos grandes bancos europeus. Midhat Papa, governador do Iraque, exigiu a submissão do Kuwait ao controle otomano. Os al-Sabah, temerosos de uma invasão, aliaram-se aos britânicos. Em maio de 1896, o xeque Muhammad bin Sabah foi assassinado por seu meio-irmão, Mubarak al-Sabah (o grande), logo reconhecido pelo sultão otomano como o sub-governador provincial do Kuwait.
Em julho de 1897, Mubarak solicitou aos ingleses que canhoneiras fossem dispostas ao longo da costa do Kuwait, o que levou a primeira crise kuwaitiana. Os otomanos exigiram que os ingleses parassem de interferir em sua região de influência, mas recuaram ao invés de irem declarar guerra.
Em janeiro de 1899, Mubarak assinou um acordo com os ingleses, em que comprometia-se a não ceder território algum ou receber agentes estrangeiros sem o devido consentimento britânico, aumentando os poderes destes sob o pequeno país árabe. O tratado também dava aos britânicos a responsabilidade pela defesa do Kuwait, em troca de um subsídio anual de £1,500 à família governante. Em 1915 morreu Mubarak, sendo sucedido por seu filho Jabir, que morreu logo depois, passando o encargo de chefe de governo ao seu irmão Salim.
A despeito do desejo do governo kuwaitiano em permanecer sob os auspícios britânicos, um tratado assinado em 1913 entre estes e os otomanos definiu a região do Kuwait como casa autônoma do Império Otomano, apontando os xeques kuwaitianos como líderes incapazes, submetendo-os ao governador otomano.
O tratado celebrava a autoridade do xeque kuwaitiano somente sob uma área circular de raio de 80 km, tendo a capital como centro. Esta região incluía as ilhas de Auhah, Bibiyan, Failaka, Kubbar, Mashian e Warba. Um outro círculo de mais 100 km de raio autorizava o governo kuwaitiano a recolher tributos e taxar os nativos.
Após a Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano caiu e os britânicos anularam o tratado anglo-otomano declarando o Kuwait um xecado independente sob proteção britânica. O vácuo de poder deixado pela queda do Império Otomano acirrou o conflito entre o Kuwait e Najd (planalto central da atual Árabia Saudita). O xeque Salim al Sabah afirmava que o Kuwait tinha plena soberania num raio de 140 km partindo da capital; entretanto, o governador de Najd, Abdul Aziz ibn Abdul Rahman ibn Saud, argüia que as fronteiras do Kuwait não iam além das muralhas que cercavam a capital.
Em maio de 1920, beduínos de Najd atacaram um destacamento militar kuwaitiano no sul do Kuwait, forçando sua retirada. Em outubro atacaram Jahra, a 40 km da capital. Em resposta, os britânicos chegaram ao local com canhoneiras, carros blindados e aviões de combate, forçando os beduínos de Najd a bater em retirada.
A década de 1920 e 1930 assistiu ao colapso da coleta de pérolas no Golfo Pérsico, levando consigo a economia do Kuwait. Isso ocorreu devido a invenção do cultivo artificial de pérolas. O Kuwait tornou-se um dos países mais pobres do mundo, cada vez mais dependente da assistência britânica.
Em resposta às crescentes incursões de beduínos em território kuwaitiano, o alto-comissário britânico de Bagdá, Percy Cox, impôs aos países o protocolo de Uqair de 1922, que definiu as fronteiras entre Iraque e Najd, e entre Kuwait e Najd.
Em 19 de abril de 1923, o governo britânico reconheceu novos limites entre o Iraque e o Kuwait, ampliando o território kuwaitiano. Esta decisão limitou o acesso iraquiano ao Golfo Pérsico a apenas 58 km, de áreas predominantemente pantanosas. Como isto dificultaria os planos expansionistas do Iraque, de se tornar uma potência naval. O rei iraquiano Faisal I não reconheceu os novos limites, mas, como o Iraque estava sob controle britânico, pouco tinha a fazer. Em agosto do mesmo ano os limites foram ratificados, e a fronteira reconhecida oficialmente em 1927.
Em 1961, o Kuwait assumiu total controle sob o sistema legal do país, eliminando as regalias dos cidadãos britânicos.
Nos anos 80, o Kuwait, temendo o Irã, após a Revolução Iraniana, apoiou o Iraque na guerra Irã-Iraque enviando grandes somas de dinheiro ao Iraque. Em conseqüência disso o Irã atacou os depósitos de petróleo do Kuwait, e este foi forçado a buscar a proteção dos Estados Unidos, que enviaram navios de guerra ao Golfo.
Após ser aliado do Iraque durante a guerra Irã-Iraque (pela maior parte devido a desejar a proteção Iraquiana do Irã Islãmico), o Kuwait foi invadido e anexado pelo Iraque (sob Saddam Hussein) em agosto 1990. As justificativas preliminares de Hussein incluíram uma bravata de que o território Kuwaitiano era de fato uma província Iraquiana, e que a anexação era uma represália pela "guerra econômica" que o Kuwait tinha empreendido completamente (perfurar inclinado) em fontes de óleo do Iraque. O monarca foi deposto após a anexação, e um governador Iraquiano instalado.
Embora inicialmente ambíguo sobre uma potencial anexação do Kuwait pelo Iraque, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush condenou as ações de Saddan Hussein, e iniciou uma mobilização para a retirada das forças Iraquianas. Autorizado pelo conselho de segurança da ONU, tropas de 34 países lideradas pelos norte americanos lutaram a Guerra do Golfo Pérsico para derrubar o governo do Kuwait Emir. Após várias semanas de bombardeios aéreos, tropas internacionais lideradas pelos norte americanos iniciaram um assalto por terra em 23 de fevereiro de 1991, que removeu completamente as forças iraquianas do Kuwait em apenas quatro dias. Após a libertação, a ONU, a Resolução do Conselho de Segurança 687 reconhece as fronteiras entre o Kuwait e o Iraque baseados nos acordos assinados entre os dois países em 1932 e 1963. Em novembro de 1994, o Iraque formalmente aceitou a demarcação de terras impostas pela ONU, estas mais tarde foram confirmadas através das Resoluções do Conselho de Segurança números 773 e 883.
Kuwait gastou mais de cinco bilhões de dólares no repado da infra-estrutura petrolífera avariada durante 1990-1991 (veja petróleo do Kuwait em chamas).
Em 2003, Kuwait serviu como a principal base temporária para as forças de coalizão na invasão do Iraque, mais uma vez lideradas pelos Estados Unidos; foi a única nação árabe a a apoiar publicamente a invasão do Iraque desde o início.

Subdivisões do Kuwait
O Kuwait está dividido em 6 muhafazat (provícias):
A economia do Kuwait se caracterizou, inicialmente, na exploração da pesca de pérolas como principal fonte de renda e de exportação. Seus principais parceiros comerciais neste ramo são a Índia, os países da Península Arábica e do leste da África.
Entretanto, a descoberta do petróleo colocou o país num patamarde destaque no comércio mundial, devido a grande quantidade de "ouro negro". Assim, o Kuwait é um dos maiores produtores mundiais de gás natural e petróleo. Conseqüência disto é o setor petroquímico, que também ganhou destaque no país. Outras áreas que tiveram desenvolvimento foram a de transporte marítimo, navegação e pesca.
Com a economia do Kuwait restrita alguns nixos, o governo autorizou em maio de 1999 uma série de medidas para estimular a vinda de investimentos estrangeiros e a flexibilidade no setor comercial. A redução das taxas cobradas em empresas do exterior, o estreitamento de relações bilaterais com outros países, a permissão de estrangeiros terem ações em empresas kuwaitianas e de operaram na Bolsa de Valores do país, a atualização da lei de companhia comercial e a privatização das Linhas Aéreas do Kuwait ou Jazeera Airways e Kuwait Airways (KU), foram as principais medidas adotadas.
Fonte: pt.wikipedia.org