A história recente do Kuwait, está presente em cada um de seus lugares, desde a terra até seu mar. Entretanto o país se esforça em construir uns alicerces devastados, de uma maneira rápida e precisa na última guerra por aquelas latitudes. A viagem a Kuwait não só representa a idéia de conhecer uma cultura diferente senão de repassar o caminho que marcou uma guerra muito recente para dar as costas sem reflexionar.
Kuwait ´3e um Estado da Ásia, situado ao nordeste da península da Arábia, as margens do Golfo Pérsico, e justo ao sul do delta de Chott al-Arab. As fronteiras que o separam de Iraque ao norte, e Arábia Saudita ao sul, foram definidas muito tardiamente.
A costa mede uns 130 quilômetros de longitude. O território é uma planície quase plana que se eleva um pouco em direção oeste. Carece de rios e só conta com alguns wadis intermitentes que nunca chegam ao mar.
Kuwait, um deserto completo, conta com uma ilha de Babibyan, na frente da Baía de Kuwait. Ademais do petróleo o país conta com excelentes recursos pesqueiros. A fauna e a Flora está limitada as espécies próprias dos desertos.
Sabe-se que a família de Al-Sabah, cujos descendentes governam hoje em Kuwait se assentaram nestas terras a uns 300 anos. Na região tão só havia então grupos de povos nômades reunidos entorno a sua tendas e um forte. Seguindo suas próprias leis. Os primeiros muros da cidade de Kuwait foram construídos neste período. Os britânicos declararam seu protetorado em 1889, quando os turcos rondavam o território. Em 1938 descobriu-se petróleo no sul e começou a explorar-se em 1945, por meio de uma companhia anglo-americana chamada Kuwait Oil Company, e depois muitas outras companhias petroleiras do mundo inteiro se repartiram a exploração do território do Kuwait e de zonas submarinas do Golfo Pérsico.
Em 1961, Kuwait conseguiu a independência ingressando na Liga Árabe e na ONU, enquanto Iraque e Arábia Saudita disputavam parte do território, o que originou uma série de conflitos que terminaram com a intervenção militar da Grã Bretanha e de alguns países árabes.
Em 1975 criou-se um Assembléia Legislativa, eleita por sufrágio universal masculino para quatro anos, o que prometia certa liberalização, mas foi dissolvida poucos meses depois. Os partidos políticos no estavam autorizados. A atitude do governo em favor do movimento palestino levou ao Kuwait a decretar o embargo petrolífero contra alguns países ocidentais e em 1979 rompeu suas relações com Egito, por haver pactuado com Israel.
Kuwait apoiou ao Iraque na guerra contra Irão, o que agravou a situação econômica do país na década dos 80, piorada pelo colapso do preço do petróleo em toda a zona. Kuwait e outros países do golfo entraram em acordo para estabelecer um plano de defesa comum. A final da década começou um período de democratização que produziu algumas tensões e em toda a zona do golfo a situação econômica começou a melhorar.
Em 1990, o presidente Iraquiano Sadam Hussein teve alguns enfrentamentos como governo do Kuwait no relativo as fronteiras e as exportações petrolíferas que transcenderam até a intervenção militar e a ocupação de Kuwait por parte de Iraque. As potências ocidentais conduzidas por Estados Unidos se fizeram partícipes do conflito e se estabeleceu uma frente comum contra Iraque que incluía a URSS e vários estados Árabes.
Começou a chamada Guerra do Golfo. Na guerra pereceram numerosas pessoas e os bombardeios levados a cabo por ambos lados não respeitaram o nem o sono nem a fome. Os mares se transformaram em negros de petróleo que se desbordava depois dos bombardeios, enquanto a vida animal e vegetal se cobria de óleo. O final da contenda teve lugar com a retirada das tropas Iraquianas de Kuwait, e o países, que não esqueceram da guerra, se repõem ainda das lesões sofridas.
Em 1991 o governo de Kuwait firmou um pacto de segurança com Estados Unidos, que permite ao exército americano manter reservas e efetuar exercícios no território Kuwait. Se fortaleceram as fronteira com Iraque, ao mesmo tempo que aparece o primeiro partido político em Kuwait.
Percorre Kuwait é tarefe fácil, é um país pequeno e quase todos os lugares de interesse estão próximos da costa e da capital, ao leste do país. Começaremos pela capital Al-Kuwait, para deslocarmos as cidades mais importantes: ao sul Al-Ahmadi, e ao norte Al-Jhra e a vila de Doha. Depois podemos fazer uma visita a Ilha de Failaka, que se encontra enfrente a capital nos mares do golfo.
O recente passado de Kuwait se reflete nos muro desta cidade que se recompõe passo a passo. Entre as coisas que se deve ver que em Al-Kuwait destacamos o Museu Nacional, e um pequeno edifício próximo dele chamado Casa Sadu, que recolhe mostras de arte beduína e artesanato, sobretudo de tecido. O museu oferece também uma seção onde poderá comprar trabalhos de tecido beduínos.
Próximo dali encontra-se o Edifício da Assembléia Nacional, uma construção branca com seu telhado inclinado evocando as tendas dos beduínos, que se distingue do entrono. O edifício foi desenhado pelo arquiteto dinamarquês Jorn Utzon, o mesmo que desenhou o edifício da Casa da Ópera de Sydney na Austrália.
No Palácio Sief encontra-se a corte do emir. Não está aberto ao público, e ao lado está o Ministério de Assuntos Exteriores. Procure não fazer fotografias destes dois edifícios. Enfrente a eles se destaca a Grande Mesquita, que diz-se pode acolher a mais de 5.000 fiéis. O santuário principal tem 26 metros de diâmetro e 43 m de altura.
Ao norte do Palácio Sief, uma pequena casinha branca com decorações em azul acolhia o quartel britânico a princípios do século. Não é aberta ao público.
Um dos símbolos mais significativos da cidade constitui a Torres de Kuwait, não se deve perder o espetáculo de sua contemplação tanto de dia como de noite. Dentro poderá gozar de formosas vistas e até de um restaurante.
No bairro Jabriya encontra-se o Museu Tariq Rajab, que guarda uma coleção de antigüidades, e mostras de arte islâmica tremendamente interessante, assim como manuscritos, caligrafias e cerâmicas do mundo árabe. Também se expõe coleções de jóias e trajes regionais do mundo islâmico.
Outro lugar que pode-se visitar na cidade é o Museu de História e Ciência Natural, sem esquecer tão pouco as Portas da Velha Cidade e Souk.
Na baía se acha a vila de Doha, um tranqüilo lugar de pescadores de formosa casinhas e um porto. A 32 quilômetros ao oeste da capital encontra-se Al-Jhra, uma cidade industrial e agrícola ao mesmo tempo. O mais destacável dela é o Forte Vermelho, que está aberto ao público.
Ao sul da capital está a cidade de Al- Ahmadi, um importante centro petrolífero. Ali poderá admirar o Centro de Exposição Petrolífero ao lado doa zoológico da cidade, e dos Jardins Públicos.
Uma barca leva até esta ilha que possui um grande valor arqueológico digno de admirar. A história da ilha remonta até a Idade do bronze e conheceu civilizações Dilmun e Helenísticas.
Em Kuwait encontrará pratos de tipo ocidental, comida estilo "fast food", comida hindu e de outros países de Oriente.
A bebida que se encontrará no país se baseia em refrigerantes, sucos, água mineral e nada de álcool. Ademais de café e chá.
Nos bazares poderá encontrar os objetos típicos da região e sobretudo artesanato. Mas o que prevalece são os produtos importados de outros países próximos e distantes.
A população do Kuwait ascendia antes da invasão a mais de 2 milhões de habitante, dos quais muito menos da metade eram kuwaitianos. Depois da libertação, o governo anunciou que não permitiria que a população kuwaitiana fosse minoria dentro do seu próprio país. Entretanto o florescimento de estrangeiros para realizar os trabalhos pesado a provocando o retorno da situação anterior.
Kuwait só admite vistos de negócio, pelo que o turismo não está permitido. Se por estas razões viaja a Kuwait, aconselhamos que aceite os convites e sugestões de seus anfitriões.
Em 25 de fevereiro, Dia Nacional e as festas islâmicas variam dependendo do calendário lunar.
O serviço aéreo é como no resto dos estados do golfo, cômodo mas um pouco caro. Kuwait Air Lines tem conexões com as principais cidades do mundo.
Algumas das rotas de ônibus foram restauradas depois da última contenda. É uma boa forma de conhecer o país.
Alugar um carro é outra das opções para percorrer o país,
Não há uma tarifa fixa, pelo que se deve combinar antes de iniciar o trajeto.
Fonte: www.rumbo.com.br
Nome oficial: Estado do Kuweit (Dawlat al-Kuwait).
Nacionalidade: kuweitiana.
Data nacional: 25 de fevereiro (Dia da Pátria).
Capital: Cidade do Kuweit.
Cidades principais: As-Salimiyah (130 215), Hawalli (82 238), Cidade
do Kuweit (28 859) (1995).
Idioma: árabe (oficial).
Religião: islamismo 85% (sunitas 45%, xiitas 30%, outros islamitas
10%), outras 15% (maioria católica) (1995).
Localização: sudoeste da Ásia.
Hora local: +6h.
Área: 17 818 km2.
Clima: árido subtropical.
Total: 2 milhões (2000), sendo árabes kuweitianos 31,5%,
outros árabes 48,5%, sul-asiáticos 9%, iranianos 4%, outros
7% (1996).
Densidade: 112,25 hab./km2.
População urbana: 97% (1998).
População rural: 3% (1998).
Crescimento demográfico: 3,1% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 2,89 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 74/78 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 12 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 17,7% (2000).
IDH (0-1): 0,836 (1998).
Forma de governo: Monarquia islâmica (emirado).
Divisão administrativa: 5 governadorias.
Partidos políticos: não há.
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 50 membros
eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1962.
Moeda: dinar kuweitiano.
PIB: US$ 25,2 bilhões (1998).
PIB indústria: 54% (1998).
PIB serviços: 46% (1995).
Crescimento do PIB: 1% ao ano (1995).
Renda per capita: US$ 9 361 ou mais.
Força de trabalho: 1 milhão (1998).
Agricultura: melão, tomate, pepino, cebola.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 8 mil t (1997).
Mineração: petróleo, gás natural.
Indústria: refino de petróleo, fertilizantes, alimentícia,
materiais de construção, metalúrgica (alumínio).
Exportações: US$ 8,5 bilhões (1998).
Importações: US$ 8,2 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, Japão, Alemanha, Itália,
Arábia Saudita, Reino Unido, França, Holanda (Países
Baixos), Índia, Egito, Emirados Árabes Unidos.
Efetivo total: 15,3 mil (1998).
Gastos: US$ 3,4 bilhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net
Pequeno país na península Arábica, entre o Iraque e a Arábia Saudita, o Kuweit tem a maior parte do território coberto por um deserto pedregoso. A população concentra-se na faixa costeira do golfo Pérsico.
Nos últimos 50 anos, a exploração das imensas jazidas
de petróleo trouxe riqueza e atraiu estrangeiros. Hoje, mais da metade
da população de 2 milhões de pessoas é constituída
por palestinos, egípcios, jordanianos, iranianos e paquistaneses. Há
ainda cerca de 120 mil beduínos.
A mesma dinastia governa o país há mais de 200 anos.
A monarquia absolutista mantém forte censura sobre o rádio e a TV. Mesmo proibindo os partidos políticos, o Kuweit é o único país árabe do golfo Pérsico que possui um Parlamento. Em 1999, os parlamentares rejeitam um projeto de lei que concederia direitos políticos às mulheres
Desde o término da Guerra do Golfo - provocada pela ocupação iraquiana do Kuweit -, o governo investe pesadamente na reconstrução do país, especialmente da capital.
No sítio arqueológico da ilha de Faylakah, no golfo Pérsico,
há sinais de povos primitivos que datam de 2500 a.C. Mas a região
só adquire importância histórica no século XVIII,
quando a tribo anaiza, antes nômade, se fixa no local. Uma única
dinastia, al-Sabah, fundada em 1756 pelo xeque Sabah Abdul Rahaim, mantém-se
até hoje no poder. Para se defender dos turco-otomanos que buscam estender
seu domínio sobre a região, o emirado dos al-Sabah pede proteção
ao Reino Unido em 1897. No tratado firmado com a rainha Vitória dois
anos depois, o Kuweit compromete-se a não ceder nem alienar terras
sem a aprovação britânica.
Em 1961, o tratado com o Reino Unido expira, o que leva à declaração
formal de independência do Kuweit.
O governo iraquiano tenta anexar o país, mas é barrado pelo desembarque de tropas inglesas no Kuweit, que ingressa em um período de grande prosperidade, graças ao capital obtido com a exploração do petróleo.
Urbaniza-se rapidamente e recebe grande quantidade de imigrantes.
Estado do Kuweit (Dawlat al-Kuwait).
CAPITAL - Cidade do Kuweit.
NACIONALIDADE - kuweitiana.
DATA NACIONAL - 25 de fevereiro (Dia da Pátria).
Localização: sudoeste da Ásia.
Hora local: +6h.
Área: 17 818 km2.
Clima: árido subtropical.
Cidades principais: As-Salimiyah (130 215), Hawalli (82 238), Cidade do Kuweit (28 859) (1995).
2 milhões (2000)
Composição: árabes kuweitianos 31,5%, outros árabes 48,5%, sul-asiáticos 9%, iranianos 4%, outros 7% (1996).
Idioma: árabe (oficial).
Religião: islamismo 85% (sunitas 45%, xiitas 30%, outros islamitas 10%), outras 15% (maioria católica) (1995).
Densidade: 112,25 hab./km2.
População urbana: 97% (1998).
Crescimento demográfico: 3,1% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 2,89 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 74/78 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 12‰ (1995-2000). Analfabetismo: 17,7% (2000). IDH (0-1): 0,836 (1998).
Monarquia islâmica (emirado).
Divisão administrativa: 5 governadorias.
Chefe de Estado: emir Jaber al-Ahmad al-Sabah (desde 1977).
Chefe de governo: primeiro-ministro e príncipe Saad al-Abdullah al-Salim al-Sabah (desde 1978).
Partidos políticos: não há.
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 50 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1962.
Moeda: dinar kuweitiano; cotação para US$ 1: 0,31 (jul./2000).
PIB: US$ 25,2 bilhões (1998).
PIB indústria: 54%; PIB serviços: 46% (1995).
Crescimento do PIB: 1% ao ano (1995).
Renda per capita: US$ 9 361 ou mais.
Força de trabalho: 1 milhão (1998).
Agricultura: melão, tomate, pepino, cebola.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 8 mil t (1997). Mineração: petróleo, gás natural.
Indústria: refino de petróleo, fertilizantes, alimentícia, materiais de construção, metalúrgica (alumínio).
Exportações: US$ 8,5 bilhões (1998). Importações: US$ 8,2 bilhões (1998).
Parceiros comerciais: EUA, Japão, Alemanha, Itália, Arábia Saudita, Reino Unido, França, Holanda (Países Baixos), Índia, Egito, Emirados Árabes Unidos.
Efetivo total: 15,3 mil (1998).
Gastos: US$ 3,4 bilhões (1998).
Fonte: www.tendarabe.hpg.ig.com.br