Sathalanalat Pasathipatai Pasason Lao.
Capital: Vientiane.
Budismo 57,8%, religiões tribais 33,6%, cristianismo 1,8%, islamismo 1%, crenças populares chinesas 0,9%, sem filiação e ateísmo 4,8%, outras 0,1% (1985).
Sudeste da Ásia, no centro da Península da Indochina.
relevo montanhoso; planaltos e vales estreitos (N); planície ao longo do rio Mekong (O); cadeia montanhosa Anamita (L).
Savannakhét, Louangphrabang, Pakxé.
Divisão administrativa: 17 províncias subdivididas em municipalidades.
Kip Novo (Kip). Código internacional ISO 4217: LAK. A palavra "kip" na linguagem Lao significa "ingot", a mold in which metal is cast. At (moedas) = derived from Thai At, a former coin worth one-eighth of a Füang...
Ex-colônia francesa no Sudeste Asiático, laos é um país sem saída para o mar, com montanhas na maior parte de sua área. Sucessivos conflitos na região contribuem para mantê-lo como uma das nações mais pobres do mundo.
A base de sua economia é o arroz, cultivado no fértil vale do rio Mekong (4.425 km), que atravessa o país de norte a sul. Tem 81% de população rural e exporta madeira (teca - um tipo de madeira), tecidos, café e estanho.
Dominado por um regime comunista, promove atualmente a abertura de sua economia. Há mais de 60 grupos étnicos no país, o que dificulta a integração nacional.
A região onde fica o laos é ocupada por povos chineses de língua khmer a partir do século IV. Os diversos reinos que florescem desde então são conquistados e integrados ao Império Khmer, entre os séculos IX e XIII, sediado no Camboja e abrangendo a Tailândia e o sul do Vietnã. Nesse período ocorre a construção de estradas e hospitais no território.
Em 1574, a região é ocupada por forças da Birmânia (atual Mianmar). Dividida no começo do século XVIII, é em sua maior parte dominada pelo Reino do Sião (atual Tailândia) até o final do século XIX, quando passa a integrar a Indochina francesa. Na II Guerra Mundial cai sob domínio japonês.
Com a independência, o país passa a ser governado pelo príncipe Souvanna Phouma. No cargo de primeiro-ministro, ele mantém o laos na esfera de influência ocidental.
Seu governo, porém, sofre oposição do Partido Comunista (Pathet Lao), uma organização tutelada pelos comunistas do Vietnã. O principal líder do Pathet Lao é o príncipe Souphanouvong, meio-irmão do primeiro-ministro Souvanna Phouma.
Um governo de união nacional, formado em 1954, é dissolvido em 1958 com a prisão de Souphanouvong e outros dirigentes comunistas. Souphanouvong escapa no ano seguinte. Recomeça a insurreição comunista.
O governo de Souvanna Phouma mantém-se neutro em relação ao conflito no Vietnã, mas é derrubado em 1960 por oficiais direitistas liderados pelo general Phoumi Nosovan e apoiados pelos EUA.
É formada, então, uma aliança rebelde entre Souvanna Phouma e os comunistas. O Vietnã do Norte envia tropas em apoio à aliança oposicionista.
Os militares deixam o poder em 1962, quando uma conferência em Genebra decide pela neutralidade do laos e a formação de um governo de coligação chefiado por Souvanna Phouma. Phoumi Nosovan e Souphanouvong participam do governo como vice-primeiros-ministros.
A guerra civil recomeça em 1964, com a retirada do Pathet Lao do governo. Com a escalada da Guerra do Vietnã, o território laosiano passa a ser utilizado como rota de suprimentos pelas forças norte-vietnamitas que combatem os norte-americanos e seus aliados no Vietnã do Sul. Essas áreas são fortemente bombardeadas pelos aviões dos EUA.
A retirada das tropas norte-americanas do Vietnã do Sul, em 1973, leva à formação de um novo governo de coalizão no laos, mas não interrompe a luta entre direitistas, neutralistas e comunistas.
O destino do país é definido pela vitória comunista no Vietnã do Sul e no Camboja , em abril de 1975. Em dezembro do mesmo ano é instaurado no laos um regime comunista sob a presidência de Kaysone Phomvihan.
O governo vietnamita torna-se o principal aliado do país, que passa a viver em relativo isolamento.
Indochina tinha a capital Saigon. Foi colônia e protetorado francês na Península de Cambodja, no sudoeste da Ásia, margeando o mar do sul da China e o Golfo de Siam. Em 1949, a Indochina foi dividida em: Camboja, laos e Vietnã - os quais passaram a emitir selos próprios.
Selos foram emitidos por Indochina entre 1889 a 1949.
Abaixo (lado esquerdo da tela), o primeiro selo postal da Indo-China, emitido em 1889 (Scott: 1, SG: 1), com valor facial de 5 c sobre 35 centimes, remarcado com a sobrecarga INDO-CHINE em um selo da Colônia Francesa. Do lado direito, selo emitido em 1892 (Scott: 3, SG: 6), com valor facial de 5 c, primeiro com o nome INDO-CHINE.
Fonte: sergiosakall.com.br
Localizado no sudeste asiático, o laos é caracterizado por seu terreno extremamente montanhoso, apresentando poucas planícies e planaltos. A fronteira norte do país faz parte da região conhecida como Triângulo Dourado (Mianmar, laos e Tailândia), de onde sai grande parte da heroína consumida no mundo.
Aproximadamente metade dos laosianos tem idade inferior a 15 anos e somente 21% vivem em áreas urbanas, pois a grande maioria da população habita pequenos vilarejos rurais. Há cerca de cem grupos étnicos no país, mas dois terços da população pertencem ao grupo Lao Loum e 22% ao grupo Lao Theung. A expectativa de vida no laos é apenas 53 anos.
O laos é um estado comunista com um sistema legal baseado nos costumes tradicionais, na lei francesa, na prática socialista e na ausência de qualquer liberdade política. O país obteve a sua independência da França em 1954 e é controlado pelo regime comunista desde 1975. A maioria das dezenas de milhares de pessoas que foram enviadas a "campos de reeducação" após a vitória comunista já foi liberada pelo governo.
O renda per capita do laosiano equivale a cerca de US$ 1.100 por ano. A força de trabalho é constituída de 1,5 milhão de pessoas e desse total cerca de 80% atuam na agricultura. O laos é o terceiro maior produtor mundial de ópio, matéria-prima da heroína, e enfrenta muitos problemas relacionados às drogas.
O budismo da escola Theravada é a religião oficial do país, sendo praticado por mais da metade da população. Existem duas ordens budistas principais, cerca de 1.900 templos e mais de uma centena de escolas onde estudam mais de cinco mil alunos. Quase um terço da população pratica as tradicionais religiões tribais, particularmente as minorias de etnia não laosiana. Cerca de 1% da população é adepta de religiões tradicionais chinesas.
Os primeiros missionários no laos eram católicos e chegaram ao país em 1630. Os protestantes começaram a atuar em 1902. Dois terços dos cristãos fugiram do país nos primeiros anos do regime comunista e muitos foram martirizados. Atualmente, pouco mais de 2% da população professa o cristianismo, embora este número esteja crescendo rapidamente.
Apesar de a constituição laosiana conter princípios favoráveis à liberdade religiosa, o governo continua a restringir essa liberdade, forçando cristãos a renunciarem a sua fé, aprisionando-os e fechando seminários. Ainda vigoram proibições relativas à evangelização pública, à construção de igrejas e a ligações com organizações estrangeiras. Reuniões religiosas sem o devido consentimento das autoridades comunistas são proibidas e todos os grupos religiosos devem ser aprovados pelo crivo de uma organização controlada pelo Partido Revolucionário do Povo do laos. Monges budistas têm reivindicado restrições ainda maiores à atividade cristã, e o governo tem apoiado esforços para levar cristãos a renunciar sua fé em favor do budismo.
Os cristãos das igrejas laosianas afirmam passar por dias difíceis devido à cerrada vigilância das autoridades. Relata-se que a situação piorou nos últimos meses, quando algumas famílias de cristãos presos que habitavam vilas do interior buscaram refúgio em uma igreja. Ao todo, dez famílias eram procuradas pela polícia. Cada membro do conselho provincial foi interrogado sobre o paradeiro daquelas famílias e alguns admitiram tê-las visto, revelando à polícia onde elas se encontravam. Ao serem localizadas, todas as famílias receberam ordens para retornar às suas comunidades, porém elas se recusaram a obedecer, pois sabiam que enfrentariam provações ainda maiores se retornassem às suas vilas. A polícia, no entanto, continuou insistindo para que deixassem aquele local. As autoridades estavam tão determinadas a banir aquelas famílias que faziam visitas diárias à igreja, até que a pressão tornou-se insuportável e as famílias aceitaram voltar às suas vilas, apesar da situação ameaçadora que esperavam encontrar ao chegar.
Uma fonte da Missão Portas Abertas disse que cada uma daquelas famílias foi isolada e advertida quanto a manter relacionamentos de qualquer espécie entre si. "Esta pode ter sido a maneira pela qual Deus decidiu usar essas famílias provincianas", ponderou outro colega. "Elas podem ser testemunhas nas áreas onde a polícia as isolou e estão em melhor posição para formar grupos menores."
A igreja no laos está crescendo quase duas vezes mais rápido que a população, mas é pouco provável que alcance um milhão de membros antes de 2050. O futuro da nação é incerto, mas tanto as drogas como o comunismo devem continuar desempenhando um significativo papel na próxima geração.
1. Os cristãos sofrem com o impacto do comércio de drogas. As drogas constituem um grande problema para o laos. Ore para que os cristãos laosianos sejam capazes de resistir às tentações associadas ao tráfico de drogas e para que sejam sustentados e protegidos em suas posições contrárias a esse comércio. Ore também para que os chefes do tráfico se convertam e abandonem essa atividade criminosa.
2. Os cristãos sofrem perseguição governamental. Ore pedindo que o governo garanta aos cristãos a liberdade religiosa prescrita na constituição e nas leis reconhecidas internacionalmente. Ore também pela libertação dos cristãos que estão presos e pela construção de novas igrejas.
3. Os cristãos têm oportunidades para evangelizar. Apesar das restrições, há muitas oportunidades de evangelização. Ore para que os cristãos testemunhem sua fé com ousadia e prossigam implantando novas igrejas. Especialmente, ore pela conversão de líderes do governo a fim de que uma grande mudança possa ocorrer no país.
4. Os cristãos são alvo de perseguição dos budistas. Peça a Deus para que o Evangelho seja pregado entre os monges budistas e que a escuridão espiritual do budismo seja dissipada com a luz do Evangelho.
5. Grupos minoritários são ainda mais perseguidos. Muitos cristãos que fazem parte das minorias têm sido intensamente pressionados a renunciar à sua fé. Ore para que esses cristãos permaneçam firmes e dêem um grande testemunho.
Vientiane
5,3 milhões (21% urbana)
236.800 km2
Sudeste da Ásia
laosiano, francês e inglês
Budismo 58%, crenças tri-bais 34%, cristianismo 2%
110 mil, fatia da população em crescimento
Intensa, em crescimento
A evangelização é controlada e não se permite a construção de novas igrejas. Reuniões religiosas precisam de autorização.
Os conflitos entre cristãos e budistas persistirá. O governo será favorável aos budistas, como de costume.
Fonte: portasabertas.org.br
laos, Reaberto ao mundo depois dos anos 90, este país revela de selvas tropicais a templos riquíssimos

Bem no centro da região conhecida como Indochina (da qual faziam parte também o Camboja e o Vietnã), o laos é uma passagem natural para quem vai da Tailândia à China ou do Vietnã à Tailândia. E, no entanto, o país permanece praticamente incógnito. Discreto, esse lugar que tem boa parte do território ainda coberto por selvas tropicais, está habitado por grupos que preservaram suas características e seu modo de vida.

Tanto na capital, Vientiane, como em pequenas vilas no interior, imensos campos de arroz (a principal cultura do laos) convivem com templos riquíssimos e com o que sobrou da arquitetura colonial francesa. Naquela época, os colonizadores perceberam que o Rio Mekong, que cruza 1 800 quilômetros do país, não era navegável em muitos trechos, que ali não havia metais preciosos e nem muito terreno para a agricultura, pois o solo é montanhoso. Más notícias? Nem tanto. Isso fez com que o laos se mantivesse alheio às influências (e destruições) da vida moderna.
Invadido pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial e fortemente bombardeado durante a Guerra do Vietnã, o laos passou a viver, desde 1975, sob um regime comunista que o isolou do resto do mundo. As fronteiras só começaram a ser abertas a partir dos anos 1990. Hoje um dos últimos países comunistas do planeta, o laos vai levando a vida como há tempos, e tentando se acostumar aos turistas. Nas aldeias do interior, onde estrangeiros raramente são vistos, muitas vezes eles viram alvo de risadas e até de um ou outro beliscão. Mas calma. É só para confirmar se aqueles seres grandalhões e loiros, vindos da Europa, são mesmo gente de verdade.
DDI: 856
Língua oficial: lao
Moeda: kip
Visto: o país não mantém embaixada no Brasil, o que torna complicada a obtenção do visto obrigatório. É possível conseguir o visto por US$ 50 no Aeroporto de Wattay, em Vientiane, ou na Ponte da Amizade sobre o Rio Mekong, na fronteira entre Tailândia e laos, mas as autoridades locais costumam ser bastante exigentes.
Quem preferir chegar com a garantia da entrada, pode tentar obter o visto por meio de agências de turismo. Como não há vôos diretos partindo do Brasil, da Europa ou dos EUA, o melhor é aproveitar a passagem obrigatória pela Tailândia ou pelo Vietnã para resolver o problema.
O trâmite pode levar de três a quatro dias. Os vistos são válidos por 15 dias, podendo ser estendidos por mais 15.
A capital do laos mescla o exotismo da cultura oriental com detalhes da dominação francesa
A capital do laos é considerada secundária por muitos turistas. Tudo bem, ela não se compara a Luang Prabang, o principal destino de quem visita o país, mas tem muito a oferecer para ser passada para trás. A infra-estrutura melhorou nos últimos anos e a cidade abriga vários templos dignos de nota, além de algumas construções em estilo europeu, como uma espécie de Arco do Triunfo ao final da larga Avenida Lane Xang.
Como se não bastasse a mistura de cultura local budista com colonialismo francês, ainda se somou à salada o comunismo. No Museu Revolucionário, um bom ponto de partida para entender o país, imagens e artefatos mostram a história do povo lao em sua luta contra os "imperialistas americanos".
Mas sempre dá para tirar vantagens de algum dos traços deixados pelo imperialismo. O dos franceses, por exemplo, se pode experimentar em deliciosas baguetes vendidas em pequenas confeitarias pelas ruas ou em vinhos de boa qualidade para degustar. Quem estiver à procura de iguarias mais estranhas, não vai se arrepender de uma visita ao mercado: ali, há baratas, ratos e até tigres, vendidos sem a menor cerimônia.
Fonte: viajeaqui.com.br
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