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Leishmaniose

Úlcera-de-Bauru

É uma doença infecciosa causada por um protozoário, a Leishmania braziliensis, transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos flebotomídeos, principalmente do gênero Lutzomya, conhecidas popularmente como "birigüi", "mosquito-palha", "corcudinha", etc.

Geralmente, a doença não leva o paciente à morte, mas causa lesões cutâneas e nasofaríngeas deformantes e dolorosas, dificultando a própria alimentação e diminuindo a capacidade para o trabalho.

É primariamente uma zoonose, própria de roedores silvestres, podendo ser transmitida ao homem, hospedeiro acidental.

Ciclo Evolutivo

A Leishmania braziliensis apresenta-se sob forma aflagelada (leishmânia ou amastigota) nos tecidos parasitados do homem e dos demais mamíferos susceptíveis ou na forma flagelada (leptômona ou promastigota) no tubo digestivo do inseto vetor.

A fêmea do mosquito transmissor adquire o parasita causador da doença ao sugar o sangue do doente ou de mamíferos portadores. Ingere as formas amastigotas (leishmânias) que, dentro do seu intestino, transformam-se em promastigotas (leptômonas) e se reproduzem intensamente por cissiparidade.

Posteriormente, as formas promastigotas invadem as glândulas salivares e são inoculadas no homem ou em outro mamífero hospedeiro, juntamente com a saliva, no momento da sucção do sangue pelo inseto vetor.

Nos tecidos dos animais assim infectados, transformam-se novamente em amastigotas (leishmânias), onde exercem seu parasitismo e reprodução.

Sintomatologia

Os primeiros sintomas surgem após um período que varia de 10 dias a 3 meses.

A penetração dos parasitas determina uma lesão cutânea na região da picada, que se caracteriza por uma ferida de aspecto pápulo-eritematoso ou furunculóide ou pápulo-ulcerado, que fecha muito vagarosamente.

Podem aparecer dezenas de feridas que deixam cicatrizes muito marcantes no rosto, braços e pernas.

Depois de anos, se não tratada a doença, há comprometimento da mucosa oronasal e faringeana, e o nariz e a boca podem ficar desfigurados ou destruídos. A deformação do nariz origina o que é conhecido como "nariz-de-tapir" ou "focinho-de-anta".

Profilaxia e Tratamento

No combate à leishmaniose tegumentar ou "úlcera-de-bauru", recomenda-se o uso de telagem nas habitações, mosquiteiros e repelentes que afastam os mosquitos; construção de casas longe das orlas das matas, pois o vôo dos mosquitos tem curto alcance; uso de inseticidas para exterminar os vetores; os animais doentes ou suspeitos devem ser levados a um centro de controle de zoonoses ou, em última condição, eliminados. As tentativas para obter-se imunidade duradoura pela vacinação preventiva são promissoras.

O tratamento é feito com tártaro emético e antimoniato de N-metilglucamina (menos tóxico e mais ativo), por via intramuscular ou endovenosa. Para um tratamento eficiente, é sempre recomendável procurar os centros médicos, o mais cedo possível.

Fonte: www.ludusportal.com.br

Leishmaniose

Calazar ou Febre Dum-Dum

É uma protozzose pela Leishmaniose donovani, que é transmitida pelos mesmos mosquitos vetores da leishmaniose tegumentar, ou seja, do gênero Lutzomya (antigamente, Phlebotomus).

Provoca febre, ascite (barriga d'água), hepatomegalia (grande fígado), esplenomegalia (aumento do baço), emagrecimento, complicações cardíacas e circulatórias.

É muito mais grave que a leishmaniose tegumentar, mais felizmente é muito mais rara, na proporção de 1 para 20 casos notificados em nosso país.

As medidas profiláticas são as mesmas da leishmaniose tegumentar.

Fonte: geocities.com




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