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Leptospirose

O agente etiológico

É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais.

Como se pega?

Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama dos alagamentos. A pessoa que tem contato com água de enchente ou lama pode se contaminar. As bactérias presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.

O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose.

As pessoas que correm mais perigo são aquelas que vivem à beira de córregos e em locais onde haja ratos contaminados, lixo e também, aquelas que trabalham na coleta de lixo, em esgotos, plantações de cana-de-açúcar, de arroz, etc.

Também é possível contrair a doença por ingestão de alimentos contaminados ou pelo contato direto da boca em latas de refrigerantes e cervejas. Lembre-se que com enorme freqüência as latas ficam estocadas em armazéns infestados por roedores que podem urinar e contaminá-las.

A mordida de ratos também pode transmitir a leptospirose, pois os ratos têm o hábito de lamber a genitália e assim poderia inocular a bactéria ao morder uma pessoa. A rede de esgoto precária, a falta de drenagem de águas pluviais, a coleta de lixo inadequada e as conseqüentes inundações são condições favoráveis para o aparecimento de epidemias. Assim, a doença atinge em maior número pessoas de baixo nível sócio-econômico, que vivem nas periferias das grandes cidades.

Quadro clínico Os sinais e sintomas da leptospirose aparecem entre dois e trinta dias após a infecção (período de incubação), sendo em média de dez dias.

Os primeiros sinais e sintomas são:

Fraqueza, dor no corpo, dor de cabeça e febre, sendo que, às vezes, a doença é confundida com gripe, dengue ou algum outro tipo de virose. Com o aumento da febre podem ocorrer calafrios, mal-estar, dor na batata das pernas (panturrilhas), fortes dores na barriga e também o aparecimento de cor amarelada na pele (icterícia). Vômitos e diarréia podem levar à desidratação.

É comum que os olhos fiquem muito avermelhados. Em alguns pacientes os sinais e sintomas podem ressurgir após dois ou três dias de aparente melhora. Nesse período, é comum aparecer manchas avermelhadas pelo corpo e pode ocorrer meningite, que geralmente não é grave.

O diagnóstico da doença é confirmado através de exames de sangue (sorologia). Complicações Os pacientes que têm icterícia geralmente desenvolvem uma forma mais grave, com manifestações hemorrágicas na pele, sangramentos pelo nariz, gengivas e pulmões e pode ocorrer insuficiência dos rins, o que causa diminuição do volume urinário. As formas graves podem levar ao coma e à morte em 10% dos casos.

Tratamento

A avaliação médica é sempre fundamental para diagnosticar e classificar os casos quanto à gravidade. O tratamento se baseia em hidratação, e o antibiótico deve ser dado até o 4º dia de doença. Podem ser dados analgésicos, porém, está contra-indicado o uso de ácido acetilsalicílico e de antiinflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramentos.Os casos leves podem ser tratados em casa, após consulta médica. Os pacientes com as formas com icterícia e hemorragias devem ser internados.

Como prevenir a leptospirose?

Primeiramente não se deve entrar em contato com água e lama de enchentes, proibindo as crianças de fazê-lo.

Quem trabalha em contato com esgoto ou lixo deve usar botas e luvas de borracha. Se o contato for inevitável, usar as proteções individuais citadas ou improvisar sacos plásticos amarrados nos pés e mãos, ficando o menor tempo possível em contato com as águas.

Objetos que tiveram contato com águas de enchentes devem ser desinfetados com água sanitária (4 xícaras de café diluídos em 20 litros de água) e os alimentos devem ser descartados.

Água de poço deve ser clorada ou fervida antes de beber.

Se o contato com águas de enchente já ocorreu, o risco de contaminação da pessoa será maior de acordo com:

A concentração de bactérias na água, o tempo que a pessoa ficou em contato com as águas, contato com mucosas, a presença de lesões de pele e a imunidade do indivíduo.

Deve-se ficar atento por alguns dias e, se a pessoa adoecer, deve procurar o médico o mais breve possível, contando sobre o risco de contágio de leptospirose.

Como os ratos sãos os principais transmissores da doença para o ser humano, diversos cuidados devem ser tomados para evitar a proliferação destes roedores, tais como:

Manter os alimentos guardados em vasilhames tampados;

Colocar o lixo em sacos plásticos resistentes e em latões fechados;

Se tiver em casa cães, gatos ou outros animais de estimação, retirar e lavar os vasilhames de alimento do animal todos os dias antes do anoitecer, para não atrair ratos;

Manter limpos e desmatados os terrenos baldios;

Não jogar lixo perto de córregos, para não atrair ratos e não dificultar o escoamento das águas, agravando as enchentes;

Fechar buracos de telhas, paredes e rodapés; Manter as caixas d’água, ralos e vasos sanitários fechados com tampas pesadas;

Outros animais domésticos também podem transmitir a Leptospira pela urina se estiverem infectados, portanto deve-se evitar contato com excreções de animais, limpar as áreas diariamente e de preferência com a proteção de luvas e calçados emborrachados.

Cães, bovinos e suínos devem ser vacinados anualmente contra leptospirose.

Não existe vacina disponível para seres humanos.

Deve-se evitar ingerir bebidas diretamente de latas ou garrafas sem que essas sejam lavadas adequadamente.

Deve-se usar copo limpo ou descartável ou canudo plástico descartável.

Mitos e verdades

Existe o risco da pessoa pegar leptospirose bebendo cerveja ou refrigerantes em latinhas?

Apesar da transmissão ocorrer principalmente pela penetração da Leptospira através da pele ou mucosas, já foi descrita pela ingestão de água ou alimentos contaminados com a urina de ratos, apesar de muito raramente. Geralmente, ao ser ingerida, a bactéria morre ao entrar em contato com o suco gástrico. A possibilidade do contágio ao beber em latinhas contaminadas com a urina de ratos é possível, principalmente se houver ferida na boca, passando a bactéria diretamente para a circulação sanguínea. Por isso é recomendado que se lave bem com água limpa e sabão qualquer latinha, garrafa ou vasilhame antes de ser levado à boca, para correr o risco de contaminação.

A leptospirose passa de uma pessoa para outra?

Não, a leptospirose não é considerada uma doença contagiosa. Não há relatos comprovados de transmissão de uma pessoa a outra, sendo transmitida entre os animais e dos animais para o homem, pelo contato da urina do animal com a pele e mucosas do homem. Apenas os ratos transmitem a leptospirose? Os ratos são os principais, mas cachorros e outros mamíferos também podem eliminar pela urina a leptospira e contaminar a água, solo e alimentos.

Fonte: www.preveniresaude.org

Leptospirose

Descrição

É uma doença infecciosa aguda causada por uma bactéria a Leptospira, transmitida pela urina de animais infectados principalmente os roedores sinantrópicos (doméstico) - Rattus norvegicus ou ratazana de esgoto, Rattus rattus ou rato de telhado e o Mus musculus ou camundongo . Estes animais se infectam e não desenvolvem a doença, tornando-se portadores da Leptospira e eliminando-a no meio ambiente, contaminando a água, o solo e alimentos. O Rattus norvegicus é o principal portador. Os ovinos, caprinos, caninos, suínos, bovinos e eqüinos também podem transmitir a doença.

Sintomas

Febre
Dor muscular (panturrilha)
Náuseas e vômitos
Cefaléia
Icterícia (pele e mucosas amareladas)

Transmissão

Principalmente pelo contato com água ou lama contaminada com urina de animal infectado.

Prevenção

1º) Usar proteção de botas e/ou luvas ou sacos plásticos quando:

Fizer a limpeza de caixa de esgoto
Manusear materiais de locais onde possam existir ratos como lixo,material de construção, entulho.
Tiver contato com regiões marginais de rios, lagos como em pescarias.

2º) Evitar a proliferação de roedores:

Acondicionar devidamente o lixo.
Não acumular entulho no quintal.
Manter limpo e desmatado os terrenos baldios e margens de córregos e lagos.
Manter o mato roçado.
Fechar fendas e buracos em telhas, paredes e rodapés.
Conservar caixas de água, ralos e vasos sanitários bem fechados.
Retirar e lavar todas as noites os vasilhames de alimentos dos cães.

Em caso de dúvidas procure a unidade de saúde perto de sua residência ou a Coordenação de Vigilância Epidemiológica da sua regional

Fonte: www.saude.df.gov.br

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