Os destinos podem ser muitos para os estudantes que escolherem o versátil
caminho das Letras. Ser adepto de muita leitura e gostar de escrever são
pré-requisitos para os alunos desse curso interdisciplinar, que tem
a biblioteca como seu principal laboratório.
Sobre o curso
O objeto de estudo do curso de Letras é a linguagem. Durante o curso, o aluno desenvolve habilidades de leitura, análise, interpretação e produção de textos em língua portuguesa ou em língua estrangeira de sua escolha. Estuda as teorias literárias e autores brasileiros e estrangeiros. Nos estudos lingüísticos, aprende os sons da língua, sua história, sua gramática, seus usos em diversas situações e suas manifestações artísticas, entre outros aspectos. Analisa, ainda, as relações entre a linguagem e a História, a Sociologia, a Educação, a Psicanálise, a Neurologia e as Artes em geral.
O curso de Letras da UFMG caracteriza-se pelo seu currículo flexibilizado. Isso significa que o aluno tem uma pluralidade de opções e decide, com maior autonomia, sobre sua trajetória acadêmica.
O curso de Letras é oferecido nas modalidades:
Licenciatura
Voltada especificamente para a formação de professores, é exigida para o exercício do magistério nos ensinos Fundamental e Médio.
Bacharelado
Prepara o aluno para atuar em outras esferas do mercado de trabalho – como Ensino Superior, Tradução e Editoração.
O aluno que cursa a Licenciatura escolhe entre estas habilitações: Português, Alemão, Espanhol, Francês, Inglês e Italiano. No Bacharelado, são oferecidas as habilitações em Português, Alemão, Grego, Inglês, Latim e Lingüística. As disciplinas obrigatórias do curso são Lingüística e Teoria da Literatura.
A Faculdade de Letras (FALE) conta com laboratórios de Informática
e um Laboratório de Fonética, equipado com o que há de
mais moderno na área. No entanto o principal “laboratório”
do curso de Letras é a biblioteca, que conta com um acervo de cerca
de 50 mil livros e ambiente adequado para o estudo individual ou em grupo.
O Acervo de Escritores Mineiros, pertencente à FALE, mas localizado
no segundo andar da Biblioteca Central, reúne livros, manuscritos e
objetos dos escritores Murilo Rubião, Henriqueta Lisboa, Oswaldo França
Júnior e Abgar Renault, entre outros.
Um pouco de história
O curso de Letras da UFMG existe desde a década de 1940, quando foi
fundada a Faculdade de Filosofia da, então, Universidade de Minas Gerais.
Funcionou, primeiramente, onde, hoje, se encontra o Colégio Marconi;
depois, transferiu-se para o Edifício Acaiaca; em seguida, para o antigo
prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, na Rua Carangola;
e, finalmente, em 1984, para o Campus Pampulha. No início da década
de 1970, o curso passou por uma grande reformulação, com a implantação
de diplomas em diferentes línguas.
Área de atuação
Grande parte dos profissionais formados em Letras atua como professores dos ensinos Fundamental, Médio e Superior, além de terem oportunidades de trabalho em Cursos de Línguas. Ao contrário do que muitos acreditam, porém, o campo de atuação é aberto e não está restrito à sala de aula.
Eles também exercem as seguintes atividades:
Na área de fonética e aquisição da linguagem também há demanda por profissionais formados em Letras.
A FALE tem sede no Campus Pampulha. O curso é oferecido nos turnos matutino e noturno e, a cada semestre, são admitidos 70 estudantes no curso da manhã e 80 no noturno. As Licenciaturas em Francês e Italiano e os Bacharelados em Grego, Latim e Lingüística são oferecidos apenas no turno diurno. As Licenciaturas em Alemão e Espanhol e o Bacharelado em Português, apenas no noturno. A Licenciatura em Português existe nos dois turnos, bem como a Licenciatura e o Bacharelado em Inglês.
Fonte: estacio.br
O Curso de Letras objetiva formar profissionais interculturalmente competentes, capazes de refletir criticamente sobre temas e questões relativas aos estudos lingüísticos e literários, a fazer uso de novas tecnologias e a compreender sua formação profissional como processo contínuo, autônomo e permanente.
Pretende-se construir um Curso de Letras com competência, voltado para os verdadeiros interesses da sociedade maranhense e brasileira, a partir de uma política educacional capaz de transformá-la em uma sociedade mais livre, mais igual, mais justa e, afinal, mais humana, sem perder de vista os princípios definidos na LDB e também nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Letras, que enfatizam o desenvolvimento do entendimento do homem e do meio em que vive, através da comunicação do saber pelo ensino e outras formas de comunicação.
A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características capazes de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada.
O novo paradigma mundial emana da compreensão de que, cada vez mais, as competências desejáveis ao pleno desenvolvimento humano aproximam-se das necessárias à inserção no processo produtivo.
A educação deve ser compreendida como um meio de superação da dualização da sociedade, que gera desigualdades cada vez maiores.
No contexto da globalização, a educação passa a responder às exigências impostas pelos órgãos internacionais, a partir do aspecto das necessidades de mercado mundial de trabalho. Assim, a educação passa a desempenhar um novo papel nessa sociedade que tem como termômetro regulador do mercado as relações sociais. Historicamente, a educação tem executado algumas funções básicas nas sociedades. As várias teorias sociológicas apontam este fato. Como diz Émile Durkheim (2002), o objetivo da educação era obter a harmonia, o consenso, a conservação. Em Bourdieu, Passeron (1970), Althusser (1983), Baudelot, Establet (1970), citando apenas alguns estudiosos franceses, a idéia é a que a educação reproduz as relações sociais de produção, principalmente através da ideologia difundida. Para Henry Giroux (1983), a formação da educação é de resistência, de impedimento, para que dessa reprodução se dê. Para Adorno, um dos membros da Escola de Frankfurt e criador da Teoria Crítica, a educação é antes de tudo esclarecimento, emancipação. Esclarecimento dos mecanismos da alienação e de manipulação ideológicas presentes no sistema. Paulo Freire (1979) vê a educação como transformação, mudança, e possibilidade de colocar o homem como ser histórico capaz de ser sujeito do e no mundo.
A informatização e a automação reduzem o trabalho humano, mas possibilitam a ampliação do desemprego, do subemprego e da falta de oferta no mercado de trabalho dos jovens. Agregada a esse fenômeno está a reorganização da economia em base transnacional, processando uma verdadeira mundialização do capital. Tudo isso leva a uma revisão completa dos paradigmas existentes e das concepções pedagógicas vigentes. Sabe-se que a educação é um processo social, portanto, deve acompanhar a dinâmica da sociedade.
Dessa forma, os movimentos socioculturais e econômicos colocam em interação todos os povos do mundo, acordando alguns ainda adormecidos. O homem testemunhando objetivamente sua história acaba por despertar sua consciência ingênua, para identificar-se como personagem desse processo de evolução e é chamado para assumir seu papel na sociedade. Assim, Paulo Freire (1979) comenta que: A consciência do mundo e a consciência de si crescem juntas e em razão direta; uma é a luz interior da outra, uma comprometida com a outra.
Fonte: www.letras.uema.br