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Líbano

 

História

A História do Líbano inclui uma rica história de mais de 5000 anos de história.

Líbano está localizado no Oriente Médio.

A área foi habitada desde a antiguidade e é descrita na Bíblia como "a terra de leite e mel."

A cultura de montanha e da cultura das cidades se uniram para formar a identidade libanesa: sociabilidade e tolerância, empreendedorismo e individualismo, hedonismo ...

Líbano

Terra de leite e mel nos tempos bíblicos, o Líbano sempre atraiu conquistadores razões para seus abundantes recursos naturais, portos abrigados espalhadas ao longo da costa e capacidades defensivas oferecido por altos picos. Todos esses fatores contribuíram para a história do país uma incrível odisséia.

Os fenícios estabeleceram uma das primeiras civilizações importantes do Mediterrâneo, que dominou parte do Mediterrâneo, através do empreendedorismo e do desenvolvimento intelectual de uma série de cidades-estados independentes. Eles governaram o mar devido à superioridade dos seus navios e navegadores seus talentos, provou artesãos excepcionais e inventou o primeiro alfabeto verdade, uma descoberta que abre a voz das grandes obras literárias da Grécia antiga.

Para os gregos, que usou o nome do primeiro território fenício estendido para a zona costeira entre o Monte casus norte e sul de Haifa. Dentro desta área, as cidades de Ugarit (Ras Shamra), Arwad, Byblos (Jbeil), de Berytus (Beirute), Sidon (Saida), Tiro (Sour) e Akka constituía a famosa cidade-estado.

Fenícia, em seguida ocupou a faixa costeira entre as montanhas do Líbano e o Mar Mediterrâneo: um espaço variou entre os sites de porta, planícies pequenos e interior montanha onde abeto e cedro crescer.

O advento do cristianismo no Líbano foi o primeiro século ao século VII, porém o Islam chegou no século VII da Península Arábica: ela é transmitida pelos beduínos que se comprometem a herança múltipla e missão religiosa se torna a religião predominante de península inteira.

Na verdade, ele aparece em um momento em que uma incrível falta cultural que surge é: qual é o período de ignorância (em árabe: al jahilyya - sim, é o período anterior ao surgimento do Islã).

Foi um período rico literária e poética. Observe os 10 poemas de ouro que foram exibidos nas paredes da Al Kaaba. E as vitórias religião islâmica e no Líbano (então Jabbal Loubnan), no século VII, sendo adotado por diferentes povos e tribos locais em busca de filosofia existencial que preenchem o vácuo presente naquele momento. Note-se que neste momento o Islã nunca foi imposta, mas foi adotado respeitar outras crenças religiosas e ao direito de dispor de cada um telhado, já que significa a liberdade de religião.

Após os massacres contínuos entre drusos e maronitas 1840-1860, que recebeu um pouco de publicidade na Europa e também provocou uma onda de emigração para as Américas, as grandes potências da época (França, Grã-Bretanha , Áustria, Hungria, Rússia, Prússia) enviou uma força expedicionária e forçou o Império Otomano para criar uma província (mutasarrifiya) autônoma Monte Líbano, em 1861.

Ele deve ser dirigido por um governador, Christian assunto Otomano, sob a supervisão dos cônsules europeus. A central conselho consultivo, composto em sua maioria de cristãos, também foi estabelecida com base na comunidade proporcional. Foi durante este período de autonomia que foram criados os primeiros conselhos municipais eleitos no Líbano, Jounieh em 1879, por exemplo.

Logo após a Primeira Guerra Mundial, em 1920, a França obteve o mandato da Liga das Nações sobre as regiões da Síria levant.Le proclamou o reino da Síria, reservando Monte Líbano o estatuto de região autónoma. Mas, gradualmente, um movimento nacionalista árabe mobilizou intelectuais em Beirute e Monte Líbano, que aspira à independência da Síria, sob a direção de um governante árabe, enquanto outros, incluindo os maronitas, pensar em um estado libanesa independente protegido por seus laços estreitos com a França.

Em 1920, sob a pressão de seu último governador francês, Henri Gouraud derrotou os nacionalistas sírios e proclamou o estado de Grande Líbano e fixou suas fronteiras.

Através de sacrifícios e esforços, a França concedeu a independência ao Líbano em 1943.

Após a independência, o Líbano, sob a direção de Camille Chamoun, começa sua jornada de desenvolvimento e democracia.

Líbano tem experimentado crises como a de 1958 e questões como as guerras palestinos como o citeile guerra que durou 20 anos, graças à intervenção acalmou Aérea.

O Líbano também experimentou períodos de reconciliação, como o mandato do Líbano, onde Amin apelou para a força multinacional e tentou manter negociações com Israel.

Xiita poder cresceu, especialmente após o surgimento do Hezbollah, a organização lutando principalmente contra o exército israelense. O país tem estado sob tutela síria e depois o governo de Hariri vem tentando garantir a recuperação econômica e estabilizar a libra libanesa. Seu objetivo era restaurar a infra-estrutura social e económica e lidar com as conseqüências da guerra.

Apesar de todas as dificuldades que o Líbano sofreu, ele tem nos mostrado ao longo da história o verdadeiro sentido de desafio e resistência.

Geografia

O Líbano encontra-se no extremo leste do Mar Mediterrâneo, ao norte de Israel e oeste da Síria.

É quatro quintos do tamanho de Connecticut.

As montanhas do Líbano, que correm paralelos à costa ocidental, cubra a maior parte do país, enquanto na fronteira oriental é o intervalo Anti-Líbano.

Entre os dois está o Vale do Bekaa, principal área agrícola.

Governo

República.

Fonte: colegiosaofrancisco.com.br

Líbano

Líbano é um país na Arábia.

A capital é Beirute.

As principais religiões são o Islamismo e o Cristianismo.

A principal língua é o Árabe.

Após a Primeira Guerra Mundial, a França adquiriu um mandato sobre a parte norte do antigo Império Otomano na província da Síria. Os Francêses separaram a região do Líbano em 1920, e concederam a independência à área em 1943. Uma longa guerra civil (1975-1990) devastou o país, mas o Líbano desde então tem feito progresso em direção à reconstrução de suas instituições políticas.

Sob o Acordo de Taif - o plano de reconciliação nacional - os Libanêses estabeleceram um sistema político mais equitativo, nomeadamente dando aos Muçulmanos mais voz no processo político enquanto que institucionalizando as divisões sectárias no governo.

Desde o fim da guerra, o Líbano realizou várias eleições bem-sucedidas. A maioria das milícias foram reduzidas ou dissolvidas, com exceção do Hezbollah, designado pelo Departamento de Estado dos EUA como uma Organização Terrorista Estrangeira, e os grupos militantes Palestinos.

Durante a guerra civil do Líbano, a Liga Árabe legitimou a implantação no Acordo de Taif de tropas Sírias, totalizando cerca de 16.000 tropas baseadas principalmente a leste de Beirute e no Vale do Bekaa. A retirada de Israel do sul do Líbano em Maio de 2000 e a passagem em Setembro de 2004 da Resolução 1559 da UNSCR - uma resolução que apela para a Síria retirar-se do Líbano e acabar com sua interferência nos assuntos Libaneses - incentivou alguns grupos Libaneses para exigir que a Síria retirasse suas forças.

O assassinato do ex-Primeiro Ministro Rafiq Hariri e outras 22 pessoas em Fevereiro de 2005 levou a grandes manifestações em Beirute contra a presença Síria ("Revolução do Cedro"), e a Síria retirou o restante de suas forças militares em Abril de 2005.

Em Maio-Junho de 2005, o Líbano realizou as suas primeiras eleições legislativas desde o fim da guerra civil livre de interferência externa, entregando uma maioria para o bloco liderado por Saad Hariri, filho do assassinado primeiro-ministro. Em Julho de 2006, o Hezbollah seqüestrou dois soldados Israelenses levando a um conflito de 34 dias com Israel no qual cerca de 1.200 civis Libaneses foram mortos.

A Resolução 1701 da UNSCR pôs fim à guerra em Agosto de 2006, e as Forças Armadas Libanesas (LAF) desdobraram-se por todo o país pela primeira vez em décadas, encarregadas da segurança das fronteiras do Líbano contra o contrabando de armas e mantendo uma zona livre de armas no sul do Líbano com a ajuda do Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

As LAF em Maio-Setembro de 2007 lutaram contra os extremistas Sunitas do grupo Fatah al-Islam no campo de refugiados Palestino Nahr al-Barid, conquistando uma vitória decisiva, mas destruindo o acampamento e deslocando 30.000 moradores Palestinos.

Os políticos Libaneses em Novembro de 2007 foram incapazes de chegar a acordo sobre um sucessor para Emile Lahud quando ele deixou o cargo de presidente, criando um vácuo político até a eleição do Comandante das LAF General Michel Sulayman em Maio de 2008 e a formação de um novo governo de unidade em Julho de 2008. As eleições legislativas em Junho de 2009 novamente produziram a vitória para o bloco liderado por Saad Hariri, mas um período de prolongada negociação sobre a composição do gabinete se seguiu.

Um governo de unidade nacional foi finalmente formado em Novembro de 2009 e aprovado pela Assembleia Nacional no mês seguinte. Inspiradas pelas revoltas populares que começaram no final de 2010 contra as ditaduras no Oriente Médio e no Norte da África, marchas e manifestações no Líbano foram dirigidas por sua vez contra os políticos sectários.

Embora os protestos ganhassem alguma tração, eles estavam limitados em tamanho e sucesso no mudar o sistema. Os políticos da oposição derrubaram o governo de unidade nacional do Primeiro Ministro Saad Hariri em Fevereiro de 2011. Depois de vários meses em estado de guarda, o governo nomeou Najib MIQATI primeiro-ministro.

Embora seja uma pequena nação, o Líbano tem desempenhado um papel importante nos assuntos mundiais desde os tempos antigos. Esculpidos em um penhasco na foz do Rio Dog ao norte de Beirute estão os nomes de 18 grandes homens da história que passaram pelo país para conquistar ou serem conquistados.

Entre os nomes estão os de Ramsés II do Egito, Nabucodonosor da Babilônia, Alexandre, o Grande da Macedônia, e Caracalla, o imperador Romano. A inscrição 19 e final, esculpida em 1946, comemora a independência do Líbano.

De acordo com os Fenícios, primeiros habitantes do Líbano, o país ocupava uma posição única como uma nação de comércio e navegação. O Líbano moderno também ganhou uma posição única por causa de seu comércio, seus padrões geralmente elevados de vida e educação, e seu papel nos assuntos mundiais. Uma guerra intermitente civil, que eclodiu em 1975, dividiu o país, causou grande destruição e perda de vidas, e colocou em perigo a paz da região. A guerra terminou finalmente em 1990.

Terra

Líbano se estende ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo a partir do litoral norte de Israel para a Síria. Diferentemente da maioria dos países do Oriente Médio, o Líbano não tem deserto. Cadeias de montanhas paralelas correm o comprimento do país.

A faixa oeste, as Montanhas do Líbano, erguem-se perto do mar, deixando apenas uma estreita planície costeira. As Montanhas do Líbano atingem uma altura de mais de 10 mil pés (3.000 m). A faixa leste, o Anti-Líbano, é quase tão alta. Entre elas está o Bekaa, um platô fértil.

A paisagem do Líbano é variada e pitoresca. A costa é pontilhada com baías profundas e extensas praias. Em vários lugares as montanhas chegam ao mar. No norte do Líbano, no Monte al-Mukammal, um único bosque resta dos majestosos cedros que cobriam as encostas das montanhas do Líbano. Os Fenícios construíram suas galeras com feixes gama de cedro. Hoje, o cedro continua a ser o símbolo do Líbano. A árvore aparece na bandeira do país e em suas moedas e selos.

Lembranças de invasores passados estão espalhadas pela paisagem. As ruínas da antiga Baalbek no noroeste do Líbano fornecem evidências de várias civilizações. Baalbek foi provavelmente construída pelos Cananeus adoradores do deus sol, Baal.

Os Gregos, que nomearam a cidade de Heliopolis, acrescentaram templos modestos. A cidade atingiu o seu pico sob o domínio Romano. As ruínas dos enormes templos de Júpiter e Baco podem ser vistas lá hoje. Ao longo da costa Libanesa, várias colinas são coroadas por poderosos castelos dos Crusados.

Economia

O Líbano tem poucos recursos naturais. Antes da eclosão da guerra civil em 1975, a energia e a indústria de seu povo compensavam por essa lacuna, dando-lhe um dos mais altos padrões de vida no Oriente Médio. O comércio e o turismo - juntamente com seguros, o setor imobiliário, bancos e empresas financeiras - trouxeram a maior parte da renda nacional.

A agricultura também foi economicamente importante, especialmente no fértil Bekaa. Do ar, o planalto se parece com um vasto tapete de vários tons de verde, cada cor representando uma diferente safra de trigo, cevada, milho, alfafa, e batatas.

Nos últimos anos, pomares e a criação de frangos e lácteos foram introduzidos para a área. Os agricultores têm pacientemente cortado terraços nas encostas íngremes e nas encostas mais baixas e plantado-as com figueiras e videiras. As colinas baixas e a planície costeira são pontilhados de pomares de tamareiras e oliveiras, laranjeiras e limoeiros.

A atividade industrial do Líbano está entre as mais avançadas do Oriente Médio, apesar das cicatrizes e interrupções da guerra civil. Os principais produtos industriais incluem alimentos processados, têxteis e fios, móveis, cimento, cerâmica e produtos farmacêuticos.

A guerra com Israel em Julho-Agosto de 2006 causou cerca de US$ 3,6 bilhões em danos de infra-estrutura. Os doadores internacionais prometeram cerca de US$ 1 bilhão em recuperação e apoio à reconstrução do Líbano em 2006 e mais de US$ 7,5 bilhões em 2007 para projetos de desenvolvimento e apoio ao orçamento.

Em 2010, grande parte da destruição causada pela guerra de 2006 com Israel tinha sido reparada. A estabilidade política, em 2008, ajudou a restaurar o turismo e a economia cresceu 7 por cento em 2009 apesar de um abrandamento regional. A recuperação foi ajudada pelo investimento do Irã, Síria, os Estados Unidos, os estados do Golfo Pérsico, e a comunidade Libanêsa no exterior.

Economia - visão geral:

O Líbano tem uma economia de livre mercado e uma forte tradição de laissez-faire comercial. O governo não restringe o investimento estrangeiro; no entanto, o clima de investimento sofre com a burocracia, a corrupção, as decisões arbitrárias de licenciamento, procedimentos aduaneiros complexos, altos impostos, tarifas e taxas, a legislação arcaica e fracos direitos de propriedade intelectual.

A economia libanesa é orientada a serviços; setores de crescimento principais incluem a banca e turismo. A guerra civil de 1975-90 seriamente danificada infra-estrutura econômica do Líbano, reduzir a produção nacional por meio, e descarrilou a posição do Líbano como um entreposto do Oriente Médio e centro bancário. Após a guerra civil no Líbano reconstruiu grande parte de sua infra-estrutura destruída pela guerra física e financeira por meio de empréstimos fortemente - a maioria dos bancos nacionais - sobrecarregar o governo com uma dívida enorme.

Promessas de reformas econômicas e financeiras feitas na separadas conferências de doadores internacionais durante os anos 2000, em sua maioria foi cumprida, incluindo aquelas feitas durante a Conferência de Doadores de Paris III, em 2007, após a guerra de julho de 2006. O colapso do governo no início de 2011 sobre o seu apoio do Tribunal Especial para o Líbano e agitação na Síria vizinho desacelerou o crescimento econômico para a faixa de 1-2% em 2011-12, depois de quatro anos de crescimento médio de 8%. Em setembro de 2011 o Conselho de Ministros aprovou um projeto de lei que fornecerá US $ 1,2 bilhões em financiamento para melhorar setor de energia elétrica do Líbano oprimidos, mas as limitações fiscais irão testar a capacidade do governo de investir em outras áreas, como a água.

População

Líbano é um país com mais de 4 milhões de pessoas. Pessoas de todo o Oriente Médio deixaram marcas culturais sobre o Líbano. Os imigrantes recentes incluem os refugiados Palestinos e Sírios. A língua nacional é o Árabe, mas o Francês e o Inglês são amplamente falados. Dentro dos dois principais grupos religiosos, Muçulmanos e Cristãos, há muitas comunidades reconhecidas.

A maioria dos Muçulmanos pertencem tanto ao ramo Sunita ou Xiita do Islã. Os Druzos, cuja religião combina elementos do Islã e de outras religiões, formam uma grande minoria militante. A maioria dos Cristãos Libaneses pertencem à Igreja Maronita, uma das igrejas Católicas Orientais. Os Cristãos restantes na sua maioria pertencem à Igreja Ortodoxa.

É geralmente reconhecido que os Muçulmanos estão agora em maioria no Líbano. Mas nenhum censo tem sido tomado desde 1932. Naquela época, os Cristãos eram a maioria e foram assim alocados com mais cadeiras na Câmara dos Deputados (agora chamada de Assembléia Nacional). Durante muito tempo, os Muçulmanos Libaneses se sentiram enganados da sua justa parte no poder político. Por seu lado, os Cristãos Libaneses dizem que eles fizeram do país o moderno mostruário do Oriente Médio e que estão agora em perigo de se tornarem uma minoria perseguida. Nos últimos anos, muitos Cristãos ricos deixaram o Líbano. Muitos mais pobres passaram das cidades devastadas pela guerra às aldeias ancestrais nas colinas.

A guerra civil no Líbano foi desencadeada por rivalidades políticas entre Cristãos e Muçulmanos, mas nunca foi apenas uma luta direta entre as duas grandes religiões. Os Cristãos têm lutado Cristãos e os Muçulmanos lutaram Muçulmanos. Estranhas alianças têm sido freqüentemente feitas e quebradas. Tropas estrangeiras - Palestinas, Israelenses e Sírias têm sido freqüentemente envolvidas.

Beirute

Antes da capital do Líbano ser devastada pela guerra civil, ela era o centro financeiro do Oriente Médio. Muitas empresas Americanas e Européias tinham escritórios lá. Para ajudar as empresas realizarem transações, um grande número de bancos locais operavam ao lado de estrangeiros. As pessoas das montanhas e das planícies Libanesas esfregavam os ombros com magnatas dos negócios, intelectuais de Beirute, e turistas nas calçadas lotadas de Beirute. As amplas praias da cidade estavam cheias de hotéis de luxo ultramodernos. As ruas estreitas da cidade velha estavam abarrotadas de carros de todos os países. Muitos Libaneses urbanos sonham e esperam que esse momento chegará novamente.

Vida nas Aldeias

A vida nas muitas aldeias montanhesas do Líbano é um mundo aparte daquela das cidades. As aldeias empoleiram nos cumes das montanhas ou se aninham em vales estreitos, dependendo da localização das nascentes. Cada aldeia tem sua própria identidade, baseada na religião, tamanho e distância de Beirute.

Antes da guerra civil, os estilos de vida nos isolados assentamentos Drusos e Muçulmanos no leste do Líbano diferiam muito daqueles das aldeias de montanha perto de Beirute. As aldeias isoladas do leste são centradas na família, com fortes ligações com as tradições, estilos e costumes do passado. Construídas de pedra calcária local, as casas das aldeias tradicionais são pequenas e de telhado plano.

Em contraste, muitas das aldeias perto de Beirute tinham moradias modernas, hotéis, boates, piscinas, e televisão para atrair os veranistas. Vestimentas ocidentais podiam ser vistas nas aldeias, em especial nas Cristãs. A guerra refreou o comércio turístico e cortou as comunidades umas das outras, colocando muitas dessas atrações fora dos negócios.

Educação

Muitas escolas foram destruídas ou ocupadas, e muitos professores estrangeiros foram forçados a sair. No entanto, os Libaneses ainda têm uma taxa de literacia elevada e um profundo respeito pela educação. Todas as crianças devem ter pelo menos cinco anos de ensino primário, tanto em uma escola pública ou uma escola particular. Um grande número de meninos e meninas Libaneses, especialmente nas comunidades Cristãs, conseguem ir às escolas secundárias e universidades.

História e Governo

A mais antiga civilização no Líbano foi a dos Fenícios, que primeiro desenvolveram o sistema alfabético de escrita. Nos dias de ouro dos Fenícios (a partir do 12º ao 9º século aC), grandes cidades-estados cresceram - Arwad, Byblos, Sidon e Tiro. A partir dessas cidades-estados, os Fenícios navegaram para o oeste em seus navios de dois andares, transportando produtos para comerciar - frutos, vidro, jóias, e lã e linho tingidos de púrpura.

Depois, uma sucessão de poderes - os Assírios, os Persas e os Gregos sob Alexandre, o Grande, dominaram as cidades-estados Fenícias. O Líbano ficou sob o domínio Romano em 64 e gozou de vários séculos de paz e prosperidade. Por 300, o Cristianismo se tornou a religião dominante. Durante os 600s, invasores da Península Arábica trouxeram a nova religião do Islã. Os Crusados Cristãos governaram o país durante os 1100s e 1200s.

O Líbano se tornou parte do Império Otomano (Turco) em 1516 e permaneceu sob domínio Muçulmano por quase 400 anos. Mas com seus próprios príncipes capazes, o Líbano administrava seus assuntos políticos e econômicos de forma independente. Problemas entre os Cristãos e os Drusos levaram a uma guerra civil em 1860. As potências Européias intervieram e garantiram que o Líbano seria auto-governado.

Independência

Após a Primeira Guerra Mundial, o Líbano se tornou um mandato Francês sob a Liga das Nações. Ele tornou-se uma república independente em 1943, embora as tropas Francesas não deixassem o país até 1946. Depois da independência, foi acordado que o presidente do Líbano seria um Cristão Maronita, o primeiro-ministro um Muçulmano Sunita, e o líder do legislativo um Muçulmano Xiita. No âmbito do mesmo acordo, seis assentos na legislatura foram alocados para os Cristãos, então a maioria, e cinco para a minoria dos não-Cristãos.

Este delicado equilíbrio entre Cristãos e Muçulmanos foi prejudicado dentro de alguns anos pelo rápido crescimento da população Muçulmana e um influxo de refugiados Palestinos após a criação de Israel em 1948. Em 1958, uma revolução provavelmente Muçulmana ameaçou acabar com o delicado equilíbrio, mas a paz foi restaurada quando os Estados Unidos enviaram tropas. O governo Cristão-dominado do Líbano tentou manter uma posição Árabe moderada nas guerras Árabe-Israelenses de 1956, 1967 e 1973. Mas essa política foi cada vez mais oposta pelos Muçulmanos do Líbano, agora em maioria. Para complicar a luta entre Cristãos e Muçulmanos estava a presença da Organização de Libertação da Palestina (OLP).

Guerra Civil

A guerra civil em larga escala irrompeu entre os Cristãos Libaneses e Muçulmanos em 1975. Um ano depois, tropas Sírias intervieram para separar os dois grupos. Elas permaneceram para servir os interesses da Síria no Líbano. Israel atacou bases de guerrilha da OLP no Líbano em 1978, retirou-se, e em seguida, invadiu o país em 1982. As tropas Israelenses ocuparam o sul do Líbano, incluindo Beirute, e forçaram a saída da OLP. Um líder Cristão, Bashir Gemayel, que fôra eleito presidente do Líbano em 1982, foi assassinado no mesmo ano. Em retaliação, as milícias Cristãs atacaram dois campos de refugiados Palestinos, matando centenas de civis.

Em 1983, uma força multinacional de tropas dos EUA, Francêsas e Italianas desembarcaram em Beirute para restaurar a paz e a estabilidade e para acelerar a retirada das forças Israelenses, Sírias e Palestinas. As forças de paz em breve se tornaram alvos, quando os terroristas Muçulmanos infligiram pesadas baixas às tropas dos EUA e Francêsas. A força multinacional se retirou de Beirute em 1984.

A Síria, em seguida, tentou acabar com a guerra civil. O colapso do fraco governo central do Líbano em 1988 levou à formação de governos rivais de Muçulmanos e Cristãos. Um acordo de paz de 1989 Árabe-intermediado tomou conta após a rendição de Outubro de 1990 do primeiro-ministro Cristão, General Michel Aoun. A Síria e o Líbano assinaram um acordo de cooperação em Maio de 1991.

Em 1992, o Líbano realizou as suas primeiras eleições legislativas em 20 anos. As forças Sírias permaneceram no Líbano, e Israel continuou seus ataques aéreos contra os guerrilheiros Muçulmanos no sul. As últimas forças Israelenses foram retiradas do sul do Líbano em Maio de 2000. Em 2004, sob pressão Síria, o mandato de seis-anos do Presidente Emile Lahoud foi prorrogado por três anos.

O assassinato de Fevereiro de 2005 do popular ex-primeiro-ministro Rafiq al-Hariri provocou a difundida agitação anti-Síria no Líbano, conhecida como a Revolução dos Cedros, o que obrigou a Síria à por fim aos seus 29 anos de ocupação do Líbano em Abril de 2005. Nas eleições legislativas no final daquele ano, o bloco anti-Síria liderado pelo filho de Hariri, Saad Hariri, ganhou o maior número de lugares e nomeou um primeiro-ministro anti-Siria, Fuad Siniora, embora o Hezbollah pró-Sírio permanecesse popular entre os Muçulmanos Xiitas do sul do Líbano.

Em Julho de 2006, vários soldados Israelenses foram mortos e dois foram capturados em um ataque na fronteira pelo Hezbollah. Embora o governo Libanês negasse o envolvimento, Israel respondeu com uma série de bombardeios maciços. Israel também bombardeou o aeroporto de Beirute e enviou tropas para o Líbano pela primeira vez desde a sua retirada de 2000. As guerrilhas do Hezbollah responderam com ataques com foguetes.

O conflito de 34-dias, que reforçou a posição do Hezbollah no Líbano, terminou com um cessar-fogo supervisionado por forças de paz internacionais. O Presidente Lahoud deixou o cargo quando seu mandato terminou em Novembro de 2007, deixando a Presidência vaga. Meses de impasse político seguiram-se.

Em Maio de 2008, o Líbano viveu seu pior conflito interno desde a guerra civil de 1975-90. Xiitas leais ao Hezbollah e seus aliados lutaram Drusos e Sunitas partidários de Siniora nas ruas de Beirute e aldeias vizinhas. As batalhas foram extintas por um acordo negociado no Qatar em 21 de Maio.

O Chefe do Exército, Michel Suleiman foi eleito presidente em 25 de Maio. Siniora foi então convidado a formar um novo governo de unidade nacional. A guerra civil foi evitada, mas a oposição havia vencido um longo objetivo - o poder de veto dentro do gabinete. E as questões por trás da crise, incluindo o desarmamento do Hezbollah e as relações do Líbano com seus vizinhos, permaneceram sem solução. No entanto, o novo governo de unidade nacional foi instalado em Julho, e o Líbano e a Síria concordaram em restabelecer relações diplomáticas, em Agosto.

Novas eleições nacionais foram realizadas em Junho de 2009. Uma coalizão pró-Ocidente venceu 71 assentos no parlamento, contra 57 assentos para a coligação liderada pelo Hezbollah. A coalizão pró-ocidental foi liderada por Saad Hariri, e ele se tornou primeiro-ministro em Julho.

Todos os 11 ministros da oposição se retiraram do gabinete de 30 membros de Hariri em Janeiro de 2011, quando ele recusou-se a suprimir o relatório do tribunal da ONU referente ao assassinato de seu pai. O relatório era esperado para implicar membros do Hezbollah. Essa ação derrubou o governo de Hariri.

Em 25 de Janeiro, o Presidente Suleiman nomeou o empresário Sunita Najib Mikati, que tinha o apoio do Hezbollah e de seus aliados, como primeiro-ministro designado. Seu governo, que era dominado pelo Hezbollah e seus aliados, foi empossado em 7 de Julho de 2011.

Viola H. Winder

Fonte: Internet Nations

Líbano

O PAÍS

Desde a Antiguidade, quando abrigou a civilização fenícia, o Líbano faz a ligação entre o Oriente e o Ocidente, em razão de sua localização, na costa leste do mar Mediterrâneo. Vários outros povos ocuparam o território e deixaram monumentos de grande valor arqueológico. O mais importante deles é Baalbek, onde estão as maiores colunas romanas conhecidas e um templo bem preservado, dedicado ao deus Baco. O sítio localiza-se na fértil região do vale do Bekka, que concentra a produção agrícola. As principais cidades do país, Beirute e Trípoli, ficam no litoral.

A nação foi devastada pela longa guerra civil (1975-1990) entre cristãos e muçulmanos - cuja delicada convivência, no decorrer da história, evoluiu para um confronto aberto com o início do conflito árabe-israelense e a chegada de milhares de refugiados palestinos. Tropas de Israel, que ocupam uma faixa de 20 km no sul do país a partir de 1982, retiram-se em maio de 2000, depois do fracasso do confronto com a milícia xiita Hezbollah. O Exército da Síria está presente no restante do território. A reconstrução do país vem sendo feita lentamente com a ajuda ocidental, destacando-se a capital, Beirute, que começa a retomar o papel de importante centro turístico e financeiro no Oriente Médio . O PIB cresce, em média, 7,7% ao ano entre 1990 e 1998, uma das maiores taxas do mundo.

História

Líbano é o histórico berço dos fenícios, cuja cultura floresceu por mais de 2 mil anos, a partir de 2700 a.C. Invadido por muitos povos (hititas, egípcios e persas), o território é conquistado por Alexandre, o Grande em 332 a.C., ficando sob domínio grego até 63 a.C., quando se torna província romana. Em 395 passa a fazer parte do Império Bizantino.

Os árabes muçulmanos anexam a região entre 636 e 705. Apoiados no setor cristão maronita da população, os cruzados tomam o país no final do século XI, lá permanecendo até ser expulsos pelos mamelucos (muçulmanos), em 1291. Sob o comando de Selim I, o Império Turco-Otomano incorpora o Líbano em 1516.

Transformado em emirado sujeito ao domínio turco, conhece, entre 1590 e 1633, novo período de apogeu sob o governo do grão-emir Fakhr ad-Din II, que concede igualdade a cristãos maronitas e drusos (muçulmanos). Sua crescente independência, porém, leva-o a um choque com o poder otomano, no qual é derrotado e executado.

Controle francês

Durante o domínio turco, crescem os conflitos entre drusos e cristãos maronitas. Em 1858, camponeses maronitas são massacrados em rebelião contra o sistema feudal. A França aumenta sua influência na região. Após a derrota dos turcos na I Guerra Mundial, o Líbano fica sob mandato francês.

A Constituição de 1926, patrocinada pela França, torna o país uma República parlamentarista, estabelecendo-se que o presidente seria sempre um cristão maronita e o primeiro-ministro, um muçulmano sunita. Durante a II Guerra Mundial, em 1941, a França concede independência ao Líbano. A autonomia plena para o novo Estado é permitida em 1944, mas as tropas francesas só abandonam o país em 1947. Nos anos seguintes, o Líbano recebe 170 mil refugiados palestinos depois da derrota dos Exércitos árabes, entre os quais o libanês, na guerra de criação do Estado de Israel (1948-1949).

Na década de 50, a Guerra Fria entre EUA e União Soviética (URSS) reflete-se na política interna libanesa e soma-se a antigas diferenças étnicas e religiosas.

Insurreições muçulmanas contra o presidente maronita Camille Chamoun (pró-EUA) eclodem em 1958, com inspiração nos regimes nacionalistas pró-soviéticos da Síria e do Egito. Tropas dos EUA desembarcam no país e provocam imediato protesto soviético. A crise é contornada com a substituição de Chamoun e a retirada norte-americana.

Guerra civil

Nova derrota árabe na Guerra dos Seis Dias para Israel, em 1967, e o massacre dos palestinos na Jordânia durante o Setembro Negro, em 1970, fazem aumentar para mais de 300 mil o número de refugiados palestinos no Líbano. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estabelece seu quartel-general em Beirute e da fronteira libanesa começa a atacar Israel.

A presença da OLP rompe o frágil equilíbrio entre as forças políticas no Líbano. Os palestinos são apoiados pelos setores de esquerda, por muçulmanos e nacionalistas, e hostilizados pelos conservadores e pela minoria cristã. Em abril de 1975, as tensões explodem numa guerra civil que opõe uma coalizão druso-muçulmana (aliada dos palestinos) a uma aliança maronita cristã de direita. O Exército libanês fragmenta-se em facções rivais, e o governo praticamente deixa de funcionar. Em 1976, diante da iminente vitória do bloco esquerdista, a Síria invade o país, unindo-se inicialmente a Israel no apoio aos cristãos. Durante o conflito, os sírios trocam de aliados várias vezes e passam a dominar o território e as instituições libanesas. A luta leva à desagregação da sociedade libanesa em milícias armadas e enclaves étnico-religiosos.

Invasão israelense

Em junho de 1982, com o suporte das milícias cristãs, Israel invade o Líbano e chega até Beirute com o propósito declarado de aniquilar as forças palestinas.

Após dois meses de intensos bombardeios israelenses, negocia-se a saída da OLP de Beirute, ocorrida no ano seguinte. Em 16 de setembro, com permissão israelense, milícias cristãs libanesas invadem os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, em Beirute, massacrando mais de mil civis, em retaliação pelo assassinato, dois dias antes, do presidente cristão Bachir Gemayel. Israel retira suas tropas para a "zona de segurança", faixa de 20 km ao longo da fronteira sul do Líbano. Os israelenses também formam o Exército do Sul do Líbano (ESL), composto principalmente por cristãos.

Acordo de paz

Em 1985, sob patrocínio sírio, as três principais facções militares libanesas - a milícia drusa, a Amal (xiita) e a Falange (cristã) - assinam, em Damasco, um acordo de cessar-fogo. O pacto é boicotado pelo Hezbollah (força xiita apoiada pelo Irã), pela Murabitun (milícia muçulmana sunita) e por setores da comunidade cristã. Em outubro de 1989, a Assembléia Nacional Libanesa, reunida na Arábia Saudita, aprova o tratado de paz. Ele determina o desarmamento das milícias e a participação no governo, em pé de igualdade, de cristãos (Presidência), muçulmanos sunitas (chefia de governo) e muçulmanos xiitas (presidência do Parlamento).

Hegemonia síria

O general cristão Michel Aoun rejeita o acordo de At Ta'if e autoproclama-se presidente da República. Os combates terminam em outubro de 1990, quando bombardeios sírios destroem o quartel-general de Aoun e forçam-no a exilar-se na França. A Síria consolida seu domínio sobre o Líbano, mantendo 35 mil soldados no país. Todas as milícias são desarmadas, menos as que atuam na região sul libanesa - sobretudo o Hezbollah, que continua a combater as tropas israelenses com o respaldo sírio.

Em 1993, o mandato do presidente Elias Hrawi - eleito em 1989 - é prorrogado diante da dificuldade de encontrar um candidato aceitável para cristãos, muçulmanos e Síria. Hrawi prossegue no poder até 1998, dividindo o governo com o primeiro-ministro Rafik Hariri, nomeado em 1992.

Conflito com Israel

A partir de 1995, multiplicam-se os atentados do Hezbollah contra tropas israelenses e contra o norte de Israel. Este responde com ataques aéreos e de artilharia que alcançam maior intensidade em abril de 1996, durante a operação Vinhas da Ira. Os bombardeios matam 170 civis, a maioria refugiados de um campo da ONU em Qana.

Eleições

O Parlamento elege, em outubro de 1998, o novo presidente do país, o comandante do Exército, Émile Lahoud. Com apoio da Síria, uma reforma constitucional reforça os poderes do presidente. A medida leva à demissão do premiê Hariri, substituído por Selim el-Hoss em dezembro.

Fatos recentes

O gabinete israelense aprova por unanimidade a retirada de suas tropas do sul do Líbano, em março de 2000, mesmo sem um acordo de paz definitivo com a Síria. O Hezbollah intensifica seus ataques nos meses seguintes. No dia 24 de maio, o último soldado israelense deixa o Líbano.

Temendo retaliações da milícia xiita, cerca de seis mil integrantes do ESL e seus familiares também deixam a região. Em festa, mais de 250 mil civis, acompanhados por guerrilheiros do Hezbollah, ocupam o sul do país.

Em 26 de maio, o líder da milícia, sheik Hasan Nasrallah, garante que não haverá represálias contra a população cristã.

O governo libanês expulsa combatentes drusos, comunistas e nacionalistas das aldeias de maioria cristã, para evitar vinganças.

O Líbano continua, porém, reivindicando uma área de 25 km², conhecida como fazendas de Shabaa, que Israel anexa desde 1967 junto ao Monte Hermon, na fronteira com a Síria. Cerca de 1,2 mil ativistas do Hezbollah e 900 israelenses, além de milhares de civis, morreram durante mais de duas décadas de ocupação no sul do Líbano.

Partidos muçulmanos e não religiosos de oposição, apoiados pelo ex-primeiro-ministro Rafik Hariri (principal promotor da reconstrução do país após a guerra), saem vitoriosos nas eleições parlamentares de setembro. O presidente Émile Lahoud, adversário de Hariri, o convoca para chefiar o novo gabinete.

Fonte: www.libanoshow.com

Líbano

O país dos Cedros

CAPITAL: Beirute.

NACIONALIDADE: libanesa.

DATA NACIONAL: 22 de novembro (Independência).

Geografia

Localização: oeste da Ásia. 
Hora local:
 +5h. 
Área: 
10.452 km2. 
Clima: 
mediterrâneo. 
Área de floresta:
 mil km2 (1995). 
Cidades principais:
 Beirute (1.100.000), Trípoli (240.000) (1991); Zahlah (45.000), Sayda (38.000), Tyr (antiga Sur) (14 000) (1988).

População

3,3 milhões (2000)
Composição: 
árabes libaneses 80%, árabes sírios 17,5%, árabes palestinos 1,5%, curdos e armênios 1% (1996). 
Idioma: 
árabe (oficial), francês, curdo, armênio. 
Religião:
 islamismo 55,5% (xiitas 34%, sunitas 21,5%), cristianismo 37,3% (católicos 25,1%, ortodoxos 11,7%, protestantes 0,5%), drusos 7,2% (1995). 
Densidade: 
317,31 hab./km2. 
População urbana: 
89% (1998). 
Crescimento demográfico: 
1,7% ao ano (1995-2000). 
Fecundidade:
 2,69 filhos por mulher (1995-2000). 
Expectativa de vida M/F:
 68/72 anos (1995-2000). 
Mortalidade infantil:
 29‰ (1995-2000). 
Analfabetismo: 
13,9% (2000). 
IDH (0-1): 
0,735 (1998).

Governo

República parlamentarista. 
Divisão administrativa: 
6 governadorias. 
Chefe de Estado:
 presidente Emile Lahoud (desde 1998).
Chefe de governo:
 primeiro-ministro Rafik Hariri (desde 2000).

Principais partidos:

Cristãos: Falangista, Frente Libanesa, Nacional Liberal
Muçulmanos:
 Socialista Nacionalista Sírio, Socialista Progressista, Renascimento Árabe Socialista, Jihad Islâmica e Hezbollah (fundamentalistas). 
Legislativo: 
unicameral - Assembléia Nacional, com 128 membros (50% cristãos, 50% muçulmanos) eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. 
Constituição em vigor: 
1926.

Economia

Moeda: libra libanesa
Cotação para US$ 1:
 1.501 (jul./2000). 
PIB:
 US$ 17,3 bilhões (1998). 
PIB agropecuária:
 12%
PIB indústria: 
27%
PIB serviços:
 61% (1998). 
Crescimento do PIB: 
7,7% ao ano (1990-1998). 
Renda per capita:
 US$ 3.560 (1998). 
Força de trabalho: 
1 milhão (1998). 
Agricultura:
 frutas cítricas, batata, tomate, tabaco. 
Pecuária:
 caprinos, ovinos, bovinos, aves.
Pesca:
 3,9 mil t (1997).
Mineração:
 linhito, minério de ferro. 
Indústria:
 alimentícia, refino de petróleo, têxtil, móveis, madeireira.
Exportações:
 US$ 716 milhões (1998). 
Importações:
 US$ 7,1 bilhões (1998). 
Parceiros comerciais:
 Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, França, EUA, Síria, Itália, Alemanha, Suíça, Kuweit.

Defesa

Efetivo total: 55,1 mil (1998). 
Gastos:
 US$ 563 milhões (1998).

Relações Exteriores

Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU.

Fonte: www.libanoshow.com

Líbano

Lubnan – “Líbano” em árabe – significa “branco”, cor das montanhas do país que são cobertas pela neve no inverno e, no verão, ganham um brilho branco com o reflexo do sol sobre as encostas rochosas.

Localização

O Líbano é localizado no encontro de três continentes: África, Ásia e Europa.

Com 210 km de litoral mediterrâneo (Costa Oeste), o Líbano faz fronteira ao Norte e ao Leste com a Síria e ao Sul com Israel.

Geografia

O país tem 10.452 km2 de área, aproximadamente metade do tamanho de Sergipe, o menor estado brasileiro.

Com 50% do seu território a mais de 1.000m acima do nível do mar, o país é atravessado por duas cadeias de montanhas (Monte Líbano e Anti) paralelas à costa mediterrânea. Entre elas está a vasta e fértil planície de Bekaa, cortada pelos rios Asi e Litani.

No Líbano, areia só na praia: aproximadamente um terço das terras é propícia para a agricultura.

Clima

Faz sol no Líbano 300 dias por ano. A temperatura média do país é 20,4°C e as quatro estações são bem definidas. O clima é mediterrâneo no litoral e alpino nas montanhas, onde neva.

Cedros

Sinônimo de grandeza, beleza, força, imortalidade e santidade, o cedro é o símbolo do Líbano, representado na sua bandeira. Foi com os cedros que os fenícios construíram suas embarcações, o Rei Salomão seu palácio em Jerusalém, e os egípcios seus sarcófagos. Na região de Bsharreh, a 120 km de Beirute, está um majestoso bosque com cedros de até 2.000 anos de idade.

População

A população de quatro milhões de habitantes do Líbano é majoritariamente urbana (87%) e cresce em média 2% ao ano. A taxa de alfabetização é de 91% e a população economicamente ativa é de 1,2 milhões de pessoas. Há 14 milhões de libaneses e descendentes vivendo em outros países, e o Brasil abriga a maior colônia libanesa do planeta, com seis milhões de pessoas.

Idioma

O idioma oficial no Líbano é o Árabe. O Inglês e o Francês são ensinados nas escolas e largamente difundidos entre a população. O Português é a quarta língua do Líbano. Existem comunidades inteiras falando o idioma.

Religião

A maioria da população libanesa é adepta do islamismo (75%) e do cristianismo (24%). O Estado Democrático respeita todas as crenças.

Culinária

Os libaneses levaram a fantástica cozinha do país para todos os cantos do mundo, com restaurantes nas grandes capitais mundiais, inclusive São Paulo.

Moeda

A moeda do Líbano é a Lira Libanesa. Um real equivale a aproximadamente 510 liras libanesas.

Política

O Líbano é uma República Parlamentarista e democrática, independente desde 1943, quando adaptou seu sistema político para atender as necessidades das diferentes etnias e religiões presentes no país. A Constituição Libanesa determina que o presidente seja maronita, o presidente do Congresso seja xiita e o primeiro-ministro, sunita. O presidente da República é eleito pelo Parlamento. O cargo é ocupado desde 1998 por Emile Lahoud. O presidente nomeia o primeiro-ministro, autoridade máxima do poder executivo do país. Atualmente o cargo é ocupado por Rafik Hariri. Os 128 deputados, representantes do poder legislativo, são eleitos pelo povo em sufrágio universal para um mandato de quatro anos com possível reeleição.

Turismo

Líbano é um país de grande ebulição cultural. O turista que visita o Líbano pode escolher entre a agitada vida noturna de Beirute, um passeio pelas ruínas de civilizações milenares, ou ainda optar por esportes no mar e nas montanhas. Faz sol no país 300 dias por ano e o litoral mediterrâneo tem o clima ideal para a prática de esportes aquáticos. Já as montanhas cobertas de neve fazem do Líbano o único país do mundo árabe onde se pode praticar esportes de inverno.

O mais extraordinário é que tudo pode ser feito no mesmo dia, já que a praia fica a uma hora de distância das montanhas. O luxuoso Cassino do Líbano apresenta uma programação de shows internacionais que inclui orquestras sinfônicas, concertos, artistas e grupos dramáticos europeus. A dança do ventre é popular nos clubes e boates e também nas festas e celebrações particulares. Já as pequenas cidades libanesas perpetuam costumes de um passado distante com suas danças tradicionais.

Fonte: www.novolibano.com.br

Líbano

Nome oficial: República do Líbano (Al-Jumhuriya al-Lubnaniya).

Nacionalidade: libanesa.

Data nacional: 22 de novembro (Independência).

Capital do Líbano: Beirute.

Cidades principais: Beirute (1.100.000), Trípoli (240.000) (1991); Zahlah (45.000), Sayda (38.000), Tyr (antiga Sur) (14 000) (1988).

Idioma: árabe (oficial), francês, curdo, armênio.

Religião: islamismo 55,5% (xiitas 34%, sunitas 21,5%), cristianismo 37,3% (católicos 25,1%, ortodoxos 11,7%, protestantes 0,5%), drusos 7,2% (1995).

Geografia

Localização: oeste da Ásia. 
Hora local: +5h. 
Área: 10.400 km2. 
Clima: mediterrâneo. 
Área de floresta: mil km2 (1995).

População

Total: 3,3 milhões (2000), sendo árabes libaneses 80%, árabes sírios 17,5%, árabes palestinos 1,5%, curdos e armênios 1% (1996). 
Densidade: 317,31 hab./km2. 
População urbana: 89% (1998). 
População rural: 11% (1998).
Crescimento demográfico: 1,7% ao ano (1995-2000). 
Fecundidade: 2,69 filhos por mulher (1995-2000). 
Expectativa de vida M/F: 68/72 anos (1995-2000). 
Mortalidade infantil: 29 por mil nascimentos (1995-2000). 
Analfabetismo: 13,9% (2000). 
IDH (0-1): 0,735 (1998).

Política

Forma de governo: República parlamentarista. 
Divisão administrativa: 6 governadorias. 
Principais partidos: cristãos: Falangista, Frente Libanesa, Nacional Liberal; muçulmanos: Socialista Nacionalista Sírio, Socialista Progressista, Renascimento Árabe Socialista, Jihad Islâmica e Hezbollah (fundamentalistas). 
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 128 membros (50% cristãos, 50% muçulmanos) eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. 
Constituição em vigor: 1926.

Economia

Moeda: libra libanesa. 
PIB: US$ 17,3 bilhões (1998). 
PIB agropecuária: 12% (1998). 
PIB indústria: 27% (1998). 
PIB serviços: 61% (1998). 
Crescimento do PIB: 7,7% ao ano (1990-1998). 
Renda per capita: US$ 3.560 (1998). 
Força de trabalho: 1 milhão (1998). 
Agricultura: frutas cítricas, batata, tomate, tabaco. 
Pecuária: caprinos, ovinos, bovinos, aves. 
Pesca: 3,9 mil t (1997). 
Mineração: linhito, minério de ferro. 
Indústria: alimentícia, refino de petróleo, têxtil, móveis, madeireira. 
Exportações: US$ 716 milhões (1998). 
Importações: US$ 7,1 bilhões (1998). 
Principais parceiros comerciais: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, França, EUA, Síria, Itália, Alemanha, Suíça, Kuweit.

Defesa

Efetivo total: 55,1 mil (1998). 
Gastos: US$ 563 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Líbano

Território libanês sempre esteve envolvida na tumultuada história do Oriente Médio. Estado recém-criado (1920), aberto tanto para o Ocidente eo Oriente árabe, tem uma população de diversidade étnica e religiosa. A prosperidade eo frágil equilíbrio político da "Suíça do Oriente Médio" ter afundado durante a guerra civil que assolou o país de 1975 a 1989, mas desde 1990, o país está a recuperar gradualmente a partir de suas ruínas.

Nome oficial: República do Líbano
Área: 10 452 km2
População: 4.125.247 habitantes.
Capital: Beirute
Principais cidades: Beirute
Línguas oficiais: árabe
Moeda: libra libanesa

História

Durante o século XV aC, os fenícios estabeleceram ao longo da costa da Síria e do Líbano atual.

Fenícios para o Império Otomano

As pessoas marítimas de língua semítica, incluindo básica cidades-estados (Tiro, Sidon, Byblos). Por volta de 1300 aC. AC, o alfabeto fenício, constituído por 22 sinais, suplantou o sistema cuneiforme e se espalhou por todo o mundo mediterrâneo. Ao mesmo tempo, essas cidades se tornaram "protetorados" egípcio, então ficou sob domínio babilônico e persa. A relativa independência da Fenícia terminou com a conquista de Alexandre, em 333 aC. JC Líbano foi, então, integrados em uma ampla área "Sírio", primeiro sob o domínio do reino helenístico selêucida, antes de ser conquistada pelas legiões de Pompeu e integrado ao Síria Provincia, fundada pelos romanos em 64 aC . Em 395 dC, durante a partilha do Império Romano, da Síria, tornou-se um cristão, tornou-se parte do Império Bizantino. De 636, que era parte do Império Árabe.

As discussões teológicas rasgou populações, que foram divididos em seitas. Este é provavelmente neste momento que individualisèrent e começou a se opor às diversas comunidades. As montanhas libanesas tornou-se uma área de refúgio, os maronitas, os cristãos da região de Antioquia, apresentado pela primeira vez ao assédio dos imperadores bizantinos e pressões árabes, ali se refugiou no século oitavo. Ela também oferecido asilo a xiitas (século IX) e drusos (século XI).

Muçulmanos sunitas foram distribuídos principalmente na zona costeira e do Beqaa.

O período das Cruzadas foi fortemente perturbada: os estados latino ocuparam a costa e as montanhas, antes de serem expulsos pelos mamelucos do Egito, Islã restaurado (século XIII).

A partir do século XVI, o Império Otomano começou um novo período. Na cabeça de um império multinacional enorme, o Sublime não exercer controle direto.

A autonomia foi concedida após o pagamento do tributo. Até certo ponto, a sociedade libanesa tinha até então já adquiriu suas características mais marcantes. A solidariedade familiar forte, perto do clã tribal, foram baseadas nas ramificações cousinages. Eles foram amarrados em torno de um líder com quem está interessado em descobrir um relacionamento dentro da comunidade mesma fé religiosa tornou-se parte da organização social.

As montanhas libanesas, pobres e semi-áridas, com aldeias fortificadas, foi compartilhada entre as comunidades relacionadas a três principais igrejas: maronita, drusos e xiitas. Politicamente, este período era instável. No final do século XVI, o líder druso Fakhr al-Din II conquistou Monte Líbano e parte controlada da Síria atual e Palestina.

No século seguinte, os drusos influência diminuiu e abriu o caminho para os maronitas: parte da dinastia Shihab (ou Chehab) se converteu ao cristianismo e se juntou a comunidade maronita. Líbano abriu na Europa para forjar laços comerciais, culturais e religiosas. No século XIX, o Líbano tornou-se o campo da rivalidade entre as grandes potências europeias. Em 1840, uma revolta eclodiu contra o abuso de Bashir Shihab II e seu superior, Mehemet Ali, vice-rei do Egito e governante do país desde 1831. Potências europeias garantiu a proteção de certos grupos étnicos e religiosos. Confrontos entre drusos e maronitas tornou-se violento (massacres de maronitas em 1860). A França, que garantiu a proteção dos Maronitas, interveio em 1861 e foi reconhecido pelos otomanos autonomia "Monte Líbano". Independente governadoria maronita sob sua proteção, foi criado em 1864.

No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano, um aliado dos alemães, foi desmembrada. Segundo o acordo Sykes-Picot (1916), em 1920, a França recebeu um mandato sobre o Líbano ea Síria. Em 1920 foi criado o "Grande Líbano", cujas fronteiras foram os do país hoje. Esta nova entidade territorial despertou a oposição dos nacionalistas árabes, que queriam criar uma "Grande Síria" abrangendo Síria, Líbano, Palestina e Transjordânia. Síria, em particular, independente, ao mesmo tempo, nunca admitiu ser privado de grande parte de seu litoral. Ocupada pelos ingleses em junho de 1941, o Líbano obteve sua independência em 1943.

A "nacional pacto" visto de encontrar um equilíbrio entre as comunidades: cristãos são os mais numerosos, o Presidente da República seria maronita, o primeiro-ministro, um muçulmano sunita, o presidente do Parlamento, xiita. Líbano participou da fundação da Liga Árabe, em 1945. Os primeiros 20 anos de independência foram marcadas pela prosperidade econômica, que, no entanto, o aumento da desigualdade social.

O crescimento populacional em comunidades muçulmanas foi romper esse equilíbrio frágil comunidade. O governo libanês tem apoiado a posição do Ocidente no conflito que opôs Nasser, a oposição entre nacionalistas árabes (a maioria muçulmanos), apoiada pela República Árabe Unida (união do Egito e da Síria, 1958-1961 ), e pró-ocidental (principalmente cristãos), apoiada pelo Iraque e Jordânia provocou confrontos ea intervenção dos Estados Unidos em 1958, chamado pelo presidente Camille Chamoun.

A guerra civil libanesa

Linha do Tempo (1948)

Abordar a questão de Israel, a posição do Líbano sempre foi rebaixada em relação aos seus vizinhos árabes. A 77 km de fronteira comum entre os dois países mantiveram-se relativamente calma. Líbano sediou os palestinos da Galiléia depois de 1948. O último instalados em campos suburbanos e fornecidos trabalho para? Trabalho necessário durante o período de prosperidade. Depois da guerra árabe-israelense de 1967, a que o Líbano não participou, os refugiados palestinos se reuniram em massa, após confrontos com o exército Hachemita em setembro de 1970 ("Setembro Negro"), a Organização (OLP Libertação da Palestina), Jordan expulso, mudou-se com seus combatentes em território libanês. Cerca de 500.000 palestinos que vivem no Líbano, bem como (cerca de 15% da população). A presença palestina, habilmente circunscrito no território libanês, provocaria a intervenção de exércitos de dois poderosos vizinhos, a Síria e Israel. O edifício frágil estado poderia suportar esses eventos ea guerra civil eclodiu em abril de 1975.

Linha do Tempo (1975) Ela se opôs ao Movimento Nacional Libanês, que reuniu muitos muçulmanos, ou nasseristas nacionalista progressista, e membros de organizações de esquerda sob o guarda-chuva da OLP, a Frente libanesa composta principalmente em torno da maronitas falanges, partidos cristãos hostis à OLP. Milícias palestinas tomou parte importante em confrontos com falanges cristãs. Em 1976, uma primeira intervenção na Síria tentaram conter os palestinos, que ela tinha ainda defendeu no passado (1965). Em 1978, Israel ocupou o sul do Líbano, mas seu exército teve de lidar com a força de interposição das Nações Unidas (UNIFIL). Este último não pôde evitar em 1982 uma nova intervenção e mais mortal de Israel ("Operação Paz para a Galiléia"), durante a qual Beirute foi sitiada e expulsou a OLP. Os israelenses se retiraram em 1985, mas manteve o controle de uma faixa de terra de cerca de 1.200 km ² no sul do Líbano (ainda ocupava em 1998).

Os sírios, que interveio novamente em 1983 contra a OLP, na parte norte do país (sede Tripoli), assumiu o controle de 60% do território e ocupou uma posição de força agora. Amine Gemayel (maronita) tornou-se presidente em 1982, formado em 1984, um governo de unidade nacional apoiado pela Síria. A guerra civil continuou, no entanto, complicada por lutas entre as diferentes tendências muçulmano do Partido Socialista Progressivo (drusos), Amal e Hezbollah (o último multiplicando refém ocidental).

Estes conflitos entre as comunidades libanesas fez temer uma rápida desintegração: a ordem imposta e garantida pelo "protetorado" Síria parecia muito preferível à continuação da guerra civil. Após o término do mandato do presidente Gemayel, em 1988, os acordos de Taif (Outubro de 1989), a definição de um reequilíbrio da representação legal das comunidades religiosas para o benefício dos muçulmanos, permitiu um retorno gradual para acalmar, apesar de facções de resistência últimos Christian (tentada rebelião do general Michel Aoun); estes acordos, endossando o protetorado sírio, incluída a redução do poder do presidente maronita em favor do primeiro-ministro (sunita), o presidente da Assembleia Nacional (xiita) e do Conselho de Ministros.

Líbano agora voltar a acalmar instituído gradualmente emergiu machucado, mas o Líbano (145.000 mortos, 200.000 feridos, 18.000 desaparecidos) e arruinado por esses conflitos. Agora já não controlava a totalidade do seu território.

A fronteira do sul, Israel ainda estava ocupando uma faixa de 40 km, enquanto que uma grande área sob controle sírio, a soberania do Estado libanês ainda não foi restaurado: em um ambiente geopolítico marcado pela guerra Golfo, Síria e Líbano assinado em Maio de 1991 um tratado de "amizade e cooperação", o que equivalia a um reconhecimento do estatuto da Síria como poder tutelar, suas tropas ainda ocupam partes do norte e leste do país, em particular na Bekaa Valley. Em 1995, no governo do presidente Hrawi (eleito em 1989) foi prorrogado por três anos.

Em vigor desde outubro de 1992, o governo de Rafiq Hariri, um empresário sunita, gradualmente, estabelece as condições para a recuperação econômica: o crescimento do PIB foi de 12% em 1992 e 10% em 1993. O ano de 1998 foi marcado pela chegada ao poder do presidente Emile Lahoud e da liderança do governo Salim el-Hoss. Enquanto a reconstrução de Beirute tinha começado em meio à retomada do crescimento econômico, a situação política no Líbano agravou na tensão árabe-israelense. Após a operação "Vinhas da Ira", lançado em 1996, as tropas israelenses multiplicado bombardeios contra posições do Hezbollah pró-iraniano. No primeiro semestre de 2000, a pressão das forças do Hezbollah aprofundaram, resultando em numerosas deserções das fileiras de soldados israelenses e jogando em confusão os da força de paz da Organização das Nações Unidas (UNIFIL). A urgência da situação e obrigou o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, correndo para o calendário original, o que, de acordo com a resolução aprovada em 5 de março, desde a retirada efetiva do exército israelense no final de Julho, e anunciou oficialmente em 23 de maio, a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano, que ocupavam desde 1978.

Instituições do Estado e do século XX surgiu a questão de como traduzir a organização do campo político de um novo estado composto por várias comunidades religiosas, enquanto as montanhas libanesas até então era baseado na dualidade maronito-drusos. Novas instituições adaptaram-se ao caráter segmentado de uma sociedade na qual havia 17 comunidades religiosas.

Dois textos fundamentais, a Constituição ea Lei Eleitoral de 1926, bem como o Pacto Nacional de 1943, fundou um sistema político original: "comunitarismo" política, ou sectarismo, que fazia parte de uma república parlamentar.

Sociedade libanesa foi definida como uma coalizão de comunidades que oferecem uma distribuição desigual das responsabilidades e posições políticas. A base da avaliação consistiu de dados demográficos 1932 (último censo oficial), que eram pouco mais de cristãos (51,2%) do que os muçulmanos (48,8%) e colocou na cabeça de todo o maronita comunidades.

A distribuição das principais responsabilidades políticas e administrativas foi entre seis comunidades principais: maronitas, greco-ortodoxa, católica grega, sunitas, xiitas e drusos. Se o governo e o método de serviço público selecionado estava usando paridade, a hierarquia não retornar a menos que os maronitas (Presidência da República eo comando do exército), sunitas (chefe de governo), os xiitas (presidente do Parlamento) e Ortodoxa Grega (Vice-Presidente). Em todos os níveis, supostamente para garantir uma distribuição de energia "equitativo", a comunidade de teste tem precedência sobre todos os outros. Com o sistema de cotas, cada uma das seis principais comunidades realizou um veto implícito em caso de desacordo.

Este sistema foi fixado: não havia nenhuma disposição para se adaptar à mudança demográfica. Os acordos de Taif, 22 de outubro de 1989, alterou as disposições para os muçulmanos tornam-se a maioria no país. O novo sistema estabelece uma colegialidade entre o presidente, o primeiro-ministro eo presidente da Assembleia. O chefe de Estado já não pode revogar ou Chefe de Governo ou dissolver a Câmara.

Geografia

Estado do Oriente Médio, limitado a norte ea leste pela Síria , a sul por Israel , e limitado ao oeste pelo Mar Mediterrâneo.

Com apenas 10.400 km ², uma área duas vezes menor do que em Israel, Líbano, cujo nome significa, antes de uma montanha, tem uma grande diversidade geográfica.

Este alívio geral, que consiste em quatro conjuntos, é bastante simples. Uma estreita planície costeira, descontínuas e intercaladas afloramentos rochosos, estende-se a cerca de 250 km. Ela se amplia a norte da planície de Akkar e sul de Saida (Sidon anteriormente). Com vista para a costa, Monte Líbano é uma parede de pedra calcária poderoso subindo para 3.083 m Qournet es-Sawda. Os vértices consistem de planaltos em uma área cárstica são fortemente intercaladas com ranhuras, por vezes, mais de 1,000 m empurrar, como a Qadisha Nahr Ibrahim. Para o leste da montanha cai drasticamente no interior da planície Beqaa, estendendo o Rift Valley sinclinal. Esta região alta, que atinge 1100 m perto de Baalbek, contra apenas 900 m na sua parte sul, desenha um corredor, cuja largura não exceda 15 km. A segunda montanha, o Anti-Líbano, domina o Bekaa oriental. Ligeiramente menor do que o Monte Líbano, esta montanha é mais difícil de superar por causa de sua aparência maciça, suas altas superfícies tabulares são criados a mais de 2.500 m ao longo da fronteira sírio-libanesa (2659 m em Tal Musa) . Sul está a pirâmide de Hermon, que se eleva a 2.814 m acima do Beqaa sul e Golã sírio.

Nas encostas ocidentais das Montanhas do Líbano fugindo à costa um par de espaços bacias torrents.

Beqaa é drenada por dois rios na direção oposta: o Litani, que corre de norte a sul, o Orontes, na direção oposta. O primeiro (150 km), que corre inteiramente dentro do Líbano a uma taxa de 400 milhões de metros cúbicos e oferece amplas oportunidades para irrigação; Orontes, que regadas apenas parte do Líbano, em seguida, juntou-se Síria e Turquia.

População

A população libanesa, estimada em 4,1 milhões de habitantes, tem uma grande variedade. Os cristãos se reúnem os maronitas, mais os fiéis gregos ritos católicos e ortodoxos gregos, armênios, finalmente, se divididas entre católicos e protestantes.

Outras comunidades são pouco representados: Ortodoxa Síria (jacobitas), católicos sírios (sírio), caldeus, católicos, ortodoxos caldeus (nestorianos) e católicos ligados diretamente a Roma. Entre os muçulmanos, a maioria, a maioria dos quais são xiitas, mas também há sunitas e druzos, alauíta sem esquecer da Síria. Finalmente, uma pequena minoria judaica continua em Beirute, a capital.

Economia

O setor industrial, que emprega mais de 100.000 funcionários, apenas contribui 18% para o produto interno bruto (PIB). O Líbano é, principalmente, uma sociedade de mercado. O país também é fortemente dependente do plano alimentar.

Agricultura

O setor agrícola tem um papel limitado na economia. Terra arável não é extensa, e as estruturas agrárias, muito desiguais, são dominados por grandes proprietários de terras. Arcaísmo longa e sub-produção têm caracterizado este setor. Campanha de modernização foi feito durante a década de 1970. No entanto, com a mecanização e eletrificação, estradas que servem os comerciantes mais urbanos e campanhas de melhoria êxodo rural removido. A borda fina costeira é dedicado a árvores e culturas vegetais. A montanha foi socalcos, pomares porta.

A área mais desenvolvida agrícola se estende para o Vale do Bekaa: cereais uma vez deu lugar a culturas irrigadas.

Serviços

O setor terciário, que suporta mais de metade da população e fornece dois terços da renda nacional, predomina. Após a Segunda Guerra Mundial, o comércio internacional está crescendo com uma dupla na importação de bens manufaturados e alimentos em sua re no mundo árabe.

Com as atividades de serviços de comércio piggyback, que ajudam a equilibrar a balança de pagamentos. Capital árabe encontrar refúgio quase certo para o Líbano. O ouro é o coração de um mercado em franca expansão financeira, enquanto desenvolver imobiliário e da atividade turística que culminou com a importância da economia do petróleo no início de 1970. Este é Beirute passar essa parte de petrodólares e dinheiro dos emigrantes. A combinação da riqueza do petróleo do Golfo e do declínio da poupança Egito, Síria, Líbano e Iraque tornou-se o relé exclusivo entre o Ocidente e da Península Arábica. Os libaneses "milagrosos" resulta na elevação do padrão de vida e de edifícios de prestígio, tais como centros de negócios novos.

Mas a guerra civil terminou com uma parada dessa expansão, incluindo o espetacular colapso da libra libanesa é uma das primeiras consequências: em 1975, a troca de franco francês, que era o equivalente a cerca de meio quilo Líbano, em 1992, levou 420!

Transporte

O sistema de transporte tem desempenhado um papel fundamental no comércio internacional e regional durante o período de prosperidade. A porta principal, Beirute, é parte de uma "zona livre" para o comércio de trânsito. Trípoli e Saida também têm infra-estrutura significativa nesta área. Na época da guerra civil, muitos pequenos portos estavam envolvidos em contrabando, tráfico de armas e no mercado negro. Tráfego aéreo é fornecido pelo aeroporto de Beirute, uma ferrovia ligando Trípoli e Damasco.

Fontewww.asie-planete.com

Líbano

Nome Oficial: República Libanesa (Líbano significa “branco”, nome que vêm da neve que cobre as montanhas).

Área Geográfica: 10.452 km².

População: Aproximadamente 3.500.000 habitantes.

População urbana: 60%.

Capital: Beirute (800.000 habitantes).

Língua: O Árabe é a língua oficial, mas o Francês e Inglês também são largamente difundidos. O Armênio também é falado por uma minoria.

Sistema Educacional: 20 universidades e outras instituições de ensino superior tais como:

Universidade Libanesa

Universidade Americana (AUB), desde 1866

Universidade Saint Joseph, desde 1875

Universidade Árabe

Universidade Libanesa-Americana

Universidade Notre-Dame

Universidade do Espírito Santo

Universidade de Balammard.

Divisão Administrativa

O país é dividido em 6 províncias (Mohafazats): Beirute (capital), Monte Líbano (capital Baabda), Norte do Líbano (capital Tripoli), Sul do Líbano (capital Saida), Nabatieh (capital Nabatieh) e Bekaa (capital Zahle).

Governo

O Líbano é uma república parlamentarista, possui regime democrático e sua Constituição é fundamentada sobre a separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário. O Presidente é eleito pelo parlamento. Os deputados são eleitos pelo Sufrágio Universal. Em 1998, foi eleito pelo parlamento libanês o General Emile Lahoud, Presidente da República, 12º Presidente eleito após a independência, em 22 de novembro de 1943.

Economia

Turismo e comércio: 60%
Agricultura: 20%
Indústria: 20%
Câmbio: Mercado livre.
Moeda: Lira Libanesa 1.500 = 1 US$ (2000).
Emigrantes: 14.000.000 (7.000.000 no Brasil).

Organizações Internacionais: FAO, G-77, IAEA, IBRD, ICAO, IFAD, IFC, ILO, IMO, IMF, INTELSAT, INTERPOL, IPU, ITU, NAM, ONU, UNESCO, UPU, WFTY, WHO, WMO, WSG. Fundo Árabe para a Economia e Desenvolvimento Social, Liga Árabe, Conselho Internacional do Trigo, Organização da Conferência Islâmica, Banco Islâmico para o Desenvolvimento.

Geografia e Clima

O Líbano é um belo país, situado no extremo leste do Mediterrâneo. Está localizado no ponto de encontro de três continentes. Sua costa possui aproximadamente 225 km de extensão e 70 km de largura.

Ao longo da costa estão cinco cidades: Beirute, Byblos, Sidon, Tripoli e Tyro. Faz fronteira ao Norte e ao Leste com a Síria e ao Sul com os territórios palestinos ocupados.

A beleza do Líbano é iluminada pela sua geografia - sua larga planície costeira e suas duas cadeias de montanhas ao norte e ao sul (as montanhas do Monte-Líbano e Anti-Líbano). O fértil Vale de Bekaa, com seus rios Litani e Orontes, separam essas montanhas e regam o terreno.

Residindo majestosamente sobre o vale, Qournet Assouda no Norte do Monte Líbano (altitude 3.083 metros) e Jabal al-Sheikh no sul da região do Anti-Líbano (altitude 2.814 metros) permanecem como alguns dos maiores picos do mundo.

O esplendor natural sem paralelos é acrescentado pelo clima mediterrâneo moderado. O Líbano desfruta de 250 dias ensolarados por ano, um período de 4 meses. O inverno é úmido na costa e nevado na montanha enquanto o verão é quente na costa e úmido nas montanhas. É possível que no outono você possa esquiar nas montanhas e nadar no litoral no mesmo dia.

Lugares históricos e turísticos mais importantes: Byblos, Beirute, Baalbeck (várias civilizações como a fenícia, a babilônica, a grega, a romana, dentre outras), Sidon, Tyro, Gruta de Jeita, Trípoli, Beiteddine, Cedros (Museu de Gibran Khalil Gibran).

Cedros do Líbano

Líbano

O Cedro é uma árvore muito antiga. Existem muitos tipos de cedros, mas o Cedro do Líbano é o mais velho, o mais forte e o mais bonito, e pode viver centenas e centenas de anos. O Cedro do Líbano se chama ‘Cedrus libani’. Antigamente, todas as montanhas do Líbano estavam cobertas de cedros. O cedro é muitas vezes mencionado na Bíblia Sagrada, e é um símbolo de força e de eternidade.

“Os Cedros são os monumentos naturais mais célebres do universo. A religião, a poesia e a história igualmente os consagrou. São seres divinos sob forma de árvores.” – Lamartine, Poeta francês – Século XIX.

Temos conhecimento do Cedro do Líbano desde o ano 3.000 a.C., quando a cidade de Biblos Jbeil era um centro de comércio muito importante da antiga Fenícia, junto ao Mar Mediterrâneo. O papiro de Unamon, datado do século XI a.C. testemunha o intercâmbio comercial entre o Líbano e o Egito. Unamon narra que foi encarregado pelo Grande Sacerdote do Deus Amon, de Tebas, para procurar os famosos Cedros do Líbano afim de construir o barco sagrado à divindade.

O Cedro do Líbano marcou sua presença na história da humanidade:

Os fenícios empregavam sua madeira na construção de embarcações, utilizadas para a navegação no Mar Mediterrâneo e no Oceano Atlântico.

Grandes navegadores, contornaram o continente africano e chegaram até mesmo ao litoral brasileiro, onde, na Paraíba, foram encontradas inscrições fenícias;

Segundo a Bíblia, o Rei Salomão construiu seu famoso templo com a madeira dos cedros libaneses;

A madeira do cedro era perfumada e utilizada pelos faraós do Egito para mumificar os mortos;

Os turcos foram quem mais utilizaram a madeira do cedro.

Houve uma época em que até cem mil empregados cortavam as árvores para extrair o cedro. Destes, dez mil apenas para trazer água para os outros.

Hoje temos dezoito florestas. Na floresta de Bcharri, floresta relíquia (1920 metros de altitude), há 375 árvores, duas trimilenares e dez milenares (mais de 1500 anos). Temos ainda a Floresta de Jaj Laqlouk e a Floresta de Barouk Maaser Chouf (quase 6 milhões de árvores antigas e novas), entre outras.

O cedro cresce muito devagar. Pode atingir até 40 metros de altura e 14 de diâmetro de tronco.

Em 1985 foi criada uma associação chamada Amigos da Floresta dos Cedros e tinha como objetivo plantar novos cedros sobre as montanhas do Líbano e reflorestar a região que foi devastada. No ano de 1995, esta organização fez um concurso de desenho sobre o Cedro do Líbano. 60 escolas participaram e o resultado foi 15 mil desenhos feitos por crianças libanesas de 07 a 15 anos de idade. Esta organização ensinou às crianças sobre como plantar e tratar dos cedros, e os jovens fizeram uma grande plantação de cedros sobre as montanhas.

O cedro do Líbano é mais que uma árvore, é o símbolo do Líbano, foi escolhido como emblema da bandeira libanesa, porque se identifica com a força e a imortalidade.

“Um cedro sempre verde é um povo sempre jovem, apesar de um passado cruel. Embora ter sido oprimido, jamais conquistado. O cedro é o seu sinal de união.

E pela união, poderia enfrentar todos os ataques.”

Texto da proclamação do Grande Líbano como Estado Independente em 1920.

Informações sobre os cedros

Nos primeiros três anos de vida do cedro, as raízes crescem até um metro e meio de profundidade, enquanto a planta tem só 4 a 5 centímetros. Aos quatro anos o cedro começa a crescer – 20 centímetros a cada ano – e só aos 40 anos produz sementes.

Lugares interessantes para visitar

Vale de Qadisha e Gruta de Qadisha, perto da floresta de cedros de Bcharre

Cemitério e museu de Gibran Khalil Gibran, o famoso poeta e escritor libanês que escreveu o livro “O Profeta”

No inverno, os centros de ski são Cornet e Saouda, a 3.100 metros de altitude. É de onde podemos ver todas as encostas do Líbano e até mesmo as ilhas de Chipre

Onyoun Orchoch: um lindo lugar em meio à natureza, onde se pode comer peixes frescos e beber arak com cubos de neve ao invés de cubos de gelo, mesmo no verão.

Economia Libanesa

A Constituição do Líbano, promulgada em 23 de maio de 1927, garante a economia de livre mercado, a iniciativa pessoal e a propriedade privada.

O Líbano respeitou esta liberdade econômica, mesmo na época onde o socialismo se espalhou em muitos países da região. A iniciativa pessoal permaneceu como a base de seu progresso econômico. O Líbano não impôs nenhuma restrição sobre a liberdade de provisão.

Desde 1956, o Líbano adotou o sigilo bancário que se tornou outra base de seu progresso econômico. Durante a Guerra do Líbano, entre 1975 e 1990, os libaneses mantiveram estas bases da economia, confiantes de que estavam no caminho certo. A flexibilidade que caracteriza a mentalidade do povo libanês permite uma capacidade de integração em todas as circunstâncias, para poder enfrentar e ultrapassar as dificuldades que o Líbano conheceu através de sua história.

A situação geográfica do Líbano é a causa de todas as dificuldades, as guerras e as ocupações através de sua história - a última foi a israelense, até o ano de 2000. Por causa dessa situação geopolítica, o Líbano foi obrigado a pagar um preço bem acima de sua capacidade.

Líbano é um país pequeno – 10.452 km2, com muitas montanhas e pobre em recursos naturais. Possui sítios históricos e arqueológicos, uma natureza privilegiada na região e um ser humano dinâmico, pioneiro nas áreas do turismo, da cultura, dos serviços bancários, do comércio, do jornalismo, das artes, dentre outros.

O escritor francês Georges Buis escreveu em seu livro “La Barque”: “Esse país nada produz além de seus habitantes, mas que são príncipes da mente”.

Líbano saiu da guerra com sua economia totalmente destruída e sua infra-estrutura paralisada.

E mesmo assim, deveria enfrentar um novo sistema econômico internacional: a globalização, a comunidade européia, o lançamento do mercado comum dos países árabes e a instituição do comércio internacional. E a única arma usada nesse confronto foi a livre movimentação de investimentos, as fronteiras abertas.

E como toda economia depois de uma guerra, precisava ser protegida antes de se lançar novamente.

O verdadeiro problema da economia é a sua capacidade de competir.

Para possibilitar o seu desenvolvimento econômico, o Líbano:

Adotou uma legislação flexível, que encoraja o investidor a criar um ambiente para seus investimentos, sem impor restrições como apressar a execução de transações

Facilitou a criação de companhias e de sucursais em seu território

Assinou acordos com países da Comunidade Européia, da Ásia e do mundo árabe, para encorajar e proteger os investimentos

Sua Constituição protege a propriedade privada, comercial, literária, científica e artística

Criou uma instituição nacional para garantir os investimentos

Criou leis para garantir o sigilo bancário e o livre fluxo de capitais.

Tem uma política econômica que incentiva e aprova os acordos econômicos com a União Européia

Trabalha para realizar e executar o Mercado Comum dos Países Árabes e se prepara para fazer parte da Organização Mundial do Comércio - OMC.

O mecanismo da reconstrução da economia libanesa é o seguinte:

Desenvolver e modernizar o vigamento legal e administrativo e manter a estabilidade legislativa, respeitando suas obrigações.

Adotar várias medidas de política econômicas liberais que encorajem o comércio internacional, no contexto de integrar o Líbano com a economia global.

Reforçar a confiança no presente do país e o potencial do futuro, inclusive o marketing, vendendo os melhores produtos libaneses.

Diminuir taxas e tarifas, eliminar barreiras, adotar céus abertos e facilitar a emissão de vistos de entrada.

O Líbano pode ser pioneiro em muitos setores:

No setor financeiro, bancos e companhias de segurança.

No turismo, o Líbano goza de um acervo cultural e de um patrimônio privilegiado.

A indústria agrícola.

No setor de remédios, nos produtos de beleza, na tecelagem e nas jóias.

No setor da mídia, da publicidade e das comunicações.

Na informática: 80% dos programas de informática são adaptados no Líbano, a “arabisação” dos programas ocidentais para os países árabes.

A economia da Líbano conta também com os investimentos dos emigrantes, que foram desde o começo da emigração, até 150 anos atrás, os melhores investidores no Líbano. Neste objetivo, o governo trabalha também para reforçar as orientações aos emigrantes, explicando as oportunidades dos investimentos atuais do Líbano, através do congresso especializados e das visitas organizadas aos homens de negócios e da indústria.

Diante de todas estas informações, podemos observar que o Líbano é um mercado promissor, onde os investidores internacionais podem aplicar seu capital com segurança e desfrutar os benefícios de um país em franco desenvolvimento, que, ao longo de sua história, conseguiu por diversas vezes renascer das próprias cinzas e se reposicionar diante do cenário mundial.

Resumo da História

Líbano possui duas cadeias de montanhas, a primeira, chamada Monte Líbano, estende-se ao longo do Mar Mediterrâneo e seu ponto mais alto tem 3100m de altitude. A segunda, a Anti Líbano, paralela à primeira e separada dela por uma larga planície chamada Bekaa, muito fértil, conhecida na Antigüidade como “o armazém de Roma”. Sua costa compreende 220 Km.

O Líbano tem uma superfície de 10.452 km2. Possui atualmente três milhões e meio de habitantes e quatorze milhões de emigrantes espalhados pelo mundo.

O historiador libanês Philippe Hitti, professor em várias universidades americanas disse sobre o Líbano: “O Líbano é um microcosmo pela sua superfície e um macrocosmo pela sua influência”.

O idioma oficial é o árabe, mas o ensino do francês e do inglês é obrigatório nas escolas, facilitando, assim, as relações de comércio e de herança cultural.

Antigamente, desde as épocas mais longínquas, o Líbano era coberto de florestas: carvalhos, pinheiros e, sobretudo, de cedros; isso explica a cobiça dos invasores que vinham buscar a madeira necessária para a construção de seus templos e navios. Segundo a Bíblia, o cedro, sobretudo, era uma manifestação viva de grandeza, beleza, força imortalidade e santidade. E hoje é o símbolo do Líbano, presente em destaque sobre a bandeira libanesa. A resina dos cedros era usada para mumificar os faraós egípcios mortos.

O nome Líbano tem sua origem na mais remota antiguidade. É citado setenta e cinco vezes na Bíblia e, na língua hebraica, Líbano significa branco, talvez devido às suas montanhas, sempre cobertas de neve.

O clima ameno e temperado do Líbano, dividido em quatro estações bem definidas, e sua privilegiada posição geográfica nas rotas comerciais da antiguidade, contribuíram para o seu povoamento.

Muitas cidades foram fundadas desde o terceiro milênio antes de Cristo, tais como Beirute, Byblos, Sidon, Tiro e Trípoli.

Sob o nome de Fenícia, o Líbano de outrora conheceu a prosperidade e tornou-se uma nação de grande renome.

Os Fenícios (3000 – 333 a.C.)

Iniciamos a História do Líbano a partir dos Fenícios, ou seja 3000 anos antes de Cristo.

Foram os Semitas, vindos da Mesopotâmia (atual Iraque), que se estabeleceram na costa libanesa no terceiro milênio antes de Cristo. Estes Semitas são chamados também de Cananeus e a Antiguidade Clássica os denominou de Fenícios.

As cidades fenícias mais importantes foram: Byblos, Beirute, Sidon, Tiro, Arvad e Ugarit (sendo que as duas últimas estão agora na Síria).

O comércio e a navegação foram as atividades dos fenícios e desde estes tempos intermediaram as relações entre o Oriente e o Ocidente. Para facilitar a sua atividade comercial, eles inventaram o alfabeto.

As prósperas cidades fenícias foram cobiçadas pelos Faraós do Egito. Ramsés II, vindo para a região, confrontou-se os Hititas nos territórios fenícios e deixou uma placa comemorativa nos rochedos do rio “Nahr el Kolb”(o rio do cão), perto de Beirute, rochedos estes que abrigam mais 10 inscrições comemorativas que marcam a passagem de diferentes conquistadores.

Apesar das diferentes dominações no decorrer dos séculos, as cidades fenícias sempre preservaram uma autonomia interna, o que lhes permitiu prosseguir as suas atividades comerciais.

As suas cidades tinham características de cidades-estados.

Os habitantes de Tiro (Tyr) fundaram a cidade de Cartagena ou Cartago, na Tunísia, no século IX a.C. e era considerada a mais importante de suas colônias. As indústrias eram prósperas, sobretudo a de vidro, que sabiam fazer transparente enquanto no Egito e na Assíria era grosso e impuro.

Os Fenícios transmitiram para a Europa alguns de seus conhecimentos técnicos, artísticos, industriais e comerciais, tais como a matemática, astronomia, os pesos e as medidas. Eles difundiram no II milênio a.C. o alfabeto na região do Levante, dando origem a todos os alfabetos utilizados no mundo de hoje.

Os habitantes de Tiro foram os primeiros a efetuar a volta da África, no século VI a. C (seis antes de Cristo), vinte séculos antes de Vasco da Gama. Partiram de um porto no Egito, no Mar Vermelho, a pedido do faraó Nekhao e voltaram pelo estreito de Gibraltar. Segundo Heródoto, a viagem durou três anos.

Há ainda uma hipótese de que os Fenícios chegaram ao novo mundo: a América.

De fato, há uma longa série de inscrições ligadas ao antigo mundo, que foram achadas na terra americana. A mais famosa é a inscrição de Pouso Alto, na Paraíba, Brasil. Nela é mencionado o Grande Deus Fenício Baal; foi redigida em um dialeto hebraico antigo, próximo do fenício, e escrita com letras fenícias.

A inscrição diz:

“Somos os filhos de Canaã, de Sidon, a cidade do rei. Ele nos enviou para esse país distante, um país de montanhas. Sacrificamos um jovem aos deuses e deusas celestes o 19º ano de Hiram, nosso rei. Navegamos, partindo de Ezion-Geber, situada no Golfo de Akaba, pelo Mar Vermelho e viajamos com 10 navios.

Resistimos ao mar durante dois anos e contornamos a Ham (África). Fomos separados pela mão de Báal e perdemos nossos camaradas. Dez morreram e 12 homens e 3 mulheres sobreviveram nesta ilha inabitada. Abra! Que os deus e as deusas celestes nos protejam!”

(Hiram III, 523 a. C.)

Traços do mundo antigo estão conservados na América, nos campos da escrita e da língua falada. Há, ainda, semelhança no culto, cosmologia, arte, arquitetura, agricultura e na vida cotidiana.

Algumas palavras indígenas são de origem fenícia e hebraica, tais como: quéchua, chibíka, aimerá, guarani, tupi, dentre outras.

A Conquista Grega, de Alexandre O Grande - 333 a.C.

A conquista grega, de Alexandre, O Grande, em 333 a.C. e dos romanos, em 64 a.C., tornaram o Líbano um centro importante para as civilizações helenística e romana.

A decadência dos Gregos abriu margem à entrada dos Romanos na região, em 64 a.C. Esta conheceu o apogeu, o progresso econômico e uma autonomia completa que favoreceu o comércio, a construção e a atividade intelectual.

Atribui-se a esse período, a construção do Templo de Baalbeck e da Escola de Direito, em Beirute.

Baalbeck, cidade que data de 1300 a.C., foi escolhida pelos romanos para sediar o famoso Templo de Baalbeck no ano 100 d.C. Hoje é o palco de um grande festival anual, onde são apresentadas obras musicais, artísticas e danças, de artistas do mundo inteiro.

A Escola de Direito de Beirute, fundada no Século II d.C., tornou-se de grande renome ultrapassando as fronteiras do Oriente chegando às cidades da Europa e tornou-se a Meca dos estudantes de Direito da época e fez importantes contribuições ao Código Justiniano.

Quando a religião Cristã surgiu na Palestina, o Líbano foi um dos primeiros a abraçar a nova fé. Contam os Evangelhos que após ter instruído o povo, Jesus se retirou na região de Tiro (Tyr) e Sidon onde realizou o milagre da cura da mulher cananéia.

No ano 636, a Conquista Árabe gerou uma nova estrutura na sociedade libanesa, que seria designada mais tarde de Regime Comunitário.

As Cruzadas

Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e ocuparam todo território libanês.

Foi desta forma que os cristãos maronitas iniciaram as trocas com o Ocidente Latino. A comunidade maronita se uniu definitivamente a Roma e estabeleceu relações estreitas com o reino da França. Os muçulmanos lançaram uma contra-ofensiva e expulsaram as cruzados em 1252.

Os monumentos deixados pelos cruzados no Líbano são: O Castelo de Trípoli (atribuído a São Gilles), o Castelo do Mar em Sidon, entre tantos outros.

A queda do reino latino não teve como conseqüência a ruptura das relações entre o Oriente e o Ocidente. Os interesses comerciais das duas partes exigiram a continuidade destas relações. Portanto, Beirute foi o centro desta atividade comercial, favorecida pela sua situação geográfica, entre Chipre e Damasco.

No decorrer dos séculos treze, quatorze e quinze, os comerciantes italianos criaram diversos estabelecimentos comerciais em Beirute e foram fundadores das instituições consulares.

A Dominação Otomana - 1516 / 1914

O Líbano conheceu a dominação otomana entre 1516 e 1914. Foi o período mais difícil da história do Líbano. No fim da Primeira Guerra Mundial, no ano de 1918 o Líbano sofria com a fome e tinha perdido mais de um terço de sua população. Teve início então o Protetorado Francês, que durou até 1943, ano da Independência do Líbano.

O Regime Comunitário

A sociedade libanesa aparece como o resultado progressivo de sua tumultuada e movimentada história. Sua natureza é muito complexa, pelo fato da existência de várias comunidades distintas no plano religioso, social e cultural, gozando cada uma de certa autonomia legislativa e jurídica em matéria de direito de família. É esta estrutura confessional que dá ao Líbano sua feição tão particular.

Desde 1943, data da independência, o Líbano viveu pacificamente graças ao pacto nacional, um “modo de vida coletivo” que traduz a vontade de todos de viver juntos.

Atualmente, o Líbano é uma democracia liberal. Sua economia é baseada no comércio competitivo e na propriedade privada. Serviços e bancos predominam nesse comércio. O Líbano tem a reputação de ser o centro turístico do Oriente Médio. É um ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente, mosaico de raças, religiões e ideologias.

O Líbano tem sido habitado desde sempre por povos de religiões diferentes e origens étnicas que explicam a presença de diversas religiões nas cenas política e religiosa.

A diferença de vários outros países onde existem estas diferentes comunidades, a sua convivência no Líbano, tem características próprias baseadas no respeito recíproco às suas particularidades nas diversas facetas da vida. O papel de cada uma das comunidades se encontra protegido pelos poderes políticos nas atividades econômicas e nas dimensões culturais. Esta realidade se consagrou na Constituição Libanesa e na organização política. Desta maneira, o Líbano se tornou a terra do diálogo e dos encontros.

O Líbano teve sua Constituição promulgada em 1926. Seu sistema político foi adaptado para satisfazer as profundas necessidades sociológicas e históricas criadas pela presença de 18 comunidades no país.

Este sistema político é distribuído entre as autoridades, reconhecido como um sistema democrático, com três poderes:executivo, legislativo e judiciário.

O Poder Executivo é dirigido pelo Conselho de Ministros (o governo) presidido pelo Primeiro Ministro, General Emile Lahoud. O Poder Legislativo é dirigido por um Parlamento composto por 128 membros, que são eleitos pelo povo para um mandato de 4 anos, admitida uma reeleição. O Poder Judiciário baseia-se no sistema francês.

Entre 1975 e 1990, o Líbano viveu um período conflituoso. Divergem os historiadores ao descrever esta guerra. Alguns a descrevem como sendo guerra civil, outros como sendo guerra externa, cujo palco foi a terra libanesa. Há também quem diga que o Líbano sempre será vítima de sua localização geopolítica. Podemos concordar dizendo que esta guerra reuniu todos os aspectos acima mencionados. No entanto, o mais importante são as lições que os libaneses aprenderam desta experiência.

Hoje o Líbano, sob a nova organização econômica internacional chamada globalização, trabalha para desenvolver uma economia capaz de competir.

A economia do Líbano é liberal. Turismo, serviços e bancos predominam representando 60% do produto nacional. A agricultura ocupa 15% e os 25% restantes são o setor industrial.

O Líbano está no auge de um completo programa de reconstrução. Até 1975, tinha a reputação de ser o centro turístico do Oriente Médio e gozava de um “boom” turístico sem precedentes.

Agora, com a volta da estabilidade, há grandes esperanças de que o turismo seja de novo voltado para o Líbano. Este país goza de uma posição privilegiada, com a um litoral mediterrâneo, suas montanhas, seus sítios arqueológicos de muitas civilizações, natureza e esqui no inverno.

O Líbano desempenhou também um papel muito importante na vida cultural do Oriente Médio, sobretudo na renovação da cultura árabe. Esse assunto será tratado mais tarde.

Terra de sol, de mar e de montanhas, país do Oriente Médio ligado ao Brasil por laços de amizade. Apesar de sua pequena superfície, o Líbano tem um valor único aos olhos do mundo e faz parte da estrutura psicológica universal.

O Líbano foi assim descrito por um poeta libanês: “Esse país que vejo de minha janela é o Líbano, o meu país. Ele até poderia ser visto por inteiro de minha janela se a História não o tivesse expandido mundo afora.”

Esta história longa e rica fez do Líbano um grande museu de lugares antigos. Os trabalhos arqueológicos em Beirute em 1992 revelaram 16 civilizações sobrepostas umas sobre as outras.

Gibran Khalil Gibran, poeta, pintor e filósofo libanês, nasceu na cidade de Becharré, ao norte do Líbano, não muito longe da sagrada floresta dos cedros milenares. Emigrou para Nova York em 1895 e, em companhia de sua mãe, seu irmão e suas duas irmãs e lá faleceu no dia 10 de abril de 1931.

Gibran, cuja obra é abundante e traduzida também em português, tornou-se conhecido pelo seu célebre livro “O Profeta”, escrito em inglês e traduzido em 40 idiomas. Esta obra prima é, antes de tudo, um livro de moral, muito útil em nossos tempos. Segundo Gibran, a mensagem das religiões perdeu sua força por causa do comportamento das igrejas, a ideologia política mostrou suas falhas e o materialismo ateu revelou-se carente de valores espirituais. O livro “O Profeta” reflete o pensamento do autor, suas esperanças, sua filosofia sobre o casamento, os filhos, as leis, a morte, etc, assim como outros assuntos que podem ser resumidos pelo poder curador do amor universal e da unidade do ser.

Para bem compreender o personagem e a obra de Gibran, é preciso sobretudo conhecer o quadro no qual viveu o escritor, o que impregnou suas idéias e seu pensamento.

O Cenário Onde Viveu Gibran

Gibran nasceu numa pequena cidade, Becharre, situada a 1500 metros de altitude, à beira da Floresta de Cedros e pendendo para um vale insondável – o Vale Santo (Wadih Kadicha). Este vale se abre como uma larga fenda, de mil metros de profundidade, onde corre o Rio Kadicha, o “rio santo”. Sobre suas paredes verticais estão alojadas 800 grutas, dificilmente acessíveis, onde se alojavam piedosos eremitas. A fonte presta homenagem a São Sérgio, de quem recebe o nome.

Toda essa paisagem é favorável ao recolhimento, à solidão, à piedade, à santidade e à contemplação de Deus, através da beleza de sua natureza. Alguns orientalistas compararam este vale a um templo natural de Deus, a “Jerusalém do Líbano” (Jerusalém = Al Quods = santa, em árabe, raiz etimológica idêntica à de Kadicha = santa).

Percorrendo este vale que sobe, deparamo-nos subitamente com uma floresta, a Floresta dos Cedros ou a floresta de Becharre, chamada também “Arz al Rabb”, “os cedros do Senhor”. O cedro é conhecido desde os tempos bíblicos.

É o símbolo dos justos: “O justo crescerá como uma palmeira e elevar-se-á como o cedro do Líbano”(Salmo quarenta e dois, versículo três). É também o símbolo da incorruptibilidade e da imortalidade. Gilgamesh, o grande homem que não queria morrer, segundo uma lenda da Babilônia, precisou sair da Babilônia rumo ao Líbano para procurar o segredo da alma. Chegando na Floresta dos Cedros, ele esperava em vão receber a planta da imortalidade.

Os Egípcios usavam a resina dos cedros na mumificação dos mortos, portanto, para a imortalidade. A floresta dos cedros é conhecida também, desde os tempos passados, como o “trono de Deus” e, a cada ano, na festa da transfiguração, é organizada uma peregrinação e o patriarca celebra uma missa. O cedro ocupa um espaço fundamental na obra de Gibran.

Vale santo, solidão oriental, cedros milenares, rios cobertos de espuma: este é o cenário onde Gibran passou sua juventude e que forma o dicionário léxico básico de sua obra.

O ambiente infiltrar-se-á também na sua pintura: sua pitoresca arte não abrangerá a representação da paisagem do norte do Líbano, mas unicamente formas humanas. Ele desenha corpos humanos de tal maneira que representam exatamente essa natureza que ele tanto ama. “Se eu desenho uma montanha com um amontoado de formas humanas ou se pinto uma cascata sob a forma de corpos nus caindo, é porque vejo na montanha um montão de coisas vivas e numa cascata uma corrente de vida que cai.”

Todo este cenário se alegra ao sol. De todos os lados jorram fontes de água chamadas “Oyum El Ard” (os olhos da terra), que transbordam lágrimas de alegria.

Diante das fontes, as jovens carregando suas jarras vos convidam a beber desta água que corre em ondas, filtrada pelas raízes dos cedros - Tomai, bebei, este é um presente de Deus.” Esses dois componentes da natureza de Becharré, a montanha e o vale, nós os encontramos encarnados na arte e na literatura de Gibran.

Para o nível da personalidade de Gibran, a montanha tem uma dimensão vertical, coincidindo com seu papel de profeta, e o vale uma dimensão interina que corresponde a seu feitio materno e dogmático.

Em Becharré, a cidade natal de Gibran, erguem-se sete igrejas e três conventos, assim como vestígios de um templo fenício. O padre Henri Lammens, eminente orientalista belga, sugere como etimologia para Becharré “Bayt Achéra” (casa de Ishtar, ou Ashtarté). Ashtarté era uma divindade feminina da antiguidade, esposa de “El”, o pai dos deuses. Ela também é considerada a mãe dos deuses, chamada de Maryam (Maria) que significa, em línguas semíticas , “senhora do mar” (Mar yam).

Tudo previa que a cidade de Becharré adotaria cedo o cristianismo: sua veneração à árvore do cedro, Ashéra, sua crença na virgindade de Ashéra, mãe dos deuses que gerou Adônis, “o que ressuscitou da primavera”.

Os persas tinham como herói vivo o Mithra.

Os egípcios tinham Osíris.

Os fenícios tinham Adônis (Tammouz).

Gibran escreveu: “Osíris não desapareceu senão com a vinda de Jesus e Mithra (herói vivo dos persas) e com a vinda de Maomé; assim, a humanidade muda o nome de seus heróis, mas não muda sua fé neles.” Toda obra e todo pensamento de Gibran estão impregnados desta espiritualidade.

Finalmente, dentro deste contexto espiritual, é preciso reservar um lugar para a lâmpada eterna: o sol. Becharré é a primeira cidade de toda a montanha libanesa a ser iluminada pelo sol do alvorecer porque é a cidade mais elevada e a que se encontra mais ao leste entre todas as cidades. Becharré e seu cenário natural constituem uma escola de misticismo cujos mestres são os eremitas e cujo ensinamento é o silêncio.

Gibran - Sua Infância, Sua Vida

Gibran nasceu no dia 06 de janeiro de 1883 (Natal na Igreja do Oriente) e morreu em 10 de abril de 1931 (sexta-feira santa oriental). Ainda pequeno, era fascinado pelas tempestades. “Cada vez que havia uma tempestade, eu saia e corria para me entregar a mercê do vento. Existia alguma coisa em mim que se soltava e se liberava gloriosamente diante de uma tempestade.”

Sua mãe descobria os talentos precoces do filho, um artista em potencial. Quando tinha seis anos, recebeu de presente de sua mãe uma obra de reprodução de Leonardo Da Vinci. Ela o iniciava à musica e à poesia. Durante horas o pequeno Gibran sabia ficar quietinho enquanto sua mãe lhe recitava, narrava doces romances levantinos, lhe contava histórias das mil e uma noites ou lhe recitava poemas.

Os primeiros poemas de Gibran não foram escritos com palavras, mas modelados com a neve; ele construía figuras de uma beleza estranha na neve na frente de sua casa, desenhava e pintava com misterioso frenesi, mas destruía sempre seus desenhos, dizendo: “Eles não eram jamais como aquilo que eu via com os olhos fechados.” Ele permaneceria toda sua vida em busca da perfeição.

O Líbano estava neste tempo sob a ocupação Otomana e a população sofria a dupla feudalidade religiosa e temporária que, entre 1860 e 1880, estimulava várias famílias a emigrar em direção ao novo mundo, entre as quais a família de Gibran (excomunhão do avô materno, padre, por ter celebrado um casamento entre duas famílias feudais em conflito – e a prisão do pai de Gibran spor conta da denúncia de um religioso e de uma calúnia sobre seu trabalho).

Gibran tinha doze anos na época desta viagem.

Ele escreverá mais tarde se lembrando do momento da partida: “Minha casa diz: Não me deixe, teu passado está aqui, e a rua me diz: vem segue-me, eu sou o teu futuro. Então eu lhes disse: Eu não tenho nem passado, nem futuro, na sua casa do passado, o eu aspira por um futuro e no seu caminho em direção ao futuro, o eu carrega com ele o passado. Somente o amor e a morte podem mudar tudo.”

O segundo período de sua vida se passa na América, em Boston, onde ele freqüentou a escola pública do bairro para aprender inglês, e também a célebre biblioteca da cidade de Boston onde descobriu as grandes obras literárias. Gibran chamara a atenção primeiramente por seus desenhos e foi contratado por uma mecenas americana, que tinha uma biblioteca importante onde Gibran passava os dias inteiros. Foi assim que ele descobriu os grandes pensadores, filósofos e escritores ingleses. O duplo dom literário e artístico de Gibran constituiu as duas trilhas de sua vocação.

Na idade de quinze anos, no ano de 1898 a família decide enviar Gibran ao Líbano para um melhor conhecimento de sua própria civilização e de sua língua materna. Gibran estudou então o árabe e o francês, e descobriu as literaturas destas duas línguas. Ele ficou quatro anos no Líbano e efetuou, antes de retornar à América, uma viagem ao Egito, Síria e Palestina. Em particular, aos lugares santos.

De volta aos Estados Unidos em 1902, num espaço de quinze meses, ele perdeu sua mãe (com quarenta e cinco anos), seu irmão primogênito e sua irmã caçula (com quatorze anos) . A perda de sua mãe o mergulhou numa dor inconsolável.

“Para todo ser na Terra, a palavra mais pura é a palavra mãe e o chamado mais doce é mamãe. Essas miúdas letras de tão sublimes valores são modeladas pela esperança, pelo amor e por tudo o que é belo e puro na vida; mãe é a consolação na tristeza, o socorro no abandono, a força na fraqueza, ela é a fonte da ternura, da compaixão e do perdão. Aquele que perde sua mãe perde um colo onde pousar sua cabeça, uma mão que o abençoa e um olhar que o protege.”

Em 1904, ele conheceu Mary Haskell, diretora de escola que se tornou sua protetora e lhe ofereceu uma bolsa de estudos artísticos em Paris, entre 1908 e 1910.

Ele se inscreveu na Academia Julien e no Instituto de Belas Artes.

Em uma de suas cartas a Mary Haskell, ele escreveu: “Os professores da Academia me dizem sempre: ‘Não torne o modelo mais belo do que ele é, e minha alma não cessa de suspirar.’ Ah! se você pudesse apenas pintar o modelo tão belo quanto ele é realmente... Que devo fazer, será preciso agradar os professores ou então a minha alma? É verdade que estes respeitáveis e velhos professores possuem um imenso saber, mas a alma está bem mais próxima da verdade.”

Gibran passou dois anos em Paris, onde pôde encontrar-se com Debussy, Maeterlink, Rostand, Pierre Loti e Auguste Rodin. O estilo de sua pintura, de par com sua simplicidade instintiva, torna a pintura semelhante à arte da escultura. Em toda a pitoresca obra de Gibran, o corpo nu é a sua própria vestimenta, o véu que dá forma à alma. Com isso, poder-se-ia dizer que sua arte é uma tentativa de pintar o espírito.

De volta à América, Gibran mergulha na leitura de obras, não só em árabe mas em inglês, fazendo o equilíbrio entre a influência de Blake, de Nietzche e dos poetas místicos muçulmanos, como Ibn Al Arabi e Ibn Al Farid. Entretanto, a influência mais importante foi, sem dúvida, a Bíblia, obra que não pertence nem ao Oriente nem ao Ocidente.

A herança libanesa da infância e a cultura americana da adolescência vão se aliar a uma nova influência latina, na verdade humanista, que iria completar a gama deste espírito aberto...

Ele descreveria mais tarde: “A terra é minha pátria e a humanidade, minha família. Eu te amo, meu irmão, qualquer que sejas, eu te amo em oração dentro de tua mesquita, em devoção dentro de tua igreja, ou em veneração dentro de teu templo, porque tu e eu somos filhos de uma mesma religião: o Espírito. E os diversos caminhos religiosos representam os vários dedos de uma única mão amante do ser supremo. E essa mão se volta para nós com ardor para nos guiar em direção à plenitude da alma.”

Os primeiros livros de Gibran (Asas Partidas, As Ninfas do Vale, As Almas Rebeldes, Temporais), entre 1905 e 1920 foram uma série de escritos revolucionários, com os quais Gibran esperava destruir tradições e instituições, denunciar a vilania e a estupidez, desmantelar o trono dos gananciosos, humilhar o clero que prega o que não pratica, edificar um novo estilo de vida.

Após esses livros, Gibran, o revolucionário, transformou-se em Gibran o filósofo, o sábio, mais preocupado com a alma humana do que com as instituições sociais, convencido de que os piores inimigos do homem estão dentro e não fora dele mesmo, e que a compreensão e a compaixão são melhores instrumentos de reforma e progresso do que a condenação e a destruição. Viriam, então, os livros de mais ampla visão e de mais profunda ternura, como O Profeta, Jesus – O Filho do Homem, Areia e Espuma, dentre outros.

Em sua maturidade, os livros de Gibran são um hino ao amor, apresentado como o único caminho da salvação num mundo onde todos os valores são ilusórios e onde a repetição dos dias e das noites e do que há nos dias e nas noites dá à vida uma monotonia insuportável.

“É melhor para nós e mais sábio,

Procurar um recanto à sombra

E dormir em nossa divindade terrestre

E deixar o amor, humano e frágil,

Comandar o dia que chega.”

(deuses da Terra)

Gibran procura fazer do homem um homem melhor, sensível, justo, generoso, benévolo, mais apegado aos valores espirituais do que aos materiais, mais orientado pelo coração do que pelo interesse, mais feliz em dar do que receber.

Seu ideal da vida: harmonizar-se com a natureza. “O amor é a única liberdade neste mundo, porque eleva a alma às alturas, além das leis e das tradições dos homens e das necessidades e imposições da natureza.” (Asas Partidas). A leitura de Gibran é mais do que uma leitura, é uma renovação da alma.

Gibran foi também quem deu origem à criação de uma associação literária e política para reunir as forças dos emigrantes sírios-libaneses nos Estados Unidos, a fim de emancipar os países do Oriente-Médio submetidos ao jugo otomano. Ele criou ainda um grupo de escritores sírios–libaneses em 1920, a “Liga da Pluma”, que contribuiu para o renascimento da literatura árabe, tirando-a de sua letargia.

Ele disse um dia: “o que a vida reservou para nós, pesquisadores do absoluto, foi a alegria de ter sede permanente do saber”.

Ele teve igualmente a idéia de fazer uma coleção de quadros que ele chamou de Templo da Arte, onde aperfeiçoou os grandes homens da época.. Foi assim que ele conheceu Thomas Edison (inventor da lâmpada elétrica e da fotografia), o psiquiatra Carl Jung, que havia recentemente se afastado de seu mestre Freud, Sarah Bernarht, o filósofo francês, Henri Bergson e vários outros. Gibran encontrara várias vezes o poeta indiano Tagore, que tinha recebido o prêmio Nobel. Em um dos seus encontros, o poeta indiano criticou a América qualificando-a de uma terra que se agarra ao dinheiro e é desprovida de toda visão.

Gibran responde defendendo seu país acolhedor e revelando seu pensamento universal: “O espírito pode se manifestar através da máquina; o espírito e a matéria não são contraditórios, pois o espírito se acha em toda parte onde há vida.”

Falando do traço característico de cada povo, ele disse um dia: “A maior ambição de um Russo é ser um santo, a de um Alemão é ser um conquistador, a de um francês é ser um grande poeta, a maior ambição do povo do oriente é ser um profeta.”

Falando de si próprio, ele se define da seguinte maneira: “Eu estou sempre trabalhando, mesmo dormindo, mesmo se estou inerte como uma rocha. Nas profundezas de minha alma, há um movimento independente da palavra, das linhas e das cores. O trabalho para o qual eu nasci escapa da pena e do pincel.

Ele disse também: “Está em mim, um amigo que me consola cada vez que os males me atingem e as tristezas me afligem. Aquele que não sente amizade por si mesmo é um inimigo público e aquele que não é seu próprio confidente morrerá de desespero, porque a vida jorra do foro íntimo e não daquilo que o cerca. Eu vim para dizer uma só palavra e esta palavra eu a direi, mas se a morte me impedir de dize-la, então ela será dita no amanhã, pois o amanhã não deixará qualquer segredo no livro da eternidade.”

O Livro "O Profeta" - O que ele representa pra Gibran

Gibran diz: “O Profeta é uma obra na qual eu penso há mil anos, é para mim um segundo nascimento e meu primeiro batismo, é o único pensamento que me torna digno de me por diante do sol. Esse profeta me colocou no mundo antes que eu tivesse concebido, ele me modelou antes que eu tivesse pensado em lhe dar forma e, enfim, ele me ordenou andar mudo no seu encalço, durante sete mil léguas, antes que ele parasse para me ditar suas tendências e suas intenções.”

O profeta cujo nome é Al-Mustapha, que significa “o bem amado e o eleito”, ora, “o bem amado” (que é também uma tradução da palavra Khalil) é um atributo dado a Abraão e, em seguida, a Jesus, enquanto que “o eleito” é um atributo de Maomé. O profeta de Gibran seria, então, o filho de todos os profetas do Oriente que o precederam?

Gibran tinha uma saúde muito frágil e, apesar disto, ele trabalhava com afinco, desenhava durante o dia e escrevia à noite. Seu coração fraquejou quando ele atingiu os 48 anos.

Seu corpo foi transportado para o Líbano e enterrado num local escolhido anteriormente por ele: um antigo convento, situado ao pé da floresta dos cedros, pendendo para o vale santo, sua morada por toda a eternidade. Ali se encontra o Museu de Gibran, que reúne sua obra literária e artística.

Gibran influenciou de modo extraordinário a vida de milhões de pessoas, fazendo chegar ao mundo uma mensagem de reconciliação, de tolerância e de paz, de fraternidade, de perdão e auxílio mútuo, que devia ser a passagem da comunidade internacional para a aurora do terceiro milênio.

Em 1991, o Presidente George Bush declarou no seu discurso da inauguração do Memorial Gibran, na Avenida Massachusettts:“Este poeta escrevera um dia: ‘o amor é uma palavra luminosa, traçada por uma mão iluminada numa página de luz’ e, de minha parte eu digo: a mão é sua e nossos corações são a página sobre a qual esta palavra luminosa foi traçada”.

Cronologia da Vida de Gibran Khalil Gibran

1883 – Nascimento de Gibran Khalil Gibran em Becharré (Norte do Líbano). Ele fará seus primeiros estudos em árabe e siríaco em Becharré até 1894.

1895 – Emigração da família de Gibran para os Estados Unidos (Boston). Gibran faz seus estudos em inglês.

1898 – Gibran, com saudades do Líbano, volta para estudar em árabe; matricula-se no Colégio da Sabedoria, em Beirute.

1902 – Fixa-se definitivamente nos Estados Unidos, fase da juventude e da rebeldia, dominada por seu gosto pelas tempestades; Gibran escreve 8 livros, todos em árabe: A Música (1905), As Ninfas do Vale (1905), As Almas Rebeldes (1908), Asas Partidas (1912), Uma Lágrima e Um Sorriso (1914), As Procissões (1919), Temporais (1920) e Curiosidades e Belezas (1923).

1920 – Começa a fase da maturidade e da sabedoria. Surge Gibran, o filósofo; produz também 8 livros, todos em inglês: O Louco (1918), O Precursor (1920), O Profeta (1923), Areia e Espuma (1926), Jesus – O Filho do Homem (1928), Os Deuses da Terra (1931), sendo duas publicações póstumas: O Errante (1932), O Jardim do Profeta (1933).

1931 – Gibran falece em Nova York. Segundo sua vontade, suas cinzas são enterradas no Líbano, perto dos cedros, no mesmo lugar onde se encontra hoje o Museu de Gibran Khalil Gibran.

Alguns pensamentos de Gibran

Extraídos do livro “Areia e Espuma”:

“O desejo é a metade da vida, a indiferença é a metade da morte”.

“Não podemos atingir a aurora sem passar pela noite.”

“A generosidade não está em dar-me aquilo que eu preciso mais que você, mas em dar-me aquilo de que precisas mais do que eu.”

Extraídos do livro “O Profeta”:

“Quando um de nós ama, que não diga: ‘Deus está em meu coração’, mas que diga antes: ‘Eu estou no coração de Deus’.”

“Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não são de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.”

“Vós pouco dais quando dais de vossas posses; é quando dais de vós próprios que realmente dais.”

“O trabalho é o amor feito visível.”

“ – O que é trabalhar com amor?

É tecer o tecido com fios desfiados de vosso próprio coração, como se vosso bem-amado fosse usar esse tecido;

É construir uma casa com afeição, como se vosso bem-amado fosse habitar essa casa;

É semear sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se vosso bem-amado fosse colher os frutos;

É por em todas as coisas que fazeis um sopro de vossa alma;

É saber que todos os abençoados mortos nos rodeiam e nos observam.”

“Sereis, na verdade, livres, não quando vossos dias estiverem sem preocupação e vossas noites sem necessidades e sem aflição, mas antes, quando essas coisas sobrecarregarem vossa vida e, entretanto, conseguirdes elevar-vos acima delas, desnudos e desatados.”

“Se quiserdes conhecer a Deus, não procureis transformar-vos em decifradores de enigmas. Olhai, antes, à vossa volta e encontrá-lo-eis a brincar com vossos filhos. E erguei os olhos para o espaço e vê-lo-eis caminhando nas nuvens, estendendo os braços no relâmpago e descendo na chuva. E o vereis sorrindo nas flores e agitando as mãos nas árvores.”

Que é morrer se não expor-se, desnudo, aos ventos e dissolver-se no sol? E que é cessar de respirar, senão libertar o hálito de suas marés agitadas, a fim de que se levante e se expanda e procure a Deus livremente?”

“Mais um curto instante, e minha nostalgia começará a recolher argila e espuma para um novo corpo. Mais um curto instante, mais um descanso rápido sobre o vento, e outra mulher me conceberá”.

Fonte: www.libano.org.br

Líbano

Nome completo: A República Libanesa
População: 4,3 milhões (ONU, 2011)
Capital: Beirute
Área: 10.452 km ² (4.036 milhas quadradas)
Grande língua: Árabe
Grandes religiões: o Islã, o Cristianismo
Expectativa de vida: 71 anos (homens), 75 anos (mulheres) (ONU)
Unidade monetária: 1 libra libanesa (ou lira) = 100 piastras
Principais exportações: produtos alimentares e tabaco
RNB per capita: EUA $ 9110 (World Bank, 2011)
Domínio da Internet:. Lb
Código de discagem internacional: 961

Perfil

Com a sua alta taxa de alfabetização e cultura mercantil tradicional, o Líbano tem sido tradicionalmente um importante pólo comercial para o Oriente Médio.

Também tem sido muitas vezes no centro dos conflitos do Oriente Médio, apesar de seu tamanho pequeno, por causa de suas fronteiras com a Síria e Israel, e sua única complexo comunal make-up.

Muçulmanos xiitas, muçulmanos sunitas, cristãos e drusos são os principais grupos de população em um país que tem sido um refúgio para as minorias da região durante séculos.

Após a queda do Império Otomano, a Liga das Nações colocar o Líbano sob mandato francês até a declaração de independência na Segunda Guerra Mundial.

Líbano
Beirute recuperou parte de sua reputação como a "Paris do Oriente"

Tensões comunais

Um acordo de 1943 não escrita dividida assentos parlamentares ao longo de linhas comuns, tal como definido no censo de 1932, quando o país teve uma maioria cristã. Este princípio foi mais tarde alargado a outras instituições governamentais, de modo que o presidente é um cristão maronita, o primeiro-ministro um sunita eo presidente do Parlamento um xiita.

No censo foi tomada desde 1932, e os grupos muçulmanos exigiram que a representação deve refletir sua maior proporção na população.

Esta tensão tem sido comum no coração do conflito mais interna no Líbano, e em estados vizinhos têm usado isso como um pretexto para intervir.

Líbano também tem visto vários grandes influxos de refugiados palestinos. Eles e seus descendentes compõem tanto quanto um décimo da população do país, e são quase todos alojados em barracas e desfrutar poucos direitos legais. Seu estado de presença, e as ações também têm sido importantes fontes de discórdia.

A guerra civil, intervenção estrangeira

De 1975 até o início de 1990 o Líbano sofreu uma guerra civil em que os jogadores regionais - em particular, Israel, Síria e da Palestina Organização de Libertação - usado o país como um campo de batalha para os seus próprios conflitos.

Tropas sírias se mudou pouco depois do início da guerra. As tropas israelenses invadiram em 1978 e novamente em 1982, antes de voltar a uma auto-declarada "zona de segurança" no sul do qual se retirou em maio de 2000.

Síria exerce considerável influência política no Líbano, apesar de ter retirado suas tropas em 2005, pondo fim a uma presença militar de 29 anos.

Isto seguiu-se o assassinato em Beirute do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. Libaneses grupos grupos de oposição acusaram a Síria pelo assassinato, e enormes comícios pró e anti-Síria em Beirute desencadeando a queda do governo e da retirada da Síria.

A ONU exigiu o desmantelamento de todos os grupos armados no Líbano, incluindo milícias palestinas e da ala militar do Hezbollah, que controla grande parte do sul do Líbano.

Quando a milícia do Hezbollah capturaram dois soldados israelenses em um ataque em julho de 2006, Israel respondeu com uma ofensiva militar de 34 dias e um bloqueio que destruiu pós-guerra civil-estabilidade. Mais recentemente, a guerra civil, sírio tem invadido o Líbano, aumentando os temores de que a trégua já frágil política poderia desabar em conflito sectário novamente.

Promessa econômica

Uma população empreendedora, extensa diáspora com as remessas generosas, e uma promissora indústria do turismo poderia proporcionar Líbano com um futuro saudável da economia, mas os conflitos regionais ofuscar esperanças imediatas de retorno à prosperidade cosmopolita dos anos 1950 e 1960.

Uma cronologia dos principais eventos:

1516-1918 - Líbano parte do Império Otomano.

1920 Setembro - A Liga das Nações concede o mandato para o Líbano e da Síria para a França, que cria o Estado do Grande Líbano fora das províncias de Monte Líbano, Líbano norte, do sul do Líbano e do Bekaa.

1926 Maio - libanês Representante Conselho aprova uma constituição unificada ea República do Líbano sob o mandato francês é declarada.

Março de 1943 - Os fundamentos do Estado constam um Pacto Nacional não escrita que utiliza o censo 1932 para distribuir assentos no parlamento em uma proporção de seis a cinco em favor dos cristãos. Este é mais tarde alargada a outros cargos públicos. O presidente deve ser um cristão maronita, o primeiro-ministro um muçulmano sunita eo presidente da Câmara dos Deputados, um muçulmano xiita.

Independência

194 4 - França se compromete a transferir o poder para o governo libanês em 1 de Janeiro.

1958 - Diante da crescente oposição que se desenvolve em uma guerra civil, o presidente Camille Chamoune pede os EUA de enviar tropas para preservar a independência do Líbano. Os EUA envia fuzileiros.

De junho de 1967 - O Líbano não tem papel ativo na guerra árabe-israelense, mas está a ser afetado por suas conseqüências quando os palestinos usar o Líbano como uma base para ataques contra Israel.

Guerra Civil

1975 Abril - atiradores falangistas emboscada de um ônibus no bairro de Ayn al-Rummanah de Beirute, matando 27 de seus passageiros, principalmente palestinos. Os falangistas afirmam que os guerrilheiros já haviam atacado uma igreja no mesmo bairro. Estes confrontos iniciar a guerra civil.

1976 junho - Tropas sírias entrar no Líbano para restaurar a paz, mas também para conter os palestinos, milhares dos quais são mortos em um cerco da al-Zaatar Tel campo pelo Sírio-milícias cristãs aliadas em Beirute. Estados árabes aprovam a presença síria como uma força de dissuasão árabe em outubro.

1978 - Em represália a um ataque palestino, Israel lança uma grande invasão do sul do Líbano. Ele retira de todos, mas uma estreita faixa de fronteira, que as mãos não para a Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), mas seu procurador Exército do Sul do Líbano, principalmente, a milícia cristã.

Israel invade

1982 Junho - Após a tentativa de assassinato do embaixador israelense na Grã-Bretanha por um grupo dissidente palestino, Israel lança uma invasão em grande escala do Líbano.

1982 Setembro - Pro-israelense presidente eleito Bachir Gemayel é assassinado. Israel ocupa Beirute Ocidental, onde a milícia falangista mata milhares de palestinos nos campos de Sabra e Shatila. Amine Bachir irmão mais velho é eleito presidente. Força de paz principalmente dos EUA, francês e italiano chega em Beirute.

1983 - Ataque suicida em embaixada dos EUA mata 63 pessoas em abril e outro em outubro na sede das forças de paz mata 241 dos EUA e 58 tropas francesas. Retirar as tropas americanas em 1984.

1985 - A maioria das tropas israelenses retirar para além do SLA "zona de segurança" no sul.

Dois governos, um país

1988 - atual presidente Amine Gemayel nomeia um governo interino militar sob maronita Comandante-em-Chefe Michel Aoun no leste de Beirute quando as eleições presidenciais não conseguem produzir um sucessor. O primeiro-ministro Selim el-Hoss forma um governo de maioria muçulmana rival em Beirute Ocidental.

1989 - Parlamento reúne-se em Taif, Arábia Saudita, para endossar uma Carta de Reconciliação Nacional transfeering muito a autoridade do presidente para o armário e aumentar o número de deputados muçulmanos.

A guerra civil termina

1990 Outubro - A força aérea síria ataca o Palácio Presidencial em Baabda e foge Aoun. Este termina formalmente a guerra civil.

1991 - As ordens da Assembléia Nacional a dissolução de todas as milícias, exceto para o grupo xiita Hezbollah poderoso. O Exército do Sul do Líbano (SLA) se recusa a debandar. O exército libanês derrota da OLP e assume o porto de Sidon.

1992 - Depois das eleições, em agosto e setembro, a primeira desde 1972, rico empresário Rafik Hariri torna-se primeiro-ministro.

Abril de 1996 - "Operação Vinhas da Ira", em que os israelenses bases de bombas do Hezbollah no sul do Líbano, Beirute sul e no Vale do Bekaa. Base da ONU em Qana é atingido, matando mais de 100 civis deslocados. Israel-Líbano Grupo de Monitoramento, com membros de EUA, França, Israel, Líbano e Síria, criado para monitorar trégua.

Retirada israelense

2000 Maio - Após o colapso do SLA eo rápido avanço do Hezbollah forças, Israel retira suas tropas do sul do Líbano, mais de seis semanas antes de seu prazo final de Julho.

2004 - resolução da ONU destinada a Síria exige que as tropas estrangeiras deixem o Líbano. Síria rejeita a mudança. Parlamento estende mandato do presidente Emile Lahoud por três anos. Semanas do impasse político com a partida inesperada de Rafik Hariri - que tinha no início se opôs à extensão - como primeiro-ministro.

Hariri assassinado

Fevereiro de 2005 - Rafik Hariri é morto por um carro-bomba em Beirute. O ataque faíscas anti-Síria comícios e da demissão de gabinete do primeiro-ministro Omar Karami. Solicita que a Síria a retirar suas tropas intensificar até suas forças sair em abril. Assassinatos de figuras anti-Síria tornou uma característica da vida política.

Junho de 2005 - Anti-Síria aliança liderada por Saad Hariri ganha o controle do Parlamento nas eleições. Hariri aliado Fouad Siniora torna-se primeiro-ministro.

De setembro de 2005 - Quatro generais pró-Síria são cobrados sobre o assassinato de Rafik Hariri.

Hezbollah e Hariri do Líbano

Julho-agosto 2006 - Israel após os ataques do Hezbollah seqüestra dois soldados israelenses. As mortes de civis são altos e os danos à infra-estrutura civil ampla em 34 dias de guerra. Força de paz da ONU desdobra ao longo da fronteira sul, seguido por tropas do Exército libanês pela primeira vez em décadas.

Novembro de 2006 - Os ministros do Hezbollah e do movimento Amal renunciar pouco antes de o gabinete aprova projeto da ONU planeja para um tribunal para julgar os suspeitos do assassinato do ex-primeiro-ministro Hariri.

Maio de 2007-Setembro - Cerco do campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared confrontos seguintes entre militantes islâmicos e militares. Mais de 300 pessoas morrem e 40.000 residentes fugir antes que o controle ganhos exército do acampamento.

Maio de 2007 - votos do Conselho de Segurança para estabelecer um tribunal para julgar os suspeitos do assassinato do ex-premier Hariri.

Detente Síria

Maio de 2008 - O Parlamento elege o chefe do exército Michel Suleiman como presidente, encerrando seis meses de duração impasse político. Gen Suleiman re-reconduz Fouad Siniora como primeiro-ministro do governo de unidade nacional.

Outubro de 2008 - Líbano estabelece relações diplomáticas com a Síria pela primeira vez desde os dois países ganhou a independência em 1940.

Março-Abril de 2009 - International tribunal para julgar os assassinos suspeitos de ex-primeiro-ministro Hariri abre em Haia. O ex-oficial da inteligência síria Mohammed Zuhair al-Siddiq preso em conexão com a morte, e de quatro generais pró-sírios libaneses detidos desde 2005 liberada após regras do tribunal, não há provas suficientes para condená-los.

Governo de unidade

Junho de 2009 - O pró-ocidental aliança 14 de Março ganha eleições parlamentares e Saad Hariri governo de unidade formas.

2010 Outubro - O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, apela ao boicote das Nações Unidas no Líbano tribunal Hariri, dizendo que é "em conluio com Israel".

2011 Janeiro - colapso do governo após o Hezbollah e ministros aliados renunciar.

2011 Junho - Najib Mikati forma gabinete dominado pelo Hezbollah. Tribunal Especial da ONU para questões Líbano quatro mandados de prisão pelo assassinato de Rafik Hariri. Os acusados são membros do Hezbollah, que diz que não vai permitir que sua prisão.

Verão de 2012 - conflito sírio transborda para o Líbano em confrontos entre muçulmanos sunitas e alauítas em Trípoli e Beirute.

2012 Outubro - Segurança chefe Wissam al-Hassan é morto em atentado. Oposição acusa Síria em protestos em massa, o governo Mikati está na balança como exército implantado em ruas.

2012 Dezembro - Vários dias de combates mortais entre partidários e opositores do presidente sírio, em Trípoli.

ONU elogia famílias libanesas por ter tomado em mais de um terço dos 160 000 refugiados sírios que transmitido para o país.

2013 Março - aviões de guerra sírios e foguetes helicópteros fogo no norte do Líbano, dias depois de Damasco adverte Beirute para impedir que militantes que atravessam a fronteira para lutar contra as forças do governo sírio.

O primeiro-ministro Najib Mikati anuncia sua renúncia.

Fonte: news.bbc.co.uk

Líbano

Capital: Beirute
População: 4,0 milhões (est. 2009)
Língua oficial: árabe (de jure)
O grupo majoritário: árabe libanês ou Norte do Levante (93,7%)

Grupos minoritários: curda Kurmanji (4,9%), armênios (4,9%), Síria (2,5%), árabe egípcio (1,7%), caldeu neo-aramaico (0,5%), francês (0,4%), Iraque árabe (0,3%), espanhol (0,3%), o aramaico (0,1), Inglês (0,1%), grego, italiano, turco, Português e neo-assírio aramaico

Sistema político: República parlamentar

Localização

República do Líbano (correspondente a pronúncia [Loubnan] em árabe) é um país pequeno de 10,452 km ², o equivalente a uma área três vezes menor que a da Bélgica e duas vezes menos do que a de Israel (20,770 km ²), e sua duração é de cerca de 250 km 40 km a 70 km de largura. O país é limitado a norte ea leste pela Síria, a sul por Israel (Palestina) ea oeste pelo Mediterrâneo.

O relevo é formado no Líbano, a oeste por uma cadeia de montanhas - montanhas do Líbano - com vista para uma estreita planície costeira, e é uma segunda cadeia de montanhas paralelas à primeira: o Anti-Líbano apoiado Síria e Monte Hermon, no sul entre os dois está o planalto de Bekaa.

O nome Líbano (em árabe Loubnan) tem uma palavra aramaica que significa "montanha branca", que quer dizer que a sua montanha de neve sempre: Montanhas do Líbano, também designado pelo termo Montanha . A capital, Beirute tem mais de um milhão de habitantes.

As principais cidades são: Tripoli (200.000 hab.), Saida (100.000 hab.), Tyr (70.000 hab.), Nabatieh (15.000 hab.), Baalbek (aprox. 20 000 hab.), Zahle (hab 30.000.), Jounieh (100.000 hab.).

O emblema do Líbano "cedro do Líbano" ("Cedrus libani") da região que abrange o Líbano, Síria e parte da Turquia. A presença desta árvore tornou-se excepcional, exceto em algumas florestas.

Dados Históricos

Por sua posição geopolítica, o Líbano tem estado sempre na encruzilhada de três continentes e da passagem entre o Ocidente eo mundo árabe, beneficiando o acesso excedente para a Ásia Central e Rússia. Pela mesma razão, o país foi novamente invadida e conquistada por praticamente todos os povos do Mediterrâneo, bem como tribos nômades que subiram da Península Arábica.

Finalmente, por causa de sua configuração robusta, este país montanhoso, muitas vezes hospedado muitas terras refugiados. Todos estes povos deixaram não só pegada arquitetônica, mas também uma contribuição cultural e papel religioso.

No final do terceiro milênio, os cananeus e fenícios estabeleceram feitorias no litoral e fundou a cidade-estado (Tiro, Sidon, Byblos, Beirute). Os fenícios criaram um alfabeto de 22 letras, que suplantou a escrita cuneiforme, então em uso, e se espalhou por todo o Mediterrâneo. O Líbano, que era parte da Fenícia, apreciado em tempos antigos, uma brilhante civilização.

A independência da Fenícia terminou com a conquista de Alexandre, o Grande, em 333 aC. A partir deste período, até o século XV, Líbano desapareceu como um soberano político, ele foi incluído em uma grande área chamada de "Síria". Domínio grego durou três séculos, até que a tutela romana.

Em 64 aC, as legiões de Pompeu fundou a Síria Provincia. Beirute tornou-se a metrópole do militar romano e negociação no Oriente. Cristianismo se espalhou na província síria na primeira metade do primeiro século. Em 395, quando partilhando o Império Romano, a Síria Provincia, tornou-se um cristão, tornou-se parte do Império Bizantino. O Sírio-maronita ( maronita ) nasceu na Diocese de leste do Império Bizantino, que era um ramo da antiga Igreja de Antioquia da Síria.

A conquista árabe

Em 628, os árabes invadiram a área e, após a derrota bizantina na batalha de Yarmouk, em 636 cidades da costa libanesa caiu nas mãos dos muçulmanos, que colocou a "província" sob sua autoridade. Após a conquista árabe, a população mudou drasticamente, árabes, persas e judeus entraram no país. Portanto, os cristãos devem esfregar muçulmanos sunitas.

A conquista muçulmana de 636 reduzida progressivamente os cristãos do Oriente Médio a uma minoria. Em contraste, os maronitas conseguiu manter um certo grau de autonomia por causa de suas ligações com Bizâncio, as minorias Oeste e outro no Monte Líbano.

Mas querelas religiosas rasgou populações, que foram divididos em seitas. É nessa época que começaram a se opor as várias comunidades de fé. A montanha serviu de refúgio, primeiro para o maronitas (século VIII), e os xiitas (século IX) e, finalmente, a drusos (século XI) expulsos do Egito. A maioria destas comunidades formadas minorias (maronitas, xiitas, drusos, etc.), O que tornava um país multi-confessional cedo, especialmente com a integração do país ao Império Bizantino (da Igreja Ortodoxa), e em Árabes Empire (muçulmanos).

Em meados do século XI, o grande cisma dividiu o mundo cristão em duas comunidades principais: os católicos romanos e ortodoxos. A partir desse momento, os cristãos que se agarrou a Roma foram chamados "católicos romanos" e os da Igreja Oriental eram chamados de "ortodoxos". Assim Líbano enriquece ainda outra comunidade religiosa.

As Idade Média

Durante as Cruzadas (1090-1300), os francos apreendidos Jerusalém Oriental e caiu em suas mãos em 1090, depois em 1109 Trípoli, Beirute e Sidon em 1110.

Líbano permaneceu dois séculos sob domínio dos francos, ou seja, até 1289 (quando a entrega de Tripoli). Em seguida, as outras cidades libanesas veio sob a autoridade do mamelucos (milícias árabes), que governou a região durante dois séculos e meio a partir do final do século XIII até 1516, ou após a chegada dos otomanos. Para escapar dos mamelucos, maronitas muitos encontraram asilo no alto das montanhas do Líbano, assim como a ilha de Chipre.

A partir desse momento, o Império Otomano começou um novo período, como os turcos concordou com a autonomia libanesa com o custo de um tributo. Mas foi um período politicamente instável durante o qual os maronitas, drusos e xiitas entraram em choque contra o outro. Drusos conseguiu controlar o país durante dois séculos, o que incentivou violentos confrontos com os maronitas.

Durante o período otomano, especialmente a partir do século XVIII, o Líbano recebeu várias minorias que fogem da perseguição: católicos grego e sírio encontrados não apenas um abrigo para as suas comunidades emergentes, mas seus conventos para os monges e um assento para cada um de seus patriarcados criados recentemente.

A intervenção da França

Meados do século XIX, a França ea Grã-Bretanha interveio para proteger guerra étnico-religiosa certo eclodiu entre maronitas e drusos. Independente governadoria maronita, sob a proteção da França, foi criado em 1864. No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano foi desmontado e Líbano ficou sob mandato francês em 1920. É neste ponto que as fronteiras atuais da "Grande Líbano" (Mutesarrifat a Beirute libanês, Bekaa, Tripoli, Sidon, Tyr) foram criados e estabeleceu-se duravelmente suficiente francesa. Dezenas de milhares de armênios que fogem da perseguição turca estabeleceram no país, seguido por uma imigração curda (cerca de 60.000 pessoas).

No mandato da Declaração, adoptada em 24 de Julho 1922 pelo Conselho da Liga das Nações (SDN), o artigo 22 do Pacto da Liga das Nações deu à França o "Obrigatório", "respeitar o estatuto pessoal de diversas populações e os seus interesses religiosos "(artigo 6 º do mandato da Declaração), a manutenção de" direitos da comunidade ", incluindo" manter suas escolas próprias para a instrução e educação dos seus membros " (n º 3 do artigo 8 º) e da abstenção "qualquer intervenção [...] no sentido de comunidades religiosas [...] cuja imunidades são expressamente garantias" (art. 9).

No entanto, a entidade libanesa nova territorial não foi aceito pelos nacionalistas árabes, que queriam criar uma "Grande Síria" abrangendo todo o Crescente Fértil. Por sua vez, a Síria se tornou independente não aceitou ser privado de grande parte de sua costa no Mediterrâneo.

A independência

Líbano acedeu finalmente a independência em 1943.

Durante várias décadas, o país adotou duas línguas oficiais: árabe e francês. Mas os novos líderes se apressaram a adoptar alterações constitucionais afirmou o estatuto soberano do Líbano e aboliu francês como "segunda língua oficial". Líbano sediou a palestinos expulsos de Israel depois de 1948. Este último estabeleceu-se em campos de refugiados e forneceu a mão de obra necessária durante o período de prosperidade econômica.

Após a introdução dos regimes árabes chamados revolucionário ou socialista, o Líbano testemunhou a chegada das últimas ondas grandes minorias tornaram-se indesejáveis em seu próprio país: os assírios, siríacos e caldeus do Iraque, os alauítas Síria, os cristãos do Egito, etc. Depois da guerra árabe-israelense de 1967, outros refugiados palestinos se reuniram em massa.

No rescaldo dos confrontos, em 1970, a Organização para a Libertação da Palestina, expulsa da Jordânia, mudou-se com seus combatentes em território libanês. Cerca de 500.000 palestinos no Líbano e liquidados, o que representou cerca de 15% da população. A presença palestino liderado intervenção militar na Síria e de Israel. O Líbano frágil não pôde resistir à violência dos acontecimentos e se envolveu em uma guerra civil, depois de ativar o processo de desintegração do Estado.

A Guerra Civil 1975-1989

A guerra civil foi deflagrada 23 de abril de 1975 e se opôs falanges primeiro e palestinos cristãos, então, a partir de agosto, as milícias aliadas islamo-progressistas palestinos. Intervenção síria primeiro em 1976 tentaram conter os palestinos. Em 1978, Israel estabeleceu no sul do país, mas seu exército teve de dar lugar a uma força de paz da Organização das Nações Unidas (UNIFIL). Permanecendo lá até 1984, não conseguiu evitar nova invasão israelense de 1982 ("Operação Paz para a Galiléia"), durante o qual foi sitiada Beirute ea OLP dizimada.

Síria interveio novamente em 1983 contra a OLP, na parte ocidental do país (cerco de Trípoli).

Eles controlavam 60% do território e ocupou uma posição de força: forças sírias, chamada pax Syriana, parecia preferível à continuação da guerra civil. Conflito entre comunidades libanesas estourando fez temer uma rápida desintegração do país. Em 1989, o Acordos de Taif permitiu um retorno gradual para acalmar, apesar de um exército cristão vão resistência comandante general Michel Aoun.

Em um ambiente marcado pela Guerra do Golfo, Síria e Líbano, assinado em Maio de 1991, um "tratado de amizade e cooperação", que veio a um reconhecimento da Síria no Líbano. Ainda dividido entre a Síria e Israel, o Líbano hoje não controla todo o seu território e da soberania do Estado não for restabelecida. Como confessionalismo ser a fundação da República do Líbano, as responsabilidades dos cargos políticos e administrativos permanecem irregulares.

Mas Israel sempre continuou a bombardear o sul do Líbano, a fim de limitar o progresso do Hezbollah ("Partido de Deus"), um movimento xiita libanês político com um braço armado, que foi responsável pela sua criação (em 1982).

O movimento tem como objetivo a criação de um Estado islâmico no modelo iraniano, assim como a eliminação de toda a presença não-islâmico no Oriente Médio, incluindo o Estado de Israel. Hezbollah é financiado da ordem de centenas de milhões de pessoas, principalmente da Síria e do Irã, bem como os fundos privados.

O Hezbollah é considerado um movimento de resistência no Líbano, Síria, Líbia e Irã. Obviamente, o Hezbollah tornou-se rapidamente o confronto principal organização militar com Israel no sul do Líbano. Entre 1990 e 2000, o Hezbollah tem sempre reforçou a sua aliança com a Síria e tem fortalecido sua facção militar, o que lhe permitiu continuar a sua guerrilha contra Israel.

Dito isto, o Hezbollah também aborda assuntos sociais através de hospitais, escolas, orfanatos e uma estação de televisão (Al-Manar: a "cadeia do Partido de Deus"), os quais são projetados para aumentar sua popularidade entre a população e apoio vitória. Após as eleições de junho de 2005, o Hezbollah ganhou 14 assentos no parlamento libanês, que representam 128.

Hezbollah continua a perseguir seu objetivo principal: a destruição de Israel. O movimento armado tem pelo menos 600 "combatentes" ativos e uma armas de artilharia pesada, como lançadores múltiplos de foguetes e mísseis guiados, o militar também é consistindo de rifles, minas terrestres, artilharia e armas anti-aviões leves com equipamento de visão noturna e veículos aéreos não tripulados.

Pessoal de apoio e Hezbollah são praticamente impossíveis de quantificar. Para os líderes americanos, o Hezbollah continua a ser uma ainda mais perigosa do que a Al-Qaeda, para a opinião pública ocidental, eles são terroristas e fantoches disponíveis para a Síria eo Irã.

No entanto, para milhões de libaneses, é a voz dos pobres, porque o movimento também suporta uma vasta rede de serviços públicos afetando hospitais, escolas, coleta de lixo, etc. Mas Israel finalmente reagiu aos ataques do Hezbollah em julho de 2006, grandes ofensivas militares foram lançados não só contra o sul do Líbano, mas em quase todo o Líbano, incluindo Beirute. Líderes libaneses para a agressão israelense ao Líbano trouxe de volta 50 anos atrás.

O número de pessoas deslocadas é estimado atualmente pelo menos 700.000. Para Israel, a retaliação contra o Líbano é uma maneira de entender este país de que o controle do grupo Hezbollah armado é da responsabilidade do Estado. O problema é que o Exército libanês não é forte o suficiente para controlar o Hezbollah e menos ainda para enfrentar o poderio militar de Israel! No mínimo uma força internacional!

Para o momento, os libaneses parecem ser peões em uma guerra que está para além deles. A desestabilização do Líbano, que acaba de sair de 30 anos de presença estrangeira no seu território, só vai piorar a coexistência frágil de várias comunidades libanesas. Apesar de meios militares inferior Hezbollah sempre conseguiu se levantar para Israel.

Fonte: www.tlfq.ulaval.ca

Líbano

Paraíso financeiro e turístico por longo tempo, o Líbano teve suas atividades econômicas paralisadas a partir de 1974, quando a luta política evoluiu para a guerra, o terrorismo e as invasões.

Estado árabe situado na costa leste do mar Mediterrâneo, o Líbano ocupa uma superfície de 10.230km2, numa faixa que mede 215km de norte a sul e de trinta a oitenta quilômetros de leste a oeste. Limita-se ao norte e a leste com a Síria e ao sul com Israel; a oeste estende-se a costa mediterrânea.

O povo libanês é uma mistura das raças que se assentaram sucessivamente na região, sobretudo fenícios, gregos, bizantinos, europeus vindos com as cruzadas e árabes de diversas procedências, com predomínio de armênios, sírios e palestinos. O idioma oficial é o árabe, mas fala-se também francês, inglês, armênio e curdo.

O Líbano é um dos países mais densamente povoados do Oriente Médio. Até a guerra de 1974, vivia o fenômeno do êxodo da população rural, que procurava as grandes cidades, sobretudo a capital, Beirute. Mais tarde, em conseqüência dos combates armados nas cidades, grande parte dos migrantes voltou a seus lugares de origem ou fugiu para o exterior.

O programa de assistência social desenvolvido pelo governo libanês abrange tanto os centros urbanos como as áreas rurais, e nele colaboram algumas instituições independentes, como as associações religiosas.

Embora o desenvolvimento econômico do país tenha favorecido a erradicação de diversas doenças e os centros sanitários contem com pessoal médico experiente, as contínuas guerras em que o país se envolveu impediram, no entanto, a melhora das condições de assistência sanitária.

O sistema educativo é bastante avançado. São obrigatórios os cinco primeiros anos da escola primária, a cargo do estado; o ensino secundário e o superior são ministrados por instituições particulares. As instituições de ensino superior mais importantes são a Universidade Libanesa e a Universidade Americana de Beirute.

O índice de alfabetização no Líbano é superior a oitenta por cento, um dos mais elevados do mundo árabe.

Durante séculos, graças talvez a sua natureza montanhosa, o Líbano serviu de refúgio a inúmeras seitas religiosas perseguidas em outros países. Esse acontecimento é a origem da pluralidade religiosa da sociedade libanesa.

As civilizações fenicianas, romanas, bizantinas, árabes, turcas e francesas deixaram seus vestígios marcantes a serem visitados nesta terra onde as culturas, oriental e ocidental, se misturam num mosaico de povos e religiões. O passado do Líbano pode ser lido facilmente em suas paisagens.

CLIMA: Tipicamente mediterrâneo VOLTAGEM 220 volts

FESTAS: Todas as festas religiosas, islâmicas, assim como a Páscoa católica e ortodoxa. Cada comunidade religiosa respeita seus próprios dias de festa. 09 de fevereiro (Santa Marron), de 1º de janeiro e 06 de maio dia dos mártires, 1º de novembro e 22 de novembro festa nacional.

COMPRAS: Jóias em ouro e/ou em prata, marchetaria, cutelaria.

Principais Cidades

BEIRUTE

Capital do Líbano moderno com mais de 2.000.000 de habitantes, sempre foi o centro cultural e comercial do país apesar de 15 anos de guerra civil e destruição total do centro da cidade. Um plano de reconstrução e de desenvolvimento da capital foi estabelecido nos anos 90.

Dentro de 25 anos este projeto deve transformar Beirute numa cidade ultra moderna sem perder sua característica oriental. Os sítios e monumentos históricos tais como a praça de Mártires o parlamento, serralho assim como os souks foram integrados dentro desse novo sítio que cobre 1.600.000 m2.

BAALBECK

O maior conjunto arquitetônico romano existente no mundo. A 85 km de Beirute no Vale de Beka, os templos dedicados a Júpter, Vênus e Bacco datados dos séculos I e III. Templo de Júpter ainda sustentado por 6 impressionantes colunas.

AANJAR

A 58 km de Beirute, Aanjar é o único lugar forte que ainda persiste no Líbano. As ruínas dos palácios, souks, thermas, ruas com colunas e muros, recintos com impressos dos primeiros muçulmanos, que a partir de Damasco estenderam suas influências até a Espanha. BEIT EDDINE Pérola de arquitetura oriental.

No começo de século XIX, o Emir Bachur, que reinava sobre o Líbano durante mais de 50 anos construiu este magnífico palácio. Suas arcadas, suas galerias e, salas decoradas pelos artistas de Damasco tornando-o um modelo da arquitetura oriental. Este palácio é dotado de um museu de armas feudais, de jóias, de vestígios tradicionais e também um museu arqueológico.

DEIR EL QAMAR

Vila do Chouf, casas brancas cobertas de telhas vermelhas penduradas nos flancos escarpados de montanhas.

BIBLOS

Jbeil, uma das mais antigas cidades do mundo (pelo menos 9.000 anos e mais do que 20 civilizações se sucederam). O sítio arqueológico de Biblos é um dos mais ricos do Oriente Médio. Capital comercial e religiosa de costa feniciana ela deu o seu nome a a Bíblia e, onde foi inventado o primeiro alfabeto linear que é precursor de nosso alfabeto.

Fonte: www.happydayturismo.com.br

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