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Pontos Turísticos do Líbano

Iniciaremos nosso percurso tomando como base a capital, Beirute. Desde ali nos dirigiremos ao Norte, depois às Montanhas do Centro-leste do país, para voltar a Beirute e iniciar nossa viagem pelo Sul.

BEIRUTE

A capital do Líbano, que se recompõe das feridas causadas por uma longa guerra, surpreende ao viajante por sua riqueza história e a amabilidade e hospitalidade de seus habitantes. A cidade encontra-se num saliente do centro da costa oeste do país.

Entre os lugares que destacamos para o visitante acha-se o Museu Nacional de Beirute, que acolhe coleções arqueológicas de grande valor. Outros museus destacáveis são o Museu da Universidade Americana, e o Museu Sursock, que guarda pinturas, esculturas e alguns manuscritos muito interessantes.

Ao Sul de Beirute encontramos numerosas igrejas, mesquitas e edifícios antigos em restauração. Aparte do tempo, a guerra destruiu em grande escala estas relíquias do passado. Um passeio tranqüilo e agradável pelo Corniche, lhe devolverá a paz e o sossego. Ao longo encontrará postos que vendem frutas e todo tipo de artigos.

As Praias de Beirute estão bastante contaminadas, ainda que poderá contentar-se apenas em observá-las. Contudo a região aberta ao mar está repleta de piscinas onde poderá banhar-se e porquê não desfrutar de uma sauna ou uma massagem no Hammam.

O NORTE DO LÍBANO

Conhecida nos tempos bíblicos como Gebal, Byblos, é uma das cidades mais antigas do mundo. Isto o demonstram suas Ruínas e as escavações que mostram restos do neolítico e de uma florescente civilização em contínuo intercâmbio com os egípcios. Nas ruínas foram encontrados restos dos castelos da época das cruzadas, um templo que pertenceu a Baalat Gebal, a dama de Byblos, tumbas, altares e até um anfiteatro dos tempos romanos. Também em Byblos poderá visitar o Museu de Cera e a Igreja de São João.

TRÍPOLI

Trípoli é a segunda maior cidade do Líbano. É, ademais, uma cidade repleta de história a julgar pelas pegadas que numerosas civilizações deixaram ali. A Velha Cidade surpreende ao visitante com suas estreitas vielas e suas mesquitas, entre as que se destaca a Mesquita de Taynal, Al-Burtasiya e Madresseh, assim como a Torre do Leão, a única que sobrevive das construídas pelos mamelucos.

EM DIREÇÃO A BCHARRE

Diz-se que uma das viagens mais impressionantes no Líbano é a do caminho que leva a Bcharre, onde abundam cedros, que salpicam os montes com centenas de anos a suas encostas. O caminho discorre através das montanhas passando por pitorescas aldeias. Na rota encontra-se o Museu Gibran situado no lugar onde nasceu o famoso escritor, e foi enterrado segundo seus desejos, também nesta localidade. No museu se encontra muitas de suas obras pictóricas e manuscritos, assim como objetos pessoais do genial artista.

O VALE DE BEKAA

Uma fértil planície separa o Monte Líbano do Antilíbano, trata-se do Vale de Bekaa. Ali encontra-se Baalbech, conhecida em tempos antigos como Heliópolis ou Cidade do Sol pelos gregos, e Baal, pelos fenícios. Os romanos construíram neste lugar seus templos, e seu passado deixa-se ver nas Ruínas Romanas, que contam com uma das maiores acrópoles do mundo.

Anjar é um lugar misterioso e de duvidosa história, recentemente descoberto. Os trabalhos de investigação realizados, a situam como assentamento de Umayyad. O lugar foi construído com uma simetria de reminiscências romanas. A cidade está amuralhada e conta com algumas portas, arcadas avenidas e torres interessantes de admirar.

Outras localidades que despertaram o interesse do visitante na região são Chtaura e Zahle, um pitoresco lugar às margens de um rio, salpicado de pequenos cafés e restaurantes.

O SUL DO LÍBANO

Desde Beirute podemos iniciar nossa viagem em direção ao sul. Atravessando as montanhas Chouf, justamente no sudeste de Beirute, encontraremos um fantástico cenário de vales verdes, estreitas gargantas, arroios e cascadas. A região ficou bastante desabitada após a invasão israelita, pelo que é difícil encontrar alojamento.

A principal atração das montanhas é o Palácio de Beieteddine. Esta construção do século XIX se destaca majestosamente dominando a paisagem sobre uma colina rodeada de belos jardins. Outro palácio interessante é o de Mir Amin, menor que o anterior, e convertido hoje num luxuoso hotel.

Não deixe de visitar a localidade de Deir el-Qamar e poderá admirar sua rica arquitetura. Em Kfarhim, há uma gruta natural com estalactites e estalagmites. O Jabal Barouk é uma montanha coberta de cedros e salpicada de pequenos povoados e vales que lhe levaram a Nabeh es-Safa.

Na costa do sudoeste encontra-se Saida uma pequena cidade portuária com uma história milenária. Os edifícios da cidade antiga se assomam há muitos séculos. Ali poderá admirar Khan el-Franj, e fora da cidade antiga a Grande Mesquita e Qasr el-Bahr, um castelo construído na época das cruzadas, situado numa pequena ilha, que comunica com o continente por uma ponte árabe fortificada, de pedra. Apesar dos múltiplos ataques que sofreu se conserva em pé.

A cidade de Sour, na costa sul, foi fundada pelos fenícios no terceiro milênio a.C., e então chamava-se Tyra. Durante séculos foi um florescente lugar e por isso sucessivamente invadido. Na área de Sour foram encontradas riquezas arquitetônicas de grande valor histórico, entre elas destacamos as Ruínas Romanas, que recordam o passado desta importante civilização. Em cada pedra ficou marcado onde esteve em tempos, um teatro, um banho e até um hipódromo.

Fonte: www.rumbo.com.br

Pontos Turísticos do Líbano

Aanjar

Aanjar, 58 quilômetros de Beirute, é completamente diferente de qualquer outra experiência arqueológica que você terá no Líbano. Em outros pontos históricos do país, diferentes épocas e civilizações são sobrepostas uma após outra. Aanjar 'exclusivamente um período, o Umayyad.

Os outros pontos do Líbano foram fundados milênios atrás, mas Aanjar é relativamente novo, datando do início do século XVIII D.C. Diferente de Tyre e Byblos, que clamam continuamente por habitação desde o dia em que foram fundadas, Aanjar floriu por apenas algumas décadas.

Além de uma pequena mesquita Umayyad em Baalbeck, nós temos outras remanescências deste importante período da história árabe.

Aanjar também permanece único como sendo o único exemplo de uma ilha servindo como centro comercial. A cidade se beneficiou de sua posição estratégica na intersecção das rotas de comércio que passavam por Damascus, Homs, Baalbeck e iam para o Sul. A quase que perfeita ruína quadrilateral jaz no meio de uma das mais ricas terras agricultoras do Líbano. É uma das mais importantes fontes do Rio Litani. O nome atual, Aanjar, vem de Arabic Ain Gerrha, "a fonte de Gerrha", o nome de uma antiga cidade fundada nesta área pelos árabes ituraenses durante os tempos helenísticos.

Aanjar tem uma beleza especial. A cidade estende colunas e frágeis arcos em contraste com o massivo volume das montanhas Anti-libanesas próximas, um misterioso palco para as extensivas ruínas de Aanjar e as memórias de sua curta mas enérgica presença na história.

História: Mestres de Aanjar: Os Umayyads

Os Umayyads, a primeira hereditariedade da dinastia do Islam, dominava de Damascus no primeiro século depois que o Profeta Mohammed, de 660 até 750 D.C. Eles são vistos como grandes conquistadores que criaram um império islâmico que se alongava dos vales hindus até o sul da França.

Baalbeck

grande templo de Baalbeck ou Heliopolis está lá desde o início de nossa era quando era uma das maravilhas do mundo. Ele e o segundo templo, com seu porão quase intacto formam um dos mais belos e famosos monumentos. Baalbeck é um local onde os visitantes podem recapturar a fascinante atsmosfera do passado. Há lendas que explicam seu tamanho excepcional, sua proporção gigantesca e seus enormes blocos, particularmentemente há três que medem entre 19-20m por 4.5 m por 3.6 m. Um bloco ainda maior ainda permanece na pedreira. Um arqueólogo declarou que esse bloco solitário já é uma curiosidade para os visitantes de Baalbeck.

Por séculos festas populares ligadas ao local com figuras bíblicas, imagens de humanos por detrás do assoalho, com gigantes e djiins e mesmo recentemente um sério cientista atribui ao bloco uma origem vinda de outro planeta em tempos remotos.

Baalbeck sofreu com a passagem do tempo. Sua história desapareceu na lenda e seus templos se tornaram inreconhecíveis devida às adições medievais e Bizantinas, às devastações da guerra, terremotos e vandalismo. Mas agora, agradece ao trabalho de escavação, consolidação e restauração que se iniciou no início do século. Nós podemos ver edifícios de Baalbeck que primam pela remoção dos acréscimos colocados.

O caminho para o santuário é mais uma vez através de um salão hexagonal.

Os visitantes agora têm acesso a vasta sala de sacrifícios, uma vez encoberta pela basílica bizantina que agora mostra seu estado original com um monumental altar e um segundo altar que possui uma piscina ornamental para rituais de banho. O salão era cercado por 128 colunas de granito rosa do Egito colocada em frente da série de exadros meticulosamente decorados. Ao oeste, os blocos de uma grande paço foram restaurados para a sua posição original e agora levam a uma plataforma superior do templo de Jupiter. As seis enormes colunas continuam com suas entablaturas no topo dando idéia da vasta escala do edifício original. Nas redondezas, mas inteiramente separado do templo de Jupiter, está o templo de Bacchus completo exceto pelo seu telhado, parte do peristilo do altar. A decoração do templo é de uma riqueza particular e delicadeza que devem ser extremamente preservada.

Através dos séculos esses dois templos, impostos, quase que excepcionalmente pela sua grandeza colossal e seu harmonioso design, têm inspirado a fantasia e a poesia a explicar e descrever sua construção. Os caprichos tem dado lugar a um sistemático exame que verifica a idade dos templos e formam uma idéia correta do espírito da era em que foram construídos.

O templo de Jupiter, cujas fundações são provalvelmente pré-romanas, foram finalizadas aproximadamente em 60 D.C. O terraço que foi planejado para cercar o templo, a que pertencem três famosos blocos datam do mesmo período mas nunca foram finalizados. Durante o segundo século D.C. uma grande aproximação foi planejada e a grande côrte foi construída com o colonado e o exaedro. O templo de Bacchus foi construído em aproximadamente 150 D.C. O propylaes foi adicionado no começo do terceiro século D.C., junto com o pequeno templo redondo e, no reino de Felipe o Árabe (244-249 D.C.), a pré-corte hexagonal.

Uma construção de tão vastas proporções nunca podia ter sido o trabalho de uma cidade ou mesmo de uma província. AQ energia enorme e necessária poderia ter sido provida por um império Romano como parte de uma fiscalização de imperadores do leste para unir as pessoas indigentes e a população colonial Romana na mesma fé e adoração dos mesmos deuses. Essa fiscalização pela religião foi feita possível por uma tendência existente de agupar divindades. Hadad, o deus do trovão e da tempestade do leste, o deus que fornece a chuva, conhecido pela dedicação que teve perante o povo Libanês, já esteve identificado em Baalbeck como sendo o sol, e a cidade foi chamada de Heliopolis - cidade do sol - nos tempos helenísticos. Naquele tempo os deuses de Baalbeck tinham nomes gregos. Sob o império Romano eles simplsmente tomaram a civilização Romana, Hadad se tornou Jupiter Heliopolitanus, a grande deusa era chamada de Venus Heliopolitana e o pequeno deus do verão era Mercúrio. Essa tríade era perticularmente popular, é bem lembrada em Baalbeck. Altares dedicados a tríade heliopolitana foram fundadas não só nas províncias do leste, mas em todo o mundo Romano, de Balkans até a Espanha, País de Gales e Escócia. A popularidade dessa cultura era parte devido ao trabalho das cerimonias místicas devido aos ritos rurais antigos, e o templo de Bacchus podia ter sido construído por uma celebração de mistérios. Deveria, entretanto, ser enfatizado que detrás dessa tendência para unir cultos, em vez de variar os aspectos das divindades e trocar seus nomes ou representações, o culto à tríade heliopolitana era sempre fenícia na essência, uma essência refletida nos monumentos que você vê atualmente.

O que é mais marcante à primeira vista é, obviamente, o caráter do leste da arquitetura e decoração. "Alguém pode pensar que os monumentos foram feitos em Roma, empacotadas para exportaçãso e implantadas em Baalbeck como um quebra-cabeça jiga." E ainda, ao contrário da mania de colunas das capitais corintianas, a arquitetura do oeste transparece o ornamento clássico, a parte essencial das antigas tradições ainda presentes. Está presente nas representações das divindades, uma daquelas que pode ser vista na pré-cortes. Está presente, também, no layout do santuário, pois na sucessão de propylaea, pré-corte e sala de sacrifícios são lembradas no templo em Jerusalém com sua seqüência de cortes para nobres, padres e homens de fé. A grande corte, contendo a instalação principal do culto, é tipicamente de tradição semita. O templo está à oeste, a própria grande côrte é circulada por colonados corintianos, mas não há paralelos no mundo ocidental para o altar, que possui oito metros de facinante entrada para o templo. Os tradicionais ritos e cerimônias forçaram os construtores Romanos a aceitar sua posição, e é provável que os sacrifícios nos tetos mencionados na Bíblia aconteciam na plataforma do grande altar. No templo de Bacchus as escadas de cada lado da magnifíca porta podem ter servido para alguma preparação para os rituais. Este templo é a residência de deus ou de sua imagem que não desapareceu nos tempos Romanos.

Baalbeck é mais do que um fascinante grupo de ruínas de uma inspirante majestade. É o local onde o leste e o oeste se encontraram e se fundiram, uma passagem onde diferentes influências e credos se uniram em mutua união, como no Líbano atual.

Beit Eddine

O caminho para Beit Eddine começa na pequenacidade de Damour que jaz na costa, aproximadamente 17km ao sul de Beirut. Cravado na beira do penhasco que domina o vale, o caminho sobre em direção a região Chouf passando primeiramente através de

Deir el Qamar, o conhecido assento do governo.

Logo após Deir el Qamar e uma impressionante colina, aparece o palácio de Beit Eddine. Um belo exemplo da arquitetura oriental de meados do século XIX, o palácio foi construído por Emir Bechir el Chehabi II (1788-1840) que foi por mais de cinqüenta anos não apenas o mais independente e soberano mas também aquele cujo reino foi igualmente caracterizado pela justiça e prosperidade. Sob suas regras houve um estouro no trabalho público; estradas foram asentadas ou aumentadas enquanto novas pontes foram construídas e outras reparadas. Sua mais espetacular realização, entretanto, permanece sendo o aqueoduto da Safa, uma grande obra cujas águas são regularmente torneadas por neve derretida. Esse aqueoduto de 14 quilometros foi desenhado para garantir o suprimento de água para a nova capital, Beit Eddine, e para sua construção Emir Bechir designou seu nobres, para que cada um fosse obrigado a fornecer dois dias de mão-de-obra de graça. O resultado de oitenta mil dias de trabalho completou o projeto em dois anos sem utilizar nenhuma verda do Tesouro Nacional.

Desde a Idade Média em diante, o Líbano foi dividido em feldos governados por Emirs ou herdeiros Cheikhs. Em meados do século XVII, Emir Fakhred-Dine II Maan (1572-1634) extendeu seu poder através desses domínios chegando a reinar numa área correspondente ao Líbano atual. Ele transferiu a capital de Baaqline para Deir el Qamar, mas também tinha seu posto governamental em Sidon e Beirute particularmente após o Sultão ter extendido seu poder do norte da Círia até a Palestina central.

No final do século XVII, a dinastia Maan morreu e suas terras foram herdadas pela família Chehab, Emirs of Waditaim. Seguindo os costumes usuais que serviam como base para governo no Líbano, os senhores feudais reconheceram os Chehabs e o Sultão conforme seus investimentos. Seus palácios foram situados em volta da quadra central de Deir el qamar através do século XVIII.

No final do século XVIII, Emir Youssef encontrou-se em dificuldades com os representantes do Sultão, os visinhos pachas. Ele preferiu retirar, e abdicar em favor do Emir Bechir II desde que seus herdeiros não tinham a idade necessária para assumir o posto.

Devido a desentendimentos familiares, o posicionamento do palácio de Deir el qamar, e a extensão de seu poder, emir Bechir II decidiu construit seu próprio palácio em Beit Eddine, uns cinco quilometros de Deir el Qamar.

Propositalmente sitaudo num impressionante vale de rocha massissa, o novo palácio foi extendido em aproximadamente 100 metros em extensão a fim de incrementar o poder de Emir e a glória de seu reino. Seguindo o estilo tradicional, sua aparência externa tem uma rústica simplicidade de uma fortaleza que domina a estrada que cruza as colinas e vales ligando Deir el Qamar a Beit Eddine. Os jardins do terraço invadiam o palácio enquanto mais jardisn plantados com ciprestes e outras árvores decoravam o parque interior e circulam os vários edifícios. No final do século XVIII, o palácio completo permanecia como residência de Emir até o dia de seu exílio em 1840.Depois da supressão do Emirado em 1842, o palácio continuava por algum tempo a ser a posse de seus herdeiros até que em 1861 ele foi comprado pelo Estado para se tornar a residência do governo de Mutasariff até 1914.

A rota original de acesso pelos cavalos e pedestres não mais é permitida desde o final do século XIX, Mutasariffs deixou-o cair em desuso e construiu uma nova estrada seguindo a colina. Como resultado, o palácio perdeu sua dominante posição pelo qual foi desenhado, e de agora em diante a presente estrada de acesso ruma lado ao pa´lacio permitindo uma verdadeira visão panorâmica.

Depois da guerra de 1914, o palácio foi usado como local administrativo mas em 1930 ele foi declarado como um Monumento Histórico e um grande trabalho de restauração tomou a Direção des Antiqutés. Em 1943, Cheikh Bechara El Khoury, o Presidente da República, decidiu fazer sua simbólica residência de verão e trouxe de

volta em grande pompa e cerimônia da Constantinopla os remanescentes de Emir Bechir que morreram lá em 1850. O trabalho de restauração recebeu então um novo impulso, sendo continuando pelas autoridades parlamentares e executivas.

Depois da restauração, o palácio novamente tomou seu ritmo de vida em três seções principais:

Dar el Baranié

Essaparte do palácio, composta de uma passagem em zig-zag com salas em ambos os lados para a entrada dos guardas foi aberta ao público.

A passagem leva a um pátio de 60 metros onde as pessoas podem encontrar várias reuniões e assembléias, assim como dança e concursos e outras festividades. Desse local, Emir deixaria seu retiro em solene procissão para a guerra ou para a caça.

Ao longo de um lado desta corte estão dois edifícios desenhado para receber os convidados. Era costume no Líbano que qualquer um do posto deveria manter sua casa aberta para qualquer visitante. Os administradores deste quarto não têm o direito de perguntar a nenhum visitante sua identidade ou o propósito de sua jornada antes do final do terceiro dia de sua estadia.

O andar superior totalmente restaurado deste edifício foi transformado em um museu ilustrando o dia-a-dia da época e parrticularmente daquele palácio.

Sepulturas, modelos, armas, documentos e jóias podem ser vistas aqui, datando do início do século XVII até a Primeira Guerra Mundial.

Outras salas de exibição estão sendo preparadas no andar térreo. A entrada para esse bloco é no meio do extremo do pátio.

Dar el Wousta

Essa e a parte remanescente do palácio foram construídas sobre vastos quartos com elegantes sepulcro que leva ao pátio chamado Dar el Kheil, os estábulos. Aqui havia acomodações para quinhentos cavalos e seus cavaleiros, e os seiscentos guardas de Emir.

Este quarto acima dos estábulos possui uma enorme escadaria dupla e uma entrada decorada com marmore multicolorido e uma inscrição de boas-vindas.

A porta de entrada leva a uma passagem que, por sua vez, leva a um pátio cujas fontes espumantes adicionam charme às arcadas elegantes nos três lados do pátio.

Seguindo a tradição da arquitetura libanesa, o quarto lado da corte permanece completamente aberta para permitir um completo entretenimento e amostra da beleza do interior.

Os apartamentos que se localizam dos lados da entrada para o ministro de Emir, seus secretários e os membros da corte.

Oposto a entrada estão os quartos privados, Dar el Harim.

Dar el Harim

Os apartamentos de Dar el Harim consistem de um andar térro e um primeiro andar menor. Num dos cantos do andar térreo está a sala de recepção principal, com outras salas nos outros quatro lados do pátio onde a música das fontes acrescentam uma nota de vivacidade.

Uma elegante arcada leva ao terraço com uma visão que abraça todo o vale e alcança o mar ao fundo.

O harem foi prolongado por uma complexidade de salas e arcadas que devem ter sido uma tranferência de atividade onde os serventes preparavam as refeições diárias para mais de quinhentas pessoas.

A refeições eram levadas dessas cozinhas para a recepção e salas de estar para serem colocadas em bandejas servidas diante os divãs e sofás dos notáveis e seus visitantes.

Uma outra importante parte de Dar el Harim eram seus numerosos banheiros, cada uma debaixo de uma pequena cúpula e iluminada por janelas de ventilação multicoloridas.
Seguindo a tradição que vem desde a era Romana, as pedras que calçam esses banheiros eram suportadas sobre os pilares e sepulcros com ar aquecido que passava por debaixo, de maneira que a pessoa podia escolher salas com temperaturas que variavam de frio até morno e muito quente.

A recepção principal era usada - antes ou depois do banho - como um lugar para descontração, onde se podia discutir literatura, política ou mesmo apenas ouvir estórias.

Quando o inverno era particularmente intenso nessas regiões montanhosas, se tornava impossível viver nos andares térreos. Por essa razão um completo primeiro andar era construído sobre as cozinhas ao longo dos lados de uma quadra interior coberta por um finamente esculpido e levemente colorido teto.

O Emir costumava fumar seu longo cachimbo numa plataforma salientada num dos cantos desta quadra coberta, cercado por seus parentes e amigos mais próximos. Gerações futuras acreditavam que era daqui que ele tirava sua justiça ou "Mahkamé" na conta do peso dos dias. Na verdade, o Emir sendo a primeira e última fonte da lei, ele exaltava justiça onde quer que estivésse.

Os edifícios de Dar el Harim tem uma vista para a quadra do meio. Sua fachada é a mais rica do palácio tanto pela sua beleza como pela sua arcada, a delicadeza de suas esculturas, a harmonia de suas cores e seus mármores e e alcovas esculpidas.

Uma grande e muito bem decorada porta de entrada dá acesso tanto para a porta de recepção e para Dar el Harim. Nessa bem decorada sala de recepção o Emir costumava encontrar-se com a corte e discutir sobre os negócios de seu reino. Esta sala se encontra em dois níveis, o primeiro tendo um belo chão em forma de mosaico e paredes cobertas com mármore, esculturas e inscrições. Uma dessas incrições chama atenção pela sabedoria que transparece:

"Zelar pela justiça é a homenagem de um governante para Deus, pois uma hora de justiça vale mais que mil meses de preces."

Os outros lugares

O Emir tinha três filhos de sua primeira esposa Sitt Shams, que era também uma Chebah mas de um ramo mais velho da família. Ela morreu em 1818 e foi enterrada em um sepulcro com uma cúpula, cercado de ciprestes num canto dos jardins. Quando as cinzas do Emir foram trazidas de volta de Constantinopla, elas foram assentadas no mesmo sepulcro.

Brevemente depois da morte de Sitt Shams, Emir Bechir determinou-se para consolidar seu poder e evitar dar importância para outros ramos de sua família contratando um segundo casamento com uma de suas primas. Conseqüentemente, ele tinha quatro mulheres Circassianas mandados de Constantinopla e casou-se com uma delas que gerou suas duas filhas. Por essa razão, havia três outros palácios e uma residência no interior chamada El Maqsaf em adição ao grande palácio de Beit Eddine.

O seu filho mais velho, Emir Qacem, que era responsável pela Bekaa, construiu um palácio numa área paralela ao grande palácio. Tudo o que permanece desse palácio são os estábulos, que serão restaurados quando a Direção Geral das Antiguidades tenha completado a compra das propriedades vizinhas a fim de criar um museu ao ar livre.
O segundo palácio era para seu filho mais novo, Emir Khalil, que estava geralmente envolvido com operações militares. Esse palácio foi construído numa área que fica ao lado do grande palácio. No final do século XIX, o governo Mutasarrif completou sua demolição e o transformou em um edifício público agora empregado como sede regional do governo.

O terceiro palácio fica acima da vila de Beit Eddine. Ele pertencia ao filho mais novo, Emir Amine, que era responsável pelas missões políticas mais delicadas e deveria substituir seu pai durantes qualquer ausência de Emir Bechir. Esse palácio se encontrava em pobres condições quando o Conselho Nacional de Turismo tomou interesse pelo palácio, com o intuito de criar um hotel de primeira classe. O hotel completo tinha vinte e quatro salas, sete com salãos privados; a maioria das salas estão no primeiro andar e dão para os terraços e um jardim suspenso. Com o acordo e colaboração técnica da Direção das Antiguidades, o Conselho Natural do Turismo ordenou a restauração e deu nova vida a toda a complexa arquitetura que forma o mais belo e elegante de todos os palácios de Beit Eddine.

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