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Líbia

LÍBIA, UM PASSSADO DE GLÓRIA

Apesar da intimidante do nome para o europeu, Líbia é um encantador país cheio de história (por ele tem passado fenícios, gregos, romanos, bereberes, vândalos, bizantinos, árabes, turcos e italianos) e um presente muito mais estável e próspero do que imaginamos. Líbia tem a renda per-capita mais elevada do continente africano. Os líbios têm reputação de serem excelentes anfitriões a de sempre alegrar o visitante.

Localização Geografia

Líbia, com seus 1.757.000 quilômetros quadrados é o quarto maior país da África, a maior parte é terreno desértico dominado pelo Saara com enormes campos de dunas a cobrirem 15% da superfície. Não tem rios permanentes somente alguns poços e lagoas que enchem-se na época das chuvas. O clima saariano domina o país e tem chegado a registrar temperaturas de até 58 graus centígrados. A faixa costeira recebe suficiente chuva como permitindo o cultivo estável e é aqui onde reside 95% da população.

Líbia limita-se ao norte com o mar mediterrâneo, ao leste com o Egito, ao sudeste com o Sudão, ao sul com o Chadee e Níger e ao oeste com Tunes e Argélia.

Flora e Fauna

O carácter desértico do território líbio condiciona sua escassísima flora e fauna, reduzida à zona costeira e a alguns oásis, como os de Fezzán, Giofra e Kutra -os maiores do Saara, ricos em cultivos de dátiles e azeitonas. Nos desertos abundam os cactus, matorrais, arvustos e outras plantas bolbosas perenes. Quanto aos animais, o dromedário, com a corcunda, longas e magras patas, pescoço curvado e cabeça com grandes lábios pendentes, passeia pelas areias dos desertos apoiando-se sobre as almofadas elásticas que cobrem seus dedos. Uma capa de lã embrulha seu corpo como câmara de ar permitindo isolar-se das fortes temperaturas desérticas. A gordura que armazena na corcunda faz com que possa ficar até dez dias sem comer nem beber, sendo possível ver a corcunda pendurada após ter realizado uma longa viagem.

História

Romanos e Árabes

Tripolitania, a Líbia romana, alcançou sua época dourada por volta de 190 d.C., quando Septimius Severus, natural de Leptis Magna, converteu-se Imperador de Roma. Com o enfraquecimento do império chegaram as invasões de bárbaros e vândalos, que acabaram com todo resto de esplendor no século V. Após breve domínio do Bizâncio, os árabes chegaram no século VII e rapidamente tornaram o país parte do Islão.

Os árabes tiveram o domínio da região até os turcos conquistá-la no século XVI. Líbia era governada, não desde Constantinopla, mas por mandatários expressamente enviados à zona com a principal intenção de cobrar uma espécie de pedágio marítimo aos barcos ocidentais que passavam por essa parte do Mediterrâneo.

Presença Italiana

Após as guerras napoleônicas, Líbia ficou como o último reduto de Constantinopla na África, com a divisão colonial Itália fez o controle. Os colonizadores iniciaram um cruel processo de "italianização" da zona entre 1911 e o fim da II Guerra Mundial no qual a metade de um milhão de habitantes nativos foram assassinados ou exiliados.

Depois da guerra a Itália foi obrigada a abandonar a Líbia, que ficou sob mandato das Nações Unidas enquanto decidiam o seu destino. Em 1951 fez-se independente sob o reinado de Idris, não muito popular entre seus súditos. Em 1969, no meio de um intenso ambiente regional de "pan-arabismo", um grupo de oficiais liderado por Muammar al-Gaddafi deu o golpe de estado, destituindo o rei Idris.

Gaddafi

Gaddafi começou reformas radicais visando a partilha do produto da riqueza petrolífera do país, e quebrou os ligamentos de dependência da Líbia com Ocidente e suas companhias petroleiras, sendo especialmente afetados os Estados Unidos e o Reino Unido.

Gaddafi pretendeu fomentar a seu pessoal uma visão do arabismo moderno, e tentou uniões com os países vizinhos que não chegaram a prosperar. Na verdade Gaddafi contribuiu à redistribuição da riqueza com a massiva construção de estradas, escolas e hospitais e a devolução do poder aos líbios, embora só através dos chamados "Comitês Populares", pois os partidos políticos estão proibidos.

Gaddafi também apoiou numerosos movimentos de libertação de outros países, alguns deles supostamente de carácter terrorista, o que significou para o coronel durante a década dos 80 a inimizade de vários países, sobretudo dos Estados Unidos. Em 1986 Reagan ordenou bombardear Trípoli e desde então fazem vários anos que a Líbia suporta um embargo internacional pela suposta implicação no atentado contra um avião da PANAM no ano de 1989.

Apesar de tudo Gaddafi mantém seu carisma e consideração entre o povo líbio, e não se enxerga uma mudança eminente no governo líbio ou na relação com as potências ocidentais.

Arte e Cultura

A riqueza cultural da Líbia vem das marcas que os numerosos povos que passaram pelo seu território deixaram. As ruinas gregas e romanas convivem com uma cultura eminentemente muçulmana e árabe que o regime de Gaddafi tem encarregado de conservar e potenciar.

Gastronomia

A cozinha libanesa, como a de toda o África Setentrional, tem o cuscus como principal prato. Como herança da dominação italiana tem ficado na dieta da Líbia numerosos pratos de massas, onde o macarrão é o protagonista. A carne de cordeiro é a mais tradicional, seguida da de camelo. Quase todas as comidas acompanham-se de uma sopa picante que costuma conter macarrão e cordeiro.

No interior pode-se experimentar pratos tipicamente saarianos como o f'taat, feito com pasteizinhos de trigo cobertos de carne e molho. Na costa pode-se comer peixe de boa qualidade.

Bebidas

O álcool está proibido na Líbia. Não há muitas opções além de bebidas gasosas muito doces. A água deve ser engarrafada.

Compras

Nas medinas e bazares, jóias e tecidos são os bens mais apreciados. Pode-se encontrar mostras de artesanato nos mercados das ruas, assim como lembranças "típicas", especialmente perto das ruinas romanas de Trípoli e em diversos centros turísticos. Não se esqueça de pechinchar.

População e Costumes

Líbia tem uma população de 5.648.000 habitantes. Os líbios consideram-se árabes, embora etnicamente são uma mistura de outras raças, como a turca, bereber e africana sub-saariana.

Ao redor de 97% da população é muçulmana suni, conservadores mas não fundamentalistas, como prova o fato de ser frequente encontrar mulheres em altos postos executivos e administrativos.

Entretenimento

Líbia é um país muçulmano muito conservador em suas formas. O álcool está proibido e a socialização entre os diferentes sexos muito limitada. Provavelmente o mais distendido seja as praias de Bengazi, onde pode-se jogar tênis e praticar alguns esportes náuticos.

Festividades

Líbia respeita as principais festas do Islão, e tem algumas festas nacionais próprias.

Os dias festivos oficiais são: 2 de Março (Declaração do Jamahiriya), 11 de Junho (Evacuação das Bases Militares estrangeiras), 1 de Setembro (Dia da Revolução) e 26 de Outubro (Dia da Dó); neste dia comemora-se aos líbios assasinados ou exiliados pela Itália: fecham-se até as fronteiras e não pode-se fazer ligações internacionais.

Transportes

Avião

O embargo internacional que sofre Líbia não lhe permite ter vôos comerciais com o estrangeiro. Normalmente, Trípoli tem boas conexões com a maioria das capitais árabes, européias e do longe Oriente. No interior, as linhas aéreas libanesas têm serviços entre Trípoli, Bengazi Sebha, os principais aeroportos, e as cidades de Ghadhames, Ghat, Tobruk e Kufra.

Barco

Em determinado dia existe um serviço entre Trípoli e Malta.

Trem

É muito mais recomendável o serviço de ônibus.

Por terra

A rede de estradas da Líbia é muito boa, e ônibus com ar acondicionado unem a maioria das cidades do país. Há taxis coletivos, mais rápidos, que podem custar o mesmo que o ônibus.

Fonte: www.rumbo.com.br

Líbia

Situada no norte da África, a Líbia é um país desértico, sem rios permanentes, com clima quente e seco. No interior, a temperatura alcança 57,7 oC, o recorde da África. A grande maioria dos habitantes vive na faixa costeira banhada pelo mar Mediterrâneo, única região que recebe chuva e pode ser cultivada.

O país conserva ruínas de vários povos que ocuparam o território, muitas delas declaradas patrimônio da humanidade - como os sítios arqueológicos de Leptis Magna e Sabratha, importantes cidades do império romano.

O petróleo, responsável por mais de 90% das receitas de exportação, é a base da economia.

Antes da descoberta das reservas, no final dos anos 50, a Líbia era um dos países mais pobres da África.

Atualmente, a população desfruta um dos melhores padrões de vida do continente.

O isolamento do regime liderado pelo coronel Muammar Kadafi diminui em 1999 com a suspensão das sanções internacionais que castigavam a economia líbia há quase uma década.

Fonte: www.tendarabe.hpg.ig.com.br

Líbia

Com aproximadamente o tamanho dos estados do Amazonas e Amapá somados, a Líbia é o décimo sétimo maior país do mundo. A maior parte de seu território é desértica, com regiões de oásis a noroeste e planícies costeiras a nordeste. Apesar da grande extensão de seu território, a Líbia é um país pouco povoado, com apenas 5,7 milhões de habitantes na virada do milênio. Estima-se, no entanto, que a população dobre nos próximos 19 anos, persistindo o elevado crescimento demográfico atual. Quase metade da população líbia tem menos de 15 anos e a grande maioria dos líbios reside em áreas urbanas. Com quase dois milhões de habitantes, Trípoli, a capital, é a maior cidade do país. Etnicamente, 97% da população constitui-se de árabes líbios, enquanto berberes, africanos e turcos somam 3%.

O nome Líbia origina-se de uma tribo que viveu na região por volta de 2000 a.C. Na Antigüidade, a área foi habitada por fenícios, gregos e romanos. A queda do Império Romano deu início ao longo controle do islamismo na região, que caiu sob domínio do Império Turco-Otomano em 1517, assim permanecendo até a invasão italiana. Na primeira metade do século XIX, a região abrigou a irmandade islâmica dos sanusis, fundada em 1837 por Muhammad bin Ali.

Em 1911, a Líbia é invadida e dominada pela Itália, apesar de forte resistência. Finalmente, o país obtém sua independência em 1951 e logo torna-se um Estado rico com a descoberta de suas abundantes reservas de petróleo.

Em 1969, o coronel Muammar Kadafi assume o controle do país por meio de um golpe militar e estabelece um estado socialista com um único partido político.

Dentro de sua atuação política, Kadafi tem financiado a propagação do islamismo como forma de obter poder na região. Devido ao apoio do governo líbio aos terroristas, as relações com o ocidente têm se deteriorado. Como conseqüência, o país já sofreu bombardeios e enfrenta sanções aéreas e comerciais.

De maneira geral, o povo líbio é pobre e sua renda per capita anual é de US$ 6.500. Ainda assim, os líbios desfrutam de melhores condições de vida do que seus vizinhos na Argélia, no Chade ou no Sudão. Os produtos derivados do petróleo são responsáveis por quase todas as exportações do país. O governo controla a produção petrolífera, assim como grande parte da economia, e freqüentemente se vê obrigado a recrutar mão-de-obra externa em função da falta de trabalhadores qualificados.

A Qabilah, ou tribo, é a base da estrutura social da Líbia, cujas famílias têm em média cinco membros. Apesar de a educação ser pública e gratuita, dois terços da população adulta não possuem educação formal. A assistência médica também é gratuita e bastante acessível, mas ainda é deficiente nas áreas rurais.

O islamismo chegou à Líbia proveniente da Arábia e do Egito no fim do século VII. Atualmente, 95% dos líbios são muçulmanos, quase todos de tradição sunita. Alguns grupos da população muçulmana lutam pela instituição de um estado islâmico.

Restrições e liberdades

A liderança do país afirma publicamente sua preferência pelo islamismo. Qadhafi estabeleceu a Sociedade Apelo Islâmico (SAI), que é o braço islâmico da política externa do governo e é atuante no mundo todo. O SAI é também responsável pelas relações com outras religiões, inclusive as igrejas cristãs do país. O objetivo principal do SAI é promover uma forma moderada de islamismo que reflete o ponto de vista religioso do governo.

As pessoas raramente são maltratadas devido suas práticas religiosas, a menos que tais práticas sejam percebidas como tendo uma conotação política.

As igrejas cristãs, compostas quase que exclusivamente de estrangeiros, operam livremente e são toleradas pelas autoridades. Existe uma pequena comunidade anglicana, composta em sua maioria de trabalhadores imigrantes africanos que estão em Trípoli. Há igrejas Unidas em Trípoli e Bengazi. A igreja católica é atendida por dois bispos – um em Trípoli (atendendo a comunidade italiana) e um em Bengazi (que atende a comunidade maltesa).

Os padres e freiras católicos trabalham em todas as principais cidades costeiras e há um padre na cidade de Seba, no sul. A maioria deles trabalha em hospitais e com deficientes. Eles desfrutam de boas relações com o governo. Existem também padres coptas e gregos ortodoxos tanto em Trípoli como em Bengazi.

Os cristãos estão restringidos pela falta de igrejas e existe um limite do governo de uma igreja por denominação em cada cidade. O governo deixou de cumprir uma promessa feita em 1970 de dar à igreja anglicana edifícios alternativos quando ele tomou a propriedade usada pela igreja. Desde 1988 os anglicanos compartilham uma propriedade com outras denominações protestantes.

Os cidadãos líbios têm de ter a entrada recusada nas igrejas.

Não se podem ser importadas Bíblias em árabe legalmente.

As igrejas não podem receber dinheiro do exterior.

Qadhafi tem enfatizado a aplicação geral do islamismo, mas ele mesmo reafirmou a condição especial designada por Maomé aos cristãos. Entretanto, ele os liga a muçulmanos desviados que se têm se afastado do caminho certo. Além disso, ele assumiu a liderança de uma campanha para eliminar o cristianismo da África, bem como do colonialismo, com o qual o cristianismo tem sido associado.

É muito difícil de penetrar na Líbia com o evangelho. O correio é censurado, os contatos pessoais tendem a ser fortemente monitorados e os estrangeiros são vigiados de perto.

A Igreja

O cristianismo possui raízes antigas na Líbia, mas seu fracasso inicial de evangelização dos berberes, em conjunto com o enfraquecimento causado pelo cisma donatista, deixou-o à mercê do avanço islâmico no século VII. O cristianismo acabou praticamente eliminado e, atualmente, há apenas alguns milhares de cristãos líbios, a maioria constituída de trabalhadores estrangeiros.

História da Igreja

Primeiro século

É muito provável que o Evangelho tenha sido pregado por missionários com informação de primeira mão. Simão, que ajudou Jesus carregar Sua cruz, era de Cirene, que ficava perto da cidade hoje chamada Bengazi e em Atos 11:20 lemos a respeito de homens de Cirene que eram missionários ativos.

A "Pax Romana" – o período de relativa paz sob o domínio romano – tornou possível um rápido crescimento da Igreja.

177 – 313 - Os anos de liberdade para os cristãos são intercalados por períodos de feroz perseguição, que tiveram o seu ápice com os imperadores romanos Marco Aurélio, Sétimo Severo, Décio, Valeriano e Deocleciano. O Édito de Milão do ano 313 garantiu a liberdade de religião no império romano.

533 até o Século 7 - A Líbia faz parte do Império Bizantino (leste de Roma). De 640 em diante a região é conquistada pelos exércitos árabes muçulmanos. Entre as regiões do oeste do Nilo, o islamismo espalhou-se mais rapidamente na Líbia. O país perdeu o núcleo da população cristã quando uma tribo bérbere, os Louata, levaram o seu bispo para o Marrocos.

Século 17 - Os franciscanos vão à Líbia. Não encontram nenhum cristão nativo e não têm sucesso em sua missão.

1889 - A Missão Norte Africana estabelece uma base em Trípoli. Eles não têm sucesso em estabelecer um Igreja líbia indígena, nem qualquer outra missão.

1911 – 1943 - Sob o regime italiano cresce consideravelmente o número de fiéis católicos, devido à entrada de obreiros italianos convidados. Em 1941 havia 110.000 católicos vivendo na Líbia.

1951 - A Líbia torna-se independente.

1969 - Um grupo de oficiais ambiciosos do exército dão um golpe e tomam o poder. A partir daí Qadhafi governa a Líbia com mão de ferro.

1994 - As autoridades líbias abolem o calendário gregoriano e o substituem pelo calendário lunar islâmico. No mesmo ano o âmbito da lei da sharia é ampliado com sete novas leis.

A Perseguição

Ainda que a Líbia seja um estado laico, seus líderes prestam grande respeito ao islamismo, conferindo-lhe um papel ideológico na sociedade. O governo exige o respeito às normas e tradições muçulmanas e a submissão de todas as leis à sharia, o código legal islâmico. Outras leis institucionalizaram a doação financeira, que é uma das cinco obrigações rituais de um seguidor islâmico, estabelecendo uma taxa de 2,5%. Ao mesmo tempo, o governo tem feito algumas concessões aos cristãos, permitindo cultos em igrejas e, às vezes, a entrada de missionários estrangeiros para trabalhar em programas de desenvolvimento.

As autoridades não gostam que os cristãos se reunam fora dos templos oficiais. Isso ficou claro em abril de 2000 quando oito cristãos ganenses e nigerianos foram detidos.

Os homens em questão tinham uma coisa em comum: cada um deles dirigia um grupo em célula, que se reunia numa casa durante a semana além do culto regular no templo oficial. A polícia os deteve em seus empregos, dizendo-lhes que eles eram necessários para alguma coisa no serviço de educação. Eles foram levados em carros não identificados e vendados. Num local que não parecia uma delegacia de polícia seus cabelos foram cortados. Alguns deles foram pendurados de cabeça para baixo, enquanto outros foram suspensos pelos braços na posição vertical. A polícia fez perguntas aos homens, e se eles não gostavam da resposta, deixavam-nos por mais uma hora e voltavam depois para fazer a mesma pergunta.

Eles fizeram muitas perguntas sobre sua igreja e se ela tinha alguma ligação com organizações nos Estados Unidos ou na Europa. Eles também queriam saber se estavam sendo enviadas informações para o Ocidente. Eles estavam especialmente preocupados com os grupos em células. Durante a detenção a polícia entrou nas casas de todos os homens e confiscou qualquer coisa que tivesse a ver com as reuniões dos grupos em células. Um dos detidos foi solto depois de cinco dias; os outros depois de nove dias. Em seguida às detenções, sete deles foram expulsos de suas casas pelos proprietários. Numa ação semelhante um grupo de uma igreja filipina foi despejado do lugar onde se reunia.

O Futuro

A igreja líbia cresce em um ritmo moderado. Estima-se que em 2050 terá cerca de 500 mil membros ou apenas 4% de toda a população do país. É provável que a perseguição continuará sendo esporádica, com casos isolados de reações mais contundentes contra a evangelização.

Motivos de Oração

1. A igreja desfruta de alguma liberdade. Ore para que a igreja continue a fazer uso efetivo de tais liberdades e compartilhe as Boas Novas de Jesus Cristo por toda a nação.

2. Missionários oficiais não são permitidos. Existem áreas em que há espaço e abertura para profissionais cristãos e missionários que exerçam uma segunda atividade. Ore para que cristãos de todo o mundo tornem-se profissionais destas áreas e busquem servir aos líbios no amor de Jesus Cristo.

3. A igreja resiste a um governo que financia a propagação do islamismo. O governo líbio dá à religião islâmica um papel de destaque e contribui com missões muçulmanas em todo o mundo. Ore para que os líderes da Líbia conheçam a Cristo.

4. Há no país pressões islâmicas para estabelecer um governo teocrático. Radicais na Líbia têm conclamado insistentemente o estabelecimento de um Estado islâmico no país. Até agora o governo tem resistido aos apelos e pressões. Se Kadafi deixar o poder, não se sabe com certeza que tipo de governo vai sucedê-lo. Ore pela manutenção do estado laico e das liberdades que os cristãos encontram nele.

Trípoli, a "noiva de branco do Mediterrâneo"

Trípoli é a capital da Líbia, pais do norte da África. Os líbios chamam sua capital de Tarabulus al-Gharb, que significa Trípoli do Ocidente. Denominada Oea na antigüidade, Trípoli foi fundada pelos fenícios por volta do ano 500 A.C. Sob os romanos Oea formava as Trípolis (três cidades) junto com Sabratha e Leptis Magna.

No passado Trípoli era conhecida como "a noiva de branco do Mediterrâneo". Hoje em dia ela tem uma população de aproximadamente dois milhões de habitantes e é o principal centro comercial e cultural da Líbia e o porto principal. Trípoli tem uma das quatro universidades nacionais, a Universidade Al-Fatah.

No passado visitamos em Trípoli: a Igreja Católica Romana São Francisco (onde as missas são realizadas em várias línguas: árabe, italiano, francês, polonês, coreano e inglês), a Igreja Anglicana-Episcopal de Cristo o Rei (onde se reúne um pequeno número de crentes estrangeiros) e a Igreja Unida de Trípoli (um associação interdenominacional de cristãos). No templo da Igreja Unida um número de associações evangélicas, que consiste de estrangeiros de muitos países – principalmente africanos - se reúnem.

Oficialmente, não existem cultos em árabe. Entretanto, comenta-se que igrejas domésticas secretas árabes – até com pessoas líbias – existem e acontecem batismos lá. Sabemos da existência de apenas uns poucos cristãos indígenas de origem líbia.

Obtemos com alguns missionários independentes a informação que toda uma família líbia foi batizada no ano de 2000. No mesmo ano um irmão egípcio foi detido ao atravessar determinada fronteira levando Bíblias do Egito no seu carro. Também em 2000 os líderes da Igreja Unida foram detidos porque as autoridades descobriram algumas reuniões secretas nas casas. Eles foram mandados para casa com a advertência expressa de se reunir somente no templo. Finalmente, ouvimos falar de cristãos de um país vizinho que estão evangelizando entre os líbios e tentam achar emprego para os novos crentes.

Fonte: www.geocities.com

Líbia

Nome oficial: Grande Jamahira Árabe Popular Socialista da Líbia (Jamahiriya al-'Arabiya al-Libiya ash-sha'biya al-ishtirakiya).

Nacionalidade: Líbia.

Data nacional: 1º de setembro (aniversário da Revolução).

Capital de Líbia: Trípoli.

Cidades principais: Trípoli (1.682.000), Benghazi (804.000) (aglomerados) (1995); Misratah (121.700), Az Zawiyah (89.300) (1988).

Idioma: árabe (oficial).

Religião: islamismo 97% (sunitas), outras 3% (1992).

GEOGRAFIA

Localização: norte da África.
Hora local: + 4h.
Área: 1.775.500 km2.
Clima: árido subtropical (N) e tropical (S).
Área de floresta: 4 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

População: 5.670.688 (2006)
Total:
5,6 milhões (2000), sendo árabes líbios 97%, berberes, africanos e turcos 3% (1996).
Densidade: 3,15 hab./km2.
População urbana: 87% (1998).
População rural: 13% (1998).
Crescimento demográfico: 2,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 3,8 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 68/72 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 28 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 20,2% (2000).
IDH (0-1): 0,760 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: Ditadura militar desde 1969.
Divisão administrativa: 3 províncias, 10 governadorias e 1.500 comunas.
Partido político: União Socialista Árabe (único legal).
Legislativo: unicameral - Congresso Geral do Povo, com 1.112 membros da União Socialista Árabe.
Constituição em vigor: 1977.

ECONOMIA

Moeda: dinar líbio.
PIB agropecuária: 6,6% (1996).
PIB indústria: 44% (1996).
PIB serviços: 49,4% (1996).
Crescimento do PIB: 3,5% ao ano (1997).
Renda per capita: US$ 9.361 ou mais.
Força de trabalho: 2 milhões (1998).
Agricultura: cevada, trigo, tâmara.
Pecuária: camelos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 32,8 mil t (1997).
Mineração: petróleo, gás natural.
Indústria: refino de petróleo, petroquímica, siderúrgica (ferro, aço), materiais de construção (cimento), alimentícia.
Exportações: US$ 7,1 bilhões (1998).
Importações: US$ 5,1 bilhões (1998).
Parceiros comerciais: Itália, Alemanha, Espanha.

DEFESA

Efetivo total: 65 mil (1998).
Gastos: US$ 1,4 bilhão (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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