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Lima Barreto

Escritor fluminense

Lima Barreto
Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto era mestiço, filho de um tipógrafo e de uma professora , que morreu quando ele tinha apenas sete anos. Estudou no Colégio Pedro 2o e depois cursou engenharia na Escola Politécnica. Ainda estudante, começou a publicar seus textos em pequenos jornais e revistas estudantis.

Com o agravamento do estado de saúde de seu pai, que sofria de problemas mentais, abandonou a faculdade e passou a trabalhar na Secretaria de Guerra, ocupando um cargo burocrático. Grande cronista de costumes do Rio de Janeiro, Lima Barreto passou a colaborar para diversas revistas literárias, como "Careta", "Fon-Fon" e "O Malho".

Seu primeiro romance, "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", foi parcialmente publicado em 1907, na Revista Floreal, que ele mesmo havia fundado. Dois anos depois, o romance foi editado pela Livraria Clássica Editora. Em 1911, Lima Barreto publicou um de seus melhores romances, "Triste Fim de Policarpo Quaresma", e em 1915, a sátira política "Numa e a Ninfa".

Lima Barreto militou na imprensa, durante este período, lutando contra as injustiças sociais e os preconceitos de raça, de que ele próprio era vítima. Em 1914 passou dois meses internado no Hospício Nacional, para tratamento do alcoolismo. Neste mesmo ano foi aposentado do serviço público por um decreto presidencial.

Em 1919 o escritor foi internado novamente num sanatório. As experiências deste período foram narradas pelo próprio Lima Barreto no livro "Cemitério dos Vivos". Nesse mesmo ano publicou a sátira "Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá", inspirada no Barão do Rio Branco, e ambientada no Rio de Janeiro.

Lima Barreto tentou candidatou-se em duas ocasiões à Academia Brasileira de Letras. Não obteve a vaga, mas chegou a receber uma menção honrosa. Em 1922 o estado de saúde de Lima Barreto deteriorou-se rapidamente, culminando com um ataque cardíaco. O escritor morreu aos 41 anos, deixando uma obra de dezessete volumes, entre contos, crônicas e ensaios, além de crítica literária, memórias e uma vasta correspondência. Grande parte de seus escritos foi publicada postumamente.

Fonte: educacao.uol.com.br

Lima Barreto

Biografia

Afonso Henriques de Lima Barreto é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros do começo do século XX. Nasceu em 1881, vindo a falecer em 1922, data em que se realizava a Semana da Arte Moderna.

Seus romances mais famosos: “Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá”, “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Triste fim de Policarpo Quaresma”. Lima Barreto é um escritor nitidamente brasileiro, e, podemos dizer, mais especificamente, carioca. A ação de seus romances, apesar de não se passar exclusivamente no Rio de Janeiro, são romances de cidade, e os personagens possuem as características do carioca. Foi um brilhante criador de tipos humanos, dentre os quais se destaca “Policarpo Quaresma”, tipo do funcionário público. O livro “Triste fim de Policarpo Quaresma” é, por muitos, considerado sua obra-prima.

Fatos biográficos

1881 - Nasce, a 13 de maio, no Rio de Janeiro, Afonso Henriques de Lima Barreto, filho de pais mulatos.

1887 - Em dezembro, morre sua mãe, Amália Augusta Barreto. Seu pai, o tipógrafo João Henriques de Lima Barreto, fica sozinho com quatro filhos pequenos. Afonso Henriques, o mais velho, ainda não completou sete anos.

1888 - Começa a frequentar a escola pública de dona Teresa Pimentel do Amaral.

1891 - Ingressa no Liceu Popular Niteroiense, às expensas do padrinho, o Visconde de Ouro Preto.

1896 - Matricula-se no Colégio Paula Freitas e se prepara para os exames da Escola Politécnica.

1897 - É aprovado nos exames da Escola Politécnica, onde ingressa para estudar engenharia civil.

1902 - Seu pai enlouquece. Lima Barreto assume a chefia da casa, arcando com a responsabilidade de cuidar da família.

1903 - Abandona o curso de engenharia e ingressa, por concurso, na Secretaria da Guerra, onde passa a trabalhar como amanuense. Trava relações com o meio intelectual da época.

1905 - Começa a colaborar na imprensa carioca, escrevendo reportagens para o Correio da Manhã.

1906 - Em outubro, entra em licença de três meses para tratamento de saúde.

1909 - É colocada à venda, no Rio de Janeiro, a primeira edição de seu romance “Recordações do escrivão Isaías Caminha”.

1910 - Em dezembro, entra em licença por três meses para tratamento de saúde.

1911 - Em agosto, o Jornal do Commercio começa a publicar, em folhetins, seu romance “Triste fim de Policarpo Quaresma”, que ele escrevera de janeiro a março desse ano.

1912 - Em fevereiro, nova licença de três meses para tratamento de saúde.

1914 - Colabora com uma crônica diária no jornal Correio da Noite. Primeira estada no Hospício (de 18 de agosto a 13 de outubro). Em novembro, entra novamente em licença para tratamento de saúde até 31 de janeiro do ano seguinte. O alcoolismo mina-lhe a saúde.

1916 - Interrompe por algum tempo suas atividades por motivo de doença.

1917 - É recolhido, enfermo, ao Hospital Central do Exército.

1918 - Publica, no semanário ABC, seu “Manifesto Maximalista”, empolgando-se com a revolução russa. É aposentado, por invalidez, de suas funções na Secretaria da Guerra.

1919 - É colocada à venda a primeira edição de seu romance “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá”. Continua a colaborar na imprensa carioca. Em dezembro, numa crise de delírio alcoólico, é internado no hospício, de onde sairá em fevereiro do outro ano.

1922 - Falece no Rio de Janeiro, em 01 de novembro, aos 41 anos de idade. Dois dias depois, na mesma casa, falece seu pai.

Fonte: paginas.terra.com.br

Lima Barreto

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VIDA E MORTE DE LIMA BARRETO

“O Brasil não tem povo, tem público” - essa fala é de um escritor pouco conhecido da maioria, excetos os estudantes de Letras ou cursos de pré-vestibular. Sua obra é conhecida: “Triste Fim de Policarpo Quaresma” – que virou filme, e “Clara dos Anjos” – que teve sua historia contada parcialmente na novela da Rede Globo – Fera Ferida. Mas o autor – Lima Barreto, é praticamente desconhecido. E sua morte e nascimento novamente passaram em branco este ano – dia 1 de novembro.

O nome completo do escritor era Afonso Henrique de Lima Barreto. Ele escreveu além dos romances citados, Recordações do Escrivão Isaías Caminha, Numa e a Ninfa, Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá. Escreveu os contos: Historias e Sonhos e Outras Historias e Contos Argelinos.

Como jornalista são destaques: Bagatelas, Feiras e Mafuás, Marginalia e Vida Urbana. Ainda teve tempo de produzir textos satíricos como Os Bruzundangas e Coisas do Reino Jambom. Na década de 50 foram publicados: Diário Íntimo, O Cemitério dos Vivos, Impressões de Leitura e Correspondência Ativa e Passiva.

Enfim – foi uma vida muito criativa, mas que terminou pobre, miserável, afundada no alcoolismo. Há um relato de Monteiro Lobato, que ao procurá-lo para inspiração, ficou assustando com o grau de pobreza em que se encontrava. Teve até vergonha de se identificar, com receio de ofender Lima Barreto.

Ele nasceu 8 anos antes da abolição da escravidão – em 1881. Era carioca, negro e alto. Conheceu desde cedo o racismo e preconceito. Como ótimo estudante conseguiu entrar na conceituada Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Mas devido à situação sócio-econômica da família, teve que abandonar os estudos e assumir o sustento da casa como servidor publico na Secretaria de Guerra. Um fato ao abalou muito nesse período – a perda da sanidade do pai.

Em 1905 se tornou jornalista profissional no Correio da Manhã e afeiçoado com as letras consegue publicar 4 anos depois sua primeira obra: “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”. Foi um marco da literatura da época. Lima Barreto criava um novo estilo e se atrevia a satirizar as relações da rica sociedade do inicio do século XX.

Mas o velho de sua obra viria logo depois – Triste Fim de Policarpo Quaresma – era um mordaz critica a perversão dos ideais republicanos pelos militares e grandes fazendeiros. O maior atingido por esse livro foi o presidente Floriano Peixoto. Resultado: foi perseguido e em menos de 4 anos, sua vida sentiu os reflexo da ação de seus perseguidores. Foi internado como louco num hospício, quando na verdade era apenas um alcoólatra.

Até seu falecimento, Lima Barreto passou inúmeras vezes por internações devido o estado de saúde. Sua ultima obra publicada em vida foi – Vida e Morte de M.L. Gonzaga de Sá. Teve tempo para se dedicar na elaboração da historia, que reflete muito seu estado de espírito.

Diferente de Machado de Assis, o escritor era um grande critico da Academia Brasileira de Letras. Apesar de ter sido fundada por afro-brasileiro, dentro dela, os integrantes exalavam preconceitos raciais e sociais. Lima acredita que um ambiente assim não era propicio para grandes obras literárias e nem condizentes com o país.

Há que analise que existiu de fato uma disputa com o autor de “Dom Casmurro” e “Clara dos Anjos”. Machado era taxado de burguês e escrever para entreter a alta sociedade, sem cutucar seus pobres. Lima era o maldito, amada por todos que odiavam os ricos e era considerado um elemento perigoso pelas autoridades do período, por seu estilo irreverente e provocativo. Certo é que os dois foram contemporâneos, mas não eram exatamente amigos.

Lima Barreto
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Aos 41 anos de idade, celibatário incorrigível, Lima Barreto, morreu sem despertar muito interesse e nem choro de viúva ou filhos. O filho da negra Amélia Augusto Barreto e do português João Henriques Lima Barreto fez sua breve passagem pela vida, para nascer e viver no Brasil, deixar 17 obras e chacoalhar o ócio do brasileiro.

Mas discordo de quem afirma que ele não deixou herdeiros. Os letristas do Hip Hop e representam com uma perfeição que não me assustará que no final da prova do DNA, descobrimos que muitos são seus verdadeiros tataranetos de sangue.

Fonte: marconegro.blogspot.com

Lima Barreto

Lima Barreto
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Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de Maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1º de Novembro de 1922) foi um jornalista e um dos mais importantes escritores brasileiros.

Era filho de João Henrique de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). Seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico A Semana Ilustrada. Sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1º á 4º séries. Ela morreu cedo e Manoel Joaquim trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal, como tipógrafo. Manoel Joaquim era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância viriam a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

Lima Barreto, mulato e portanto vítima do racismo num Brasil que mal acabara de abolir oficialmente a escravatura, teve oportunidade de boa instrução escolar. Com sua mãe Amália aprendera o á-bê-cê. Após a sua morte, passou a frequentar a escola pública de D. Teresa Pimentel do Amaral. Em seguida, passou a cursar o Liceu Popular Niteroiense, após o seu padrinho, o Viscode do Ouro Preto, concordar em custear sua eduação. Lá ficará até 1894, completando o curso secundário e parte do suplento. Em 1895, transferiu-se para a única instituição pública de ensino secundário da época, o conceituado Colégio Pedro II, cujos estudantes eram oriundos basicamente da elite econômica. No ano de 1895 foi admitido no curso da Escola Politécnica, no Rio de Janeiro porém foi obrigado a abandoná-lo em 1904 para assumir o sustento dos irmãos, porquanto seu pai enlouquecera. Tendo sido repetidamente reprovado por não se interessar muito pelas matérias - passava as tardes na Biblioteca Nacional -, deixou de graduar-se em Mecânica. Data dessa época sua entrada no Ministério da Guerra como amanuense, por concurso. O cargo, somado às muitas colaborações em diversos órgãos da imprensa escrita, garantia-lhe algum sustento financeiro. Não obstante, o escritor, que só veio a ser reconhecido fundamental para a Literatura Brasileira após seu precoce falecimento, cada vez mais deixava-se consumir pelo alcoolismo e por estados emocionais caracterizados por crises de profunda depressão e morbidez.

Lima Barreto começou a sua colaboração na imprensa desde estudante, em 1902, colaborando no A Quinzena Alegre, depois no Tagarela, O Diabo, e na Revista da Época. Em jornais de maior circulação, começou em 1905, escrevendo no Correio da Manhã uma série de reportagens sobre a demolição do Morro do Castelo. Daí em diante, colabora em vários jornais e revistas, Fon-Fon, Floreal, Gazeta da Tarde, Jornal do Comercio, Correio da Noite, A Noite, (onde publica em folhetins, Numa e a Ninfa), Careta, A.B.C., um novo A Lanterna (vespertino), Brás Cubas (semanário), Hoje, Revista Souza Cruz e O Mundo Literário.

Em 1911 editou com amigos a revista Floreal, que conseguiu sobreviver apenas até a segunda edição, mas despertou a atenção de alguns poucos críticos. 1909 foi o ano de sua estréia como escritor de ficção, publicando, em Portugal, o romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha. A narrativa de Lima Barrreto nesse primeiro livro, pincelada com indisfarçáveis traços autobiográficos, mostra uma contundente crítica à sociedade brasileira, por ele considerada preconceituosa e profundamente hipócrita, até mesmo os bastidores da imprensa opinativa são alvo de sua narrativa mordaz, inspirados na redação do Cartas da Tarde. Em 1914 começou a publicação, em formato de folhetins no Jornal do Dia, de sua mais importante obra, Triste Fim de Policarpo Quaresma, que um ano mais tarde foi editado em brochura e considerado pela crítica especializada como basilar no períodoPré-Modernista.

Entre os leitores, as duas obras anteriormente citadas alcançaram algum êxito, o que não impediu que o autor sofresse severas críticas de outros escritores da época. Baseavam-se elas no fato de Lima fugir, conscientemente, do padrão empolado de escrever que à época vigorava. Chamavam-no "relaxado" por não usar o português castiço e utilizar uma linguagem mais coloquial, muito própria de quem militava na imprensa. Incomodava também o fato de seus personagens não seguirem o "molde" vigente, que impunha limites à criação e exaltava determinadas características psicológicas. Não à toa viu frustradas suas tentativas de ingressar na Academia Brasileira de Letras. A respeito de seus impiedosos e inimigos críticos, Lima acusava-os de fazerem da literatura não uma arte e sim algo mecânico, uma espécie de "continuação do exame de português jurídico".

Simpático ao Anarquismo, passou a militar na imprensa socialista.

Sua vida foi atribulada pelo alcoolismo e por internações psiquiátricas, ocorridas durante suas crises severas de depressão - à época era um dos sintomas pertencentes ao diagnóstico de "neurastenia", constante de sua ficha médica - vindo a falecer aos 41 anos de idade.

Fonte: pt.wikipedia.org

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