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Linfogranuloma Venéreo

Doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual, conhecida popularmente como "mula".

Caracterizada pela presença de bubão inguinal, com período de incubação entre 3 e 30 dias.

AGENTE ETIOLÓGICO

Chlamydia trachomatis - sorotipos L1, L2 e L3.

QUADRO CLÍNICO

A evolução da doença ocorre em 3 fases: lesão de inoculação, disseminação linfática regional e seqüelas.

Lesão de inoculação

Inicia-se por pápula, pústula ou exulceração indolor, que desaparece sem deixar seqüela.
Freqüentemente não é notada pelo paciente, e raramente é observada pelo médico.
Localiza-se, no homem, no sulco coronal, frênulo e prepúcio; na mulher, na parede vaginal posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes de genitália externa.

Disseminação Linfática Regional

No homem, a linfadenopatia inguinal desenvolve-se entre 1 a 6 semanas após a lesão inicial, sendo geralmente unilateral (em 70% dos casos), e constituindo-se no principal motivo da consulta.

Na mulher, a localização da adenopatia depende do local da lesão de inoculação:

Na genitália externa - linfonodos inguinais superficiais

Terço inferior da órgão genital feminino - linfonodos pélvicos

Terço médio da órgão genital feminino - linfonodos entre o reto e a artéria ilíaca interna

Terço superior da órgão genital feminino e colo uterino - linfonodos ilíacos.

O comprometimento ganglionar evolui com supuração e fistulização por orifícios múltiplos, que correspondem a linfonodos individualizados, parcialmente fundidos em uma grande massa.

A lesão primária na região retal pode levar à proctite e proctocolite hemorrágica. O contato orogenital pode causar glossite ulcerativa difusa, com linfadenopatia regional.

Sintomas gerais: febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo.

Seqüelas

Ocorrem mais freqüente na mulher e homossexuais masculinos, devido ao acometimento do reto. A obstrução linfática crônica leva à elefantíase genital, que na mulher é denominada estiômeno. Podem ocorrer fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de linfogranuloma venéreo deve ser considerado em todos os casos de adenite inguinal, elefantíase genital, estenose uretral ou retal. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito em bases clínicas, não sendo rotineira a comprovação laboratorial.

Teste de fixação de complemento

O teste é grupo específico, identifica anticorpos contra todas as infecções por clamídia, havendo, portanto, reação cruzada com a psitacose, tracoma, uretrite, cervicite e conjuntivite de inclusão.

O teste torna-se positivo após 4 semanas de infecção. Um aumento de 4 vezes nos títulos de anticorpos tem valor diagnóstico.

Altos títulos ( > 1:64) são sugestivos de infecção atual. O teste é positivo em 80 a 90% dos casos de LGV. O título do teste de fixação do complemento não tem correlação com o grau de comportamento clínico da doença. Quanto maior o tempo de duração da doença, maior a positividade, que pode permanecer pelo resto da vida.

Teste de Microimunofluorescência

Pode ser realizado utilizando-se imunoglobulinas anti-IgG e anti-IgM, humanas. A presença de IgM é indicadora de resposta imune primária.

Cultura em tecido

O isolamento de clamídia é feito a partir do aspirado do linfonodo, e de material obtido da uretra ou endocérvix. A positividade é baixa.

Exame histopatológico

O exame de linfonodos retirados ou de material colhido por biópsia retal não é específico, mas sugestivo.

TRATAMENTO

Azitromicina 1 g, VO, dose única; ou
Doxiciclina
100 mg, VO, de 12/12 horas, no mínimo por 14 dias; ou
Sulfametoxazol
800 mg + Trimetoprim 160 mg, VO, de 12/12 horas, no mínimo por 14 dias; ou
Tianfenicol
0,5 g, VO, de 8/8 horas, por 14 dias; ou
Eritromicina
500mg, VO, de 6/6 horas, por 14 a 21 dias.

Parceiros

Os parceiros sexuais devem ser examinados e tratados se tiver havido contato sexual com o\par paciente nos 30 dias anteriores ao início dos sintomas.

OBSERVAÇÕES

A antibioticoterapia não apresenta um efeito dramático na duração da linfoadenopatia inguinal, mas os sintomas agudos são freqüentemente erradicados de modo rápido.
Os antibióticos não revertem as seqüelas, como estenose retal ou elefantíase genital.
A adequada terapêutica é associada ao declínio dos títulos de anticorpos.
Se não houver resposta clínica após 3 semanas de tratamento, medicação alternativa deve ser indicada.
Aqueles bubões que se tornarem flutuantes, podem ser aspirados com agulha calibrosa, não devendo ser incisados cirurgicamente.

Gestante

Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 6/6 horas, por 21 dias.

Portador do hiv

Pacientes HIV-positivos devem ser tratados seguindo os mesmos esquemas acima descritos.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

O Linfogranuloma Venéreo é uma doença infecciosa, sexualmente transmissível que caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão na região genital (lesão primária), pouco doloroso, que tem curta duração e que se apresenta como uma ulcera (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele).

Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e freqüentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino.

Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só).

Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta. Esta doença também é denominada de Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

MICRORGANISMO CAUSADOR

Chlamydia trachomatis.

COMPLICAÇÕES EVENTUAIS

Pode provocar Elefantíase do órgão genital masculino (grande inchaço), escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto devido à reação inflamatória.

MODO DE TRANSMISSÃO

Relação sexual é a via mais freqüente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.

TEMPO DE INCUBAÇÃO

Variável de 7 a 60 dias.

TRATAMENTO

Uso de antibióticos, via sistêmica; tratamento local com aspiração do bubão inguinal; tratamento das eventuais fístulas.

PREVENÇÃO

Uso rotineiro de preservativo (camisinha); higienização apropriada após o ato sexual.

Fonte: www.rafe.com.br

Linfogranuloma Venéreo

O que é Linfogranuloma Venéreo?

O Linfogranuloma Venéreo é uma infecção causada por uma bactéria que pode atacar homens e mulheres.

Como o Linfogranuloma Venéreo é transmitido?

O Linfogranuloma Venéreo é transmitido através do contato sexual com uma pessoa infectada.

Quais são os sintomas da Linfogranuloma Venéreo?

O primeiro sintoma pode ser uma pequena lesão no órgão genital masculino ou na órgão genital feminino, podendo normalmente passar despercebida.

Em seguida a infecção se alastra para as glândulas linfáticas na região da virilha e tecidos próximos. As complicações podem incluir inflamação ou dor nas glândulas e ainda secreção ou sangramento.

Como saber se tenho Linfogranuloma Venéreo?

Nas unidades especializadas em DST/AIDS da cidade de São Paulo você encontrará profissionais capacitados a lhe orientar.

Clique aqui e descubra uma unidade de DST/AIDS.

Como Linfogranuloma Venéreo é tratado?

O Linfogranuloma Venéreo é tratado com antibióticos.

O que acontece se a Linfogranuloma Venéreo não for tratado?

Como outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), o Linfogranuloma Venéreo, caso não seja tratado, aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada, ou infectar a outros, com o vírus da AIDS, o HIV. Se você tiver algum sintoma ou achar que foi exposto ao Linfogranuloma Venéreo, faça o teste e o tratamento imediatamente para evitar complicações.

Os parceiros sexuais também precisam fazer o tratamento?

Sim. Se o diagnóstico der positivo para Linfogranuloma Venéreo, é importante avisar a todas as pessoas com quem você teve relações sexuais nos últimos 30 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas para que elas também façam os exames médicos e sejam medicadas. Tome todos os medicamentos indicados até o fim do tratamento mesmo se você melhorar antes de terminar. Não tenha relações sexuais desprotegidas, caso contrário você poderá ser reinfectado.

E se eu estiver grávida?

Ainda não se tem notícia de danos diretos causados ao bebê durante a gravidez, mas é importante que o seu médico saiba da sua gravidez para a prescrição correta do medicamento. Todas as mulheres grávidas devem fazer, o quanto antes, os exames médicos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o de HIV/AIDS. Você deverá refazer o teste durante a sua gravidez caso você tenha alto risco de contrair uma DST. DTS não tratadas podem ser muito perigosas. Use camisinha de sempre que fizer sexo.

Como posso evitar a Linfogranuloma Venéreo?

Use camisinha sempre que fizer sexo vaginal, oral ou retal. Se você for alérgico a látex, pode utilizar camisinhas de poliuretano ou outros materiais sintéticos.

Fonte: www10.prefeitura.sp.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

Também conhecido como doença de Nicolas-Favre e linfogranuloma inguinal, é doença infecto-contagiosa, sistêmica, de transmissão essencialmente sexual, causada por Chlamydia trachomatis.

Epidemiologia e Etiologia

As clamídias são bactérias Gram-negativas, parasitas intracelulares obrigatórios, medindo entre 0,2 e 0,5 mm, que se multiplicam por divisão binária.

Trata-se de uma doença epidemiologicamente rara, predominando em populações de menor nível sócio-econômico e maior promiscuidade sexual, zonas tropicais e subtropicais. Apresenta incidência bem maior nos homens, especialmente na faixa etária de 20 a 30 anos.

Quadro Clínico

Apresenta um período de incubação que varia de 3 a 32 dias, após o que surge papulovesícula ou pequena erosão, que em geral passa despercebida, pois cicatriza em poucos dias.

A localização preferencial é na genitália externa. Manifestações gerais, como febre, cefaléia e prostração, podem surgir concomitantemente ao envolvimento dos linfonodos, uma a três semanas após a lesão inicial. Manifestações raras incluem meningite, meningoencefalite, erupção cutânea e eritema nodoso. Devido a diferenças na drenagem linfática regional, a doença evolui de maneira distinta nos dois sexos.

No homem, surge adenopatia inguinal subaguda, dolorosa, geralmente unilateral, recoberta por eritema. Ocorre fusão de vários gânglios, formando uma massa volumosa, conhecida como bubão ou plastrão, que sofre amolecimento (necrose) em vários pontos e leva a múltiplas fístulas, lembrando o aspecto de "bico de regador".

Na mulher, a regra é a infecção localizar-se nos gânglios ilíacos profundos ou perirretais. Portanto, o diagnóstico é feito mais tardiamente. Além da adenite, podem ocorrer vulvovaginite, exocervicite, uretrite, proctite, retite, abscessos, ulcerações, fístulas, vegetações e elefantíase.

Exames Complementares

Entre os exames utilizados podemos citar:

Bacteriológico (exame direto e cultura): raramente positivo
Método ELISA :
grande sensibilidade, identificação dos anticorpos contra o antígeno do grupo, e não dos diferente sorotipos.
Cultura com céluas de McCoy :
é a mais utilizada, tornando-se positiva em três dias.
Sorológico (reação de fixação do complemento)
: é o teste mais empregado, apresentando alta sensibilidade e baixa especificidade. Positividade não implica atividade da doença.
Microimunofluorescência:
método mais sensivel no diagnóstico da doença, capaz de detectar anticorpos específicos aos diferentes sorotipos.

Diagnóstico diferencial

Quando da presença de lesão inicial, devem ser considerados cancro duro, lesão traumática e herpes genital. Quando da formação de adenopatia, devem ser considerados cancro mole, tuberculose ganglionar (escrofuloderma), linfomas, doença de arranhadura do gato e paracoccidioidomicose. Em relação à fase tardia, devemos considerar a filariose, doença intestinal inflamatória, neoplasias e hidroadenite supurativa.

Tratamento

Deve ter início precoce, antes mesmo da confirmação laboratorial, a fim de minimizar eventuais sequelas. As tetraciclinas e a azitromicina são a medicação de escolha e devem ser empregadas salvo contra-indicações (gravidez, infância e intolerância ou alergia).

Outros esquemas terapêuticos também são eficazes, como indicamos a seguir:

  1. Tetraciclina: 500 mg de 6/6 h VO, por 2 a 4 semanas.
  2. Azitromicina: 1 g VO, dose única. Repetir 10 dias após.
  3. Doxiciclina: 100 mg de 12/12 h VO, por 3 a 4 semanas.
  4. Sulfadiazina: 500 mg, 2 comprimidos de 6/6 h VO, por 4 semanas.
  5. Eritromicina: 500 mg VO, de 6/6 h,  por 2 a 4 semanas.
  6. Tianfenicol: 2 cápsulas de 500 mg VO, de 8/8 h, por 2 a 4 semanas
  7. Sulfametoxazol (400 mg) e Trimetoprim (80 mg): 2 comprimidos de 12/12 h VO, por 3 a 4 semanas.

Cirurgia

Os linfonodos apresentando flutuação devem ser aspirados com agulha grossa, e nunca drenados ou excisados, pois, além de retardarem a cicatrização, estes dois últimos procedimentos podem disseminar a doença e propiciar o aparecimento de elefantíase.

Evolução

A resposta à terapêutica é ótima. É excepcional o aparecimento de carcinoma espinocelular nas lesões de elefantíase e da síndrome anorretal    

Bibliografia

AZULAY & AZULAY Dermatologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997

Fonte: www.hc.ufpr.br

Linfogranuloma Venéreo

O que é

É uma infecção crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha. 

Formas de contágio

A transmissão do linfogranuloma venéreo ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, é preciso usar camisinha sempre e cuidar da higiene íntima após a relação sexual.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas aparecem de 7 a 30 dias após a exposição à bactéria. Primeiro, surge uma ferida ou caroço muito pequeno na pele dos locais que estiveram em contato com essa bactéria (órgão genital masculino, órgão genital feminino, boca, colo do útero e orifício retal) que dura, em média, de três a cinco dias. É preciso estar atento às mudanças do corpo, pois essa lesão, além de passageira, não é facilmente identificada. Entre duas a seis semanas após a ferida, surge um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Se esse inchaço não for tratado rápido, pode piorar e formar feridas com saída de secreção purulenta, além de deformidade local. Podem haver, também, sintomas gerais como dor nas articulações, febre e mal estar.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado, que consiste em uso de antibióticos por tempo

Por que usar a camisinha

A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.

Mas o preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV. Além de evitar a transmissão de outras doenças, que podem prejudicar ainda mais o sistema imunológico, previne contra a reinfecção pelo vírus causador da aids, o que pode agravar ainda mais a saúde da pessoa.

Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. Treine antes, assim você não erra na hora. Nas preliminares, colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode se tornar um momento prazeroso. Só é preciso seguir o modo correto de uso.

Mas atenção: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo. Aí sim, ela pode se romper ou estourar.

A camisinha é impermeável

A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos esticaram e ampliaram 2 mil vezes o látex do preservativo masculino (utilizando-se de microscópio eletrônico) e não foi encontrado nenhum poro. Em outro estudo, foram examinadas as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo. A borracha foi ampliada 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros.

Em 1992, cientistas usaram microesferas semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen. Os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores a 0,01% do volume total. Ou seja, mesmo nas piores condições, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.

Onde pegar

Os preservativos masculino e feminino, assim como géis lubrificantes, são distribuídos gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997). Também é possível pegar camisinha em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

Você sabia...

Que o preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994?

Como é feita a distribuição

A compra da maior parte de preservativos e géis lubrificantes disponíveis é feita pelo Ministério da Saúde. Aos governos estaduais e municipais cabe a compra e distribuição de, no mínimo, 10% do total de preservativos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de 20% nas regiões Sudeste e Sul.

Após a aquisição, os chamados insumos de prevenção saem do Almoxarifado Central do Ministério da Saúde, do Almoxarifado Auxiliar de São Paulo e da Fábrica de Preservativos Natex e seguem para os almoxarifados centrais dos estados e das capitais.

Fonte: www.aids.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

Agente infeccioso: Clamydia trachomatis dos serotipos L-1, L-2, e L-3

Descrição clínica: pápula indolor nos orgãos genitais, acompanhada de febre e adenopatias inguinais volumosas, que supuram e evoluem para a cronicidade

Diagnóstico laboratorial

Cultura de aspirado do bubão, uretra, cervix, reto
Teste de fixação do complemento é sugestivo quando superior a 1/64, sendo também útil no follow-up para confirmar a cura

Período de incubação

3-30 dias

Reservatório

Homem doente ou portador (especialmente as mulheres)

Via de transmissão

Sexual

Período de transmissão

Desde o início das lesões até à sua cicatrização (meses ou anos)

Controle do doente ou portador

VDRL para diagnóstico diferencial com a sífilis (com a qual frequentemente ou se confunde ou é concomitante)
Abstinência sexual até à cura das lesões

Antibioterapia, no caso de infecção não complicada:

Tetraciclina oral, 500mg x 4 tomas/dia, durante 7 dias
Doxiciclina oral, 100mg x 2 tomas /dia durante 7 dias
Eritromicina 500mg x 4 tomas /dia durante 7 dias;
Azitromicina 1 toma única de 1gr

Controle dos contatos

Rastreio dos contatos sexuais nos 20 dias anteriores ao início da doença (através do teste de fixação do complemento) e seu tratamento profilático (doxiciclina oral, 200mg/dia em 2 tomas, durante 21 dias)

Fonte: saudepublica.web.pt

Linfogranuloma Venéreo

A Chlamydia trachomatis é uma bactéria com capacidade metabólica limitada que restringe seu crescimento ao meio intracelular do hospedeiro parasitado.

O microorganismo tem distribuição universal e aparentemente é restrito a hospedeiros humanos, ao contrário de seu parente distante a Chlamydia psittaci, que têm ampla variação de hospedeiros entre os vertebrados não-humanos.

O primeiro recnhecimento de que a Chlamydia é responsável por DST ocorreu antes de 1910, quando foi descrita a associação de conjuntivite de inlcusão em recém-nascidos em uretrite não-gonocócica e cervicite.

Nos anos 30 foi notada uma relação com LGV. O LGV é raro nos EUA, mas ocorre frequentemente nos trópicos. O papel patogênico da C. Trachomatis em DSTs outras que não LGV foi amplamente reconhecido somente nas últimas três décadas.

A doença venérea clássica causada por Chlamydia Trachomatis é o linfogranuloma venéreo, ou LGV. Essa doença é comum em países em desenvolvimento, especialmente na África Central.

Epidemiologia

A infecção genital em adulto ocorre por contato sexual.

Os estudos de prevalência de anticorpos para Chlamydia Trachomatis mostraram que a exposição a esse agente é aproximadamente três vezes mais comum entre mulheres com infertilidade por problemas tubários e com prenhez ectópica, comparadas com populações de controle. A C. trachomatis é reconhecida como uma causa importante de doença inflamatória pélvica (DIP).

É provável que essas afecções esultem de lesão tubária causada por salpingite por clamídia.

Manifestações Clínicas

Após a inoculação genital, aparentemente há disseminação sistêmica do microorganismo antes da localização nos linfonodos genitais ou retais.

Essa infecção dos linfáticos se torna localmente invasiva, caracterizando-se por endurecimento, supuração multifocal e formação de fístulas.

O acometimento dos gânglios femorais e inguinais, mais comuns nos homens, pode produzir edema bilateral dos ligamentos inguinais.

O "sinal de estria" resultante é considerado patognomônico de OGV, mas ocorre em somente 10-15% dos casos. O LGV pode causar cicatrização crônica e linfedema, particularmente se o reto for infectado.

A cicatrização pode produzir longos estreitamentos fibróticos no lúmen do colo.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

O linfogranuloma venéreo é também conhecido como doença de Nicolas-Favres ou "mula". É causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. que normalmente é trasmitida pela prática do sexo vaginal com pessoa contaminada.

Após o período de incubação que pode variar de sete dias a dois meses, os sintomas manifestam-se inicialmente através de leve secreção matinal com aspecto de "clara de ovo", ardor ao urinar (disúria) e às vezes alterações na frequência urinária. Seguidamente surge uma lesão genital transitória, única e indolor tipo erosão superficial, pápula ou vesícula que cicatriza espontânea e rapidamente em mais ou menos três a quatro dias.

Linfogranuloma Linfogranuloma: fase aguda

Nas mulheres as lesões atingem a órgão genital feminino, a vulva e, em alguns casos, o colo uterino, podendo ainda haver dor no baixo ventre ou dispareunia - dores durante as relações sexuais. Nos homens as lesões ocorrem na glande e no prepúcio, podem também apresentar inchaço e dores nos testículos. Nesta fase, ocorrem, náuseas e vômitos, dores nas articulações, dores de cabeça, febre e uma inchação dolorosa dos gânglios (ínguas) de uma das virilhas, que evolui para o rompimento (supuração), formando ulcerações profundas que produzem secreção purulenta.

Linfogranuloma na vulva: fase crônica

Ao suspeitar que tenha contraído o linfogranuloma abstenha-se de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário. Não ponha em risco a saúde de outra pessoa, que inocentemente concorda em fazer sexo com você, seja honeto com a sua consciência e com o seu parceiro avise-o para que procure o tratamento adequado.

O tratamento do linfogranuloma é feito com antibióticos específicos, porém uma das maiores dificuldades para o diagnóstico correto dessa doença é que a maior parte dos pacientes antes de procurar o urologista ou gineclogista recorrem a tratamentos caseiros indicados por parentes ou vizinhos ou aos balconistas de farmácias. Essa prática evidentemente dificulta o tratamento adequado. Tanto o balconista da farmácia quanto o amigo ou o parente, têm boas intenções mas não o conhecimento necessário nem a responsabilidade exigida para o manejo de tais casos.

Fonte: www.capivari.sp.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele).

Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só).

Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Sinônimos: Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

Agente: Chlamydia trachomatis.

Complicações/Conseqüências: Elefantíase do órgão genital masculino, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

Transmissão: Relação sexual é a via mais freqüente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.

Período de Incubação: 7 – 60 dias.

Prevenção: Camisinha. Higienização após o coito..

Fonte: www.saude.rs.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

O linfogranuloma venéreo é uma doença de transmissão sexual causada por Chlamydia trachomatis, uma bactéria de crescimento intracelular.

O linfogranuloma venéreo é causado por variedades de Chlamydia trachomatis diferentes das que provocam inflamação da uretra (uretrite) e do colo (cervicite). Ocorre geralmente nas zonas tropicais e subtropicais.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas começam aproximadamente de 3 a 12 dias após a infecção. No órgão genital masculino ou no órgão genital feminino aparece uma pequena bolha indolor cheia de líquido.

Em geral, esta converte-se numa úlcera que sara rapidamente e costuma passar despercebida. Mais tarde, os gânglios linfáticos da virilha de um ou de ambos os lados podem aumentar de volume e tornar-se sensíveis ao tato.

A pele que cobre a zona infectada adquire uma temperatura mais elevada e torna-se avermelhada.

Se não se tratar, podem aparecer orifícios (fístulas) na pele que os cobre. Estes orifícios descarregam pus ou líquido sanguinolento e geralmente curam-se, mas podem deixar uma cicatriz e recorrer.

Outros sintomas incluem febre, mal-estar, dor de cabeça e das articulações, falta de apetite e vómitos, dor de costas e uma infecção do reto que produz secreções purulentas manchadas de sangue.

Depois de episódios prolongados ou repetidos, os vasos linfáticos podem obstruir-se e isso faz com que o tecido se inflame. A infecção retal causa ocasionalmente cicatrizações que redundam num estreitamento do reto.

O médico suspeita desta doença baseando-se nos seus sintomas característicos. O diagnóstico pode ser confirmado mediante uma análise de sangue que identifique anticorpos contra a Chlamydia trachomatis.

Tratamento

Se for começado no início da doença, o tratamento com doxiciclina, eritromicina ou tetraciclina oral durante 3 semanas produz uma cura rápida. Posteriormente, o médico deve confirmar regularmente que a infecção está curada. Além disso, faz-se o possível por identificar todos os parceiros sexuais da pessoa infectada para que também sejam examinados e tratados.

Fonte: www.manualmerck.net

Linfogranuloma Venéreo

O agente causador dessa DST é a Chlamydia trachomatis, e seu período de incubação pode ser de 7 a 30 dias.

Sinais e Sintomas

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes.

Após a cura da lesão primária, que acontece geralmente entre duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas , denominada bubão.

Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.

Formas de contágio: A transmissão do linfogranuloma venéreo se dá por via sexual.

Prevenção: Uso do preservativo em todas relações sexuais e higienização dos órgãos genitais após o ato sexual.

Tratamento: Consiste no tratamento das feridas. São utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, não revertem seqüelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado

Fonte: www2.aids.gov.br

Linfogranuloma Venéreo

Doença infecciosa causada pela bactéria Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2 e L3.

Etiologia

Modo de transmissão exclusivamente sexual. Distribuição universal, mais freqüente nos trópicos, sendo no Brasil mais observado nas regiões Norte e Nordeste. Geralmente afeta indivíduos que já tiveram outras doenças sexualmente transmissíveis.

Clínica

Período de incubação 3 a 30 dias.

Evolução em três fases:

Lesão de inoculação: inicia-se por pápula, vesícula, pústula ou exulceração indolor que desaparece espontaneamente. No homem, a lesão geralmente é localizada no sulco coronal, frênulo e prepúcio, e na mulher, geralmente na parede posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes de genitália externa. Geralmente não é notada pelo paciente.
Disseminação linfática regional:
adenomegalia geralmente unilateral, firme e pouco dolorosa (bubão) que se desenvolve 1 a 6 semanas após lesão inicial. Evolui para supuração e fistulização com múltiplos orifícios. Em pacientes com coito anal, pode levar à proctite e à proctocolite hemorrágica. Contato orogenital pode causar glossite ulcerada difusa com adenomegalia cervical. Sintomas sistêmicos podem estar presentes e incluem febre, astenia, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo.
Seqüelas:
podem ocorrer obstrução linfática crônica levando a elefantíase genital e hi­pertrofia vulvar (estiomene), fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal.

Diagnóstico

Clínico-epidemiológico.
Laboratorial:
sorologia com imunofluorescência direta, fixação de complemento (título > 1/64), microimunofluorescência ou cultura celular de Mccoy. Pouco utilizado na prática clínica, pois as reações sorológicas cruzam com outras infecções por clamídias e o teste só torna positivo quatro semanas após a infecção. Além disso, o teste soroló­gico pode permanecer positivo pelo resto da vida. A microimunofluorescência com iden­tificação de IgM confirma o diagnóstico.

Tratamento

Tianfenicol 1,5 g/dia VO por 14 dias.
SMX 800mg + TMP 160 mg VO 12/12 ho-ras por 14 dias.
Doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas por 21 dias.
Eritromicina 500 mg VO 6/6 horas por 21 dias.

Observações

Parceiros sexuais que tiveram contato até 30 dias antes dos sintomas devem ser examinados, testados para o diagnóstico, e tratados.
Em casos de linfadenomegalia importante com flutuação, podem ser aspirados com agulha de grande calibre, mas não devem realizar incisão cirurgicamente.
Na ausência de resposta clínica ou sorológi­ca após três semanas de tratamento, deve ser reiniciado o tratamento com outro antibiótico.

Fonte: www.consultormedico.com

Linfogranuloma Venéreo

Nomes populares: Mula ou bubão.

O que é

O linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes.

Transmissão

Agentes causadores (patógeno e vetores): O agente causador dessa DST é a Chlamydia trachomatis.

A transmissão do linfogranuloma venéreo se dá por via sexual e seu período de incubação pode ser de 7 a 30 dias. O período de transmissibilidade pode variar de algumas semanas a vários anos, pois perdura enquanto houver lesões ativas.

Diagnóstico

Clínico (principais sintomas): O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes. Após a cura da lesão primária, que acontece geralmente entre duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas , denominada bubão. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.

Tratamento

Consiste no tratamento das feridas. São utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, não revertem sequelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.

Prevenção

A prevenção ocorre através do uso do preservativo em todas relações sexuais e higienização dos órgãos genitais após o ato sexual.

Fonte: www.sbinfecto.org.br

Linfogranuloma Venéreo

O que é?

É uma doença infecciosa conhecida, popularmente, como mula. Caracterizada por uma lesão (ferida ou elevação da pele) que dura de 3 a 5 dias.

Após curar essa lesão, que dificilmente é identificada, principalmente nas mulheres, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas.

Na maioria das vezes, o inchaço ocorre só de um lado.

O agente causador é Chlamydia trachomatis - sorotipos L1, L2 e L3. O período de incubação pode ser de 7 a 30 dias.

Transmissão

A via mais comum de transmissão é a forma sexual. O reto é o reservatório da infecção.

Sintomas

A doença ocorre em 3 fases: lesão de inoculação, disseminação linfática regional e seqüelas.

Na primeira fase, a doença raramente é notada pelo portador. São lesões que aparecem e somem sem deixar seqüelas. Quando ocorre o inchaço na virilha, o portador passa a perceber a doença.

Os sintomas gerais são: febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, suores noturno e meningismo.

Complicações

Elefantíase do órgão genital masculino, escroto, vulva. Inflamação crônica e estreitamento do reto.

Exame

O diagnóstico laboratorial não é rotina, geralmente é feito em bases clínicas.

Mas existem quatro tipos de exames: o de fixação de complemento, que identifica anticorpos contra todas as infecções por clamídia, o de microimunofluorescência, por cultura e o exame histopatológico.

Tratamento

A medicação é a base de antibióticos, que não revertem as seqüelas, como estreitamento retal ou elefantíase genital. A aspiração do bubão inguinal é feita quando necessária. As fístulas também devem ser tratadas e parceiro também, para não haver reinfecção.

Fonte: www.soropositivo.org

Linfogranuloma Venéreo

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.

Essa doença também é conhecida popularmente como "mula".

Como se pega?

Através de contato sexual com o parceiro (a) contaminado (a).

Quais os sintomas?

No início o primeiro sintoma é uma pequena lesão (ferida indolor, às vezes com a saída de pus); freqëntemente não é percebida pela pessoa contaminada.

Uma a seis semanas depois aparecem ínguas na virilha que vão se juntando até formar uma massa com saída de pus.

Outros sintomas são febre, mal-estar, falta de apetite, emagrecimento, dor nas articulações (joelho, cutovelo) e suores noturnos.

Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

Os sintomas demoram de 3 a 30 dias para aparecem, depois do contato com o agente causador (clamídia).

IMPORTANTE

O linfogranuloma venéreo pode ser evitada, por isso: É importante usar a camisinha masculina ou camisinha feminina.

Como é o diagnóstico?

Através dos sintomas e de exames laboratoriais.

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível.

Para isso:

SUPER LEGAL: Procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será mais adequado e eficiente.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Linfogranuloma Venéreo

O linfogranuloma venéreo é uma doença sexualmente transmissível causada pela Chlamydia trachomatis, uma bactéria que cresce somente no interior das células. O linfogranuloma venéreo é causado por outros tipos de Chlamydia trachomatis que não aqueles que causam a uretrite (inflamação da uretra) e a cervicite (inflamação do colo uterino).

O linfogranuloma venéreo ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais e é raro nos Estados Unidos.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas iniciam 3 a 12 dias ou mais após a infecção. Ocorre a formação de uma pequena vesícula, indolor e cheia de líquido, normalmente localizada no órgão genital masculino ou na órgão genital feminino.

Em geral, a vesícula transforma-se em uma úlcera, a qual cicatriza rapidamente, muitas vezes sem ser percebida. Em seguida, os linfonodos da região inguinal, em um ou em ambos os lados, podem aumentar de volume e tornar-se dolorosos.

A pele que reveste a área infectada torna-se quente e vermelha e, quando não tratada, pode ocorrer a formação de fístulas na pele sobre os linfonodos.

Essas fístulas drenam pus ou um líquido sanguinolento e, normalmente, se fecham, mas podem deixar uma cicatriz e ocorrer novamente.

Outros sintomas incluem febre, sensação de mal-estar generalizado, cefaléia, perda de apetite, vômito, dor nas costas e uma infecção do reto que produz uma secreção purulenta manchada de sangue.

Devido aos episódios prolongados ou repetidos, os vasos linfáticos são obstruídos, causando edema tecidual. A infecção retal pode acarretar a formação de cicatrizes, as quais podem produzir uma estenose (estreitamento) do reto.

O médico suspeita do linfogranuloma venéreo baseando-se nos sintomas característicos. O diagnóstico pode ser confirmado por um exame de sangue que identifica a presença de anticorpos contra a Chlamydia trachomatis.

Tratamento

Quando administrado precocemente, o tratamento oral com doxiciclina, eritromicina ou tetraciclina por 3 semanas produz uma cura rápida.

Após o tratamento, o médico deve verificar se a infecção foi curada.

São realizadas tentativas para identificar todos os contatos sexuais do indivíduo infectado, para que eles também possam ser examinados e tratados.

Fonte: www.msd-brazil.com

Linfogranuloma Venéreo

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele).

Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino.

Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento expontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Sinônimos: Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

Agente: Chlamydia trachomatis.

Complicações/Consequências: Elefantíase do órgão genital masculino, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

Transmissão: Relação sexual é a via mais frequente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectada é reservatório de infecção.

Período de Incubação: 7 a 60 dias.

Tratamento: Sistêmico, através de antibióticos. Aspiração do bubão inguinal. Tratamento das fístulas

Prevenção: Camisinha. Higienização após o coito.

Fonte: www.dst.com.br

 

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