São compostos formados por cadeias de átomos de carbono ligados a hidrogênio, presentes em gorduras e óleos. Podem ser classificados de acordo com o tamanho (curta, média, longa) ou com o tipo de ligação da cadeia hidrocarbonada (saturados, mono e poliinsaturados).
São normalmente encontrados na forma sólida (gordura) e em produtos de origem animal como leite integral, manteiga, creme de leite, chantilly, queijos gordurosos (provolone, parmesão, mussarela), banha, bacon, sebo, toucinho, gordura das carnes, pele das aves e dos peixes. A exceção é feita para a gordura do coco, que é rica em Ácidos Graxos saturados, apesar de ser um alimento de origem vegetal.
O consumo de alimentos contendo Ácidos Graxos saturados, além da quantidade desejada, é prejudicial, pois contribui para o aumento das taxas de colesterol no sangue.
São normalmente encontrados na forma líquida (óleo) e em produtos de origem vegetal, exceto para os óleos de peixe, que também são ricos em Ácidos Graxos insaturados, apesar de serem produtos de origem animal. Contêm uma ou mais ligações duplas na cadeia. Quando os hidrogênios se encontram no mesmo lado do plano, são chamados de cis, se estão em lados opostos, de trans. Os Ácidos Graxos trans estão presentes em produtos industrializados, como na margarina e na gordura vegetal hidrogenada. Em excesso, os Ácidos Graxos trans são tão ou mais prejudiciais que os Ácidos Graxos saturados, no que diz respeito à elevação dos níveis de colesterol sangüíneos.
Quando o ácido graxo possui uma única dupla ligação, é conhecido como monoinsaturado, se contém duas ou mais ligações duplas, é denominado poliinsaturado. Os monoinsaturados estão presentes em maior quantidade no azeite de oliva e nos óleos de canola e de amendoim. Já os poliinsaturados são encontrados em óleos vegetais (girassol, milho, soja, algodão), óleos de peixe e em oleaginosas (castanha, amêndoa).
O consumo moderado de alimentos fontes de Ácidos Graxos insaturados está relacionado com a diminuição dos níveis de colesterol circulantes e conseqüentemente ao menor risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares.
São poliinsaturados não sintetizados pelas células do organismo, portanto, devem ser adquiridos através da alimentação. Existem dois Ácidos Graxos essenciais, são eles: ômega-3 (ácido linolênico) e ômega-6 (ácido linoléico). O ácido graxo ômega-3 é encontrado principalmente nos peixes e óleos de peixe. Por outro lado, as melhores fontes alimentares de ácido graxo ômega-6 são os óleos vegetais (girassol, milho, soja, algodão).
Fonte: www1.uol.com.br
Os Lipídios, juntamente com as proteínas e os carboidratos, são macronutrientes que podem ser sintetizados no organismo, sendo estes responsáveis pelos principais processos do metabolismo celular.
Em nosso dia a dia os ácidos graxos estão presentes em gorduras, óleos, ceras naturais e nos variados alimentos. Desempenham várias funções no organismo humano, tais como: reserva de energia, combustível celular, componente estrutural de membranas biológicas, isolamento e proteção de órgãos.
A maioria dos Lipídios possui na sua estrutura ácidos graxos, com uma cadeia aquílica longa, podendo ser saturada ou insaturada, destacando-se os triglicerídeos, fosfoLipídios, esfingoLipídios, etc.
O colesterol, popularmente conhecido como gordura do sangue, é muito importante na estrutura das membranas biológicas e atua como precursor na biossíntese de hormônios e ácidos biliares, porém o seu excesso no organismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças do coração.
Estudos recentes demonstram que o maior consumo de óleos e gorduras é um indicativo de melhores condições econômicas de uma população, contudo a ingestão em excesso de gordura, está relacionada com várias doenças, como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, derrame cerebral, câncer e arteriosclerose, ocasionadas principalmente pela gordura saturada, pois esta aumenta os níveis da lipoproteína transportadora de colesterol (LDL – mau colesterol). Assim como a gordura saturada, a insaturada do tipo trans, presente na batata-frita, margarina e biscoitos, aumentam os níveis de LDL. Mas seu efeito nocivo vai mais além porque ela também diminui os índices de lipoproteína retiradora de colesterol (HDL), conhecida popularmente como o bom colesterol.
Então devemos evitar as gorduras? Totalmente, não. Certos tipos de gorduras especiais que são as gorduras insaturadas atuam no organismo aumentando os níveis de HDL, ressaltandose os ácidos graxos do tipo ômega-3 e ômega-6, presentes em óleos vegetais, nozes e peixes, os quais também baixam os níveis do chamado mau colesterol (LDL) no organismo.
Assim, vemos que os Lipídios de uma forma geral estão presentes no nosso cotidiano de uma forma intensa e que estão relacionados a vários problemas de saúde.
Por isso, para se obter uma vida saudável, deve-se ter uma dieta balanceada em ácidos graxos, aliada a prática de atividades físicas. Lembrando-se ainda que os Lipídios movimentam a economia nas indústrias de sabões e detergentes e até mesmo são utilizados na fabricação de novos combustíveis ecologicamente corretos (biodiesel).
Gerardo Magela Vieira Júnior
Fonte: www.fapepi.pi.gov.br
Os lipídeos, mais conhecidos como gorduras, são um grupo de heterogêneos de compostos que incluem os óleos e gorduras normais, ceras e componentes correlatos encontrados em alimentos e corpo humano.
Eles têm as propriedades de serem:
1. Insolúveis em água
2. Solúveis em solventes orgânicos (éter, clorofórmio)
3. Capacidade de ser usado por organismos vivos
A maioria das gorduras naturais consiste se aproximadamente de 95% de triglicerídeos ou triacilgliceróis. Os outros 5% são traços de monoglicerídeos e diglicerídeos, ácidos graxos livres, fosfolipídeos e esteróis.
Por fornecer energia para o corpo, esse tecido poupa proteínas para a síntese de tecidos ao invés destas serem utilizadas como fonte de energia. Auxiliam a manter órgãos e nervos em posição e protegê-los contra choques e lesões traumáticas. A camada subcutânea de gordura isola o organismo, preservando o calor e mantendo a temperatura do organismo. As gorduras auxiliam no transporte e absorção de vitaminas lipossolúveis. Deprimem as secreções gástricas e tornam mais lento o esvaziamento gástrico. Além disso, as gorduras adicionam o paladar da dieta e produzem uma sensação de saciedade após a refeição.
Contém uma molécula de glicerol (um álcool triidrico) e um a três ácidos graxos ligados a essa molécula. Devido à sua lata densidade energética e baixa solubilidade, os triacilgliceróis do tecido adiposo são a maior forma de armazenamento de energia do organismo.
Quimicamente, ácidos graxos são cadeias retas de hidrocarbono terminado em um grupo carboxila em uma terminação e um grupo metil na outra. São classificados como:
Estão concentrados em alimentos animais como a carne bovina, frango, porco, laticínios) e alimentos vegetais (palmeira e sua semente e óleo de coco).
Ácidos oléicos. Azeite, óleo de canola, óleo de amendoim, amendoins, nozes, peçã, amêndoas e abacate.
Predominante na dieta é o ácido linoléico. Sementes vegetais e os óleos que eles produzem. Os óleos de coco, palmeira e manteiga de cacau são pobres nesse ácido. Existem duas principais famílias desse grupo de ácidos graxos: ômega 3 e ômega 6. Estes têm funções ainda não muito bem conhecidas no tratamento de muitas doenças do organismo, como por exemplo: esclerose múltipla, artrite reumatóide e dermatite atípica, assim como na prevenção de aterosclerose.
Ômegas 3 e 6 são conseguidos apenas através da dieta e não são produzidos pelo organismo e por isso são essenciais. Fontes de w-3: margarinas, óleos de canola e soja, óleo de peixes e mariscos, peixes.
É uma forma diferente na posição dos hidrogênios nas cadeias dos MUFA´s. Estão presentes nas margarinas que são preparadas na forma de hidrogenação (transformação de óleos líquidos em semi-sólidos e mais estáveis, como as margarinas, frituras comercializadas, produtos de panificação, ricos em gorduras e lanches salgados.
Componente essencial das membranas estruturais de todas as células dos mamíferos, é o principal componente do cérebro e das células nervosas. É encontrado nas glândulas supra-renais, aonde os hormônios adrenocorticais são sintetizados e no fígado onde é sintetizado e armazenado. O colesterol é participa na formação do ácido biliar, hormônios adrenocorticais (aldosterona) e hormônios sexuais (estrogênios, testosterona e progesterona). É encontrado em apenas alimentos de origem animal.
Fonte: www.nutrimais.com
São compostos formados por cadeias de átomos de carbono ligados a hidrogênio, presentes em gorduras e óleos. Podem ser classificados de acordo com o tamanho (curta, média, longa) ou com o tipo de ligação da cadeia hidrocarbonada (saturados, mono e poliinsaturados).
São normalmente encontrados na forma sólida (gordura) e em produtos de origem animal como leite integral, manteiga, creme de leite, chantilly, queijos gordurosos (provolone, parmesão, mussarela), banha, bacon, sebo, toucinho, gordura das carnes, pele das aves e dos peixes. A exceção é feita para a gordura do coco, que é rica em ácidos graxos saturados, apesar de ser um alimento de origem vegetal.
O consumo de alimentos contendo ácidos graxos saturados, além da quantidade desejada, é prejudicial, pois contribui para o aumento das taxas de colesterol no sangue.
São normalmente encontrados na forma líquida (óleo) e em produtos de origem vegetal, exceto para os óleos de peixe, que também são ricos em ácidos graxos insaturados, apesar de serem produtos de origem animal. Contêm uma ou mais ligações duplas na cadeia. Quando os hidrogênios se encontram no mesmo lado do plano, são chamados de cis, se estão em lados opostos, de trans. Os ácidos graxos trans estão presentes em produtos industrializados, como na margarina e na gordura vegetal hidrogenada. Em excesso, os ácidos graxos trans são tão ou mais prejudiciais que os ácidos graxos saturados, no que diz respeito à elevação dos níveis de colesterol sangüíneos.
Quando o ácido graxo possui uma única dupla ligação, é conhecido como monoinsaturado, se contém duas ou mais ligações duplas, é denominado poliinsaturado. Os monoinsaturados estão presentes em maior quantidade no azeite de oliva e nos óleos de canola e de amendoim. Já os poliinsaturados são encontrados em óleos vegetais (girassol, milho, soja, algodão), óleos de peixe e em oleaginosas (castanha, amêndoa).
O consumo moderado de alimentos fontes de ácidos graxos insaturados está relacionado com a diminuição dos níveis de colesterol circulantes e conseqüentemente ao menor risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares.
São poliinsaturados não sintetizados pelas células do organismo, portanto, devem ser adquiridos através da alimentação. Existem dois ácidos graxos essenciais, são eles: ômega-3 (ácido linolênico) e ômega-6 (ácido linoléico). O ácido graxo ômega-3 é encontrado principalmente nos peixes e óleos de peixe. Por outro lado, as melhores fontes alimentares de ácido graxo ômega-6 são os óleos vegetais (girassol, milho, soja, algodão).
Fonte: cyberdiet.terra.com.br
A mais recente tendência nutricional preconiza uma alimentação saudável, com ingestão de muita fibra e pouca gordura e colesterol. Nesta linha, e associando a mudança do estilo de vida a hábitos alimentares mais saudáveis, surgiram os alimentos funcionais. São compostos que, além de nutrir, apresentam propriedades fisiológicas específicas.
O ser humano, assim como os demais mamíferos, é capaz de sintetizar certos ácidos graxos saturados e insaturados, porém essa capacidade é limitada quando se trata de ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs), sem os quais nosso organismo não funciona adequadamente. Por essa razão, estes ácidos graxos são chamados de “essenciais” e devem ser incluídos na dieta alimentar.
Os ácidos graxos essenciais para a alimentação humana são o ácido linolênico (ômega6) e o ácido linoleico (ômega3). O primeiro está presente em grande quantidade nos óleos de milho e soja, enquanto o segundo, em vegetais de folhas verdes, no óleo de linhaça e nos óleos de peixes marinhos. A importância destes ácidos graxos está na sua capacidade de se transformar em substâncias biologicamente mais ativas, com funções especiais no equilíbrio homeostático, e em componente estrutural das membranas celulares e do tecido cerebral e nervoso. A alimentação humana corretamente balanceada deve atender a uma relação ótima entre ômega6 e ômega3, de 4:1, porém o ritmo de vida atual muitas vezes não permite uma alimentação rica e bem combinada, baseada em alimentos criteriosamente selecionados.
Os óleos de muitas espécies de peixes marinhos são ricos em ácido graxo eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA), que são as formas longas e insaturadas ativas da série ômega3, e que podem ser absorvidas diretamente pelos ciclos metabólicos dos seres humanos. Estes ácidos graxos são produzidos pelas algas marinhas, e depois transferidos de forma bastante eficiente, através da cadeia alimentar, para os peixes. Dentre os peixes, aqueles que contêm maior quantidade de EPA e DHA são os que habitam águas frias, como salmão, truta e bacalhau. Estes apresentam, além dos ácidos graxos essenciais, proteína de alta qualidade, ótima digestibilidade e baixo teor calórico. Portanto, são recomendados para auxiliar na manutenção da sanidade geral, e também para gestantes e lactentes, pois influem no desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso da criança.
Na atualidade, uma das grandes preocupações em saúde pública é a elevada mortalidade causada por doenças cardiovasculares. Estas doenças têm uma etiologia multifatorial, e sua origem remonta a uma combinação de diversos fatores de risco. Porém, vários destes fatores de risco podem ser positivamente modificados pela ação de ácidos graxos essenciais. Dados experimentais (Kromhout et al., 1985) e epidemiológicos mostram a redução significativa da mortalidade por doenças coronarianas, confirmando a atividade cardioprotetora do EPA e DHA. Portanto, é bastante recomendável, numa orientação dietética, prescrever a ingestão de uma ou duas porções de peixe por semana.
Kromhout, D.; Bosschieter, E.B. & Coulander, C.J.. 1985. The inverse relation between fish consumption and 20year mortality from coronary heart disease. TheNewEnglandJournalofMedicine, 312(19): 156161
Neuza Sumico Takahashi
Fonte: www.infobibos.com
Ácidos graxos são ácidos carboxílicos de cadeia longa, saturados ou insaturados que possuem número par de carbonos uma vez que são sintetizados a partir da acetil Co-A.

A presença de duplas ligações (saturações) na cadeia, faz com que haja uma modificação espacial na cadeia carbonada promovendo seu dobramento no plano o que confere um arranjo mais fraco entre as moléculas o que permite uma dissociação mais fácil, conferindo o estado físico mais liquefeito em relação ao ácido graxo saturado de número de carbonos correspondente (Figura 1).

Os ácidos graxos poli-insaturados, por apresentarem menos hidrogênios em sua molécula (cada dupla ligação corresponde a um par de hidrogênio a menos em relação a uma ligação C-C saturada), são menos calóricos que os ácidos graxos saturados quando degradados pela beta-oxidação.

Figura 1: Estrutura molecular dos ácidos graxos. Em (A) observa-se um ácido graxo saturado: estrutura molecular permite arranjo mais firme entre as moléculas favorecendo o estado físico mais rígido em relação a um ácido graxo poli-insaturado correspondente (B).
Os ácidos graxos são denomidados de acordo com o número de carbonos, precedidos do prefixo n- (a grande maioria dos ácido graxos são lineares, apesar de haver alguns ácidos graxos ramificados abundantes no leite) seguidos do sufixo ÓICO., indicando-se se há duplas ligações acrescentando o número carbonos do ácifo graxo seguido do número de ligações insaturadas (separado por dois pontos) e seguidos pelo número dos carbonos onde estão as duplas ligações, entre parênteses.
No leite, há grande quantidade de ácido fitânico (ácido 3, 7, 11, 15 tetra-metil-palmítico) que se acumula no sangue e tecidos quando o indivíduo não é capaz de degradá-lo, caracterizando uma síndrome hiperlipidêmica na infância rara conhecida como Doença de Refsum.
Assim, um ácido graxo saturado de 18 carbonos denomina-se n-octadecanóico e o poli-insaturado de 18 carbonos com 3 duplas ligações entre nos carbonos 9, 12 e 15, denomina-se n-octadecaóico -18 :3 (9,12,15). Entretanto, frequentemente, denomina-se os ácidos graxos pelo seu nome vulgar, bastante difundidos na literatura especializada.
Os ácidos graxos são as biomoléculas mais calóricas, apesar de de os carboidratos serem bem mais eficazes na produção de energia. O metabolismo energético dos Lipídios acontece, portanto, secundariamente ao dos carboidratos, o que torna os Lipídios que contém ácidos graxos, notadamente os tri-acil-gliceróis (trigligerídeos) as principais biomoléculas de reserva energética. De fato, a própria absorção dos Lipídios se dá de forma a favorecer esta função.
Todos os ácidos graxos saturados são sintetizados no organismo a partir da acetil-CoA, entretanto os ácidos graxos poli-insaturados são exclusivos dos vegetais, sendo que o ácido linoléico (18: 2) e o linolênico (18::3) são considerados essenciais aos seres humanos por serem precussores dos eicosanóides e serem responsáveis pela fluidez da membrana. O ácido aracdônico (20:4) torna-se essencial quando há a carência dietética do ácido linoléico, que é utilizado em sua síntese.
Ricardo Vieira
Fonte: www.geocities.com
Os ômegas-3 são chamados de ácidos graxos essenciais (AGE) porque são fundamentais para a boa saúde. Como o corpo não pode produzi-los, os ômegas-3 têm de ser obtidos da alimentação.
Reduzir a hipertensão. Estudos em grupos grandes de pessoas revelam que o consumo de ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a reduzir o nível de pressão arterial global.
Melhorar a saúde cardíaca. Os ácidos graxos ômega-3 participam na manutenção de níveis baixos de colesterol, na estabilização de batimentos cardíacos irregulares (arritmia) e na redução da pressão arterial.
Proteger o coração. Pesquisadores agora acreditam que o ácido alfalinolênico (AAL), um dos ômegas-3, pode ser particularmente benéfico na proteção contra doenças cardiovasculares e na redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos.
Os principais ácidos graxos ômega-3 incluem ácido eicosapentanóico (AEP), ácido docosahexanóico (ADH) e ácido alfalinolênico (AAL). Os AEPs e ADHs são encontrados em peixes gordurosos de águas frias, como atum, salmão e cavala, bem como nas algas marinhas. Os AALs são encontrados principalmente nas verduras de folhas escuras, no óleo de linhaça e em certos óleos vegetais.
Não há um valor mínimo estabelecido para a ingestão diária de ômegas-3, mas recomenda-se uma dieta saudável, contendo quantidades significativas de alimentos ricos nesse ácido graxo essencial.
Os ácidos graxos ômega-3 são seguros para o consumo. Contudo, a maioria dos especialistas recomenda limitar o consumo de peixe a duas ou três porções semanais, porque muitos deles podem estar envenenados com mercúrio e outros contaminantes. As cápsulas de óleo de peixe em geral não apresentam o mesmo risco.
Não existem efeitos colaterais conhecidos associados ao aumento da ingestão de ácidos graxos ômega-3 por meio dos alimentos; por outro lado, as cápsulas de óleo de peixe apresentam o risco de um "fator erupção" – um sabor residual de peixe, às vezes desagradável, embora inofensivo, que ocorre com algumas marcas.
Fonte: www.nutrilite.com
Ácidos graxos omega-3, representados como n-3 ou w-3, são assim denominados por possuírem sua primeira dupla ligação no carbono 3 a partir do radical metil do ácido graxo e podem ser representados pelas formas n-3 ou w-3. São ácidos graxos poliinsaturados de cadeia, representados pelos ácidos -linolenico (18:3n-3), eicosapentaenóico (EPA - 20:5n3) e docosahexaenóico (DHA - 22:6n-3). Os ácidos graxos w-3 estão presentes nos triglicérides dos fitoplanctons. São consumidos e encontrados em altas concentrações em peixes e animais marinhos. Os primeiros relatos sobre o metabolismo dos ácidos graxos omega-3 surgiram na década de 70, a partir de estudos na doença coronariana. Esquimós da Groelândia, apesar do alto consumo de dietas ricas em gordura com elevados teores de colesterol e baixa ingestão de carboidratos, apresentaram baixos níveis de colesterol total, triglicérides, lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL), e níveis maiores de lipoproteínas de alta densidade (HDL), relacionados a menores índices de doenças cardiovasculares.Nos esquimós a doença cardiovascular manifesta baixos índices de mortalidade (10,3%) em relação à população norte americana (50%). Os esquimós também têm baixa incidência de asma, psoríase, doenças auto-imunes e diabete mellitus e maior incidência de doenças hemorrágicas e epilepsia.
O termo "eicosanóide" relata um grupo de ácidos graxos oxigenados compostos por 20 carbonos. Seu maior precursor é o ácido araquidônico (ácidos cis 5,8,11,14-eicosatetraenóico). São formados por três vias principais, compostas pelas enzimas ciclooxigenase, lipoxigenase e epoxigenase, tornando-se as duas primeiras de maior interesse, por originar os metabólitos relacionados às reações inflamatórias. A interação de um estímulo (bradicinina, angiotensina II, hormônio anti-diurético ou uma protease como a trombina) sobre a membrana celular resulta em ativação da enzima fosfolipase, enzima esta cálcio dependente. Aproximadamente 15% do ácido araquidônico existente na membrana celular é mobilizado. Uma vez produzido, o ácido araquidônico é atacado por uma enzima conhecida como PGH sintase, cuja forma ativa encontra-se no retículo endoplasmático. A PGH sintase apresenta duas formas de atividade catalítica. A primeira é mediada pela ciclooxigenase que catalisa a formação de PGG2 a partir do ácido araquidônico. A segunda forma facilita a redução de PGG2 para PGH2. A catalização da PGH sintase leva à formação de prostanóides da série 2, mais conhecidos como prostaglandinas (PGE2, PGD2 e PGF2 e tromboxanes (TXA2 e TXB2).
A ingestão de ácidos graxos n-3 provoca alterações estruturais e funcionais na membrana celular fosfolipídica. A fluidez da membrana celular aumenta e permite maior mobilidade das proteínas de membrana e favorece maior troca de sinais de transdução, interação hormônio-receptor e transporte de substratos. Durante a suplementação dietética com óleo de peixe ocorre integração de ácidos graxos w-3 na membrana celular em 72 horas. A menor incorporação do ácido araquidônico na membrana celular ocorre provavelmente pela preferência da enzima -desaturase pelos ácidos graxos n-3. Ácidos graxos n-3, competem com o ácido araquidônico como substrato para síntese de prostaglandinas e leucotrienos. Com a maior disponibilidade de n-3 a síntese de prostaglandinas (PG) e tromboxanes (TX) da série 2 e leucotrienos (LT) da série 4 diminui, sendo substituída pela síntese de prostaglandinas e leucotrienos das séries 3 e 5 respectivamente. As PG, TX e LT das séries 3 e 5 são mediadores inflamatórios menos potentes, podendo modular a resposta inflamatória exacerbada
Os ácidos graxos n-3 são considerados essenciais e, embora as necessidades diárias (44 mg/kg/dia) sejam muito pequenas, sua deficiência pode acarretar manifestações clínicas como dermatite esfoliativa e hemorrágica, foliculite hemorrágica do couro cabeludo, retardo do crescimento e dificuldade de cicatrização.
A modulação de efeitos inflamatórios trouxe avanços no estudo da influência doa ácidos graxos omega-3 em doença cardiovascular, psoríase, cancer e condições de infecção grave. A suplementação dietética com óleo de peixe promove modificações estruturais da parede vascular e crase sangüínea e menor reatividade plaquetária. Efeitos como hipotrigliceridêmico e hipocolesterolêmico, maior tempo de sangramento, inibição da agregação plaquetária e efeitos benéficos sobre a pressão arterial foram observados durante suplamentação do óleo de peixe. O uso do óleo de peixe pode apresentar efeitos benéficos em psoríase, dermatite atópica e artrite reumatóide. O uso do óleo de peixe impede a ativação da proteína C quinase, diminuindo assim a produção de anfiregulina e outros fatores tróficos autócrinos pelos queratinócitos, responsáveis pela lesão cutânea da psoríase e pode promover melhora clínica do eritema, infiltração e descamação. Pacientes com colite ulcerativa têm uma resposta inflamatória aumentada em seu cólon. A mucosa colônica apresenta níveis elevados de leucotrieno B4 em relação à população normal. A utilização do óleo de peixe pode ser benéfica ao portador de doença inflamatória intestinal quando utilizado unicamente ou associado a outros nutrientes e fármacos específicos.
O uso de óleo de peixe na dieta não é inócuo. Os peixes podem estar contaminados com metais pesados e pesticidas, muito embora no processo de concentração do óleo de peixe, estes compostos são geralmente removidos. Óleo de peixe está comercialmente disponível sem as vitaminas A e D para eliminar o risco de intoxicação, por excesso, com estas vitaminas lipossolúveis. Por sua ação antiagregante plaquetária, o consumo do óleo de peixe traz risco de sangramento, que é consideravelmente menor quando comparado à ingestão de aspirina. Pacientes que fizeram uso prolongado (8 semanas) do óleo de peixe apresentaram mau hálito durante seu uso. Efeitos como náuseas, eructações e meteorismo abdominal também foram relatados. Como ocorre com todos os novos fármacos, um grande volume de conhecimentos está se formando em torno do uso fármaco-nutricional terapêutico do óleo de peixe. Recomenda-se que o bom senso, cautela e o acompanhamento da literatura prevaleçam para sua indicação. Assim, a ministração de óleo de peixe, especialmente a crianças, adolescentes e gestantes deve ter acompanhamento médico rigoroso, a fim de se observar efeitos colaterais precocemente, já que nesses pacientes as ações farmacológicas deste óleo não estão bem estudadas.
Referências bibliográficas
Barton, RG - Son beneficas en los pacientes criticamente enfermos las formulas enterales capaces de incrementar la respuesta inmune? Lecturas sobre nutrición 4(4):7-27, 1997.
Borges e col. - Imunonutrição: uma perspeectiva. In: Waitzberg DL - Nutrição enteral e parenteral na prática clínica. Ed Atheneu. 1995. pp. 480-95.
Cukier e col. - Fatores de crescimento e nutrição. In: Waitzberg DL - Nutrição enteral e parenteral na prática clínica. Ed Atheneu. 1995. pp. 544-54.
Kudsk, KA; Minard, G; Croce, MA - A randomized tril of isonitrogenous enteral diets after severe trauma: An immune-enhancing diet reduces septic complications. Ann Surg 224:531-43, 1996.
Revista Brasileira de Nutriçào Clínica vol. 13 (1), 1998
Lecturas sobre nutricion. vol.3 (6), 1996
Dr. Celso Cukier
Fonte: www.nutricaoclinica.com.br
Os ácidos graxos que fazem parte dos Lipídios ou gorduras são, em grande número, pertencentes a dois grupos: O dos ácidos graxos não-saturados e o dos ácidos graxos saturados, constituindo o estado de saturação ou não-saturação uma importante característica química, assim como nutricional, face o papel exercido por certos ácidos graxos nos processos metabólicos e imunitários.
Acham-se relacionados à presença ou ausência de duplas ligações na cadeia carbônica (denominados saturados de insaturados, respectivamente), variando em comprimento, desde quatro até 24 átomos de carbono, havendo exceção apenas para os membros pares da série. Quando dois carbonos adjacentes contêm ambos um átomo a menos de hidrogênio que o normal, ocorre uma dupla ligação. Ocorrendo apenas uma dupla ligação adiante da cadei a de carbono, esse ácido graxo é denominado monoinsaturado, e se duas ou mais duplas ligações ocorrerem, é denominado poliinsaturado. Os ácidos graxos podem apresentar cadeias curtas (quatro a seis átomos de carbono), cadeias médias (oito a 12 átomos de carbano) e cadeias longas (mais de 12 átomos de carbono na molícula). O aumento de cadeia dos ácidos graxos proporciona maneira de alongar seu comprimento pela adição de dois átomos de carbono para prover suas necessidades funcionais e a formação de uma dupla cadeia ou dessaturação. A dessaturação, isto é, a formação de uma dupla ligação, constitui processo de alterar os ácidos graxos disponíveis a fim de atender às necessidades orgânicas, como é o caso do ácido oléico, monoinsaturado, formado do ácido esteárico.
Os ácidos graxos poliinsaturados sofrem síntese através dos ácidos graxos insaturados existentes. O ácido linoléico sofre conversão a ácido graxo araquidônico pela dessaturação inicial, que consiste na remoção de dois hidrogênios e adição de uma unidade de dois carbonos, seguida de outra dessaturação. O tipo e a configuração dos ácidos graxos nos Lipídios caracterizam as diferenças no sabor, textura, ponto de fusão, absorção, atividade metabólica e biológica.
As gorduras neutras contêm ácidos graxos de 16 a 18 átomos de carbono. Em maiores quantidades, os ácidos graxos saturados têm seu ponto de fusão mais alto, sendo encontrados em forma sólida à temperatura ambiente em fontes de origem animal. Os óleos vegetais contêm em sua maioria ácidos graxos insaturados e ponto de fusão mais baixo.
Fonte: www.marombapura.com.br
12