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Lisossomos

São corpúsculos envolvidos por uma unidade de membrana, geralmente esféricos de estrutura e dimensões muito variáveis. Contêm no seu interior enzimas hidrofílicas com atividade máxima em pH ácido e por isso, genericamente denominadas de hidrolases ácidas. Ela também faz a digestão de partículas provenientes do meio externo, e a renovação de estruturas celulares. A digestão intracelular das macromoléculas (partículas) é feita pelas enzimas presentes no lisossomo, fabricadas no retículo endoplasmático rugoso.

Os lisossomos são ricos em enzimas digestivas para quase todas as macromoléculas biológicas, as células seriam facilmente destruídas se as enzimas dos lisossomos não estivessem contidas numa organela envolta numa membrana. Não existe explicação satisfatória para a resistência da membrana lisossomal, frente às enzimas contidas nessa organela.

O fato de que as enzimas lisossômicas são ativas em pH ácido, enquanto o pH do citoplasma é neutro, constitui uma proteção adicional contra os efeitos dessas enzimas sobre a célula normal, na ocorrência eventual de ruptura de lisossomos.

O elenco de enzimas presentes nos lisossomos é variável de acordo com o tipo celular e depende da especialização funcional de cada célula.

Fonte: www.biomedicina3l.com

Lisossomos

Lisossomos

Esquema mostrando os lisossomas, um dos componentes de uma célula animal comum (organelas):
(1) nucléolo
(2) núcleo
(3) ribossomos (pontos pequenos)
(4) vesícula
(5) retículo endoplasmático rugoso
(6) aparelho de golgi
(7) Citoesqueleto
(8) retículo endoplasmático liso
(9) mitocôndria
(10) vacúolo
(11) citoplasma
(12) lisossomo
(13) centríolos dentro do centrossoma

Lisossomos ou lisossomas são organelas citoplasmáticas que têm como função a degradação de materiais advindos do meio extra-celular, assim como a reciclagem de outras organelas e componentes celulares envelhecidos. Seu objetivo é cumprido através da digestão intracelular controlada de macromoléculas (como, por exemplo, proteínas, ácidos nucléicos, polissacarídeos, e lipídios), catalisada por cerca de 50 enzimas hidrolíticas, entre as quais se encontram proteases, nucleases, glicosidases, lipases, fosfolipases, fosfatases, e sulfatases. Todas essas enzimas possuem atividade ótima em pH ácido (aproximadamente 5,0) o qual é mantido com eficiência no interior do lisossomo. Em função disto, o conteúdo do citosol é duplamente protegido contra ataques do próprio sistema digestivo da célula, uma vez que a membrana do lisossomo mantém as enzimas digestivas isoladas do citosol, mas mesmo em caso de vazamento, essas enzimas terão sua inibida pelo pH citoplasmático (aproximadamente 7,2) causando dano reduzido à célula.

Os lisossomos são caracterizados, não só por seu conteúdo enzimático, como por sua membrana envoltória única dentre as organelas: proteínas transportadoras contidas nessa membrana, permitem que os produtos finais da digestão de macromoléculas (tais como aminoácidos, açúcares, nucleotídeos e até mesmo pequenos peptídeos) transitem para o citosol onde serão excretados ou reutilizados pela célula.

A membrana do lisossomo possui também bombas de H+, que, através da hidrólise de ATP, bombeiam íons H+ para o lúmen, mantendo assim o pH ácido, ideal para a ação enzimática. A maioria das membranas lisossomais é altamente glicosilada, de modo que lhe é conferida proteção das enzimas contidas no lúmen.

Formação

A formação do lisossomo representa a intersecção entre a via secretória, através da qual as proteínas lisossomais são processadas, e a via endocítica, através da qual as moléculas extracelulares são adquiridas na membrana celular. Durante a endocitose, materiais extracelulares são internalizados através de vesículos endocíticos revestidos por clatrina (clathrin-coated), que se desprendem da membrana plasmática e depois se fundem com o endossomo precoce (early endosome). Os componentes membranosos são então reciclados e o endossomo precoce gradualmente amadurece para um endossomo maduro (late endosome) que é o precursor do lisossomo. Uma das mudanças mais significativas desse amadurecimento é a queda do pH para aproximadamente 5,5, que desempenha um papel vital na entrega das hidrolases ácidas lisossomais pela rede Trans-Golgi ao endossomo maduro.

As hidrolases ácidas são sinalizadas para o lisossomo através de resíduos de manose-6-fosfato, que são reconhecidos pelos receptores de manose-6-fosfato da rede Trans-Golgi e empacotados em vesículas revestidas por clatrina. Após a remoção desse revestimento de clatrina, a vesícula transportadora se funde com o endossomo maduro e o pH ácido interno faz com que as hidrolases ácidas se desprendam do receptor de manose-6-fosfato. As hidrolases então são liberadas no lúmen do endossomo, enquanto os receptores permanecem na membrana e são eventualmente reciclados no AG. Os endossomos maduros então se transformam em lisossomos ao adquirirem um conjunto de hidrolases ácidas que começam a digerir as macromoléculas originalmente incorporadas ao endossomo pela endocitose.

No entanto existem também duas rotas alternativas das quais derivam os materiais a serem digeridos pelo lisossomo: a fagocitose e a autofagia.

Na fagocitose, células específicas, tais como os macrófagos, incorporam e degradam partículas grandes como bactérias e células envelhecidas que precisam ser eliminadas do corpo. Tais partículas são incorporadas em vacúolos fagocíticos (denominados fagossomos).

Os fagossomos então se fundem aos lisossomos resultando na digestão de seus conteúdos.

Os lisossomos formados através dessa via (fagolisossomos) podem ser consideravelmente grandes e heterogêneos uma vez que sua forma e tamanho são determinados pelo material a ser digerido.

Os lisossomos são também responsáveis pela autofagia, ou seja, a digestão gradual de componentes da própria célula. O primeiro passo da autofagia é um mecanismo de envolvimento da organela a ser digerida por uma membrana derivada do retículo endoplasmático, formando então uma vesícula denominada autofagossomo. Esse autofagossomo, de maneira análoga ao fagossomo, se funde ao lisossomo ocorrendo então a digestão de seu conteúdo.

Fonte: pt.wikipedia.org

Lisossomos

Organelas Celulares

Organismos unicelulares, como as amebas e uma parte de invertebrados, apreendem seres por fagocitose, esses não podem ser vistos a olho nu, e posteriormente realizam a digestão intracelular das moléculas orgânicas complexas que geram esses seres.

 Não ficam espalhadas no citosol as enzimas que executam essa digestão. Essas são criadas no retículo endoplasmático rugoso e direcionadas ao complexo golgiense; logo após são embrulhadas em pequenas vesículas, os lisossomos. Aqueles que por ventura não contribuíram para a realização da digestão possuem o nome de primários.

São considerados secundários: vacúolo digestivo, vacúolo autofágico e o corpo residual.

Hidrolases ácidas são as enzimas, recebem esse nome porque provocam a digestão através do rompimento de moléculas de alimento com moléculas de água.

Digestão

O fagossomo se desenvolve no decurso da fagocitose no interior da célula, se agrupa com o lisossomo dando origem a um vacúolo digestivo, neste se encontra a partícula ingerida e as enzimas digestivas.

Ao longo do processo digestivo, as moléculas orgânicas simples geradas por meio do processo atravessam a membrana do vacúolo e se dispersam no citosol. Posteriormente à digestão resta um corpo residual, com material não ingerido. Tal corpo pode ser extinto através da exocitose na parte exterior da célula, caso comum nos protozoários, ou também pode armazenar no citoplasma, assim como nas células do tecido nervoso, fígado e glóbulos brancos.

A fagocitose não se limita em somente nutrir, grande parte dos animais usam a fagocitose para defender o organismo contra uma série de bactérias e microorganismos.

As organelas e as células desgastadas, que não são úteis ao bom funcionamento do organismo, são removidas ou eliminadas pelo lisossomo, esse processo é conhecido por autofagia, a célula fica com uma característica extremamente dinâmica, pois pode nutrir uma célula com partes de uma célula mais velha, um exemplo claro é o fígado que regenera cerca de 50% de seu conteúdo por semana.

Muitas vezes durante o desenvolvimento de um organismo, há ocasiões que conjuntos de células são exterminados, esse é o mesmo sistema que acontece com o girino no momento da metamorfose quando esse se desenvolve e perde a calda.

O processo que rompe os lisossomos das células é chamado de autólise.

Fonte: www.g-sat.net

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