MIRA-LHE o rosto e beija-o,
traço a traço,
Plena de um gozo ideal, que a transfigura;
Olha-o de novo e, após, recua um passo
Para fitá-lo bem, toda ternura.
Passa-lhe à cinta docemente
o braço,
Baixinho frases trêmulas murmura,
Quebra-lhe a voz suavíssimo cansaço,
E enche-lhe d'água os olhos a ventura.
Depois toma-lhe as mãos,
e, ávida, escuta
- A alma nos olhos, sem querer mais nada -
A odisséia da ausência, e a vida e a luta.
Diviniza-lhe o rosto estranho
brilho;
Move os lábios, sorrindo-se enlevada,
E só consegue murmurar: "Meu filho!"
Fonte: www.unicamp.br