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Mãe de São Pedro

Era muito velhinha e má a mãe de São Pedro.

Egoísta, não fazia favor, nem prestava socorro a ninguém. De lhes sobravam jantares, preferia vê-los mofar a atirá-los aos próprios cães. Por seu gênio intratável e mau, ao morrer não quis Deus que São Pedro lhe abrisse as portas do céu àquela alma, condenando-a, por milhares e milhares de séculos, às chamas purificadoras do purgatório, benévolo castigo que impunha à velha em atenção ao filho.

Apelou, porém, o santo porteiro para a solidariedade divina, e, após muitos rogos, permitiu Deus a entrada, no céu, da alma da egoísta velha, com a condição, porém, de subir por uma trança de cebolas, que seria lançada por São Pedro.

Agarrou-se a velha à frágil concessão; mas como às saias se agarraram outras almas para também aproveitar o favor divino - não por medo da sobrecarga, mas por não querer que subisse com ela as outras - tanto esperneou que, por fim, estalou, ao meio, a trança.

Voltou São Pedro à presença de Deus e rogou-lhe nova trança, mas o Eterno negou-se formalmente a dar-lhe, e afinal por muita intercessão de Jesus, forneceu-lhe apenas tenra folha de cebola.

Diante de tão frágil meio assustou-se a mãe de São Pedro. Agarrou-se porém, a ela, jurando a si mesma nem sequer bulir para não arrebentá-la, mas o seu egoísmo a perdeu. Ao sentir que outras almas lhe agarravam às veste, entrou a dar coices e rebentou a frágil folha de cebola pela qual deveria subir ao céu e não foi. Continua no purgatório a pagar suas culpas.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

Mãe de São Pedro

A bondade, a simplicidade e a boa-fé desse santo estão presentes nesta história:

"A mãe de São Pedro era uma velhinha muito má, não tinha amizades e todos fugiam dela. Certo dia, quando estava lavando num córrego um molhe de folhinhas de cebolas, uma delas se desprendeu, ganhou a correnteza e lá se foi água abaixo. Ao não conseguir pegá-la, ela exclamou:

__ Ora, seja tudo pelo amor de Deus!

Não levou muito tempo, ela morreu e foi apresentar-se no céu. Mas acabou indo para o inferno, tão grande era o peso de seus pecados. O filho ainda andava pelo mundo e não lhe podia valer.

Quando São Pedro morreu, foi nomeado chaveiro do céu. Sua mãe o viu no gozo das glórias celestes e pediu-lhe por gestos que a salvasse. Como ele não podia resolver nada por si, apelou ao Senhor:

__ Salva minha mãe, Divino Mestre.

O Senhor lhe respondeu com essas palavras:

__ Se houver, no Livro das Almas, na vida de tua mãe, ao menos uma boa ação, estará salva caso ela saiba aproveitá-la.

Examinou-se o livro e a certa altura, nas contas da mãe de São Pedro, encontrou-se a folhinha de cebola, nada mais! Era a mesma que motivara o comentário da velha, que ao menos uma vez na vida se mostrara conformada:

__ Seja tudo pelo amor de Deus!

Então o Senhor disse a Pedro:

__ Lança uma das pontas da folhinha em direção ao inferno. Tua mãe que se agarre a ela e tu a puxarás. Se ela conseguir subir até aqui, estará salva.

Pedro fez tudo o que o Senhor lhe ordenou.

A velhinha agarrou-se à folha, mas uma porção de almas, querendo aproveitar a oportunidade de salvação, segurou-se às pernas da velha. Apesar disso, ela subia. Quando o grupo já estava a certa altura, outras almas se agarravam às pernas das primeiras.

A velha, indignada, de avara que era, esperneou e atirou novamente ao inferno as companheiras, pois não queria levá-las para o céu. Nesse mesmo instante, porém, a folha de cebola partiu-se, e a mãe de São Pedro ficou no espaço. Não tinha por onde subir ao céu, e o pedacinho de folha que conservava nas mãos não a deixava voltar ao inferno.

E até hoje ela vive assim: nem na terra nem no céu.

Costuma-se dizer que quem fica com a mãe de São Pedro não está nem com Deus nem com o diabo.

Fonte: www.armazemdesonhos.com.br

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