É um homem alto, magro, com grande cabeleira sobre a cabeça em forma de cuia.
Devora de sete em sete anos uma mulher chamada Maria e também meninos que nadam no rio.
Torna-se terrível nas noites de sextas-feiras.
Um menino muito pobre, chegou em casa e pediu para a mãe o seu jantar, mas a pobre velha só tinha a oferecer um caldo de osso.
O menino, muito irritado, com raiva e fome, bateu na cabeça da mãe com o osso do caldo.
Antes de morrer, a velha jogou-lhe uma praga: "Você vai viver com a cabeça grande, em forma de cuia, no rio Parnaíba, e só se livrará da maldição depois de comer 7 Marias virgens".
Ele vive até hoje no rio Parnaíba, em Teresina, à procura das Marias.
Era uma vez um jovem chamado de cabeça de cuia que sempre pescava.
Um dia ele chegou em casa e estava com muita fome e perguntou a sua mãe o que tinha para comer, e sua mãe disse: "feijão meu filho!"
Ele ficou com muita raiva pois todo dia comia a mesma coisa, e pegou um osso de boi e tacou na cabeça de sua mãe, e esta morreu e jogou uma praga nele:
Tinha que degolar sete marias para que a praga saísse.
Se não fizesse isso, ficaria com a cabeça de cuia para sempre.
Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br