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Chupa-Cabras

Nos EUA o ser mítico mais conhecido na zona oeste é o Pé-grande, enquanto no Brasil fala-se do Saci e do Mapinguari.

Há algum tempo vem-se falando no chupa-cabras, que teria aparecido nas zonas rurais da cidade de Sumaré, Monte Mor, Capivari e Rafard, municípios vizinhos de Campinas-SP principalmente em 1997.

Alguns habitantes dessas regiões afirmam que a morte de bois e ovelhas, cuja causa mortis é desconhecida, se deve a um animal de hábitos noturnos que ninguém viu, mas que a imaginação atribui ao chupa-cabras.

As pessoas sérias são mais prudentes, afirmando provavelmente a morte desses animais domésticos foi causada por algum predador como a onça-parda e o lobo-guará. Outros atribuem a morte a alguma seita satânica.

Escreve o jornalista Paulo San Martin (1997-Chupa-cabras, agora ele se tornou histeria coletiva. edição de 8 de junho) no jornal A TRIBUNA, de Campinas-SP: "Na verdade, os casos de chupa-cabras registrados no mundo inteiro têm uma estrutura clássica e muito própria. As marcas deixadas por eles não podem ser confundidas com a de nenhum predador conhecido e a maneira como o ataque é realizado também não tem referência na zoologia e na biologia. Praticamente todo o sangue do animal morto é drenado e as feridas são inconfundíveis - como se tivessem sido feitas por garras longas e afiadas, semelhantes a navalhas. Em alguns casos são retirados, com precisão cirúrgica, órgãos e glândulas nobres." Nestes casos suspeita-se de ação humana.

Em outros países como Porto Rico, México e interior dos EUA, algumas mortes de animais domésticos mutilados foram atribuídas ao chupa-cabras desde 1995. Tais animais não mostravam vestígios de sangue e alguns tinham seus órgãos internos removidos. Os que afirmam ter visto o chupa-cabras o descrevem como bípede, outros como quadrúpede, grande e peludo, mas de concreto não há nada.

Um babaorixá de Campinas afirma ter visto o animal durante a noite, descrevendo-o como tendo duas pernas com poucos pêlos, sem cauda, sendo peludo da cintura para cima e com o focinho semelhante ao de um lobo.

Uma organização denominada Centro de Estudos e Pesquisas Exológicas - Cepex de Sumaré, está estudando o caso do Chupa-cabras.
Este é mais um ser mitológico que fica fazendo parte do folclore brasileiro.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

Chupa-Cabras

O chupa-cabra (chupacabras em castelhano, geralmente chupacabra em inglês) é um suposto animal que atacaria gado de pequeno e médio porte em várias regiões das Américas, mas principalmente nos países hispânicos do Caribe, sugando-lhes o sangue. O nome foi-lhe dado em Porto Rico em 1995, mas a origem da lenda está relacionada a mutilações de gado que começaram a se tornar assunto de especulações sensacionalistas nos EUA, em 1967.

Mutilações de gado nos EUA

Nos EUA, a partir do caso de uma égua chamada Snippy, em 1967, houve insistentes boatos sobre mutilação de gado por supostos extraterrestres, que teriam cortado cirurgicamente partes do corpo e deixado os cadáveres para trás.

Sempre que especialistas puderam examinar as carcaças, deram explicações racionais. No caso de Snippy, o veterinário concluiu que ela havia sofrido uma infecção generalizada, causada por tiros nas patas e depois sacrificada com um golpe de instrumento cortante na nuca. O descarnamento da cabeça e pescoço, deixando a maior parte da carcaça para trás, foi o resultado de pegas e outros corvídeos - que não conseguem picar através do couro de um cavalo, mas comem a carne e a pele se encontrarem uma brecha - terem tirado proveito do corte da nuca.

Em 1979, o FBI fez uma ampla investigação dos casos, procurando determinar se as mutilações eram criminosas, recorrendo a exames por especialistas em universidades. A conclusão, no relatório de autoria de Kenneth Rommel, foi de que praticamente todos os casos se deviam a predadores, principalmente coiotes (Canis latrans) que, como esclareceu o patologista, são capazes de fazer cortes que, a olho nu, podem parecer limpos e nítidos como os de uma faca afiada, embora um exame mais cuidadoso mostre como foram rasgados. Em outro caso o veterinário informou que a morte foi devida a uma raposa vermelha (Vulpes fulva) e outros, ainda a necrófagos. O relatório menciona o caso de um corvo observado em Manitoba, Canadá, que despedaçou um réptil e lhe tirou o fígado sem tocar o resto, deixando apenas um furo na pele. Em alguns casos, havia evidências de ação humana, tais como uso de tranquilizante e anticoagulante antes da mutilação, mas não foi possível identificar os responsáveis ou seus motivos. Podia se tratar de sociopatas, algum tipo de ritual ou mera busca de publicidade.

Chupa Cabras
O chupa-cabra em sua concepção mais difundida

O Vampiro de Moca

Notícias sobre as mutilações de gado nos EUA eram frequentes nos jornais sensacionalistas quando se ouviu falar pela primeira vez de caso análogo em Porto Rico, em 25 de fevereiro de 1975 no povoado de Moca. Foi o jornal El Vocero quem difundiu amplamente os casos e batizou o predador com o nome de "O Vampiro de Moca”. A crença popular atribuía a “morcegos vampiro” as mortes dos animais.

Segundo se dizia, asferidas pareciam produzidas por uma punção ou instrumento cortante, que destrói a seu passo os órgãos vitais. No caso das aves, tinha um diâmetro ao redor de 6,4 milímetros, e no das cabras, de mais de 25,4 milímetros. - A localização da ferida variava, embora em sua maioria estivesse no pescoço ou peito do animal. Todos os casos ocorreram de noite, principalmente em horas da madrugada.

Os membros da Comissão de Agricultura do Senado e o comando da polícia especularam que o causador fosse um ser humano desequilibrado ou uma seita satânica.

O Chupacabras

Em dezembro de 1994 voltaram a se ouvir relatos semelhantes dos povoados de Orocovis e Corozal, no centro da ilha de Porto Rico, e posteriormente em Canovanas (costa norte), Fajardo e Gurabo (leste) e Alaranjado (centro). Também foi visto em Lajas e Bellavista no Ponce.

Nesta ocasião os jornalistas utilizaram um nome com maior penetração na população: chupacabras. Era a primeira vez que se utilizava tal apelativo. E o êxito não se fez esperar, logo todos na ilha falavam desse “animal”.

Os primeiros relatos das testemunhas eram contraditórios. Falava-se de criaturas com estaturas que iam de 0,90 a 1,80 metros. Os braços eram descritos como largas pinças de caranguejo, ou braços pequenos com mãos palmadas de três dedos. Alguns diziam que a cabeça era redonda, outros que era alargada, em forma de pêra. De acordo com algumas testemunhas as pernas do ser eram parecidas com as dos répteis, mas outros afirmavam que se pareciam mais às das cabras. O chupacabras tinha os olhos grandes e vermelhos, e uma espécie de escamas pontiagudas em suas costas que parecem membranas que trocam de cor do azul ao verde, vermelho, púrpura, etc. Outros lhe tinham visto o corpo completamente coberto de pêlo negro.

Tampouco havia concordância na forma de se mover. Dizia-se que era capaz de correr muito rapidamente, subir árvores e saltar mais de 6 metros. E por outro lado se afirmava que tinha as patas atrofiadas; e era incapaz de caminhar, muito menos de correr, por isso se deslocava voando.

A partir de algumas das descrições do chupacabras, jornalistas portorriquenhos publicaram esboços que claramente foram tomados como modelo dos testemunhos posteriores. As descrições passaram a ser bem mais uniformes.

A difusão do Chupa-cabra

Em finais de 1995 o programa sensacionalista estadunidense Inside Edition fez uma reportagem sobre o chupacabras, logo seguido por outros programas do gênero: Hard Copy, Encounters, Ocurrió Asi e Primer Impacto.

Assim que os programas foram transmitidos da Flórida para as tevês em língua espanhola das Américas, começaram a se apresentar os primeiros relatos em outras partes do contiente, a começar pela própria Flórida. Logo os relatos se estenderiam a Venezuela, Guatemala, Colômbia, Honduras, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, outras partes dos Estados Unidos e México. Também se ouviu falar de chupa-cabras no Brasil, Peru, Bolívia, Chile e Argentina, mas com menos insistência.

México

Foi no México que a onda de chupacabras atingiu maiores dimensões. Começou em Tijuana, em fevereiro de 1996, quando começaram a aparecer novilhos e cabras massacrados no interior de seus currais, como se seus corpos tivessem sido cortados com um facão e com dois ou três pequenos buracos no pescoço.

Três meses depois, o engenheiro e pesquisador mexicano Luis Ruiz Noguez fez um levantamento dos testemunhos surgidos em seu país: dos 32 estados, havia relatos em 19, atacando humanos, vacas, novilhos, cães, gatos, porcos, galinhas e pombas. Até 17 de maio de 1996, contabilizou "692 novilhos, 168 galinhas, 104 cabras, 102 pombas, 36 néscios, 10 porcos, 8 vacas, 8 gatos, 8 coelhos e 2 cães. No total, 1.138 animais".

Algumas das características relatadas:

Altura: descreve-se um ser de 40 a 180 centímetros.

Cabeça: triangular, em forma de pêra, e redonda.

Face: uns disseram com face de canguru, outros viram um bico comprido e afiado, com o focinho curto mas pontiagudo, ou com uma tromba de 30 centímetros.

Presas: a maioria reportou duas, mas há alguns testemunhos de três presas, descritas como curtas, compridas, afiadas e tubulares.

Orelhas: há relatos com pequenas orelhas alargadas e dispostas para cima, e outros em que se diz que em lugar de orelhas havia duas fossas.

Olhos: alguns redondos. Outros rasgados com uma tonalidade alaranjada e avermelhada, mais de acordo com os cânones ufológicos.

Patas: em um caso, amostras de estuque mostram um ‘rastro que é parecido com o talão de um ser humano, mas com três dedos como garras de águia’ (sic). Em outro caso, viram patas curtas em forma de rã. As patas são pequenas, por isso caminha curvado, ou grandes, o que lhe permite dar grandes saltos.

Braços: extremidades superiores atrofiadas e pregadas ao torso, cuja constituição se semelha a uma membrana que se estende entre seus flancos, o que lhe daria a aparência de um morcego. Outros dizem que se parece com um morcego sem asas. Há outros que lhe viram umas aletas nas costas, quer dizer, os braços não formam parte da membrana alar.

Mãos: O que podiam ser as mãos foram qualificadas como pequenas garras.

Pele: coberta de pêlo curto, segundo uns, mas um disse ter visto uma “pessoa” com meio metro de estatura totalmente albina e nua. Outros dizem que o corpo está coberto por pêlo muito comprido.

Cor: albino, cinza ou negro. Também se disse que, como os camaleões, sua pele troca de cor em tonalidades que vão do negro e azul ao vermelho e violeta.

Vôo: Emite um forte zumbido ao voar e seu vôo é grácil e veloz. O que se contrapõe com a declaração de uma testemunha "Sua forma de voar é muito torpe".

Como nos EUA, os casos seriamente estudados no México mostraram ação de predadores ou humana. Viu-se também animais mortos por golpes de picadores de gelo. Algunas necrópsias nas cabras e novilhos concluíram pelo ataque de um animal feroz, possivelmente um jaguar ou puma. Em outro caso, em Chiapas, tratou-se do ataque de uma matilha de cães, como mostraram suas pegadas. Em nenhum caso estudado por veterinários verificou-se a frequentemente alegada ausência de sangue.

O aumento de temperatura e a prolongação das secas sazonais causavam a migração de animais como pumas, cães, raposas, coiotes, etc., quem em busca de mantimentos atacam os animais de curral. Estimativa de 1973 indicava que o México perdia 2.500 cabeças de gado por mês por causa de predadores. Devido à difusão da lenda pela tevê, muitos desses ataques, em outros anos corretamente relacionados a animais selvagens, passavam a ser atribuídos ao chupacabras.

Descrições

As principais formas dadas aos chupa-cabras incluem as seguintes:

Reptiliana: pele cinza ou verde, escamosa e con espinhos que correm pelo dorso, de 0,9 a 1,2 metro de altura, saltando como um canguru, com focinho similar ao de um cão ou pantera, língua bifurcada e presas compridas. Assobia quando alarmado e deixa um cheiro de enxofre.

Mamífero: também tem postura e salto de canguru e pele grossa com pelo facial cinzento. Cabeça semelhante a um cão, dentes grandes. Alguns disseram tê-lo visto saltar mais de 50 metros em linha reta, sem uso de asas ou outro meio de sustentação no ar.

Morcego: pelo negro, olhos vermelhos, cabeça ovalada, com asas de morcego. Às vezes se arrastam sobre quatro patas, outras se põem de pé como marmotas. Seriam muito rápidos, podem escalar e correm para longe quando são vistos.

Canina: vista como uma raça estranha de cão selvagem sem pelo, com espinha e órbitas oculares muito pronunciadas e dente e garras típicas de caninos. Vários apresentados como chupa-cabras abatidos ou encontrados mortos e submetidos a análises anatômicas ou genéticas mostraram ser coites, raposas ou cães, alguns deles mestiçados ou de aparência atípica.

Anfibia:pele rocha, braços longos, lingua comprida e dentes muito pequenos.

Felina: pelo amarelo, unhas afiadas, apresenta dois dentes compridos e afiados. É rapido para escalar paredes e outros obstáculos que impedem sua fuga.

Crenças e suposições

Afirmações e suposições sobre os chupa-cabras divulgadas pela imprensa sensacionalista incluem:

São os mesmos extraterrestres que tripulam os OVNIs.

São extraterrestres que criaram o vírus da AIDS para destruir a raça humana e conquistar a Terra (Porto Rico).
É um mascote de extraterrestres que, por esquecimento ou maldade, abandonaram-no na Terra.
Trata-se do espírito do alienígena morto em Roswell, que está penando porque não lhe permitiram morrer em paz já que foi objeto de uma autópsia e seus restos se encontram congelados em um hangar da Base Aérea de Wright Patterson.
Dois espécimes do Chupacabras teriam sido capturados vivos em Porto Rico nos dias 6 e 7 de novembro de 1995, um no povoado de São Lorenzo e o outro no Parque Nacional El Yunque e levados aos EUA por pessoal militar perfeitamente treinado.
É o resultado de manipulações genéticas altamente sofisticadas, resultado de algum experimento científico maluco que escapou de um laboratório dos Estados Unidos.
"Provavelmente é um pterodáctilo que retornou à vida por manipulações como as que vimos em Jurassic Park" (sic).
É a metamorfose de um morcego que depois de ter se alimentado com águas poluídas, pelas diversas substâncias químicas que jogam nas drenagens, aumentou seu tamanho.
É uma entidade demoníaca liberada na Terra como castigo dos pecados humanos.
É um animal real e normal não classificado pela ciência, a ser estudado pela criptozoologia.
É um animal mutante, aberração da natureza.
É um animal que se esconde em cavernas subterrâneas.
É um fóssil vivo, uma sobrevivência do Thrinaxodon, animal do tamanho de uma raposa (cerca de 50 cm de comprimento) que existiu no Triássico, entre 248 milhões e 245 milhões de anos atrás. Ou seja, um gênero de cinodontes, animais de transição entre répteis e mamíferos.

Influências na ficção

O chupa-cabras apareceu em vários seriados de tevê, inclusive Arquivo X, e em desenhos animados como Scooby Doo e o Monstro do México e As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy, além de aventuras de super-heróis dos quadrinhos. Também o extraterrestre "Stitch" do desenho animado Lilo & Stitch (2002) e suas sequências parece ter sido inspirado no conceito popular e nas representações do chupa-cabra divulgadas pela cultura de massas, ainda que não receba esse nome e a história se passe em outro cenário (Havaí).

Referências

Luis Ruiz Noguez, "O Chupacabras ou o Frankenstein da mídia" [1]
Wikipedia (em inglês): Chupacabra [2]
Wikipedia (em castelhano): Chupacabras [3]
Wikipedia (em inglês): Cattle mutilation [4]
Robert Sheaffer, "The Incredible Bouncing Cow" [5]
Investigators: Ayer, Wadsworth, "Case 32: Horse Death" [6]
Marc Speir, "Chupacabra? Texas State testing DNA of strange Cuero creature" [7]
Jayme Blaschke, "Texas State researchers solve mystery of Cuero chupacabra" [8]
Clyde Lewis, "Chupacabra muerte!" [9]

Fonte: pt.fantasia.wikia.com

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