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Dia do Folclore

22 de Agosto

Folclore Brasileiro

HISTÓRIA

O Folclore é a expressão da cultura, dos costumes e tradições de um povo, expressos de maneira oral, escrita ou cênica.

Todos os povos têm folclore e é através da sua preservação que torna-se possível a perpetuação das diferentes culturas, bem como o conhecimento verdadeiro da história dos diversos povos.

O folclore é contado e recontado pela oralidade popular e representa a sabedoria do povo.

O folclore inclui mitos, lendas, contos populares, brincadeiras, provérbios, adivinhações, orações, maldições, encantamentos, juras, xingamentos, gírias, apelidos de pessoas e de lugares, desafios, saudações, despedidas e trava-línguas.

Também inclui festas, encenações, artesanato, símbolos, receitas de comidas, medicina popular, danças, música instrumental e canções, inclusive as baladas e canções de ninar.

O folclore brasileiro possui a herança cultural dos índios, dos portugueses colonizadores, dos africanos e de outros imigrantes europeus. É, portanto um folclore muito rico, isso sem contar as múltiplas manifestações resultantes da extensão do território brasileiro e das diversidades regionais.

Nosso folclore é riquíssimo, um dos mais ricos do mundo.

Para sua formação, colaboraram principalmente, além do elemento nativo (o índio), o português e o africano.

Estes três povos constituíram, podemos dizer, as raízes de nossa cultura.

Posteriormente, imigrantes de outros países, como Itália e Alemanha, deram sua contribuição ao nosso folclore, tornando-o mais complexo e mais rico.

A tendência dos costumes de povos diferentes é, quando estes se relacionam de modo íntimo, construir expressões híbridas, ou seja, suas culturas se misturam, resultando em novas expressões de manifestação popular.

Como os grupos humanos influenciam uns aos outros, podemos dizer que o folclore não é uma ciência estática, morta. Ao contrário, ele é dinâmico, pois além de pesquisar o passado, tem de estar atento às transformações do presente.

O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores.

Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro.

Os vários desdobramentos do nosso folclore:

Linguagem Popular: gíria, apelidos ou alcunhas, legendas, linguagem especial ou cifrada, metáforas, frases feitas.

Além da palavra há a mímica e os gestos. Assim, nós temos expressões utilizadas em todo o país “tirar o pai da forca”, “está se virando”, compreendidos por todos, e expressões regionais, somente entendidas pelos habitantes da região, como, por exemplo: “gineteando” (RS) e “Fute” dito na região (NE).

Literatura Oral: poesia, história, fábulas, lendas, mitos, romances, parlendas, adivinhas, anedotas, provérbios, orações, pregões e literaturas de cordel, todos transmitidos oralmente;

Lúdicos: são os folguedos populares tradicionais, os jogos, os brinquedos e brincos. Exemplos: Bumba-meu-boi (NE), Caboclinhas (PB e RN), Cavalhadas (RS, AL, PR e SP), Ciranda (PE), Congada (SP, ES, BA, MG, GO, PR, RS), Cordões de Bicho (AM), Fandango, conhecido em todo o Brasil e, ainda Guerreiros, Mamulengo, Maracatu, Moçambique, Pastoril, Quilombo e Reisado.

Música: a música folclórica está presente em quase todas as manifestações populares. A serenata, coreto, cantigas de rixa, bendito, cantigas de cego, cantos de velório e cânticos para as almas são formas de músicas folclóricas.

Crendice: (Superstições) as de caráter ativo se manifestam em regiões, cultos dos santos, seitas, cultos de fetiches; e as de caráter passivo nos presságios, esconjuros, orações, tabus e totemismos. Contam com patuás, relíquias, amuletos, talismãs, bentinhos e santinhos.

Usos e Costumes: ritos de passagens, usanças agrícolas, pastoris, medicina rústica e trajes.

Artes Populares e Técnicas Tradicionais: culinárias, rendas e bordados, cerâmicas e trabalhos artesanais.

O folclore é o conhecimento comum do povo, o saber popular sendo constituído por tradições, lendas, festas populares e costumes transmitidos de geração a geração.

O Folclore é uma tradição, vivenciada entre o passado e o presente.

O termo folklore – folclore, foi usado pela primeira vez por Ambrose Merton, onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e saber) foram unidos, passando a ter um significado de saber tradicional de um povo.

O Folclore, como já sabemod, passou a ser utilizado para se referir às tradições, costumes e superstições das classes populares e posteriormente, para designar toda a cultura nascida das classes populares, dando ao folclore o status de história não escrita de um povo.

Com o desenvolvimento da tecnologia e da ciência, todas tradições folclóricas passaram foram consideradas frutas da ignorância popular, mas no século XIX, com a conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer, o folclore se espalhou por toda a Europa e até hoje são difundidas em todo o mundo.

A comemoração do Dia do Folclore é a 22 de agosto, data em que a palavra folclore foi empregada pela primeira vez.

PERSONAGENS

A mulher da meia noite
Boto cor-de-rosa
Curupira
Iara
Mula-sem-cabeça
Saci-Pererê
Boitatá
Lobisomen
Negrinho do Pastoreio

A mulher da meia noite

Diz à lenda que uma mulher jovem não sabia que morreu e anda pelas ruas da cidade. A tal mulher anda sempre com um vestido vermelho ou branco para encantar os homens solitários que bebem em algum bar.

É uma alma penada com corpo jovem e sedutor que se aproxima dos homens solitários que se encontram nos bares da vida e os mesmos se encanta.

A moça rapidamente pede para que o homem a leve de volta para casa e ele enfeitiçado pela beleza da moça aceita prontamente. Ao se depararem com um muro alto ela desce e o convida para entrar com ela.

Quando o homem solitário percebe que se trata de um cemitério, a moça desaparece e o sino da igreja toca avisando que é meia noite.

Boto cor-de-rosa

Acredita-se que nas noites de lua cheia próximas da comemoração da festa junina o boto cor-de-rosa sai do Rio Amazônia e se transforma em metade num homem e continua em condição de boto na outra metade do corpo.

Muito atraente e com um belo porte físico, o boto sai pelas comunidades próximas ao rio e encanta e seduz a moça mais bonita. O belo rapaz usa sempre um chapéu para esconder sua condição de metade homem e metade boto.

O belo rapaz atraente leva as moças até a margem do rio e as engravida. Ao engravidá-las, o belo rapaz atraente volta a ser um boto cor-de-rosa e a moça volta a sua comunidade grávida do boto.

Por esse fato, as pessoas que vivem em comunidades próximas aos rios onde habitam os botos cor-de-rosa o comem acreditando que ficarão enfeitiçadas por ele pelo resto da vida. Acredita-se também que algumas pessoas que comem a carne do boto ficam loucas.

Curupira

O curupira é um ser fantástico, que segunda a crença popular, habita em florestas e o protetor das plantas e dos animais, sendo esta sua função, além de punir quem agride as plantas e animais.

O curupira é descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores.
Além disso, dizem que o curupira gosta de sentar nas sombras das mangueiras e deliciar com os frutos, mas se ele se sentir que está sendo vigiado ou ameaçado ele logo começa a correr em uma velocidade tão grande que os olhos humanos não consegue acompanhar.

Muitos dizem que existem curupiras que se encantam com algumas crianças e a levam embora para longe dos seus pais por algum tempo, mas são devolvidas depois aos seus pais, mais ou menos quando atingem 7 anos de idade.

Com isso, as crianças "sequestradas" e posteriormente devolvidas, nunca voltam as mesmas para os seus pais, devido o facínio pela floresta onde viveram.

Para proteger os animais, o curupira usa mil artimanhas, procurando sempre iludir e confundir os caçadores, utilizando gritos, assobios e gemidos, fazendo com que o caçador pense que está atrás de um animal e vá atrás do Curupira, mas quando o caçador percebe ele está perdido na floresta.

Ao se aproximar uma tempestade, o Curupira corre toda a floresta e vai batendo nos troncos das árvores. Assim, ele vê se elas estão fortes para agüentar a ventania. Se percebe que alguma árvore poderá ser derrubada pelo vento, ele avisa a bicharada para não chegar perto dela.

O Curupira também pode encantar adultos.

Em muitos casos contados, o Curupira mundia os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas.

O encantado tenta sair da mata, mas não consegue.

Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos.

Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: "estou sendo mundiado pelo Curupira", pensa o encantado.

Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem escondendo a ponta, de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo.

Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: "quero ver tu achares a ponta".

A pessoa mundiada deve aguarda um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata.

Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo.

Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta.

Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.

Iara

A Iara é uma lenda do folclore brasileiro, ela é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos e negros e olhos castanhos.

A Iara costuma tomar banhos nos rios e cantar uma melodia irresistível, desta forma os homens que a vêem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro dos rios.

A Iara tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem que ela deseja se casar.

Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao entardecer.

Segundo a lenda, a Iara era uma índia guerreira, a melhor da tribo e recebia muitos elogios do seu pai que era pajé.

Os irmãos de Iara com inveja resolveram matá-la a noite enquanto ela dormia, Iara que possuía um ouvido bastante aguçado, os escutou e teve que matá-los.

Com medo da reação do seu pai, Iara fugiu. Seu pai, o pajé da tribo, realizou uma busca implacável e conseguiu encontrá-la, como punição pelas mortes a jogou no encontro do Rio Negro e Solimões, local onde alguns peixes trouxeram ela a superfície e a transformaram em uma linda sereia.

Mula-sem-cabeça

A mula-sem-cabeça é uma lenda do folclore brasileiro e sua origem é desconhecida, mas bastante evidenciada em todo Brasil.

A mula é literalmente uma mula sem cabeça e que solta fogo pelo pescoço, local onde deveria estar sua cabeça, possui em seus cascos, ferraduras que são de prata ou de aço e apresentam coloração marrom ou preta.

Segundo alguns pesquisadores, apesar de ter origem desconhecida, a lenda era uma maneira de se pensar e até mesmo da própria cultura da população que vivia sobre domínio da Igreja Católica.

Segundo a lenda, qualquer mulher que namorasse um padre seria transformada em um monstro, desta forma as mulheres deveriam ver os padres como uma espécie de “santo” e não como homem, já que qualquer pecado que elas cometessem, com o pensamento em um padre, ela acabaria se transformando em uma mula sem cabeça.

Segundo a lenda, o encanto somente pode ser quebrado se alguém tirar o freio de ferro que a mula sem cabeça carrega, assim aparecerá uma mulher arrependida pelos seus “pecados”.

Saci-Pererê

O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil.

O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.

Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas e uma cor morena, além de possuir um rabo típico.

Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso herdou o pito, uma espécie de cachimbo e ganhou da mitologia européia, um gorrinho vermelho.

A principal característica do saci é de um menino travesso, muito brincalhão que se diverte com os animais e com as pessoas, causando algumas dificuldades, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.

Segundo a lenda do saci, ele pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos de vento, já que segundo a lenda o saci está nestes redemoinhos.

Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e este deve ser preso em uma garrafa.

Diz também a lenda, que os saci nascem em brotos de bambús, nestes vivem 7 anos e após isso vivem mais setenta e sete anos para atentar a vida dos humanos e animais, após isso morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Boitatá

É um monstro com olhos de fogo, enormes. De dia é quase cego, à noite vê tudo.

Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a Terra.

Para escapar, ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim, seus olhos cresceram.

Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais.

Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos.

Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata.

No Nordeste do Brasil é chamado de "Cumadre Fulôzinha".

Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios.

Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por onde passa, vai tocando fogo nos campos.

Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios.

A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, e que vistos de longe parecem grandes tochas em movimento.

Lobisomen

Diz a lenda que quando uma mulher tem sete filhas e o oitavo filho é homem, esse menino será um Lobisomem.

Também o será o filho de mulher amancebada com um padre.

Sempre pálido, magro e orelhas compridas, o menino nasce normal.

Porém, logo que ele completa treze anos, a maldição começa.

Na primeira noite de terça ou sexta-feira, depois do aniversário, ele sai e vai até uma encruzilhada.

Ali, no silêncio da noite, se transforma em Lobisomem pela primeira vez, e uiva para a lua.

Daí em diante, toda terça ou sexta-feira, ele corre pelas ruas ou estradas desertas com uma matilha de cachorros latindo atrás.

Nessa noite, ele visita sete partes da região, sete pátios de igreja, sete vilas e sete encruzilhadas.

Por onde passa, açoita os cachorros e apaga as luzes das ruas e das casas, enquanto uiva de forma horripilante.

Antes do Sol nascer, quando o galo canta, o Lobisomem volta ao mesmo lugar de onde partiu e se transforma outra vez em homem.

Quem estiver no caminho do Lobisomem, nessas noites, deve rezar três Ave-Marias para se proteger.

Para quebrar o encanto, é preciso chegar bem perto, sem que ele perceba, e bater forte em sua cabeça.

Se uma gota de sangue do Lobisomem atingir a pessoa, ela também vira Lobisomem.

Negrinho do Pastoreio

O Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio africana meio cristã.

Muito contada no final do século XIX pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão.

É muito popular no sul do Brasil.

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões.

Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados.

No final da tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio.

Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando.

"Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece", disse o malvado patrão.

Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou-o pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro.

No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto.

O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas.

Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante, o baio e os outros cavalos.

O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu.

Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.

FOLCLORE INFANTIL

Quem não conhece uma brincadeira, um versinho popular ou uma cantiga de roda? Pois saiba que as músicas, os brinquedos, as parlendas e os jogos fazem parte do rico folclore infantil brasileiro. Se você prestar atenção, vai perceber que o folclore também faz parte da sua vida.

Parlendas

Você sabe o que são parlendas? São versos infantis com rimas, criados para as mais diferentes finalidades, entre elas divertir, acalmar, ajudar a decorar números ou escolher quem deve iniciar uma brincadeira. Como variam bastante, cada pessoa pode conhecê-las de um modo diferente. Confira algumas parlendas e veja se a que você conhece é parecida com essas!

“Um, dois, feijão-com-arroz. Três, quatro, feijão no prato. Cinco, seis, bolo inglês. Sete, oito, comer biscoito. Nove, dez, comer pastéis.”

“Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão. Menininha quando dorme põe a mão no coração.”

“Hoje é domingo, pede cachimbo. Cachimbo é de barro, bateu no jarro. Jarro é de ouro, bateu no touro. Touro é forte, acabou-se na morte.”

“Chuva e sol, casamento de espanhol. Sol e chuva, casamento de viúva.”

Fáceis e Divertidos

Muitos brinquedos simples e fáceis de fazer são utilizados em nosso país há muito tempo. O pião, também chamado de finca, carrapeta ou pinhão, é um deles.

Outro exemplo é a pipa, que dança nos céus de várias regiões do Brasil e recebe diversos nomes, como papagaio, raia, pandorga, arraia, maranhão e quadrado.

Já o ioiô pode ser comprado pronto ou ser feito com barbante, serragem e papel de embrulho. Os jogos com bolinhas de gude também são diversão garantida.

Hora de Brincar

Algumas brincadeiras resistem ao tempo. E você pode estar se divertindo do mesmo modo que seus pais ou avós. No esconde-esconde, uma pessoa procura enquanto as outras se escondem. No passa-anel, é preciso adivinhar quem ficou com o anel que passou de mão em mão. Das brincadeiras com bola, a queimada é uma das preferidas. Divididos em dois campos, jogadores de duas equipes atiram a bola sobre os adversários. Se ela acertar qualquer parte do corpo de alguém e cair no chão, a pessoa atingida é “queimada” e eliminada. Ganha o time com menos jogadores atingidos pela bola.

TEATRO AO AR LIVRE

Os folguedos são representações com muito ritmo, vários personagens e um enredo. Essas encenações teatrais retratam as diferentes tradições regionais. Ao som de instrumentos musicais, tocados normalmente pelos participantes, os hábitos e valores culturais são transmitidos de forma alegre e bem-humorada.

Marinheiros Somos!

O Fandango, também conhecido no Norte e Nordeste como Marujada, é um folguedo de origem portuguesa em homenagem às conquistas marítimas. A encenação começa com a chegada de uma miniatura de barco a vela, puxada pela tripulação. Os personagens cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. “Marinheiros somos! Marujos do mar!” é uma das frases recitadas pela tripulação.

Dos folguedos brasileiros, o Bumba-meu-Boi é um dos mais conhecidos e populares. Nos diferentes estados onde ocorre, entre eles Maranhão, Amazonas e Piauí, recebe diversos nomes como Boi-Surubi, Boi-Bumbá, Boi-de-Parintins, Boi-Barroso e Boi-de-Mamão. Os personagens também variam por regiões. Pai Mateus, Cavalo-Marinho, Caipora e Maricotas de Corocó, entre outros, contam, dançando e cantando, a história da morte e da volta à vida de um boi. Essa dança dramática é realizada tanto nos festejos juninos quanto nos de Natal. No momento do renascimento do boi, os personagens dessa encenação gritam “Bumba-meu-Boi”.

Avante, Guerreiros!

A Congada, realizada em vários estados brasileiros, entre eles Paraná, Minas Gerais e Paraíba, representa a luta entre dois grupos, os cristãos e os mouros, ou muçulmanos. Eles marcham, cantam e simulam uma disputa com espadas, imitando uma guerra que termina com a derrota dos mouros. Criada pela Igreja Católica, essa encenação tem São Benedito como padroeiro. A música fica por conta de uma orquestra composta de violas, violões, cavaquinhos, reco-recos e atabaques.

A Dança dos Cavaleiros

A Cavalhada é um folguedo do qual participam cavaleiros divididos em grupos, ou cordões. Eles homenageiam os ricos homens europeus da Idade Média, que se exibiam em cavalos. Usando trajes especiais, executam manobras numa série de jogos. A Cavalhada acontece em Alagoas, com versões diferentes nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo.

DANÇAS E RITMOS

Embora conhecido como a terra do samba, o Brasil possui muitos outros ritmos musicais. Alguns deles resistem ao tempo e viram uma referência importante para algumas regiões, que se tornam conhecidas por causa desses ritmos.

Ritmo Envolvente

Nenhuma dança possui um ritmo tão contagiante quanto o frevo.

Nas ruas e nos salões de Pernambuco, principalmente, e especialmente no Carnaval, passistas dão shows em coreografias individuais, improvisadas e rápidas, com roupas coloridas e um acessório especial: uma pequena sombrinha. Muitos dançarinos e dançarinas mirins fazem verdadeiras manobras dançando o frevo. Entre as variações, existem o frevo-abajo, o frevo-coqueiro e o frevo-ventania

Muito Gingado

A capoeira é um jogo de ataque e defesa, praticado em roda e acompanhado de instrumentos musicais. Seus movimentos são leves e gingados e o ritmo é marcado pelo som do berimbau e por cânticos. Era jogada inicialmente pelos escravos negros vindos de Angola, país africano. No Brasil, precisou ser disfarçada como dança para enganar os senhores de engenho e as autoridades. Eles achavam que ela era muito violenta e poderia tornar os escravos agressivos com os patrões. Nascia assim a capoeira regional baiana, que se tornou também uma destacada atividade esportiva, presente em academias de todo o país.

Baião e Forró

Entre os vários ritmos nordestinos que animam bailes e festas no Nordeste, dois se destacam: o baião e o forró. Nas bandas, sobressaem instrumentos como a sanfona e o triângulo. São dançados em salões ou locais improvisados, muitas vezes de terra batida. Nascido em Pernambuco, Luiz Gonzaga, o Gonzagão (1912-1989), tornou-se o “rei do baião”, apesar de ter cantado outros ritmos, entre eles o xote e o xaxado.

Outras Danças Regionais

No estado do Pará e na Ilha de Marajó, uma dança viva e muito movimentada tornou-se tradição: o carimbó. Os participantes ficam frente a frente, dançando e estalando os dedos. Já o cateretê, também chamado de catira em Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, é dançado apenas por homens, dispostos em duas colunas. No caiapó, folguedo típico da cidade de Parati, no Rio de Janeiro, o ritmo da dança é marcado por espadas e arco-e-flechas, juntamente com violas e outros instrumentos musicais.

Fonte: www.independenciaoumorte.com.br

Dia do Folclore

22 de Agosto

“Folk” vem de povo, “lore” de conhecimento. Em outras palavras, a expressão cultural mais legítima do povo, o famoso “folclore”, significa “sabedoria popular”.

Quer saber mais? No dia 22 de agosto de 1846, em Londres, o arqueólogo inglês William John Thoms propôs à revista The Atheneum o neologismo para designar

Os registros dos cantos, das narrativas, dos costumes e usos dos tempos antigos. Escolheu duas raízes saxônicas e tascou-lhes o significado.

O novo termo pegou e logo foi construindo histórias em todo o mundo.

No Brasil, a palavra foi grafada sem o hífen, da seguinte maneira: folklore, até que a reforma ortográfica suprimiu a letra 'k', derivando a forma que conhecemos hoje.

Afinal, o que tem de tão especial este “conjunto ou estudo das tradições, conhecimentos ou crenças de um povo, expressas em suas lendas, canções e costumes”? – a definição dada pelo tão recorrido e imprescindível Aurélio.

Bem, o folclore é popular, emana do saber cultural, constitui-se em uma tradição, é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática, faz parte do conhecimento coletivo, espelha uma situação ou ação, tem caráter universal, é anônimo e é criatividade livre e espontânea de um povo.

Além de tudo, resiste ao tempo e compõe o patrimônio cultural de um povo. Acha pouco?

Mitologia, crendices, lendas, folguedos, danças regionais, canções, costumes, religiosidade ou cultos populares, linguagem típica de uma região, medicina popular, artesanato. São tantas as histórias transmitidas de geração a geração...

Muitas nascidas da pura imaginação de simples mortais, principalmente moradores das regiões do interior do Brasil.

Outras criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar. Algumas deram origem a festas populares, consagradas nos quatro cantos do país.

Entre lendas e mitos, as primeiras são histórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos históricos com eventos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Já os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza por meio de explicações científicas, criavam mitos com o propósito de esclarecer o inexplicável.

Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimento e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com acontecimentos da realidade para dar sentido à vida e ao mundo.

Popular ou folclórico?

O folclore é popular, mas segundo grandes estudiosos do assunto - como o historiador, folclorista e antropólogo Luís da Câmara Cascudo -, nem tudo o que é popular é folclórico.

Para um costume ser considerado folclore é preciso ter origem anônima, ser aceito e praticado por um grande número de indivíduos, além de resistir ao tempo e ser passado de geração a geração. A transmissão? De boca em boca.

Ao pé do fogo, na beira do fogão, nos encontros sociais, na missa, enfim, no dia a dia do nosso país.

Fonte: www.conexaoaluno.rj.gov.br

Dia do Folclore

22 de Agosto

DECRETO Nº 56.747, 17/08/1965

O Folclore é a expressão da cultura, dos costumes e tradições de um povo, expressos de maneira oral, escrita ou cênica. Todos os povos têm folclore e é através da sua preservação que torna-se possível a perpetuação das diferentes culturas, bem como o conhecimento verdadeiro da história dos diversos povos.

O folclore é contado e recontado pela oralidade popular e representa a sabedoria do povo. Ele inclui mitos, lendas, contos populares, brincadeiras, provérbios, adivinhações, orações, maldições, encantamentos, juras, xingamentos, gírias, apelidos de pessoas e de lugares, desafios, saudações, despedidas e trava-línguas.

Também inclui festas, encenações, artesanato, símbolos, receitas de comidas, medicina popular, danças, música instrumental e canções, inclusive as baladas e canções de ninar.

Folclore brasileiro – O folclore brasileiro possui a herança cultural dos índios, dos portugueses colonizadores, dos africanos e de outros imigrantes europeus. É, portanto um folclore muito rico, isso sem contar as múltiplas manifestações resultantes da extensão do território brasileiro e das diversidades regionais.

São personagens famosos da o folclore brasileiro: o Bumba-meu-boi, o Boitatá, o Boto Rosa, o curupira, a sereia Iara, o lobisomem, a Mula-sem-cabeça e o saci-pererê.

Fonte: UFGNet

Dia do Folclore

22 de Agosto

O folclore é uma festa que une todas as tradições, crenças e lendas de um país. Ele é comemorado no dia 22 de Agosto. Ele foi criado no ano de 1965.

Em cada região do país o folclore engloba danças, lendas e culinárias diferentes, como por exemplo:

Dia do Folclore

Região Norte

Dia do Folclore

Boi-bumbá

Danças: boi-bumbá, ciranda e carimbó.

Lendas: Iara, Sumaré, Vitória-Régia e Curupira.

Culinária: tapioca, tacacá, e prato no tucupi.

Região Sul

Dia do Folclore

Baba-de-moça

Danças: baião, chula, jardineira e congada.

Lendas: Saci-Pererê, Curupira, Nefrinho do Pastoreio e Boitatá.

Culinária: churrasco, baba-de-moça, feijoada e arroz-de-carreteiro.

Região Sudeste

Dia do Folclore

Mula-sem-cabeça

Danças: catira, fandango e batuque.

Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Lagoa Santa.

Culinária: carne de porco, linguiça e tutu de feijão.

Região Centro-Oeste

Dia do Folclore

Arroz carreteiro

Danças: folia de reis, reisado, congada e tambor.

Lendas: Pé-de-garrafa, Romãozinho, Saci-Pererê e Lobisomem.

Culinária: mandioca, peixes e arroz carreteiro.

No folclore há também algumas manifestações, como: Bumba-Meu-Boi, Reisado, Pastoril, Dança Do Coco, Maracatu entre outras.

Fonte: www.colegioweb.com.br

Dia do Folclore

22 de Agosto

O Brasil possui um dos folclores mais ricos de todo o mundo.

São danças, festas, comidas, obras de arte, superstições, comemorações e representações que, pelos quatro cantos do país, exaltam a nossa cultura.

Se o Sul e o Sudeste brasileiros são regiões em que as manifestações folclóricas têm ocorrido com menor intensidade, por causa da crescente industrialização das cidades, no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste do país as tradições se mantêm cada vez mais vivas. Há muito tempo elas fazem parte da vida de muitas pessoas.

LENDAS E MITOS DO BRASIL

O folclore brasileiro é rico em lendas e personagens. Transmitidas há várias gerações, essas histórias fascinam adultos e crianças.

Conheça as principais...

CURUPIRA

Dia do Folclore

Defensor das matas, segundo a lenda o curupira é um índio pequeno, que surge e desaparece de repente. Tem pés virados para trás e faz ruídos misteriosos, para confundir e assustar os caçadores e os agressores das matas.

BOITATÁ

Dia do Folclore

Descrito como um touro com um olho no meio da testa, essa história diz que o boitatá protege as matas das pessoas que a incendeiam.

CAIPORA

Dia do Folclore

Pela lenda, a caipora tem o corpo coberto de pêlos e percorre a mata montada num porco selvagem, para proteger os animais que vivem na floresta.

IARA, A MÃE-D´ÁGUA

Dia do Folclore

Versão brasileira da lenda das sereias, Iara é a mãe d'água. Ela vive no Rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, fica em cima das pedras, penteando seus longos cabelos para atrair os jovens com quem deseja casar.

GRALHA-AZUL

Dia do Folclore

Essa lenda paranaense conta que, depois de ver um pinheiro sendo destruído, uma gralha ficou triste e subiu para o céu. De lá, ouviu uma voz dizendo que a partir de então ela teria a cor azul e seria responsável por plantar pinheiros na Terra.

SACI-PERERÊ

Dia do Folclore

É o mais famoso personagem do folclore brasileiro. A história do saci-pererê conta que ele tem apenas uma perna, usa um gorro vermelho, vive fumando um cachimbo e aparece e desaparece quando quer. Sapeca por natureza, está sempre aprontando, além de assustar todas as pessoas que tentam destruir as florestas.

NEGRINHO DO PASTOREIO

Dia do Folclore

Segundo essa lenda, o negrinho do pastoreio perdeu alguns cavalos dos quais cuidava, e por isso apanhou violentamente de seu patrão. Depois disso, ainda foi jogado em um formigueiro, de onde foi resgatado por Nossa Senhora. Ele é conhecido como o protetor das pessoas que perdem alguma coisa.

COISAS DE ASSUSTAR

As assombrações e os seres sobrenaturais não existem, mas muitas são as histórias que fazem parte da imaginação das pessoas. Elas são transmitidas de pai para filho e muito comuns em todo o Brasil.

MULA-SEM-CABEÇA

Dia do Folclore

Segundo a lenda, a mula-sem-cabeça tem cascos afiados e pode dar coices que machucam bastante. Embora não tenha cabeça, ela pode relinchar. Dizem que toda mulher que faz algum mal se torna mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Antigamente, dizia-se que essa transformação acontecia com mulher que namorasse um padre católico.

BICHO-PAPÃO

A lenda do bicho-papão diz que ele tem um corpo peludo e olhos vermelhos. Ele ficaria escondido para assustar as crianças que não querem dormir.

LOBISOMEM

O mito do lobisomem foi trazido ao Brasil pelos portugueses e diz que todo filho nascido depois de sete filhas se transforma em lobisomem. Essa transformação aconteceria sempre nas sextas-feiras de lua cheia, entre meia-noite e duas e meia da madrugada.

RETRATO MULTICOLORIDO

O maracatu é um dos ritmos que representam o folclore nordestino brasileiro.

Lendas, festas, aromas, sabores, enfeites, danças, músicas, trajes típicos, manifestações populares. Bem-vindo ao universo do folclore brasileiro! De norte a sul, as tradições regionais compõem um retrato multicolorido de nosso país. Embarque nesta viagem. Há um mundo incrível à sua espera!

A palavra “folclore” é formada pelas palavras inglesas folk, que significa povo, e lore, que quer dizer estudo, conhecimento. Ele é o estudo dos costumes e das tradições de um povo, representado pelos seus diversos movimentos culturais regionais.

Conhecê-lo permite a valorização daquilo que é uma das principais marcas de um país: a sua cultura.

No Brasil, o Dia do Folclore é comemorado em 22 de agosto. Nosso folclore é um dos mais ricos do mundo. Nele, estão presentes as características dos povos que contribuíram para a formação de nossa nação, principalmente os africanos, os indígenas e os europeus. As pessoas que o estudam são chamadas “folcloristas”. Um dos principais estudiosos brasileiros foi Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).

O folclore é representado por tradições e crenças populares expressas das mais diversas formas. Para se tornarem folclore, é necessário que tenham origem anônima, ou seja, que ninguém saiba ao certo quem as criou. Além disso, precisam ter surgido há muito tempo e ser divulgadas e praticadas por um grande número de pessoas. É o caso dos ditados populares, como “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

FOLCLORE INFANTIL

Quem não conhece uma brincadeira, um versinho popular ou uma cantiga de roda? Pois saiba que as músicas, os brinquedos, as parlendas e os jogos fazem parte do rico folclore infantil brasileiro. Se você prestar atenção, vai perceber que o folclore também faz parte da sua vida.

Parlendas

Você sabe o que são parlendas? São versos infantis com rimas, criados para as mais diferentes finalidades, entre elas divertir, acalmar, ajudar a decorar números ou escolher quem deve iniciar uma brincadeira. Como variam bastante, cada pessoa pode conhecê-las de um modo diferente. Confira algumas parlendas e veja se a que você conhece é parecida com essas!

“Um, dois, feijão-com-arroz. Três, quatro, feijão no prato. Cinco, seis, bolo inglês. Sete, oito, comer biscoito. Nove, dez, comer pastéis.”

“Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão. Menininha quando dorme põe a mão no coração.”

“Hoje é domingo, pede cachimbo. Cachimbo é de barro, bateu no jarro. Jarro é de ouro, bateu no touro. Touro é forte, acabou-se na morte.”

“Chuva e sol, casamento de espanhol. Sol e chuva, casamento de viúva.”

Fáceis e Divertidos

Muitos brinquedos simples e fáceis de fazer são utilizados em nosso país há muito tempo. O pião, também chamado de finca, carrapeta ou pinhão, é um deles. Outro exemplo é a pipa, que dança nos céus de várias regiões do Brasil e recebe diversos nomes, como papagaio, raia, pandorga, arraia, maranhão e quadrado. Já o ioiô pode ser comprado pronto ou ser feito com barbante, serragem e papel de embrulho. Os jogos com bolinhas de gude também são diversão garantida.

Hora de Brincar

Algumas brincadeiras resistem ao tempo. E você pode estar se divertindo do mesmo modo que seus pais ou avós. No esconde-esconde, uma pessoa procura enquanto as outras se escondem. No passa-anel, é preciso adivinhar quem ficou com o anel que passou de mão em mão. Das brincadeiras com bola, a queimada é uma das preferidas. Divididos em dois campos, jogadores de duas equipes atiram a bola sobre os adversários. Se ela acertar qualquer parte do corpo de alguém e cair no chão, a pessoa atingida é “queimada” e eliminada. Ganha o time com menos jogadores atingidos pela bola.

TEATRO AO AR LIVRE

Os folguedos são representações com muito ritmo, vários personagens e um enredo. Essas encenações teatrais retratam as diferentes tradições regionais. Ao som de instrumentos musicais, tocados normalmente pelos participantes, os hábitos e valores culturais são transmitidos de forma alegre e bem-humorada.

Marinheiros Somos!

O Fandango, também conhecido no Norte e Nordeste como Marujada, é um folguedo de origem portuguesa em homenagem às conquistas marítimas. A encenação começa com a chegada de uma miniatura de barco a vela, puxada pela tripulação. Os personagens cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. “Marinheiros somos! Marujos do mar!” é uma das frases recitadas pela tripulação.

Dos folguedos brasileiros, o Bumba-meu-Boi é um dos mais conhecidos e populares. Nos diferentes estados onde ocorre, entre eles Maranhão, Amazonas e Piauí, recebe diversos nomes como Boi-Surubi, Boi-Bumbá, Boi-de-Parintins, Boi-Barroso e Boi-de-Mamão. Os personagens também variam por regiões. Pai Mateus, Cavalo-Marinho, Caipora e Maricotas de Corocó, entre outros, contam, dançando e cantando, a história da morte e da volta à vida de um boi. Essa dança dramática é realizada tanto nos festejos juninos quanto nos de Natal. No momento do renascimento do boi, os personagens dessa encenação gritam “Bumba-meu-Boi”.

Avante, Guerreiros!

A Congada, realizada em vários estados brasileiros, entre eles Paraná, Minas Gerais e Paraíba, representa a luta entre dois grupos, os cristãos e os mouros, ou muçulmanos. Eles marcham, cantam e simulam uma disputa com espadas, imitando uma guerra que termina com a derrota dos mouros. Criada pela Igreja Católica, essa encenação tem São Benedito como padroeiro. A música fica por conta de uma orquestra composta de violas, violões, cavaquinhos, reco-recos e atabaques.

A Dança dos Cavaleiros

A Cavalhada é um folguedo do qual participam cavaleiros divididos em grupos, ou cordões. Eles homenageiam os ricos homens europeus da Idade Média, que se exibiam em cavalos. Usando trajes especiais, executam manobras numa série de jogos. A Cavalhada acontece em Alagoas, com versões diferentes nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo.

DANÇAS E RITMOS

Embora conhecido como a terra do samba, o Brasil possui muitos outros ritmos musicais. Alguns deles resistem ao tempo e viram uma referência importante para algumas regiões, que se tornam conhecidas por causa desses ritmos.

Ritmo Envolvente

Nenhuma dança possui um ritmo tão contagiante quanto o frevo.

Nas ruas e nos salões de Pernambuco, principalmente, e especialmente no Carnaval, passistas dão shows em coreografias individuais, improvisadas e rápidas, com roupas coloridas e um acessório especial: uma pequena sombrinha. Muitos dançarinos e dançarinas mirins fazem verdadeiras manobras dançando o frevo.

Entre as variações, existem o frevo-abajo, o frevo-coqueiro e o frevo-ventania

Muito Gingado

A capoeira é um jogo de ataque e defesa, praticado em roda e acompanhado de instrumentos musicais. Seus movimentos são leves e gingados e o ritmo é marcado pelo som do berimbau e por cânticos. Era jogada inicialmente pelos escravos negros vindos de Angola, país africano. No Brasil, precisou ser disfarçada como dança para enganar os senhores de engenho e as autoridades. Eles achavam que ela era muito violenta e poderia tornar os escravos agressivos com os patrões. Nascia assim a capoeira regional baiana, que se tornou também uma destacada atividade esportiva, presente em academias de todo o país.

Baião e Forró

Entre os vários ritmos nordestinos que animam bailes e festas no Nordeste, dois se destacam: o baião e o forró. Nas bandas, sobressaem instrumentos como a sanfona e o triângulo. São dançados em salões ou locais improvisados, muitas vezes de terra batida. Nascido em Pernambuco, Luiz Gonzaga, o Gonzagão (1912-1989), tornou-se o “rei do baião”, apesar de ter cantado outros ritmos, entre eles o xote e o xaxado.

Outras Danças Regionais

No estado do Pará e na Ilha de Marajó, uma dança viva e muito movimentada tornou-se tradição: o carimbó. Os participantes ficam frente a frente, dançando e estalando os dedos. Já o cateretê, também chamado de catira em Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, é dançado apenas por homens, dispostos em duas colunas. No caiapó, folguedo típico da cidade de Parati, no Rio de Janeiro, o ritmo da dança é marcado por espadas e arco-e-flechas, juntamente com violas e outros instrumentos musicais.

FESTAS POPULARES

No calendário brasileiro existem várias festas populares. Alegria, tradições culturais, comidas típicas e rituais religiosos fazem parte dessas comemorações que se realizam na maioria das cidades do país.

Festas Juninas

Em junho, o Brasil ganha arraiais coloridos. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas, barracas e fogueiras para as festas dedicadas a São João, Santo Antônio e São Pedro. É hora de dançar quadrilha, participar de jogos e brincadeiras.

Muitas são as delícias para saborear: pipoca, pinhão, pé-de-moleque, canjica e paçoca de amendoim. Os mais corajosos enfrentam o pau-de-sebo, um tronco alto e escorregadio, difícil de subir. Quem quer namorar faz simpatias e pedidos para Santo Antônio, o santo casamenteiro.

Folia de Reis

A Folia de Reis é uma das várias comemorações de caráter religioso que se repetem há séculos em nosso país.

Ela é realizada entre a época do Natal e o Dia de Reis, em 6 de janeiro. Grupos de cantadores e músicos percorrem as ruas de pequenas cidades como Parati, no Rio de Janeiro, e Sabará, em Minas Gerais, entoando cânticos bíblicos que relembram a viagem dos três Reis Magos que foram a Belém dar boas-vindas ao Menino Jesus.

Festa do Divino

De origem portuguesa e com características diferenciadas em cada região do Brasil, a Festa do Divino é composta de missas, novenas, procissões e shows com fogos de artifício. Em cidades do Maranhão, bonecos gigantes divertem as crianças, enquanto grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis recolhendo ofertas e donativos para a grande festa de Pentecostes. Em Piracicaba, interior de São Paulo, as comemorações ocorrem em julho, às margens do Rio Piracicaba, reunindo milhares de pessoas.

Devoção

Em Belém do Pará acontece anualmente em outubro uma grande festa religiosa que chega a reunir cerca de 1 milhão de pessoas: o Círio de Nazaré.

A multidão lota as ruas da cidade para acompanhar a procissão, que dura até cinco horas, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros que vão pagar promessas pela cura de doenças, por exemplo, andam descalços e seguram a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região, como o pato no tucupi, o tacacá e o arroz com pequi.

FOLIA NA RUA

O Carnaval é a festa brasileira mais popular e tradicional, parando o país por quatro dias. Acontece em fevereiro ou março, três dias antes da Quaresma, terminando oficialmente na Quarta-feira de Cinzas. Nos estados do Norte e do Nordeste, milhões de foliões saem às ruas para brincar, e em alguns deles tradições folclóricas regionais são representadas. É o Carnaval de rua, que permite que pessoas de todas as classes sociais, crianças e adultos, possam estar juntas e se divertir.

O Carnaval brasileiro começou como uma festa popular trazida pelos portugueses que colonizaram o nosso país e chamava-se Entrudo. Nele, os foliões jogavam água, ovos, farinha e até cal uns nos outros. Mas foi proibido pelas pessoas mais ricas, que pretendiam se apossar dessa festa. A proibição abriu espaço para o Carnaval de rua, que acabou se transformando em uma das grandes manifestações culturais do povo brasileiro.

Figuras Históricas

Alguns personagens marcam os festejos carnavalescos. Gordo e fanfarrão, Momo é o rei do Carnaval e se originou da tradição dos bobos, que eram os encarregados de divertir os nobres das Cortes portuguesas. O arlequim, o pierrô e a colombina são personagens criados pela Commedia dell’Arte, um gênero de teatro italiano do século XVII, e tornaram-se figuras sempre lembradas em letras de música e fantasias.

Animação Total

Os mais tradicionais carnavais de rua do país acontecem em Natal, Maceió, Olinda e no Recife. Festa de enorme confraternização popular, possibilita que milhares de pessoas brinquem e pulem nas ruas sem pagar. Em Olinda, o destaque fica por conta dos bonecos gigantes carregados pelos foliões que lotam as ruas da histórica cidade. O casal de bonecos mais famoso é formado pelo Homem da Meia-Noite e pela Mulher do Meio-Dia. No Recife, as ruas também ficam repletas de pessoas que desfilam em blocos ou simplesmente dançam e pulam ao som do frevo.

ESPETÁCULOS GRANDIOSOS

O Carnaval brasileiro ficou conhecido em todo o mundo por causa dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. É um espetáculo grandioso que movimenta milhões de reais e apresenta enredos da nossa história e do nosso folclore. De uns anos para cá, os carnavais de São Paulo e da Bahia também têm atraído milhares de turistas, curiosos para conhecer a criatividade do nosso povo.

Desfile Mais Famoso

O tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, transmitido ao vivo pela televisão para o mundo todo, é um show de criatividade, beleza e animação. O desfile obedece a regras, pois há uma competição entre as escolas. As principais atrações são os carros alegóricos, a bateria e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Os passistas dão um espetáculo ao ritmo do samba-enredo. A preparação para a festa começa muitos meses antes e envolve centenas de pessoas.

Bahia da Folia

O Carnaval de rua de Salvador há muito tempo reúne milhões de pessoas. Nos últimos anos, passou a ser conhecido em todo o país com as transmissões ao vivo pela televisão.

As grandes atrações são os trios elétricos com cantores famosos e os blocos, como Araketu, Crocodilo, Olodum e outros. Em 1999, os foliões mirins ganharam um espaço exclusivo no Passeio Público, com programação infantil.

Sotaque Paulista

O desfile das escolas de samba paulistas tem crescido muito nos últimos anos, atraindo cada vez mais público. O número de escolas participantes e de seus integrantes também aumentou, o que fez com que, a partir do ano 2000, o desfile fosse dividido entre a sexta-feira e o sábado.

SABORES BEM BRASILEIROS

Algumas comidas também fazem parte do folclore. E em cada um dos estados brasileiros existem pratos típicos, preparados de acordo com tradições transmitidas de geração em geração. Muitos deles têm aromas e sabores únicos, que tornam o cardápio brasileiro mais rico e saboroso. Vamos conhecer algumas dessas delícias!

Brasileiríssima

“Hoje: feijoada” é uma frase comum nas placas de restaurantes de todo o país, às quartas-feiras e aos sábados. Sem dúvida, a feijoada tornou-se um hábito tipicamente brasileiro. Esse prato tão popular, surgido nas senzalas do Brasil colonial, era preparado pelas cozinheiras negras com os miúdos de porco que eram desprezados pelos donos de escravos. Com o tempo, incorporou-se ao cardápio de todas as classes sociais. É saboreada com couve e farinha de mandioca.

Os Quitutes do Sertão

O sertão nordestino também é famoso por seus quitutes. Entre eles, pratos à base de carne-de-sol e charque e iguarias preparadas com macaxeira e batata-doce.

A buchada de bode, por exemplo, também pode ser feito em outras regiões do Brasil. No Rio Grande do Norte, a sopa de jerimum com leite, chamada de alambica, é uma das receitas mais tradicionais.

Nomes Curiosos

Alguns pratos têm nomes bem curiosos. O baião-de-dois, comida típica cearense, nada mais é do que arroz cozido com feijão e toucinho. O pato-no-tucupi, da região Norte, é preparado com creme de mandioca e pimenta. Já a baba-de-moça é um doce tipicamente brasileiro, feito com leite de coco, ovos e açúcar. O mata-fome, apreciado em Pernambuco, é um pequeno bolo em forma de disco.

SOTAQUE BAIANO

Salvador, na Bahia, é uma das cidades com o maior número de movimentos culturais e folclóricos do Brasil. Grande parte da cultura baiana compõe-se de motivos religiosos, trazidos pelos escravos africanos, fazendo do soteropolitano (quem nasce na cidade de Salvador) o povo mais devoto do Brasil. Alguns desses rituais reúnem milhares de pessoas, que saem às ruas para celebrar datas e divindades e ajudam a tornar Salvador conhecida em todo o país por sua religiosidade.

Lavagem do Bonfim

Todo mês de janeiro, milhares de romeiros juntam-se em Salvador para lavar as escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Esse ritual iniciou-se no século XVIII, ainda muito timidamente. Com o passar do tempo, o número de participantes foi aumentando e, hoje, é uma das mais tradicionais cerimônias religiosas do país. Depois da lavagem, os romeiros vão para as ruas da cidade, onde fazem uma grande festa, com direito a capoeira, samba e muita comida típica.

Festa de Iemanjá

Nas religiões africanas, Iemanjá é a “rainha do mar”, ou “mãe das águas”. Ela é homenageada no dia 2 de fevereiro. Nessa data, os devotos de Iemanjá lançam ao mar, da beira da praia ou a bordo de saveiros, presentes como espelhos, pentes, perfumes e jóias na tentativa de agradá-la. Segundo a tradição, se a mãe das águas gostar dos presentes, eles ficarão no fundo do mar. Mas, se ela não gostar, as oferendas voltarão à praia, para a tristeza dos devotos.

Candomblé

Trazido ao Brasil pelos escravos africanos na época da colonização, o candomblé era uma religião proibida pelos senhores de escravos. De acordo com a crença, cada pessoa tem um protetor, chamado de orixá. Conduzido pelas mães-de-santo, o ritual tem cantos e danças e os participantes tentam entrar em contato com os deuses da religião. Quando as filhas-de-santo conseguem chamá-los, eles são saudados com muita alegria.

Sabor Apimentado

A culinária baiana é uma das mais saborosas e apreciadas do Brasil. Não há quem visite a Bahia e deixe de provar o acarajé, um bolinho preparado com feijão-fradinho e servido com vatapea, um creme temperado feito à base de peixes e crustáceos. Faz tanto sucesso que invadiu outras regiões do país, embora os baianos digam que não existe acarajé como o da Bahia. Se você o pedir "quente", ele virá bastante apimentado. Se você não gosta de pimenta, é melhor pedi-lo "frio". O bobó de camarão, o xinxim de galinha, a moqueca de peixe e as cocadas são outras especialidades baianas.

ARTE COM AS MÃOS

O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Da habilidade manual e da criatividade dos artesãos, surgem belíssimas peças de barro, palha, tecido, couro, papel ou fibras naturais, garantindo o sustento de famílias e comunidades.

Trabalho Manual

É considerado artesanato folclórico todo objeto produzido por métodos caseiros por uma pessoa ou um pequeno grupo, feito à mão ou com o auxílio de instrumentos. Esse artesanato expressa características locais ou das comunidades. Os materiais utilizados encontram-se normalmente em grande quantidade nas regiões em que as peças artesanais são feitas. É uma arte que revela os usos, os costumes e as tradições de cada parte do país.

Cerâmica

Na região Nordeste, é rica a produção de artesanato em praticamente todos os estados. A cerâmica tem um importante destaque, principalmente na confecção de objetos de decoração. O mais conhecido ceramista do Nordeste foi Mestre Vitalino (1909-1963), um pernambucano dono de um estilo inovador, seguido por vários artesãos. Seus bonecos de barro representam figuras típicas da região, como cangaceiros, retirantes, vendedores ambulantes, músicos e mulheres rendeiras.

Rendas

As rendeiras, cujas mãos ágeis fabricam roupas, lenços, toalhas e os mais variados artigos, têm um importante papel econômico nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Na chamada renda de almofada ou de bilros, milhares de nós são desenvolvidos pelas mãos habilidosas das rendeiras.

Elas trabalham com uma almofada, um papelão cheio de furos, linha e bilros, pequenas peças de madeira. É uma arte bastante tradicional e muitos são os ditados que se referem às rendeiras, como “moça na janela, nem bilro nem panela”.

Diversidade

Em todas as capitais do país existem instituições que divulgam e revendem o artesanato produzido nas várias regiões brasileiras. Nesses locais, é possível encontrar instrumentos musicais, bijuterias, roupas, esculturas e peças de madeira para uso diário, cestas, gamelas, colchas de retalhos, brinquedos, quadros e até móveis.

SUPERSTIÇÕES

Nem todos confessam que acreditam, mas passadas de geração em geração as superstições populares ganham terreno, espalham-se e resistem ao tempo e ao avanço da tecnologia. Objetos que protegem o seu dono fazem parte dessa cultura, na qual mau-olhado e azar são evitados a todo o custo.

Todo Cuidado é Pouco

Quantas vezes você já viu alguém andando na rua, que, de repente, fez um enorme desvio só para não passar embaixo de uma escada? Pois é, não existe nenhuma comprovação de que as crendices funcionem, mas muita gente acredita nelas. Algumas dessas crendices dizem que passar embaixo de escada dá azar.

Quebrar um espelho, então, é problema na certa: sete anos de azar. E dizem também que quando se vê um gato preto numa sexta-feira 13 é melhor fazer o sinal-da-cruz para evitar má sorte.

Proteção Garantida

Os mais supersticiosos acreditam que alguns objetos têm a função mágica de proteger seus donos. Por isso, tem gente que não vai a lugar nenhum sem carregá-los. É o caso da figa, tradicional amuleto antiazar, que pode ser de metal ou de madeira e tem o formato de uma mão. Os patuás são pequenos saquinhos que contêm rezas e símbolos para proteção. O dente de alho é usado por algumas pessoas como uma arma natural para evitar o mau-olhado. Entre as plantas, a arruda é considerada essencial para proteger os ambientes de energias negativas.

Crendices Famosas

O alho é um amuleto muito apreciado pelos supersticiosos.

Muitas são as crendices e superstições do nosso folclore. Apesar de não haver nada que prove que elas realmente sejam eficazes, inúmeras pessoas crêem nelas.

Veja se você conhece algumas destas:

Viu uma vassoura caída? É indício de má sorte.

Sua mão esquerda coçou? Então, prepare-se, porque é dinheiro que vai entrar.

Ops, foi a direita que coçou? É melhor preparar-se em dobro, porque é dinheiro que vai sair.

Quer se livrar da visita de pessoas indesejáveis? O truque é colocar uma vassoura atrás da porta.

Viu uma mosca rondando ou está com tremor na pálpebra? É notícia que vai chegar.

Viu uma estrela cadente? Faça um pedido, porque, segundo a crença de muita gente, é garantia de que ele vai se realizar.

QUE VENHA A SORTE!

Uma coisa é espantar o azar. Outra é atrair a sorte. E, para obtê-la, muita gente se utiliza de vários objetos, transformando-os em talismãs. Mesmo quem não acredita, às vezes usa uma fitinha do Senhor do Bonfim que, segundo a tradição, quando se parte realiza três desejos da pessoa. E há também quem não dispense um prato de lentilhas no Ano-Novo. Vale tudo na busca pela sorte.

Poderoso Talismã

Por ser muito difícil de achar, o trevo de quatro folhas é considerado pelos supersticiosos um dos mais importantes objetos da sorte. Diz a lenda que quem o encontrar e guardar sempre consigo terá sorte, pois ele seria um poderoso ímã para atrair coisas boas.

Você Acredita em Duendes?

Os duendes são uma das novas manias dos mais supersticiosos.

Atualmente, é muito fácil andar no trânsito das grandes cidades e ler o adesivo grudado nos carros: “Eu acredito em duendes”. Para quem acredita, os duendes são seres sapecas, que se escondem nas casas e aparecem e desaparecem quando querem. Eles teriam o poder mágico de trazer boa sorte e ajudariam a realizar desejos. Os duendes são muito parecidos com os leprechauns, famosos personagens do folclore irlandês.

Sorte de várias Maneiras

Os supersticiosos se utilizam de várias opções para conseguir sorte ou realizar desejos. Entre as muitas alternativas, jogar moedas em fontes, pedir algo ao cortar um bolo de aniversário ou pular sete ondas são bem populares. Banhar-se com ervas variadas para conseguir felicidade, o chamado banho de cheiro, também é comum. Para os que acreditam, os talismãs também são objetos mágicos com o poder de trazer a sorte. O pé-de-coelho é um deles, e deve estar sempre ao alcance da pessoa que crê nele. Outro é a ferradura, que precisa ser pendurada na parede com as pontas viradas para cima.

TRADIÇÕES VIVAS

Nos estados que formam as regiões Sul e Sudeste, apesar da crescente industrialização, alguns dos antigos costumes ainda se mantêm vivos, principalmente nos municípios do interior. A influência dos imigrantes poloneses, alemães, italianos e japoneses, entre outros, é facilmente percebida.

Bombacha e Chimarrão

No Rio Grande do Sul, terra dos pampas, vários costumes são valorizados nos Centros de Tradições Gaúchas, CTGs. Homens usando chapéu e calças largas apertadas no tornozelo, as famosas bombachas, participam de danças como a catira, conhecida desde a época do Brasil Colônia. Ela é organizada em duas filas e o ritmo é marcado pelas palmas e batidas dos pés. A chimarrita, por sua vez, é uma variação gaúcha do fandango. E, claro, gaúcho que se preze tem de beber chimarrão, um mate amargo servido quente.

Costumes Preservados

Na região do Vale do Paraíba, interior paulista, é possível acompanhar o moçambique, uma dança com bastões. No interior do Paraná, a atração é o vanerão, uma dança típica praticada em pares. Em Santa Catarina, é executada a dança-de-fitas, uma tradição européia. Do topo de um mastro fincado no chão, saem fitas coloridas. Elas são seguradas por oito ou 12 crianças, que rodam em volta do mastro.

Mistura de Sabores

As culinárias de São Paulo e do Rio de Janeiro receberam muitas influências de pessoas de outros estados do país. Os cariocas têm pratos como o picadinho de carne com quiabo e o camarão com chuchu, enquanto os paulistas comem o virado à paulista.

Já a maior tradição de São Paulo, a pizza, teve influência estrangeira: foi trazida pelos imigrantes italianos e acabou adaptada pelos brasileiros.

Os Temperos do Sul

Quem não aprecia um belo churrasco? Pois essa tradição culinária, acompanhada muitas vezes pelo arroz-de-carreteiro, veio dos pampas gaúchos, terras ricas em gado. No Paraná, o prato típico é o barreado, uma mistura de carnes, preparada em panela de barro e acompanhada de farinha de mandioca e banana. Os catarinenses são especialistas em caldeiradas de peixe. As sobremesas receberam influência dos imigrantes alemães, como as famosas tortas de maçã.

Fonte: ifolk.vilabol.uol.com.br

Dia do Folclore

22 de Agosto

ORIGEM

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra "folclore"?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças

congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.

Festas tradicionais

Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.

Lendas

Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.

Região Centro-Oeste

Danças

tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.

Festas tradicionais

carvalhada, tourada, festas juninas.

Lendas

pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.

Pratos

arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste

Danças

frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.

Festas

Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias - destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.

Pratos

Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças

marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.

Festas

Círio de Nazaré (Belém), indígenas.

Artesanato

cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.

Lenda

Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.

Pratos

caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas

BUMBA-MEU-BOI

Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL

Festa de origem portuguesa, onde "pastoras" vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus.

Representado durante o Natal.

REISADO

De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE

Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar.

Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO

Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU

Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS

Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM

Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o "mocororó", uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO

Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU

De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada - a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

Fonte: www.velhosamigos.com.br

Dia do Folclore

22 de Agosto

Em 22 de agosto, comemora-se o Dia do Fol clore. A data foi oficializada pelo Congresso Nacional brasileiro em 1965, como forma de valorizar e homenagear as diversas manifestações culturais de nosso povo, transmitidas de geração em geração.

O termo original folklore provém de dois vocábulos saxônicos: folk, que em inglês significa “povo”, e lore , que quer dizer “conhecimento”, “saber”.

Assim, a palavra “folclore”, como passou a ser adotada na língua portuguesa, significa “o saber/conhecimento de um povo”. O Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa define “folclore” como o “conjunto de costumes, lendas, provérbios, manifestações artísticas em geral, preservado por um povo ou grupo populacional, por meio da tradição oral; populário”. O escritor Câmara Cascudo (1898-1986), importante historiador que se dedicou ao estudo profundo das lendas e tradições da cultura brasileira, em seu conceituado Dicionário do folclore brasileiro , define o termo como “a cultura do popular, tornada normativa pela tradição”. Assim, pode-se dizer que a cultura de um povo está intimamente relacionada às suas tradições e costumes.

Dia do Folclore
O bumba meu boi, ou boi-bumbá, é um dos maiores ícones do folclore brasileiro

Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Norte e no Nordeste, essas manifestações culturais são bastante expressivas e valorizadas, transformando-se em grandes eventos festivos, nos quais se resgatam lendas, costumes e rituais africanos e indígenas dos antepassados. O Rio Grande do Norte é considerado o berço do folclore brasileiro. Foi de lá que saíram grandes folcloristas, que muito contribuíram para a formação da cultura nacional, entre eles o mestre do folclore, Câmara Cascudo.

Dia do Folclore
O Curupira, um dos mais antigos mitos do folclore, é considerado o protetor das florestas

Embora o folclore seja bem valorizado em alguns estados, é preciso que haja mais incentivo e apoio à população, a fim de conscientizá-la sobre a importância dessa arte, que deve ser tratada com o mesmo respeito dado às outras formas de expressão da cutura nacional.

O folclore de um país constitui, portanto, um importante meio de resgate à história e à cultura de seu povo: é a busca da preservação de sua identidade, do lega do de sua cultura, transmitido por meio das mais diversas manifestações, como música, artesanato, brincadeiras, culinária, costumes, religião, língua, lendas e mitos. Veja a seguir alguns dos diversos meios de manifestação do folclore em nosso país.

Parlendas: versos e rimas fáceis

Dia do Folclore

Parlendas são versos recitados em brincadeiras e jogos infantis, caracterizadas por rimas fáceis e populares. Assim, representam uma importante tradição cultural do nosso povo.

Um, dois, feijão com arroz
Três, quatro, feijão no prato
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis

As danças e os ritmos do folclore brasileiro

Dia do Folclore

As danças também apresentam as tradições e a cultura de um povo, ao traduzirem e representarem, em sua arte, fatos históricos, lendas, momentos festivos e religiosos, brincadeiras e acontecimentos do cotidiano de determinada região. Com músicas animadas e envolventes, além de figurinos e cenários característicos que enriquecem e alegram as festividades brasileiras, os ritmos que embalam as danças vão desde o maracatu, o frevo, o caboclinho, o samba de roda, a catira, até a quadrilha.

Brincadeiras e brinquedos do folclore brasileiro: diversão e tradição

Os brinquedos e as brincadeiras são diferentes de acordo com as regiões, pois estão ligados à cultura de cada localidade e, por isso, podem apresentar nomes e regras distintas. Dentre as brincadeiras e os brinquedos tradicionais do folclore, destacam-se o pega-pega, o esconde-esconde, o pião, a peteca, a pipa, as bolas de gude, além de muitos outros que fizeram e ainda hoje fazem a alegria de muitas crianças.

Cantigas de roda: música infantil com coreografia

As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas – bastante comuns nas escolas –, são brincadeiras caracterizadas por uma roda formada por crianças, que, de mãos dadas, cantam músicas folclóricas e encenam coreografias. Geralmente, as cantigas são criadas por pessoas anônimas, que adaptam letras e melodias à cultura de cada região, para depois serem transmitidas de geração para geração. Por meio de letras simples e de fácil memorização, trazem temas infantis, às vezes acompanhados de algum ensinamento.

Capelinha de melão
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João!

Cantiga

Caranguejo
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe
na vazante da maré!

Culinária: os quitutes que fazem a festa!

A culinária brasileira, ao contar com ingredientes resultantes da fusão das culturas indígena, africana, europeia e dos diversos povos que imigraram para o Brasil, também se constitui como uma representação do folclore nacional.

Algumas de suas iguarias, presentes em eventos folclóricos, como as festas juninas, apresentam ingredientes bem brasileiros: o milho e a mandioca estão entre os mais populares, pois são a base para deliciosos quitutes, como bolos, cuscuz, canjica, tapioca. Outros pratos, como o arroz-doce, o acarajé, o abará, o vatapá e o caruru, também são típicos desses tipos de festas em que encontramos representações de nossos costumes.

Adivinhas e adivinhações – o que é, o que é?

Também fazem parte da cultura popular e do folclore do nosso país as adivinhas ou adivinhações. Charadas divertidas criadas pelas pessoas, como o popular “o que é, o que é?”, fazem muito sucesso não só entre as crianças, como também entre os adultos.

Veja alguns exemplo:

“Você sabe em que dia a plantinha não pode entrar no hospital?”
Resposta: Em dia de plantão.
“Qual é a única pedra que fica em cima da água?”
Resposta: A pedra de gelo

Trava-línguas: quanta confusão!

Formados por frases ou pequenos versos, geralmente com sílabas idênticas e difíceis de pronunciar – principalmente se faladas rapidamente –, os trava-línguas são desafios interessantes para pessoas de qualquer idade. O objetivo é pronunciar rapidamente as frases com clareza e rapidez.

Veja alguns exemplos de trava-línguas conhecidos:

“A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.”
“Três tigres tristes para três pratos de trigo. Três pratos de trigo para três tigres tristes.”
“O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.”

Lendas e mitos: muito mistério e aventura

Por séculos, as lendas e os mitos vêm povoando o imaginário das pessoas ao serem reproduzidos em cada canto do país. Quem nunca ouviu as lendárias e assustadoras histórias do Lobisomem e do Saci-Pererê?

Algumas dessas lendas vão sofrendo alterações e adaptações ao longo do tempo, dependendo da região onde são contadas, mas sem perderem a originalidade e o objetivo: causar medo em quem as ouve.

A lenda do Boitatá, por exemplo, uma cobra grande que pega fogo, também conhecida como Fogo-Corredor, tem várias versões: No Norte e no Nordeste do país, acredita-se que ela seja a protetora da floresta.

Já na Região Sul, fala-se que, depois do dilúvio, morreram muito animais e só as cobras sobreviveram e, por isso, tinham muto alimento. Como viviam rindo da desgraça dos outros animais, um dia foram castigadas e suas barrigas começaram a pegar fogo. Entre outras tantas lendas muito conhecidas e contadas por séculos, estão a da Mula sem Cabeça, do Curupira, da Caipora e a do Negrinho do Pastoreio, todas recheadas de mistério, suspense e aventura.

Biografia de Luís da Câmara Cascudo

Luís da Câmara Cascudo nasceu em Natal (RN), em 30 de dezembro de 1898.

Estudou no Externato Coração de Jesus, um colégio religioso, e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (PE). Em sua vida pública, exerceu várias funções, entre elas a de historiador, antropólogo, advogado e jornalista, assinando crônicas diárias no jornal A República. Além disso, foi colaborador em vários outros órgãos de imprensa do Recife e de outras capitais.

Mais tarde, em 1951, lecionou Direito Internacional Público na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Fundador da Sociedade Brasileira de Folclore, Câmara Cascudo é referência no que diz respeito ao folclore brasileiro, tendo lançado, na década de 1950, sua obra mais importante nessa área, o Dicionário do folclore brasileiro, até hoje fonte de consulta no mundo inteiro, com uma vasta pesquisa sobre o assunto. Autor de várias outras obras importantes sobre o folclore, desde menino o ávido e curioso leitor potiguar já se interessava pela cultura popular e, na década de 1920, começou a escrever artigos sobre a cultura popular local, sempre alertando para a necessidade de apoiar as diversas tradições dos povos.

Recebeu o apoio de Mário de Andrade, que se comprometeu a publicar seus artigos na época, desde que não escrevesse sobre literatura, mas, sim, sobre as coisas cotidianas: Mário teria lhe recomendado: “Vá até a janela de sua casa e veja o povo passando e estude seus costumes”. Quando publicou seu primeiro livro, Alma patrícia, em 1921, já contava com um vasto material sobre o folclore, como críticas literárias e artigos, que serviram e servem de fonte de pesquisa no mundo todo até hoje.

Depois dessa obra, escreveu incontáveis livros sobre o assunto que ajudaram a torná-lo o mestre do folclore.

Luís da Câmara Cascudo morreu aos 87 anos, em 1986, em sua terra natal, tendo trabalhado até os últimos anos de vida, deixando um legado de valor cultural incalculável para a literatura folclórica mundi

Fonte: www.editoradobrasil.com.br

 

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