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Famaleal

Diabinho minúsculo, que se guarda dentro de uma garrafa.

Quem possui o Famaleal enriquece milagrosamente, mas tem que pagar com sangue todas as sextas-feiras, os juros da preciosa relíquia.

É preto e tem pés de pato.

Nasce do ovo de franga preta, chocado embaixo dos braços.

Conhecido em Minas Gerais.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

Famaleal

O Famaleal (capetinha cativo na garrafa)

Tem certas histórias que passam de geração para geração, e se perdem na curva do tempo, e assim são esquecidos relatos de um passado assustador, e esse passado morre
pois as novas gerações, passam a cultuar novos valores, contestando as tradições dos seus pais e avós, ( hoje em dia até os índios vivem esse processo de globalização e cada vez mais os índios querem comer pizza e churrasco e chocolate e comidas, e bebidas industrializadas, e também alcoólicas, e andam de óculos escuros e usam celulares e usam note book, e calças Jeans e camisetas com desenhos e frases escritas em inglês, o que indica que o mundo se massifica ao adquirir o padrão consumista capitalista e americanizado, e cada vez mais esse processo parece irreversível). O sistema atual é esse, e não se tem a menor idéia de como será o futuro. Mas um dia o Império do Tio Sam pode cair, e num efeito dominó, arrastar todas as peças junto com a queda que há de vir, pois todo Império um dia cai: começa com ascensão, poder total e absoluto, e declínio por último...isso é fatal na história das grandes civilizações humanas.

Tantos tesouros culturais jogados fora por causa do frenesi capitalista que transforma pessoas em números, sentimentos em cifras monetárias, sexo à venda em cada esquina, seres humanos sugados como laranjas, onde se tira o caldo e se joga fora a bucha.

Em tempos já esquecidos pela turbulência da modernidade das cidades, não existem pessoas vivas para relatar fatos tais quais: lendas e mistérios...os livros de folclore guardam parte da memória de um povo, nesses livros estão depositadas histórias acontecidas há muito tempo atrás, e assim poderíamos ter o prazer de ter medo de novo, não de bandidos e nem da violência que nos assusta hoje, mas o prazer de sentir medo de fantasmas e ‘’seres de outro mundo‘’, esse medo tão agradável que nos leva aos cinemas para assistirmos filmes que sabemos que não são reais.

Em Minas Gerais existiu por longo tempo a escravidão negra, em todo o Brasil e parte do mundo ocorreu esse fato lastimável, que acabou em 31 de Maio de 1888.
Os homens poderosos eram chamados de: ‘’Coronel‘’, ‘’Comendador‘’, ‘’Barão‘’ e outros títulos e símbolos de ostentação e status social, de uma nobreza já extinta pelos fatos históricos que levaram ao declínio o sistema que regia o Brasil e o mundo.

Então muitos homens ricos ficavam ricos por meios ilícitos, matando, roubando e escravizando, essas fortunas carregavam em si maldições, que acompanhariam gerações, hoje estão mortos, explorados e exploradores.
Ou se nascia rico, ou se casava com alguém rico dando o ‘golpe do baú’, ou então se arranjava outro jeito de ficar rico ou viver e morrer com poucas posses, era um sistema desigual, podre e imundo, a esquerda na França inspirou o mundo à exigir mudanças profundas no mecanismo social, e hoje buscamos justiça e igualdade: ‘’Igualdade, Liberdade, e Fraternicade ‘’. Mesmo assim ainda existe um mundo muito desigual que faz com que surjam guerras e conflitos.

Para se ficar rico em tempos antigos em Minas Gerais, existia outra possibilidade muito mais rápida e eficiente.
Existia a possibilidade de ficar rico, através de métodos sobrenaturais, pegava-se uma franga preta, e com um ovo que ela botasse numa sexta-feira 13, no dia da Paixão...o sujeito que quisesse ficar rico, chocaria esse ovo debaixo do braço, e assim ao chocar o ovo, nascia um pequeno capetinha com corpo humano e todo negro, e pés de pato, e muitos faziam isso...mas poucos tinham esse capetinha, que ao nascer já ia falando: -o que você quer? O que você quer? e assim o dono do capetinha tinha de colocar numa garrafa o capetinha senão ele fugia, e tinha de colocar rolha na garrafa...

Então em pouco tempo...milagrosamente, o dono do capetinha ficava rico, auferindo riquezas inimagináveis, mas toda sexta feira o capetinha queria um pouco de sangue do sujeito que fosse dono dele, e as vezes capetas davam uma surra nesse sujeito em encruzilhadas sombrias, então o dono do capetinha ficava rico mas ficava sendo escravo do Diabo, e ao morrer perdia a alma que sem perdão, ia imediatamente para o Inferno.

Muitos homens ricos, se fossem maus, eram considerados donos de ‘’famaleais‘’, que eram diabinhos que conversavam e xingavam e debatiam dentro de uma garrafa, se a garrafa quebrasse e o capetinha fugisse, de um dia para outro a falência ocorreria e a morte certa viria para o proprietário do diabinho preso na garrafa.

Muitas fortunas foram construídas com o sangue e sofrimento de escravos e morte de Coronel contra Coronel...então surgiram lendas que tentavam explicar imensas fortunas e não se sabe o que era lenda ou o que era invenção do imaginário popular, mas essa lenda existiu e hoje pouco se fala dela, o capetinha era imortal? Passava de pai para filho? Ele envelhecia? o que ele fazia o tempo todo dentro da garrafa?

Existem muitas lendas no Brasil e outras no mundo, que estão morrendo e dando espaço à outra mentalidade, já não se faz mais fantasmas como antigamente...em épocas antigas com todos dissabores daquele tempo, por um lado era um tempo ruim...por outro lado, eram tempos bons, onde a Ciência Moderna de hoje não existia para explicar o porquê de tudo e o funcionamento da coisas.

Havia magia naquele tempo que não volta mais. Os fantasmas estão morrendo e desaparecendo, será terrivelmente assombroso um mundo sem fantasmas, um mundo todo explicado pela Ciência, perde o romantismo que antes havia, a alma humana de tanta explicação fria que recebe, pode um dia fazer com que o homem se torne tão frio quanto uma máquina, perdendo o lastro de sentimentos e emoções que faz o homem ser homem, e se entender como homem.

Fonte: www.sobrenatural.org

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