Este manuscrito foi encontrado entre os pertences do professor
Sintomático de Aquino, que como se sabe, era ufólogo convicto
e militante, tendo deixado, por ocasião de sua morte, mais de trezentos
documentos, nos quais procurava provar a existência de vida inteligente
fora do planeta Terra.
(A existência de vida inteligente no planeta Terra é um outro problema,
de que se ocupam outros ilustres especialistas).
Não sabemos se este manuscrito é autêntico.
Parece que foi encontrado não se sabe onde, traduzido não se sabe
por quem, e será lido ou não, por não se sabe o tipo de
pessoa.
Em todo caso o que sabemos é que procuramos tornar
o texto legível, já que achamos que conviria muito bem para completar
um livro que vínhamos compondo há tempos e para o qual já
não tínhamos mais assunto.
O autor deste manuscrito refere-se ás vezes aos habitantes do nosso planeta
com alguma ironia.
Mas vocês vão notar que o relatório em questão não
obedece a um rigor científico na sua exposição, de maneira
que não devemos nos impressionar muito com ele.
Algumas palavras, como o leitor inteligente não poderá deixar
de notar, não pertencem á nossa língua.
Foram conservadas na forma original.
Mas não oferece nenhuma dificuldade á compreensão do texto.
Não sabemos por que mãos terá andado este manuscrito, nem
que distorções terá ele sofrido.
É desta forma que o apresentamos ao distinto público...
Sou estudante de fláritis, na Universidade de Flutergues.
Por acaso, passeando no disco voador Firula 3 fui parar no conjunto estelar
Fléquites.
Como estivesse sem combustível, tentei descer em algum planeta a fim
de poder me reabastecer.
O 3° planeta deste sistema me pareceu jeitoso, pois
nele há grandes massas de água.
Como todos sabemos, este planeta é habitado por seres estranhíssimos,
uns diferentes dos outros.
Estes são desenhos que reconheço que são primitivos, mas
são o que consegui fazer de melhor, sobre as criaturas que habitam este
planeta.
Parece que uma das espécies domina as outras como acontecia no finado
planeta Flórides.
Vamos chamar estes espécimes de freguetes, que são
a coisa mais parecida com os terráqueos de que eu me lembro.
Como é que eles são?
Vou tentar descrevê-los.
Em cima eles têm uma esfera, só que não
é bem redonda.
De um lado da esfera tem uns fios muito finos, que são de muitas cores.
Do outro lado tem o que eu acho que é a cara deles.
Na cara, bem em cima, eles têm umas bolas que eles chamam de olhos. É
por aí que sai, ás vezes uma agüinha. Mas só as vezes.
Um pouco mais em baixo tem uma coisa que salta pra fora, com dois buraquinhos
bem em baixo.
Isso eles chamam de nariz.
Mais abaixo ainda tem uma buraco grande, cheio de grãos brancos e tem
uma coisa vermelha que mexe muito.
Os freguetes estão sempre botando dentro deste buraco
uma coisa que eles chamam de comida.
Essa tal de comida é que dá a eles energia, como a nossa fagula.
Tem uns que botam bastante comida dentro. Tem outros que só botam de
vez em quando.
Esses buracos servem pra outras coisas, também.
É por aí que saem uns sons horrorosos que é a voz lá
deles.
Embaixo da bola tem um tubo que une a bola ao corpo.
Do corpo saem quatro tubos: dois pra baixo e dois pros lados.
Os tubos de baixo, que se chamam pernas, chegam até o chão e servem
para empurrar os freguetes de um lado pro outro.
A coisa funciona mais ou menos assim: um tubo fica ficando
no chão, enquanto o outro se projeta para a frente e se finca no chão,
por sua vez.
Quando o segundo tubo está ficando o primeiro se projeta para frente
e assim por diante.
Eles chamam isso - andar.
Bem embaixo dos tubos, onde eles se fincam no chão, geralmente eles enfiam
umas cápsulas duras, acho que pra proteger as pontas dos tubos.
Os tubos que saem pros lados se chamam braços; têm cinco tubinhos
em cada ponta. E com essas pontas eles pegam nas coisas.
Vou tentar fazer uns esquemas de como eles são, para que todos entendam
melhor.
Por mais absurdos que estes esquemas pareçam é assim mesmo que
eles são. É inútil chamarem minha atenção
para o fato de que eles não parecem obedecer a um padrão lógico
de desenvolvimento.
Eu também acho que não.
Eles moram, quase todos, amontoados nuns lugares muito
feios, que eles chamam de cidades.
Esses lugares cheiram muito mal por causa de uma s porcarias que eles fabricam
e de umas nuvens escuras que saem de uns tubos muito grande que por sua vez
saem de dentro de umas caixas que eles chamam de fabricas.
Parece que eles vivem dentro de outras caixas.
Algumas destas caixas são grandes, outras são pequenas.
Nem sempre moram mais freguetes nas caixas maiores.
Ás vezes acontece o contrário: nas caixas grandes moram pouquinhos
freguetes e nas caixas pequenininhas mora um monte deles.
Nas cidades existem muitas caixas amontoadas umas nas outras.
Parece que dentro destes amontoados há um tubo, por onde corre um carrinho
na direção vertical, chamado elevador, porque eleva as pessoas
pra o alto dos amontoados.
Não ouvi dizer que eles tenham descedores, o que me leva a acreditar
que eles pulem lá de cima até embaixo, de alguma maneira que eu
não sei explicar.
Quando fica claro, eles saem das caixas deles e todos começam
a ir pra outro lugar de onde vieram.
Não sei como é que eles encontram, o lugar de onde eles saíram,
mas encontram; e entram outra vez nas caixas.
Assim que eu cheguei era um pouco difícil compreender o que eles diziam.
Mas logo, logo, graças a meus estudos de flóbitos, consegui aprender
uma porção das línguas que eles falam.
Ah, porque eles falam uma porção de línguas diferentes.
E como é que eles se entendem?
E quem foi que disse que eles se entendem?
Quer dizer, tem uns que entendem os outros, mas não é todo mundo,
não.
Eles vivem brigando muito, os grandes brigam com os pequenos o tempo todo e
então os bem pequenos começam a gritar e a gritar e é aí
que sai água das bolas que eles têm na cara.
Algumas pessoas de um lugar brigam com as pessoas de outro lugar e eles chamam
isso de guerra e então eles jogam uns nos outros umas coisas que destroem
tudo que eles passam um tempão fazendo. E até destroem eles mesmos.
É muito difícil explicar esta tal de guerra
porque eu também não entendi. Não sei direito pra que é
que serve esta tal de guerra. Acho que é pra gastar as tais coisas que
eles jogam uns nos outros e que eles fabricam em grandes quantidades e que fazem
as cidades ficarem cada vez mais fedorentas.
Eles gostam muito de jogar coisas uns nos outros.
Tem até uma festa que eles chamam Carnaval e eles jogam pedacinhos de
umas coisas coloridas uns nos outros, enquanto ficam gritando muito.
Essas coisas coloridas sujam muito e então vem uns freguetes que recolhem
toda aquela sujeira e jogam num lugar onde eles guardam uma porção
de porcarias que ninguém quer.
E embora ninguém queira eles ficam o tempo todo fabricando essas porcarias.
Eu poderia ainda contar muitas coisas sobre este planeta.
Mas como eu não entendi quase nada, acho que não adianta muito.
Recomendo, por isso uma nova visita ao planeta, ,mas com muito cuidado, por
um grupo especializado em planetas de alto risco.
Pois este planeta, que é chamado por seus freguetes de Terra ´-e
incrivelmente semelhante ao planeta Flórides do sistema Flíbito,
que se desintegrou, na era Flatônica, não se sabe por que, mas,
que nessa ocasião desprendeu grandes nuvens de fumaça em forma
de cogumelos...
Uns pelos outros
Isso aconteceu há muitos anos, quando as cidades
começaram a ficar tão cheias de gente que ir de um lugar para
o outro se tornou um problema.
Eu morava em São Paulo, que nesta época já tinha 20 milhões
de habitantes, e mesmo o metrô com suas 27 linhas principais não
dava conta de transportar todo mundo.
Nas avenidas auxiliares, aquelas enormes avenidas que o prefeito eleito em 1996
construiu, e que têm 18 faixas de rodagem, o trânsito ás
vezes ficava parado 5, 6 horas, de maneira que as pessoas faziam de tudo dentro
dos carros: liam, faziam a barba, estudavam, jogavam batalha naval, faziam tricô,
jogavam xadrez, faziam de tudo!
Nas ruas secundárias as pessoas desciam dos carros,
dançavam, faziam cooper, ginástica, balé, lutavam caratê...
A gente tinha que ficar o dia inteiro abrindo a porta, que toda hora tinha alguém
pedindo pra usar o banheiro, beber água, ou pedindo um comprimido pra
dor de cabeça.
Então, não sei bem quem foi que encontrou uma maneira de facilitar
algumas tarefas, ou se foram várias pessoas ao mesmo tempo, que tiveram
a mesma idéia.
O que eu sei é que todo mundo começou a trocar os encargos, uns
com os outros, que era pra facilitar as coisas.
No começo facilitava, mesmo!
A gente telefonava pro amigo e pedia:
- Será que dá pra você pagar a mensalidade da minha escola
que é aí pertinho?
E o outro respondia:
- Está bem, eu pago, mas será que dava pra você ir ao aniversário
do Alaor, que é aí juntinho da sua casa?
Até que funcionava!
Ás vezes vinham uns pedidos meio chatos:
- Você pode visitar minha sogra, por favor, que ela está doente,
precisa de companhia? Ela mora mesmo no seu prédio. Como era um pedido
meio chato lá vinha outro pedido chato de volta:
- Tudo bem, deste que você vá ao enterro do Dr. Genivaldo que é
aí na sua esquina.
Mas tinha gente que pedia pra gente umas coisas absurdas:
- Será que dava pra você ir ao dentista por mim, enquanto eu vou
comer uma pizza aqui na esquina pra você?
Aí não dava, é ou não é?
Ou então:
- Olha, vai fazer exame na escola pra mim que eu vou ao cinema pra você.
No começo, quando as pessoas pediam essas coisas, a gente recusava, naturalmente.
Mas com o tempo foi ficando tão difícil a gente se movimentar
que as pessoas foram concordando em fazer a tarefa dos outros.
Tinha gente que substituía os amigos no trabalho, tinha gente que namorava
a namorada dos amigos, diz que teve um que até fez operação
de apendicite no lugar de um primo...
Mas aí a coisa começou a encrencar.
Porque tinha gente que era reprovada pelo outro, o outro ficava danado!
Tinha gente que namorava o namorado do outro e não devolvia. Tinha gente
que pegava catapora, quando estava fazendo a tarefa dos outros e pedia indenização
porque dizia que isso não estava na combinação.
E a coisa começou a ficar preta no dia que as pessoas começaram
a se aproveitar da confusão.
Teve gente que tirou dinheiro do banco e não devolveu nunca mais, e teve
até um espertinho que assumiu o comendo do 28° exército no
lugar do General Durão e era pra ficar só um ou dois dias e ele
não queria sair mais.
Mas o cúmulo, mesmo, foi no dia em que um tal de
Generalino Caradura chegou cedo no palácio do Governo, e foi dizendo
que o Presidente tinha telefonado pra ele, e tinha pedido que ele ficasse na
presidência por uns tempos, que ele estava muito gripado, e que Brasília
era muito longe, p trânsito estava impossível e coisa e tal...
E depois que ele entrou no palácio, quem disse que ele saía?
Mas nunca mais!
Ele inventava que agora não podia, porque estava resolvendo umas coisas
importantes, que agora não podia, porque ia receber uma visita de fora,
que agora não podia por isso, por aquilo, por aquiloutro.
Esse cara ficou no palácio durante anos, e só
saiu quando soube que tinha um cara na casa dele morando com a mulher dele,
gastando o dinheiro dele, e o pior, usando o carro dele, que era feito sob encomenda
nas oficinas especializadas de Cochabamba.
Essas coisas hoje em dia já são raras...
E agora vocês me desculpem. Tenho muito o que fazer.
Tenho que jogar uma partida de futebol para o meu sobrinho, enquanto ele experimenta
meu vestido na costureira...
Quando a escola é de vidro
Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas
fossem daquele jeito.
Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...
Eu ia pra escola todos os dias de manhã e quando chagava, logo, logo,
eu tinha que me meter no vidro.
É, no vidro!
Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho
de cada um, não!
O vidro dependia da classe em que a gente estudava.
Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de
um tamanho.
Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.
E assim, os vidros iam crescendo á medida em que você ia passando
de ano.
Se não passasse de ano era um horror.
Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado.
Coubesse ou não coubesse.
Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos
vidros.
E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.
Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram
pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.
Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe,
ás vezes até batiam no professor.
Ele ficava louco da vida e atarrachava a tampa com força, que era pra
não sair mais.
A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores
não entendiam o que a gente falava...
As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.
Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não
cabia nos vidros, se respiravam direito...
A gente só podia respirar direito na hora do recreio
ou na aula de educação física.
Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava
a correr, a gritar, a bater uns nos outros.
As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. e na aula de educação
física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem
livres, não tinha jeito nenhum para Educação Física.
Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até
em casa.
E alguns meninos também.
Estes eram os mais tristes de todos.
Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada á toa, uma
tristeza!
Se agente reclamava?
Alguns reclamavam.
E então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia ser assim o
resto da vida.
Uma professora, que eu tinha, dizia que ela sempre tinha usado vidro, até
pra dormir, por isso que ela tinha boa postura.
Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas
não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer a vontade.
Então a professora respondeu que era mentira, que isso era conversa de
comunistas. Ou até coisa pior...
Tinha menino que tinha até de sair da escola porque
não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando
saíam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se
estivessem tão acostumados que até estranhavam sair dos vidros.
Mas uma vez, veio para minha escola um menino, que parece que era favelado,
carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que é
pobre.
Aí não tinha vidro pra botar esse menino.
Então os professores acharam que não fazia mal não, já
que ele não pagava a escola mesmo...
Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou
a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.
O engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o
Firuli respondia perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais
engraçado...
E os professores não gostavam nada disso...
Afinal, o Firuli podia ser um mal exemplo pra nós...
E nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna
esticada, quando queria ele espreguiçava, e até mesmo que gozava
a cara da gente que vivia preso.
Então um dia um menino da minha classe falou que também não
ia entrar no vidro.
Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e
ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.
Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro
também:
- Se o Firuli pode por que é que nós não podemos?
Mas Dona Demência não era sopa.
Deu um coque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro...
Já no outro dia a coisa tinha engrossado.
Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.
Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar
seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola.
Seu Hermenegildo chegou muito desconfiado:
- Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo
esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo!
A gente não sabia o que é que queria dizer fomentada, mas entendeu
muito bem que ele estava falando mal do Firuli.
E seu Hermenegildo não conversou mais. Começou a pegar as meninos
um por um e enfiar á força dentro dos vidros.
Mas nós estávamos loucos para sair também,
e pra cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro - já tinha dois
fora.
E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era pra ele não
pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.
E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais dona Demência
já estava na janela gritando - SOCORRO! VÂNDALOS! BÀRBAROS!
(pra ela bárbaro era xingação).
Chamem o Bombeiro, o exército da Salvação, a Polícia
Feminina...
Os professores das outras classes mandaram cada um, um
aluno para ver o que estava acontecendo.
E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6° série
todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.
Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram
a cair e a quebrar.
Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo
pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.
Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e
que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria tudo de novo.
Então diante disso seu Hermenegildo pensou um pocadinho,
e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas
que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças
gostavam muito mais.
E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar
um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora
ia se chamar Escola Experimental.
Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda
disse timidamente:
- Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso...
Seu Hermenegildo não se pertubou:
- Não tem importância. Agente começa experimentando isso.
Depois a gente experimenta outras coisas...
E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.
Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar...