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Lordose

COLUNA LOMBAR SUAS CAUSAS E SEUS SINTOMAS

A IMPORTANCIA DO DIAGNÓSTICO

A coluna é formada por uma série de trinta e três a trinta e quatro pequenos ossos superpostos chamados vértebras, separados uns dos outros por vinte e três discos unidos por fortes ligamentos e trinta e um pares de nervos espinhosos.

As vértebras sacrais e coccígenas são fundidas em peça única não apresentando disco intervertebral. Existem cento e quarenta músculos ligados à coluna, um grande número de ligamentos e tendões.

A coluna vertebral é dividida em 5 regiões, sendo:

Cervical com sete vértebras, torácica com 12 vértebras, lombar com cinco vértebras, sacral com cinco vértebras podendo variar de quatro a seis e o coccígenas com quatro vértebras rudimentares podendo variar de cinco a três.

Nas três regiões mais craniais da coluna as vértebras permanecem distintas durante toda a vida e são conhecidas como vértebras verdadeiras ou móveis; as da região sacral e coccígena, por outro lado, são denominadas vértebras falsas ou fixas, pelo fato de estarem unidas entre si no adulto para formar dois ossos, cinco formando o sacro, e quatro o osso terminal ou cóccix.

Uma vértebra típica constitui-se de duas partes essenciais: um segmento ventral, o corpo, e uma parte dorsal o arco vertebral, que envolve o forame vertebral.

Quando os corpos das vértebras estão unidos ou articulados por meio de discos fibrocartilaginosos intervertebrais, vêm formar um potente pilar para sustentar a cabeça e o tronco.

Localizados entre o arco vertebral (lâmina e pedículos) e o corpo vertebral está o forame vertebral, que forma através da justaposição das vértebras e discos um tubo, o canal vertebral. De cada lado, e localizado entre os pedículos, está o forame de conjugação. Dentro do canal vertebral, está o sistema nervoso. Na região lombar-sacra, ele é constituído pela cauda eqüina e dentro dos forames de conjugação estão as raízes nervosas.

O corpo vertebral é a porção mais volumosa da vértebra, constituído basicamente de tecido ósseo esponjoso. Entre um corpo vertebral e outro, temos o disco intervertebral que serve como um sistema hidráulico completo que absorve choques e ajuda a distribuir a carga de maneira suave e uniforme.

Os dois componentes básicos do disco são, o anel fibroso, externamente e o núcleo pulposo, internamente.

O núcleo pulposo é um gel semifluido compreendendo de 40% a 60% do disco. Sua composição tem de 70% a 90% de água, com o proteoglicano constituindo 65% do peso seco e o colágeno 20% do peso seco. O núcleo pode ser deformado sob pressão, participando na absorção de choques e equilibrando essas cargas.

A coluna, na sua porção lombo-sacra é constituída por vértebras, pelo osso sacro e pelo cóccix. As vértebras relacionam-se entre si através das articulações interapofisárias, na porção posterior, e dos discos intervertebrais, na porção anterior. Elementos importantes são os ligamentos, composto pelo supraespinhoso, o interespinhoso e o amarelo, posteriormente, e os longitudinais anterior e posterior, na porção anterior da coluna.

Os músculos que atuam sobre a coluna lombar podem ter suas inserções na coluna, denominados intrínsecos ou extrínsecos ou, fora dela como alguns músculos pélvicos.

A dor lombar é uma entidade comum em adultos acometendo adolescentes e em menor proporção crianças. Entre os distúrbios dolorosos que acometem o homem é muito freqüente, com incidência apenas menor que a cefaléia. A incidência é de aproximadamente 5 % ao ano, sendo que em alguma fase da vida 80% dos indivíduos terão dor lombar. Ela é classificada em aguda e crônica. É considerada aguda quando apresenta duração inferior a um mês e resultante de uma patologia médica destituída de gravidade. Caso a dor persistir por até ou mais de seis meses, é considerada crônica e representa 1% a 5% dos casos. Quando ocorrer compressão de nervos das regiões lombares e sacras esta situação denomina-se ciática, sendo observada em até 40% dos indivíduos ao longo da vida.

Em 85% dos pacientes, o diagnóstico é sindrômico, ou seja, a estrutura responsável pela dor da coluna não é identificada.

Entre as principais causas de dor aguda temos: hérnia de disco, fraturas de corpos vertebrais, estiramento muscular ou ligamentar e doenças das articulações interapofisárias posteriores. Estas dores poderão em sua evolução se cronificar.

As dores crônicas são de várias causas e entre as mesmas temos:

Hérnia de disco da Coluna Lombar

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Hérnia de disco da Coluna Lombar

A hérnia consiste na migração do núcleo pulposo com fragmento do anel fibroso para o interior do canal vertebral. Esta herniação provoca dor quando há comprometimento de alguma raiz nervosa ou saco tecal.

O comprometimento neurológico pode ocorrer por compressão mecânica ou secundariamente ao processo inflamatório com edema da estruturas nervosas.

Discartrose da coluna lombar

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Discartrose da coluna lombar

Mestastases em Coluna Dorsal

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Mestastases em Coluna Dorsal

Espoliose Associado a Espondilolistese da Coluna Lombar

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Espoliose Associado a Espondilolistese da Coluna Lombar

É importante salientar que doenças em estruturas nas proximidades da coluna também podem causar dor na região lombar, como observado nas seguintes doenças:

Aneurisma de aorta
Úlcera duodenal perfurada
Pancreatite aguda
Calculose renal
Doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa, ileíte regional), ginecológicas (endometrioses, útero retrovertido, tensão pré-menstrual) prostatite
Doenças inflamatórias pélvicas.

Aneurisma Discecante da Aorta em um paciente com Dor Lombar

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Aneurisma Discecante da Aorta em um paciente com Dor Lombar

Alguns fatores contribuem para a dificuldade na abordagem das lombalgias e lombociatalgias tais como: Incompatibilidade entre os achados clínicos e os exames de imagem, dificuldade em se determinar o local que deu origem à dor, em parte decorrente da complexidade da inervação da região, as contraturas musculares não se acompanham de uma lesão demonstrável ao exame histológico, dificuldade na interpretação dos fenômenos dolorosos.

É importante conscientizar o paciente dos fatores de risco que podem promover dor de coluna, dos quais destacamos os principais: Idade, estilo de vida (vida sedentária e tabagismo), exercícios inapropriados ou a não realização dos mesmos, sobrepeso e obesidade, desobediência às regras básicas de postura e já ter apresentado dor previamente.

DIAGNÓSTICO

É importante ressaltar que em aproximadamente 80% dos casos o diagnóstico se estabelecepor meio de uma avaliação clínica do paciente, que inclui história clínica completa, antecedentes pessoais, familiares e psicológicos, interrogatório sobre os diversos aparelhos e exame físico completo, exame do aparelho locomotor inclusive o exame neurológico.

Os principais fatores envolvidos na "síndrome da dor lombar" são a fraqueza muscular, principalmente na região abdominal e a baixa flexibilidade articular no dorso e nos membros inferiores.

O médico deve permanecer atento para os sinais relacionados a dor lombar de origem psicossomática.

Nessa situação deve-se ter em consideração os seguintes aspectos:

A irradiação da dor não apresenta uma distribuição anatômica correspondente à raiz nervosa comprometida
Exame físico de dor lombar, que caracteriza simulação
Discrepância na pesquisa de sinais de compressão nervosa, estando o paciente sentado ou deitado.

A POSTURA E SEU DESENVOLVIMENTO

No plano sagital a coluna vertebral apresenta várias curvas que correspondem às suas diferentes regiões, denominadas cervical, torácica, lombar e pélvica. A curva lombar é mais marcada na mulher do que no homem; inicia-se no meio da última vértebra torácica e termina no ângulo sacrovertebral.

É convexa ventralmente, com convexidade das três vértebras mais caudais bem maior do que das duas craniais. As curvas torácica e pélvicas são denominadas curvas primárias, pois só elas estão presentes na vida fetal. A cervical e a lombar são curvas de compensação ou secundárias, e aparecem depois do nascimento, a primeira quando a criança já pode sustentar a cabeça (aos três ou quatro meses) e sentar-se ereta (aos nove meses), e a segunda aos doze ou dezoito meses, quando a criança começa a andar.

A coluna lombar tem a características de suportar uma carga extremamente alta, devido a superposição do peso do corpo com forças adicionais como levantamento de pesos e outras atividades que envolvem forças de potentes grupos musculares.As vértebras lombares são as mais freqüentemente envolvidas nos processos dolorosos; por suportarem a maior da carga do corpo.

A carga que a coluna lombar suporta também está relacionada ao alinhamento da coluna, seja no plano sagital, em que o grau da lordose varia de acordo com o biótipo, com a ação dos músculos lombares e abdominais e eventuais desvios. A coluna lombar, funcionalmente, está intimamente relacionada com os movimentos das articulações coxofemorais, assim como o posicionamento da pélvis.

AVALIAÇÃO

A avaliação da hiperlordose lombar é feita no plano sagital. O avaliado fica de lado para o avaliador. Observar o aumento da curva lombar e anteversão da pelve. O exame dos movimentos da coluna lombar é mais complexo do que aparenta e tem sido descrito na maioria dos textos de semiologia. A amplitude da flexão na coluna lombar varia de 40° a 60°, a extensão de 20° a 35°, a inclinação lateral de 15° a 20° e a rotação de 3° a 18°. Deve-se considerar a avaliação da amplitude dos diferentes movimentos da coluna lombar, o aparecimento de dor espasmo muscular, rigidez e bloqueio.

Durante o exame do movimento de flexão do tronco, deve ser avaliado se este está sendo realizado na coluna lombar, pois se é possível tocar o solo com as mãos sem que haja movimento nesse segmento vertebral. Durante a realização do movimento, deve ser observado se ocorre inversão da lordose lombar, cuja concavidade inicial em situações normais apresenta forma convexa no final do movimento.

A mobilidade da coluna lombar deve ser pesquisada. Na flexão, o paciente inclina-se anteriormente o mais que puder, tentando tocar os pés, mantendo os joelhos entendidos. Nesse movimento, o ligamento longitudinal anterior é relaxado e o complexo ligamentar posterior (ligamento longitudinal posterior, ligamento amarelo, ligamento supra e espinhoso) é tencionado. A postura em hipercifose torácica geralmente vem acompanhada de contratura da musculatura dos isquitibiais, como mostrado pela limitação da elevação da perna esticada e na habilidade de tocar o solo na flexão ventral da coluna.

A limitação do movimento de flexão ou aparecimento de dor é freqüentemente devido à irritação do nervo ciático por hérnia de disco, mas pode ocorrer em outras situações. Por outro lado, a dor ocasionada pela extensão pode ser também um achado não específico, mas está intimamente relacionada com espondilólise ou espondilolistese nos pacientes jovens e estenose do canal e artrose facetaria nos mais idosos.

A observação da maneira como o movimento de retorno à posição ereta é realizado após a flexão é também muito importante. Deve ser observado se o paciente realiza o movimento de modo suave, ou se inicialmente estende a coluna lombar e fixa-a na posição de lordose para, a seguir, realizar a extensão dos quadris até alcançar a posição ereta. Esse modo de realizar o movimento pode ser observado em pacientes que apresentam artrose das facetas articulares.

TRATAMENTO

Os exercícios de força e flexibilidade são comumente prescritos para prevenir e reabilitar um indivíduo com esta patologia. A utilização de exercícios contra resistência, se realizado de forma adequada, tal treinamento proporciona um excelente meio de fortalecimento dos músculos do abdome e da região lombar, de modo a sustentar e proteger a coluna vertebral. Entretanto, como freqüentemente ocorre, muitos indivíduos que tentam ganhar força muito rapidamente podem realizar exercícios de forma errada como resultado grupos musculares adicionais são recrutados, a coluna vertebral é alinhada de forma inadequada, principalmente com arqueamento da região lombar, o que coloca uma sobrecarga nessa região.

Um exercício a princípio simples, como um abdominal se feito inadequadamente com os membros inferiores estendidos, a região lombar arqueada e a cabeça para trás, pode impor uma sobrecarga muito grande à região lombar (abdominais devem ser sempre realizados com os joelhos flexionados e o queixo no peito).

Exercícios de extensão ou flexão de braços com pesos, se realizados com hiperextensão excessiva da região lombar, podem causar uma sobrecarga muscular ou pressão na coluna vertebral, podendo desencadear dor nesta região.

Entre os objetivos de tratamentos podemos incluir fortalecimento da musculatura abdominal, pois a mesma estando fortalecida leva a menor sobrecarga lombar.

Fortalecimento da musculatura paravertebral, fortalecimento da musculatura glútea, fortalecimento da musculatura da coxa e perna, alongamento da musculatura paravertebral, alongamento do quadríceps, alongamento dos ísquio tibiais, alongamento do tríceps sural, orientar quanto a necessidade do alongamento logo ao acordar, antes das atividade física, a necessidade de praticar atividade física regular, correção da postura, correção do modo de deitar e sobre o modo de carregar peso.

JOSÉ VALINTIN LACERDA

REFERÊNCIAS

COHEN, M.; ABDALLA, J. R. Lesões no esporte – Diagnostico Preventivo - Tratamento. 1.ed. Reviver, 2003.
MIRANDA, E. BASES DE ANATOMIA E CINESIOLOGIA. 2. ed., São Paulo: Sprint, 2000.
NIEMAN, C. D., DR. P. H. Exercício e Saúde. 1. ed., Manole, 1999.
NITTA, L.; SILVA, L. P. Avaliação da Imersão em pacientes com hérnia discal lombar. Disponível em <http://www.interfisio/coluna lombar.> acesso em: 4 nov. 2006.
OSVANDIÉLI, F. B. E. P. T. Exame Físico em Ortopedia. 1. ed., Souvies, 2001.

Fonte: www.irmaosdami.org.br

Lordose

Boa postura ou má postura?

Adotar a primeira atitude com disciplina pode significar uma vida melhor, sem dores nas costas.

Embora a coluna seja a principal vítima da má postura, muitos outros problemas podem decorrer deste hábito incorreto. Ter uma boa postura significa usar o corpo corretamente em toda e qualquer atividade da vida diária.

Agindo dessa maneira, a pessoa acaba fazendo menor esforço no trabalho, nas atividades físicas, e nos outros afazeres do dia-a-dia.

Porém, com a má postura, o organismo vai ter que se adaptar pra fazer determinada atividade ou movimento. “Por exemplo: se temos uma dor nas costas e precisamos carregar um peso, acabamos fazendo do  jeito que dá. Inconscientemente o cérebro acha uma forma de realizar a tarefa sem dor e/ou com menor dor possível. E exatamente por isso,  não damos conta dos problemas que a má postura provocará a longo prazo”, explicam as fisioterapeutas Claudia Varela Calderero e Lílian Carreira.

A má postura, segundo elas, torna o corpo mais suscetível às agressões externas. Com o passar do tempo é cada vez menor a capacidade da pessoa realizar as tarefas que  conseguia  no passado com eficiência, uma vez que usou  o corpo de maneira incorreta.

Neste momento então, surge a dor, como  aviso claro de que algo está errado, que os problemas de coluna começam a incomodar e a exigir um tratamento imediato. As dores mais comuns são as ciáticas, das hérnias de disco e os torcicolos.

Prevenção

Há um problema cultural no que diz respeito à prevenção. A única motivação que faz com que todas as pessoas e, principalmente os pais procurem ajuda especializada, é quando eles percebem que seu filho ou sua filha está com algum problema estético visível. Esta constatação é que leva pai e mãe a procurarem ajuda da fisioterapia. “Felizmente a correção desses problemas fica mais fácil em crianças. Ela é feita com sucesso”, diz Cláudia Varela, especialista em Reeducação Postural Global (RPG).

Lílian Carreira ressalta a necessidade de se buscar informações para saber que tipos de movimentos são agressivos ao corpo. A informação é o melhor remédio para que a pessoa possa se cuidar mais com relação à postura. Fazendo isso, certamente terá uma melhor qualidade de vida”.

Questão cultural

Claudia e Lílian falam como uma dupla bem afinada e com a autoridade de quem está sempre fazendo cursos de aperfeiçoamento na especialidade criada pelo francês Philippe Souchard. “A questão cultural é importante na manutenção de uma postura correta. A gente nota que as pessoas idosas têm maior dificuldade em manter postura correta, até por conta de um pudor muito rígido que ostentam.

Se a gente quer ensinar um movimento correto para um idoso e diz que ele (a) vai ter que arrebitar o bumbum, aí tudo fica complicado. Mostramos que é a bacia que tem que realizar este movimento, e não a coluna, mas para eles é complicado ter esta consciência corporal do movimento. Aí  acabam realizando com a coluna o que era para ser executado com a bacia. Resultado: os problemas se agravam”.

Quando se fala em questão cultural, as fisioterapeutas citam também os orientais. “É comum ouvir dizer que eles não têm bumbum. Mas não é isso. A questão é que os orientais andam com a bacia encaixada. Portanto,  não realizam os movimentos de quadril, que em geral encontram-se rígidos, e utilizam-se da coluna lombar para esforços em que o movimento seria melhor realizado com o quadril.

O padrão atual de beleza ocidental, de certa forma , acaba obrigando a sociedade ocidental a andar com o bumbum encaixado. Isso para evitar  o aparecimento da barriga pronunciada. E aí surgem os problemas de coluna lombar. Quando se valorizava o bumbum e todo mundo andava com ele arrebitado, as dores lombares eram menos comuns, já que a bacia era movimentada. Hoje acontece o contrário.

Mas é a barriga? Ela tem a ver com a coluna?

Determinado tipo de barriga sim. Para saber se a barriga é provocada pela curvatura, é preciso descobrir se foi um problema de coluna lombar que jogou a barriga anteriormente ou o peso da barriga que puxou a coluna lombar em hiper-lordose. Agora, de fato, o mau posicionamento da coluna lombar e da bacia joga a barriga pra frente. Se houver uma correção da bacia e da coluna lombar, então é possível haver uma redução da barriga. Caso contrário, não há academia que dê jeito.

O corpo

Cláudia observa que “o corpo funciona como um empilhar de blocos. “A gente tem uma densidade que se adequa ao organismo em função da gravidade.

Por exemplo: a cabeça vai posicionar-se um pouquinho mais pra frente. Por conseqüência a coluna dorsal tem que ir um pouco mais atrás...pra se ter um jogo de pesos. Se esse bloco é desalinhado numa determinada região,  o próximo bloco tem que ser empilhado um pouquinho mais atrás para permitir que o corpo permaneça em pé, como nos casos das gestantes.

Uma grávida de nove meses tem a barriga projetada para frente. Desta forma, ela joga a coluna dorsal pra trás, para poder garantir o equilíbrio. Isso é automático, dentro daquilo que se convencionou chamar de funções hegemônicas. Isso significa que o cérebro vai fazer qualquer coisa para manter essas funções que são consideradas vitais como o olhar horizontal.

O cérebro vai fazer qualquer coisa para garantir a visão e o olhar na horizontal, porque assim fica fácil para ele processar as imagens. São esses jogos contra a gravidade que as pessoas vão fazendo automaticamente, e sem perceber.

Outro exemplo claro é a função respiratória. Se a pessoa tem adenóide ou algumas obstruções em vias aéreas superiores, ela usa a respiração bucal.

Automaticamente a pessoa vai fazer uma projeção da cabeça, para tentar buscar o ar, fazer com que a canalização facilite a busca do ar que  precisa para captar o oxigênio.

A mudança completa da postura acaba permanecendo, mesmo que a pessoa faça cirurgia e recupere a respiração nasal. Para que a cirurgia surta o efeito desejado, o paciente precisa corrigir a postura anterior, porque a função hegemônica, se não trabalhada, pode fazer com que o paciente continue com o mesmo esforço que já foi automatizado no cérebro quando havia a obstrução. Daí  a importância da postura, que não se aplica apenas à coluna.

A maioria dos problemas provocados pela má postura são reversíveis. Entretanto, existem algumas patologias reumáticas em que a coluna se fixa numa determinada posição, tornando quase impossível colocá-la em perfeição ortostática.

A prevenção, via RPG

A Reeducação Postural Global (RPG)  foi criada em 1980 pelo físico e fisioterapeuta francês Philippe Souchard, que inclusive veio pessoalmente ao Brasil lançar o primeiro Instituto de RPG do país.

Objetivo: formar RPGistas. Philippe define o conceito da Reeducação Postural Global (RPG), como “uma modelagem humana”. Veio e ficou entusiasmado com a expansão da RPG no Brasil, que tem metade dos adeptos da técnica existentes no mundo. Dos 8 mil RPGistas existentes em vários países até 2005, metade estavam no Brasil.

Na avaliação de Philippe Souchard “isso se deve ao modo de trabalhar do brasileiro, que tem grande facilidade para o aspecto manual. Além disso, RPG é uma técnica complicada, onde sempre precisa se dar um jeitinho nas coisas e o brasileiro sabe muito bem o que significa isso”.

A RPG é indicada para todas as patologias tratadas pela fisioterapia. Mas o seu criador lamenta que existam por aí muita gente que aplica a técnica sem nenhum preparo, o que é perigoso “”.

A RPG , segundo seu criador “propõe trabalhar toda a cadeia muscular para tratar problemas dos pacientes, sempre com a visão global do corpo. A essência do tratamento com RPG é a reeducação do corpo.

Exemplo: “quando sofremos uma contusão, a primeira reação é fazer com que o corpo tente proteger a lesão para não sentirmos dor. Por isso, criamos automaticamente, um mecanismo de compensação para evitar o problema inicial. É o que acontece quando torcemos o tornozelo. Para não termos dores, enrijecemos a musculatura e transferimos para a outra  perna o apoio corporal e mancamos. Com isso, criamos uma série de compensações em todo o corpo”.

O princípio básico não visa apenas atender pacientes que estejam sentindo dor, mas também aqueles que buscam encontrar um melhor equilíbrio e viver em harmonia com  o corpo”.

Tratamentos disponíveis

Hipnose – Ajuda a solucionar dores nas costas, de origem psicossomática. É o caso de pessoas que “carregam o mundo nas costas”, ou seja, chama para si todas as responsabilidades de quem está próximo. A hipnose ajuda a desmontar  emoções negativas, que provocam tensões e dores.
Reeducação Postural Global (RPG)
-  Terapia individual onde o paciente realiza seis posturas básicas para alongamento e correção de posturas, sob orientação de um fisioterapeuta.
Massagem de Esalen
– Esta técnica consiste em toques manuais suaves e profundos com a finalidade de desbloquear pontos de tensão.
Quiroprática
– Técnica de manipulação da coluna usada no Oriente. Usando as mãos  e os cotovelos, o especialista realinha as vértebras deslocadas.
Rolfing
– Método de educação postural e integração estrutural por meio de vigorosas massagens manuais. A técnica pro0move o alinhamento da coluna, proporciona liberdade de movimentos e harmoniza a musculatura corporal.
Shiatsu
– A técnica de massagem manual japonesa não é indicada em distúrbios agudos da coluna, caso, por exemplo, de hérnia de disco. Mas pode ser útil em dores causadas pós-tensão nervosa.
Acupuntura
– Segundo os autores B. Auteroche, Xie Zhufan, Leon Chaitow, Giovanni Maciocia e Ysao Yamamura a Acupuntura é uma técnica da medicina chinesa  que se baseia na inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, que são desse modo estimulados. Este processo leva à liberação de substâncias como as endorfinas, de modo a promover a cura de determinadas doenças e, principalmente, alívio da dor, restabelecendo o equilíbrio energético do organismo.

Principais desvios de postura

Lordose – É o aumento anormal da curva lombar, levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. A dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna, como ficar em pé por muito tempo.
Cifose
– É um aumento anormal da concavidade posterior da coluna dorsal, sendo as causas mais importantes dessa deformidade à má postura e o condicionamento físico insuficiente. Uma pessoa que tem cifose acentuada é conhecida como “corcunda”. As dores ocorrem na parte de cima das costas, na região torácica.
Escoliose
– É o desvio anormal da curvatura lateral da coluna vertebral. A progressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e da magnitude do ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, período no qual a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior. A escoliose provoca uma compressão na região pulmonar, o que faz com que os pacientes reclamem de “falta de ar”{.}

Messias Mendes

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Lordose

Desvios do eixo da coluna vertebral

Escoliose é o desvio da coluna no sentido lateral e rotacional. Assim, temos a formação de gibosidade vertebral (corcunda) na região toráxica. O desvio rotacional pode ser visto radiologicamente pela assimetria dos pedículos vertebrais e a lateralização da coluna é feita pelo deslocamento a partir do seu eixo central, constituindo-se assim, de deformidades vista no sentido antero-posterior.

A escoliose pode estar compensada ou descompensada. A escoliose compensada apresenta os ombros no mesmo nível, revelando que a curva principal se equilibra com a curva compensatória. Curva principal é a curva responsável pela deformidade, e a curva compensatória ou secundária é aquela que busca a compensação para manter o tronco ereto.

As escolioses podem ter diversas etiologias. A mais comum é a idiopática ou escoliose do adolescente, que evolui durante o período de crescimento.

Costumeiramente tem uma curva em "S" e atinge o segmento dorsal e lombar com curvas leves e moderadas. Podemos ter ainda as escolioses congênitas, cujas causas são deformidades congênitas da coluna vertebral. Os principais exemplos estão nas agenesias vertebrais, hemi-vértebras e barras ósseas, constituindo-se em deformidades a partir da concepção, atingindo curvas severas de até 180º, quando a coluna processa uma curva completa sobre si mesma. Invariavelmente o tratamento é cirúrgico e precoce, buscando corrigir o defeito ósseo a partir do seu nascimento.

A paralisia de grupos musculares na sustentação da coluna são causadas pelas escolioses paralíticas. Observando-se o corpo humano pelas costas, a coluna vertebral normal apresenta-se reta, da cabeça até a região sacral. Quando a coluna se apresenta curva, no plano das costas, essa deformidade é denominada escoliose, sendo caracterizadas pela curva em "C" e pela hipotrofia muscular, causando assim, a queda lateral da c.v. Outros exemplos de escoliose são causadas por seqüelas de efeitos traumáticos, processos infecciosos, doença de Von-Recklin Gausen (doença pseudo tumoral de estrutura nervosa), as escolioses por doenças endócrinas, por seqüelas das osteosporoses, etc. Podemos ainda classificar as escolioses como funcionais e estruturais.

As funcionais são aquelas cujo desvio da coluna depende de alterações extrínsecas à mesma, como por exemplo o encurtamento com disparidade entre os membros inferiores, causando assim, um desvio do eixo da coluna pela variação de comprimento entre os dois membros.

As estruturais são aquelas em que a causa do desvio encontra-se localizada diretamente com as estruturas ósteo ligamentares vertebrais. Ainda devemos classificar as curvas das deformidades como móveis e rígidas. A importância dessa classificação se faz para o planejamento da correção cirúrgica da deformidade.

Durante a infância, a escoliose afeta meninos e meninas. Na fase adolescente, as meninas são 5 a 8 vezes mais afetadas pela escoliose. Entretanto, 90% dos casos de escoliose idiopáticas são devidos a acréscimos moderados da curvatura da coluna e, geralmente, não são contemplados com tratamento intensivo.

Durante a juventude, geralmente, a escoliose não apresenta processos de dor. Se a escoliose não for corrigida, na fase adulta,podem ocorrer dores nas costas.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos.

A cada aplicação ocorrerá uma redução nas curvaturas, nos pontos mais críticos, em um processo totalmente indolor. É recomendável que o emprego de MAGNASPINE(r) seja acompanhado por uma fisioterapia que vá adaptando a musculatura às novas posições alcançadas pela coluna. Entretanto, mesmo sem esse acompanhamento, MAGNASPINE(r) conseguira reduzir as curvaturas mas, obviamente, com um tempo maior. Neste caso seria recomendável um acompanhamento com natação.

IMPORTANTE: O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro: Costa Plana, Hérnia de disco.

O esforço de flexão ( Mf ), provocado pela força de tração ( Ft ), tende a "endireitar" o trecho curvo da coluna vertebral

Lordose
NORMAL

Lordose
ESCOLIOSE

Lordose
Coluna com escoliose

Lordose
Efeito da tração na coluna

Lordose
Coluna normal depois da tração

Cifose

São exageros da curvatura toráxica fora dos eixos dos limites fisiológicos. Várias etiologias podem ser causas de cifose na coluna vertebral. Assim, temos os defeitos congênitos, infecções, fraturas, doenças ósseas como a osteoporose e a doença de Scheuermann ou dorso curvo do adolescente.

A doença de Scheuermann se caracteriza pela necrose da epífise de crescimento dos corpos vertebrais constituintes do centro da curva dorsal (6ª a 9ª vértebra dorsal). Esta necrose ou morte da estrutura óssea epifisária, gera uma deformidade em acunhamento do corpo vertebral, fazendo com que haja uma acentuação da curvatura toráxica.

A causa dessa doença é desconhecida. Muitos autores relacionam com a hiper-pressão sobre a região dorsal em crianças rígidas com mal preparo músculo-ligamentar durante a fase de crescimento do esqueleto.

Lordose

Lordose

É o aumento anormal da curva lombar ou cervical levando a uma acentuação da lordose lombar ou cervical normal (hiperlordose).

Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose lombar).

A etiologia mais freqüente das hiperlordose são os distúrbios músculo-esquelético do ilíaco psoas e dos ísquios surais. Nas patologias ósseas, a freqüência maior está relacionada às espondilolisteses e pseudo-espondilolistese que produzem o deslizamento intervertebral freqüentemente localizados entre a 4ª e a 5ª lombar e a 5ª lombar e 1ª sacra.

Lordose

MAGNASPINE(r) aplica a tração ideal para esses objetivos, em um processo totalmente indolor. Nos casos de lordose, por exemplo, MAGNASPINE(r) tem apresentado resultados notáveis. Com apenas algumas aplicações ficam eliminadas as dores e a hiperlordose. Nos casos de cifose a resposta também tem sido muito boa com a eliminação de hérnias de disco na parte interna do tórax (região côncava).

Quando ocorrem deformidades com o aumento dessas curvaturas elas são chamadas de hipercifose (corcunda) e hiperlordose, respectivamente. Na grande maioria dos casos, a curvatura excessiva é de origem postural e pode ser corrigida com o emprego de uma força de tração e exercícios de correção de postura.

Em principio, desde que não haja doença nos ossos das vértebras, que não haja fissuras ou trincas nas vértebras, nem qualquer contra indicação de ordem medica, o emprego de uma força de tração na coluna poderá aliviar, ou mesmo eliminar, as possíveis dores, já que reduz as curvaturas nos seus pontos mais críticos.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO FISIOTERÁPICO

I. Manutenção e/ ou melhora da força muscular
II. Prevenção de deformidades (manutenção e/ ou ganho de amplitude articular)
III. Manutenção da funcionalidade
IV. Manutenção da capacidade vital

CONDUTA FISIOTERÁPICA

Cinesioterapia e Hidroterapia

A CINESIOTERAPIA tem como principais objetivos, manter e/ ou retardar a perda da força muscular e da capacidade respiratória, manter os graus de movimento das articulações e minimizar os encurtamentos musculares e suas conseqüências.

Ela consiste em exercícios de alongamento muscular, mobilização global, exercícios passivos, ativo - livre, ativo - assistido e exercícios respiratórios ( manobras de expansão pulmonar, inalação, tapotagem, vibração, drenagem postural, indução de tosse e os exercícios respiratórios propriamente ditos); são realizados nas diversas posturas: decúbito ventral (barriga para baixo), decúbito lateral (de lado), decúbito dorsal (barriga para cima), sentado, e de acordo com a fase em que o paciente se encontra.

IMPORTANTE

Os exercícios contra resistência (saquinhos de areia, pesos) não devem ser realizados pois isto pode fazer com que a musculatura entre em fadiga e acelere o processo de degeneração da fibra muscular.

Além disso, o posicionamento adequado e as adaptações para facilitar a realização das atividades de vida diária também são muito importantes para não acelerar a perda da força muscular e a instalação de contraturas e futuras deformidades ósseas. A indicação para o uso de goteira noturna também é um recurso utilizado que visa a manutenção do comprimento muscular.

O posicionamento inadequado dos segmentos corporais, nas diversas posturas e em todas as atividades do dia - a - dia, é um dos fatores que aceleram a instalação das deformidades ósseas. O posicionamento correto é elementar principalmente quando faz o uso de cadeira de rodas, pois a tendência é acomodar-se e com isso as deformidades na coluna e membros se estruturam com maior rapidez.

A HIDROTERAPIA realizada em piscina terapêutica é utilizada para manter a força muscular, a capacidade respiratória, as amplitudes articulares e evitar os encurtamentos musculares. Devido as propriedades físicas da água, a movimentação voluntária e adoção das diversas posturas podem ser facilitados e os exercícios de alongamento muscular podem ser realizados com alívio da dor.

Além disso, a liberdade de movimento proporciona alegria e satisfação, porque os pacientes são capazes de realizar atividades que podem não ser possíveis em terra devido a ação da gravidade. Na piscina terapêutica utiliza-se as propriedades físicas da água.

Efeitos terapêuticos da água:

Alívio da dor durante o alongamento muscular
Relaxamento muscular
Manutenção ou aumento do grau de movimentação das articulações
Reeducação de músculos comprometidos
Fortalecimento de músculos enfraquecidos
Aquisição e vivências de diversas posturas
Treino de marcha
Melhora das condições respiratórias
Reforço psicológico através da movimentação independente na água.

PARTE RESPIRATÓRIA

Os pacientes afetados apresentam uma dinâmica diferente, decorrente da fraqueza muscular e também devido a alterações da caixa torácica, causada pelo aparecimento da escoliose ( desvios de coluna).

Uma simples gripe pode repercutir de forma importante, pois a secreção produzida não é eliminada devido à debilitada musculatura expiratória, levando a uma diminuição da eficácia da tosse, além de prejudicar a movimentação completa do pulmão.

Por esta razão essa secreção acumulada facilita o desenvolvimento de bactérias causando infecção que quando não tratada adequadamente, acarreta complicações respiratórias graves.

Como citado acima, a escoliose (curvas anormais da coluna), que pode decorrer da fraqueza muscular, leva também à diminuição da expansibilidade pulmonar.

AVALIAÇÃO POSTURAL

A Avaliação Postural na Fisioterapia, tem como finalidade prevenir e futuramente corrigir possíveis alterações posturais existentes.Consiste em determinar e registrar, se possível através de fotografias, os desvios posturais ou atitudes posturais erradas dos indivíduos. Em primeiro lugar, para se caracterizar um desvio postural, deve-se ter o conhecimento do que é postura correta.

A boa postura é aquela que um indivíduo, em posição ostostática exige pequeno esforço da musculatura e dos ligamentos para se manter nessa posição. Representa um alinhamento dinâmico dos vários segmentos corporais, nas várias posições, de tal maneira que, cada segmento ocupe uma posição próxima à sua posição de "equilíbrio mecânico". Assim, ele encontra o melhor equilíbrio estático.

CINTURA ESCAPULAR

Protrusão (Rotação interna dos ombros)
Protração escapular
Retração escapular
Depressão escapular
Ombros assimétricos: elevação de ombro esquerdo direito
Encurtamento do trapézio

CINTURA PÉLVICA

Desvio de quadril
Assimetria de quadril
Protusão abdominal

MEMBROS INFERIORES

Joelhos genu flexo
Joelhos genu recurvato
Joelhos genu valgo
Joelhos genu varo
Pé abduto
Pé aduto
Pé valgo
Pé varo
Pé plano
Pé cavo
Pé calcâneo
Pé equino

Causas

Se você nunca se preocupou com a saúde das suas costas, adotando posturas erradas e movimentos inadequados, saiba que essas são as principais causas da dor nas costas.

Com o passar do tempo, vai ocorrendo um desgaste das articulações da coluna, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais (hérnia de disco) e à osteofitose (bico de papagaio).

Em um grande número de casos de dor nas costas, não se chega a um diagnóstico claro.

Geralmente, no decorrer do tempo, vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor: condicionamento físico deficiente, má postura, mecânica anormal dos movimentos, pequenos traumas, esforço repetitivo, etc..

Várias estruturas da coluna podem causar dor, incluindo os ligamentos que conectam as vértebras, fibras externas do disco intervertebral, músculos, vasos sanguíneos e raízes nervosas.

Fonte: www.wgate.com.br

Lordose

Deformidades na coluna merecem cuidados

Escoliose, lordose e cifose. Poucas pessoas sabem a diferença entre estes problemas que acometem a coluna vertebral. Bem mais freqüentes do que se imagina, estas deformidades da coluna, em geral, afetam principalmente os adolescentes e, quando não tratadas adequadamente, pouco se pode fazer para reverter o quadro.

O ortopedista Jorge Kriger explica que isto ocorre porque as deformidades da coluna se estruturam após o período de crescimento, dificultando assim o tratamento. A boa notícia é que raramente estas deformidades evoluem depois que se instalam.

O exemplo mais extremado da escoliose é o Corcunda de Notre Dame, conhecido personagem do romance homônimo do francês Vitor Hugo. A mais preocupante das deformidades da coluna na opinião do ortopedista Jorge Kriger, afeta principalmente os adolescentes. O médico lembra que, ao contrário da lordose e da cifose, que são causadas, na grande maioria das vezes, pela postura incorreta, a escoliose não tem uma causa conhecida.

ESCOLIOSE

É uma curvatura lateral da coluna, formando uma sinuosidade, em geral em forma de S. É mais comum em adolescentes, mas muitas vezes passa despercebida.

O também ortopedista Jorgean Grego lembra que, além da escoliose, existe ainda o desvio escoliótico. Este apresenta somente um desvio lateral da coluna, causado muitas vezes por espasmos musculares. "A escoliose propriamente dita, além do desvio lateral, também se caracteriza pela rotação da coluna.

A maneira mais correta para identificar uma escoliose é observar a variação da altura do ombro — se um ombro está caído em relação ao outro. A posição das escápulas (asas) também é determinante. Quando existe a escoliose, as escápulas ficam bem mais salientes. Em casos mais graves, observa-se ainda a diferença entre os membros inferiores. A bainha da calça ou o ato de mancar, mesmo que levemente, são sinais que devem ser levados em conta.

LORDOSE

É o aumento anormal da curva lombar levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco. Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose).

A flexão do tronco usualmente alivia a dor, de modo que a pessoa frequentemente prefere sentar ou deitar.

Toda pessoa tem lordose. Esta curvatura anterior na coluna lombar e cervical é, portanto, fisiológica. A anormalidade está na curvatura muito acentuada, gerando dor e alteração da postura. Os médicos consideram a lordose como deformidade, a chamada hiperlordose, quando a curva ultrapassa os 60 graus na coluna cervical e, dependendo do caso, entre 40 e 60 graus na coluna lombar.

Kriger ressalta, ainda, que a lordose é uma conseqüência da evolução do ser humano. "Quando o homem andava de quatro, não havia curvatura. A lordose apareceu depois que começamos a utilizar somente as pernas para nos locomovermos", explica. A causa principal da hiperlordose é a má postura. As mulheres, acostumadas ao uso do salto e a práticas físicas como o balé, são, portanto, as principais vítimas.

Jorgean lembra que a postura típica da pessoa com hiperlordose é a da mulher grávida. "Em geral, as grávidas jogam a coluna para trás na tentativa de compensar o peso da barriga", explica. Comumente, ressalta o médico, as mulheres acentuam a lordose depois da gravidez. Isto ocorre porque a musculatura permanece flácida, dificultando o retorno à postura normal.

Ainda segundo Jorgean, as brasileiras são mais acometidas pela hiperlordose devido a uma questão cultural. O culto ao corpo, em especial ao bumbum, faz com que muitas mulheres trabalhem mais a região glútea. Os exercícios feitos de forma inadequada acabam por sobrecarregar a musculatura lombar. "Por isso, toda atividade física deve ser feita com a musculatura abdominal contraída", recomenda.

Não existe tratamento específico para a hiperlordose. Os especialistas recomendam exercícios de alongamento e, mais na moda atualmente, a Reeducação Postural Global ou RPG. Mas somente para correção postural e alívio das dores musculares.

CIFOSE

Fisiológica assim como a lordose, a cifose somente é considerada uma deformidade quando a curva, localizada na coluna dorsal, fica por demais acentuada.

Kriger lembra que, neste caso, recebe o nome de dorso curvo juvenil, justamente por ser uma patologia típica da adolescência. A principal causa é, mais uma vez, a postura incorreta. Mas, como lembra Kriger, comumente acentuada por fatores psicológicos.

"A adolescente com seios acentuados tende a esconder suas mamas com uma postura retraída", explica, lembrando que as pessoas introspectivas também costumam assumir posição semelhante. Além dos ombros projetados para a frente, a pessoa com cifose acentuada também apresenta um dorso arredondado.

Após os 14/15 anos, não existe tratamento para o dorso curvo juvenil. Os médicos recomendam o uso do colete para curvaturas muito acentuadas, acima dos 40º graus. Cirurgia somente em casos raros. Novamente, a fisioterapia é indicada para a correção da postura e relaxamento da musculatura. Em idosos, ressalta Jorgean, a cifose acentuada pode estar associada à osteoporose.

Fonte: www1.unimed.com.br

Lordose

Neste processo, existe uma exagerada convexidade da coluna lombar dirigida para frente. Pode ser produzida por debilidade dos músculos lombares, por diferentes causas como a poliomielite e distrofia muscular, podendo produzir uma compensação por uma curva cifótica.

A lordose pode associar-se co um aumento do volume do abdome, como ocorre na obesidade, gravidez, ascites e hepatosplenomegalia. As vezes, pode se pode-se conservar uma forma exagerada de lordose lombar em anões e cretinos acondroplásicos.

Provavelmente, a causa mais freqüente de lordose simples postura defeituosa. Naqueles casos de lordose em que existe apenas o fator de postura defeituosa, o relaxamento do suporte muscular, não se apresentam grandes variedades nos corpos e espaços.

Lordose

A fisiologia nos ensinou que as curvas raquidianas não têm todas a mesma origem. As duas curvas primárias são fetais e devidas à estrutura cuneiforme anterior dos corpos vertebrais. As duas curvas secundárias são pós-natais. A curva cervical se instala no momento do parto, e a curva lombar, quando a criança passa da quadrupedia à posição vertical. Estas são, portanto, curvas de compensação. São devidas à modificação dos intervertebrais, que se tornaram cuneiformes para trás, mas, principalmente, ao equilíbrio das tensões musculares que as controlam.

O endireitamento do homem, sua passagem da quadrupedia para a posição bípede, modificou consideravelmente esse equilíbrio e criou nessas duas regiões uma instabilidade que nos persegue.

Deve haver consenso sobre o termo lordose. A lordose é um exagero permanente da curva fisiológica das colunas cervical e lombar, mas é uma correção da curva na região dorsal. Vamos encontrar aqui os dois casos.

A- Com a fisiologia, vimos que a posição pélvica e a curva lombar são inseparáveis. É isso que chamamos de “segmento fêmur-tronco”. No exame estático, sempre constatamos a associação de uma anterversão pélvica e uma postura em lordose lombar. Muito mais raro é encontrarmos retroversões pélvicas associadas a posturas em cifose lombar. Em ambos os casos, um dos desequilíbrios é a compensação do outro. Vamos deixar de lado a retroversão-cifose que, com raras exceções, é sempre uma deformidade estrutural.

A anterversão pélvica e a lordose lombar podem se inscrever em um processo ascendente ou em um descendente. Num dos casos, a anterversão pélvica é primária, no outro, a lordose lombar primária.

1- No processo ascendente, como a anterversão pélvica é primária, a lordose lombar é uma flexão lombar de compensação. Não é uma lordose.

A anterversão pélvica costuma ser a compensação de um desequilíbrio pode ser uma dupla modificação do ângulo de anteversão dos colos femurais, pode ser devido a apoios inadequados dos pés no chão. Dois pés planos-valgos levam os apoios para os bordos internos, isso leva os membros inferiores a uma rotação interna. Dois pés em apoio nos bordos externos, mais raro, levarão os membros inferiores a uma rotação externa. Duas rotações patelares externas das tíbias, nada raro, são compesadas, inevitavelmente, por duas rotações internas dos fêmures.

A anterversão pélvica pode ser uma fraqueza de sustentação dos músculos tônicos retroversores.

Ela sempre participa de uma postura astênica, que pode ter diversas causas: astenia moral, astenia de fadiga, astenia de envelhecimento, sobrecarga abdominal etc. Como essa tonicidade não é uma função consciente, a falta de tonicidade das fibras oblíquas do glúteo maior e dos piriformes é sempre difícil de combater.

2- A lordose lombar, responsável por uma anterversão pélvica de compensação em um processo descendente, pode Ter diversas causas. Citaremos aqui aquelas que achamos principais.

No quadrúpede, como as duas coxofemurais estão em uma posição de 90º, a bacia está em uma posição horizontal. Nosso endireitamento para a posição bípede se fez, sobretudo, por uma verticalização da cintura pélvica, que colocou os dois quadris em posição de extensão. Consequência disso foi o relaxamento dos extensores, mas com tensionamento dos flexores. A lordose fisiológica é assim devida à tensão desses flexores, ou seja, dos iliopsoas. Na estática, o ponto frágil do homem ereto é a falta de tonicidade dos glúteos e a tensão dos psoas. Sua tendência é a anterversão pélvica e a lordose lombar.

A essa tendência congênita pode-se acrescentar facilmente uma contratura das massas lombares e, sobretudo, uma retração da porção tônica do psoas. O músculo psoas, é bastante particular. Suas longas aponeuroses descendentes fazem dele um músculo de drenagem das toxinas e das reações infecciosas das cavidades abdominal e pélvica. Os abcessos tuberculosos lombares (Mal de Pott), por exemplo, não são puncionados na lombar, mas na dobra inguinal, na região do trocânter menor.

Isso costuma ser a causa de um estado inflamatório do músculo: a psoíte. A porção tônica do músculo, chamada de “porção transversa”, é constituída por um longo tendão localizado no interior da massa muscular. Ele recebe, a cada nível lombar, um feixe muscular da apófide transversa correspondente. A retração dessa porção tônica puxa assim as tranversas para baixo, imbricando as articulações interapofisários localizadas no mesmo nível.

Dessa forma, é fácil compreender que uma retração dos dois psoas resulta numa lordose.

A lordose lombar pode também ser devida a uma anomalia da transição da dobradiça lombo-sacra. Neste caso, ela é praticamente sempre dolorosa. A mais clássica é a espondilolistese por ruptura dos istmos (porção entre lâmina e apófise articular superior) de L5. Como estas rupturas são quase sempre congênitas, a terapia manual não pode grande coisa nesses casos.

3- No quadrúpede, a lordose cervical é maior, a cabeça fica em grande desequilíbrio anterior. Inversamente à coluna lombar, o endireitamento do homem reduziu essa curva. Isso resultou no desequilíbrio da musculatura cervical. Os semi-espinhais da cabeça, músculos tônicos póstero-flexores, foram tensionados, os ante-flexores foram relaxados. A tendência do homem ereto é sempre aumentar a lordose cervical. 80% dos seres humanos têm os semi-espinhais da cabeça muito encurtados.

A essa lordose cervical devemos sempre acrescentar aquilo que chamamos de “lordose occipital”. A tensão dos semi-espinhais da cabeça, que sempre estão envolvidos, puxa o occipital e faz seus côndilos deslizarem para frente, para uma posição de flexão. Essa flexão leva o queixo e a linha do olhar para frente e para cima. 80 a 85% das mulheres apresentam essa deformidade e sua conseqüente compensação. Ela costuma ser acompanhada da retração dos pequenos músculos suboccipitais, tornando essa região especialmente dolorosa.

Como se equilibrarão essas duas lordoses?

Antes de mais nada, é preciso abandonar a idéia estúpida que ainda encontramos em muitos livros: a lordose é compesada por uma cifose e vice-versa. Nada pode ser mais falso. Uma lordose é compensada por uma outra lordose.

Não há lordose lombar sem anterversão pélvica: não há anteversão pélvica sem postura lordótica. As duas deformidades fazem com que, anteriozado o centro de gravidade, o tronco fique em desequilíbrio para frente.

Para reencontrar sua posição de desequilíbrio, no prumo de sua base de sustentanção, a pessoa tem que jogar para trás seu centro de gravidade, de forma tanta mais drástica quanto mais ascentuada for a lordose-anterversão pélvica. Esse mecanismo é radical no andar do miopata, por exemplo. Esse lançamento do tronco para trás só pode ocorrer na região superior, ou seja, acima das inserções dos psoas, por uma póstero-flexão ( extensão) da coluna dorsal inferior.

A lordose lombar se prolonga assim até D9 ou D8. A vértebra de transição dorso-lombar é D12.Suas articulações são dorsais em cima, mas lombares embaixo. Nem sempre ela pode participar totalmente nessa lordose dorsal. Assim, ela às vezes fica saliente, dando a impressão de duas lordose sucessivas. Mas isso é raríssimo.

É o mecanismo da clássica “lordose dorsal baixa”

O problema da lordose cervical é um pouco diferente, apesar de comparável.

Ela é acompanhada por uma flexão occipital por tensão dos semi-espinhais da cabeça. As duas deformidades conjugadas basculam a cabeça para trás e levam a linha do olhar para cima. A horizontalidade do olhar é um imperativo, e então a pessoa é obrigada a “deitar” a lordose, com um avanço da cabeça, que desce para frente.

Como esse movimento, obviamente, não pode ocorrer na cervical, ele é realizado por uma extensão da porção dorsal alta. Aqui, novamente, a vértebra de transição D1 não pode participar da lordose dorsal, permanescendo saliente, dando a impressão de duas lordoses sucessivas. É o mecanismo da “lordose dorsal alta” e da deformidade de D1 saliente. Embora a saliência de D12, vértebra de grande mobilidade, seja excepcional na região dorso-lombar, a de D1, vértebra de mobilidade ínfima, é quase constante na lordose cérvico-occipital.

Com freqüência nos contrapõem o argumento de que as cifoses também existem. Não pretendemos discordar disso, mas, neste caso, as coisas são bem diferentes.

As lordoses que acabamos de descrever são comuns na estática. Até poderíamos afirmar que são fisiológicas. Elas derivam do fato de nossa mutação para a condição de bípede ser ainda incompleta. São deformidades de equilíbrio estático.

As cifoses são quase sempre patológicas. Assim como as escolioses, podem ser ascendentes ou descendentes.

As cifoses lombares, em um processo descendente, compensam a deformidade em dorso plano quando, congenitamente, as vértebras dorsais são insuficientemente cuneiformes. Em um processo ascendente, elas compensam um retroversão pélvica, com freqüência devida a uma anomalia coxo-femural. Elas acompanham as fraturas com achatamento anterior, clássicas das vértebras lombares (L2) etc.

As cifoses dorsais resultam de uma artrose vertebral, de ima espondilartrite, senilidade, Scheuerman, problemas toráxicos etc.

Fonte: www.fisiointerativa.hpg.ig.com.br

Lordose

Coluna e Postura

A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas podem representar doenças e precisam ser tratadas.

As curvaturas normais são quatro: a lordose cervical, a cifose torácica, a lordose lombar e a cifose coccígea (sacro e cóccix), como se pode ver na figura acima.

Estas curvaturas são bem visualizadas quando observamos a coluna lateralmente. Em caso de encontramos curvaturas observando a coluna posteriormente, temos uma doença chamada escoliose.

As dores nas costas e os problemas da coluna ocorrem com grande freqüência na prática clínica de um médico de família. Alguns autores relatam que entre 70 a 80% da população mundial teve ou terá algum tipo de dor nas costas.

As causas e agravantes destas situações são as condições de trabalho, o manuseio, levantamento e carregamento de cargas excessivamente pesadas, a manutenção de posturas incorretas por muito tempo, as causas psicossomáticas e a fadiga muscular.

Muitos casos de dor nas costas podem ser provocados por tensões nos músculos e ligamentos que sustentam a espinha dorsal. Trabalhos e estilos de vida sedentários predispõem a este tipo de tensão. A obesidade - que sobrecarrega o peso sobre a coluna vertebral e pressiona os discos -, é outro fator desencadeante. Os esportes fortes (como futebol) e a ginástica também podem tornar-se arriscados.

A coluna vertebral é formada por 33 ou 34 vértebras, que são separadas uma das outras por um disco intervertebral, este disco é responsável pela mobilidade da coluna. Esta parte da anatomia é bastante interessante como se pode ver no desenho a seguir.

Lordose
Vertebras: Inervação e Articulação

Lordose
Vértebra é a parte óssea da coluna

Acima observa-se que a vértebra é a parte óssea da coluna, e o orifício de conjugação é o espaço por onde passam os nervos.

Existem dois tipos de nervos, um responsável pelas sensações e outro responsável pelos movimentos.

Entre as vértebras vemos o disco intervertebral e mais ao centro do disco encontramos o núcleo pulposo.

Quando a pessoa se movimenta para frente, para traz ou para os lados o núcleo pulposo se movimenta também, porém em sentido contrário, ou seja, quando se dobra o tronco para frente, o núcleo vai para traz em direção ao nervo.

O núcleo pulposo é muito mais rígido do que o disco e têm a tendência de “tentar fugir“. Quem impede esta “fuga” são os anéis fibrosos. Quando estes anéis são danificados o núcleo fica instável e pode conseguir “fugir”. A saída do núcleo é chamada de hérnia de disco. A hérnia de disco pode acontecer entre qualquer uma das vértebras, porém a maior incidência se dá na região lombar.

Os nervos são divididos em troncos. O tronco cervical inerva principalmente os membros superiores (braços) e o tronco lombar inerva principalmente os membros inferiores (pernas).

Inervar quer dizer que estes nervos são responsáveis pelas sensações e movimentos destas regiões. Portanto, quando acontece uma hérnia na região lombar pode ser sentido o reflexo (dor ou formigamento) nas pernas ou perna, como na ilustração abaixo.

Lordose
Hérnia na Região Lombar: Sensação de Dor ou Formigamento

Postura no computador

1 - Manter o topo da tela ano nível dos olhos e distante de um comprimento do braço;
2 - Manter a cabeça e pescoço em posição reta, ombros e braços relaxados;
3 - Manter a região lombar (as costas) apoiada no encosto da cadeira ou em um suporte para as costas;
4 - Manter o antebraço, punhos e mãos em linha reta (posição neutra do punho) em relação ao teclado;
5 - Manter o cotovelo junto ao corpo;
6 - Manter um espaço entre a dobra do joelho e a extremidade final da cadeira. Manter ângulo igual ou superior a 30 graus para as dobras dos joelhos e do quadril;
7 - Manter os pés apoiados no chão ou quando recomendado, usar descanso para os pés.

Cuidado com a postura ao usar o computador

Digitação: Na digitação evite realizar o mesmo movimento com as mãos durante muito tempo, procure realizar uma digitação suave; conserve as mãos retas.

Conforto para os olhos: Quanto menores o brilho e os reflexos na tela do monitor, maior o conforto para os olhos. Se o ajuste nos controles manuais ou o reposicionamento do monitor não corrigir esses efeitos, coloque um toldo de papelão sobre ele. Ou, então, compre uma proteção antiofuscante, também conhecida por protetor de tela.

De olho na tela: A posição do monitor é importante para evitar problemas de coluna e de fadiga ocular. Ele deve estar numa distância de aproximadamente 70 centímetros da face do usuário, ao nível dos olhos ou um pouco abaixo deles. Se o gabinete da máquina não permitir esta disposição, coloque alguns livros sob o monitor.

Conforto para o corpo: Quando você esta de pé, seu peso é distribuído pela coluna lombar, favorecendo o equilíbrio do corpo. Permanecendo horas sentado, sua coluna recebe uma dose de esforço extra. Nesse caso, procure manter a curva natural das costas (em formato de S).

Uma boa dica: coloque um travesseiro na parte inferior da coluna para ajustar a curva lombar.

Atenção com a cabeça e o pescoço: As dores de coluna estão, muitas vezes, relacionadas com o mau posicionamento da cabeça e do pescoço. Para reduzir as chances de lesões na cabeça e no pescoço, evite torcê-los ou sacudi-los de forma repetitiva. Utilize, também, um suporte de papéis para eliminar movimentos laterais com a cabeça.

Capriche na cadeira: Priorize a compra de uma cadeira confortável, ótimo acessório para minimizar o estresse do corpo. Ela deve ter um encosto ajustável (para frente e para trás), que permita uma reclinação de até 30 graus. Prefira encostos altos, pois garantem maior apoio para as costas, diminuindo a tensão localizada. Verifique se a cadeira oferece suporte para a região lombar, descanso de braço com almofadas e uma base com cinco pernas para reduzir o risco de quedas.

Boa Circulação: Digite com os braços formando um ângulo de 90 graus. Isso é importante para garantir a boa circulação sangüínea nos membros superiores.

No Chão: Pés cruzados ou apoiados na ponta dos dedos favorecem dores na parte inferior da coluna. Apoie a planta dos pés no chão, permitindo que eles fiquem retos. Se a cadeira for muito alta, coloque livros ou outro tipo de apoio sob os pés. Lembre-se ainda de manter os joelhos flexionados num ângulo de 90 graus.

Parada Obrigatória: É saudável estipular períodos de descanso para a vista. Para cada 2 horas de trabalho, recomenda-se um intervalo de 15 minutos. Quem trabalha todo o tempo olhando para a tela deve optar por uma pausa de 15 minutos em cada hora de serviço.

Ambiente Agradável: Ao trabalhar, evite o excesso de luz ambiente externa e o brilho nas paredes próximas ao computador e elimine os reflexos na tela do monitor.

Passeios Esporádicos: Por mais correta que seja sua postura, a pressão sobre os discos lombares aumenta em até 30% quando você está sentado. A Nasa realizou uma serie de estudos com gravidade zero e descobriu que um corpo em descanso posiciona-se entre o estado de sentar e o de deitar. Como não existe uma fórmula exata, os especialistas aconselham que cada profissional escolha a postura que mais lhe agrade com coerência, é claro. Aliado a isso, eles dizem que sentar de uma maneira segura se resume em levantar-se de vez em quando.

Teclados Ergonômicos: Não se empolgue com a bela aparência desses periféricos. Prefira os modelos com suporte de pulso, que deve ser grosso e almofadado e estar no mesmo nível físico do teclado - nunca abaixo.

Esforço Repetitivo: Dores nas mãos, sensibilidade ao toque, adormecimento e formigamento dos dedos são os principais sintomas de lesões por esforço repetitivo, doença crônica que atinge ombros, braços, pulsos e mãos. Nunca ignore os possíveis sintomas. Deixar para lá pode ser muito pior.

Luz: A iluminação precisa ser controlada para não se sobrepor à tela ou produzir reflexos indesejados. Dê preferência aos lustres com ajuste manual. Confira se a luminosidade está adequada: olhe para a tela do micro - não pode haver pontos de luz notáveis atrás ou ao redor dela.

Pernas Livres: Uma mesa de trabalho inadequada pode causar dores na nuca, nas costas e na cabeça. Considere a utilização de um móvel que permita bom espaço para movimentação das pernas e ofereça altura suficiente para posicionar o teclado de forma correta - aproximadamente 70 centímetros do chão.

Fadiga: Distancie seus olhos do monitor a cada 10 minutos, focalizando-os o mais longe possível durante 5 segundos. Esse procedimento minimiza a fadiga ocular.

O Poder do Mouse: Quando você utiliza o mouse, movimenta os músculos mais fortes do ombro e dos braços. Por isso, tenha cautela ao manusear o periférico.

Não use força para clicar ou mover o mouse; mantenha o pulso numa posição neutra; altere a postura das mãos durante o trabalho.

Lesões na coluna vertebral ou nos discos intervertebrais

Dependendo da região, localização ou gravidade da compressão do nervo é que será definido o tipo de irradiação, que pode atingir uma área contínua ou parcial.

Além da dor irradiada, existem casos onde a dor ocorre apenas no local da lesão.

Algumas situações do dia-a-dia no trabalho ou em casa contribuem para o aparecimento das lesões na coluna vertebral ou nos discos intervertebrais:

Escorregar enquanto caminha; um objeto vai cair ao chão e abruptamente tenta-se pegá-lo
Levantar uma carga em local inacessível
Suportar peso com o corpo
Pegar ou manusear, cargas mais pesadas dobrando o tronco para frente, ou dobrar o tronco lateralmente ou torcer o tronco para um lado
Pegar ou manusear objetos pesados longe do corpo
Pegar ou manusear cargas muito altas ou muito baixas, esticando os braços.

As doenças de um modo geral não acontecem da noite para o dia, elas são cumulativas e progressivas. Certamente, todos os dias as pessoas realizam alguma atividade que pode prejudicar a coluna.

A seguir algumas situações que contribuem para o aparecimento das lesões dos anéis fibrosos e conseqüentemente dos discos intervertebrais:

Lordose
Sentar com os joelhos muito próximos do tórax

Lordose
Sentar com a coluna torta

Lordose
Sentar apoiando na mesa

Lordose
Mesa, pia, tanque muito baixos

Lordose
Levantar peso sem dobrar joelhos

Posturas inadequadas

Lordose
Inversão da Lordose Lombar e Tensão nos Joelhos

Lordose
Aumento da Cifose Dorsal

Lordose
Aumento da Lordose Lombar

Lordose
Arquear Região Lombar

Lordose

Assim, todas as vezes que se aumenta ou elimina as curvaturas fisiológicas da coluna estão dadas as condições para o aparecimento da dor nas costas. A dor pode ou não ser associada a uma lesão no disco, pois quando não ocorre uma lesão no disco pode estar havendo apenas uma contratura muscular.

Por isso, ATENÇÃO com: carga longe do corpo; carga muito baixa, carga elevada; movimentação freqüente de carga; carga com pega ruim (mala sem alça).

Boa técnica para lidar com peso:

Sempre perto do corpo
Elevadas à 75 cm do piso
Pequenas distâncias a percorrer; pesos leves
Ocasionalmente; simetricamente e sem rotação do tronco
Com uma pega adequada.

Para Finalizar

Não há problema em manipularmos cargas (desde que sejam observados os cuidados com a coluna)
No caso de cargas volumosas utilizar a posição semi fletida joelho/coluna
Peças que possam ser pegas com apenas uma das mãos no interior de caixas ou caçambas, deve-se apoiar um dos braços na borda da caçamba e levantar com o outro.

Tratamento

Um repouso limitado combinado com atividade física e educação apropriados constitui-se, em geral, na forma primaria de terapia para este problema. Além disso, poderão ser incluídos medicamentos antiinflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares ou anti-depressivos.

A dor nas costas aguda, em geral desaparece por si própria, após dias ou semanas. Uma bolsa de gelo ou de água quente aplicada sobre as costas também pode ajudar a aliviar a dor. Permanecer na cama durante um período prolongado não traz benefícios, pois debilita a musculatura.

Prevenção

Para evitar episódios recorrentes de dor nas costas, recomenda-se que se faça atividade física regular, exercícios de alongamento antes de começar qualquer esporte, abandonar o cigarro, perder peso, manter uma postura correta, utilizar assentos cômodos, dormir de lado com os joelhos flexionados ou com as costas sobre um travesseiro e os joelhos dobrados, evitar permanecer numa mesma postura por tempo prolongado e reduzir o estresse emocional que provoca tensão muscular.

Fonte: www.orientacoesmedicas.com.br

Lordose

ALTERAÇÕES DA COLUNA VERTEBRAL

Hipercifose

É aumento da curvatura da região dorsal, ou seja, é o aumento da convexidade posterior no plano sagital, podendo ser flexível ou irredutível.

Podemos classificá-la como sendo postural, Scheuermann (osteocondrose espinhal), congênita, traumática , metabólica, inflamatória - mal de Pott (TBC), tumoral e outras.

O aumento da curvatura cifótica promove alterações anatômicas ocasionando o dorso curvo, gibosidade posterior, encurtamento vertebral e pode ocorrer déficit respiratório, por reduzir a capacidade de sustentação da coluna vertebral e também a diminuição da expansibilidade torácica.

A cintura escapular torna-se projetada à frente, com deslocamento das escápulas para baixo e para frente. A musculatura peitoral torna-se hipertônica e a dorsal hipotônica. A cabeça é projetada à frente da linha de gravidade, ocasionando uma hiperlordose cervical.

Toda hipercifose, de um modo geral, tem sua lordose compensadora, cervical e lombar, para dessa forma poder manter a sustentação do corpo mesmo que descompensada.

A cifose postural é muito comum na adolescência, tanto nos meninos como nas meninas. Estes adquirem maus hábitos no sentar, andando, estudando e até mesmo em pé. No adulto, em mulheres idosas, a cifose pode aparecer devido a osteoporose, cujas vértebras em conseqüência de uma rarefação ósseas, ficam fracas ou em forma de cunha.

Também localizamos a cifose na adolescência em meninos altos, como forma de inibir-esconder sua estatura, para não se destacar perante os colegas de mesma idade. As meninas com mamas muito grandes também adotam uma postura cifótica com o objetivo de escondê-las. No entanto, se estes adolescentes não receberem uma orientação a tempo e adequada, a cifose que inicialmente é postural, pode tornar-se estrutural.

O tratamento para cifose postural apresenta bons resultados quando ainda não temos deformidades estruturais nos corpos vertebrais e o mesmo deve ser realizado ainda na fase de crescimento da criança.

A cifose pode localizar-se na região dorsal, dorso-torácica e toracolombar. Neste último caso, encontraremos uma retificação da lordose lombar, contribuindo para a redução da mobilidade desta região.

Hiperlordose

É aumento da curva na região cervical ou na região lombar, ou seja, acentuação da concavidade cervical e/ou lombar no plano sagital. A hiperlordose lombar está associada a uma anteversão da pelve (báscula pélvica anterior) que não deve exceder a 20º, pois angulações maiores que esta, já estará caracterizando uma acentuação da lordose lombar e consequentemente um realinhamento de todas as outras curvas da coluna para uma compensação.

Estudos comprovam que a anteversão da pelve está associada a um desequilíbrio dos músculos abdominais e glúteos, que estão enfraquecidos e na musculatura lombar que se apresentará encurtada.

Já a retificação da lordose lombar, está associada a retroversão da pelve, originando uma costa plana, com diminuição da mobilidade.

A hiperlordose cervical é caracterizada pela proeminência da cabeça associada a hipercifose, caracterizando um pescoço mais alongado à frente.

A retificação da lordose cervical caracteriza-se pela diminuição da lordose e consequentemente um pescoço reto, com diminuição da mobilidade cervical.

A hiperlordose lombar é mais encontrada em mulheres devido aos saltos altos, ginástica olímpica e a própria postura feminina.

Escolios

É um desvio assimétrico, lateral da coluna vertebral, resultado da ação de um conjunto de forças assimétricas que incidem sobre a coluna.

Possui várias classificações, são elas: Idiopática (causa desconhecida) - infantil, juvenil e adolescente, Congênita - falha na formação dos ossos e na segmentação, Neuromuscular - poliomielite, paralisia cerebral, distrofia muscular e outros, Traumas - fraturas, cirurgias e queimaduras, Fenômenos irritativos - tumores medulares, hérnia-de-disco e posturais - má postura "falsa escoliose".

O termo idiopática é usado pelos médicos para designar qualquer doença, desvio postural que tem causa desconhecida, que não apresenta nenhuma anormalidade óssea ou neuromuscular.

Uma curva escoliótica pode evoluir até 18 anos, no entanto deve ser realizado pelo médico responsável um exame que verifica a idade óssea e se ainda há crescimento. Enquanto houver crescimento a curva poderá evoluir.

A escoliose pode apresentar suas curvas em uma única curvatura ou mais.

Apresentam convexidades para a esquerda ou para a direita, abrangendo uma ou mais regiões da coluna. Quando apresentam curvas compensatórias formam um "S" ou um "S invertido". Foram definidas por Cobb como sendo Primárias (maiores - as primeiras) ou secundárias (menores - curvas de compensação). A curva primária é a que determina as alterações da estrutura óssea ligamentar, nervosa e muscular no segmento da coluna onde ela se localiza, portanto é a curva em que devemos dar maior ênfase em nossos alongamentos e exercícios de compensação.

A curva primária tende a se tornar estruturada quando não compensada no início através de alongamentos, podem tornar oblíquas as linhas horizontais do olho e da pelve, obrigando a pessoa a adotar uma posição antifisiológica para compensar essa obliquidad. A secundária, como são curvas menores e apenas de compensação são mais flexíveis e fáceis de serem corrigidas. No entanto, não podemos nos esquecer que, quanto maior a curva primária, maior a secundária.

As alterações anatômicas que podemos encontrar em uma coluna escoliótica são: rotação vertebral , saliência nas costelas, encurtamento vertebral e gibosidades.

Podemos encontrar a escoliose na região cervical, torácica, toracolombar, lombar ou abranger toda a extensão da coluna formando um grande "C".

Para sabermos se a curva da escoliose é uma curva estrutural ou funcional, fazemos uma flexão lateral contra a concavidade da curva, ou seja, uma inclinação para o lado da convexidade. Se no movimento a curva retificar, poderemos afirmar que ela é funcional, se não retificar, estrutural.

Costa Plana

É um desequilíbrio que se caracteriza pela retificação das curvas fisiológicas, ou seja, diminuição das angulações das lordoses lombar e cervical e das cifoses dorsal e sacral. Diante deste desequilíbrio, as curvaturas responsáveis pela dissipação das forças proveniente da ação da gravidade são diminuídas, e consequentemente ocorrerá em determinados pontos da coluna, uma maior incidência de sobrecarga, ocasionando dores, perda da mobilidade e um desequilíbrio postural geral como forma de compensação.

Com a retificação das curvas surge o dorso achatado com tendência a se tornar rígido e dores dorsais refratárias.

Para este desequilíbrio, necessitamos readquirir a mobilidade, promover alívio das dores, e aumento das curvas fisiológicas.

Fonte: www.cdof.com.br

Lordose

DESVIOS POSTURAIS

LORDOSE CERVICAL : Acentuação da concavidade da coluna cervical.

CAUSA: Hipertrofia da musculatura posterior do pescoço

CORREÇÃO: Fortalecimento da musculatura anterior do pescoço

LORDOSE CERVICAL - EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Postura da Cabeça
Flexão da cabeça em decúbito dorsal, c/ cabeça pendente
Flexão da cabeça c/ auxílio

Lordose
Postura da Cabeça

Lordose
Flexão da cabeça em decúbito dorsal, c/ cabeça pendente

Lordose
Flexão da cabeça em decúbito dorsal, c/ cabeça pendente

Lordose
Flexão da cabeça c/ auxílio

CIFOSE : Acentuação da convexidade da coluna torácica, colocando o ponto acromial à frente da linha de gravidade.

CIFOSE FLEXÍVEL ou ATITUDE CIFÓTICA
CIFOSE RÍGIDA ou FIXA

CIFOSE FLEXÍVEL ou ATITUDE CIFÓTICA

A correção obtida através de contração muscular voluntária.

Causada por maus hábitos posturais e pela hipertrofia da musculatura anterior do tórax.

CORREÇÃO: Trabalho para a musculatura posterior do tórax

EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Remada curvada
Crucifixo inverso
Abrir cabos no puxador

Lordose
Remada curvada

Lordose
Crucifixo inverso

Lordose
Abrir cabos no puxador

CIFOSE RÍGIDA ou FIXA

A correção já não pode mais ser obtida com uma simples contração muscular e, posteriormente nem com correção manual, devido à freqüência da atitude cifótica.

A musculatura anterior do tórax está muito hipertrofiada e a musculatura posterior está muito alongada.

EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Idem à cifose flexível
Suspensão alongada com apoio dorsal
Deslocamento de ombros

Lordose
Suspensão alongada com apoio dorsal

Lordose

LORDOSE LOMBAR : Acentuação da concavidade lombar.

Causa: Hipertrofia da musculatura lombar ou por enfermidades.

Necessita de um trabalho para a musculatura abdominal.

LORDOSE LOMBAR

EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Abdominal remador
Encolhimento de pernas na prancha inclinada
Postura Lombar com retroversão do quadril, contraindo o abdômen
Flexão do tronco c/ joelhos flexionados e pés fixos
Elevação da cintura escapular, em decúbito dorsal

Lordose
Abdominal remador

Lordose
Encolhimento de pernas na prancha inclinada

Lordose
Postura Lombar com retroversão do quadril, contraindo o abdômen

Lordose
Flexão do tronco c/ joelhos flexionados e pés fixos

Lordose
Elevação da cintura escapular, em decúbito dorsal

COSTA PLANA

Inexistência ou inversão das curvaturas da coluna vertebral.

Causas: Hipertrofia da musculatura abdominal e pela hipotonia da musculatura lombar.

Correção: Trabalhar a musculatura lombar.

COSTA PLANA – EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Mata Borrão: em decúbito ventral, segurar os pés e fazer o balanço do corpo;
Ponte: em decúbito dorsal, ficar apoiado nas mãos e nos pés, arqueando o corpo.
Extensão da coluna: decúbito ventral, mão à nuca, fazer a extensão total da coluna e voltar a posição inicial
Bom dia
Levantamento terra.

Lordose
Bom dia

Lordose
Levantamento terra

ESCOLIOSES

Deformações ou desvios laterais da coluna vertebral.

Classificação:

ESCOLIOSE TOTAL ou ESCOLIOSE EM C
ESCOLIOSE SIMPL
ESESCOLIOSE DUPLA ou em S ou Z
ESCOLIOSE TRIPLA

ESCOLIOSE em C e ESCOLIOSE SIMPLES

Causada por diferença de tamanho entre os membros inferiores, por posturas erradas de estudo e, também pela hipertrofia de uma das musculaturas laterais da coluna.

Essas escolioses podem apresentar 6 maneiras diferentes:

TORÁCICA DIREITA
TORÁCICA ESQUERDA
LOMBAR DIREITA
LOMBAR ESQUERDA

ESCOLIOSES – EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Exercícios unilaterais (Escoliose dorsal direita)
Exercícios unilaterais (Escolioses lombar esquerda)

Lordose
Escoliose dorsal direita

Lordose
Escolioses lombar esquerda

ESCOLIOSES – EXERCÍCIOS CORRETIVOS

Suspensão alongada c/ elevação do ombro que estiver mais baixo ou c/ elevação do quadril que estiver mais baixo.

Lordose
Escoliose toráxica direita

Lordose
Escoliose lombar direita

ESCOLIOSE TOTAL DIREITA

Lordose
ESCOLIOSE TOTAL DIREITA

Lordose
ESCOLIOSE TOTAL ESQUERDA

EXERCÍCIOS CORRETIVOS - ESCOLIOSE TOTAL DIREITA

Exercícios unilaterais: Flexão lateral do tronco p/ o lado da curvatura

Suspensão alongada
Alongamentos sem suspensão

Lordose

Lordose

ESCOLIOSE DUPLA e TRIPLA

Causada pela compensação da escoliose simples, geralmente localizada no desvio lateral inferior ou por encurtamento de algum membro inferior.

Para corrigir essas escolioses devemos atuar primeiro no desvio primário, geralmente na região lombar, para depois atuarmos nos desvios compensatórios

ESCOLIOSE DUPLA E TRIPLA – EXERCÍCIOS COMPENSATÓRIOS

Suspensão alongada
Alongamento sem suspensão

Fonte: www.betta.com

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