Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Losna  Voltar

Losna

Nome Científico

Artemisia Absinthium L.

Nome Popular

Absíntio, absíntio comum, absinto, acinto, aluína, alvina, artemísia, erva dos vermes, erva santa, flor – de – Diana, gotas amargas, grande absíntio, grande absinto, losma, losna, losna branca, losna maior, erva dos velhos, acintro, vermute, erva – dos – bichos, losna – de – dioscórides, absinto maior, absinto – comum.

Família:

Asteraceae ( Compositaea ).

Losna

Aspectos Agronômicos

Planta de clima temperado, não resiste a geada, porém rebrota na primavera. A planta necessita de um fornecimento regular de água.

Ela se propaga por sementes, por divisão de touceiras ou por estaquia. As plantas originadas das sementes são de qualidade bem superior aquelas que resultam do plantio de raízes divididas (touceiras). Por outro lado uma planta ou cultura efetuada com raízes divididas tem menor duração em anos e é menos produtiva. Na propagação por sementes é usual produzir-se previamente as mudas, em sementeiras, e depois transplantá-las.

O cultivo deve ser feito em canteiros, bem preparados, com adubação orgânica, preferindo porém solos meio argilosos e meio arenosos, secos e profundos. Colhem-se as folhas antes da floração, pois no decorrer dela perdem partes de suas propriedades terapêuticas.

Parte Utilizada

Folha e sumidades floridas.

Constituintes Químicos:

Resina, ceras, taninos, vitamina B6 e C.

Fitosterol, quebrachital, substâncias carotenóides e flavonóides.

Compostos lactônicos em particular sesquiterpenos.

Ácidos orgânicos: málico, succícnico, tânico, palmítico, nicotínico.

Princípios amargos: absintina, anabsintina, artabsina e santonina.

Óleo essencial: tuiona (32,4% - 34,6%), tuiol, camazuleno, felandreno e borneol (30%).

A absintina é a mistura de artamarina, artamarinina e artamaridinina.

Lactonas sesquirtepênicas (anabsintina, absintina).

Proazuleno, carotenos, pectina e mucilagens.

Origem

Ásia, Europa e Norte da África.

Aspectos Históricos

A losna é uma planta herbácea perene que pode viver até 10 anos. Suas virtudes medicinais são conhecidas desde a antiguidade. É citada num papiro egípcio que data de 600 a.C. Os celtas e os árabes também a empregavam no tratamento de problemas digestivos.

A losna é aromática mas de sabor amargo, seu nome vem do grego e significa: “privado de doçura”.

É tão amarga que na Bíblia é citada como símbolo das dificuldades e tristezas da vida. Somente com muita fé na sua eficácia é possível suportar o seu desagradável sabor.

Segundo uma antiga lenda européia a losna “arrebata o valor do homem”.


Atualmente a losna é também aplicada como aromatizante de bebidas amargas como vermute.

As propriedades medicinais foram descobertas pelas pessoas que viviam nas regiões semi – áridas e temperadas, que constituem seu habitat. Num antigo texto grego de Dioscórides, é citada a capacidade de desperisitação interna da losna. Os chineses ainda enfiam uma folha enrolada de losna na narina para parar as hemorragias nasais.

Uso Fitoterápico

Catarros, cólicas, diarréias, envenenamentos, escrófulas, estômago (perturbações gástricas diversas), flores-brancas, falta de apetite, fígado (afecções diversas), gripe, hidropisia, histerismo, mau–hálito, menstruação difícil e dolorosa.

Em doses maiores, age como emenagogo, febrífugo, vermífugo.

Anorexia, enfermidades nervosas, dispepsia, dismenorréia, transtornos biliares.

Seu chá é muito benéfico: limpa e regulariza o funcionamento de diversos órgãos: estômago, fígado, rins, bexiga e pulmões.

Farmacologia

Estimula e melhora o processo digestivo. É usada na indigestão, especialmente quando há deficiência na qualidade ou quantidade do suco gástrico. Seu princípio amargo e óleo volátil estimulam as secreções, aumentando o apetite.

Como este fármaco é amargo, estimula a secreção estomáquica por excitação da mucosa, aumenta as secreções biliar e pancreática e o peritaltismo intestinal

Os efeitos psicomiméticos do fármaco resultam da interação da tuiona, constituinte do óleo essencial, com alguns sítios receptores no cérebro.
Em doses baixas estimula o apetite, em doses altas é psicoestimulante e vermífugo.

A losna pode fazer com que algumas pessoas experimentem uma grande sensualidade e se afirma que a causa se deve a um ingrediente químico: a tuiona.

A presença da absintina, santonina e anabsintina podem atuar como afrodisíaco por si mesmas.

Sua ação como amargo aromático vem atribuída ao conteúdo de substâncias amargas e do óleo essencial.

Riscos

Não se recomenda uso por, gestantes, lactantes, pessoas sensíveis que apresentam irritações gástricas e intestinais.

Se utilizada em doses altas, pode causar convulsões, perda da consciência, alucinações e até aborto.

Usar somente na dose recomendada e durante o tempo de tratamento especificado. Em altas doses deve ser evitado devido aos efeitos tóxicos que pode desenvolver.

Uso Fitoterápico

Uso Interno

Infuso: 20g de folhas e sumidades floridas, em 1 litro de água. Tomar 2 xícaras ao dia, antes ou após as refeições. Como estimulante do apetite, usar 5 a 15g por litro de água.

Vinho: deixar macerar por 10 dias 20g de folhas e sumidades floridas em 1 litro de vinho. Tomar 1 cálice após as refeições.

Tintura: 20 a 40 gotas ou 1 a 4mL, 2 a 3 vezes ao dia antes ou após as refeições (efeito digestivo e para transtornos biliares).

Tintura mãe: 20 gotas, 3 vezes ao dia.

Extrato seco: 200mg / dose, 2 a 3 vezes ao dia, antes das refeições.

Pó: 1g, 3 vezes ao dia antes das refeições.

Bibliografia

Balbach,A. As Plantas Que Curam. São Paulo: Vida Plena, 2C8edição, 1997, p.147.

Balmé,F. Plantas Medicinais. São Paulo: Hemus, 5ªedição, p.223-224.

Bremness,L. Plantas Aromáticas. Porto: Civilização, 1993, p.26-27.

Caribé,J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamneto, 11ªedição, 1999, p.182.

Côrrea,A.D.; Batista,R.S.;Quintas,L.E. Do Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.59-60.

Francisco,I.; Hertwing,V. Plantas Aromáticas e Medicinais. São Paulo: Ícone, 1986, p.176-183.

Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Unesp/Funep, 2ªedição, 1994, p.103-104.

Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 1ªedição, 1994, p. 140-142.

Panizza, S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1997, p.19-20.

Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989, p.143-144.

Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 199-201.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Losna

Losna ou Absinto: medicinal ou tóxica?

Losna

Conhecida como losna ou absinto, a "Artemisia absinthium L." apresenta
substâncias poderosas que tanto podem curar como intoxicar.

Conheça melhor esta planta antes de usá-la.

Quem já provou um chá de losna conhece a principal característica desta planta: o sabor amargo.

E dizem que essa característica foi até citada num provérbio de Salomão que teria declarado: "a infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um fim amargo como a losna".

Na Grécia Antiga esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico.

Popularmente, a losna também é conhecida como absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes.

As propriedades aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinógeno e não com finalidades medicinais.

A "fada verde"

O licor de absinto era muito apreciado por famosos poetas e artistas como Van Gogh, Rimbaud, Baudelaire e Toulouse-Lautrec, entre outros. Ao que tudo indica, aquele destilado de ervas cor verde-esmeralda, também chamado de "fada verde", seria o responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. E, recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, identificaram nas substâncias presentes nos destilados preparados com losna ou absinto, propriedades capazes de causar convulsões, alucinações, surtos psicóticos; dependendo da dosagem. Além disso, os estudos demonstraram que o uso crônico pode provocar danos neurológicos permanentes.

A combinação entre a dosagem de álcool e as substâncias presentes nesta planta pode ser perigosa e, por essa razão, a maioria dos especialistas costuma recomendar o uso da losna ou absinto na forma de infusão (no máximo duas xícaras de chá ao dia) e evitar a extração do sumo por maceração.

Planta pertencente à família das Compostas, originária da Europa, a losna (Artemisia absinthium L.) é uma planta herbácea, perene (cultivada muitas vezes como anual), que alcança de 1 a 1,20 m. de altura. Produz folhas recortadas, de coloração verde-acinzentada e flores amarelas, bem miúdas e reunidas em pequenos cachos. Em algumas regiões do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as flores.

Também é muito importante lembrar que a losna ou absinto (Artemisia absinthium L.) não deve ser confundida com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum L.) que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.

Cultivo e colheita

A losna se propaga por meio de sementes, por divisão de touceiras ou por estaquia. O solo ideal para o cultivo deve ser argilo-arenoso, fértil e profundo. Para o plantio em vasos ou jardineiras, é essencial garantir uma profundidade de 30 cm, mais ou menos.

A planta é muito resistente a doenças, raramente é atacada por insetos, porém, é essencial a retirada de ervas daninhas que podem prejudicar o seu desenvolvimento. Recomenda-se cautela com a aplicação de adubos ou fertilizantes (naturais ou químicos), pois o excesso pode prejudicar o aroma da losna.

A adição de composto orgânico em doses controladas favorece o cultivo.
Se a finalidade da colheita for as folhas, deve-se retirá-las aos primeiros sinais da formação dos futuros órgãos de reprodução, para evitar a perda dos princípios ativos.

Caso a finalidade seja obter as flores, a colheita deve ser realizada assim que estas começam a se formar, pois a planta permanece florida por cerca de sete dias e, após esse período, as flores se tornam muito sensíveis, desmanchando-se e caindo com facilidade. Para melhor conservação, a losna pode ser armazenada seca: coloque as folhas e flores estendidas em local ventilado, longe da exposição aos raios solares e depois guarde em caixas de madeira, de preferência.

Usos e cuidados

Os componentes responsáveis pelo uso medicinal da losna ou absinto são: um óleo essencial (vermífugo e emenagogo), absintina (responsável pelo sabor amargo), resinas, tanino, ácidos e nitratos. Como planta digestiva e aperitiva, sua ação se dá pelo estímulo à salivação e à produção de sucos gástricos e, por essa mesma razão, não é recomendada para pessoas que apresentam problemas como úlceras e gastrite.

Usada corretamente e sem excessos, a infusão da losna pode aumentar a secreção biliar, favorecendo o funcionamento do fígado e, ingerida meia hora antes da refeição, pode agir como estimulante do apetite e auxiliar da digestão.

Quanto aos cuidados, não é recomendável o uso por mulheres grávidas e crianças. Além disso, a maceração da planta com álcool, segundo alguns estudos já realizados, apresenta graves perigos, podendo provocar dependência, alucinações e convulsões.

Curiosidades

A palavra "vermute" tem tudo a ver com a losna: significa "warmwurz", ou seja, "raiz quente" e é o nome da losna em alemão. Já em grego, a palavra losna significaria "privado de doçura". A medicina popular desaconselha o uso da losna por mulheres em fase de amamentação, pois a planta "torna o leite amargo".

O absinto é famoso desde tempos muito antigos, pelas suas virtudes medicinais, sendo inclusive citado num papiro egípcio que data de 1.600 a.C.

Rose Aielo Blanco

Fonte: www.jardimdeflores.com.br

voltar 1234567avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal