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Louro

Laurus nobilis

Louro

Esta é uma planta muito interessante de se falar, pois está presente ao lado dos grandes eventos da civilização ocidental desde o tempo dos gregos. Árvore enorme, que pode chegar até 20 metros de altura, é muito bela e imponente.

Possui algumas variedades que formam um arbusto de 2 a 3 metros nos seus países de origem. Suas folhas são elípticas, de cor verde escuro, e de aroma pronunciado. Suas flores são pequenas e de coloração branca, sendo que os sexos são separados, ou seja, existe a planta macho e a planta fêmea. Era o símbolo da premiação aos antigos generais da época romana e grega.

Os poetas eram agraciados com uma coroa de louro.

Também os vencedores dos jogos olímpicos e até mesmo os deuses gregos não abriam mão de seus efeitos nobres.

Daí o seu nome: nobilis. As pessoas da Grécia antiga que faziam uso da faculdade adivinhadora costumavam mastigar algumas folhas de louro antes de iniciar a leitura. Planta esta dedicada ao deus Apolo.

Os romanos antigos denominavam de bacca laureus o fruto do loureiro, e desta denominação é que surgiu, através de derivações, o termo bacharel, que é uma honraria acadêmica. Então na verdade podemos dizer que o bacharel é o fruto do loureiro.

Na Europa, durante a Idade Média, os habitantes dos vilarejos costumavam queimar folhas de louro em praças públicas, pois acreditavam que isto combateria a peste que assolava a região.

O louro é rico em compostos químicos, mas o que mais chama a atenção e inclusive o que é mais procurado são os óleos extraídos tanto das sementes quanto das folhas.

O louro possui ação carminativa e digestiva.

Quando após uma refeição a digestão se torna lenta e difícil, prepare um chá de folhas de louro na proporção de 15 g de folhas para 1 litro de água, e beba 1 a 2 copos após as refeições. Para o cansaço físico é uma planta relaxante muito boa.

Em uma banheira coloque alguns litros de chá de louro e entre com a água bem quente. Os óleos possuem a capacidade de distender a musculatura relaxando-a.

Para hemorróidas, reumatismo e contusões pode-se preparar um linimento de louro.

Deixar macerando um pouco de pó de folhas de louro em um pouco de azeite. Depois de uns 15 dias esprema e recolha o óleo. Guarde-o em um vidro escuro em um ambiente com temperatura fresca. Passe sobre o local dolorido ou inflamado.

O louro é um condimento que necessita de moderação no momento de se utilizar. Se empregar muitas folhas o sabor será terrível, ficando adstringente, amargo e você terá a maior decepção na hora de experimentar o prato. Lembro-me da primeira vez que minha esposa preparou um molho de tomate para comermos com uma pasta.

Para me agradar, pois sabia que eu gosto de comida condimentada, colocou uma folha de louro e experimentou.

Não sentiu gosto de nada e colocou outra. Também não sentiu nada e colocou outra, e foi assim até colocar 15 folhas de louro em uma panela com molho para duas pessoas. Quando cheguei ela disse que aquelas folhas não prestavam que não davam gosto.

Quando fui experimentar o sabor estava terrível, muito forte. Isto serve para mostrar que alguns condimentos demoram um certo tempo para desprender seus aromas nos alimentos, que é o caso do louro e da noz-moscada.

Normalmente utiliza-se em marinadas de carne, na hora de temperar uma carne de porco, ou então um lagarto recheado e até mesmo carne de aves.

Para peixes também deixa um sabor agradável, mas não é muito empregado aqui no Brasil desta forma. Também é muito empregado no preparo do feijão, de molhos de tomate e até mesmo no molho branco, juntamente com a noz-moscada. Não conheço nenhuma receita que caracterize bem o louro, mas de qualquer forma é muito aromático e digestivo. Utilize com moderação, e lembre-se de que o sabor demorará um pouco para ser sentido.

Fonte: www.alumiar.com

Louro

Nome científico: Laurus nobilis
Família: Lauráceas
Nome comum: louro, loureiro
Origem: região do Mediterrâneo (sul da Europa e Ásia Menor)

Louro

Descrição e característica da planta

O louro é uma planta conhecida desde a Grécia antiga, onde as coroas feitas com suas folhas eram entregues aos vencedores de competições como símbolo de vitória.

Vem daí a expressão, “louros da vitória”.

A planta é perene, de 5 a 20 metros de altura e o seu tronco é geralmente reto. As folhas são coriáceas (que lembra consistência de um couro), de cor verde-escura, aroma muito agradável, formato oval, de 3 a 9 centímetros de comprimento por 4 centímetros de largura, margens ligeiramente onduladas, superfície lisa e brilhante nas duas faces. As flores são dióicas (cada planta produz somente flores masculinas ou femininas), ambas dispostas em agrupamento de 4 a 6, nas axilas das folhas com os ramos.

As flores masculinas são amareladas e as femininas, brancas. Os frutos são ovóides (forma de ovo), tipo baga (parte externa do fruto é carnosa e contém uma semente no centro), de 8 a 12 milímetros de diâmetro, de cor verde-brilhante, no início, e preta, quando maduros. O clima favorável ao bom desenvolvimento da planta é de frio a ameno. Ela não é exigente quanto ao solo, mas se desenvolve melhor em solos frescos, secos, de boa fertilidade e ricos em matéria orgânica. A propagação é feita somente através de estaquia ou alporquia ou das brotações de raízes porque, no Brasil, não há produção de sementes viáveis. As estacas não se enraizam facilmente.

A alporquia é uma técnica usada para enraizar ramos com diâmetro de 1,5 a 2,5 centímetros pela retirada de um anel da casca. Depois, local do anel retirado é coberto com musgo úmido ou terra úmida e, em seguida, protegido com um plástico para não secar. A adição de um hormônio de enraizamento, o ácido indol butírico (AIB), no local do corte, favorece o enraizamento.

A formação de raízes ocorre no período de 40 a 60 dias. Ao constatar a emissão de raízes, apalpando-se o local, deve-se cortar o ramo logo abaixo, retirar o plástico, plantar num substrato rico em matéria orgânica e manter em local que propicie bom desenvolvimento. Na Europa, a propagação é feita por sementes ou por enraizamento de estacas.

Produção e produtividade: não foram encontrados dados sobre a produção e produtividade de folhas de louro.

Utilidade: as folhas constituem a parte mais importante para a exploração comercial dessa planta. São usadas comumente como condimento na culinária em geral, especialmente para temperar feijão, carnes, peixes e cozidos. O óleo extraído de suas folhas é usado na indústria de perfumes. A planta é bastante ornamental, daí ser indicada para plantio em parques e jardins. Deve-se tomar cuidado para não confundir com louro-rosa (Nerium oleander), cujas folhas e frutos são muito tóxicos e uma única folha pode matar um adulto que consumi-la.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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