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Lua

Satélite de Fases

A Lua é o único satélite natural da Terra. Quatro vezes menor do que nosso planeta, ela também é iluminada pelo Sol, não tem luz própria. Ao longo do ciclo lunar, a Lua vai adquirindo formas diferentes para nós que a observamos daqui da Terra. Mas na verdade sua forma não muda. O que muda é o quanto podemos ver da face da Lua que está sendo iluminada pelo Sol.

A Lua demora cerca de 27 dias para dar a volta ao redor da Terra e de seu próprio eixo. Por isso, é sempre o mesmo lado que fica de frente para o nosso planeta, chamado de lado visível. A outra parte, conhecida como lado oculto, alimentou lendas sobre monstros fabulosos.

É o único lugar do espaço em que o homem já pisou.

Doze astronautas já aterrissaram por lá, desfazendo o mistério: cheia de crateras, poeira e pedras, sem atmosfera nem água, a Lua não abriga nenhuma forma de vida.

O ciclo lunar tem quatro fases principais: Lua Nova, Lua Quarto Crescente, Lua Cheia e Lua Quarto Minguante.

LUA NOVA

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É quando a face da Lua iluminada pelo Sol não pode ser vista da Terra. Como a Lua está na mesma direção que o Sol, ela nasce e se põe junto com ele.

LUA QUARTO CRESCENTE

Daqui da Terra podemos ver metade da região da Lua que está refletindo a luz do Sol.

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Nessa fase, a forma da Lua vista da Terra é diferente nos dois hemisférios. No Hemisfério Norte, a Lua parece com a letra D. No Hemisfério Sul, é o inverso, tem a forma da letra C. É claro que isso é apenas uma forma de identificar a Lua nessa fase. Existem também situações comuns em que ela não se parece com a letra C aqui no hemisfério Sul.

LUA CHEIA

Lua

Nessa fase, vemos num círculo toda a face da Lua que está iluminada pelo Sol.

Como a Lua Cheia nasce aproximadamente às 18 horas e se põe no dia seguinte às 6 da manhã, podemos ver a Lua durante toda a noite.

QUARTO MINGUANTE

Como na fase Quarto Crescente, vemos metade da face iluminada da Lua.

Lua

Só que agora as formas da Lua vistas em cada hemisfério se invertem: no Hemisfério Sul ela surge em forma de D; no Hemisfério Norte, em forma de C. Mas o formato dessas "letras" não é fixo, assim como na fase crescente.

O LADO ESCONDIDO DA LUA

A Lua gira em torno da Terra e também dela mesma.

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Mas mesmo com toda essa movimentação existe uma parte da Lua - mais ou menos 41% de sua superfície - que nunca está voltada para a Terra.

Durante séculos as pessoas imaginavam como seria esse outro lado. A curiosidade só foi satisfeita em 1959, quando uma nave espacial russa conseguiu finalmente fotografar o "lado escuro da Lua".

ATRAÇÃO IRRESISTÍVEL

Parece um caso de amor. As águas não resistem à atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra.

No ponto da Terra que estiver mais próximo da Lua, a água irá se concentrar, subindo de nível. Quando esse mesmo ponto do planeta se afasta da Lua, as águas descem. Esse fenômeno de subida e descida periódicas da água é chamado de maré.

Porém, como em todo caso de amor que se preze, as coisas não são tão simples assim.Formando um triângulo amoroso, entra em cena o Sol.

A força que a Lua e o Sol exercem sobre a Terra depende da distância entre os astros, mas ainda assim a Lua exerce um efeito muito maior. O que acontece?

Bem, a água não quer saber de fidelidade. Eleva-se, então, nos dois extremos da Terra: naquele voltado para a Lua e também no lado oposto.

Atraída por tantos pretendentes, a água vai se movimentar de acordo com a movimentação dessas forças.

Quem mora perto da praia pode acompanhar as variações no mar: maré cheia; seis horas depois, maré baixa; seis horas depois, maré cheia; seis horas depois...

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Às vezes, a maré alta é mais alta que o normal. Isso acontece quando a Terra, o Sol e a Lua estão mais ou menos alinhados e as forças gravitacionais da Lua e do Sol atuam juntas sobre a Terra. Quando o Sol e a Lua formam um ângulo de 90 graus com a Terra, há uma espécie de competição entre as forças, então as marés baixas se tornam ainda mais baixas.

Fonte: www.canalkids.com.br

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O estudo da Lua

Antes da invenção da luneta, as análises da Lua baseavam-se na observação a olho nu. Isso permitiu ao astrônomo árabe Ibn Al-Haytham (965 - 1039 d.C.) fazer os primeiros estudos sistemáticos sobre a Lua.

Outro percussor do estudo da Lua antes dos telescópios foi Leonardo da Vinci (1452 - 1519), que analisou particularidades da superfície desse astro.

Foi esboçado também, com base nas observações a olho nu, o primeiro "mapa" da Lua, pelo físico inglês William Gilbert (1540 - 1603).

A invenção da luneta (no final do séc. XVI) revolucionou os estudos científicos e o primeiro estudioso a fazer uso desse instrumento para observar a Lua foi Galileu Galilei (1564 - 1642). Com sua luneta (capacidade de 20 vezes), Galileu elaborou um mapa da superfície visível da Lua, assim como outros pesquisadores fizeram logo após.

Galileu havia dito que a Lua não era uma esfera luminosa, lisa e brilhante, como se acreditava, e sim esburacada, coberta de montanhas e sulcada por vales profundos.

Valendo de instrumentos cada vez mais poderosos (telescópios), os astrônomos elaboraram mapas bastante precisos da face visível da Lua e, a partir de 1840, passaram a receber o valioso auxílio da fotografia, recém-inventada.

Com técnicas cada vez mais apropriadas, os cientistas mediram a temperatura da Lua (através do balômetro), mediram a órbita exata e a distância média entre a Lua e a Terra (cerca de 400 000 km).

A partir da década de 50, o envio de cápsulas espaciais, permitiu obter dados mais precisos da Lua. Dezenas de sondas fotografaram a superfície. Finalmente, na década de 60, ocorreu o pouso de cápsulas, com a descida do homem à Lua.

1969 - O homem pisa na Lua pela primeira vez

Foi realizado com êxito o primeiro desembarque de astronautas em solo lunar, na fase mais importante do projeto Apollo norte-americano. Tripulantes da nave Apollo 11, Neil Armstrong e Edwin Aldrin desceram ao solo lunar num módulo de pouso, enquanto Michael Collins ficou girando em torno da Lua. Ficaram quase duas horas, trouxeram amostras do solo lunar e valiosas informações científicas e depois todos voltaram à Terra. As seis missões Apollo trouxeram à Terra cerca de 2.200 amostras de rochas, o equivalente a, aproximadamente, 400g.

Depois dessa nave, foram enviadas cinco cápsulas tripuladas continuando as pesquisas do projeto Apollo até seu encerramento (em 1972).

Lua
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade"

Homens que pisaram na Lua

As seis naves Apollo, levaram cada uma, três homens, sendo que dois pisavam na Lua e um ficava na nave para fazer o resgate:

Apollo 11 (1969) - Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins (não desceu)

Apollo 12 (1969) - Charles Conrad, Alan Bean e Richard Gordon (não desceu)

Apollo 14 (1971) - Alan Shepard, Stuart Roose e Edgar Mitchell (não desceu)

Apollo 15 (1971) - David Scott, James Irwin e Alfred Worden (não desceu)

Apollo 16 (1972) - John Young, Charles Duke e Thomas Mattingly (não desceu)

Apollo 17 (1972) - Eugene Cernan, Ronald Evans e Harrison Schmitt (não desceu).

Características

Provavelmente, a Lua surgiu a 4,6 bilhões de anos, ao mesmo tempo que a Terra.

Pode atingir 100º C entre o dia e a noite, em um determinado ponto da superfície. As temperaturas extremas atingem 117º C de dia e -171º C à noite, em locais distintos.

A Lua é o satélite natural da Terra e nela reflete a luz recebida do Sol, de forma diferente, de acordo com a posição que se encontra (essas variações denominam-se fases, na seqüência: lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante.

A Lua cheia ocorre quando a Lua está em oposição ao Sol, de tal modo, que sua sua parte iluminada é totalmente visível da Terra. A Lua nova está situada entre o Sol e a Terra e apresenta a face obscurecida.

Relevo lunar

Existem depressões circulares ou poligonais, de dimensões variáveis: as crateras. As maiores ultrapassam os 200 km de diâmetro e as menores, não excedem 1 km. Porém, existe uma multidão de crateras de dimensões inferiores.

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Lua

O solo lunar

O solo da Lua é formado de pedras mais ou menos soterradas em uma camada de poeira constituída de fragmentos rochosos reduzidos à pó, com espessura que varia de alguns milímetros a cerca de 15cm, conforme o local. Sob este tapete de poeira, se estende uma camada de rochas fragmentadas, o regolito, cuja espessura varia de 2 a 20m.

As rochas lunares possuem 75 novas variedades de minerais (principalmente silicatos), representando 33 espécies distintas, além de cerca de 80 conhecidas em meteoritos e mais 2 mil conhecidas na Terra.

Estrutura interna

A crosta lunar é composta de várias camadas, com cerca de 60 km de espessura no hemisfério visível da Terra e com cerca de 100 km de espessura no hemisfério oposto; Um manto com cerca de 1000 km de espessura; E um núcleo, com 700 km de raio, contendo grande quantidade de ferro. Esse núcleo seria relativamente pastoso, com uma temperatura central de 1.500º C.

Características físicas

Diâmetro médio - 3.476 km

Massa - 73,4.1021 kg

Volume - 22.109 km3

Densidade média - 3,34

Albedo - 0,073

Características orbitais

Raio de sua órbita - 384.400 km

Excentricidade média da órbita - 0,0549

Distância máxima do perigeu - 406.720 km

Distância mínima do perigeu - 356.375 km

Inclinação média da órbita em relação à eclíptica - 5,1453º

Inclinação do equador lunar em relação à órbita - 6º 41'

Período de revolução sideral (retorno à mesma posição no céu em relação as estrelas) - 27,321 660d

Sinódico (retorno à mesma posição em relação ao Sol) - 29, 530 588 d, ou 29d 12h 44mim. 2,8s.

Fonte: www.webciencia.com

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