Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Lua - Página 8  Voltar

Lua

Lua

A Lua é o único satélite natural da Terra, situando-se a Distância entre a 340.000 km do nosso planeta. Visto da Terra, o satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma face, fato que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de lua nova.

Seu período de rotação é igual ao período de translação.

A Lua não tem atmosfera e apresenta, embora muito escassa água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.

É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência de os oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século, e como consequência, a Lua se afasta de nosso planeta em média 3 cm por ano.

A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. Sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se fora do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrônomos usam este argumento para afirmar que vivemos em um dos componentes de um planeta duplo. De qualquer modo, a presença da Lua atua estabilizando o movimento de rotação da Terra.

Formação da Lua

A origem da Lua é incerta, mas as similaridades no teor dos elementos encontrados tanto na Lua quanto na Terra indicam que ambos os corpos podem ter tido uma origem comum.

Nesse aspecto, alguns astrônomos e geólogos alegam que a Lua teria se desprendido de uma massa incandescente de rocha liqüefeita primordial, recém-formada, através da força centrífuga. Outra corrente supõe que o choque de um planeta entretanto desaparecido e denominado Theia ainda no princípio da formação do planeta teria forçado a expulsão de uma massa de rocha líquida, que teria sido aprisionada pelo campo gravitacional do corpo maior. Esta teoria recebeu o nome de Big Splash.

Há ainda um grupo de teóricos que acreditam que, seja qual for a forma como surgiram, haveria dois satélites naturais orbitando a Terra: o maior seria a Lua, e o menor teria voltado a se chocar com a Terra, formando as massas continentais.

Exploração Lunar

No início da década de 60 o presidente John F. Kennedy colocou como meta para os Estados Unidos da América o envio de um Homem à Lua nos antes do fim da década. Este desafio foi concretizado no projeto Apollo. Em 20 de Julho de 1969 Neil Armstrong tornou-se o primeiro Homem a caminhar na Lua.

Existem grupos que duvidam deste evento, alegando ser a Lua transmitida pela televisão um cenário montado, e todo o evento teria sido usado como propaganda do regime estado-unidense durante a Guerra Fria.

A trajetória da Lua

É tentador imaginar que a trajetória da Lua roda em volta da Terra de tal modo que por vezes anda para trás.

Mesmo quando vemos uma representação da sua trajetória como a que se mostra na animação seguinte, a nossa percepção cria-nos uma ilusão:

Lua

A Lua parece andar para trás. E, na verdade, (mesmo nesta animação, em que a sua trajetória é representada como uma curva sinusoidal) ela avança sempre.

A Lua anda para trás?

Lua
Ilustração do Sol, da Lua e da Terra

A principal razão para essa ideia errada é o fato de nas representações do sistema solar, em que as trajetórias dos planetas são desenhadas do ponto de vista do Sol, é comum representar-se a trajetória da Lua do ponto de vista da Terra, o que é enganador.

O movimento aparente diário da Lua, devido à rotação da Terra em torno do seu eixo, ajuda ainda mais a fortalecer essa ideia errada.

De fato, como a força gravitacional do Sol sobre a Lua é 2,2 vezes mais forte do que a exercida pela Terra, a Lua descreve uma elipse quase idêntica à da Terra em volta do Sol.

E a sua trajetória é sempre convexa: curva-se sempre na direcção do Sol.

Não é esse o caso da maioria dos satélites artificiais, que fazem uma rotação em volta da Terra em menos de 2 horas. Mas a rotação da Lua em volta da Terra é umas 4 centenas de vezes mais lenta.

Lua
A trajetória real da Lua

A figura à cima descreve melhor o que realmente acontece. É mais esclarecedor visualizar o movimento da Lua como se ela fosse uma mota que acompanha um automóvel (a Terra), ambos em movimento numa mesma estrada. A mota, uma vez por mês acelera e ultrapassa o automóvel pela direita e depois deixa-se ficar para trás pela esquerda.

De fato, a Lua, quando fica para trás (quarto crescente) é acelerada pela atração gravítica da Terra e quando se adianta (quarto minguante) é travada pela atração gravítica da Terra.

De fato, tanto a Terra como a Lua estão em queda-livre em volta do centro de massa do sistema Terra-Lua (localizado dentro da Terra) que, por sua vez, está em queda-livre em torno do centro de massa do sistema Sol-Terra-Lua (localizado dentro do Sol).

Por isso, podia de fato ser mais esclarecedor e menos geocêntrico dizer que a Terra e a Lua rodam ligeiramente em torno do seu centro de massa comum, à medida que seguem a uma órbita comum em torno do Sol. Alguns astrónomos defendem aliás que o sistema Terra-Lua é um planeta duplo, já que a influência gravitacional do Sol é comparável com sua interação mútua.

Usando a Lua para visualizar a trajetória da Terra

Quando a Lua está em quarto minguante, a Lua está à frente da Terra.

Como a distância da Terra à Lua é de cerca de 384404 km e a velocidade orbital da Terra é de cerca de 107 mil km/h, a Lua encontra-se num ponto onde a Terra vai estar daí a cerca de 3 horas e meia. Do mesmo modo, quando vemos a Lua em quarto crescente, ela encontra-se aproximadamente no ponto do espaço «onde nós estávamos» 3 horas e meia antes!

O brilho da Lua

O brilho da Lua não diminui para metade quando ela está em quarto.

O seu brilho é apenas 1/10 do que ela tem quando está cheia! Isso deve-se ao relevo da Lua: quando ela está em quarto as partes mais elevadas projetam sombras nas partes menos elevadas e reduzem a quantidade de luz solar refletida na direcção da Terra.

Porque é que a Lua nos mostra sempre a mesma face?

As partes mais próximas de um objeto em órbita em volta de um planeta sofrem uma atração gravitacional maior deste (porque estão a uma menor distância dele) do que as mais distantes, ou seja, há um gradiente de gravidade. Isso faz com que se gere um binário que leva o objeto a acabar por ficar orientado no espaço de modo a que seja a sua parte com uma maior massa a ficar voltada para o planeta.

É esse efeito que explica porque é que a Lua assume uma taxa de rotação estável que mantém sempre a mesma face voltada para a Terra.

O seu centro de massa está distanciado do seu centro geométrico de cerca de 2 km na direcção da Terra. (Curiosamente, não se sabe porquê, do lado voltado para a Terra a sua crosta é mais fina e é onde estão concentrados os «mares» - as zonas mais planas.)

As marés atrasam a rotação da Terra

As marés altas não ocorrem exatamente no alinhamento entre os centros da Terra e da Lua.

Os altos correspondentes às marés altas são levados um pouco mais para a frente pela rotação da Terra.

Lua
Esquema mostrando a influência da Lua nas marés terrestres

Como resultado disso, a força de atração entre Terra e Lua não é exercida exatamente na direcção da linha entre os seus centros e isso gera um binário sobre a Terra que contraria a sua rotação (e está a atrasar a rotação da Terra de cerca de 2 milisegundos por dia) e uma força de atração sobre a Lua, puxando-a para a frente na sua órbita e elevando-a para uma órbita (afastando-se da Terra cerca de 3,8 cm por ano). Ou seja, há uma transferência líquida de energia da Terra para a Lua.

Eventualmente este efeito fará com que o alto da maré acabe por ficar exatamente alinhado com a linha Terra-Lua e a partir daí o efeito de travagem causado pelo binário acabará.

Mas nessa altura a Terra fará uma rotação exatamente no mesmo tempo em que a Lua faz uma rotação em volta da Terra: a Terra mostrará sempre a mesma face à Lua!

Como as marés originadas pela Terra na Lua são muito mais fortes, a rotação da Lua já foi travada de modo a ela nos mostrar sempre a mesma face, desaparecendo um binário que já terá existido.

A mesma coisa aconteceu já à maioria dos satélites do nosso sistema solar.

Fonte: pt.wikipedia.org

voltar 12345678avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal