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A Lua é um satélite que tem ¼ do diâmetro da Terra, e está apenas a 380 mil Km de distância da Terra. A superfície da Lua é rica em alumínio e titânio e seu interior é rochoso. Há possibilidades de existir na Lua (em pequena quantidade), mas não atmosfera. A falta de água líquida e de atmosfera que forme ventos, impede qualquer erosão, por isso a Lua tem grande quantidade de crateras visíveis. Qualquer buraco formado na Lua não desmancha pois não há erosão. A quantidade de meteoritos que caem na Terra é muito maior do que a quantidade que cai na Lua, só que na Terra a erosão causada pela chuva e vento desmancha as crateras produzida por eles.

Ela é um dos maiores satélites relativo ao seu planeta, com uma relação 1/81 da massa terrestre. Por isso o sistema Terra-Lua pode ser considerado um sistema planetário duplo. Por ser o objeto celeste mais próximo da Terra, foi possível, através de missões tripuladas, trazer para a Terra amostras de sua superfície. Da análise dessas amostras, verificou-se que sua composição é muito semelhante à da Terra, contendo praticamente os mesmos minerais. Porém não foi encontrado nenhum traço de água nem erosão atmosférica, apesar das amostras trazidas serem mais antigas que as terretres. Concluiu-se que a Lua, no início de sua formação era recoberta por uma espessa camada de lava fundida, que se resfriou gradualmente formando a crosta uniforme e de rochas claras.

Essa crosta recém formada foi submetida a um intenso bombardeio de meteoritos que deu origem ãs crateras conhecidas. O choque de meteoritos com dimensões quilômétricas provocaram as grandes depressões. A energia gerada e a contração provocada pelos impactos, fizeram com que o interior lunar ainda quente voltasse a se aquecer e fundir o magma. Esse magma fundido (de origem basáltica) aflorou à superfície nos locais enfraquecidos pelo impacto. O magma espalhou e formou as regiões baixas, vista da Terra como manchas escuras, os mares lunares. Isso aconteceu até cerca de dois bilhões de anos depois de sua formação. Desta época até agora, a Lua tem estado praticamente inativa, ocorrendo poucos impactos de grande porte que terminaram por fragmentar as rochas superfíciais, fazendo com que toda a superfície ficasse recoberta por minúsculos grãos de poeira.

Devido a baixa gravidade lunar, (que permite maior espalhamento das partículas) os últimos impactos de grande porte fizeram com que toda essa poeira se misturasse tornando possível se colher num único local, amostras de diversas regiões da Lua. Como aconteceu com todos os planetas terrestres em sua formação, quando ainda estavam na fase líquida, os materiais mais densos vão para o centro e os menos densos ficam na crosta. Isso aconteceu na Lua também, porém foi modificado posteriormente pelo bombardeio de meteoros. As análises feitas revelam que os continentes (regiões claras) são formadas por um tipo de rocha a base de óxido de cálcio, alumínio e silício. Já os mares (regiões escuras) apresentam grande quantidade de ferro e titânio, que se afloraram das regiões bem escuras mais profundas.

Crateras lunares

As crateras lunares são bem diversificadas quanto ao tamanho, variando de algumas centenas de quilômentros até alguns micrometros. Estas últimas existem, porque não há erosão na superfície lunar e são encontradas tanto nas rochas como na própria superfície recoberta de poeira.

As crateras podem ser classificadas como:

Primárias - dispostas geralmente de modo aleatório, havendo alguns alinhamentos determinados pela queda simultanea de um grupo de meteoros.

Secundárias - Localizadas em torno das primárias. São menores e pouco profundas. Geralmente caracterizadas pelas raias (formadas pela expulsão de matéria no momento do impacto e que fizeram sulcos no solo em forma de raios), pricipalmente as maiores. São superpostas sobre as primárias.

Vulcânicas - em número muito menor que as de impacto. O material que forma essas crateras e a região ao seu redor são particulas sólidas e finas.

Interior

Baseado nas análises feitas, elaborou-se uma teoria sobre o interior lunar, formado pela crosta composta de basaltos; mais abaixo o manto médio, que é formado pelo mesmo material da crosta, mas que sofre alterações devido ao aquecimento provocado pelos grandes impactos que deram origem aos mares; o manto inferior é composto de material no estado plástico; e o núcleo que é constituído basicamente de ferro, pouco níquel e talvez enxofre.

Fonte: www.cdcc.usp.br

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A Lua é o astro mais brilhante no céu depois do Sol. Desde os tempos mais remotos ela ocupa o imaginário do homem. Inspirou mitos e as mais variadas lendas. Para os romanos, Luna, estava associada à Diana, deusa da caça e era inspirada na deusa Ártemis dos gregos que a chamavam Selene.

Para os chineses era Heng-O, mãe de todas as luas, pois eles acreditavam que havia doze luas, uma para cada mês do ano. Para os astecas era Coyolxauhqui que significa sinos de ouro.

A Lua é o satélite natural da Terra. Está a uma distância de 385 mil quilômetros e tem um diâmetro de 3,5 mil quilômetros.

Apresenta rotação sincrônoma, ou seja, o período de rotação em torno de seu próprio eixo é igual ao período de rotação em torno da Terra, o que faz com que da Terra observemos sempre apenas uma de suas faces ficando a outra oculta.

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Timothy E. Black/AP 
Eclipse total da lua de novembro de 2003

As teorias para origem da Lua são:

1 - A Lua se formou junto com a Terra no mesmo processo.

Esta teoria não explica porque a Lua tem pouco Ferro.

2 - A Lua nasceu em um lugar do Sistema Solar onde havia pouco Ferro e foi capturada pela atração gravitacional da Terra.

Esta teoria falha porque rochas lunares possuem a mesma composição isotópica que na Terra. (Chamam-se isótopos dois átomos que possuem o mesmo número de prótons, porém diferente número de nêutrons. Isotópico é relativo a isótopo.)

3 - A Terra anteriormente girava tão rapidamente que cuspiu a Lua para fora.

Esta teoria falha, pois a velocidade de rotação da Terra quando da formação da Lua não devia ser suficiente para tal e sua velocidade de rotação hoje indica que o sistema Terra-Lua não poderia ter se formado desta maneira.

Em 1975 os astrônomos William K. Hartmann e Donald R. Davis apresentaram uma teoria segundo a qual no tempo em que a Terra se formou, a 4.5 bilhões de anos atrás, vários outros corpos também estavam se formando. Um deles chocou com a Terra espalhando fragmentos de rochas que passaram a orbitar o planeta e formaram um disco e finalmente se agregaram formando a Lua.

Algumas evidências se apresentam a favor desta hipótese, são elas:

A Terra tem um grande núcleo de Ferro, mas a Lua não tem. Isto se deve ao fato da Terra já ter drenado o Ferro para o núcleo antes do impacto.

A densidade média da Terra é 5.5 gramas por centímetro cúbico (g/cm3) a da Lua é 3.3 g/cm3. A razão é a mesma, falta quantidade suficiente de Ferro na Lua.

A Lua tem a mesma composição isotópica em oxigênio que a da Terra enquanto Marte e outros meteoritos de outras partes do Sistema Solar têm composições diferentes. Isto mostra que a Lua deve ter se formado nas vizinhanças da Terra.

A teoria do grande impacto tem a vantagem de envolver um evento catastrófico que pode acontecer com um ou dois planetas no sistema solar. (Somente Plutão, agora planeta anão, possui uma lua que tem uma fração apreciável do seu tamanho). Além destes, apenas Marte e os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano, e Netuno) possuem luas.

Existem evidências que as luas de Marte (Deimos e Phobos) sejam produtos de capturas de asteróides ou produtos de quebra de uma lua maior que orbitava o planeta em um passado distante. As luas dos planetas gasosos não devem ter sido formadas num processo semelhante à formação da nossa, no que tange a impactos.

Fonte: www.medio.com.br

Lua

A Lua é o objeto mais próximo de nós no espaço. Mesmo sem o uso de intrumentos podemos discernir áreas claras e escuras na superfície lunar, as áreas escuras foram denominadas mares (maria, em latim), mas estas áreas nada têm em comum com os mares e oceanos terrestres. Com auxílio de binóculos ou um pequeno telescópio podemos ver crateras na superfície da Lua, todas formadas por impacto de meteoritos.

Na Terra também existem crateras resultantes de impactos, mas estas são menos abundantes que na Lua porque a atmosfera terrestre permite que apenas os meteoritos de maior tamanho (que existem em menor numero se comparado aos de dimensões menores) cheguem a superfície, os menores são totalmente consumidos pela atmosfera, gerando um fenômeno popularmente denominado como 'estrela cadente'. Outro fator que dificulta a localização de crateras na Terra é a erosão, que deforma o terreno, além da ocupação humana, vulcões e terremotos, que alteram o ambiente; na Lua a tênue atmosfera e a inexistência (atualmente) de vulcanismo e baixa atividade tectônica preservam as crateras.

O primeiro homem a pisar na Lua foi Neil Armstrong, da Apolo 11, em 1969. Várias missões foram enviadas a Lua e trouxeram para a Terra vários gramas de material do solo lunar, sismômetros foram deixados na Lua e detectaram abalos sísmicos (moonquakes) além de impacto de meteoritos.

A origem da Lua ainda não é conhecida, uma teoria que dizia que esta teria se originado de material proveniente de onde hoje se encontra o oceano Pacífico já foi descartada, pois a composição do solo lunar é diferente da do solo terrestre e as rochas terrestres apresentam água em sua composição enquanto as lunares não. Sabemos que a Terra e a Lua foram formadas em épocas próximas, mas ainda não se sabe se a Lua sempre foi satélite da Terra ou se fora capturada após a formação desta última.

Atráves da atividade sísmica e estudo do campo gravitacional lunar foi possível construir um modelo de sua estrutura interna. Os abalos sísmicos na Lua ocorrem em regiões mais profundas e com menor intensidade que na Terra, a maioria dos abalos ocorrem na região que divide o manto sólido (litosfera) e o núcleo (astenosfera). As ondas S não penetram na astenosfera, indicando que esta não é completamente sólida. Alguns abalos sísmicos na Lua podem ser gerado pelas forças de maré.

As missões à Lua também verificaram a existência de concentração maior de massa (mascons) nas regiões abaixo dos mares, esta concentração ocorre porque nestas regiões existem grandes brocos de basalto formados pelos impactos que geraram os mares, depois disto as crateras foram preenchidas por lava, como pode ser visto no Mare Ibrium.

Com o início das missões espaciais e em particular com o programa Apolo cresceu o interesse pela Lua, mas o início do estudo da Lua ocorreu por volta de 2000 aC.

O movimento mais evidente da Lua, o seu nascimento no leste o ocaso ao oeste, nada mais é que o efeito da rotação da Terra. Mas a Lua executa um movimento real em direção ao leste, levando aproximadamente 27,32 dias para dar uma volta completa, este período é denominado 'mês sideral'; isto é, a cada mês sideral a Lua retorna à mesma posição do céu em relação às estrelas distantes.

Após este período as posições relativas do Sol, Terra e Lua não serão as mesmas, o período necessário para que as posições sejam as mesmas é 29,53 dias, conhecido como 'mês sinódico', e é o período necessário para que uma fase da Lua se repita; por exemplo, na Lua cheia, Terra, Sol e Lua devem estar alinhados,e isto ocorre a cada 29,53 dias. A fase da Lua coincide com a data a cada 19 anos, este período é conhecido como 'ciclo metônico'.

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Fases da Lua

Eclíptica é uma linha imaginária no céu que o Sol percorre. O plano equatorial terrestre forma com a eclíptica um ângulo de 23,5° , o plano equantorial lunar forma um ângulo de 5° com a eclíptica. É esta pequena inclinação de 5° que faz com que não tenhamos um eclipse a cada lua nova ou cheia, já que o eclipse ocorre quando o Sol, Terra e Lua estão alinhados.

Os pontos onde a trajetória da Lua cruza a eclíptica são denominados 'nodos', estes se deslocam gradualmente para oste no céu, e completam uma revolução completa no céu em 18,61 anos. Então para que ocorra o eclipse, é necessário o alinhamento, que pode ocorrer apenas nos nodos.

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Plano equatorial da Terra, da Lua e nodos

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Eclipse Lunar
Ocorre quando a Lua passa pela sombra da Terra.

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Eclipse solar

Como os diâmetros angulares do Sol e da Lua são semelhantes, o eclipse total só ocorre eu uma área limitada (A) da superfície terrestre, quando a sombra não alcança a superfície da Terra temos um eclipse anular, o eclipse é parcial nas regiões de penumbra (B).

Fonte: www.geocities.com

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TAMANHO

Lua, o único satélite natural da Terra, é o quinto satélite em tamanho, mais de dois-terços do tamanho de Mercúrio, e mais de três vezes maior do que o maior dos asteróides. Tem, de fato, um quarto do tamanho da Terra, com um diâmetro de 3476 km.

Distância

Como a Lua está relativamente próxima, podemos medir sua distância por meios geométricos. A distância média é de 384 403 km.

Brilho

Após o Sol, a Lua cheia é o objeto mais brilhante do céu. Entretanto, sua superfície não é lisa e sua cor cinza-marrom reflete pouca luz.

De fato, a lua é um dos mais pobres refletores do sistema solar. A quantidade de luz refletida por um corpo é chamada de albedo (Latim: albus, branco). A Lua reflete somente 7% da luz do Sol que incide sobre ela, de modo que seu albedo é 0.07.

Fases

As fases da Lua são causadas pelas posições relativas da Terra, da Lua e do Sol. A Lua orbita a Terra em média em 27 dias 7 horas 43 minutos.

O Sol sempre ilumina a metade da Lua na direção do Sol (exceto durante um eclipse lunar, quando a Lua passa pela sombra da Terra). Quando o Sol e Lua estão em lados opostos da Terra, a Lua aparece cheia para nós, um disco brilhante e redondo. Quando a Lua está entre a Terra e o Sol, ela aparece escura, a Lua nova. No período intermediário, parece crescer até cheia, e então decresce até a próxima lua cheia.

A borda da sombra (o terminador) é sempre curva, sendo uma vista obliqua de um círculo, que dá à Lua sua forma crescente ou minguante.

A simula&ccedul;ão ao lado mostra a Lua com o seu hemisfério oeste para a direita e seu hemisféril leste para a esquerda. Na fase cresente o Sol ilumina a Lua pelo lado oeste, na fase minguante o Sol ilumina a Lua pelo lado leste.

O Lado Distante

As pessoas muitas vezes se referem ao "lado escuro da Lua", mas ele não existe. O Sol ilumina todos os lados da Lua enquanto ela gira. Entretanto, existe um "lado distante da Lua" que nunca é visto aqui da Terra. Com o passar das eras, as forças gravitacionais da Terra reduziram a rotação da Lua sobre seu eixo até que o período rotacional fosse exatamente igual ao período de sua órbita em torno da Terra.

Você pode simular este efeito usando dois objetos redondos, como bolas. Mantenha uma das bolas estacionária, para representar a Terra. Mova a outra bolsa em volta da "Terra" sem mover seu pulso. Você verá que pessoas na "Terra" veêm todos os lados da "Lua". Entretanto, se voce girar a "Lua" na sua órbita em redor da "Terra", você pode ver que você pode ajustar a rotação de modo que somente um lado da "Lua" é visto a partir da "Terra". É por isto que as formas na face da Lua nunca mudam.

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A distância Terra-Lua foi medida por radar e por laser, como na figura ao lado em que um laser é disparado até um espelho colocado pelos astronautas na Lua, e o tempo de inda e vinda do laser é medido. Seu valor médio é de 384 000 km e varia de 356 800 km a 406 400 km. A excentricidade da órbita da Lua é de 0,0549.

A Lua tem três movimentos principais: rotação em torno de seu próprio eixo, revolução em torno da Terra e translação em torno do Sol junto com a Terra.

O plano orbital da Lua em torno da Terra tem uma inclinação de 5°9' em relação à eclíptica. Apesar desse ângulo permanecer aproximadamente constante, o plano orbital não é fixo, movendo-se de maneira tal que seu eixo descreve um círculo completo em torno do eixo da eclíptica num período de 18,6 anos. Portanto, em relação ao equador da Terra, a órbita da Lua tem uma inclinação que varia de 18,4° (23,5° - 5,15°) a 28,7° (23,5° + 5,15°).

Em relação ao equador da Lua, o seu plano orbital tem uma inclinação de menos do que 1°

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O diâmetro aparente médio da Lua é de 31' 5" (0,518°), de onde se deduz que o diâmetro da Lua é de 3476 km (D=384 000 km × sen 0,518); a massa da Lua é de 1/81 da massa da Terra.

Devido à rotação sincronizada da Lua, a face da Lua que não podemos ver chama-se face oculta, que só pode ser fotograda pelos astronautas em órbita da Lua.

Fonte: astro.if.ufrgs.br

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Dados e Curiosidades da Lua

Massa: 0,12 em relação a da Terra

Volume: 0,02 em relação ao da Terra

Diâmetro: 3476 km

Distância da Terra: 384403 km

Duração do dia: 27,32 dias terrestres

Órbita: 27,32 dias terrestres

Temperatura média superficial

Dia: 107° C

Noite: -153° C

Aceleração gravitacional: 1,62 m/s²

Velocidade Orbital Média: 1,023 km/s

Densidade Média: 3,34 g/cm³

Lua é o único satélite natural da Terra.

É conhecida desde a pré-história. Os romanos a chamavam Luna e os gregos Selene e Ártemis. Por volta de 1600, Galileo e outros astrônomos fizeram as primeiras observações da superfície lunar utilizando telescópios, descobrindo uma infinidade de crateras na sua superfície.

Foi visitada pela primeira vez pela sonda soviética Luna 2, em 1959. Mais tarde, no dia 20 de julho de 1969, tornou-se o primeiro corpo celeste a ser visitado pelo homem, quando por lá aterrissou a missão norte-americana Apollo 11 com Neil Amstrong e Edwin Aldrin.

A última visita feita por um homem à Lua ocorreu em dezembro de 1972.

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Edwin sendo fotografado por Amstrong

Aqui da Terra não conseguimos ver uma das faces da Lua. Isso ocorre devido ao fato de sua rotação e sua órbita estarem em fase. Este lado oculto era praticamente desconhecido até ser fotografado pela sonda soviética Luna 3, em 1959.

O satélite tem se afastado cerca de 3,5 centímetros por ano. O acoplamento gravitacional entre Lua e Terra, além de causar as marés, também transfere energia gravitacional da Terra para Lua. Isso diminui a rotação da Terra e acelera a da Lua.

Datas Importantes

2 de janeiro de 1959: lançamento da primeira sonda lunar (Luna 1 – URSS), que passou a 6 mil km da Lua.

13 de setembro de 1959: primeira sonda a chegar à Lua (Luna 2 – URSS).

7 de outubro de 1959: são obtidas as primeiras fotos da face oculta da Lua pela sonda soviética Luna 3

21 de julho de 1968: primeira recuperação de um aparelho proveniente da região lunar, a sonda soviética Zond – 5

21 à 27 de dezembro de 1968: primeira missão lunar pilotada

21 de julho de 1969: primeiro desembarque humano na Lua. Foi feito pela missão norte-americana Apollo 11 que trazia Neil Amstrong e Edwin Aldrin.

Calendário Lunar

Foi criado por povos nômades ou de vida pastoril, baseado nas fases da Lua. O dia começa com o pôr-do-sol. O ano é composto de 12 lunações de 29 dias e 12 horas (ou seja, meses de 29 a 30 dias intercalados), num total de 354 ou 355 dias. A defasagem de 11 dias em relação ao ano solar (365 dias) é corrigida pela inclusão de um mês extra periodicamente. Para que os meses compreendam números inteiros de dias, adota-se o emprego de meses alternados de 29 e 30 dias.

Você sabia que...

Lua não possui atmosfera...

O Alcorão ensina aos maometanos olhar a primeira lua nova para iniciar o jejum de Ramadan...

O primeiro dia do calendário judaico (Rosh Hashana) cai na primeira lua cheia após o equinócio de setembro...

Na Índia, os primeiros calendários dão maior importância aos movimentos da lua através das estrelas (período sideral) dando ao mês 27 ou 28 dias...

O calendário maometano é o único calendário lunar em uso até hoje...

Lua também aquece a Terra...

Lua não tem campo magnético...

A Terra também ilumina a Lua...

Fonte: www.fisica.net

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Fig. 1 - A Lua - É o satélite natural do nosso planeta e um dos muitos do nosso sistema solar

A Lua (do latim Luna) é o único satélite natural da Terra, situando-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta.

Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Neptuno é cercado por 13 delas; Urano por 27; Saturno tem 60; Júpiter é o que tem mais até então e possui 63. A Lua terráquea não é a maior de todo o Sistema Solar - Ganimedes, uma das luas de Júpiter, é a maior - mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmente em relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.

Visto da Terra, o satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), fato que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova. Seu período de rotação é igual ao período de translação. A Lua não tem atmosfera e apresenta, embora muito escassa, água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.

É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência de os oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século, e, como consequência, a Lua se afasta de nosso planeta em média 3 cm por ano.

A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. A sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrónomos usam este argumento para afirmar que vivemos num dos componentes de um planeta duplo, mas a maioria discorda, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos.

Como se terá formado a Lua?

A origem da Lua é incerta, mas as similaridades no teor dos elementos encontrados tanto na Lua quanto na Terra indicam que ambos os corpos podem ter tido uma origem comum. Nesse aspecto, alguns astrónomos e geólogos alegam que a Lua se teria desprendido de uma massa incandescente de rocha liquefeita primordial, recém-formada, através da força centrífuga.

Outra hipótese, aquela que é aceite pela maioria dos cientistas, é a de que um planeta desaparecido e denominado Theia, aproximadamente do tamanho de Marte, ainda no princípio da formação da Terra, teria chocado com nosso planeta. Tamanha colisão teria desintegrado totalmente o planeta Theia e forçado a expulsão de pedaços de rocha líquida. Esses pequenos corpos foram condensados num mesmo corpo, o qual teria sido aprisionado pelo campo gravitacional da Terra. Esta teoria recebeu o nome de Big Splash.

Há ainda um grupo de teóricos que acreditam que, seja qual for a forma como surgiram, haveria dois satélites naturais orbitando a Terra: o maior seria a Lua, e o menor teria voltado a chocar com a Terra, formando as massas continentais.

A Geologia da Lua

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Fig. 2 - Crateras na superfície lunar

O conhecimento sobre a geologia da lua aumentou significantemente a partir da década de 1960 com as missões tripuladas e automatizadas. Apesar de todos os dados recolhidos ao longo de todos esses anos, ainda há perguntas sem respostas que apenas poderão ser esclarecidas com a instalação de futuras bases permanentes e um amplo estudo sobre a superfície da lua.

Graças à sua distância da Terra, a Lua é o único corpo, para além da Terra, do qual se conhece detalhadamente a sua geologia. As missões tripuladas Apollo contribuíram com a recolha de 382 kg de rochas e amostras do solo, e as sondas automáticas soviéticas Luna cerca de 326 gr.

As explorações e os estudos do solo da Lua levaram os cientistas a concluir que a queda de meteoros na sua superfície desprotegida de atmosfera é a principal causa de seu solo ser esburacado já que atmosfera pode diminuir a velocidade desses objetos ao colidirem, razão pela qual abrem mais crateras contra a superfície lunar do que na terra.

As partes mais próximas de um objeto em órbita em volta de um planeta sofrem uma atração gravitacional maior deste (porque estão a uma menor distância dele) do que as mais distantes, ou seja, há um gradiente de gravidade.

Isso faz com que se gere um binário que leva o objeto a acabar por ficar orientado no espaço de modo a que seja a sua parte com uma maior massa a ficar voltada para o planeta. É esse efeito que explica porque é que a Lua assume uma taxa de rotação estável que mantém sempre a mesma face voltada para a Terra.

O seu centro de massa está distanciado do seu centro geométrico de cerca de 2 km na direcção da Terra.

Curiosamente, não se sabe porquê, do lado voltado para a Terra a sua crosta é mais fina quanto à amplitude de relevo e é onde estão concentrados os mares - as zonas mais planas.

As designações "continentes" e "mares" não devem ser entendidas com o mesmo significado que têm na Terra. Os continentes são escarpados e constituídos por rochas mais claras (anortositos), essencialmente formados por feldspatos, que refletem 18% da luz incidente proveniente do Sol. Apresentam, em geral, um maior número de crateras de impacto e ocupam a maior extensão da superfície lunar.

Os mares lunares não têm água, apresentam a sua superfície mais plana do que a dos continentes, fazendo lembrar a superfície livre de um líquido. São escuros, constituídos por basaltos, refletindo apenas cerca de 6% a 7% da luz incidente. A formação dos mares, que são mais abundantes na face visível do que na face não visível (lado escuro), relaciona-se com os impactos meteoríticos.

Crateras e existência de água

A superfície da lua possui várias crateras de impacto, que se formaram quando asteróides e cometas colidiram na superfície lunar. Há inúmeras de crateras com mais de um quilómetro de diâmetro na Lua. A falta de uma atmosfera, o clima e recentes processos geológicos fazem com que asteróides consigam chocar com a Lua com muita facilidade, o que deixa a superfície lunar cheia de crateras.

A maior cratera na Lua, que também tem a distinção de ser uma das maiores crateras conhecidas no Sistema Solar, é a Cratera do Polo-sul Aitken. Ela está no lado escuro da Lua, entre o polo sul e o equador, e tem cerca de 2240 quilómetros de diâmetro. Exemplos de crateras no lado visível da Lua são Mare Imbrium, Mare Serenitatis, Mare Crisium e Mare Nectaris.

Segundo descobertas recentes anunciadas pela Nasa, conseguidas graças à missão LCROSS (iniciais de Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, do inglês, Satélite de Observação e Sensoriamento de Crateras Lunares), foi confirmada a existência de água no estado sólido na Lua. O aparelho carregava o foguete Centaur, que atingiu a Lua com extrema força de impacto no dia 9 de outubro de 2009, nas proximidades do polo sul lunar.

Um buraco de 30 metros de largura foi aberto, onde foram encontrados quase 100 litros de água congelada. Analisada pelo satélite Lcross, a nuvem de vapor e poeira fina resultantes também revelou o local com fonte de grandes quantidades de hidrogénio.

A experiência faz com que os cientistas acreditem na possibilidade de haver mais água espalhada por todo o subsolo lunar do que se poderia imaginar. O satélite natural da Terra, agora começa a ser encarado seriamente como terreno para a construção de uma base espacial que serviria de apoio para missões tripuladas a outros planetas do sistema solar.

A Lua e as marés

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Fig. 3 - A influência da Lua nas marés terrestres. Legenda: Sol (amarelo) Lua (cinzento), Terra(Laranja) Altura da maré(azul)

Num campo gravitacional terrestre ideal, ou seja, sem interferências, as águas à superfície da Terra sofreriam uma aceleração idêntica na direção do centro de massa terrestre, encontrando-se assim numa situação isopotencial (situação A na imagem). Mas devido à existência de corpos com campos gravitacionais significativos a interferirem com o da Terra (Lua e Sol), estes provocam acelerações que atuam na massa terrestre com intensidades diferentes.

Como os campos gravitacionais atuam com uma intensidade inversamente proporcional ao quadrado da distância, as acelerações sentidas nos diversos pontos da Terra não são as mesmas. Assim (situação B e C na imagem) a aceleração provocada pela Lua têm intensidades significativamente diferentes entre os pontos mais próximos e mais afastados da Lua.

Desta forma as massas oceânicas que estão mais próximas da Lua sofrem uma aceleração de intensidade significativamente superior às massas oceânicas mais afastadas da Lua. É este diferencial que provoca as alterações da altura das massas de água à superfície da Terra.

Quando a maré está em seu ápice chama-se maré alta, maré cheia ou preamar; quando está no seu menor nível chama-se maré baixa ou baixa-mar. Em média, as marés oscilam em um período de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido à órbita lunar.

A altura das marés alta e baixa (relativa ao nível do mar médio) também varia. Nas luas nova e cheia, as forças gravitacionais do Sol estão na mesma direcção das da Lua, produzindo marés mais altas, chamadas marés de sizígia. Nas luas minguante e crescente as forças gravitacionais do Sol estão em direcções diferentes das da Lua, anulando parte delas, produzindo marés mais baixas chamadas marés de quadratura.

Características principais da Lua  

   Semieixo maior  
384 399 km
   Perigeu     363 104 km
   Apogeu     405 696 Km 
   Período orbital     27,3216 dias
   Velocidade orbital média     1,022 km/s
   Diâmetro equatorial      3474,8 km
 
   Área da superfície     3,793 × 107 km²
   Densidade média     3,34 g/cm³
 
   Massa     7,349 × 1022 kg
   Temperatura média      - 53,1 ºC 

Outras curiosidades

No início da década de 1960 o presidente John F. Kennedy colocou como meta para os Estados Unidos o envio de um Homem à Lua antes do fim da década. Este desafio foi concretizado no projeto Apollo. Em 20 de Julho de 1969 Neil Armstrong tornou-se o primeiro Homem a caminhar na Lua.

A última missão tripulada norte-americana à Lua foi a Apollo 17, em dezembro de 1972. O veículo de exploração lunar (LRV - Lunar Roving Vehicle), comandado por Eugene A. Cernan, explorou por 33 quilómetros um vale da Lua, o Taurus-Littrow. Os astronautas, Cernan e Harrison H. Schmitt, exploraram a superfície da Lua, enquanto o terceiro membro da equipe, o comandante naval Ronald Ellwin Evans permanecia em órbita. A permanência da tripulação em solo lunar foi de 22 horas.

Quando a Lua está em quarto minguante, a Lua está à frente da Terra. Como a distância da Terra à Lua é de cerca de 384404 km e a velocidade orbital da Terra é de cerca de 107 mil km/h, a Lua encontra-se num ponto onde a Terra vai estar daí a cerca de 3 horas e meia. Do mesmo modo, quando vemos a Lua em quarto crescente, ela encontra-se aproximadamente no ponto do espaço "onde nós estávamos" 3 horas e meia antes.

O brilho da Lua, também conhecido como luar, não diminui para metade quando ela está em quarto.

O seu brilho é apenas 1/10 do que ela tem quando está cheia.

Isso deve-se ao relevo da Lua: quando ela está em quarto as partes mais elevadas projetam sombras nas partes menos elevadas e reduzem a quantidade de luz solar refletida na direcção da Terra.

Fonte: www.explicatorium.com

Lua

Se a Lua nascer logo após o Sol se pôr, estará próxima de ser Lua Cheia ou Lua Nova?

Se a Lua nascer quando o Sol se está a pôr, estará perto da fase de Lua Cheia, pois a face iluminada da Lua estará quase totalmente voltada para a Terra.

Se a Lua for visível na vertical do observador (zénite) numa noite às 21:00 horas, na noite seguinte às 21:00 será visível a Leste ou a Oeste do zénite?

Como a Lua orbita a Terra em cerca de 29 dias na mesma direcção da rotação da Terra, cada dia à mesma hora a Lua está mais para Leste do que no dia anterior.

Porque é que as crateras existentes nos mares da Lua são, geralmente, mais recentes do que as existentes nas zonas altas?

Os mares da Lua são as zonas mais jovens da Lua. Qualquer cratera nestas zonas terá de ser relativamente recente. As zonas altas, sendo mais antigas apresentam crateras de todas as idades.

De onde vem toda a poeira existente na superfície da Lua?

A poeira na superfície da Lua resulta da fragmentação das rochas devido aos choques térmicos, choques com meteoroides e desintegração devido aos raios cósmicos.

Quanto tempo leva a Lua a rodar sobre o seu próprio eixo, vista de um ponto de referência imóvel relativamente às estrelas distantes?

A Lua demora 27,32 dias a orbitar a Terra se considerarmos o ponto de vista das estrelas distantes. Demora 29,53 dias a voltar à mesma posição em relação ao Sol do ponto de vista da Terra.

Porque é que não observamos um eclipse solar todos os meses?

A órbita da Lua é inclinada 5 graus em relação ao plano da eclíptica. O eclipse do Sol só pode ocorrer quando a Lua Nova coincide com a passagem da Lua pelo plano da eclíptica.

Fonte: www.portaldoastronomo.org

Lua

Satélites naturais são os corpos celestes que vagam no espaço em torno de outros, como a Lua em torno da Terra, os satélites não têm luz própria, eles são astros iluminados. 

Os satélites artificiais são construídos pelo homem.

Também viajam pelo espaço, mas com uma missão especial: a de receber e enviar mensagens para o nosso planeta. 

Outros planetas também têm satélites, por exemplo, Saturno tem dezoito satélites (luas) movendo-se a sua volta. 

O único satélite natural da Terra é a Lua, ou seja, ela gira em torno da Terra. Para completar uma volta em torno da Terra a Lua leva 28 dias e esse giro chama-se revolução, neste mesmo período, a Lua dá um giro completo em torno de si mesma. 

Como a Lua também é iluminada pelo Sol, dependendo da posição dela e da Terra em relação ao Sol vemos diferentes fases da Lua.

Lua

As quatro fases principais do ciclo são:

Nova

A Lua é nova quando a face visível da Lua voltada para a Terra não recebe nenhuma luz do Sol. Dizemos também que nesse dia a Lua está em conjunção com o Sol. A Lua Nova não é visível, a não ser durante os eclipses do Sol que, aliás, só acontecem quando é Lua Nova. A Lua Nova nasce por volta das seis horas da manhã e se põe às seis da tarde, aproximadamente. Ou seja, ela transita pelo céu durante o dia.

Crescente

Cerca de sete dias e meio depois da Lua Nova, a Lua está 90° separada do Sol e está na quadratura ou primeiro quarto. É o quarto - crescente. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite. Seu aspecto é o de um semicírculo voltado para o Oeste, 50% iluminada pelo Sol (situação que ocorre somente num momento específico).

Cheia

A Lua Cheia é visível durante toda a noite, nascendo por volta das dezoito horas e se pondo às seis da manhã. Somente numa noite de Lua Cheia pode acontecer um eclipse lunar.

Minguante

Neste dia, o aspecto da Lua é de um semicírculo voltado para o Leste, também 50% iluminado num certo instante. A Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia, aproximadamente. O quarto-minguante é também conhecido como quarto-decrescente.

Fonte: www.colegioweb.com.br

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