
Um crianção mimado, preguiçoso, ambicioso, inseguro, incapaz de aprender a música que cantava e, ainda assim, o tenor das multidões, o homem que virou símbolo da ópera no século 20, uma das estrelas mais festejadas e bem pagas do show business mundial.
Luciano Pavarotti é um fenômeno: uma voz poderosa, instintiva, um homem repleto de contradições. O lançamento da biografia de seu empresário Herbert Breslin ajuda a explicar o mito Pavarotti.
O livro de Breslin, The King and I (O Rei e Eu, lançamento somente em inglês pela editora Doubleday), mostra Pavarotti como uma pessoa mimada, ambiciosa, insegura, incapaz de aprender a música que cantava e, ainda assim, o tenor das multidões, o homem que virou símbolo da ópera no século 20, uma das estrelas mais festejadas e bem pagas do show business mundial.
É uma biografia de sua relação com o tenor. Pavarotti foi seu primeiro trabalho como empresário - antes fazia as vezes de assessor de imprensa de estrelas como Renata Tebaldi e Joan Sutherland. Ele conta que sentiu no jovem tenor do interior da Itália os elementos que poderiam fazer dele a maior estrela do mundo da ópera. O livro nos leva pelos bastidores dos 40 anos da carreira do tenor.
São histórias de vaidades, de relacionamentos frustrados com secretárias, da avidez cada vez maior por dinheiro, da rivalidade com colegas.
É também o conto de uma fila enorme de exageros: lá pelas tantas, a gente fica sabendo que todo um restaurante de Módena foi levado para a China (fogões, geladeiras, cozinheiros, ingredientes etc.) porque o tenor tinha medo de não encontrar nada que prestasse para comer em sua ida a Pequim...
Mas como, então, esse homem tornou-se o fenômeno de público e de vendas? Aí vale a pena ver e ouvir os DVDs lançados em uma caixa em edição nacional da Universal para perceber que nem tudo é marketing. O primeiro é um recital com piano em Nova York; o segundo, um concerto de gala pelos seus 30 anos de carreira; o terceiro, seu famoso concerto no Central Park em 1993.
Juntamente com a polêmica a respeito de seus casos com secretárias, a separação da mulher e o novo casamento com uma mulher 35 anos mais nova, ou sua famosa briga com o fisco italiano - na década de 90, ele devia algo em torno de US$ 10,5 milhões em impostos atrasados -, houve um momento em que bater na voz de Pavarotti tornou-se o esporte preferido de críticos mundo afora.
É claro que ele ajudou. Cantou com U2, Mariah Carey, Tom Jones, Sheryl Crown, Ricky Martin, em concertos nos quais está claramente desconfortável.
Mas, tudo no canto de Pavarotti é instintivo - e não dá para negar que, em muitos sentidos, a ópera seria outra sem essa voz.
"Luciano me mandou ir a Washington para encontrar o presidente dos EUA. Eu deveria dizer a ele que seria correto liberar cantores de ópera do pagamento de impostos. "Ah, mesmo?", eu disse. "E por quê?" "Bem", explicou Luciano, "porque estamos fadados a uma carreira curta". A carreira de Luciano foi tão curta que ele esteve nos palcos por mais de 40 anos. Claro, ele poderia argumentar que não estava trabalhando tanto assim em parte desse tempo, talvez sua carreira tenha sido mais curta que a de outros. Mas isso com certeza não estava refletido nos seus ganhos."
" A preocupação de Luciano com o soldi, dinheiro, passou a superar outras coisas, como aprender a música ou ensaiar seus papéis. O que acontece quando muito dinheiro entra na história é que você começa a acreditar que deve ser alguém realmente especial. Você começa a acreditar na sua própria publicidade. E, se você é tão bom, não precisa trabalhar duro. Foi isso que aconteceu com Luciano. Tudo o que ele queria, conseguia. E o desafio passou a ser descobrir quanto conseguiríamos."
"Para Luciano, a parte mais difícil sobre ensaiar nada tinha a ver com entender as motivações do personagem. Ele não era um intelectual. Não era alguém que, ao preparar o Otello de Verdi, iria ler Shakespeare. Para Luciano, a pior parte era decorar as letras. Nunca entendi isso. Quantas vezes você pode cantar O Sole Mio e ainda precisar de alguém soprando a letra?"
"Nunca encontrei uma mulher que se incomodasse com os avanços de Luciano. Para ser honesto, não estou convencido de que se tratava de sexo. Sei que ele queria mas é muito difícil dizer quanto ele realmente conseguia. Ele tinha suas namoradas, mas o que acontecia, eu não sei. Algumas mulheres contam que foram convidadas para jantares. Às vezes, ele tinha quatro ou cinco mulheres à sua volta, jantando, e depois ia para a cama sozinho. Apenas comida, nada de sexo. No universo de Luciano, são essas as prioridades".
"Os rumores eram de que a (gravadora) Decca pagou US$ 1 milhão para Luciano. Foi US$ 1,5 milhão. Não acredito que a Decca tenha dado isso a Plácido ou José. Mas eles devem ter dado algo a Plácido. Ele nunca ficaria quieto sabendo que Luciano estava recebendo algo por fora e ele não. Os concertos dos Três Tenores eram amigáveis na superfície, mas a atmosfera nos bastidores não era exatamente de confiança."
"O problema com os concertos Pavarotti & Friends é que Luciano não é um cantor pop, não sabe como cantar essa música. E, ao lado daquelas estrelas do rock, murmurando canções, checando as letras de cinco em cinco segundos, ele parece um palhaço."
Fonte: www.estadao.com.br
Luciano Pavarotti (Módena, 12 de outubro de 1935 Módena, 6 de setembro de 2007) foi um cantor lírico italiano, grande intérprete das obras de Donizetti, Puccini e Verdi.
Pavarotti participou com os tenores espanhóis José Carreras e Plácido Domingo nos concertos "Os três tenores", e gravou famosos duetos com Bryan Adams, Andrea Bocelli, Queen, Céline Dion, U2 e Roberto Carlos, entre outros. É considerado um dos mais importantes tenores de todos os tempos. Cantou nos mais importantes teatros mundiais, como sendo o Teatro alla Scala (Milão), a Royal Opera House (Covent Garden, Londres), a Metropolitan Opera House (Nova Iorque), entre outros.

Luciano Pavarotti
Luciano Pavarotti nasceu em 1935, em Modena, no Norte da
Itália. Filho de Fernando Pavarotti, um padeiro e tenor amador, e Adele Venturi,
uma funcionária de uma fábrica de cigarros. Mesmo que ele fale bem de sua
infância, sabe-se que tinham pouco dinheiro e viviam todos em um pequeno apartamento
de dois quartos. De acordo com Pavarotti, seu pai tinha uma ótima voz de tenor,
mas rejeitou a possibilidade de seguir a carreira musical por causa do nervosismo.
A Segunda Guerra Mundial forçou a família a mudar-se de cidade em 1943. No
ano seguinte, se mudaram para uma pequena residência em um campo, onde o jovem
Pavarotti desenvolveu um interesse na agricultura.
Após abandonar o sonho de se tornar um goleiro de futebol, Pavarotti passou
sete anos em treinamento vocal. As primeiras influências musicais de Pavarotti
vieram das gravações de seu pai, muitas dessas sendo de Beniamino Gigli, Giovanni
Martinelli, Tito Schipa e Enrico Caruso. O tenor favorito de Pavarotti e ídolo
foi Giuseppe Di Stefano. Ele também foi muito influenciado por Mario Lanza.
Aos nove anos de idade, ele começou a cantar com seu pai no pequeno coral
local.
Durante a adolescência chegou a ter aulas de violão, mas não levou o estudo
do instrumento adiante.
Após ter tido um interesse típico em esportes, o que parece ser normal para
uma criança, ele graduou-se na Escola Magistrale e ficou face-a-face com um
dilema de que carreira escolher. Ele sempre foi interessado na carreira de
goleiro, mas sua mãe o convenceu dele ser professor. Ele, consequentemente,
lecionou em uma escola primária por dois anos, mas finalmente seguiu na carreira
musical. Seu pai, sabendo dos riscos dessa carreira, apenas o aconselhou com
relutância.
Pavarotti começou seus estudos de música em 1954, aos 19 anos de idade com
Arrigo Pola, um respeitado professor e tenor profissional em Modena, oferecendo-lhe
aulas sem remuneração. Em 1955, ele cantou pela primeira vez com sucesso,
quando ele era membro do Corale Rossini, um coral masculino de Modena, que
seu pai também fazia parte, com quem ele ganhou o Prêmio Internacional Eisteddofd
em Llandollen, Gales. Posteriormente, ele disse que esse foi a experiência
mais importante da sua vida e que o inspirou a ser um cantor profissional.
Nesse período, Pavarotti conheceu Adua Veroni. Eles se casaram em 1961.
Quando seu professor, Arrigo Pola, mudou-se para o Japão, Pavarotti começou
a estudar com Ettore Campogalliani, que também foi professor da amiga de infância
de Pavarotti, Mirella Freni, com quem a mãe de Luciano tinha trabalho na fábrica
de cigarros. Como Pavarotti, Freni estava destinada a ter uma grande carreira
operística. Eles dividiram o palco em performances memoráveis e fizeram grandes
gravações juntos.
Durante os anos de estudo musical, Pavarotti teve dois empregos para se sustentar
- o primeiro como professor de uma escola primária e o segundo como vendedor
de seguros. Quando um nódulo em suas cordas vocais fez ele ter um concerto
"desastroso" em Ferrara, ele resolveu desistir da carreira de cantor.

Pavarotti em concerto no Palácio de Constantino na comemoração do 300º aniversário de São Petesburgo
Pavarotti começou sua carreira como tenor em pequenas casas
de óperas regionais, fazendo sua estreia como Rodolfo em La Bohème (Puccini)
no Teatro Municipale em Reggio Emilia em abril de 1961.
Logo no início da sua carreira, dia 23 de fevereiro de 1963, ele estreiou
na Ópera Estatal de Viena, no mesmo papel. Em março e abril de 1963, Viena
voltou a vê-lo no papel de Rodolfo e Duca de Mantova, em Rigoletto (Verdi).
No mesmo ano, ele interpretou Rodolfo no Royal Opera House, Covent Garden,
em Londres, substituíndo Giuseppe di Stefano que estava indisposto.
Mesmo tendo sucesso nas suas interpretações, os primeiros papéis de Pavarotti
não o levaram ao estrelado que alcançaria depois. Seu envolvimento com a soprano
Joan Sutherland (e seu marido, o maestro Richard Bonynge), que em 1963 procuravam
um tenor mais alto do que ela para acompanhá-la em uma turnê australiana.
Com seus mais de 1,80m de altura e sua presença física, Pavarotti era o ideal.
Os dois cantaram quarenta performances em dois meses e posteriormente, Pavarotti
creditou a Sutherland sua técnica de respiração, que sustentaria sua carreira.
Pavarotti fez sua estreia estadunidense na Grande Ópera de Miami em fevereiro
de 1965, cantando em Lucia di Lammermoor de Gaetano Donizetti, ao lado de
Joan Sutherland. O tenor que iria cantar, inicialmente o papel, ficou doente
repentinamente. Como Sutherland já havia feito uma turnê com o jovem Pavarotti,
acreditava que ele estaria familiarizado com o papel.
Logo após, em 28 de abril, Pavarotti fez sua estreia no La Scala, revivendo
a famosa produção de La Bohème de Franco Zeffirelli, com sua amiga de infância
Mirella Freni, e Herbert von Karajan conduzindo. Após uma extensiva turnê
australiana, ele retornou ao La Scala, onde cantou o papel de Tebaldo em I
Capuleti e i Montecchi, em 26 de março de 1966, com Giacomo Aragall como Romeo.
Sua primeira performance como Tonio em La fille du régiment de Donizetti,
no Royal Opera House, Covent Garden, em 2 de junho do mesmo ano. Foi nessa
performance que ele ganhou o título de "Rei dos Dós". Ele conseguiu
outro triunfo em Roma, dia 21 de novembro de 1969, quando cantou em I Lombardi
de Verdi com Renata Scotto.
Seu maior sucesso nos Estados Unidos veio em 17 de fevereiro de 1972, em uma
produção de La fille du régiment, no Metropolitan Opera House em Nova Iorque,
quando ele levou o público ao delírio, alcançando nove dós na ária "pour
mon âme". Ele bateu o record, sendo chamado dezessete vezes ao palco.
Pavarotti cantou seu primeiro recital internacional no William Jewell College,
em Liberty, Missouri em 1 de fevereiro de 1973. Por causa do seu nervosismo
e seu suor em excesso, ele levou um lenço ao seu recital, então esse tornou-se
sua marca registrada.
Ele começou a frequentar performances televisivas em março de 1977, com Rodolfo
(La Bohème) na primeira produção de Live from the Met. Ele recebeu inúmeros
Grammys e discos de ouro e platina por suas performances. Entre os discos
que encabeçam a lista, estão La Favorita (Gaetano Donizetti) com Fiorenza
Cossotto e I Puritani (Vincenzo Bellini) com Joan Sutherland.
Em 1976, Pavarotti fez sua estreia no Festival de Salzburgo, aparecendo em
um recital solo dia 31 de julho, acompanhado pelo pianista Leone Magiera.
Pavarotti retornou ao festial em 1978, com um recital e no papel do Cantor
Italiano em Der Rosenkavalier de Richard Strauss, em 1983 com Idomeneo e em
1985 e 1988 com recitais solo.
Em 1979, ele foi a capa da revista Time. No mesmo ano, Pavarotti retornou a Ópera Estatal de Viena após uma abstinência de quatorze anos. Com Herbert von Karajan, conduzindo, Pavarotti candou o papel de Manrico em Il Trovatore. Em 1978, ele apareceu em um recital solo no Livre from Lincoln Center.

Busto de Pavarotti em bronze por Serge Mangin
No início da década de 1980, ele criou a Pavarotti Competição Internacional
de Voz, para jovens cantores, os vencedores cantaram ao lado dele em 1982,
em La Bohème e L'Elisir D'amore (Gaetano Donizetti). Na segunda competição,
em 1986, os vencedores apresentaram-se em La Bohème e Un Ballo in Maschera
(Verdi). Para celebrar seus 25 anos de carreira, ele levou os vencedores da
competição para a Itália para performances de gala de La Bohème em Modena
e Gênova e posteriormene para China, com a performance em Pequim. Para concluir
a visita a China, Pavarotti interpretou pela primeira vez no Grande Hall das
Pessoas, para 10 mil pessoas, recebendo uma ovação em pé pelos seus nove dó
tenor. A terceira competição aconteceu em 1989, novamente apresentando L'Elisir
D'Amore e Un ballo in maschera. Os vencedores da quinta competição acompanharam
Pavarotti em performances na Filadélfia em 1997.
Na metade da década de 1980, Pavarotti retornou para as duas casas
de ópera que lhe proporcionou sucesso: Ópera Estatal de Viena e Teatro
alla Scala. Em Viena, Pavarotti interpretou Rodolfo em La Bohème com Carlos
Kleiber conduzindo, juntamente com Mirella Freni como Mimi; como Nemorino
em L'elisir d'amore; como Radamés em Aida, conduzido por Lorin Maazel; como
Rodolfo em Luisa Miller e como Gustavo em Un Ballo in Maschera, conduzido
por Claudio Abbado. Em 1996, Pavarotti apareceu pela última vez na Compania,
em Andrea Chénier.
Em 1985, Pavarotti cantou Radamés no La Scala, ao lado de Maria Chiara, conduzidos
por Maazel, sendo essa performance, grava em vídeo. Sua performande da ária
"Celeste Aida" recebeu uma ovação de dois minutos na noite de abertura.
Em 1988, ele interpretou Rodolfo novamente, ao lado de Mirella Freni na Ópera
de São Francisco, também gravado em vídeo. Em 1992, o La Scala viu Pavarotti
na nova produção de Don Carlo, conduzida por Riccardo Muti. A performance
de Pavarotti foi criticada por alguns observadores e vaiada por outros.
Pavarotti tornou-se mais conhecido mundialmente em 1990, quando cantou "Nessun
Dorma", ária da ópera Turandot de Giacomo Puccini, sendo a música tema
da Copa do Mundo da FIFA de 1990. A conquista da ária foi seguida pelo grande
sucesso do primeiro concerto de Os Três Tenores, acontecendo no encerramento
da Copa do Mundo, em Roma, com Plácido Domingo e José Carreras, sendo conduzidos
por Zubin Mehta, tornando-se a gravação erudita mais vendida na história.
O ponto alto do concerto foi com "O Sole Mio" de di Capua. Esse
concerto é o momento erudito mais lembrado da história moderna. Na década
de 1990, Pavarotti apareceu em muitos concerto a céu aberto, incluíndo concertos
televisionados no Hyde Park em Londres, para um público de 150 mil pessoas.
Em junho de 1993, para mais de 500 mil pessoas no Central Park em Nova Iorque.
Em setembro de 1993, ele apresentou-se na Torre Eiffel em Paris, cantando
para mais de 300 mil pessoas. Seguindo o concerto origial, em 1990, Os Três
Tenores apresentaram-se nas Copas do Mundo de 1994 (Los Angeles), 1998 (Paris)
e 2002 (Yokohama).
O sucesso de Pavarotti não aconteceu sem dificuldades. Ele ganhou a reputação
de "Rei dos Cancelamentos", pela frequência em que ele cancelava
suas performances. Em 1989, a relação do tenor com Ardis Krainik da Ópera
Lírica de Chicago ficou estremessida. Em um período de oito anos, Pavarotti
cancelou 26 das 41 performances na Compania e o mundo assistiu Krainik cogitar
a possibilidade de banir Pavarotti dos palcos da Compania.
Em 12 de dezembro de 1998, ele tornou-se o primeiro e único cantor de ópera
a apresnetar-se no Saturday Night Live, cantando com Vanessa L. Williams.
Ele também cantou ao lado de U2 em 1995 e com Mercedes Sosa em um grande concerto
na Arena La Bombonera do Boca Juniors, em Buenos Aires, Argentina, em 1999.

Pavarotti durante um concerto em Turim
Ele recebeu inúmeros prêmios e honras, incluíndo Kennedy Center Honors em 2001.
Também entrou para o Livro dos Records duas vezes:
uma pela Em 2004, por ter sido o cantor de ópera a ser chamado ao palco por
mais vezes (165 vezes) e por ter gravado o álbum erudito mais vendido na história
(In Concerto, dos Os Três Tenores).
No fim de 2003, ele gravou seu último álbum Ti Adoro. Mais de 13 músicas foram
compostas e produzidas por Michele Centonze, que também tinha produzido o
"Pavarotti e Amigos", entre 1998 e 2000. O tenor descreveu o álbum
como um presente de casamento para Nicoletta Mantovani.
Pavarotti começou sua turnê de despedida em 2004, aos 69 anos de idade, apresentando-se
uma vez nos lugares que fizeram parte da sua carreira de 40 anos. Sua última
performance no Metropolitan Opera House, em Nova iorque, em 13 de março de
2004, recebendo uma calorosa ovação de 11 minutos pela performance de Maio
Cavaradossi de Tosca, Giacomo Puccini. Em 1 de dezembro de 2004, ele anunciou
sua turnê de despedida, passando por 40 cidades. O Brasil estava nessa lista.
Foi também em 2004, que um dos empresários de Pavarotti
Herbert Breslin, publicou um livro: O Rei e Eu.
Em março de 2005, Pavarotti passou por uma cirurgia no pescoço para reparar
duas vértebras. No início de 2006, ele submeteu-se a uma cirurgia na coluna
e contraiu uma infecção em um hospital de Nova Iorque, forçando o cancelamento
de concertos no Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Em 10 de fevereiro de 2006, Pavarotti cantou "Nessun Dorma" no cerimônia
de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim, em 2006, sua última performance.
Sua performance recebeu a mais longa e calorosa ovação da noite. Leone Magiera,
que dirigiu a performance, revelou em suas memórias, em 2008, que a performance
foi gravada semanas antes. "A orquestra fingiu tocar para o público,
eu fingia conduzir e Luciano fingia cantar. O efeito foi maravilhoso",
ele escreveu. O empresário do tenor, Terri Robson, disse que o tenor não queria
aceitar o convite da comissão, pois não aguentaria cantar a noite, em uma
temperatura negativa. A comissão acabou convencendo-o a gravar a música.
Durante sua turnê de despedida, Pavarotti foi diagnosticado com câncer pancreático, em julho de 2006. O tenor lutou contra as implicações deste diagnóstico, submetido a uma cirurgia abdominal de grande porte e começou a fazer planos para a retomada de sua turnê. Na quinta-feira, 6 de setembro de 2007, ele morreu em Modena, Itália, aos 71 anos de idade.
Poucas horas depois de sua morte, seu empresário, Terri Robson, fez
o comunicado oficial: "O maestro travou uma longa e dura batalha
contra o câncer pancreático, que acabou lhe tirando a vida. Ele manteve-se
positivo até finalmente sucumbir, nos últimos estágios da doença".
Segundo vários relatos, pouco antes de morrer, o cantor recebeu os sacramentos
da confissão e Unção dos enfermos da Igreja Católica.
O funeral do tenor aconteceu na Catedral de Modena. Andrea Bocelli, José Carreras,
Bono Vox, Romano Prodi e Kofi Annan compareceram ao funeral. A Frecce Tricolori,
uma compania de aviação de demonstração, da Força Aérea Italiana, sobrevoou
a Catedral deixando a mancha verde-branca-vermelha, as cores da bandeira italiana.
Após a procissão do funeral pelo centro de Modena, o caixão de Pavarotti foi
levado até a aldeia de Castelnuovo Rangone e enterrado junto aos túmulos de
seus pais. O funeral foi transmitido ao vivo pela CNN. A Ópera Estatal de
Viena e o Hall do Festival de Salzburgo estenderam bandeiras pretas, em sinal
de luto Tributes were published by many opera houses, such as London's Royal
Opera House. Homenagens foram publicadas por muitas casas de óperas, como
o Royal Opera House, Covent Garden e o Metropolitan Opera House.
O gigante time de futebol, Juventus, do qual pavarotti era um fã de longa data, colocou uma mensagem de despedido em seu site, que dizia: "Adeus Pavarotti, coração preto e branco", referindo-se as famosas listras do time.
Em 12 de outubro de 2007, no dia em que Pavarotti completaria 72 anos de idade, o Google exibiu um cartoon de Pavarotti no lugar o "L" em seu logo. Um concerto de tributo aconteceu no Avery Fisher Hall dia 14 de fevereiro de 2008, em Nova Iorque.
Seu testamento foi lido um dia após sua morte e o seundo no mesmo mês. Ele
deixou uma propriedade nos arredores de sua cidade natal, Modena, uma mansão
em Pesaro, um apartamento em Monte Carlo e três apartamentos em Nova Iorque.
Advogados da viúva de Pavarotti, Giorgio Bernini, Anna Maria Bernini e o empresário
Terri Robson, anunciaram em 30 de junho de 2008 que sua família resolveu amigavelmente
a situação (uma situação de 300 milhões de euros, aproximadamente 480 milhões
de dólares, na época).
Pavarotti deixou duas vontades: que seus bens fossem divididos pela lei italiana, dando metade para sua segunda esposa, Nicoletta Mantovani e a outra metado dividiria-se para suas quatro filhas; a segunda vontade era deixar suas propriedades nos Estados Unidos para Mantovani. O juíz acatou essa vontade, mas no fim de julho de 2008, um procurador público de Pesaro, Massimo Di Patria, investigou alegações de que Pavarotti não estava em juízo com suas faculdades mentais quando assinou os documentos. Um advogado da viúva, Nicoletta afirmou em declarações que havia uma disputa entra a Sra. Mantovani e as três filhas do primeiro casamento
Em 13 de dezembro de 2003 ele se casou com sua assistente pessoal, Nicoletta Mantovani e teve uma filha com ela, Alice. Um segundo filho, Riccardo, não sobreviveu, graças a complicações no parto, em janeiro de 2003. Pavarotti também teve três outras filhas de seu primeiro casamento, com Adua, eles foram casados por 34 anos e tiveram Lorenza, Cristina e Guiliana. No momento de sua morte, ele tinha uma neta
Pavarotti atuou duas vezes em Portugal. A primeira em 13 de janeiro de 1991
no Coliseu de Lisboa num concerto denominado "Uma Noite com Luciano Pavarotti".
Pavarotti cantou árias de Donizetti, Verdi, Massenet, Puccini, Leoncavallo
e canções napolitanas.
Em 21 de Junho de 2000 atuou no Estádio São Luís, em Faro com cenário do arquiteto
Tomás Taveira. Na viagem entre Lisboa e Faro, partiu-se um vidro do jato privado
do cantor, a cabine despressurizou e o avião caiu mais de três mil metros.
O tenor não ganhou para o susto, comentando "Desta vez safei-me".
O incidente resultou numa otite e alguns problemas nas cordas vocais, pelo
que teve de receber tratamento numa clínica próxima de Faro.
Cantou árias de Cilea, Puccini, Mascagni e Verdi, acompanhado pela Orquestra
Nacional do Norte.
Pavarotti esteve no Brasil sete vezes.
A primeira foi em 1979, realizando dois recitais: um no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e o outro no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, onde cantou para quatro mil pessoas sem o microfone. A última vez que ele esteve no Brasil foi em 2000, com uma apresentação dos Três Tenores, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Também cantou em dueto com o cantor Roberto Carlos em Porto Alegre no ano de 1998, outra apresentação dos dois juntos era esperada para o ano de 2007 em Minas Gerais mas foi cancelada devido a motivos de saúde de Luciano Pavarotti.
Os Três Tenores é o nome do trio de canto lírico formado pelos tenores espanhóis Plácido Domingo e Josep Carreras e o italiano Luciano Pavarotti.
O primeiro concerto dos Três Tenores ocorreu em 7 de julho de 1990, nas Termas de Caracalla, em Roma, por ocasião da Copa do Mundo de 90, com o maestro Zubin Mehta regendo a Orquesta del Maggio Musicale Fiorentino e a Orquesta del Teatro dell'Opera di Roma. Este concerto foi idealizado pelo produtor italiano Mario Dradi com o objetivo de arrecadar dinheiro para a Fundació Internacional Josep Carreras per a la Lluita contra la Leucèmia, e também como uma maneira de Pavarotti e Domingo darem boas vindas ao amigo Carreras por seu retorno ao mundo da ópera, depois dele passar por um bem sucedido tratamento contra a leucemia.
O enorme sucesso comercial do primeiro concerto fez com que os três tenores participassem de novos concertos, realizados pelo húngaro Tibor Rudas e outros produtores, sendo os mais destacados aqueles efetuados por ocasião das copas do mundo de 1994, em Los Angeles, e de 1998, em Paris. Em 2000, eles se apresentaram no estádio do Morumbi, ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.
O album best seller de música clássica, segundo o Guinness World Record, é o Carrera Domingo Pavarotti: os Três Tenores em Concerto.
Pavarotti, considerado de longe o mais pop e carismático cantor lírico de todos os tempos, faleceu a 6 de setembro de 2007, vítima de um câncer pancreático, em Modena, sua cidade natal, aos 71 anos.
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September 7, 2007
Joan Sutherland quoted in Paul Arendt, "It Was All About the Voice,"
The Guardian, (London), September 7, 2007: "The young Pavarotti was a
revelation to the opera world. He made his debut in the United States with
us in Miami in 1965. He then came as part of our company to Australia, where
he sang three times a week for 14 weeks, and we went on to make countless
recordings together.
Ariel David, "World Mourns Italian Tenor Pavarotti," WTOPnews.com,
September 6, 2007
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Pavarotti returns to the Catholic faith before dying, by Catholic News Agency
People gather at Modena Cathedral to say farewell to Pavarotti|
"Black flag flies over Vienna Opera House for Pavarotti", Agence
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Fonte: pt.wikipedia.org