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Lustres

 

Os lustres são itens de decoração que fazem a diferença dependendo do ambiente que está inserido.

Há vários estilos, para todos os gostos. Sofisticados, rústicos, modernos, antigos, de diferentes materiais como ferro, vidro, cristal, madeira, plásticos, etc.

Os lustres iluminam o espaço e dão um toque de elegância ao ambiente.

O lustre é uma peça de decoração que geralmente aparece como destaque nos projetos de design de interiores. Combinar o estilo do lustre é fundamental para a coerência da decoração da casa.

Coloque um estilo que combine com o estilo da casa, dos móveis, das cores em geral.Os lustres chamam bastante atenção, combine com elementos neutros para não carregar o ambiente.

O tamanho também é muito importante na hora da escolha. Ambientes com pé direito alto é interessante utilizar lustres compridos e com a base maior. Ambientes pequenos como lavabo, o ideal é utilizar um lustre compatível com o espaço.

Procure sempre utilizar o mesmo tipo de lustre na casa toda, seguindo a mesma linha e padrão para ter harmonia e coerência com a casa toda.

Uma casa estilo moderno com um lustre modelo antigo não ficará harmonioso. Os lustres podem ser utilizado em quartos, salas, banheiros, corredores.

Por Portal São Francisco

O rococó marcou um peculiar estilo de vida que sublimou particularmente a pieguice feminina. A propensão influiu em todas as artes, e mesmo nos aparelhos de iluminação, revelando uma certa sensualidade feita de brandas inspirações, airosidade de temas e garrida delicadeza das formas.

Os lustres não subtraíram-se ao pendor do naturalismo, à harmoniosidade das líneas, a materiais garbosos e, quando possível, a uma suave policromia.

No início do século as preferências convergiam sobre o assimétrico “rocaille”, fundido em bronze dourado. O lustre, amiúde, enfatizava as líneas côncavas da concha marinha ou expressava-se através de cestos floridos. Os braços sinuosos projetando-se com arrevesados entrelaçamentos.

Lustres
O lustre inspira-se à concha marinha num complicado entrelaçamento de braços e enfeites. Obra de Johann Augustro Nahl, 1.745

Lustres
Também de bronze dourado, este lustre mostra um intricado emaranhamento de braços e elementos ornamentais. Biblioewta Mazarine, Paris.

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Gravura sobre cobre, obra de Hoppenhaupt Johann Michael, mestre do rococó prussiano. Musse de Cluny, Paris.

A primeira impressão é a que fica

O LUSTRE É UMA DAS PRINCIPAIS PEÇAS NA DECORAÇÃO de um ambiente. É ele quem traz a luz, deixando-o aconchegante ou bem iluminado, conforme a necessidade do espaço. O estilo do lustre define um pouco o perfil de quem o escolheu.

Costumo dizer que a compra de um lustre é definida pelo amor à peça. Pode começar com uma paquera, que em alguns casos leva até anos, ou ser aquela típica paixão arrebatadora que a pessoa vê e compra na hora.

Lustres

Desde os mais velhos tempos, lustre é símbolo de status. Apenas reis e nobres conseguiam ter peças importantes, que eram feitas sob encomenda. Isso antes mesmo do surgimento da energia elétrica.

No passado, os lustres eram “acendidos e ascendidos”. Primeiro abaixava-se o lustre, acendiam-se as velas ou o gás e depois ele era erguido para o teto novamente. Outra grande diferença era o pé-direito altíssimo dos castelos, o que permitia ter peças com até 3 metros de altura.

Imagine só um lustre dessa altura, quantas mangas e pingentes de cristal, o requinte que era! Hoje é preciso ter um espaço muito especial para comportar uma peça dessas, que é de uma raridade e ousadia total.

No começo do século XX até o fim dos anos 1970, os lustres eram uma verdadeira febre entre a elite brasileira. Cada família disputava uma peça mais importante que a outra.

E para completar, os lustres estavam por todo lugar: na sala de jantar, sala de estar, no hall de entrada, no quarto e até nos banheiros as luminárias eram especiais. Não era raro aparecer uma família atrás de uma peça ainda mais poderosa que a do vizinho. Era uma verdadeira guerra!

Nos anos 80 surgiu a febre dos spots de luz. Todo mundo começou a deixar os lustres de lado para se adaptar ao ritmo de vida do final do século, com os novos apartamentos cada vez com tetos mais baixos. Naquela época, ser moderno era ter spots.

Hoje a procura por lustres antigos voltou a crescer, por vários motivos. Em primeiro lugar, existe um clima de “saudosismo”, as pessoas querem resgatar o passado, a história, a tradição. A decoração totalmente branca começa a se tornar asséptica demais.

Os apartamentos voltam a ter o pé-direito mais alto, os “lofts” ganham espaço no mercado. Outro dia, um decorador comentou comigo: “hoje não tem nada mais moderno do que ter um lustre antigo”.

E é verdade, o espírito é esse. Hoje é bacana ter um lustre de cristal Baccarat de 1m de largura por 1m de altura no meio da sala ao lado de uma tela de plasma e uma escultura modernista, por exemplo. O século XXI dá mais liberdade para criar e combinar.

Também existem aqueles que gostam do estilo clássico e recriam ambientes inspirados no dia-a-dia das tradicionais famílias do século XIX, que foi o que a dupla José Antonio de Castro Bernardes e Lourdinha Siqueira apresentou na Casa Cor São Paulo 2004.

O espaço deles teve parede em tecido, louças raras em porcelana expostas, com um lustre original francês Baccarat do século XIX, com detalhes em pedras esmeralda.

A única regra na hora de escolher o lustre é prestar atenção à proporção dos objetos. De resto vale tudo. A decoradora, Neza César, por exemplo, uma vez usou um lustre francês de cristal Baccarat do século XIX, perto de uma janela. No final do dia, a luz do sol incidia sobre os cristais e se formavam vários prismas no ambiente. Um verdadeiro espetáculo.

O lustre tem também essa função: ele traz a luz e através dele purifica as energias do ambiente, com a ajuda dos cristais.

Todo hall de hotel tem um lustre? Não, mas deveria. O lustre é o primeiro objeto a ser notado ao entrar no ambiente. Se for uma peça imponente, a boa impressão fica desde o primeiro momento.

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Entrada

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O Pórtico de Entrada era um espaço muito usado no passado, para receber o visitante, antes mesmo do hall de entrada. O ambiente foi criado em tons escuros, com paredes marrons, e a luz brilha através de um lustre francês do século XIX, pendurado a uma altura de 2,20 do chão.

O teto, onde ele foi colocado, é em desnível, começando a uma altura de 4m e terminando por volta dos 3,5m. O destaque aqui vai para o contraste entre a luminária do século XIX em cristal e bronze com a moderna chaise.

Sala de jantar

Lustres

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A dupla escolheu um lustre poderosíssimo: do século XIX, feito em bronze e rico em detalhes e pingentes em cristal Baccarat, um dos mais nobres do mundo. As pedras, esmeralda, dão o toque final.

Os dois contam que o espírito do espaço era fazer uma reciclagem do estilo francês do século XIX, adaptado para os dias de hoje. Nas paredes, o glamour continua com a coleção de 200 louças de jantar em porcelana de Limoges (francesa) que pertenceu ao Barão de Santa Helena, um dos homens mais importantes de sua época, destacando-se por ser o Coronel da Guarda Nacional e Vice-presidente da Província de Minas Gerais.

Lustres
Imponente lustre de madeira dourada da residência do bispo de Wurzburg, preso ao teto afrescado pelo Tiepolo. Rico de festões e ornamentados com flores e frutas, segundo as preferência naturalista do rococó, foi realizado por Materno Bossi em 1.760 e destruído em 1.945, por bombardeiro aéreo.

Na Inglaterra setecentesca o lustre rococó compendiava com rigorismo geométrico uma sua própria interpretação do estilo.

Discernem-se as preferências classiquejantes dos irmãos Adam, a pragmaticidade de Thomas Sheraton, o “rocaille” tardio de George Happlewhite e os prelúdios daquilo que será o “Early Georgian” de Thomas Chippendale.

Os aparelhos pênseis, sem eixo axial, erguem-se através de leves montantes perimetrais que formam suaves arqueaduras enquanto os braços estendem-se em curvas e contra-curvas.

O ornamento com delicada presença, implementa-se com leves guirlandas, diminutas folhagens, pequenas estátuas, vasinhos, pináculos e espiga de trigo. O aspecto é de muito encantamento e de extrema levidade.

Lustres
A gravura faz parte de um álbum de desenhos intitulado "Director", publicado em primeira edição na Inglaterra em 1.754, por Thomas Chippendale, considerado criador do estilo do meio setecento anglo-saxão.

No diversificado repertório do século XVIII, primam outrossim os lustres de vidros cristalinos cuja transparência e brilho os crismaram, especialmente na Bohêmia, também em definitiva com o apelido de cristal.

O material pela sua dutilidade e diafaneidade prestava-se às mais variadas definições formais. Desenvolvidos desde o século XVI, inicialmente em Murano, graças também a técnica da sopragem humana, o aparelho de iluminação atendia as preferências da exigente burguesia pois, além de ter o poder de desbobrar as luzes com seus elementos prismáticos, dava prova de “status” ao seu possuidor.

Um longo e atribolado intercâmbio de inspirações e de técnicas entre os principais centros produtivos europeus e, principalmente, entre Murano e Bohêmia, abrem espaço para produções de alto valor artístico. Esmeram-se as formas, abandona-se o modelo muranense em forma de pagode, criam-se novos berloques, pináculos facetados e introduzem-se os “strass” luzidios.

A porcelana continua sendo a grande paixão da sociedade setecentesca, substituindo-se lentamente ao fascínio que até então, havia despertado a tapeçaria dos Gobelins e de Aubusson.

A predilecção que acaba beirando um frenesi, foi antes estimulada pela sedução exercida pela exótica “chinoiserie” e depois por um pragmático interesse econômico de inúmeros estados.

As fábricas, por facilidade fabril e principalmente por justa avaliação mercantil, limitaram-se mormente a produzir artefatos menores como utensílios, bibelôs, louças. Raramente fabricaram lustres, seja pela complexidade manufatureira, seja pelos escassos clientes potenciais em virtude do alto custo dos produtos.

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Raro cimélio de lustre de porcelana exibindo um rentrelaçamento de ramalhetes coloridos no corpo e uma profusão de flores, ao longo dos braços. Meados do século XVIII. Museu de Capodimonte, Nápoles

Remontam ao último vintênio do século XVIII, os indícios da mudança do gosto e das preferências artísticas. Aumenta a intolerância a mundanidade e ao aulicismo e, lentamente, reaparece o pendor para o antiga sobriedade, para um neoclassicismo assim conotado na época do Consulado pré napoleônico.

Também na iluminação artificial pressentem-se as mudanças e em pleno reinado de Luís XVI, surgem na Bohêmia, os primeiros lustres ditos “a balão cheio”, cujas silhuetas eram definidas por cortinas de contas facetadas que, departendo-se de um aro maior, reuniam-se, acima e abaixo dele, em aros menores, ocultando a estrutura portante de metal.

A redundante forma desses aparelhos não comprometia a leveza, tornando-os compatíveis aos ambientes do último rococó. Os lustres “a balão cheio”, qualificado no início do século XIX, impropriamente denominados de estilo império, a este sobreviverão até hoje.

Lustres
Lustre "a balão cheio", com colares epaçados que exibem no centro um vaso apoiado na cinta inferior. Os braços de cristal surgem do aro maior. Fim do século XVIII, Musei Civiei, Veneza.

Fonte: www.altenaplus.com.br

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