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Lutas Olímpicas

 

Lutas Olímpicas
Lutas Olímpicas

História

Quando os Jogos da era antiga foram criados, na Grécia, a luta já era tida como uma das mais remotas modalidades ao lado do atletismo. O que se entende hoje por luta olímpica nada mais é que o desenvolvimento das antigas lutas gregas que, no Império Romano e mais tarde na Idade Média, evoluíram com regras menos agressivas e mais esportivas.

Logo nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas-1896, a luta foi incluída na modalidade greco-romana. Era uma tentativa dos organizadores de estabelecer um vínculo entre o passado e a modernidade que começava.

Permitindo o combate entre os atletas somente da cintura para cima, a escolha da luta greco-romana procurou dignificar o combate corpo-a-corpo, diferenciando-o dos sangrentos combates vale-tudo muito populares na Europa do século 19. Envolvida em uma tradição milenar, a luta greco-romana em Olimpíadas tem sido dominada pela Rússia ao longo das edições dos Jogos.

Oito anos depois, em Saint Louis-1904, outra modalidade de luta bastante popular na Inglaterra e Estados Unidos substituiu a greco-romana e passou a ser chamada "luta livre" (Freestyle wrestling). Uma das diferenças entre esta modalidade e a greco-romana é que na luta livre é permitido aos competidores atacarem as pernas do adversário para aplicar os golpes. Somente na Antuérpia-1920 que os dois tipos de luta passaram a fazer parte do programa oficial das Olimpíadas ao mesmo tempo, fato que permanece até os dias de hoje. Na modalidade livre, os Estados Unidos são o país dominante.

O grande nome da luta é o russo Aleksandr Karelin. De fato, o lutador superpesado (mais de 130 kg) detém números impressionantes. De 1987 até o ano 2000, Karelin não perdeu uma luta internacional sequer, vencendo três Olimpíadas (Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996) e nove mundiais.

Lutas Olímpicas
Lutas Olímpicas

Muito haveria a dizer sobre a história da Luta e as suas origens. O pouco tempo que temos e a enorme bibliografia que contém elementos sobre este tema, faz com que abordemos o assunto duma forma menos completa, focando somente pontos interessantes da história e duma maneira generalizada, o aspecto da luta nos nossos dias.

Pode considerar-se que a luta faz parte da atividade da espécie humana e portanto a sua origem perde-se no tempo.

Antes de conhecer as formas de expressão, como o falar ou o escrever, o homem empregou a luta como expressão viva da sua espécie para demonstrar os seus sentimentos primitivos.

Vista sob o prisma de natural via de aperfeiçoamento da agressividade humana, Luta atravessou grande evolução passando através das varias ideologias e formas de vida dos povos pelos aspectos práticos, místico, religioso e desportivo.

Desde as primitivas manifestações desportivas, passando pelos Jogos Olímpicos da antiguidade até aos nossos dias, a Luta tem figurado como modalidade obrigatória, confirmando a importância que esta prática, tem merecido do homem.

A Luta ainda hoje faz parte dos programas Olímpicos com dois estilos diferentes: a Luta Greco-Romana e a Luta livre Olímpica.

Tendo ambos por fulcro da ação o adversário e por objetivo colocá-lo com as duas espáduas no tapete, são proibidos os estrangulamentos, as chaves ou qualquer outra ação violenta. Os dois estilos diferem apenas porque na LIVRE OLÍMPICA é permitida a utilização das pernas nas ações de ataque e defesa o que é interdito no estilo GRECO – ROMANA, no qual os lutadores apenas se podem utilizar dos braços e do tronco para realizar as suas projeções e prisões.

Em meados do século passado, para tornar possíveis as competições internacionais, entre os especialistas das inúmeras lutas regionais que proliferavam na Europa, os franceses fizeram uma codificação de regras e regulamento criando o estilo “ GRECO - ROMANA “.Mais tarde, já no inicio do nosso século, aparece o estilo “ LIVRE OLÍMPICA “ que teve a sua origem nas Lutas da antiguidade e nas lutas nacionais.

A prática da Luta pode perfeitamente ser integrada no sistema educativo de um povo, partindo das simples formas jogadas de luta, até aos processos de treino mais avançados, encontramos uma gama enorme de fatores e situações que podem contribuir para a formação dos seus praticantes.

A estruturação do esquema corporal, as noções de espaço, peso e relação eu- tapete, eu-companheiro, etc., são sem dúvida algumas das aulas de educação física para determinadas escalões etários.

A Luta quando praticada de uma forma organizada e sistematizada, será um meio cheio de situações ricas nas solicitações que levam ao desenvolvimento e aquisição de estruturas importantes na formação da Juventude.

A Luta no Mundo

A prática da luta encontra-se largamente difundida em todo o Mundo. Mas são os países do Leste Europeu que repartem entre si a maioria das medalhas nas grandes competições internacionais.

Não são de fato as medalhas o mais importante, mas não nos podemos esquecer de que, nos sistemas políticos dos países considerados, eles refletem a movimentação de grande número de praticantes.

Nos últimos anos a União Soviética, a Bulgária e a Roménia têm demonstrado um grande avanço técnico em relação aos outros países.

Após as suas revoluções especialistas, estes países aproveitando as suas tradicionais lutas regionais, fizeram desta modalidade um desporto popular, dando-lhe uma orientação e apoio, de modo a torná-la uma atividade Educativa. Hoje a luta faz parte dos programas escolares destes países e é a modalidade mais popular da Bulgária.

O trabalho científico estudou e sistematizou todos os programas desde os escalões etários mais baixos até à alta competição; ai não há mais lugar para o empirismo. Para melhor compreender a expansão da modalidade através do Mundo, é suficiente observar o número de países filiados na federação Internacional que representam largas centenas de milhares de praticantes dos cinco continentes.

A Luta na História do Homem

Nos antigos Gregos, a luta representava um jogo atlético que se ensinava a todos os jovens na escola depois de mais de 30 séculos.

Pobres e ricos, operários e agricultores, filósofos, reis ou militares, todos aprendiam a luta nas “ palestras” era sempre uma honra e sentiam-se felizes e orgulhosos se eram coroados vencedores nos estádios.

A luta “ ORTHOPALI” ou luta em pé, citada por homero no seu poema “ Ilíada”, tinha umas regras ligeiramente diferentes das usadas nos Jogos Olímpicos Clássicos.

Durante a época de Homero ( IX Século antes de cristo) lutava-se com um calção-cinta, enquanto que nos Jogos Olímpicos lutava-se com o corpo inteiramente nu. Para que um lutador fosse proclamado vencedor, ele devia atirar o seu adversário três vezes ao chão, mas durante os combates nos tempos de Homero contava-se como vitória também 3 quedas mas adversário que ganhava tinha de projetar o seu antagonista duas vezes seguidas.

Se nenhuma dos lutadores tinha conseguido uma queda, e se ele tinham caído três vezes simultaneamente e ao mesmo tempo, o resultado era considerado nulo e os dois adversários considerados iguais.

Os lutadores, mesmo nesses tempos antigos de Homero, combatiam somente pelo prazer de vencer, para a sua gloria, para mostrar a sua força e destreza para se divertirem e nunca por interesse material.

Portanto era um hábito muito antigo oferecer prémios de valor simbólico tanto ao vencedor como ao vencido. Nos jogos Olímpicos, clássicos, assim como nos “ Jogos Pan-helénicos”, o primeiro vencedor recebia como recompensa uma coroa feita de ramos de oliveira ou de outra planeta.

A Luta fez o seu aparecimento como competição desportiva nos XVIII Jogos Olímpicos da antiguidade. O Lutador era chamado nesta época “ LUTATOR”.

Como nota curiosa, passaremos a transcrever o relato mais antigo que se conhece dum combate de luta.

Por muito que procurássemos, esta descrição de um combate, citada por Homero, é a mais antiga de toda a História.

Particularmente interessante pelo seu suficientemente claro, ele mostra a maneira de se lutar da época. Ele demonstra também a mentalidade e o espírito dos lutadores e a obstinação que eles empregavam para obter a vitória.

Esta descrição de Homero é citada na sua “ Ilíada” ( Canto XIII Linhas 700 e 735). Trata-se de combates duma organização de Jogos Atléticos, realizados por “ Achiles” em honra de seu amigo “ Patrocle”, morto durante a guerra de Tróia.

A Luta Olímpica

A Luta Olímpica estava no programa da primeira edição da Olimpíada da Era Moderna, em 1896, e apenas em 1900, foi a única edição em que o esporte não constou no programa. Ambos os estilos, Estilo-Livre e Greco-Romano, são disputados em Olimpíadas desde 1920.

Antes disso, exceto em 1908, apenas um dos estilos era usado nos Jogos, o Greco-Romano. Hoje em dia a Rússia é o país dominante na Luta Olímpica mundial, especialmente no estilo Greco-Romano. Mas os Estados Unidos está perto, em termos técnicos, da Rússia no Estilo-Livre.

Outros países que produzem grandes campeões, são: Irã, Turquia e Mongólia, e nesses países a Luta é o esporte nacional.

Jogos Olímpicos

Nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney, o programa da modalidade sofreu algumas alterações. Desde 1972, haviam 10 categorias de peso para cada estilo, mas em 2000 somente 8 categorias em cada estilo foram consideradas. Os limites de peso foram sutilmente alterados, e a categoria mais leve, conhecida como “peso mosca”, foi eliminada.

Na preparação dos Jogos Olímpicos de Atenas em 1896, os organizadores consideraram a modalidade historicamente tão significante, que ela se tornou o foco dessa edição. Foram relembradas algumas situações da edição de 708 AC, com lutadores usando óleo pelo corpo e lutando em areia.

Oito anos mais tarde, foi incluído um segundo estilo com menos peso histórico e beleza, mas de grande popularidade. Conhecido por todos como “catch as catch can”, o estilo Livre tornou-se a matéria-prima do século 19 em eventos e festivais na Inglaterra e nos Estados Unidos. Uma forma de entretenimento. Da mesma maneira que o Greco-Romano, o Livre transformou-se em um ícone dentro dos Jogos.

Nas competições de Greco, dominadas pela Rússia, os lutadores só podem utilizar seus braços e tronco para atacar. Já no estilo Livre, que nos Jogos de 1996 os medalhistas representaram 17 países diferentes, os lutadores podem usar suas pernas e atacar o oponente abaixo da linha de cintura.

Estilos Olímpicos

As lutas olímpicas são consideradas algumas das modalidades mais antigas de que se tem notícia. Nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga já se disputavam combates de luta no estilo da atual greco-romana.

São três as modalidades de lutas (greco-romana, livre e luta feminina), divididas por categorias: sete na Greco-romana; sete na Livre; e quatro na Feminina.

Estilo Livre e Greco Romano

A pontuação e as regras são as mesmas.

O objetivo é imobilizar o adversário de costas para o chão e, além disso, golpes baixos, estrangulamento, dedo no olho e puxões de cabelo são proibidos.

Os combates são disputados em três rounds de dois minutos cada. Caso nenhum dos atletas consiga imobilizar seu oponente, a luta é decidida por pontos, que variam de acordo com os golpes e punições aplicados.

A diferença entre os estilos, Livre e Greco Romano, está em um simples aspecto:

No estilo Greco Romano não é permitido utilizar os membros inferiores (pernas e pés) nem para o ataque nem para a defesa. Ou seja, só se pode usar os braços e o tronco. Desta maneira, exigindo mais vigor físico dos atletas com grandes projeções.
No Estilo Livre o uso das pernas também é permitido.

Luta Feminina

São permitidos todos os golpes do Estilo Livre. Não há diferença nas regras nem pontuação, apenas o role (rolê) não pode ser realizado com a cinturada sobre os seios. Para as mulheres não existe disputa no estilo Greco-Romano.

A LUTA

Praticada desde o início da humanidade, a Luta é o mais natural e primitivo meio de ataque e defesa.

Sua finalidade inicial era submeter, humilhar e até mesmo eliminar o adversário.Ao lado da corrida, a luta é provavelmente, o esporte de competição mais antigo do mundo.

Adotada na preparação física para provas mais importantes, a luta logo se transformou em esporte, posteriormente surgindo a Luta Combate, que incluía muitas vezes a morte de um dos contendores.

Com o tempo adquiriu a condição de espetáculos em alguns países, como o Japão, chegou a ser um rito . É importante ressaltar que até hoje é uma das formas mais utilizadas no desenvolvimento físico da juventude.

Duração

Cada combate na luta consiste em três rounds de dois minutos de duração cada um, com um intervalo de 30 segundos entre os rounds. Quando um dos lutadores, tanto na luta greco-romana quanto no estilo livre, conseguindo fixar os ombros do adversário no chão é caracterizado TOUCHE, ou seja, o autor do golpe é, automaticamente, declarado vencedor. Além do TOUCHE, um combate pode ser decidida pela soma de pontos que cada atleta conquista durante os rounds.

Um movimento bem sucedido, bem como um golpe aplicado com propriedade, valem pontos. Conforme o grau de dificuldade de cada golpe, o lutador soma pontos de 1,2, 3 ou 5. Se conseguir uma vantagem de seis ou mais pontos, o lutador vence o round, e quem vencer 2 dos três rounds é declarado o vencedor da luta (explicações melhores leiam em regras).

Em caso de empate ou quando nenhum dos dois lutadores conseguir marcar pelo menos um ponto, o round é decidido no CLINCH. Cada round é obrigatório ter um vencedor.

Origem

Não é possível determinar em exatidão as datas e as origens da luta, mas em civilizações antigas temos evidências que já era praticada de 15 a 20 mil anos atrás como nas gravuras e desenhos em cavernas da França, que mostram lutadores em posições comuns as usadas nos combates atuais.

Os sumérios deixaram provas semelhantes em pedras que datam de aproximadamente 5 mil anos.

A mitologia conta que foi Gilgamesh, o protetor da Suméria Antiga, quem lutou contra um búfalo para salvar a cidade de Uruk.

Usou também sua força para vencer oponentes, os quais, derrotados, tornando-se seus amigos e auxiliares.

Outras evidências arqueológicas demonstram que na China, Japão, Babilônia e Grécia a Luta é praticada há milhares de anos .

No Egito , hieróglifos exibindo cenas de combates datam de 2250 a .C..

Só o túmulo de Vizier Ptahhotes apresenta seis diferentes tipos de Luta .

No templo e túmulo de Beni Hasan , próximo ao rio Nilo , encontram-se gravuras com mais de 200 lutadores , muitos deles em posições ou aplicando golpes usados até hoje , o que revela a relação entre a Luta antiga e a moderna .

Todos os deuses gregos eram lutadores.

O poeta Píndaro descreve Zeus e Kronos lutando pela posse do Universo e conta que a primeira Olimpíada , em 776 a . C. , foi realizada para comemorar a vitória do primeiro .

A Luta tornou-se um dos esportes favoritos dos gregos , como relata Homero na llíada , ao descrever o combate entre Ulisses por ocasião das cerimônias fúnebres Patroclo.

Foi Teseu , o legendário herói ateniense , e matador do Minotauro , quem recebeu o crédito , segundo a tradição grega , de grande organizador das regras da Luta .

Luta Olímpica

Com exceção do atletismo, o wrestling é o esporte mais antigo, de que se tem conhecimento, e que se pratica ininterruptamente ao longo dos séculos de maneira competitiva. Foi introduzido nas antigas Olimpíadas em 708 AC.

Pouco depois da data histórica do início dos Jogos Olímpicos, em 776 AC. O wrestling antecede, historicamente, os Jogos Olímpicos desta época.

Existem desenhos de lutadores nas cavernas de Sumero-Akkadian, datados de 3.000 DC. No Egito, também existem estes tipos de desenhos, de 2.400 DC.

Existem centenas de estilos diferentes de wrestling, ao redor do mundo.

E muitas civilizações que possuem tribos indígenas, ainda seguem estes estilos. Entre estes estilos, alguns exemplos existentes, são o Glíma wrestling, praticado na Islândia, o Schwingen wrestling na Suíça e o Huka-Huka no Brasil.

Mesmo assim, internacionalmente, apenas 4 são os principais estilos competitivos para o wrestling amador: Greco-Romano, Estilo-Livre, Judô wrestling e Sambo wrestling. Este estilo de judô, não está no programa dos Jogos Olímpicos.

O Sambo, não está nas olimpíadas, é uma combinação do estilo-livre com o judô e é muito popular nas repúblicas da União Soviética. O Estilo-Livre é similar ao Folkstyle Wrestling, que é praticado nos Estados Unidos (EUA). As pegadas não têm muitos limites, com tanto que não sejam perigosas, e podem ser aplicadas em qualquer parte do corpo. No Greco-Romano, as pegadas estão limitadas somente acima da linha da cintura.

História Olímpica

O Wrestling estava no programa da primeira edição da Olimpíada da Era Moderna, em 1896, e apenas em 1900, foi à única edição em que o esporte não constou no programa. Ambos os estilos, Estilo-Livre e Greco-Romano, são disputados em olimpíadas desde 1920.

Antes disso, exceto em 1908, apenas um dos estilos era usado nos Jogos, o Greco-Romano. Hoje em dia os países que antes era a Rússia, são os países dominantes no wrestling mundial, especialmente no estilo Greco-Romano. Mas os Estados Unidos estão perto, em termos técnicos, no Estilo-Livre.

Outros países que produzem grandes campeões são: Irã, Turquia e Mongólia, e nesses países o wrestling é esporte nacional. Nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney, o programa do wrestling sofreu algumas alterações. Desde 1972, havia 10 categorias de peso para cada estilo, mas durante os Jogos de 2000 somente 8 categorias em cada estilo foram consideradas. Os limites de peso foram sutilmente alterados, e a categoria mais leve, conhecida como “peso mosca”, foi eliminada.

Na preparação dos Jogos Olímpicos de Atenas em 1896, os organizadores consideraram o wrestling uma modalidade historicamente tão significante, que ela se tornou o foco dessa edição. Foram relembradas algumas situações da edição de 708 AC, com lutadores usando óleo pelo corpo e lutando em areia.

O estilo Greco-Romano foi considerado a reencarnação do antigo wrestling Grego e Romano. Oito anos mais tarde, foi incluído um segundo estilo com menos peso histórico e beleza, mas de grande popularidade. Conhecido por todos como "catch as catch can", o wrestling Estilo-Livre tornou-se a matéria-prima do século 19 em eventos e festivais na Inglaterra e Estados Unidos.

Uma forma de entretenimento. Da mesma maneira que o Greco-Romano, o Estilo-Livre transformou-se em um ícone dentro dos Jogos.

Nas competições de Greco, dominadas pela Rússia, os lutadores só podem utilizar seus braços e tronco para atacar. Já no Estilo-Livre, que nos Jogos de 1996 os medalhistas representaram 17 países diferentes, os lutadores podem usar suas pernas e atacar o oponente abaixo da linha de cintura.

No Brasil

O Brasil hoje conta com atletas reconhecidos mundialmente, nos jogos pan americanos e até em mundiais já estamos conseguido algumas medalhas, graças ao esforço da CBLA e das Federações que com o pouco apoio conseguem manter centros de treinamentos e cursos periódicos.

Regras Gerais de Lutas Olímpicas

SEÇAO UM – REGRAS GERAIS

Artigo 1 – Missão

O Comitê Mundial de Grappling (WGC) foi criado sob a autoridade da FILA para promover o bem estar físico e mental dos indivíduos envolvidos na disciplina do grappling. O objetivo da WGC é fazer do grappling uma emocionante e atraente modalidade para o espectador e regularizar sua prática ao redor do mundo em função de uma meta maior, chegar ao nível Olímpico.

Artigo 2 – Filosofia

O grappling é uma forma híbrida de esporte formado pela Luta Olímpica e o Jiu-Jitsu (=Brazilian Jiu-Jitsu), que consiste em um lutador a forçar seu oponente a admitir que ele(a) não consegue escapar de seu movimento sem se prejudicar fisicamente. A WGC acredita ser honrável para um(a) atleta aceitar sua própria derrota. Toda via, os grapplers devem ser previamente informados das ações e reações corretas a se adotar nas várias formas de finalização. Em acordo com a filosofia geral do esporte, os lutadores devem honrar os valores como atletas e do jogo limpo e eles(as) nunca devem machucar intencionalmente outro(a) desportista durante competições.

Artigo 3 – Objetivos

Com base na Constituição da FILA e seus vários regulamentos, as regras internacionais estão acordadas no presente documento, constituem a estrutura a qual o esporte, grappling, será conduzido e promovido e terá como seus objetivos específicos, a saber:

Definir e especificar as condições de práticas e técnicas sob as quais uma disputa deverá seguir.
Determinar os valores a serem marcados para ações e passividades.
Listar as situações e proibições.
Determinar as obrigações técnicas do corpo de arbitragem.
Estabelecer um sistema de competição, classificação, pontos técnicos, penalidades, eliminações, etc.

Artigo 4 – Aplicação das Regras

As regras definidas no presente documento terão efeito para todos os eventos autorizados pela FILA para que esteja assegurada a segurança dos atletas e o crescimento saudável da disciplina.

A licença FILA é obrigatória para todos os eventos internacionais de grappling com mais de dois países participantes. Todas as competições internacionais devem ser comunicadas à FILA e serão adicionadas ao calendário oficial da entidade. O seguro da FILA será aplicado somente em competições que constarem no calendário da FILA.

Artigo 5 – Condições Sanitárias

Os atletas que tiverem o conhecimento de estarem infectados pelos vírus HIV/HBV estão proibidos de participarem em competições de grappling. Se o staff médico estiver infectado com os mesmos vírus citados, estarão proibidos de administrar qualquer tipo de cuidados médicos à atletas com sangramento.

Artigo 6 – Tempo Médico

O árbitro deve parar a luta e decretar “tempo médico” (=injury time) se um lutador estiver temporariamente machucado (dedo no olho, cabeçada, por exemplo).

O tempo médico não pode exceder por luta, 5 minutos por atleta. Se o árbitro perceber que o atleta está forjando um machucado para evitar uma ação/finalização, o árbitro pode declarar o “catch” (=desistência/finalização).

Na ocorrência de um atleta estar sangrando, o árbitro irá interromper imediatamente a luta e prestar os primeiros socorros. É dever do Chefe Médico do evento, determinar se o sangramento foi efetivamente sanado ou não, e se o atleta pode continuar competindo ou não. Além disso, todo o sangue que estiver no tapete, uniformes e corpos dos atletas deve ser limpos com solução médica apropriada. A luta não pode ser reiniciada até que todos os materiais médicos que foram utilizados para limpar o sangue estiverem devidamente armazenados em compartimentos apropriados e as soluções médicas estiverem secas.

Artigo 7 – Perda de peso

Até onde a perda de peso nos locais de competição é permitida, a FILA adota as seguintes normas: restrição da prática excessiva de desidratação e ou restrição calórica, o uso de diuréticos, laxantes, eméticos(=induz o vômito) e forçar o vômito são proibidos pela FILA. Grapplers com menos de 18 anos são proibidos de usar saunas (seca/vapor) ou roupas impermeáveis.

É responsabilidade da organização de competição enfatizar e se fazer cumprir estas regras, assim como sua decisão é soberana. Na primeira violação destas regras, o atleta poderá ser suspenso da competição em que ele tentou praticar algum dos métodos proibidos. A segunda violação, resultará na suspensão individual para qualquer licenciado da FILA e proibido por um ano em participar de eventos oficiais da FILA, apartir da data de sua suspensão. O Comitê Executivo da FILA analisará todos estes casos de segunda violação e aplicará as sanções definidas nos regulamentos da FILA. Qualquer indivíduo que acompanhar um grappler em algum dos métodos proibidos de redução de peso, está sujeito as mesmas penalidades impostas ao atleta que as violar.

SEÇAO DOIS – SISTEMA DE COMPETIÇAO

Artigo 8 – Sistema de competição

O sistema de competição deve ser em chaves de eliminação dupla. A colocação nas chaves é determinada pelo sorteio na pesagem. Os grapplers que vencerem suas lutas continuarão seguindo na chave até que dois lutadores permaneçam invictos (eles lutarão pelo ouro). Os grapplers que perderem suas primeiras lutas, irão compor a chave dos Perdedores (Consolidada), assim como os demais que forem eliminados no decorrer da competição. Quando os dois finalistas forem determinados, a competição se volta para a definição da chave dos Perdedores/Consolidada com o sistema de eliminação direta. Os dois grapplers vencedores deste grupo competirão pelo bronze. Os outros grapplers serão ranqueados de acordo com a pontuação obtida nas suas lutas.

Artigo 9 – Exame médico e pesagem

Devem existir salas separadas, para homens e mulheres para que se realizem os respectivos exames médicos e as pesagens. Os lutadores devem usar o short de

competição e as lutadoras, top e short de competição. O staff médico tem autoridade total para decidir quando os atletas estão de acordo ou não para competir.

Este staff deve examiná-los(as) para averiguar a possível existência de infecções de pele e condições médicas como cortes e arranhões. Uma vez que o staff médico aprove os atletas, eles devem seguir para a área de pesagem.

A pesagem deve ser conduzida em área de acesso restrito próximo ao local de competição. Este acesso deve ser limitado aos competidores, seus técnicos (com credenciamento oficial), árbitros, assistentes médicos e o staff oficial de pesagem. Os atletas podem checar seus pesos nas balanças quantas vezes forem necessárias dentro do tempo limite para pesagem, porém, não haverá compensações de peso.

Artigo 10 – Sorteio

Depois que o atleta passar pela pesagem oficial, e for marcado seu peso no cartão de pesagem e em sua mão/ombro, o atleta deverá escolher um número aleatório (em urna) que determinará sua posição na chave. O responsável pela pesagem oficial deverá anotar este número no cartão de pesagem. Os números escolhidos na pesagem, serão anotados na tabela de pesagem ao lado das balanças, de maneira manual e/ou eletrônica.

Artigo 11 – Pontos de qualificação na luta

Os pontos que o grappler receber pelas suas lutas serão determinantes para o ranqueamento final e para o ranqueamento do seu time em competições de Dual Meeting.

Catch (6 pontos)

O árbitro interrompe a luta por submissão técnica (=finalização). Uma submissão técnica ocorre quando o árbitro, ao observar que um dos grapplers está com uma possível submissão encaixada, e não conseguirá sair dela sem qualquer dano físico. Em alguns casos, o ato de “bater” as vezes pode não ser fisicamente possível, e um comando verbal de “catch” pode ser usado para concretizar a desistência do lutador.

Submissão por desistência (6 pontos)

Um grappler pode sinalizar fisicamente sua submissão através da “batida” no oponente ou no tapete com suas mãos ou pés.

Default (6 pontos)

Ocorre quando um dos grapplers não pode continuar a lutar por alguma razão.

Vitória por desqualificação (6 pontos)

Ocorre quando um grappler é banido da competição por alguma razão.

Vitória por WO (6 pontos)

Ocorre quando um grappler não comparece ao tapete para competir.

Vitória por decisão médica (6 pontos)

Ocorre quando um grappler não pode começar ou completar uma luta por questões de saúde ou físicas.

Superioridade técnica (5 pontos)

Ocorre quando um grappler marca 20 pontos a mais que seu(ua) oponente. Quando esta superioridade é alcançada, o lutador vencedor pode privar-se desta decisão e continuar a luta em busca da finalização. Se o lutador falhar na tentativa de finalizar seu(ua) oponente, ele(a) terá os pontos por “decisão da maioria”.

Decisão da maioria (4 pontos)

Ocorre quando a margem de vitória for de 10 pontos ou mais.

Decisão (3 pontos)

Ocorre quando a margem de vitória é menos de 10 pontos.

Perda no tempo extra (2 pontos)
Decisão de perda com ao menos o total de 3 pontos marcados (1 ponto)

Um ponto de classificação é dado a equipe do lutador perdedor, se o resultado dele tiver sido no mínimo de 3 pontos na perda de uma decisão.

Artigo 12 – Procedimento de competição

Os lutadores devem se apresentar para registro em suas categorias, nos locais indicados pela organização, onde receberão cartões de pesagem/passes. Então, eles terão cumprido o processo de pesagem e estarão livres até o início da competição. Os registros não devem durar mais que duas (2) horas e o exame médico mais que uma (1) hora.

Para todos os competidores, a pesagem para cada categoria deve acontecer às 6pm do dia anterior a competição e não se prolongar por mais de uma (1) hora.

SEÇAO TRÊS – ESTRUTURA MATERIAL

Artigo 13 – Categorias de peso e idades

Todos os participantes devem apresentar documento oficial, provando sua idade e identificação. Nenhum atleta pode competir em uma categoria de idade abaixo da sua idade dentro dos limites determinados pela FILA, sendo automaticamente desclassificado da competição. Estes atletas que forem pegos violando tais regras, por mais de uma vez, estarão sujeitos ao desligamento como membros da FILA.

Novatos (11-12 anos)

Garotos e garotas: 29, 34, 38, 43, 47, 52, 56, 61, 65, 65-76kg

Escolares (13-14 anos)

Garotos: 29-32, 35, 38, 42, 47, 53, 59, 66, 73, 73-85kg
Garotas:
28-30, 32, 34, 37, 40, 44, 48, 52, 57, 57-62kg

Cadetes (15-16 anos)

Homens: 39-42,46, 50, 54, 58, 63, 69, 76, 85, 85-100kg
Mulheres:
36-38, 40, 43, 46, 49, 52, 56, 60, 65, 65-70kg

Juniors (17-20 anos)

Homens: 50, 55, 60, 66, 74, 84, 96, 120kg
Mulheres:
44, 48, 51, 55, 59, 63, 67, 72kg

Seniors (20 ou mais*)

Homens: 62, 70, 80, 92, 125kg
Mulheres:
48, 55, 63, 72kg

* Lutadores com 18 e 19 anos podem competir nesta categoria sob apresentação de aprovação médica.

Veteranos (35-56 anos)

Homens: 62, 70, 80, 92, 125kg
Mulheres:
48, 55, 63, 72kg

Artigo 14 – Gravação em vídeo

É obrigatória a filmagem das lutas em todos os campeonatos internacionais. A mesa para revisão do vídeo com videocassete e TV, deve ser colocada ao lado do tapete de luta e supervisionada por um técnico de vídeo e um oficial da FILA. O técnico que desejar uma revisão de uma pontuação, tem 15 segundos para ir na mesa e pedir. Para tomar uma decisão durante uma luta, o árbitro deve esperar que uma ação seja terminada e parar a luta para conferir o vídeo na mesa, por não mais do que dois (2) minutos e assim tomar sua decisão. Os técnicos devem permanecer em seus córners todo o tempo. O pedido de vídeo poderá ser analisado somente uma vez. Se nada for definido através da análise do vídeo, permanece a decisão tomada no tapete.

Artigo 15 – Uniforme e aparência dos Grapplers

Uniforme de competição

Os grapplers devem se apresentar na entrada do tapete, vestindo shorts e camisa sem manga. O short deve estar justo na pele e não deve ultrapassar os joelhos.

Eles não podem ser excessivamente largos ou ter botões/fechos que possam ser inseguros para a luta. A camisa deve ser justa e estar moldada ao corpo. Cores e desenhos que possam interferir na distinção dos atletas, não serão aceitas como uniformes de competição (eles podem ser aprovados pelo responsável técnico do evento antes do início da competição). O primeiro lutador deve usar uma fita vermelha abaixo da canela e o segundo, uma azul. O uso de joelheiras leves sem partes metálicas, é permitida. Os grapplers devem portar um lenço durante as lutas, e mostrar ao árbitro antes do início de cada luta.

Para as competições internacionais da FILA, os grapplers devem usar o uniforme aprovado pela FILA, com emblema (bandeira) de seu país no short e nome do país (abreviação) nas costas da camisa de competição. Não se pode usar o emblema ou abreviação de um país que não estiver, oficialmente, competindo.

Publicidade na roupa

Os grapplers podem usar o nome de seus patrocinadores ou símbolos em seus uniformes de competição, e vestimentas de aquecimento, até que isto não afete a habilidade do árbitro em diferenciar o time de cada atleta.

Proteção de orelha

Os grapplers podem usar protetores de orelhas aprovados pela FILA, que não contenham nenhuma parte de metal ou as conchas de proteção em material duro.

O árbitro pode obrigar a um(a) lutador(a) que tiver seu cabelo grande, a usar protetor de orelha ou algum athletic hair cover.

Sapatos

Os grapplers não são obrigados a usar sapatos/tênis durante a luta, mas se preferirem, devem usar os aprovados pela FILA. O seu uso de sapatos/tênis com saltos ou sola com garras/pregos, fivela, ou qualquer parte metálica é proibido.

Para a competição, um oficial da FILA deve examinar todo o equipamento que estiver fora do padrão normal estabelecido. Sapatos com laços devem estar presos com uma fita adesiva bem justa, para que não se soltem no meio da luta. Cada grappler é responsável em ter essa fita e amarrar e prender bem seus sapatos e laços antes de entrar no tapete.

Aparência

Os grapplers são proibidos de usarem bandagens nos pulsos, braços ou tornozelos exceto no caso de algum machucado ou com ordens médicas. Estas bandagens devem ser cobertas com tiras elásticas. Os grapplers são proibidos de usarem qualquer objeto que possa causar algum dano no seu oponente como colar, bracelete, anel no dedo do pé, anel no dedo da mão, piercing ou qualquer tipo, próteses, etc. Os dedos e unhas dos pés dos lutadores (se optarem por não usar sapatos) devem estar bem cortados sem extremidades pontudas. Se o cabelo de um atleta vai além da linha dos ombros, e/ou chega além das orelhas, o atleta deverá usar um athletic hair cover. Grapplers devem estar com boa aparência e seus cabelos e pele, livres de qualquer gordura, óleo ou substância pegajosa. Os homens devem estar com suas faces limpas – barbeadas, ou se não estiverem barbeadas, devidamente aparadas e com boa aparência. Não se pode entrar no tapete transpirando, no início da luta ou no início do segundo ou do terceiro período. O árbitro pode requerer a um grappler a se enxugar, durante uma luta. Nas questões sanitárias, de saúde e higiene para os atletas, estas regras devem ser fortemente enfatizadas.

Na pesagem, um oficial da FILA deve checar que cada competidor esteja dentro dos requerimentos deste artigo. Os competidores devem ser avisados se sua aparência não estiver correta, e que poderão não ter a permissão para entrar na competição. Se um grappler entrar no tapete e sua aparência não estiver conforme os regulamentos da FILA, ele(a) terá 1 minuto para se arrumar, de outra forma, ele(a) perderá a luta por omissão.

Artigo 16 – Tapete de competição

Os tapetes de competição devem conter um círculo de 9 metros, envolvido por uma área de proteção de 1 metro e meio. O centro do tapete deve conter um círculo de 1 metro que servirá como o local de início para o posicionamento dos grapplers. Tais tapetes de luta devem ser utilizados durante os eventos sancionados pela FILA sem exceção ou substitutos.

Artigo 17 – Serviço Médico

O organizador de um evento FILA é responsável em disponibilizar serviços médicos. O staff médico estará sob a autoridade de um médico da FILA, encarregado e com a responsabilidade em conduzir todos os exames médicos, assim como qualquer atendimento médico durante o evento. Durante a competição, o staff médico deve estar pronto para interferir no caso de um acidente ou lesão e decidir se um grappler está apto a continuar a luta.

O Médico chefe tem total autoridade para parar uma luta a qualquer momento se achar que um dos grapplers está em perigo. Ele pode também interromper a luta se achar que um dos grapplers não tem condições de continuar. Um grappler pode não deixar o tapete, exceto no caso de uma séria lesão que requeira

atendimentos médicos imediatamente. Neste caso, o árbitro deve parar a luta e pedir ao Médico chefe para examinar o lutador.

SEÇAO QUATRO – CORPO DE ARBITRAGEM

Artigo 18 – Composição

Todas as lutas devem ser arbitradas por um árbitro central e um juiz de tapete, certificados pela FILA. A decisão do árbitro é soberana, mas em caso de dúvida, ele pode consultar o juiz de tapete. A nomeação do corpo de arbitragem para cada luta, é determinada aleatoriamente e a substituição de um árbitro durante uma luta, é estritamente proibida, exceto em caso de sério problema de saúde, clinicamente confirmado pelo staff médico.

Nos eventos oficiais da FILA, os membros do corpo de arbitragem sob quaisquer hipóteses, devem ser da mesma nacionalidade ou arbitrar lutas em que seus compratiotas sejam grapplers.

Artigo 19 – Uniforme do corpo de arbitragem

O árbitro central e o juiz de tapete devem vestir calças pretas, camisa de malha/pólo preta, e sapatos esportivos pretos. Além disso, o árbitro deve estar com uma fita vermelha em seu pulso esquerdo e uma azul em seu direito.

Artigo 20 – Obrigações Gerais

O corpo de arbitragem deve assumir todas as obrigações estipuladas no regulamento de competições e qualquer provisão especial que possa ser estipulada pela organização de um evento em particular. O árbitro e o juiz de tapete são obrigados a utilizarem o vocabulário básico da FILA além dos sinais apropriados quando estiverem arbitrando. A obrigação principal do árbitro, consiste em começar e interromper a luta, dar os pontos e impor penalidades para determinar e dar a legitimidade ao vencedor e ao perdedor. O árbitro e o juiz de tapete não podem falar com ninguém durante uma luta, exceto entre eles para alguma consulta e para exercer seus papéis na luta.

Todos os pontos devem ser anunciados ao público pelo juiz de tapete, tanto por sinais manuais, por placas ou em placares manuais/eletrônicos. As folhas de pontuação, marcada pelo juiz de tapete, são utilizadas para contabilizar todos os pontos marcados pelos dois oponentes, incluindo pontos, penalizações, e avisos de passividades que devem ser anotados com grande atenção, para que isso represente as várias fases da luta. No final da luta, o árbitro e o juiz de tapete, devem assinar estas folhas. Se a luta não terminar por pontos ou finalização, o juiz de tapete deve fazer a análise da evolução das ações de cada competidor e dar o resultado final ao árbitro, para que seja declarado o vencedor.

Artigo 21 – O árbitro

O árbitro é responsável por manter e conduzir a luta diretamente de acordo com as regras oficias da FILA. Ele deve manter o respeito entre os lutadores e ter autoridade total entre eles para que ambos obedeçam, imediatamente ao seu comando e instruções. Simultaneamente, o árbitro deve conduzir a luta sem tolerar nenhuma irregularidade ou intimidação que venha de interventores de fora da luta. Seu apito deve começar, interromper e terminar uma luta. Depois de executado um movimento (se for válido e se tiver sido executado nos limites da área de luta), o árbitro deve indicar com seus dedos, os pontos correspondentes ao movimento levantando o braço com a fita colorida no pulso, que corresponda ao grappler que marcou o ponto.

Obrigações do árbitro:

Estimular um grappler passivo sem interromper a luta, se posicionando na área de luta de modo a prevenir que um dos lutadores saia do tapete.
Reprimir um grappler passivo.
Estar pronto a demonstrar tom de comando se um dos grapplers chegar ao limite da área de luta.
Marcar penalidades por violações das regras ou por brutalidade.
Interromper a luta no momento exato, quando for necessário.
Indicar quando uma técnica executada no limite da área de luta for válida.
De maneira rápida e clara, indicar a posição em que a luta deve prosseguir.
Não se aproximar muito enquanto os grapplers estiverem na posição em pé, mas ficar perto se estiverem lutando no chão.
Estar apto a mudar de posição de um momento a outro, no tapete e a sua volta, e em dado momento, ajoelhar-se ou deitar no chão para ter uma melhor visão da luta.
Não se colocar muito perto aos grapplers para não obstruir a visão do juiz de tapete, principalmente se uma luta estiver a ponto de ser encerrada.
Garantir que os grapplers não descansem durante a luta, com a intenção de enxugar seu corpo, assuar o nariz, segurar uma dor, etc. Nesses casos, o árbitro deve parar a luta e requerer uma advertência a ser aplicada ao grappler, onde receberá uma falta e 1 ponto será dado ao(a) seu(ua) oponente.
Anunciar o final da luta, após um dos grapplers ter finalizado o outro, ou mesmo, se demonstrar isso fisicamente com um tapa de desistência ou ainda verbalmente.
Anunciar o catch se após observar que um dos grapplers foi pego em uma submissão e não conseguirá escapar sem se lesionar. Ao visualizar o catch, o árbitro deve dizer a palavra “catch” em voz alta e clara, levantar sua mão para ter certeza de que o juiz de tapete concordará com a pontuação, sinalizar o catch e então assoprar o apito anunciando assim, o final da luta.
Sob intervenção do juiz de tapete, o árbitro deve interromper a luta e anunciar a vitória por superioridade técnica, quando um dos grapplers marcar 20 pontos de vantagem. Nessa situação, ele pode esperar que uma ação, de ataque ou contra-ataque, seja completada.
Assegurar que os grapplers permaneçam no tapete até que o resultado da luta seja anunciada.
Declarar o vencedor (levantando o braço dele) depois de acordo com o juiz de tapete.

Artigo 22 – Juiz de tapete

O juiz de tapete deve acompanhar o decorrer da luta diretamente, sem se distrair com mais nada. Seguindo cada ação e se baseando nas indicações do árbitro ele irá descrever os pontos na folha de pontuação, e marcar no placar, que estará ao seu lado. O placar deve ser visível para todos os espectadores e grapplers.

O juiz de tapete deve indicar na sua folha de pontuação, com a letra “P” cada vez que um grappler tiver recebido um aviso de atenção por passividade e marcar as chamadas por fugir da área de luta, pegadas ilegais, e incorreta interpretação da posição de “reinício dominante” na coluna do lutador na folha, no caso de uma falta. A folha de pontuação deve indicar precisamente o tempo em que uma luta termina no caso de uma vitória por catch, superioridade técnica, default, etc. No final de uma luta, ele deve assinar esta folha de pontuação e deixar arquivado o resultado da luta, cruzando o nome do perdedor e circulando o nome do vencedor.

SEÇAO CINCO – A LUTA

Artigo 23 – Duração da luta

As lutas das categorias novatos e escolares duram 4 minutos. Para cadetes e juniors, 5 minutos, e seniors 6 minutos.

Artigo 24 – Chamada e início da luta

Os nomes dos grapplers devem ser anunciados em tom alto e claro para se apresentarem no tapete. Eles serão chamados até 3 vezes num intervalo de até 30 segundos entre cada chamada. Se após a terceira chamada um dos lutadores não se apresentar no tapete, será desqualificado e perderá a luta.

Quando seus nomes forem chamados, os grapplers, devem se apresentar a “mesa de pontos” e ficarem em seus corners de acordo com sua cor (azul ou vermelho). O árbitro permanece no centro do tapete e chama os dois lutadores a sua volta e pede para que levantem os braços, segurando seus lenços na mão direita. O árbitro deve inspecionar cada grappler para se assegurar que sua pele não está coberta por nenhuma substância escorregadia, melada, ou transpiração.

Depois que o árbitro complete esta inspeção, os lutadores se cumprimentam, apertam as mãos e a luta começa quando for dada a ordem.

Artigo 25 – Definição das posições no solo

-Posição Neutra

Ocorre no começo de cada tempo regular e no primeiro período do tempo extra. Os dois grapplers ficam de pé, em lados opostos no centro do tapete, com ambos os pés, dentro do círculo central. Estando em posição neutra, nenhum dos lutadores têm o controle. A luta é iniciada com o sinal do apito do árbitro.

A posição neutra é ordenada, quando:

1) nenhum dos grapplers tiver feito vantagem na posição em pé, mas ambos estiverem fora da área de segurança.
2)
um grappler forçar seu oponente a sair da área de luta, mas não efetua nenhuma queda controlada.

-Reinício de Guarda Aberta

Ocorre no centro do tapete com um dos grapplers deitado com as mãos descansando sob a coxa, seus pés plantados no chão dentro do círculo. O grappler de cima, ajoelhado em frente ao oponente e dentro do círculo, coloca suas mãos sob os joelhos do grappler deitado. Uma vez a posição aprovada pelo árbitro, a luta é recomeçada pelo seu apito.

O Reinício de Guarda Aberta é ordenado quando ambos os grapplers saem da área de luta, com o lutador de cima controlando o outro em uma situação de finalização por no mínimo 3 segundos.

Quando a luta é reiniciada nesta posição, todas as posições de controle dominante podem ser novamente computadas.

-Reinício em Controle Dominante

Ocorre no centro do tapete com o lutador de baixo de costas no chão, e o lutador de cima no controle lateral (cotovelos e joelhos encostados no tapete e tronco reto no(a) seu(ua) oponente). A posição de Reinício Dominante é ordenada quando um lutador receber pontos por alguma posição dominante (imobilização lateral, montada completa, ou montada pelas costas com os dois ganchos) e a ação vai para fora dos limites do tapete, mantendo o controle sob o(a) oponente.

Quando a ação é recomeçada na Posição Dominante, somente a montada completa e a montada pelas costas podem ser marcadas, já que a ação foi iniciada na imobilização lateral.

Nota: se um grappler força a ação da luta para fora do tapete com a intenção de escapar de uma finalização, ele(a) será chamado por “catch” e perderá a luta.

Artigo 26 – Pontuações para ações e quedas

Queda (2 pontos)

Apartir de uma posição neutra, a queda ocorre quando um grappler força seu(ua) oponente a sofrer pontos jogando-o(a) para baixo e mantendo o controle por no mínimo 3 segundos. Para quedas que ocorram no limite do tapete, um lutador deve estabelecer o controle e manter um ponto de suporte (cabeça, pé, etc) dentro dos limites do tapete. Se um grappler estiver defendendo uma finalização, ele(a) não poderá ganhar o “domínio” por cima, até que ele(a) escape da finalização eminente e mantenha o controle por cima na contagem de 3 segundos.

Projeções (3 e 5 pontos)

3 pontos: qualquer queda iniciada na posição neutra ou qualquer posição no solo que projete, em pequena amplitude, o oponente e ele(a) caia em posição de perigo, e estabilizada, no mínimo por 3 segundos.
5 pontos
: qualquer queda iniciada na posição neutra ou qualquer posição no solo que projete, em alta amplitude, o oponente e ele(a) caia em posição de perigo, e estabilizada, por no mínimo 3 segundos.

Posição de Controle Dominante (3, 4 e 5 pontos)

A Posição de Controle Dominante não terá mais validade, se o lutador de cima, perder o domínio e o de baixo repor a guarda completa fechada ou meia-guarda fechada por 3 segundos.

Imobilização Lateral (3 pontos): quando um grappler ganha o controle após se desvencilhar da defesa com as pernas feita pelo oponente e chegar ao seu lado, mantendo as costas dele(a) controlada no solo por 3 segundos.
Montada Completa (4 pontos):
quando um grappler tem suas pernas enganchadas sobre as pernas do(a) seu(ua) oponente. Seus pés devem estar abaixo das costas do(a) seu(ua) oponente controlando por 3 segundos.
Montada pelas Costas (5 pontos):
quando um grappler engancha ou envolve suas pernas no(a) seu(ua) oponente e controla por 3 segundos.

Inversão/Raspagem (2 pontos)

Quando o grappler de baixo escapa de uma posição inferior ao lutador de cima e ganha controle sobre seu(ua) oponente.

Escapada (1 ponto)

Quando o lutador de baixo escapa do controle do lutador de cima e fica em pé para enfrentar seu(ua) oponente.

Marca de vantagem em finalizar

Quando um grappler faz uma tentativa válida com a intenção de finalização, colocando seu(ua) oponente em perigo, o árbitro sinalizará uma marca de vantagem em finalizar. Estas marcações serão contabilizadas ao longo do combate para determinarem, no critério da arbitragem, no caso de uma luta com tempo extra.

Artigo 27 – Tempo Extra

O Tempo Extra, começa no final de tempo regulamentado quando o placar da luta for empate. Todas os avisos e infrações acumuladas durante o tempo regular, terão validade nos períodos do tempo extra.

Primeiro período do tempo extra

Este primeiro período dura metade do tempo do período regular. O primeiro grappler a marcar pontos, será declarado o vencedor. Se o placar permanecer empatado ao final do primeiro período, a luta continuará com segundo período de tempo extra.

A escolha em recomeçar a luta em Guarda Aberta ou posição neutra, será determinada após análise dos seguintes critérios, de outra forma o árbitro terá de jogar uma moeda para determinar isso:

Maioria de marca de vantagem em finalizar
Maioria de 5 pontos por controle da montada pelas costas
Maioria de 5 pontos por projeções
Maioria de 4 pontos por controle da montada completa
Maioria de 3 pontos por projeções
Maioria de 3 pontos por controle na imobilização lateral
Maioria de 2 pontos por quedas
Maioria de 2 pontos por inversões/raspagens
Maioria de 1 ponto por escapadas

Segundo período de tempo extra

Não há limite de tempo no Segundo período de tempo extra. O período é reiniciado sistematicamente na posição de Guarda Aberta e o primeiro grappler a marcar pontos ganha a luta.

As ações a seguir, valerão 1 ponto:

Qualquer queda ou projeção
Sair da posição de Guarda Aberta. O(A) lutador(a) poderá sair desta posição, somente quando tiver a intenção de aplicar uma queda ou uma projeção.

Se ele(a) falhar em marcar os pontos, seu(ua) oponente ganhará 1 ponto e vencerá a luta.

Fugir da ação ou da pegada
Primeiro grappler a pisar ou ser empurrado para fora da área de luta.

SEÇAO SEIS – INFRAÇOES TÉCNICAS

Artigo 28 – Passividade

É dever do grappler manter a ação na luta através da busca contínua por uma posição de superioridade ou finalizar o seu oponente e ter uma intenção honesta de manter o combate nos limites do tapete. Quando o árbitro perceber que um dos grapplers está passivo ou imóvel, ele deve estimular o(a) grappler por comando verbal (“Open Red/Blue”) sem interromper a luta. Se o grappler permanecer passivo, após o aviso verbal ter sido dado, o árbitro deve indicar a passividade do mesmo levantando o braço com a cor referente ao atleta, parar a luta, e dar um aviso a ele(a). Todos os avisos devem ser anotados na folha de pontuação.

O primeiro aviso de atenção por passividade é verbal e não há conseqüências, o segundo e o terceiro avisos resultarão em 1 ponto para o oponente, o quarto aviso resultará em 2 pontos para o oponente, e no quinto aviso a desqualificação do lutador passivo. Se um grappler recebe, consecutivamente, dois avisos por passividade, o(a) seu(ua) oponente poderá escolher o recomeço neutro ou o recomeço de Guarda Aberta.

Passividades incluem:

Segurar com a intenção de neutralizar ou proibir a ação durante a luta.
Retardar o transcorrer da luta, ao se comunicar com o técnico/córner.
Não tentar melhorar sua posição ou criar ação na luta (ficar deitado de barriga no chão, por exemplo)
Se jogar no chão deliberadamente, para evitar a ação ou aproximação do oponente.
Empurrar o oponente no limite da área de luta, (exceto no segundo período do tempo extra veja Artigo 26)
Ficar por muito tempo para voltar ao centro do tapete, para recomeço da luta.
Uso incorreto do tempo extra (timeouts)

Fugir do tapete

Quando um grappler, intencionalmente, usa os limites da área de luta para evitar tomar pontos, ele/ela será considerado(a) passivo e receberá um aviso. Se um atleta fugir do tapete consecutivamente com a intenção de escapar de ser finalizado, o árbitro deve declarar o “catch”.

Fugir da posição

Neutra: se um grappler deliberadamente sentar no chão para evitar uma posição neutra, ele deve receber um aviso de passividade pelo árbitro e a ação recomeça na posição neutra.
No Chão:
se um grappler deliberadamente evitar a luta no chão, ele deve receber um aviso de passividade pelo árbitro e a ação recomeça na posição de Guarda Aberta.

Artigo 29 – Pegadas Ilegais

Todas as ofensivas estão sob a autoridade do árbitro. Se um grappler violar o Código de Ética da FILA em alto tom e ato anti-esportivo, o árbitro deve desqualificar ele(a) da luta ou da competição. O árbitro deve reportar todos os infratores para revisão de filiação.

A primeira ofensa resultará em 1 ponto positivo para o oponente, a segunda em 2 pontos, e a terceira levará a desqualificação. Se um grappler for machucado devido a uma pegada ilegal,e não conseguir prosseguir na luta, o atleta que causou tal lesão deve perder a luta.

Pegadas ilegais incluem:

Batidas e arremessadas: nunca, um grappler pode intencionalmente bater ou arremessar seu(ua) oponente no tapete. Não serão toleradas batidas com o oponente ao solo, para se defender de alguma finalização.
Puxar dedos e manipulação de pequenas articulações: um grappler deve atacar no mínimo, 4 dedos da mão ou do pé, quando for se livrar de alguma pegada (por exemplo, não são permitidas chaves de dedão).
Chave de pulso
Empurrar ou chutar os joelhos, levantar os braços na intenção de brigar, cabeçadas, cotoveladas, cross face maliciosos, etc.
Intenção de quebrar ossos ou articulações.
Ataques na cabeça (cabeçadas, chave na face, chave na mandíbula, arrastar o joelho).
Dedo no olho, puxar cabelo, dedos na boca em forma de gancho, morder, ou atacar os órgãos genitais.
Se jogar ao solo, quando o oponente está no controle das costas, e o grappler está em pé.
Cutbacks / tesourada com as pernas a partir da posição em pé.
Combinação de chaves de articulação / quedas.
Pegada intencional do uniforme de competição.
Insultos ao oponente ou ao árbitro.

Restrições de idades:

Novatos e escolares (garotos / garotas) não estão permitidos a aplicarem guilhotina, chave de calcanhar e chave de pé. Cadetes e juniors não estão permitidos a aplicarem chave de calcanhar ou chave de pé.

Artigo 30 – Posições com potencial perigo

Quando um grappler está em uma posição de ameaça a sua segurança, mas não resultará em uma finalização aparente, o árbitro pode sinalizar levantando seu pulso e parar a luta apropriadamente. O árbitro deve dar o sinal para posições potencialmente perigosas e reiniciar a luta na última posição estabelecida, de acordo com o critério de reinício. Se um grappler fizer o uso incorreto de alguma ação, ele(a) será advertido com uma passividade e os pontos de intenção de finalização serão concedidos ao se oponente.

Artigo 31 – Infrações adicionais na luta

Falso começo

As primeiras e segundas ofensas resultarão em uma advertência. A terceira e subseqüentes ofensas resultarão em 1 ponto de penalidade que será contabilizado positivamente para o oponente de quem violou.

Posição incorreta de início

O grappler que assumir uma postura incorreta de início da luta para ter vantagem ou demonstrar claramente estar ignorando as instruções do árbitro será enquadrado na regra do início falso.

Sair do tapete sem permissão

O grappler deve receber permissão do árbitro antes de sair do tapete durante uma luta. Se falhar nesse ato, ele(a) será advertido com uma passividade.

Artigo 32 – Código de Ética e Esportividade

O Comitê Mundial de Grappling se refere ao Código de Ética da FILA que condena fortemente, qualquer forma de brutalidade, violência, ou provocação (em particular, a sexual) nas áreas de competição. Se espera-se dos grapplers que se tratem, os árbitros, staff, técnicos, e expectadores com respeito. Qualquer indivíduo que violar estes princípios deverá ser desligado da competição e submetido a revisão de sua filiação à FILA. Todos os atos anti-esportivos deverão serem reportados ao Chefe de Evento e aos diretores de evento, para decisão final de acordo com a ação. Além disso, todos os participantes devem estar de acordo e à disposição aos Regulamentos Anti-Dopping da FILA e ao Código da Agência Mundial Anti-Dopping.

Artigo 33 – Mudanças das regras e modificações

O Comitê Mundial de Grappling, sob aprovação da FILA, se reserva do direito, a qualquer momento, de fazer as mudanças necessárias ou adicionar as presentes regras. No caso de debate da sua aplicação, está especificado que a versão em Francês prevalece.

Os participantes em evento de grappling estão de acordo em não levar as disputas para a corte civil. Todos os desacordos serão confirmados pelo Comitê Mundial de Grappling, ao órgão de apelação existente no Comitê Executivo da FILA. Se nenhuma confirmação for estabelecida, as partes poderão levar o caso, as suas custas, para a Corte de Arbritagem para o Esportiva (CAS), localizada em Lausanne, SUI.

SEÇAO SETE – GLOSSÁRIO

Categoria de Idade: a divisão de idade em que um grappler está, de acordo com sua data de nascimento no ano corrente.
Amplitude:
a altura do arco de uma projeção. Baixa amplitude irá marcar 3 pontos e a alta 5 pontos.
Cadete:
categoria de idade para lutadores que tenham de 13-15 anos.
Chamada para a luta:
o começo de uma luta se dá quando ambos os nome dos grapplers são anunciados, para competir em determinado tapete.
Catch:
quando o árbitro observa uma finalização eminente, que um dos lutadores for pego, ele não tiver condições de escapar e estiver, imediatamente, em posição de perigo físico / lesão.
Chefe de Emparelhamento:
pessoa responsável pela mesa principal de operações do evento.
Posição de Perigo:
esta posição ocorre quando um grappler é jogado e cai com força sobre seus ombros. Quedas com a intenção de torcer ou bater a cabeça ou pescoço são consideradas ilegais e atitudes não desportivas.
Decisão de Vitória:
quando a margem de vitória por pontos em uma luta for menor do que 10 pontos.
Vitória Default:
quando um lutador não puder continuar a luta em razão de lesões. Qualquer lesão que ocorra, resultante de algum movimento ilegal, deve gerar a desqualificação do atleta que iniciou a ação.
Desqualificação:
quando um lutador é banido de uma competição por alguma razão específica.
Sorteio:
a escolha aleatória de números pelos atletas no ato da pesagem, para determinar as suas posições na chave de competição.
Coordenador de Evento
: um representante da WGC que tem a responsabilidade de supervisionar e coordenar o evento oficial. Também tem a decisão final em questões controversas.
Diretor de Evento:
pessoa responsável pelo comitê organizador em eventos locais.
Primeira Escolha:
o grappler que se enquadrar neste critério, deve escolher a posição de reinício no primeiro período do tempo extra.
Fuga de pegada:
quando um grappler evita o contato com seu(ua) oponente, se prevenindo assim, do início ou execução de uma pegada.
Fugir do tapete:
quando um grappler, intencionalmente, usa os limites do tapete para evitar levar pontos ou ser finalizado.
WO:
quando um grappler não comparece para lutar no tapete determinado para a sua luta.
Chefe Médico:
pessoa encarregada pelo staff médico no evento oficial.
Juiz de tapete:
pessoa responsável por observar o árbitro e anotar os pontos.
Junior:
categoria de idade para grapplers com idade entre 16-18 anos
Descanso obrigatório:
a regra que o grappler deve ter no mínimo 30 minutos de descanso antes de lutar novamente.
Vitória por superioridade:
quando a margem de pontos de uma luta excede os 10 pontos ou mais

Fonte: marcela.hdfree.com.br/members.fortunecity.co.uk

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