Nome oficial: Grão-Ducado de Luxemburgo (Grand-Duché
de Luxembourg / Grousherzogdem Lezebuurg / Grossherzogtum Luxemburg).
Nacionalidade: luxemburguesa.
Data nacional: 23 de junho (Dia da Pátria).
Capital: Luxemburgo.
Cidades principais: Luxemburgo (79.844), Esch-sur-Alzette (24.873),
Differdange (17.050), Dudelange (16.588), Petange (13.479) (1999).
Idioma: luxemburguês (oficial), alemão e francês.
Religião: cristianismo 96% (católicos 94,9%, protestantes
1,1%), outras 4% (1990).
Localização: oeste da Europa.
Hora local: +4h.
Área: 2.586,4 km2.
Clima: temperado oceânico.
Área de floresta: 7 mil km2 (1995).
Total: 430 mil (2000), sendo luxemburgueses 69,7%, portugueses
10,8%, italianos 5%, franceses 3,4%, belgas 2,5%, alemães 2,2%, outros
6,4% (1993).
Densidade: 166,64 hab./km2.
População urbana: 91% (1998).
População rural: 9% (1998).
Crescimento demográfico: 1% ao ano (1998).
Fecundidade: 1,67 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 73/80 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 7 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: menor do que 5% (2000).
IDH (0-1): 0,908 (199).
Forma de governo: Monarquia parlamentarista.
Divisão administrativa: 3 distritos subdivididos em cantões.
Principais partidos: Cristão Social (PCS), Democrático
Luxemburguês (PDL), Operário Socialista Luxemburguês (POSL).
Legislativo: unicameral - Câmara dos Deputados, com 60 membros
eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1868.
Moeda: Euro.
PIB: US$ 17,4 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 0,8% (1998).
PIB indústria: 22% (1998).
PIB serviços: 77,2% (1997).
Crescimento do PIB: 6% ao ano (1998).
Renda per capita: US$ 45.100 (1998).
Força de trabalho: 180 mil (1998).
Agricultura: cereais, batata, uva.
Pecuária: bovinos, suínos, aves.
Pesca: 31,3 mil t (1997) (Benelux).
Mineração: minério de ferro.
Indústria: siderúrgica (aço), química,
petroquímica (plástico, borracha), metalúrgica, gráfica
e editorial, alimentícia.
Exportações: US$ 178,5 bilhões (1999).
Importações: US$ 166,5 bilhões (1999).
Principais parceiros comerciais: Bélgica, Alemanha, França,
Reino Unido, Holanda (Países Baixos).
Efetivo total: 800 (1998).
Gastos: US$ 139 milhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net
Em 2007, o Luxemburgo foi Capital Europeia da Cultura pela segunda vez na sua história. E logo com uma particularidade bem original: a cidade não se apresentou sozinha, mas com toda a Grande Região, que engloba as terras fronteiriças alemãs, belgas e francesas e onde se falam três línguas distintas. O verdadeiro espelho da Europa das Regiões.
Os objectivos de qualquer Capital Europeia da Cultura é encurtar distâncias para as outras cidades europeias (tornar a Europa mais unida), assim como incentivar uma maior cooperação cultural - e, claro, promover um turismo cultural inovador e de alta qualidade.
As actividades culturais relacionadas com a Capital Europeia da Cultura tiveram lugar em cinco territórios de quatro países (Lorena, Renânia-Palatinato, Sarre, Valónia, e, claro, o Luxemburgo), onde habitam mais de 11 milhões de pessoas e onde existem 160.000 trabalhadores fronteiriços, dos quais 100.000 saem diariamente da Bélgica, da Alemanha e de França para irem a trabalhar no Luxemburgo.
Cruzar fronteiras e as migrações são algumas das grandes mensagens da Capital Europeia da Cultura e daí ter sido escolhido o alce como o seu símbolo: é um animal que há nesse território e desloca-se livremente entre os vários países sem conhecer fronteiras. A outra Capital Europeia da Cultura de 2007 foi a cidade romena de Sibiu, com a qual o Luxemburgo e a Grande Região mantêm intercâmbios culturais.

Aspecto da cidade antiga, Luxemburgo
Após 1995, o Luxemburgo abriu-se verdadeiramente à cultura. Até então, a vida cultural luxemburguesa era algo pobre, mas com o estatuto de Capital Cultural Europeia floresceu de tal modo que, actualmente, a sua oferta cultural não fica atrás da das grandes metrópoles europeias. Vários museus e salas de espectáculos abriram, entretanto, as suas portas.
Exposições de arte clássica, moderna e contemporânea têm lugar regularmente na "Villa Vauban" e no "Casino Luxembourg-Forum de Arte Contemporânea". Teatros municipais e diversos grupos independentes de teatro oferecem as suas produções em alemão, francês, luxemburguês ou inglês. Festivais de música há muitos: de Março a Maio, acontece anualmente o festival de música clássica e de jazz "Primavera musical", de Junho a Setembro o festival "Verão na Cidade", de Outubro a Novembro o festival "Live at Vauban" (rock, pop, jazz, blues) e de Novembro a Janeiro o festival "Luzes de Inverno".

A Biblioteca Nacional do Luxemburgo está instalda num
antigo colégio jesuíta. Wache, em Berlim
No Verão de 2005, foi inaugurada a novíssima sala de concertos Philharmonie, construída por Christian de Portzamparc, e que apresenta espectáculos musicais que cobrem todo o leque de interesses. É um dos edifícios mais originais da cidade do Luxemburgo. Todo o edifício é de vidro, pois a Philharmonie não se quer fechar em si, mas partilhar a sua vida com o bairro onde está inserida. Assim, recebe a luz da cidade, mas à noite emana luz para a cidade. A fachada de vidro está ladeada, no interior e no exterior, por colunas brancas de 38 metros de altura. Segundo o arquitecto, o ritmo das colunas ordenadas elipticamente tornam-se musical e matemático.
No centro do edifício encontra-se a o Grande Auditório e na cave o Pequeno Auditório. Existe ainda na Philharmonie uma sala vazia para concertos para crianças, onde os artistas interagem com o seu público menor.
O Luxemburgo é o símbolo da encruzilhada histórica da Europa. Estando encaixada entre quatro países - faz fronteira com a Alemanha, a França, a Bélgica e os Países Baixos - foi dominada durante a sua história por diversos reinos estrangeiros.
O ano de 963 marca o início da história do Luxemburgo, o segundo país mais pequeno da União Europeia, com somente 2.500 quilómetros quadrados e 450.000 habitantes, com uma troca entre o conde das Ardenas, Sigefroid, e a abadia de Santo-Maximino de Treveris (Trier) relativo ao rochedo do Bock. Sobre as ruínas dum antigo castelo romano chamado Lucilinburhuc (pequeno castelo), Sigefroid construiu um castelo, à volta do qual, com o correr dos anos e dos séculos, nasceu uma vila fortificada.

A Igreja de São Miguel, na parte antiga da cidade, cujas origens remontam
a 987
Em 1354, o condado do Luxemburgo torna-se ducado e ganho prestígio. Em 1437, a dinastia dos Condes do Luxemburgo extingue-se e o ducado passa para os Habsburgos de Espanha. Em 1443, Filipe o Bom de Bourgogne compra o ducado, passando a fazer parte do estado de Bourgogne; mais tarde, o seu filho Carlos, o Temerário, divide o estado, passando os principados do norte para os Habsburgos da Áustria; foi criada uma confederação denominada Países Baixos, à qual o Luxemburgo pertenceu até 1839.
No final do século XIX, a Lorena é anexada à Alemanha, que juntamente com o Luxemburgo transforma a região num grande centro mineiro, com grande necessidade de mão-de-obra - o início da imigração para o Luxemburgo. Somente o tratado de Londres de 1867 garantiu a independência definitiva ao Luxemburgo, que não só manteve alguns dos acordos comerciais com os estados vizinhos como os expandiu. Em 1944, é criado a união do Benelux entre os governos da Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo.
A partir dos anos sessenta do século XX, o Luxemburgo tornou-se sede dalgumas instituições europeias, uma praça financeira muito importante e um dos centros cosmopolitas da Europa. Graças a uma forte imigração - 36 por cento da população é estrangeira -, o Luxemburgo é considerado um microcosmo da Europa e um modelo de abertura ao exterior.
A parte antiga da cidade, que data do século X, foi declarada pela UNESCO em 1994 como Património Cultural da Humanidade. A defesa ao castelo mandado construir pelo conde Sigefroid estava assegurada por três muralhas fortificadas, para além das defesas naturais formadas pelos rochedos dos vales do Alzette e do Pétrusse: 9 fortes, todos talhados no rochedo. Uma extraordinária rede de 23 km de galerias subterrâneas - as famosas casemates - e mais de 40.000 metros quadrados de bunkers à prova de bombas encontravam-se nos rochedos da cidade. Podiam abrigar não só os milhares de defensores com os seu equipamento e cavalos, mas também oficinas de artilharia e de armamento, cozinhas, padarias, etc. Os subterrâneos têm diferentes níveis, atingindo os 40 metros de profundidade.
As fortificações tinham uma superfície de 180 hectares, enquanto que a cidade não ocupava mais do que 120! Após o tratado de Londres de 11 de Maio de 1867, assinado entre as grandes potências, os subterrâneos foram desmantelados, estando visíveis hoje em dia somente 10 por cento.
Num Grão-Ducado há que começar a visita pelo o Palácio dos Grandes Duques, construído em estilo renascentista espanhol entre 1572 e 1574 pelos arquitectos Charles Arendt e Gédéon Bordiau, para servir de Câmara Municipal, tendo passado a residência oficial dos grão-duques em 1890. O palácio só está aberto aos visitantes durante o Verão.

Desde 1975, o Hôtel de Bourgogne é a sede do Primeiro-ministro,
mesmo ao lado da catedral de Nossa Senhora
A Praça Guilherme tem à entrada uma estátua equestre de bronze (1844) que foi erigida em honra do Grão-duque Guilherme II da Casa de Orange-Nassau. Reinou entre 1840 e 1849, tendo dado ao Luxemburgo a sua primeira constituição, uma das mais liberais da Europa da época. Uma cópia exacta da estátua está em Haia, nos Países Baixos. Nesta praça, encontra-se a câmara municipal guardada por dois leões encarnados (estátuas!); duas vezes por semana, às quartas e aos sábados, realiza-se na praça um colorido mercado de legumes, frutas e flores.
Não longe, temos a catedral de Nossa Senhora situada no coração da cidade, tem dois estilos bem marcados devido às duas fases de construção. A parte antiga da catedral foi construída no século XVII como igreja do antigo colégio dos jesuítas. Durante a Revolução Francesa, a estátua de Nossa Senhora, Consoladora dos Aflitos, padroeira da cidade e do país, foi colocada na nova igreja paroquial. A igreja passou a ser objecto duma peregrinação anual a Nossa Senhora, Consoladora dos Aflitos, que tem lugar anualmente do terceiro ao quinto domingo depois da Páscoa; estas peregrinações foram crescendo de tal maneira que a catedral teve de ser aumentada em 1935-1938.
O Grão-Ducado é um país católico só desde o final do século XIX, com a chegada de Mariana de Bragança, a bisavó do actual Grão-Duque; até essa altura, o Grão-Ducado era um país protestante. Ao casar-se, fez um acordo com o Papa: os filhos varões que nascessem do casamento seriam protestantes e as filhas católicas. Mariana de Bragança teve sete filhas, e assim o Grão-Ducado tornou-se um país católico.
Foi nesta ocasião que se construiu a cripta para a família reinante. Logo à entrada, temos o túmulo de João o Cego, Rei da Boémia e Conde do Luxemburgo, herói nacional. Na cripta propriamente dita estão todos os membros já falecidos da família dos grão-duques, incluindo Mariana de Bragança.
O bairro governamental situa-se no centro da cidade, perto da catedral. Desde 1975, o Hôtel de Bourgogne é a sede do Primeiro-ministro. A antiga residência do abade do santo espírito, construído em 1740, abriga actualmente o Ministério das Finanças. O Ministério dos Negócios Estrangeiros encontra-se na antiga residência do abade Santo Maximin de Tréves, erigida em 1751.
Na parte nova da cidade, o bairro de Kirchberg, que data do século XIX, encontra-se o coração financeiro com as sedes dos bancos e das instituições da União Europeia, como o Tribunal de Justiça, o Parlamento Europeu, Banco Europeu de Investimento, entre outras. A paisagem urbana está escavada por
A alameda Royal, o "Wall Street" luxemburguês, distingue-se pelos edifícios administrativos modernos, essencialmente bancos internacionais, holdings e companhias de seguros. Uma outra concentração de empresas do ramo financeiro encontra-se em Kirchberg, onde inúmeros bancos se instalaram nas proximidades das instituições da União Europeia.
A zona de peões estende-se à volta da Praça de Armas: inúmeras ruelas onde se encontram boutiques, grandes armazéns e diversas galerias comerciais.
Fonte: www.almadeviajante.com