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Lygia Fagundes Telles

 

Nascimento: 19 de abril de 1923 (92 anos), São Paulo, São Paulo.

Lygia Fagundes Telles - Vida

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles

1923

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles

Nasce em 19 de abril, em São Paulo, Lygia de Azevedo Fagundes, quarta filha de Durval de Azevedo Fagundes e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura.

Acompanhando o pai, advogado que exercia as funções de promotor público e delegado, Lygia passa a infância em cidades do interior paulista: Sertãozinho, Apiaí, Descalvado, Areias e Itatinga.

1931: Influenciada pelas histórias que ouvia das empregadas de sua família, a menina recheia de imagens aterrorizantes as suas primeiras narrativas, escritas em cadernos escolares e contadas em casa.

1936: Seus pais se separam, mas não se desquitam.

1938: Numa edição financiada por seu pai e assinando Lygia Fagundes, lança seu primeiro livro, “Porão e sobrado”, com 12 contos. A escritora nunca mais autorizaria a republicação deste livro.

1939: Conclui o curso fundamental no Instituto de Educação Caetano de Campos, em São Paulo.

1940

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles

Começa a cursar a Escola Superior de Educação Física e o preparatório para a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP).

1941

Lygia Fagundes Telles
Com colegas da Faculdade de Direito

Inicia o curso de Direito no Largo de São Francisco e conclui o de Educação Física. Participa de rodas literárias da faculdade em lugares como a Leiteria Itamarati, a Confeitaria Vienense e a Livraria Jaraguá. É apresentada a escritores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade e conhece o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, com quem viria a se casar mais de 20 anos depois. Fazendo parte da Academia de Letras da faculdade, colabora nos jornais acadêmicos “Arcádia” e “O Libertador”. Consegue emprego como funcionária da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

1944: Ainda estudante de direito, publica pela editora Martins “Praia viva”, seu segundo livro de contos.

1945: Seu pai morre num hotel na cidade de Jacareí, interior paulista.

1946: Forma-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles

1949: Publica outro volume de contos, “O cacto vermelho”, pela editora Mérito. O livro conquista o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, mas também não voltaria a ser reeditado, embora alguns desses contos estejam incluídos em “Antes do baile verde”, de 1970.

1950: Primeiro casamento. Casa-se com o jurista e ensaísta Goffredo da Silva Telles Jr., seu ex-professor de Direito. Muda-se para o Rio para acompanhar o marido, que ocupava na Câmara Federal uma cadeira de deputado pelo Partido de Representação Popular, de orientação Integralista.

1952: Volta a viver em São Paulo, onde começa a escrever seu primeiro romance, Ciranda de pedra, em parte também escrito na Fazenda Santo Antônio, da família Silva Telles, próxima de Araras, onde se hospeda com freqüência. Esta fazenda pertencera à avó de Goffredo, Olívia Guedes Penteado, e nela se reuniram expoentes da intelectualidade que formou a Semana de Arte Moderna de 22, entre eles Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Villa-Lobos e Anita Malfatti.

1953: Sua mãe, Maria do Rosário, apelido Zazita, pianista, morre na capital paulista.

1954

Lygia Fagundes Telles
Com o filho, Goffredo

Nasce em São Paulo Goffredo da Silva Telles Neto, seu filho. Sai pelas Edições O Cruzeiro “Ciranda de pedra”, que seria o marco de sua maturidade intelectual na opinião do crítico Antonio Candido.

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles. Fazenda Santo Antônio, Araras (SP),

1958: “Histórias do desencontro” é lançado pela editora José Olympio e premiado pelo Instituto Nacional do Livro.

1960: Separa-se do primeiro marido, Goffredo da Silva Telles Jr.

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles e Hilda Hilst. 1960

1961: É nomeada procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo.

1963: Publica seu segundo romance, “Verão no aquário”, pela editora Martins. Começa a viver com Paulo Emílio Salles Gomes num apartamento da Rua Sabará, em São Paulo.

1964: Lança a coletânea de contos “Histórias escolhidas”, pela Martins, com prefácio de Paulo Rónai.

1965: Ainda pela editora Martins publica o livro de contos “O jardim selvagem”.

1967: Escreve de parceria com Paulo Emílio Salles Gomes um roteiro de cinema inspirado no romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, a pedido do diretor Paulo Cezar Saraceni. O roteiro acabaria publicado apenas em 1993, sob o título “Capitu”, pela editora Siciliano.

1970

Lygia Fagundes Telles
Saraceni, Isabela, namorada do cineasta, Paulo Emílio e Lygia

É publicado pela Bloch “Antes do baile verde”, seleção de contos escritos e publicados entre 1949 e 1969. O conto-título conquista na França o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros.

1973: “As meninas”, seu terceiro romance, cujas primeiras linhas tinham sido escritas dez anos antes, é publicado pela editora José Olympio e recebe três prêmios: Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras; e o de Ficção, da Associação Paulista de Críticos de Arte. A apresentação do livro é de autoria de Paulo Emílio Salles Gomes.

1976: O conto “O noivo” é adaptado por Cassiano Gabus Mendes e dirigido por John Herbert para o filme em episódios Já não se faz amor como antigamente.

1977

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles e Paulo Emílio Salles Gomes. Paris, 1976

“Seminário dos ratos”, livro de contos, é lançado pela José Olympio. Em setembro morre Paulo Emílio. Lygia recebe como herança a causa do marido na luta pelo cinema nacional. Assume a presidência da Cinemateca Brasileira.

1978: Sai pela editora Cultura o volume de contos “Filhos pródigos”, que a partir de 1991 passaria a se chamar “A estrutura da bolha de sabão”. Uma adaptação de seu conto “O jardim selvagem” é exibida no programa “Caso especial”, da Rede Globo.

1980: Lança “A disciplina do amor”, reunião do que classifica de “fragmentos” e que marca o início de um relacionamento de 17 anos com a editora Nova Fronteira.

1981: “Mistérios”, coletânea de contos fantásticos, é publicada. Entre maio e novembro, a Rede Globo exibe “Ciranda de pedra”, novela baseada em sua obra homônima.

1982: É eleita para a cadeira 28 da Academia Paulista de Letras.

1985: É eleita para a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras no dia 24 de outubro, por 32 votos a 7, na vaga de Pedro Calmon.

1987

Lygia Fagundes Telles
Tomando posse na ABL

Lygia Fagundes Telles
Com Austregésilo de Athaide no dia da eleição

Toma posse na ABL em 12 de maio.

1989: Lança seu quarto romance, As horas nuas (Nova Fronteira), e recebe em Portugal a Comenda Dom Infante Santo.

Lygia Fagundes Telles
Com Goffredo e Paloma

1990: É tema do documentário “Narrarte”, dirigido por seu filho Goffredo e Paloma Rocha. O filme é premiado no Festival de Cinema de Gramado.

1991: Aposenta-se como procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo.

1993: Adapta seu conto “O moço do saxofone” (do livro “Antes do baile verde”) para a série “Retratos de mulher”, da Rede Globo, num episódio chamado “Era uma vez Valdete”.

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles. São Paulo, 1993

1994: Participa da Feira de Frankfurt.

Lygia Fagundes Telles
Lygia e Caio Fernando Abreu em Frankfurt

1996: Lança o livro de contos “A noite escura e mais eu”. “As meninas” chega ao cinema num filme de Emiliano Ribeiro, que assume o projeto de David Neves depois da morte do cineasta.

1997: A editora Rocco adquire os direitos de publicação de toda a sua obra, que chega em novas edições às livrarias.

1998: Integra a delegação brasileira que vai ao Salão do Livro de Paris.

2000: É publicado pela Rocco o volume de contos “Invenção e memória”.

2001: Recebe o Golfinho de Ouro, o Grande Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte e o prêmio Jabuti por “Invenção e memória”.

2002: Lança "Durante aquele estranho chá - Perdidos e achados", com textos organizados pelo jornalista Suênio Campos de Lucena que relembram encontros, acontecimentos e emoções que viveu, ressaltando-se sua paixão pela literatura.

2003: Seu mais conhecido romance, “As meninas”, completa 30 anos e é tema de artigos e celebrações. Torna-se nome de prêmio literário criado pelo governo do Estado de São Paulo, que a homenageia, pelo conjunto de sua obra, com uma grande festa em 29 de setembro.

2004: Lança a antologia Meus contos preferidos, reunindo 31 textos que mesclam épocas, estilos e temas.

2005: Recebe o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa, no valor de € 100 mil. Entre os brasileiros laureados, estão João Cabral do Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Antonio Candido, Autran Dourado e Rubem Fonseca. Lança Meus contos esquecidos, depois que leitores se quixam da ausência de textos importantes na antologia publicada no ano anterior.

Lygia Fagundes Telles - Biografia

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles, advogada, contista e romancista, nasceu em São Paulo, SP, em 19 de abril de 1923.

Eleita em 24 de outubro de 1985 para a Cadeira n. 16, sucedendo a Pedro Calmon, foi recebida em 12 de maio de 1987, pelo acadêmico Eduardo Portella.

Filha do magistrado Durval de Azevedo Fagundes e de Maria do Rosário de Azevedo Fagundes, passou a maior parte da infância em cidades do interior do Estado onde seu pai foi delegado e promotor público. Voltando à capital, cursou o ginásio do Instituto de Educação Caetano de Campos, tendo sido aluna do professor Silveira Bueno, de quem recebeu os primeiros incentivos para a carreira literária. Formou-se na Escola Superior de Educação Física e, a seguir, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Ali participou ativamente da vida literária universitária, integrando a comissão de redação das revistas Arcádia e XI de Agosto.

Casou-se com o professor Goffredo da Silva Telles Júnior. Desse casamento tem um filho, Goffredo da Silva Telles Neto, cineasta. Foi casada depois com o professor e escritor Paulo Emílio Salles Gomes, fundador da Cinemateca Brasileira, falecido em 1977.

Como funcionária pública, veio a ser Procuradora do Estado. Foi presidente da Fundação Cinemateca Brasileira em São Paulo durante quatro anos e também vice-presidente da União Brasileira de Escritores.

Começou a escrever contos ainda adolescente. Estava na Faculdade quando seu livro Praia viva foi publicado em 1944. Em 1949, seu volume de contos O cacto vermelho recebeu o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras. Mais tarde, porém, a autora rejeitou seus primeiros escritos, por considerá-los imaturos e precipitados.

Segundo o professor Antônio Cândido, seu romance Ciranda de pedra, publicado em 1954, seria o marco da sua maturidade intelectual. Sua obra tem merecido a melhor crítica no Brasil e no exterior, com livros publicados com grande sucesso. A presença de Lygia Fagundes Telles na vida literária brasileira é constante também pela sua participação em congressos, debates e seminários.

Participou do ciclo de conferências em homenagem a Machado de Assis, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989. Em 1990 esteve na Suécia, a convite da Sociedade de Escritores Suecos, para participar, em Göteborg, da Feira Internacional do Livro; em Buenos Aires, participou do Congresso de Escritores Ibéricos e Latino-Americanos e, em março de 1992, do Congresso Internacional de Escritores, onde apresentou um trabalho sobre "A personagem feminina segundo Lygia Fagundes Telles".

Contos de Lygia Fagundes Telles figuram em antologias nacionais e estrangeiras. "Trilogia da confissão", premiado no I Concurso Nacional de Contos promovido pelo Governo do Paraná, figurando no volume Os 18 melhores contos do Brasil (1968); o conto "Antes do baile verde", traduzido por Georgette Tavares Bastos, conquistou, em 1969, em Cannes, o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, em língua francesa.

Pela sua obra literária recebeu diversos prêmios: Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras (1949); Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958); Prêmio Boa Leitura (1964); Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (1965); Prêmio do I Concurso Nacional de Contos do Governo do Paraná (1968); Prêmio Guimarães Rosa da Fundepar (1972); Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras (1973); Prêmio Ficção, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1974 e 1980); Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1974); Prêmio do Pen Clube do Brasil (1977); Prêmio II Bienal Nestlé de Literatura Brasileira Contos (1984), e Prêmio Pedro Nava, o Melhor Livro do Ano (1989).

Lygia Fagundes Telles - Obras

Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles

Individuais

Contos:

Porão e sobrado, 1938
Praia viva, 1944
O cacto vermelho, 1949
Histórias do desencontro, 1958
Histórias escolhidas, 1964
O jardim selvagem, 1965
Antes do baile verde, 1970
Seminário dos ratos, 1977
Filhos pródigos, 1978 (reeditado como A estrutura da bolha de sabão, 1991)
A disciplina do amor, 1980
Mistérios, 1981
A noite escura e mais eu, 1995
Venha ver o por do sol
Oito contos de amor
Invenção e Memória, 2000 (Prêmio Jabuti)
Durante aquele estranho chá: perdidos e achados, 2002
Meus contos preferidos, 2004
Histórias de mistério, 2004
Meus contos esquecidos, 2005

Romances:

Ciranda de pedra, 1954
Verão no aquário, 1963
As meninas, 1973
As horas nuas, 1989.

Escreveu, em parceria com Paulo Emílio Salles Gomes, o livro Capitu, adaptação livre do romance Dom Casmurro (1993).

Fonte: br.geocities.com/acervos.ims.uol.com.br

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