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Maçã

Maçã

Caracteristica da Maçã

Nomes Populares - Maçã (macieira)
Nome Científico - Malus sp. / família Rosaceae.
Origem - Europa e Ásia
Partes usadas - Folhas e frutos.

Características da planta

Árvore que chega a 10 metros de altura. Tronco de casca parda, lisa e copa arredondada. Flores brancas ou róseas, aromáticas.

Fruto

Fruto globoso ou deprimido com uma profunda depressão no ponto de inserção da haste que o prende aos ramos. De coloração vermelha ou verde podendo apresentar pequenas manchas esverdeadas ou amareladas. Surge de fevereiro a abril.

Cultivo

Exige clima temperado para se desenvolver. Solo sílico-argiloso e profundo. As variedades mais cultivadas são: gala, golden, delicious e fuji, que variam na textura e sabor da polpa.

Conservação

Qualquer maçã não cultivada organicamente deve ser bem escovada com água morna e detergente, e depois muito bem enxaguada. Deve ser armazenada embrulhada, na geladeira.

Composição média por 100 gramas

Informações gerais

Nas regiões temperadas, a macieira é cultivada há muitos milênios. A antiguidade da participação da maçã na vida do homem é um fato de notório saber: Histórias envolvendo os frutos da macieira podem ser encontradas em lendas e em mitos provenientes de distintas civilizações habitantes de localidades muito distantes.

Até os dias de hoje não se sabe ao certo quando e onde se originou a macieira, e qual ou quais foram as espécies silvestres que deram origem à maçã contemporânea, cujas variedades são atualmente conhecidas. Podem ser, por exemplo, a malus sylvestris, originária da Europa, a malus prinifolia, originária do cáucaso e de parte da Rússia, ou todas elas em conjunto.

Em suas variedades, os frutos da macieira podem ser distinguidos e agrupados por suas qualidades e sabor, tamanho, forma, aparência e consistência da polpa e da casca, e por suas distintas utilidades.

Basicamente as maçãs podem ser de três tipos: de mesa, de cozinhar ou próprias à fabricação da sidra ou do vinagre. Apesar das inúmeras variedades de maçã existentes, uma mesma árvore pode fornecer frutos com diferentes aproveitamentos, de acordo com a sua classificação.

Assim após passarem por uma primeira seleção, as maçãs cuja forma, cor, tamanho e aparência da casca apresentem melhor aspecto comercial, são embaladas cuidadosamente para o consumo in natura, e as frutas com algum dano de qualidade ou fora das especificações são destinadas à fabricação de subprodutos tais como: suco, sidra, vinagre, álcool, geléias, compotas, doces, etc. De fato o seu alto teor de potássio e pela capacidade de produzir boas qualidades de fibras, a maçã é fruta indicada para a manutenção da saúde, para prevenção de doenças cardíacas e de excesso de colesterol no sangue, e para dietas alimentares de emagrecimento.

Muito bem adaptadas aos climas regionais brasileiros, provém especialmente do Sul e do Sudeste do país, onde os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná são responsáveis pela quase totalidade do volume produzido. As maçãs brasileiras chegam atualmente
a ultrapassar em qualidade e preferência do consumidor brasileiro, os produtos de reputação tradicional, como as famosas maçãs argentinas.

A CULTURA DA MAÇÃ

Frutífera típica de clima temperado, da família Rosaceae, tem suas origens nas montanhas do Cáucaso, Oriente Médio e Leste Asiático. Espécie exigente em tratos culturais, mormente fitossanitários. Seu cultivo em São Paulo, e em regiões edafoclimáticas similares, somente é possível por meio de cultivares locais adaptados ou selecionados no IAC.

Com pequena exigência de frio, apresentam-se aptos para produzir satisfatoriamente em condições de inverno brando. É imprescindível o plantio de mudas enxertadas e sadias, em porta-enxertos clonais ou de sementes da própria macieira. Por se tratar de cultura perene e de polinização cruzada, é importante consorciar no plantio variedades interpolinizantes. Em São Paulo, considerado o quinto Estado maior produtor no País, a safra de maçãs ocorre de dezembro a fevereiro, período de escassez e, portanto, de altos preços no mercado. É, quase na totalidade, comercializada in natura, dada sua precocidade. Eventualmente, pode ser industrializada e, dependendo da variedade, utilizada para a fabricação de sidra, purê ou suco.

HISTÓRIA: CULTURA BRASILEIRA DA MAÇÃ

Apesar da macieira ter vindo para o Brasil com os primeiros colonizadores Europeus, sua cultura entre nós sempre ficou limitada a pomares domésticos, não tendo expressão econômica. Até a década de 60, somente a Região de Valinhos/SP tinha alguns pomares comerciais, cultivados com variedades de baixo valor comercial e que eram vendidas embaladas em caixas de tomate.

A moderna pomicultura brasileria surgiu em 1962, através da Safra - Sociedade Agrícola Fraiburgo Ltda, empresa tripartite formada pelos senhores René e Arnoldo Frey - fundadores de Fraiburgo -, Gabriel Evrard, Henri Evrard e Roland Mayer - empresários franco argelinos - e Albert Mahler - empresário europeu.

Para melhor conhecer as potencialidades da região, a Safra implantou um grande pomar experimental, onde foram plantadas todas as espécies temperadas com valor comercial, dando ênfase a uva, maçã e frutas de caroço. O pomar experimental abrangia mais de 70 hectares e era dirigido tecnicamente pelo Engenheiro Agrônomo Roger Biau, que trabalhava com os Evrard na Argélia.

Em 1965, dentro do objetivo do Governo Militar, que desejava diminuir a dependência externa do País, o Ministro do Planejamento, Dr. Roberto Campos, solicitou aos Estados Unidos e à França apoio técnico para a implantação da pomicultura em nosso meio. O Governo Americano enviou, em 1965, uma missão técnica formada por especialistas do Departamento de Agricultura, que visitaram as Regiões de Valinhos/SP, São Joaquim/SC, Vacaria, Veranópolis e Pelotas/RS, concluindo que, segundo eles, "o Brasil não tinha condições climáticas para a cultura da macieira em bases comerciais".

Em 1966, a França enviou o Viveirista George Delbard, mundialmente conhecido e que com o apoio do Governo Francês tinha auxiliado na modernização da fruticultura no Marrocos e Irã (Pérsia). Delbard foi levado aos mesmos locais visitados pelos americanos, mas, como tinha fornecido mudas para a Safra em 62/63, incluiu Fraiburgo no roteiro de visitas.

Ao visitar os pomares experimentais da Safra, o grupo técnico oficial encontrou macieiras das variedades Starkrinson e Golden Spur com uma ótima produção, mostrando a viabilidade econômica da cultura em nosso meio e recomendou a utilização da tecnologia desenvolvida em Fraiburgo para o desenvolvimento da cultura no Brasil.

Em 1969, o Governo Federal Incluiu a macieira na Lei de Incentivos Fiscais Para Reflorestamento, que permitiu o surgimento dos primeiros pomares comerciais na Região de Fraiburgo (Nodarisa e Renar).

No Início da década de 70, a Secretaria da Agricultura, através de Luiz Gabriel - secretário na época -, criou o Programa de Fruticultura de Clima Temperado - Profit, encarregando a Acaresc, sobre a direção do Engenheiro Agrônomo Glauco Olinger, de implantar o referido programa que beneficiava pequenos e médios produtores. A experiência do Profit foi posteriormente levada ao Paraná e Rio Grande do Sul.

A maçã (Pyrus malus) é tão antiga quanto a história da humanidade. Vem acompanhando o homem desde sua origem, com a imagem frequentemente relacionada com o proibido, o tentador, o pecado. E até hoje, a maçã permanece tentadora. Mas com uma grande diferença: agora o pecado é não comer. A maçã tem propriedades reguladoras únicas. Uma maçã por dia ajuda a digestão. Modera o apetite. Controla o colesterol. Previne alergias e irritações físicas. Evita a formação de cálculos. Limpa o sangue, previne o câncer digestivo, age no aquecedor médio, baço e pulmão. Possui sabor doce-ácido, propriedades refrescantes e adstringente.

CULTIVARES

Bem precoces

Soberana (IAC 170-1, p.am.-av.), Anna (introduzida, p.am.-av.), Michal (intr., p.am.-av), Ein Shemer (intr., p.am., polinizante), Galícia (IAC 276-2, p.am.-av., para o cultivo doméstico) e Gala (intr., p.am.-av.; para as áreas mais frias do Estado).

Precoces

Rainha (IAC 8-31, p.am.-av), Marquesa (IAC 570-38, p.av.), Brasil (Brückner, p.av.), Delícia (IAC 6-5, p.av.), Valinhense (Ohio Beauty, p.av.) e Culinária (IAC 5-10, p.av.) - os dois últimos, bons polinizantes e também adequados para a utilização industrial.

Medianos/tardios

Dulcina (IAC 8-35, p.av.), Bonita (IAC 4-1, p.am.-av.) e Centenária (IAC 570-17, p.am.; para as áreas mais frias do Estado), p-película; am-amarela; av-avermelhada; am.av.-amarelo-avermelhada.

PORTA-ENXERTOS

a) clonais - Doucin (semivigoroso); MM-106 (semivigoroso); EM-IX (ananicante); MM-111 (vigoroso);
b) "seedlings" de macieira em geral dão origem a porta-enxertos vigorosos.

ÉPOCA DE PLANTIO

Mudas de raízes nuas (transplantes) de julho a agosto de envasadas no período das águas.

ESPAÇAMENTO (Básico)

Para porta-enxerto vigoroso: 6 x 4m; para porta-enxerto semivigoroso: 5 x 3m; para porta-enxerto ananicante: 4 x 1,5 a 4 x 2m.

MUDAS NECESSÁRIAS: 417, 1.250 e 1.665/ha, de acordo com o espaçamento.

CONTROLE DA EROSÃO

Plantio em nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas em terrenos declivosos, e capinas ou roçadeiras em ruas alternadas, na época das águas.

CALAGEM

De acordo com a análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo por todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através de aração e/ou gradagem.

ADUBAÇÃO DE PLANTIO

Aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 de 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. A partir da brotação das mudas, aplicar em cobertura, ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO

Para plantios convencionais (em porta-enxertos vigorosos e semivigorosos), de acordo com a análise de solo e por ano de idade, aplicar 20 a 60g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; efetuar a aplicação de N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir da brotação.

ADUBAÇÃO DE PRODUÇÃO

No pomar adulto, a partir do 7º ano, dependendo da análise de solo e da produtividade, em porta-enxerto vigoroso e semivigoroso, aplicar, anualmente, 120 a 240 kg/ha de N, 30 a 180 kg/ha de P2O5, 40 a 200 kg/ha de K2O e 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtido. Após a colheita, distribuir o esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e misturá-los com a terra da superfície. Dividir o nitrogênio em quatro parcelas, aplicando-as em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Observação: Para plantios adensados (em porta-enxertos ananicantes), aplicar os adubos no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios convencionais, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.

IRRIGAÇÃO

Aconselhável nas estiagens da primavera em sulcos, bacias ou gotejamento, e substituí-la, parcialmente, por cobertura morta, em áreas de adequado equilíbrio hídrico.

OUTROS TRATOS CULTURAIS:

Capinas, podas de formação, de limpeza (inverno), desbrotas no verão, poda de frutificação, armação das plantas, desbaste dos frutos. Herbicidas - atrazine, dichlobenil, glyphosate, paraquat, atrazine + simazine, simazine, gluphosinate de amônio, diquat, simazine e ghyphosate + simazine.

CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS:

No inverno - calda sulfocálcica concentrada, calciocianamida, cianamida hidrogemada (para quebra de dormência) e óleo mineral;

Na vegetação - fungicidas (mancozeb, captan, cúpricos, fluazinam, exaconazole, triflumizole, chlorotalonil, fosety-Al, thiram, bitertanol, triadimefon, benomyl, thiophanate methyl, metalaxyl, oxicloreto + mancozeb, dithianon, myclobutanil, dodine, óleo mineral, tebuconazole, folpet, enxofre, quinomethionate, iprodione, fenarimol, triforine, difenoconazole e thiabenzadole);

Inseticidas e/ou acaricidas (clofentezine, abamectin, fluazinam, pyrazophos, dinocape, dimethoate, trichlorfon, formothion, paarathion methyl, carbaryl, fenpropathrin, dichlorvos, deltramethrin, óleo mineral, phorate, azinphos ethyl, phosmet, fenpyroximate, vamidothion, enxofre, fenthion, malathion, quinomethionate, propargite, azocyclotin, pyridaben, cyhexatin, fenitrothion e methidathion).

COLHEITA:

Dezembro a fevereiro e março. Safras comerciais: a partir do 2º e 3º anos de instalação do pomar. Ponto de colheita: frutos de vez, já coloridos, para perfeito sazonamento; colheita manual, em sacolas.

PRODUTIVIDADE NORMAL

15 a 30 t/ha de frutos em pomares adultos e racionalmente conduzidos, conforme o espaçamento adotado.

Observação

Na implantação do macieiral, visando à exploração mais racional no Estado de São Paulo, consorciar cultivos anuais ou frutíferas de porte baixo e produção econômica mais rápida (a figueira por exemplo).

MAÇÃ E SAÚDE

É muito conhecido o ditado popular:

"Uma maçã por dia mantêm o médico afastado"

Isto se deve por que a maçã tem componentes como guercitina, com alto poder antioxidante. Tem vitaminas, sais minerais e baixa caloria. Com esta riqueza de compo-nentes é comprovado que quem come diariamente maçã reduz o risco de doenças car-diovasculares, retarda o envelhecimento, previne câncer de fígado, próstata, aparelho digestivo, pulmão e mama, fortalece funções pulmonares, reduz a taxa de colesterol do sangue, diminui a taxa de bactérias na boca evitando caries.

A maçã pode se dizer que é uma fruta completa pela quantidade de componen-tes.

Componentes em 100g de maçã:

Água............................................ 84,4g
Cálcio........................................... 7mg
Fósforo.........................................10mg
Potássio........................................110mg
Magnésio.......................................8mg
Sódio...........................................1mg
Ferro............................................0,3mg
Zinco............................................0,09mg
Proteínas.....................................0,3mg
Lipídios........................................0,6mg
Glicídios.......................................2,6mg
Fibras...........................................2,5mg
Vitamina A....................................90u.i.
Vitamina C....................................4mg
Tiamina.........................................0,03mg
Riboflavina....................................0,02mg
Energia.........................................58 Kcal

MAÇÃ E COLESTEROL

A maçã contém um tipo de carboidrato complexo, chamado pectina, que forma as fibras das frutas cítricas e que uma vez dissolvido em água, produz uma massa gelatinosa, viscosa que absorve os ácidos biliares no tubo digestivo, diminuindo-os junto com as fezes. De modo que, não havendo a reciclagem dos ácidos biliares no tubo digestivo, o organismo mobiliza o colesterol para formar novos ácidos biliares, indispensáveis no metabolismo das gorduras e do colesterol, consequentemente diminui-se a taxa de colesterol sérico do organismo.

A maçã promove a tonificação do Qi do aquecedor médio e do baço/pâncreas que, em última análise, é responsável pelo funcionamento do tubo digestivo. É necessária a boa atividade do mesmo para que a maçã possa exercer as suas funções.
A pectina torna a absorção de glicose menos eficiente na luz intestinal, fazendo com que o açúcar penetre no sangue mais lentamente, evitando desta maneira que não ocorra aumento em pico da insulina. Este processo evita a transformação do açúcar em gordura.

Outra ação da pectina é a de evitar a formação de cálculos biliares, pois os ácidos biliares que normalmente retomam para o fígado estão saturados de colesterol, sendo por isso, responsáveis pela formação de cálculos biliares

MAÇÃ E O CORAÇÃO

A ação benéfica da maçã sobre o coração atua de duas maneiras:

Pela presença de alto teor de potássio, indispensável na geração de energia para a atividade celular, nas contrações musculares e na transmissão de estímulos nervosos. O potássio é um elemento insubstituível na fisiologia do coração;

Pela presença de pectina, que evita a deposição de gorduras na parede arterial, evitando a arteriosclerose.

Com isso , melhora a circulação sangüínea, reduzindo o trabalho cardíaco, prolongando a vida útil do coração.

MAÇÃ E EMAGRECIMENTO

O efeito emagrecedor da maçã estabelece-se em dois níveis:

O primeiro pela ação já vista pela pectina, que dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol

O segundo é conseqüência do primeiro efeito, o organismo é obrigado a gastar calorias de reserva, acumuladas sob a forma de gordura.

O alto teor de potássio contido na polpa da maçã faz eliminar o sódio excedente e, consequentemente o excesso de água retida no corpo.

MAÇÃ E O CALOR DO VERÃO

A maçã possui características refrescante, apaziguando os efeitos deletérios do calor nos órgãos, provocados pelo calor de verão, suprimindo dores torácicas e a agitação interna. Pelo mesmo princípio, a maçã neutraliza os efeitos da umidade-calor das bebidas alcoólicas.

Devido ao seu poder de produzir líquidos orgânicos, que é também um mecanismo de combater o calor e os efeitos produzidos pelo mesmo, e associada ao poder umidificante nos pulmões, a maçã atua mantendo o equilíbrio hídrico do nosso corpo.

Pragas e Doenças da Maçã

LENTICELOSE EM MAÇÃS

A lenticelose ("lenticel breakdown") é uma desordem fisiológica que tem sido verificada em frutos das cultivares Gala e Fuji e seus clones nos últimos 6 anos. Quando colhidos, os frutos não apresentam sintomas aparentes, que irão se manifestar somente após o armazenamento, inicialmente na forma de lenticelas escurecidas e posteriormente, num estágio mais avançado, como depressões de coloração parda ao redor das lenticelas.

A epiderme corresponde à camada mais externa de células no fruto e, dada à presença de pigmentos, confere a coloração característica ao fruto. A cutícula, cuja função é a proteção do fruto contra a perda excessiva de água, é encontrada sobre as células epidérmicas, sendo sintetizada desde o início do desenvolvimento do fruto.

A cutícula é formada por duas camadas, uma interna, composta de cutina, ceras e carboidratos e outra externa, composta por partículas de cutina embebidas em cera. A cutícula é um sistema dinâmico que se expande na mesma proporção que o crescimento do fruto.

Conforme as células se alongam durante a expansão do fruto, a cutícula começa a "esticar", provocando micro fissuras nas plaquetas de cera. Sob condições ambientais favoráveis, esse processo acorre gradualmente, iniciando-se o reparo das micro fissuras através da deposição de plaquetas de cera antes que haja o completo rompimento e exposição das células subjacentes, em um mecanismo denominado de "rompimento e reparo".

Por outro lado, sob condições ambientais extremas, a expansão do fruto pode ocorrer muito rapidamente, de forma a existir um déficit no suprimento de cera necessário para restabelecimento das micro fissuras. Nesse caso, as micro fissuras, principalmente quando localizadas ao redor das lenticelas, atingem a camada de células abaixo da cutícula.

Uma vez expostas, as células estão sujeitas à desidratação e à contaminação por agroquímicos, que causam danos irreversíveis, criando uma cavidade que, quando a firmeza de polpa é reduzida, durante o armazenamento, é manifestada como uma área deprimida, cujo centro é a lenticela.

A causa exata da ocorrência da lenticelose é desconhecida. Sabe-se, no entanto, que sua ocorrência é mais freqüente em épocas secas e quentes, em áreas com excessiva adubação nitrogenada e em frutos de maior calibre e maior área de cor de superfície. Adicionalmente, temperaturas noturnas superiores a 10ºC, durante o período de alongamento celular, predispõem o fruto à ocorrência do distúrbio, dada à inadequada formação de cera nessas condições. Em pós-colheita, o atraso no acondicionamento refrigerado, o sistema de refrigeração inadequado e os longos períodos de armazenamento favorecem a ocorrência da lenticelose.

Considerando que as lenticelas são potenciais precursoras da lenticelose e, com o objetivo de se prever sua ocorrência, foi desenvolvida uma técnica de tingimento de lenticelas (Curry & Kupferman, 2004) que consiste na imersão dos frutos em solução colorida e posterior infiltração a vácuo. Através do tingimento, o teste proporciona uma indicação do número de lenticelas com algum tipo de fissura não reparada, o que implica na predisposição à ocorrência de lenticelose.

A Embrapa Uva e Vinho iniciou, na safra 2005-06, um trabalho de validação da técnica de tingimento de lenticelas e avaliação da ocorrência do distúrbio em maçãs ‘Gala’ e ‘Fuji’ colhidas na região de Vacaria-RS, tratadas ou não com 1-MCP (1-metilciclopropeno) e armazenadas sob refrigeração e atmosfera controlada. As fotos mostram a caracterização inicial de maçãs ‘Galaxy’, colhidas no início de março de 2006, quanto ao tingimento de lenticelas.

Convém salientar no entanto que mesmo com elevado índice de tingimento e portanto alto potencial de ocorrência de lenticelose após longos períodos de armazenamento, a real incidência pode ser reduzida através da manutenção da firmeza do fruto. Recomenda-se que o teste, como ferramenta de previsão da ocorrência de lenticelose, seja utilizado conjuntamente com outras informações, tais como índices de maturação (cor de fundo, amido e firmeza) e monitoramento das temperaturas noturnas mínimas durante o período de alongamento celular.

Maçã
Foto 1 - Maçã infiltrada a vácuo com solução colorida

Maçã
Foto 2 - Tingimento de lenticelas.
Maçãs ‘Galaxy’ colhidas em março de 2006 em Vacaria, RS.

FEROMÔNIOS SEXUAIS CONTROLAM PRAGAS DA MAÇÃ

Uma nova formulação que utiliza feromônios sexuais foi criada por pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho, no Rio Grande do Sul, em parceria com a Isca Tecnologias, para o controle da lagarta-enroladeira Bonagota cranaodes (Lepidóptera: Tortricidae) e da mariposa oriental Grapholita molesta (Lepidóptera: Torticidae) na cultura da macieira. Será a primeira formulação a ser comercializada no mercado brasileiro, contendo, num mesmo liberador, feromônios para o controle de duas pragas simultaneamente.

Segundo o pesquisador Agenor Mafra Neto, da Isca, "até o momento, o uso do feromônio sexual da lagarta-enroladeira e da mariposa oriental, de forma conjunta, permitiu uma redução de, no mínimo, 50% do número de aplicações de inseticidas nos pomares, com perdas na colheita equivalentes ao manejo com base no uso de inseticidas tóxicos. Se estes dados forem extrapolados a 50% da área cultivada no Brasil (35 mil hectares), resultaria em 28 toneladas a menos de produtos tóxicos aplicados".

Para que a técnica seja eficaz no manejo das pragas, o pesquisador Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves, RS, aconselha a atentar para alguns fatores: "o uso de feromônios para o controle de pragas deve ser feito complementarmente ao uso de inseticidas químicos; os feromônios sexuais são mais eficazes em situações de baixa infestação das pragas-alvo; ao decidir fazer uso da formulação, o produtor precisa observar a condição do pomar, que deve ser homogêneo, possuir uma superfície mínima de 5 hectares e não ser inclinado.

É, também, aconselhável reforçar o número de armadilhas de monitoramento de adultos na área tratada, além de complementar essa avaliação com a análise de frutos danificados, a fim de verificar se o tratamento deve ser complementado com alguma aplicação de inseticida."

Controle de pragas da maçã
Formulação de feromônios para controle de pragas da maçã.

VALOR NUTRICIONAL E AÇÃO TERAPEUTICA

Além de visualmente muito atrativa, de sabor delicioso e consumo amplamente desejado, a maçã apresenta um valor invejável perante as outras fruta.

Uma maçã (bem nutrida) com mais ou menos 100 gramas, oferece os seguintes teores de nutrientes.

Para o Cérebro e a Memória

Fósforo (8mg)

Para o Coração e o Sangue

Cobre (0,10mg)
Ferro (0,23 mg)
Baixo Teor de lipídios (0,4g)

Para Digestão e Intestinos

Celulose (1g)

Para os Rins

Potássio (135mg)

Para os Ossos

Cálcio (4mg)

Para os Músculos

Carboidratos (13,8mg)

Para Todo o Organismo

Sódio (2mg)
Vitamina A (0,03mg)
Vitamina B (0,04mg)
Vitamina C (4mg)

Fonte: www.todafruta.com.br

Maçã

Vamos comer uma maçã por dia e estaremos suprindo o nosso organismo de uma grande parte das fibras que ele necessita.
Entretanto, se você deseja perder peso ou mantê-lo, não coma maçãs isoladas entre as refeições.

Coma-as no café da manhã, no almoço ou no jantar, mas sempre após a ingestão de proteínas. Com isso a liberação de insulina se dará muito mais lentamente.

Saiba que a insulina se for liberada rapidamente, em piques insulínicos, passa a ser um hormônio prómicroinflamatório poderoso.

Como a maçã contém uma fibra solúvel conhecida como pectina, que pode induzir à perda de apetite, você poderá utilizá-la entre as refeições, ingerindo primeiro uma porção de nozes, avelãs, amêndoas, gergelim, linhaça, ou uma proteína qualquer, ou uma mistura a gosto.

Com isso, as próximas refeições principais tendem a um menor consumo de alimentos.

Além de tudo, e dos nossos cuidados com a racionalização alimentar, nós ainda temos na maçã um estabilizador dos açúcares na corrente sanguínea: é o fitonutriente floretina.

Existem outros fitonutrientes na maça que têm capacidades anticancerígenas diversas.

Coma as maçãs com casca. A grande maioria das suas qualidades se encontram nas cascas, inclusive as suas fibras insolúveis, tão necessárias à preservação do seu intestino grosso e à formação das bactérias da saúde.

Para que possamos ter uma fonte tão importante de flavonoides, fibras insolúveis e solúveis, nutrientes especiais, atividades anticancerígenas e antidiabéticas, deveremos a cada refeição, consumir um pouco menos de alimentos, já deixando a nos esperar pelo menos metade de uma maçã.

Ela deverá ser a nossa fiel companheira de todas as refeições.

Coma uma maçã em substituição a uma drágea de remédio. Ela lhe afastará da farmácia e do médico.
Estude e informe-se mais sobre a maçã.

Fonte: www.dontmakediet.com

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