Nome popular: nogueira-macadâmia; nogueira-do-havaí;
noz-australiana
Nome científico: Macadamia integrifolia Maid. &
Bet.
Família botânica: Proteaceae
Origem: Austrália

Árvore de 4 a 15 m de altura. Folhas lisas de bordos ondulados, de coloração acinzentada quando jovens. Flores brancas. Floresce duas vezes por ano.
Arredondado com até s cm de comprimento, casca avermelhada com polpa creme-esverdeada, carnosa, que encerra uma amêndoa comestível. Frutifica de fevereiro a maio.
Prefere clima ameno e úmido. Ideal para planícies litorâneas. Não suporta geadas. Prefere solos férteis e profundos. Propaga-se por sementes, podendo ser plantada em qualquer parte do ano.
O fruto da macadâmia tem uma forma bonita e plácida: mais ou menos esférico, termina por um pequeno bico, como se fosse um seio humano. De cor verde, por seu lado externo, o carpelo pouco espesso e carnoso desse fruto encerra, em geral, uma noz que fica exposta quando sua casca se abre.
A noz, ainda fechada, cai sozinha da árvore. Por sua vez, dentro dessa noz, protegida por uma casca grossa que costuma ser extraída mecanicamente, fica a amêndoa.
A amêndoa ou semente da noz de macadâmia é comestível, podendo ser consumida crua ou cozida depois de seca, e utilizada em confeitos, bolos e bombons em substituição a outras qualidades de nozes. Torrada, é muito apreciada como aperitivo, sendo mais da metade de sua produção mundial aproveitada desta última forma.
A noz de macadâmia, como é simplesmente chamada, é muito nutritiva e concentra altos teores de gordura, que variam entre 70 a 80 % de seu peso total. Por esse motivo, a extração de seu óleo é extremamente rentável e a qualidade obtida é comparável à do óleo de oliva.
A macadâmia é árvore rústica de origem australiana, precisamente originária das províncias de New South Wales e de Queensland, onde era encontrada em densas florestas naturais. Hoje em dia, é produzida, especialmente na Austrália e no Havaí, para onde foi levada no final do século passado, e em menor escala na África, na América Central e na Califórnia, onde chegou vinda do Havaí depois da Segunda Guerra Mundial.
Na América do Sul, a planta encontrou boas condições de aclimatação na vasta área que v ai desde o sul da Bahia, no Brasil, até o Uruguai.
As primeiras árvores de macadâmia plantadas no Brasil vieram da Califórnia para uma das chácaras da Companhia Dierberger de Limeira, em São Paulo, ainda no início dos anos 30, onde se iniciou a produção de mudas para comercialização. Seu cultivo, porem, destinava-se basicamente ao adorno de pomares domésticos.
Aliás, a árvore da macadâmia é bastante ornamental enfeitando com classe e elegância qualquer quintal.
Em 1948, técnicos do Instituto Agronômico de Campinas, em São Paulo, iniciaram experimentos para a adaptabilidade de seu cultivo comercial às condições climáticas do país. No início dos anos 60, a Dierberger, em nova iniciativa, importou do Havaí sementes de uma das muitas variedades existentes de macadâmia para proceder ao aprimoramento das variedades que seriam cultivadas no país.
A partir dos anos 80, e em especial na virada da década de 90, o cultivo da macadâmia tomou grande impulso. No final deste século, estima-se que a maior parte das árvores plantadas no Brasil naquele período já terá atingido a maturidade, começando a produzir para valer: é que a macadâmia pode demorar entre 12 e 15 anos para chegar à sua máxima produtividade.
Em compensação, a partir daí, não pára mais. Aliás, uma de suas principais características é a longevidade: sabe-se da existência de plantas com mais de um século de idade e ainda bastante produtivas.
Cada vez mais valorizada no mercado internacional, os negócios que giram em torno da produção e da comercialização da noz macadâmia movimentam muitos milhões de dólares ao ano. Trata-se, atualmente, de uma das culturas mais rentáveis existentes.
Apesar da maior parte da produção brasileira ainda ser destinada ao mercado interno, o Brasil pode estar caminhando para tornar-se o maior produtor e exportador de macadâmia do mundo.
Hoje, grandes plantações de macadâmia estão instaladas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, tendo sido, muitas delas, estabelecidas em consórcio com outras culturas, como café, laranja, limão, tangerina e maracujá.
"Quando vim trabalhar aqui, nada me surpreendeu.Só essa noz, de casca tão dura que me fez lembrar os tempos de garoto,quando eu quebrava coquinho com tijolo. Nunca mais tirei a macadâmia da cabeça.Achei a noz muito gostosa e cismei que ela ia dar certo no Brasil,onde tem um futuro fabuloso, como cultura e por sua importância econômica.Na florada, você precisa ver! Ela deixa um aroma louco no ar,as abelhas parecem ficar bêbadas.No futuro, vamos ter ainda uma grande produção de mel de macadâmia!"
Luiz Marino Netto
Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br


Macadâmia integrifolia Maiden & Betch
Proteaceae
A nogueira macadâmia é originária das florestas tropicais costeiras da Austrália de onde foi introduzida no Havaí em 1881, mas somente a partir de 1945 começar a tomar impulso com cultura importante.
É uma árvore perene que pode alcançar até 19 m de altura e 13 metros de diâmetro. Botanicamente o fruto é um folículo deiscente. A noz contém uma amêndoa de cor branca ou creme de peso variando de 1,5 a 3,0 g.
A nogueira macadâmia desenvolve-se bem em locais de temperatura média entre 23 e 25 ºC sendo ideal que haja temperaturas noturnas entre 16 e 18ºC para estimular a indução floral.
Os solos para o cultivo da nogueira macadâmia devem ser profundos, bem drenados e com acidez entre 5,5 e 6,5.
Deve ser propagada vegetativamente por enxertia (garfagem) ou estaquia.
As cultivares recomendadas são as seleções havaianas: HAES 344 (Kau), HAES 508 (Kakea), HAES 660 (Keaau), HAES 741 (Mauka) e seleções do IAC 4-20 (Keaumi) e Campinas.
A amêndoa é consumida tostada com ou sem sal, com cobertura de confeitos achocolatados e sorvetes, ingredientes para biscoitos e bolos, cosméticos e produtos farmacêuticos.
Fonte: marinaheise.spaces.live.com