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Madrid

Madrid

Origens

A História de Madrid tem início antes da sua criação propriamente dita, na Prehistória, facto que é atestado pelos jazigos encontrados nos terraços do rio Manzanares e em locais como Ciempozuelos. E que continua com os vestígios que o Imperio Romano ddeixou na província de Madrid, cuja expressão máxima residiu em Complutum (origem remota de Alcalá de Henares). É aqui e nos municípios de Titulcia e Cadalso de los Vidrios que sobrevivem sinais da presença romana na Comunidade de Madrid.

¿E a Idade Média? Os visigodos em Madrid, à semelhança dos romanos, centraram a sua actividade em Alcalá de Henares. Porém, a cidade de Madrid como tal surgirá apenas na invasão muçulmana da Península Ibérica.

O muçulmano Madrid

O certo é que se torna complicado falar da cidade antes da chegada dos muçulmanos. Foi perto do ano 865, quando Muhammad I, filho de Abderramán II, mandou fortificar a aldeia de Magerit. Então, já se pode falar da vila propriamente dita. Uma vila que teve de mudar o seu nome, o de Madrid, anterior aos muçulmanos e que fazia referência às águas do local e a corrente que corria pela calle de Segovia, pelo de Magerit.

Mais de duzentos anos tiveram de passar para que, em 1083, o rei de Castela Alfonso VI, “O Corajoso”, conseguisse reconquistar a aldeia, servindo-se da travessura e habilidade de um rapaz que conseguiu escalar uma das muralhas que protegiam a cidade. Gato era a alcunha deste jovem e isso explica o facto de os madrilenos serem conhecidos por essa designação.

A partir desse momento e durante muitos anos, na vila conviveram mouros, judeus e cristãos, menquanto a cidade se ia desenvolvendo e a fusão dos nomes árabe e romano deu como resultado a primazia do topónimo latino: Madrid.

XIII ao século XIX

Os reis das diferentes dinastias que foram ocupando o trono de Espanha, começaram a sentir-se atraídos por Madrid, de tal forma que a vila foi-se reclamando como futura sede da Corte. Desta forma, a cidade iniciou o seu crescimento.

Em 1477, os Reis Católicos deixaram importantes obras em Madrid como a capela do Bispo na Igreja de San Andrés, a Casa dos Lujanes ou de Cisneros. Paralelamente, com eles, a cidade registou um grande crescimento até atingir, no final do séc. XV, os 3 400 habitantes.

Carlos I escolheu também Madrid como destino para desfrutar de curtas estadias e já, em 1561, Felipe II, enamorado dos seus extensos bosques e da sua água abundante, fixou a sua residência na cidade. Nesta altura, Madrid tinha já 40 mil habitantes.

En 1606, Madrid converteu-se na sede definitiva da Corte, sob o reinado de Filipe III, aumentando ainda mais o seu crescimento.

O Despotismo Ilustrado do reinado de Carlos III (1759-1788) deu origem a melhorias como as canalizações, a pavimentação, iluminação das ruas e o arranque ou conclusão de obras como a Puerta de Alcalá (Porta de Alcalá), a recuperação do Paseo del Prado ou das fontes de Cibeles e Neptuno. Além disso, fixou o Palacio Real como residência definitiva dos monarcas.

Foi exactamente neste séc. XVIII, sob a dinastia dos Bourbons, que surge a província de Madrid, respondendo ao influxo da cidade homónima.

A chegada do séc. XIX, e com ele da Idade Contemporânea, foi sinónimo de sobressaltos para a província de Madrid, onde em 2 de Maio de 1808 se deu início a um levantamento contra as tropas de Napoleão que acabaria na Guerra de la Independência. As ruas da cidade foram testemunhas da resistência apresentada pelo povo contra os franceses e dos confrontos repletos de sangue. De facto, actualmente, muitos recantos escondem pedaços destes factos.

Assim, tendo recuperado o trono Fernando VII e após anos de reinado, chegamos ao de Isabel II e à divisão territorial fundamental de 1833 tendo ficado definidos os actuais limites do território provincial madrileno.

Séculos XX e XXI

Durante o séc. XX, Madrid foi-se adaptando às transformações da História: duas Ditaduras, uma República, uma Guerra Civil, vários anos de Transição e a actual Democracia moldaram a urbe. Testemunha muda do passar dos anos e dos acontecimentos, que sofreu na primeira pessoa, a cidade, e com ela as suas gentes, souberam florescer com a chegada dos bons tempos.

Deste modo, a capital chegou ao séc. XXI conservando o seu carácter aberto, a sua hospitalidade, a sua vida incombustível e essa mistura de culturas e tradições que inunda todas as suas ruas e que, a partir de agora, ficarão com a responsabilidade de continuar a fazer história.

Fonte: www.turismomadrid.es

Madrid

Madrid ou Madri, é a capital e a maior cidade de Espanha, tal como no município de Madrid e na Comunidade autónoma de Madrid. A cidade foi edificada nas margens do rio Manzanares, no centro do país. Devido à sua localização geográfica e histórica, é juntamente com Lisboa o centro financeiro e político da Península Ibérica.

No seguimento da restauração da democracia, em 1976, e a adesão à CEE, em 1986, a cidade de Madrid tem vindo a desempenhar um papel importante na economia europeia, tornando-se num dos principais focos financeiros do Sul da Europa. O gentílico da cidade de Madrid é madrilenho (madrileño), e o atual presidente da câmara é Alberto Ruiz-Gallardón.

História de Madrid

Madrid
Muralha muçulmana em Madrid

Apesar do local onde actualmente está situada a cidade ter tido ocupação humana desde a pré-história, e de no tempo do Império romano ter pertencido à diocese de Complutum (atualmente Alcalá de Henares), as primeiras referências históricas relevantes aparecem apenas no século IX.

Durante o reinado de Muhammad I, foi mandado construir um pequeno palácio na localidade; hoje em dia, no sitio onde antes se erguia esse edifício, está o Palácio Real de Madrid. Em torno desse palácio desenvolveu-se uma povoação de pouco habitantes chamada al-Mudaina.

Perto do palácio, corria o rio Manzanares ao qual os muçulmanos chamaram al-Majri ("fonte de água").

O nome evoluiu para Majerit, e mais tarde transformou-se em Madrid.

A povoação foi conquistada em 1085 pelo rei Afonso VI de Castela, na investida militar que visava chegar à cidade de Toledo. A mesquita foi adaptada, e passou a ser uma igreja dedicada à Virgem de Almudena (almudin, o celeiro).

Em 1329, as Cortes Generales instalaram-se na cidade aquando da estada de Afonso XI de Castela. Sefarditas e mouros poderam permaneceram na cidade, tendo sido expulsos mais tarde no século XV.Após um grande incêndio que destruiu parcialmente a cidade, o rei Henrique III de Castela (1379–1406) ordenou a reconstrução da mesma; o monarca ficou instalado num palácio no exterior da cidade, El Pardo.

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Puerta de Alcalá

Habsburgos e Bourbons

O reino de Castela, cuja capital era Toledo, e o de Aragão, com a capital em Saragoça, uniram-se formando a Espanha devido aos Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando II de Aragão).

Em 1561, o rei Filipe II (1527–1598) mudou a corte de Sevilha para Madrid, tornando a cidade na capital de Espanha, apesar de não ter havido uma cerimónia que assinalasse esse facto. Sevilha continuava a controlar todo o comércio das colónias espanholas, mas Madrid controlava Sevilha.

Salvando um período, entre 1601-1606, em que o rei Filipe III trasferiu a capitalidade para Valladolid, Madrid foi até hoje a capital de Espanha. Durante o Siglo de Oro (Século de Ouro), fim do século XVI e o princípio do XVII, Madrid era uma capital diferente das grandes capitais europeias, tanto em termos de populção, que era bastante pequena para a importância da cidade, como também em termos económicos; a economia madrilenha dependia principalmente das Cortes, não existindo outras actividades económica relevantes.

Das Repúblicas à atualidade

Madrid
Edifício Metropolis, na Gran Vía

No final do século XIX, a rainha Isabel II não conseguiu suster a tensão politíca o que culminou na Primeira República Espanhola. A república durou apenas dois anos, voltando-se novamente à monarquia. Mas a situação política não era estável, e em 1931 iniciou-se a Segunda República Espanhola; a esta seguiu-se a Guerra Civil Espanhola.

Madrid sofreu muito com a guerra; as ruas da cidade eram autênticos campos de batalha devido ao facto de ser um dos principais núcleos republicanos em Espanha. Durante esta guerra, foi alvo dos primeiros bombardeamentos aéreos contra civis da história da Humanidade. Mais tarde, já durante a ditadura de Francisco Franco, principalmente nos anos 60, o sul de Madrid tornou-se numa área muito industrializada e assistiu-se a um êxodo rural a grande escala que fez disparar a população da cidade.

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Puerta de Europa

Após o falecimento de Franco, os novos partidos políticos (incluindo os militantes de esquerda e os republicanos) aceitaram o desejo de Franco de ser sucedido pelo legítimo herdeiro ao trono de Espanha, Juan Carlos I, para que a estabilidade e democracia tivessem continuidade. Desta forma culminou-se na atual situação política espanhola, uma monarquia constitucional, cuja capital é Madrid[7].A prosperidade dos anos 80 fez com que a cidade consolidasse a sua posição no que diz respeito à economia, indústria, cultura, educação e tecnologia na Península Ibérica[8].

A 11 de Março de 2004 a cidade sofreu uma série de atentados com mochilas bomba em quatro comboios da rede Cercanías de Madrid. Os atentados, os maiores sofridos em Espanha e na União Europeia, levaram a vida a 191 pessoas e deixou mais de 1900 feridas. Três anos após esse triste episódio os reis de Espanha inauguram na praça Carlos V um monumento comemorativo dedicado às vítimas do atentado. Em 2006, Madrid foi palco de mais um atentado terrosista, desta vez no Aeroporto Madrid-Barajas; foi da autoria da ETA. Tirou a vida a duas pessoas e feriu outras 19.

Madrid apresentou uma candidatura para realizar os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, tendo no entanto perdido para a cidade de Londres. Contudo, o alcaide não cedeu e fez já com que fosse apresentada uma candidatura para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Turismo em Madrid

Madrid foi em 2006 a quarta cidade europeia mais visitada, e a primeira em Espanha; acolheu quase sete milhões de turistas esse ano[12]. A cidade é rica em arte e história, albergando alguns dos museus mais importantes do Mundo. Mas não só de arte vive a capital de espanhola; o Palácio Real de Madrid, o Parque do Bom Retiro, a Catedral de Almudena, a Plaza de España, a Puerta del Sol e o Parque del Buen Retiro são locais de elevado interesse turístico e histórico que todos os dias são visitados por centenas de pessoas. Outras dessas atracções são:

Plaza Mayor

Madrid
A Plaza Mayor

A Plaza Mayor é um dos locais mais emblemáticos de cidade de Madrid. Situada no centro comercial da cidade, é uma praça portificada de planta rectangular completamente rodeada por edifícios. Existem ao todo nove entradas para a praça.

Foi construída durante o período Austríaco. Originalmente o seu nome era Plaza del Arrabal e foi projectada por Juan de Herrera, em 1581, a mando do rei Filipe II, com o fim de remodelar a caótica e atarefada zona.

A construção começou só em 1617 durante o reinado de Filipe III. A obra foi deixada ao cargo de Juan Gómez de Mora e foi terminada dois anos mais tarde.

Hoje em dia diz-se ser um projecto de Juan de Villanueva, depois de ter reconstruído a praça em 1790 após um grande incêndio. A Plaza Mayor foi cenário de vários eventos tais como: feiras, touradas e autos de fé. A estátua que se encontra no meio da praça é de Filipe III e data do ano de 1616.

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Monumento a Cristóvão Colombo na Plaza de Colón

Plaza de Colón

A Plaza de Colón em homenagem ao maior navegador ao serviço de Espanha de todos os tempos, Cristovão Colombo.

A praça comemora a era dourada de Espanha (séc. XVI - séc. XVII). Nesse local estão edificados o Centro Cultural de Madrid e um monumento a Colombo em estilo neogótico erguido entre 1881 e 1885.

A base quadra suporta um pilar octogonal esculpido pelo escultor Arturo Mélida; no topo do pilar está uma estátua de três metros de altura do navegador, esculpida em mármore branco por Jerónimo Suñol.

O monumento tem uma altura total de 17 metros.

Madrid
A Gran Vía

Madrid
A praça de touros Las Ventas

Paseo de la Castellana

O Paseo de la Castellana é uma das principais e mais largas avenidas de Madrid; tem actualmente seis faixas de rodagem centrais e mais quatro laterais.

Percorre a cidade desde a Plaza de Colón, e segue para norte.

O seu caminho corresponde a curso de um antigo rio que por aí passava.

No extremo sul liga-se ao Paseo de Recoletos, que por sua vez se une ao Paseo del Prado; estas três vias formam um eixo importante que percorre a cidade de norte a sul.

É também ao longo do Paseo de la Castellana que se erguem os muitos edifícios do complexo financeiro AZCA, o mais importante da cidade, e também, o recente complexo Cuatro Torres Business Area.

Gran Vía

A Gran Vía é uma das principais ruas da cidade. Começa na calle de Alcalá e termina na Plaza de España. É uma importante área comercial, turística e de lazer, com os seus muitos cinemas, apesar de alguns terem fechado para dar lugar a teatros para musicais, pelo que o troço da Gran Vía, compreendido entre a Plaza del Callao e a Plaza de España, seja conhecido como a Brodway madrilenha.

Las Ventas

Las Ventas é a maior praça de touros em Espanha, e a segunda a nível mundial; a maior é a Praça de touros México. Foi inaugurada a 17 de Junho de 1931, com o nome de plaza de Las Ventas del Espíritu Santo, por ser o nome da zona nessa época. Começou a funcionar em pleno no ano de 1934.

Distritos municipais de Madrid

A cidade de Madrid é governada pelo Ayuntamiento de Madrid, cujos representantes são eleitos, de quatro em quatro anos, por sufrágio por todos os cidadãos maiores de 18 anos. Esse órgão é presidido pelo alcaide de Madrid; o actual alcaide é, desde 2003, Alberto Ruiz-Gallardón.

Madrid está dividida administrativamente em vinte e um distritos municipais, que por sua vez estão divididos em bairros. Cada um dos distritos é governado pela Junta Municipal de Distrito respectiva. A última divisão administrativa de Madrid data de 1988. Os actuais distritos municipais de Madrid, e respectivos bairros, são:

 
Distritos de Madrid numerados. Os números correspondem à classificação abaixo.
1 Centro, Palacio, Embajadores, Cortes, Justicia, Universidad, Sol.
2 Arganzuela, Paseo Imperial, Acacias, Chopera, Legazpi, Delicias, Palos de Moguer, Atocha
3 Retiro, Pacífico, Adelfas, Estrella, Ibiza, Jerónimos, Niño Jesús.
4 Salamanca, Recoletos, Goya, Fuente del Berro, Guindalera, Lista, Castellana.
5 Chamartín, El Viso, Prosperidad, Ciudad Jardín, Hispanoamérica, Nueva España, Castilla.
6 Tetuán, Bellas Vistas, Cuatro Caminos, Castillejos, Almenara, Valdeacederas, Berruguete.
7 Chamberí, Gaztambide, Arapiles, Trafalgar, Almagro, Vallehermoso, Ríos Rosas.
8 Fuencarral-El Pardo, El Pardo, Fuentelarreina, Peñagrande, Barrio del Pilar, La Paz, Valverde, Mirasierra, El Goloso.
9 Moncloa-Aravaca, Casa de Campo, Argüelles, Ciudad Universitaria, Valdezarza, Valdemarín, El Plantío, Aravaca.
10 Latina, Los Cármenes, Puerta del Ángel, Lucero, Aluche, Las Águilas, Campamento, Cuatro Vientos.
11 Carabanchel, Comillas, Opañel, San Isidro, Vista Alegre, Puerta Bonita, Buenavista, Abrantes.
12 Usera, Orcasitas, Orcasur, San Fermín, Almendrales, Moscardó, Zofio, Pradolongo.
13 Puente de Vallecas, Entrevías, San Diego, Palomeras Bajas, Palomeras Sureste, Portazgo, Numancia.
14 Moratalaz, Pavones, Horcajo, Marroquina, Media Legua, Fontarrón, Vinateros.
15 Ciudad Lineal, Ventas, Pueblo Nuevo, Quintana, La Concepción, San Pascual, San Juan Bautista, Colina, Atalaya, Costillares.
16 Hortaleza, Palomas, Valdefuentes, Canillas, Pinar del Rey, Apóstol Santiago, Piovera.
17 Villaverde, San Andrés, San Cristóbal, Butarque, Los Rosales, Los Ángeles.
18 Villa de Vallecas, Casco Histórico de Vallecas, Santa Eugenia.
19 Vicálvaro, Casco Histórico de Vicálvaro, Ambroz.
20 San Blas, Simancas, Hellín, Amposta, Arcos, Rosas, Rejas, Canillejas, Salvador.
21 Barajas, Alameda de Osuna, Aeropuerto, Casco Histórico de Barajas, Timón, Corralejos.

Demografia de Madrid

População

Ano Município Província Percentagem
1897 542.739 730.807 74,27
1900 575.675 773.011 74,47
1910 614.322 831.254 73,90
1920 823.711 1.048.908 78,53
1930 1.041.767 1.290.445 80,73
1940 1.322.835 1.574.134 84,04
1950 1.553.338 1.823.418 85,19
1960 2.177.123 2.510.217 86,73
1965 2.793.510 3.278.068 85,22
1970 3.120.941 3.761.348 82,97
1975 3.228.057 4.319.904 74,73
1981 3.158.818 4.686.895 67,40
1986 3.058.812 4.780.572 63,98
1991 3.010.492 4.647.555 64,78
1996 2.866.850 5.022.289 57,08
2001 2.938.723 5.423.384 54,19
2004 3.099.834 5.804.829 53,40
2005 3.155.359 5.964.143 52,90

A população de Madrid começou a crescer significativamente desde que a cidade se tornou a capital nacional.

Esse grande crescimento demográfico foi mais evidente entre os anos de 1940 a 1970, devido à imigração doméstica e internacional.

Porém, na década de 1970 o crescimento da população madrilenha estagnou; esse fenómeno, que também afectou a cidade de Barcelona, foi causado pelo desenvolviemto de subúrbios satélites no centro da cidade.

A 1 de Julho de 2005, a população de Madrid estava quantificada em 3.155.359 de habitantes.

Natalidade

Em 2004 registaram-se 32.851 nascimentos na cidade de Madrid, o que deu a entender que esse parâmetro estava em crescimento em relação ao ano anterior. Nos últimos anos o número de nascimentos na região cresceu gradualmente. A taxa de natalidade situa-se nos 10,38 pontos.

Mortalidade

Em 2004 registaram-se 26.527 óbitos na cidade de Madrid, o que deu a entender que esse parâmetro estava em crescimento em relação ao ano anterior; contudo, manteve-se abaixo dos valores registados em 2000, 2001 e 2002. A taxa de mortalidade situava-se nos 8,38 pontos.

Imigração

Evolução da população estrangeira na cidade de Madrid entre 1986 e 2007.Segundo um censo realizado em 2006 a população estrangeira residente em Madrid era de 508.141 habitantes, ou seja 13,57% do total da população da cidade. Os distritos com mais imigrantes são o Centro (27,22%), Tetuán (19,58%), Carabanchel (17,34) e Usera (16,29%). Os distritos com menor população imigrante são Moratalaz (7,63%), Fuencarral-El Pardo (8,43%), Retiro (8,75%) e Hortaleza (8,84%). A maioria destas pessoas provém da América Latina, Europa, Ásia e Norte de África.

Os maiores grupos de imigrantes são: equatorianos (83.967), marroquinos (51.300), chineses (48.973), colombianos (37.218) e peruanos (32.791). Existem também outras comunidades importantes tais como a guineense-equatorial, romena e filipina.

Gentílico

Os nativos da cidade são chamados madrilenhos. No passado também eram apelidados de "gatos", porém atualmente a vasta maioria dos espanhóis não reconhece esse termo. Sua origem possivelmente veio da lenda popular que a conquista da cidade por Afonso VI foi conseguida pelo assalto das paredes que protegiam a cidade. Aparentemente as tropas do reino de Castela escalaram as paredes defensivas como se fossem gatos.

Outra origem para o nome pode ter sido do facto de os moradores da cidade, durante a Idade Média, terem sido conhecidos pela sua habilidade de escalar paredes com as próprias mãos.

Geografia de Madrid

A cidade de Madrid encontra-se na zona central da Península Ibérica, a poucos quilómetros a norte do Cerro de los Ángeles, centro geográfico desta. As coordenadas da cidade são 40°26' N 3°41' O, e a sua altura média acima do nível do mar é de 667 m; situa-se a poucos quilómetros da serra de Guadarrama e, hidrograficamente, encontra-se na bacia do rio Tejo.

Hidrografia

O curso de água principal de Madrid é o Manzanares; entra no município através do Monte del Pardo alimentando a barragem com o mesmo nome; nele confluem também águas de algumas ribeiras como por exemplo a de Manina e a de Tejada.

Passado o percurso campestre do rio este entra dentro da cidade, passa na ciudad universitaria, entrando depois nos terrenos da Casa de Campo, onde recebe as águas da ribeira de Meaques. O percurso do rio serve de fronteiras a muitos dos distritos da cidade. Entre os distritos de Arganzuela e Puente de Vallecas, recebe o caudal da ribeira de Abroñigal; também recebe as águas da ribeira de Butarque, no distrito de Villaverde.

À saída da cidade, o rio entra no extremo oriental do município de Getafe, onde recebe as águas da ribeira de Culebro; pouco depois o rio desagua no rio Jarama.

Clima

O clima de Madrid pode ser definido como mediterrâneo continental com um regime de chuvas estepário.

Os invernos são frios com geadas frequentes e neve ocasional. Os verões são cálidos e secos com temperaturas máximas que muitas vezes superam os 35 °C.

As precipitações são escassas, mas bem distribuídas em todo o ano. A temperatura média máxima anual é de 19,5 °C e a mínima anual de 9,5 °C. Janeiro é o mês mais frio com temperaturas que oscilam entre 2-10 °C e Julho o mais quente (18-32 °C). A quantidade média de chuva recolhida num ano é de 435 mm.

Observatório do Parque do Retiro

1971-2000 Temperatura
máxima (°C)
Temperatura
mínima (°C)
Precipitação (mm)
jan 9,7 2,6 37
fev 12 3,7 35
mar 15,7 5,6 26
abr 17,5 7,2 47
mai 21,4 10,7 52
jun 26,9 15,1 25
jul 31,2 18,4 15
ago 30,7 18,2 10
set 26 15,0 28
out 19 10,2 49
nov 13,4 6,0 56
dez 10,1 3,8 56
Total 19,4 9,7 436

Observatório do Aeroporto de Barajas

1971-2000 Temperatura
máxima (°C)
Temperatura
mínima (°C)
Precipitação (mm)
jan 10,6 0,3 33
fev 12,9 1,2 34
mar 16,3 3,2 23
abr 18,0 5,4 39
mai 22,3 8,8 47
jun 28,2 13,0 26
jul 33,0 16,1 11
ago 32,4 16,0 12
set 27,6 12,7 24
out 20,6 8,3 39
nov 14,7 3,8 48
dez 11,0 1,8 48
Total 20,6 7,6 386
voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 avançar
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