A importância da imprensa é evocada nesses tempos de transição, onde tudo se transforma em ritmo difícil de ser acompanhado pela grande maioria. Novos temas são diariamente colocados à frente dos cidadãos, que muitas vezes não tomam tempo para analisá-los detidamente, apenas incorporando-os automaticamente em suas vidas.
Aí é que reside a grande responsabilidade da imprensa, que livre de quaisquer imposições, tem o poder de por em debate, e ao mesmo tempo, intermediar, democraticamente, a discussão dos temas aludidos para que a opinião pública então se forme e tome a vereda que melhor lhe convém. Considera-se fundador da Imprensa Brasileira Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça. Exilado em Londres, em 1808, fundou naquela cidade o depois célebre jornal denominado Correio Brasiliense ou Armazém Literário, por meio do qual, até 1822, se bateu pela emancipação política do Brasil, consagrando-se como um dos grandes vultos da Independência e também como o Pai da Imprensa Brasileira.
Em 1808 a Família Real Portuguesa veio para o Brasil, trazendo entre outras coisas uma tipografia completa, com a qual se fundou a Impressão Régia, no Rio de Janeiro. Entre 1808 e 1821 a impressão publicou grande número de livros e periódicos, figurando entre os últimos, o primeiro jornal brasileiro impresso no país, a Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1822). Esse jornal teve seu primeiro número publicado a 10 de setembro de 1808 e era dirigido pelo frade Tibúrcio Rocha. Por isso, o dia 10 de setembro foi escolhido para o Dia da Imprensa Nacional. Ainda nessa época se publicou a primeira revista brasileira, As Variedades ou Ensaios de Literatura (1812).
Em 1877, é inaugurado o edífício-sede da Imprensa Nacional que, com a aquisição em 1904 da primeira rotativa, marca Marinoni, produz 12 milhões de exemplares tipográficos/ano. No dia 15 de setembro de 1911, um devastador incêndio destruiu a maior parte das instalações, incluindo arquivos de documentos, publicações e preciosíssimo acervo de sua biblioteca. O prédio reconstruído já não comportava os serviços, quando, em 1940, o então Presidente Getúlio Vargas inaugura uma nova sede e cria, no ano de 1942, a Escola de Artes Gráficas. Num importante passo social, a Imprensa Nacional é o primeiro órgão público federal a empregar mulheres. Ainda em 1942, conta-se com uma tiragem de 295 milhões de exemplares/ano.
Fonte: Tinta Fresca ; Imprensa Nacional