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Dia do Taquígrafo

3 de maio

No próximo dia 3 de maio a classe taquigráfica brasileira comemorará o dia que lhe foi consagrado no calendário nacional por decisão unânime ocorrida no I Congresso Brasileiro de Taquigrafia, realizado em São Paulo, em 1950. A data alude à instalação da Assembléia Nacional Constituinte, em 1823, quando pela primeira vez taquígrafos parlamentares exerceram a profissão.

É oportuno recordar que, em sessão plenária do Senado Federal, em 1974, o senador Guido Mondim assim se manifestava: "De fato, o dia 3 de maio foi escolhido para homenagear aqueles que, neste País, se dedicam, nos Parlamentos, nos Tribunais, nas salas de aulas e de conferências e nos escritórios comerciais, a registrar, com a fidelidade possível, a palavra falada, que, sem esse recurso, se evolaria com o vento.

A nós, especialmente, parlamentares das duas Casas do Congresso e das Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, os taquígrafos estão ligados desde mesmo antes da Independência. Nunca é demais recordar que mesmo antes da instituição oficial do Parlamento Nacional, José Bonifácio de Andrada e Silva, o nosso Patriarca, mandara instituir cursos de taquigrafia para preparar elementos com o fim de registrar os discursos da nossa primeira Constituinte.

Desde então, através do entendimento ou do atrito diário, grande é o acervo de serviços prestados por essa classe aos parlamentares, através de uma convivência necessária e indispensável de mais de cento e cinqüenta anos. É um trabalho nem sempre bem compreendido, esse dos taquígrafos, mas do seu desgaste mental se alimentam as milhares e milhares de páginas dos Anais do Congresso Nacional.

"Naquela mesma data, em sessão na Câmara dos Deputados, assim se pronunciou o Deputado Antônio Pontes: "Todos os povos inserem em seus calendários aqueles dias nos quais, além de datas cívicas inesquecíveis, toda gente comemora ou festeja ou dedica um dia à celebração de certas profissões. A data de hoje, e já com certa tradição no tempo, é aquela em que se comemora o "Dia do Taquígrafo".

Claro está que não é necessário destacar a importância de tais profissionais no conteúdo normal da vida, seja lá onde for que eles exercitem o seu árduo mister. Mas nós, os que vivemos no Parlamento, mais do que quaisquer outros, temos a noção vivida da importância fundamental de servidores de tantas e tamanhas qualidades, eis que eles são, em verdade, o próprio registro autêntico do dinamismo diuturno de nossos esforços comuns.

Aquilo que a tecnologia adicionou ao infinito mundo de sistemas de gravação e registro em nada supera, suplanta ou dispensa a presença atuante do taquígrafo, sobretudo a do taquígrafo parlamentar. E friso, com inteira justiça: quase todos nós, no calor da predicação, no improviso caloroso, mesmo, aqui ou ali, num pronunciamento escrito, feito de última hora, vamos cometendo as nossas silabadas, produzindo aliterações desagradáveis, tumultuando concordâncias, enfim, praticando aqueles deslises naturais da improvisação. Mas os taquígrafos não descuram nunca.

Traduzindo o texto apanhado na emoção do momento, ou relido o trabalho que daqui proferimos, eles o esmerilham, o limam, dão-lhe polimento, entregando à posteridade obra bem feita e correta". Esses dois depoimentos, trinta anos após proferidos os discursos, estão aqui publicados graças ao registro taquigráfico a que foram submetidos.

Também queremos homenagear os taquígrafos forenses, aqueles que com tanta dedicação e competência, junto aos nossos Tribunais brasileiros, fazem parte da história do Poder Judiciário Brasileiro.

Áreas de atuação de um Profissional Taquígrafo

Área privada

Um taquígrafo pode ser utilizado das seguintes formas, em termos de registro de eventos em geral, ficando o trabalho final na forma de Ata (resumida) ou Ata (Notas taquigráficas, já transcrita na íntegra) ou como Anais (registro de tudo que foi dito no evento).

Ou também como registro de apoio, no caso de jornalistas ao entrevistar alguém, fazendo a anotação simultânea, a tempo real do que é dito durante a entrevista, ou mesmo no apanhado de uma aula, quando o professor está proferindo a aula e o taquígrafo registra também.

1. Eventos gerais (tudo que precisa ter registro escrito do que é oralmente);

2. Pesquisa de mercado (Discussão de grupo - Pesquisa qualitativa -, Entrevistas em profundidade);

3. Reuniões de Conselhos Deliberativos;

4. Conselhos Fiscais;

5. Seminários;

6. Simpósios;

7. Conferências;

8. Encontros;

9. Escritores (na ajuda de colocar a fala oral ao vivo ou gravada em termos escritos);

10. Debates;

11. Entrevistas

12. Assembléias-gerais ordinárias e extraordinárias de Conselhos, Sindicatos, Federações, Confederações, Condomínios;

13. Transcrição de programas de rádio, programas televisivos;

Área pública

Por meio de concurso público, o taquígrafo pode atuar no Poder Legislativo (em Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores) e no Poder Judiciário (Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal Federal Regional, Tribunal de Contas, Tribunal do Trabalho, Tribunais Superiores) e Ministério Público.

TAQUIGRAMAS BÁSICOS

Taquígrafo
clique para ampliar.

Fonte: www.taquigrafos.com.br

Dia do Taquígrafo

3 de Maio

A técnica da taquigrafia ou estenografia, que significa "escrita abreviada", é o método de se escrever de modo simplificado e rápido, utilizando-se símbolos para se acompanhar a rapidez da fala.

A taquigrafia é especialmente necessária nos Tribunais Superiores, no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas, em razão da rapidez e fidedignidade com que se registra o que foi declarado oralmente.

Seu uso pode se estender não só aos congressos, eventos e palestras que precisem registrar de modo eficaz o que foi dito, como também às emissoras de TV, que utilizam o sistema Closed Caption.

Esse sistema gera legendas que facilitam a transmissão das falas para os deficientes auditivos.

Taquígrafo

Embora hoje e existam tecnologias avançadas, como modernos gravadores e computadores de ponta que convertem em caracteres as palavras de um discurso, o taquígrafo ou estenógrafo ainda tem espaço, pois, na verdade, os gravadores e os computadores são ferramentas de apoio para eles, mas não podem substituí-lo.

Os gravadores estão sujeitos a falhas técnicas, e os computadores apresentam problemas e estão sujeitos a vírus.

Já o ser humano, apesar dos seus limites, é mais confiável que as máquinas.

Fonte: www.paulinas.org.br

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