Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Mal De Parkinson - Página 8  Voltar

Mal de Parkinson

1- INTRODUÇÃO

A doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. É uma doença neurológica, que afeta os movimentos do individuo. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, e alterações na fala e na escrita. Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.

Quase duzentos anos depois, a sociedade ainda sabe muito pouco sobre a doença de Parkinson. O que não é de causar espanto, pois até entre os parkinsonianos existem aqueles que não sabem que são portadores da doença.

2- DOENÇA DE PARKINSON

2.1- Conceito

A Doença de Parkinson (DP), também conhecida por parkinsonismo primário ou paralisia agitante, é uma afecção crônica, progressiva e idiopática do sistema nervoso central, envolvendo os gânglios da base e resultando em perturbações no tônus, posturas anormais e movimentos involuntários (O´SULLIVAN, 1998). De acordo com Thomson, Skinner e Piercy (2000, p. 333), esta patologia “é uma doença de progressão lenta, que produz enfraquecimento gradual do movimento voluntário, rigidez muscular e possivelmente tremor.”

2.2- Etiologia

Apesar dos novos conhecimentos adquiridos nos últimos anos, a causa da Doença de Parkinson permanece desconhecida. Provavelmente, existem múltiplos fatores que se somam: fatores genéticos, ambientais e do envelhecimento.

Dentre os vários mecanismos possivelmente implicados na degeneração celular da Doença de Parkinson, estudos destacam os seguintes: ação de neurotoxinas ambientais, produção de radicais livres; anormalidades mitocrondiais, predisposição genética e envelhecimento cerebral.

2.3- Aspectos Epidemiológicos

A prevalência da Doença de Parkinson aumenta de acordo com a idade. 74% das pessoas com esta patologia têm mais de 70 anos de idade e a media de início é de 65,3 anos. No entanto, uma a cada sete parkinsonianos apresenta menos de cinqüenta anos de idade.

Não existe diferença na prevalência que se relacione ao sexo, classe social ou diferenças geográficas (STOKES, 2000).

2.4- Classificação

A Doença de Parkinson é classificada por O´Sullivan (1998) como:

a) Parkinsonismo idiopático

Este grupo inclui a Doença de Parkinson verdadeira, ou paralisia agitante, sendo a forma mais freqüente entre as pessoas de meia-idade ou idosas;

b) Parkinsonismo pós-infeccioso (parkinsonismo pós-encefálico)

Este tipo de parkinsonismo , segundo se teoriza, é causado por encefalite viral, sendo atualmente pouco freqüente;

c) Parkinsonismo tóxico

Sintomas parkinsonianos ocorrem em indivíduos expostos a alguns venenos industriais, agentes químicos, e algumas drogas;

d) Parkinsonismo arteriosclerótico (parkinsonismo vascular

O envolvimento arteriosclerótico e o infarto do tronco cerebral envolvendo a substância negra, os tratos nigroestriais, ou gânglios de base, também podem gerar sintomas de parkinsonismo;

e) Parkinsonismo atípico

Este representa um grupo de várias patologias, onde é muito comum haver uma síndrome parkinsoniana associada a outras anormalidades neurológicas.

2.5- Fisiopatologia

Segundo Stokes (2000), os sinais e sintomas do parkinsonismo é conseqüência de uma perturbação da função de duas regiões dos núcleos da base: a substância negra e o corpo estriado (núcleo caudado e putâmem). Praticamente toda a dopamina do cérebro humano está contida nessas massas nucleares centrais da substância cinzenta. Esta substância química é uma das aminas neurotransmissoras que transmitem impulsos de um neurônio para o próximo, através da sinapse.

Esta patologia consiste em uma diminuição das reservas de dopamina (principal neurotransmissor da via nigrostrial) da substância negra com uma conseqüente despigmentação desta estrutura e presença de corpos de Lewy.

Atualmente, teoriza-se que esta patologia é uma aceleração normal do processo de envelhecimento. Uma vez que no processo normal há uma perda de cerca de 50% dos neurônios da substância negra, por volta dos 60 anos, e os sintomas da patologia começam a surgir quando ocorre a redução de 70% destes neurônios.

2.6- Quadro Clínico

O quadro clínico da Doença de Parkinson é constituído, principalmente, pela tríade: tremor, rigidez e bradicinesia. Os sinais e sintomas da Doença de Parkinson são de início insidioso e assimétrico, podendo qualquer um de suas manifestações aparecer isoladamente ou em associação, podendo variar de paciente para paciente.

Tremor

É um dos primeiros sintomas reconhecidos e, em geral, o que leva o paciente a procurar o médico. Inicia-se unilateralmente, tornando-se bilateral com a progressão da doença. Aparecendo com maior freqüência quando o paciente se encontra em repouso ou sob estresse emocional, sendo geralmente diminuído durante a atividade física e desaparecendo durante o sono. É caracterizado por movimentos alternados de flexo-extensão dos dedos e polegar, sendo também comum nos lábios, mento e língua (ROWLAND, 1997).

Rigidez Muscular

É um dos sinais mais importantes, e pode ser definida como uma resistência aumentada ao movimento passivo, que afeta toda a musculatura estriada. Na rigidez parkinsoniana, o exagero dos reflexos tônicos de postura, determina o aparecimento do fenômeno da “roda denteada”. Esta rigidez confere ao paciente uma postura característica: cabeça em ligeira flexão, tronco ligeiramente flexão, flexão moderada da perna sobre a coxa e do antebraço sobre o braço, com exagero da pinça digital das mãos. A deambulação é realizada em blocos e pode ocorrer a perda da oscilação recíproca dos braços. Este fenômeno pode está ausente no início da patologia (DOENÇA DE PARKINSON, 2003).

Bradicinesia

O parkinsoniano apresenta uma dificuldade de iniciar o movimento, além da lentidão e pobreza na realização dos mesmos. Sendo observada, especialmente, no início dos atos voluntários e repetidos.

Além destes, outros problemas podem vir associados, são estes: alterações posturais, alterações na marcha (marcha festinada), perda dos reflexos de ajuste postural, diminuição ou ausência dos movimentos automáticos ou inconscientes (face em máscara), disfunção do sistema nervoso autônomo e alterações mentais
(BENNET; PLUM, 1997).

2.7- Complicações

Diversas complicações secundárias podem se associar ao quadro existente, até mesmo porque a maior parte dos parkinsonianos são idosos.

Atrofia e fraqueza muscular secundárias ao desuso

Quando não estimulado e exercitar-se, o paciente permanece a maior parte do tempo sentado ou inativo.

Alterações nutricionais

Os parkinsonianos costumam perder peso devido a fatores como o aumento do gasto energético decorrente da movimentação patológica intensa; redução do apetite devido a náuseas, vômitos, mal estar estomacal; redução da sensibilidade do paladar e do olfato; dificuldade de mastigação e deglutição conseqüentes da rigidez facial (O´SULLIVAN; SCHMITZ, 1998).

Alterações respiratórias

Provenientes da diminuição da expansibilidade torácica pela rigidez dos intercostais e das posições deflexão e flexo-adução do tronco e dos membros superiores respectivamente, além de uma discreta redução da capacidade vital.

Alterações circulatórias

Devido a imobilidade pode surgir, principalmente, edemas de extremidades.

Osteoporose

Em geral, conseqüente a inatividade, idade típica e dieta deficiente.

Contraturas e deformidades

Ocorrem com freqüência e de maneira típica nos flexores, adutores e pronadores e rotadores externos, levando ao encurtamento muscular e a deformidade de tecidos moles.

Úlceras de decúbito

Nos casos avançados, a inatividade prolongada e o repouso no leito podem levar ao desenvolvimento desta complicação.

2.8- Tratamento Clínico

Ainda não existe cura para a Doença de Parkinson, no entanto o tratamento adequado pode melhorar os sintomas e diminuir a velocidade de progressão da patologia. Podem ser utilizados diversos tipos de medicamentos, como: anticolinérgicos, agonistas dopaminérgicos, levodopa, inibidores da catecol-orto-metil-transferase, inibidores da monoaminoxidase, antivirais, entre outros (ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON, 2003).

O objetivo deste tratamento é impedir a degeneração dos neurônios da substância negra e intensificar a transmissão em sinpses dopaminérgicas.

A determinação do estagio e do grau de limitação funcional pela Doença de Parkinson são úteis para o planejamento da terapia anti-parkinsoniana, o acompanhamento da evolução da patologia e para avaliar a qualidade da resposta à terapia instituída.

2.9- Tratamento Cirúrgico

A abordagem cirúrgica na Doença de Parkinson tem quase um século. Este tipo de tratamento pode ser dividido em três categorias: técnicas lesionais, estimulação cerebral.

Técnicas Lesionais: a talamotomia é uma técnica indicada para o tremor, podendo reduzi-lo em até 80%, especialmente se este for predominante em um dimídio corporal, também reduz parcialmente a rigidez; a palidotomia estereotática do globo pálido interno é o procedimento cirúrgico de escolha no tratamento de discinesias induzidas por levodopa, promovendo uma notável melhora dos sintomas.

Estimulação Cerebral Profunda (ECP): neste técnica o eletrodo implantado no núcleo subtalâmico ou no globo pálido interno, ao atenuar as discinesias permite o aumento da dose de levodopa e melhora os sintomas parkinsonianos.

2.10- Tratamento Fisioterapêutico

É importante que, inicialmente, seja realizada uma criteriosa avaliação do paciente, para que se determine o real nível de comprometimento, uma vez que, por esta ser uma patologia degenerativa e progressiva,, o tratamento fisioterapêutico adequado é de suma importância para minimizar e retardar a evolução da patologia, proporcionando a este paciente uma maior qualidade de vida e funcionabilidade.

Em relação aos objetivos fisioterapêuticos, de maneira geral, é importante manter ou melhorar a amplitude de movimento em todas as articulações; retardar o surgimento de contraturas e deformidades; retardar a atrofia por desuso e a fraqueza muscular; promover e incrementar o funcionamento motor e a mobilidade; incrementar o padrão da marcha; melhorar as condições respiratórias, a expansibilidade pulmonar e a mobilidade torácica; manter ou aumentar a independência funcional nas atividades de vida diária; melhorar a auto-estima (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 2000).

Na conduta fisioterapêutica devem ser utilizados:

Exercícios respiratórios

Técnicas de reexpansão pulmonar e técnicas de desobstrução brônquica, caso seja necessário (KISNER; ALLEN, 2000);

Exercícios de relaxamento

Balanço suave com técnicas rítmicas que enfatizem a estimulação vestibular lente, na produção de um relaxamento generalizado da musculatura do corpo (O´SULLIVAN; SCHMITZ, 1998);

Exercícios para amplitude de movimento

Devem ser realizados exercícios ativos, ativo-assistidos ou passivos diversas vezes ao dia, pode-se dispor das técnicas de inibição autógena, alongamento manual ou mecânico, evitando-se os excessos para não promover dor (STOKES, 2000);

Exercícios de mobilidade

Deve basear-se nos padrões de movimentos funcionais que envolvam os diversos segmentos corporais, enfatizando-se os movimentos extensores, abdutores e rotatórios;

Treinamento de marcha

Este treinamento busca suplantar as seguintes deficiências primarias: deambulação festinada e arrastada, mau alinhamento postural e reflexos posturais anormais;

Exercícios em grupo

Estas atividades devem ser realizadas com o intuito de melhorar a auto-estima dos pacientes, a autoconfiança, coordenação, disfunções motoras, equilíbrio e facilitar a realização do tratamento, podendo realizar-se atividades com bola, danças, entre outras atividades lúdicas;

Hidroterapia

Este recurso pode fazer parte de um programa reabilitador pela facilidade que o paciente apresenta em realizar os exercícios terapêuticos na água, assim como pelo efeito do ambiente aquático no tônus muscular, podem ser utilizadas as técnicas de Bad Ragaz, Watsu e HalliWick.

3- CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Doença de Parkinson por ser uma patologia progressiva e degenerativa desenvolve nos pacientes e seus familiares um impacto emocional ao primeiro informe sobre a existência desta enfermidade. Entretanto, costuma-se haver uma boa adaptação dos pacientes a essa nova realidade de suas vidas. Atualmente, existem inúmeros tratamentos que garantem aos pacientes uma longevidade semelhante à que teriam e uma vida normal por longos anos.

É importante lembrar e compreender que, ainda, não existe cura para a doença. Porém, esta patologia pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso. Assim sendo, a grande “arma” da medicina hoje para combater o Parkinson consiste nos remédios e cirurgias, além da fisioterapia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, entre outros profissionais, pois através da atuação de uma equipe multidisciplinar é possível proporcionar ao paciente uma boa qualidade de vida, funcionabilidade e auto-estima.

4- REFERÊNCIAS

Associação Brasil Parkinson. Disponível em: <http://www.parkinson.org.br>. Acesso em: 18 out. 2003

Doença de Parkinson. Disponível em: <http://www.emedix.com.br/artigos/neu005_1i_parkinson.shtml>. Acesso em: 20 out. 2003

BENNET, J.C.; PLUM, F. Cecil Tratado de Medicina Interna. 20.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

KISNER, C.; COLBY, L.A. Fisioterapia Respiratória. In: ___. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 3.ed. São Paulo: Manole, 2000. p. 634-671.

O´SULLIVAN, S.B.; SCHMITZ, T.J. Doença de Parkinson. In: ___. Fisioterapia: avaliação e tratamento. 2.ed. São Paulo: Manole, 1998. p. 549-564.

ROWLAND, L.P. Distúrbios de movimento: In:___. Merrit: tratado de neurologia. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. p. 563-576.

STOKES, M. Doença de Parkinson. In: ___. Cash: neurologia para fisioterapeutas. São Paulo: Premier, 2000. p. 167-177.

THOMSON, A.; SKINNER, A.; PIERCY, J. Mal de Parkinson. In:___. Fisioterapia de Tidy. 12.ed. São Paulo: Santos, 2000. p. 333-335.

Fonte: www.wgate.com.br

Mal de Parkinson

Parkinsonismo é uma síndrome especifica causada por um conjunto de doenças neurodegenerativas de uma área do cérebro chamada substância negra. A mais importante forma de Parkinsonismo é a Doença de Parkinson.

A doença é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença;

A Doença de Parkinson é dita idiopática, isto é, sem causa definida, mas outras formas de parkinsonismo, como os casos genéticos ou secundários a outras doenças ou exposição a substâncias, e mesmo os chamados parkinsonismos atípicos podem existir, acometendo pessoas de todas as idades e sexos, mas com prevalência maior em pessoas acima de 60 anos de idade.

Etiologia

O parkinsonismo caracteriza-se pela disfunção ou morte dos neurónios produtores da dopamina no sistema nervoso central. O local primordial de degeneração celular no parkinsonismo é a substância negra, pars compacta, presente na base do mesencéfalo. Entretanto, vários outros locais são acometidos durante o desenvolvimento da doença, mesmo fora do sistema nervoso central, dando ao Parkinsonismo um caráter complexo e multisistêmico. O neurotransmissor primordialmente deficiente é a dopamina, produzido pela substância negra, pars compacta. Entretanto, outras estruturas além da substância negra podem estar acometidas (locus ceruleus, núcleo dorsal da rafe, núcleo pedúnculo-pontino), levando a anormalidades de outros neurotransmissores, como a serotonina, a acetilcolina e a noradrelanina.

As zonas afectadas no Parkinsonismo têm funções de controlo motor extra-piramidal, ou seja, elas controlam os movimento inconscientes como por exemplo os dos músculos da face (da comunicação emocional inconsciente) ou os das pernas quando o individuo está de pé (não é necessário normalmente pensar conscientemente em quais músculos contrair e relaxar quando estamos de pé mas eles contraiem-se de qualquer forma). Além disso esses neurónios modificam os comandos conscientes básicos vindos dos neurónios corticais motores de forma a executar os movimentos de forma suave e sem perder o equilibrio. Também é esse sistema extra-piramidal que impede que haja contracção e relaxamento continuo e alternado dos músculos agonistas e antagonistas aquando dos movimentos de precisão (segurar um objecto), calculando inconscientemente o equilibrio exacto necessário desses músculos para o objecto ficar fixado.

A forma predominante de Síndrome de Parkinson é a Doença de Parkinson, idiopática e ligada ao envelhecimento. Contudo há outras formas de Parkinsonismo com outras etiologias mas a mesma manifestação clínica. Neste grupo incluem-se os Parkinsonismos secundários, com doença primária que lesa os núcleos basais, como encefalites (infecções virais, por exemplo); doença de Wilson (disturbio do acúmulo de Cobre em diversos órgãos incluindo o cérebro); uso de longo termo de determinados fármacos anti-psicóticos.

Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina.

É possivel que a doença de Parkinson seja devida a defeitos subtis nas proteínas envolvidas na degradação das proteinas alfa-nucleina e/ou parkina (no Parkinsonismo genético o defeito é no próprio gene da alfa-nucleina ou parkina e é mais grave). Esses defeitos levariam à acumulação de inclusões dessas proteinas ao longo da vida (sob a forma dos corpos de Lewy visiveis ao microscópico), e traduziriam-se na morte dos neurónios que expressam essas proteínas (apenas os dopaminérgicos) ou na sua disfunção durante a velhice.

Parkinsonismo Genético

Existem casos de Síndrome de Parkinson de etiologia genética hereditária. Atualmente, há cerca de 8 genes reconhecidos como relacionados à Doença de Parkinson, dos quais os mais importantes são os da parkina e alfa-sinucleina. A doença genética pode ser autossômica dominante (do gene da alfa-sinucleina) ou autossômica recessiva (gene da parkina). Este subtipo frequentemente surge em doentes mais jovens (~35 anos).

Outra doença degenerativa que causa parkinsonismo é a Atrofia sistémica múltipla. Massagem Ajuda Portadores do Mal de Parkinson

A massagem tem se mostrado muito eficiente para uma série de problemas que vão de dor ao estresse, mas pessoas portadoras do mal de Parkinson podem se beneficiar de uma forma especial da massagem terapêutica. Para entender melhor sobre a forma pela qual a massagem pode ajudar estas pessoas é necessário uma breve descrição sobre esta doença.

O mal de Parkinson é um doença crônica e degenerativa do sistema nervoso. Em 1817, o médico inglês James Parkinson primeiro observou que esta doença ocorre devido a morte de células dentro do cérebro que produzem o neurotransmissor chamado dopamina, desta forma o gânglio basal não recebe mais dopamina. Dentro do cérebro, o gânglio basal é responsável por controlar os movimentos portanto desprover o gânglio basal de dopamina causa problemas com o equilíbrio, coordenação e postura. A "The Parkinson's Action Network" cita que mais de 1 milhão de pessoas nos Estados Unidos são afetadas por esta doença além de um adicional de 60.000 pessoas diagnosticas a cada ano. Tipicamente o mal de Parkinson não é uma doença que ameaça a vida do paciente, mas deixa as pessoas incapacitadas e impossibilitadas de trabalhar por anos ou até mesmo décadas.

O mal de Parkinson ainda é incurável e as causas desta doença são relativamente desconhecidas. Em janeiro de 1999, pesquisadores do "American Medical Association" concluíram que o mal de Parkinson era causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, com isto pessoas com menos de 50 anos de idade são afetadas por fatores genéticos (um exemplo disto é o ator Michael J. Fox com apenas 40 anos de idade, portador do mal de Parkinson). Nos últimos anos, no entanto, acreditava-se que o mal de Parkinson era causado mais por fatores ambientais, visto que o número de portadores da doença com menos de 50 anos aumentou dramaticamente. Alguns dos sintomas do mal de Parkinson são: tremores, dificuldade para iniciar movimentos, rigidez, postura "pobre", depressão e dificuldade de dobrar os braços e as pernas.

O tratamento com drogas tradicionais são tipicamente prescritos pelos médicos porém com benefícios limitados. Inicialmente os tratamentos trazem alívio aos pacientes mas depois de um tempo os benefícios cessam e efeitos colaterais tais como alucinações podem aparecer. A L-dopa, versão de dopamina produzida pelos laboratórios, é uma droga comum no tratamento para o mal de Parkinson. Devido a diminuição na eficácia das drogas, mais e mais pessoas que sofrem do mal de Parkinson procuram por terapias alternativas para aliviarem os sintomas.

"Muitas pessoas com o mal de Parkinson acham que a massagem é muito útil quando utilizada em conjunto com os tratamentos convencionais prescritos pelos neurologistas" - diz Zoe Reese Carter, massoterapeuta. "Muitas pessoas não hesitam quando pensam em gastar dinheiro com a massagem. Eles consideram a massagem como um forma de manutenção da saúde e não como uma forma de luxúria."

A massagem, sob a supervisão do médico, pode melhorar o fornecimento de sangue, reduzir o estresse, melhorar a circulação sanguínea. Os músculos vão se tornando fatigados devido aos sintomas de tremor, muito parecido com os que acontece com os músculos dos atletas, que ficam fatigados, após as competições. A grande diferença nesta comparação é que o atleta tem tempo para que seus músculos se recuperem mas o doente de mal de Parkinson não tem a mesma sorte já que a doença não dá descanso aos músculos. Quando estes pacientes que sofrem do mal de Parkinson recebem massagem, seus músculos relaxam e ganham flexibilidade. De acordo com um artigo chamado "Parkinson's Disease And Massage Therapy" - Mal de Parkinson e a Massagem- escrita por Dietrich Miesler, "O raciocínio é que melhorando a saúde fisiológica, os músculos estarão melhor para responder ao sinais impróprios que são recebidos do sistema nervoso" ´- Massage Therapy Journal - 1996.

Os médicos têm relutado em aceitar a massagem, especialmente pela falta de pesquisas sobre a eficácia da massagem nestes casos. De acordo com a " National Parkinson Foundation " - Fundação Nacional Parkinson, "Com forma de determinar que qualquer tratamento tenha efeito sobre a doença, os médicos são treinados para exigir evidências, para tanto devem utilizar o método clínico controlado de placebo (forma farmacêutica sem atividade, cujo aspecto é idêntico ao de outra farmacologicamente ativa). Entretanto, num estudo recente com portadores do mal de Parkinson, um bom número de pessoas disseram que usam uma forma alternativa de terapia. Num estudo conduzido pela "American Academy of Neurology" - Academia Americana de Neurologia - publicado em 11 de setembro de 2001, quarenta por cento (40%) das 201 pessoas que responderam ao estudo, disseram que usam alguma forma de terapia alternativa tais com vitaminas e ervas ou massagem e técnicas de relaxamento também listados como terapias comumente usadas. Uma preocupação levantada por um dos pesquisadores, o neurologista Stephen Reich, M.D., é que 58 por cento dos que usam terapias alternativas não consultaram seus médicos antes de iniciarem o tratamento alternativo, por isto é importante que o massoterapeuta trabalhe em conjunto com o médico quando tratar alguma pessoa que sofre do mal de Parkinson. Por exemplo, se a massagem diminui a depressão do paciente, então drogas tais como Prozac talvez não sejam necessárias. Em outra pesquisa, 11 por cento das pessoas que procuraram uma terapia alternativa o fizeram por indicação de um profissional de saúde enquanto 48 por cento procuram as terapias alternativas por intermédio de amigos e familiares.

Muito médicos estão preocupados que seus pacientes experimentem suplementos alternativos que ainda não estão provados que ajudam pessoas com mal de Parkinson. Suplementos naturais que contém L-dopa podem ser perigosos porque cada pessoa necessita de um certa quantidade de dopamina e pacientes com mal de Parkinson pode experimentar efeitos colaterais ou overdoses tomando doses excessivas de suplementos alternativos.

Dr. Robert G. Feldman, professor de neurologia, farmacologia e saúde ambiental no Colégio Boston, acredita que pessoas experimentam estes suplementos sem o consentimento de seus médicos porque eles acham que os médicos irão desaprovar. Isto pode levar a maiores problemas se a pessoa está tomando outros medicamentos. A massagem, no entanto, é uma terapia segura para os que sofrem do mal de Parkinson.

Um variedade de técnicas de massagem tais como Suéca, reflexologia, trigger points e neuromuscular podem ser úteis aos pacientes com mal de Parkinson. O terapeuta deve escolher a técnica de acordo com seu treinamento e resultado desejado. De acordo com o web site da "Fundação Nacional de Parkinson" - National Parkinson Foundation , "É importante encontrar um terapeuta bem treinado que entenda da doença de Parkinson ou que esteja desejando aprender sobre ela, é desejável que o terapeuta adapte sua prática às limitações do paciente".

Pessoas com mal de Parkinson não possuem, na sua maioria, a mesma facilidade para subir e descer da maca, assim alguns cuidados devem ser tomados quando estiver tratando com estes pacientes. Muitos terapeutas, quando estão realizando a massagem em pessoas com mal de Parkinson, realizam suas sessões de massagem no chão. Os terapeutas devem ser sensíveis quando estão tratando com este tipo de paciente já que eles estão sofrendo física e emocionalmente.

Epidemiologia

Nos Estados Unidos, a prevalência da Doença de Parkinson é de 160 por 100.000 pessoas, embora esteja aumentando. Há mais de um milhão de sofredores só nesse país. Noutros países desenvolvidos a incidência é semelhante.

A idade pico de incidência são os anos 60, mas pode surgir em qualquer altura dos 35 aos 85 anos.

Clínica

Os sintomas normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.

A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois aos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objectos, e durante periodos estressantes e é menos notável aquando de movimentos mais amplos. Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé). Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direcção são custosas com numerosos pequenos passos.

O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotónica, devido ao deficiente controlo sobre os músculos da face e laringe. A sua escrita tende a ser em pequeno tamanho (micrografia). Outros sintomas incluem depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias, perda do sentido do olfacto.

O diagnóstico é feito pela clínica e testes musculares e de reflexos. Normalmente não há alterações nas TAC cerebral, eletroencefalograma ou na composição do líquido cefaloraquidiano. Técnicas da medicina nuclear como SPECTs e PETs podem ser úteis para avaliar o metabolismo dos neurónios dos núcleos basais.

Anatomia Patológica da doença de Parkinson

Macroscopicamente, há palidez da substância negra e do locus ceruleus.

Microscópicamente, há perda de neurónios com proliferação das células gliais. Os neurónios afectados remanescentes apresentam característicos corpos de Lewy, inclusões citoplasmáticas eosinofilicas (absorvem o corante eosina) contituidas por alfa-nucleina e parkina, além de outras proteínas.

Tratamento

O Parkinsonismo secundário pode ser amelhorado pela resolução da doença primária subjacente. Contudo a Doença de Parkinson e outras variantes primárias são incuráveis e a terapia visa melhorar os sintomas e retardar a progressão.

A terapia farmacológica visa restabelecer os níveis de dopamina no cérebro. É iniciada assim que o paciente reporte diminuição da qualidade de vida devido aos sintomas. Vários tipos de fármacos são usados, incluindo agonistas dos receptores da dopamina, inibidores do transporte ou degradação da dopamina extracelular e outros não dopaminérgicos. Fármacos usados frequentemente são os anti-colinérgicos; agonistas do receptor da dopamina, levodopa, apomorfina. Efeitos secundários da terapia incluem movimentos descoordenados frenéticos no pico da dose, reacções anafiláticas a algum fármaco (alergias), náuseas.

Cirurgicamente, é possivel fazer palidoctomia (excisão do globo pálido) ou mais recentemente é preferivel a estimulação desses núcleos com eléctrodos cuja activação é externa e feita pelo médico e paciente.

Prognóstico

O curso é progressivo ao longo de 10 a 25 anos após o surgimento dos sintomas. O agravamento continuo dos sintomas, para além da importância da dopamina para o humor, levam a alterações radicais na vida do doente, e à depressão profunda frequentemente.

A síndrome de Parkinson não é fatal mas fragiliza e predispõe o doente a outras patologias, como pneumonia de aspiração (fraco controlo muscular leva a deglutição da comida para os pulmões) e outras infecções devido à imobilidade.

História

A doença foi descoberta e seus sintomas documentados em 1817 pelo médico e paleontólogo britânico James Parkinson (1755-1824).

A associação de mudanças bioquímicas no cérebro com a clínica de pacientes portadores desta enfermidade foi identificada em 1960.

Exercício físico foi capaz de diminuir a degeneração das células cerebrais em ratos com Mal Parkinson, segundo estudo conduzido por pesquisadores da University of Pittsburgh. A perda de células que produzem o neurotransmissor dopamina causa os tremores e movimentos rígidos e lentos em pessoas com Mal de Parkinson.
Os pesquisadores deram aos ratos uma toxina que induz o Mal de Parkinson e então dividiram os ratos em um grupo que realizou exercícios físicos por sete dias e outro que não. Os ratos que realizaram exercícios perderam significativamente menos neurônios.

Os pesquisadores agora planejam um estudo piloto com voluntários humanos, no qual as pessoas com Mal de Parkinson se exercitariam por 60 minutos

Fonte: pt.wikipedia.org

voltar 12345678avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal