Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Malawi  Voltar

Malawi

MALAUI, ÁGUA E MONTANHAS

Malaui é um belo país que extende-se ao longo de um formoso lago, o Lago Nyasa (chamado também Malaui), lago que além de dar nome ao país lhe proporciona uma grande riqueza, tanto em água, quanto em fauna e beleza.

Malaui é um país muito pitoresco com uma população assombrosamente amistosa.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor.

CLIMA

Clima subtropical com temperaturas que variam dependendo da altitude da zona. A estação úmida vai de novembro a abril.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, alguma roupa de abrigo, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.

IDIOMA

Os idiomas oficiais são o chichewa e inglês. Também fala-se chilemwe, chiyao e chitumbuka.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica é de 230/240 volts a 50 Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Kwacha (MWK). Um MWK equivale a 100 tambalas. Não se pode exportar nem importar moeda do país por uma quantidade superior a 200 kwachas. Existe um mercado negro onde encontra-se os melhores câmbios, mas isto só é possível nas grandes cidades. O único banco permanente ao norte de Mzuzu, é o Karonga. Muitas pequenas cidades têm sistemas de bancos ambulantes que abrem por horas ou dois dias na semana.

EMERGÊNCIA - SAÚDE - POLICIAMENTO

É muito recomendável a vacina contra a febre amarela e a profilaxia antimálaria. É bom não beber água da torneira e nem comer alimentos sem cozinhar e ter especial precaução com o sol. É aconselhável levar farmávcia bem preparada e viajar com seguro médico e de assistência.

CORREIOS E TELEFONIA

O escritório de correios na capital está em pleno centro, na rua "Kumuzu Procession", e abre nos dias da semana de 7.30 às 17.30 horas. Para chamar a Malaui deve discar 00-265 mais o número do assinante (não existem prefixos de cidades).

FOTOGRAFIA

Em Malaui é difícil adquirir material fotográfico. É muito recomendável viajar com as provisões necessárias.

HORÁRIO COMERCIAL

Os escritórios postais abrem de 7.30 às 17:30 horas., enquanto as lojas ficam abertas durante todo o dia.

GORJETAS

Como em quase todos os países da África, as gorjetas são esperadas pelos prestadores de serviços. Para muitos constitui um dos principais ingressos.

TAXAS E IMPOSTOS

Taxa para saídas internacionais no aeroporto. Nos restaurantes e hotéis geralmente não incluem os impostos, que chegam a 20%.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

A República de Malaui ocupa uma superfície de 111.484 quilômetros quadrados no sudoeste do continente africano. Não tem saída para o mar, mas uma sexta parte do país está ocupada pelo lago Malaui ou Nyasa, lago que tem dado o nome ao país, primeiro Nyasalandia e depois Malawi. O lago tem uma longitude de 885 quilômetros e entre 80 e 160 quilômetros de largura.

Limita-se ao norte com Tanzânia, ao leste e ao sul com Moçambique e ao oeste com Zâmbia. O relevo compõe-se de uma série de planaltos separados por terras baixas. As regiões altas mais importantes são os Montes Nkoude, com altitudes desde os 1830 aos 2135 metros; no noroeste o Monte Nyika com 2.438 metros, ao oeste do lago; Angoniland com altitudes de entre 1.525 e 1.830 metros. Os cumes mais altos do país são os do Maciço de Mulanje, no sudeste, com um cume de 3.000 metros; as terras altas do rio Shire com cumes de mais de 2.100 metros; ao sul, apresenta um terreno ondulado.

O lago alimenta-se dos rios Rukuru, Dwangwa, Lilongwe e Bua. O rio Shire é o desaguamento do lago, atravessa o lago Malombe e se une ao Zambezi em Moçambique. Outro lago que faz parte do sistema hidrográfico de Malaui é o lago Chilva no sudeste do país.

Malaui é tropical por situação, mas sua elevada altitude modera notavelmente suas temperaturas e determina uma época de chuvas de novembro a abril. As temperaturas mínimas e máximas registradas na capital têm sido de 11 e 34 graus centígrados, respectivamente.

FLORA E FAUNA

Ao longo dos rios e junto ao Lago Nyasa, predominam as selvas pluviais; nas terras altas predominam os gigantescos baobabs e nas zonas mais elevadas da montanha abundam os bons pastos.

A superfície florestal representa quase 19% do solo, mas só é verdadeiro bosque nas zonas mais úmidas a cima dos 600 metros de altitude. No resto alterna o sotobosque e a savana. As márgens dos rios crescem numerosas árvores utilizadas como madeira.

O lago possui uma grande riqueza piscícola, mais de 200 espécies conhecidas das quais 80% são endêmicas do país. Também à beira do lago Malaui vivem os hipopótamos e crocodilos.

HISTÓRIA

Chamado anteriormente Nyasalândia, Malaui foi protetorado britânico dentro da Federação da Rodésia e Nyasalândia até o 6 de julho de 1964. Neste ano, após a dissolução da Federação da Rodésia, Nyasaland, principal promotor da separação, transformou-se em um Estado independente e passou denominar-se Malaui, nome que tinha antes da colonização e descoberta do Lago Nyasa por Livingstone. Em 1965 o lago é rebatizado com o nome de lago Malaui.

Colonização

No começo do século XVII, em 1616, teve seu primeiro contato com os brancos. Durante o século XVIII foram os missionários jesuitas os que estiveram ali e regressaram com suas histórias da viagem. Em meados do século XIX Livingstone chega até as costas do lago. Anos mais tarde os missionários se estabeleceram e em 1883 os ingleses estabelecem um consulado para ajudar-lhes nos confrontos com os traficantes de escravos árabes.

Com Cecil Rhodes no poder, a Companhia Inglesa do Sul da África consegue em 1889 um prvilégio para explorar Nyasa, ficando dois anos depois configurada a influência inglesa.

Em 1892 proclamou-se o protetorado de Nyasa, após assinalar anteriormente os limites mediante acordos com portugueses e alemães. Em 1893 chama-se protetorado Inglês da África Central; em 1907 retorna ao nome anterior, Nyasalândia.

Na Primeira Guerra Mundial, Alemanha tenta a invasão mas é rejeitada pelas forças nativas. Entre 1920-1930 tenta-se unificar Quênia e Tanzânia com Malaui por considerá-las afins, mas sem sucesso nenhum. Após a Segunda Guerra Mundial, pensou-se faze-lo com Rodésia, e em 1953 logrou-se unindo Nyasalândia com a Rodésia em uma Federação desmanchada em 1963.

Independência

Em fevereiro de 1963, já com auto-governo com Hasting Banda à cabeça, enfrenta-se ao governo de Londres. Em maio de 1964 teve eleições para a Assembléia Nacional. Em 6 de julho de 1964, data que eles mesmos tinham projetado para a independência, proclama-se a Independência perante a presença do Duque de Edimburgo. Banda manteve sólidamente o poder e em 1966 passou a ser presidente da República. Na atual data o chefe de estado e de governo é Bakili Muluzi (desde 1994).

ARTE E CULTURA

As principais manifestações culturais de Malaui reduzem-se às expressões da etnia maioritária: os bantúes. Da época da colônia ficam poucos vestígios, e o país oferece mais natureza que "cultura", sem tirar o valor da grande capacidade criativa dos habitantes.

GASTRONOMIA

A cozinha de Malaui baseia-se principalmente no peixe de água doce, já que o Lago Nyasa proporciona uma ampla variedade de bom peixe; tem-se contabilizado mais de 300 espécies nativas. A mandioca é um elemento essencial na comida de Malaui.

Em Lilongwe pode-se encontrar bons restaurantes para comer. Há também restaurantes que oferecem muito boa comida vegetariana da Índia.

Bebidas

Pode-se beber cerveja local, para alguns de qualidade não muito boa. Lembre-se de beber água só engarrafada. Encontrará as marcas das bebidas internacionais mais populares.

COMPRAS

Como é um país produtor de madeiras preciosas como são o ébano e o cedro, o artesanato baseia-se principalmente em todo tipo de objetos realizados nestas madeiras nobres.

POPULAÇÃO E COSTUMES

Malaui está habitada por 9.609.000 habitantes, com uma densidade de 101,5 habitantes por quilômetro quadrado. A capital administrativa do país é Lilongwe com 395.500; Zomba é a capital legislativa com 43.250 habitantes. Politicamente está dividido o país em três regiões, 24 distritos e 3 subdistritos.

Quase na totalidade seus habitantes pertencem ao grupo bantu. Existe uma minoria européia e asiáticos, principalmente índios e paquistãos. Entre os grupos pretos mais predominantes encontram-se os yao, chewa, chipoka, tonga, ngonde e tumbuku. A maior parte da população pratica a religão católica, protestante e muçulmana, além de outras religiões tribais

A população em geral dedica-se ao cultivo do chá, tabaco, algodão e açúcar. Para o consumo produzem sorgo, milho, batatas e mandioca, esta última é a base da alimentação dos habitantes de Malaui. Os idiomas oficiais são o inglês e o chichewa; não oficiais há um grupo bastante importante de dialetos.

ENTRETENIMENTO

Malaui oferece numerosas atividades relacionadas com o mundo do esporte e da aventura. O lago é uma excelente zona para praticar os esportes náuticos e também existe a possibilidade de praticar a pesca. Nas montanhas pode-se realizar todo tipo de esportes relacionados com o meio e, claro, a prática do trekking.

Conta também com cinco Parques Nacionais e cada um deles protegem certas espécies de animais e seus habitantes; e também estações naturais esplêndidas onde apreciar a vida selvagem e poder realizar uma boa reportagem fotográfica sobre a fauna e flora de Malaui.

Possui igualmente cidades de grande encanto onde passear e passar um período agradável. Na capital, os amantes do golfe podem realizar seu esporte favorito no Lilongwe GolfeClub.

Em algumas cidades há discotecas e bares.

FESTIVIDADES

Celebram-se o dia de Ano Novo, 1 de Janeiro; dia da Independencia, 6 de Julho; Natal, 25 de Dezembro; e 31 de Dezembro. Além destas festas, também são feriados as festas islâmicas que variam dependendo do calendário lunar.

TRANSPORTES

Avião

O aeroporto Internacional Kamuzu encontra-se situado a 22 quilômetros da cidade. Air Malawi tem boas conexões dentro da África.

Barco

Uma agradável e popular maneira de ir de um lugar a outro de Malaui é faze-lo no vapor através do lago, com serviço apenas uma vez por semana. Nele são servidas comidas e quartos de primeira e segunda classe, e as passagem costumam ser vendidas um dia antes da chegada do barco.

Trem

Existe uma linha de ferro que liga Nsanje (ao sul) com Mchinji (na fronteira com Zâmbia), mas os trens são de qualidade muito pobre e lento sendo a segunda classe mais cara que o ônibus. Diariamente há serviço entre Blantyre e Chipoka.

Ônibus

Há uma boa rede de ônibus normais e expressos ligando as principais cidades, mas costumam ir bastante cheios. Os expressos são mais caros, mas muito mais rápidos, novos e limpos.

Carro

As estradas têm melhorado consideravelmente, e a principal autovia é a norte-sul para Karonga.

Fonte: www.rumbo.com.br

Malawi

Malawi, país localizado no sul da África, "está utilizando uma série de programas militares oferecidos pelos Estados Unidos para fortalecer sua jovem democracia e para aperfeiçoar a capacidade profissional do seu exército", diz Vicki Adair, Assessora de Relações Públicas na Embaixada dos Estados Unidos em Lilongwe. "Os programas variam desde o treinamento militar tradicional até o fortalecimento das missões de manutenção de paz e a melhoria das relações com os meios de comunicação." As atividades de envolvimento militar em tempo de paz, realizadas pelos Estados Unidos e Malawi, demonstram os benefícios que ambas as partes podem usufruir a partir dessas iniciativas, ela diz.

Malawi não é assunto dos noticiários internacionais com muita freqüência. Esse pequeno país do sul da África, que faz fronteira com Moçambique, Zâmbia e Tanzânia, nunca teve uma guerra civil nos seus 35 anos de independência. E, ao contrário das forças armadas de algumas outras nações africanas, o exército de Malawi nunca tentou usurpar o poder de um governo civil. Na verdade, durante as primeiras eleições multipartidárias do país, em 1994, os militares permaneceram nos quartéis e apoiaram a transição do país, da ditadura para a democracia.

Atualmente, o exército continua a desempenhar um papel nessa transição, e Malawi está utilizando uma série de programas militares oferecidos pelos Estados Unidos para fortalecer sua jovem democracia e para aperfeiçoar a capacidade profissional do seu exército. Os programas variam desde o treinamento militar tradicional até o fortalecimento das missões de manutenção de paz e a melhoria das relações com os meios de comunicação.

Malawi é um entre sete países africanos -- e o único no sul da África -- que no momento estão participando do treinamento da African Crisis Response Initiative [Iniciativa para Reação a Crises na África] (ACRI).

Esse programa tem como objetivo melhorar a atual capacidade que as tropas africanas têm de se posicionar como tropas de manutenção de paz e de reagir às crises humanitárias, sob a égide de uma coalizão multinacional ou uma organização regional, sub-regional, ou internacional. Elementos do U.S. Third Special Forces Group (Airborne) [Terceiro Grupo de Forças Especiais (Aerotransportadas) dos Estados Unidos], baseado em Fort Bragg, Carolina do Norte, estão trabalhando em conjunto com elementos terceirizados, incluindo peritos em informática, para conduzir uma série de exercícios no nível de batalhão, para os soldados de cada país participante.

Usando treinamento de campo e exercícios feitos com o auxílio de computadores, o objetivo é estabelecer um currículo padrão de manutenção de paz, baseado nas normas das Nações Unidas, mas que seja adequado às necessidades de cada país em particular. Malawi participou de um treinamento inicial da ACRI em 1997; o seu terceiro exercício subseqüente está programado para janeiro de 2000.

As experiências de Malawi com a manutenção da paz são anteriores à sua participação na ACRI. Malawi enviou observadores e tropas a Ruanda e defendeu uma passagem vital para o comércio, o Corredor de Nacala, durante a prolongada guerra civil de Moçambique, país limítrofe, na década de 1980 e no início da década de 1990. Essas duas experiências contribuíram para que o exército se conscientizasse da importância do treinamento em missões de manutenção de paz, assistência humanitária e resolução de conflitos.

O comandante do exército de Malawi, general-de-exército J.G. Chimbayo, acredita que a ACRI está ajudando a aperfeiçoar as habilidades das suas tropas.

"Embora o treinamento em missões de manutenção de paz já fizesse parte do nosso currículo há anos", ele diz, "nós nos beneficiamos dos exercícios práticos da ACRI, como a prática de lidar com distúrbios civis, o auxílio humanitário e o uso de negociações. O nosso próprio exército não tem tido condições de conduzir tais exercícios devido a restrições de ordem financeira".

Os soldados de Malawi foram elogiados durante uma série de exercícios regionais de manutenção de paz. Durante o Exercício Garça Azul, na África do Sul, na primavera de 1999, o general-de-exército Chimbayo observou suas tropas, treinadas pela ACRI, em ação, e mais tarde disse, "foi gratificante ver meus soldados prestando sua contribuição com igualdade, e talvez até mais do que isso, entre os militares de várias forças de defesa". O treinamento também está sendo útil fora da África. Atualmente, Malawi tem um observador treinado pela ACRI em Kosovo.

A ACRI talvez seja o mais conhecido programa de treinamento entre forças armadas, implementado em Malawi, e originário dos Estados Unidos, mas não é o único. Desde 1994, o programa Joint Combined Exchange Training [Intercâmbio de Treinamento Conjunto Combinado] (JCET) vem executando pequenos exercícios de intercâmbio, em nível de unidade, entre unidades das Forças Especiais dos Estados Unidos e o Exército de Malawi.

Os JCETs em Malawi incluem treinamento de infantaria leve e de manuseio de armamentos, um curso de atualização de mestres de salto, para tropas pára-quedistas e treinamento em montanhismo, patrulhamento em postos de controle, navegação terrestre e remoção de minas terrestres, bem como a utilização de habilidades militares em tempo de paz.

Um dos primeiros programas de JCET ofereceu um tipo de treinamento particularmente útil para os participantes africanos: ensinar os guardas dos parques nacionais as melhores maneiras de detectar e deter os caçadores ilegais de animais de grande porte, cuja caça é proibida por lei.

A maior parte dos oficiais superiores do exército participaram de programas de International Military Education and Training (IMET) [Formação e Treinamento Militar Internacional] que oferecem treinamento tanto em Malawi quanto nos Estados Unidos. O general-de-exército Chimbayo, por exemplo, é ex-aluno do Command and General Staff Officers Course [Curso de Comando e Estado-Maior] em Fort Leavenworth, Kansas. Os programas IMET deste ano, de acordo com a subchefe da missão da Embaixada dos Estados Unidos Márcia Bernicat, terão, como ênfase, a capacidade de planejamento e gerenciamento de recursos e fortalecerão, mais ainda, as relações entre o meio civil e o meio militar, e o império da lei.

Verbas do IMET serão usadas para arcar com os custos de um Seminário Regional de Gerenciamento de Recursos Integrados de Saúde, que ajudará Malawi a desenvolver maneiras de utilizar, da melhor maneira possível, os seus limitados recursos de saúde na luta contra o vírus HIV e a AIDS. A propagação dessa doença é um dos maiores desafios enfrentados por Malawi atualmente; estima-se que haja uma taxa de infecção de aproximadamente 16 por cento entre a população adulta do país. O programa IMET permitirá que o Exército de Malawi tenha um importante papel no confronto com esse desafio.

Um dos mais recentes programas na grande variedade de tipos de treinamento patrocinados pelas forças armadas americanas em Malawi trata da necessidade de fortalecer as relações entre o meio civil e o meio militar, e o império da lei. O programa é conduzido pelo Defense Institute of International Legal Studies (DIILS) [Instituto Internacional de Direito Aplicado à Defesa] como parte do Expanded International Military Education and Training Program [Programa Internacional Expandido de Formação e Treinamento Militar] (E-IMET).

Esse programa tem como objetivo proporcionar programas especiais de formação para países estrangeiros nas áreas de direito militar, sistemas de justiça criminal, o império da lei e a relação entre a lei e as operações militares disciplinadas.

As informações do país hospedeiro sobre o conteúdo dos cursos são uma parte integrante do programa DIILS. Representantes das forças armadas e do governo de Malawi visitaram os Estados Unidos para ajudar a planejar o primeiro seminário. Os seminários realizados em março e em setembro de 1999, em Malawi, se concentraram nas relações entre civis e militares, justiça militar, as forças armadas e os meios de comunicação e direitos humanos, usando técnicas de resolução de problemas em grupo e discussões, para estimular o diálogo entre civis e militares.

O curso de setembro também incluiu uma sessão sobre as mulheres nas forças armadas, uma inovação com a qual Malawi contribuiu para o currículo do DIILS, ao se preparar para receber a primeira turma de mulheres que se alistaram no exército. Embora a maioria dos participantes do primeiro seminário fossem militares, havia mais civis entre os alunos do segundo curso, como o líder do Parlamento, juízes de tribunais superiores e outras autoridades governamentais, membros da comunidade de direitos humanos e dos meios de comunicação. Além desses seminários no país, o DIILS proporcionou treinamento no exterior para o único assessor jurídico do Exército de Malawi, e tem planos de proporcionar uma viagem de estudos aos Estados Unidos, para um grupo de membros selecionados do recém-formado Comitê Parlamentar de Defesa.

O grupo visitará o Congresso dos Estados Unidos para aprender mais a respeito da relação entre os militares e o governo eleito dos Estados Unidos.

A tenente da marinha dos Estados Unidos Sandra Jamison, coordenadora de cursos do DIILS para os programas com Malawi, admira a repercussão local dos cursos. Os participantes, ela diz, "têm-se mostrado muito entusiasmados, atentos e envolvidos, durante os seminários do DIILS. Freqüentemente citamos Malawi como um excelente exemplo de cooperação entre militares e civis".

Essa cooperação é particularmente importante no que diz respeito aos meios de comunicação, que freqüentemente podem influenciar a percepção que o público tem das forças armadas. Em comparação com muitos países africanos, as forças armadas de Malawi têm um relacionamento de trabalho relativamente bom com a imprensa.

O coronel Roderick Chimowa, assessor de relações públicas do Ministério da Defesa, admite que as relações nem sempre foram tão cordiais. "No passado, eles (os jornalistas) tendiam a escrever qualquer coisa que pensassem a respeito do exército, pois não havia um canal aberto para eles, para o fornecimento de informações. Mas hoje este canal existe, e somos capazes de conversar livremente com os órgãos de comunicação e trocar idéias. Quando eles não têm certeza a respeito do que está acontecendo, nós os encorajamos a nos procurarem, e atualmente eles fazem isso em muitos casos."

No entanto, alguns membros da mídia não demonstram muito entusiasmo. "As forças armadas estão se abrindo conosco", diz Martines Namingha, editor do The Chronicle, um dos jornais de Malawi, "mas nem tanto quanto gostaríamos, ou quanto esperávamos". Ele acrescenta que é preciso haver mais diálogo entre os militares e a mídia, uma opinião compartilhada por outras pessoas da mídia. Um editorial de jornal durante o último seminário do DIILS, escrito por um participante, aplaudia a continuidade dos esforços da imprensa e do exército no sentido de melhorar suas comunicações entre si. Esta é uma área que continuará sendo um dos pontos a serem enfocados no treinamento. A próxima sessão do DIILS em Malawi está programada para março de 2000.

As atividades de envolvimento militar em tempo de paz realizadas pelos Estados Unidos e Malawi refletem os benefícios para ambas as partes que podem resultar dessas iniciativas. Os Estados Unidos reforçam, de modo geral, as suas relações com as nações amigas, e países como Malawi, com orçamentos de defesa limitados, porém com uma experiência significativa, têm condições de receber tanto o treinamento militar de que necessitam quanto a assistência em uma série de problemas específicos.

Fonte: usinfo.state.gov

Malawi

Nome oficial: Malauí (Mfuko la Malawi).

Nacionalidade: Malauiana.

Data nacional: 6 de julho (Independência).

Capital: Lilongüe.

Cidades principais: Blantyre (446.800), Lilongüe (395.500), Mzuzu (62.700) (1994).

Idioma: inglês (oficial), chicheua.

Religião: cristianismo 50,3% (católicos 18%, protestantes 20,5%, outros cristãos 11,8%), islamismo 20%, crenças tradicionais 10%, outras 19,7% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: sudeste da África.
Hora local: + 5h.
Área: 118.484 km2.
Clima: tropical (maior parte) e tropical de altitude (O).
Área de floresta: 33 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total de 10,9 milhões (2000) sendo maraves 58,3% (inclui nianjas, cheuas, tongas e timbucas), lomues 18,4%, iaos 13,2%, engonis 6,7%, outros 3,4% (1983).
Densidade: 92 hab./km2.
População urbana: 22% (1998).
População rural: 78% (1998).
Crescimento demográfico: 2,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,75 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 39/40 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 138 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 39,7% (2000).
IDH (0-1): 0,385 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 3 regiões, subdivididas em 24 distritos.
Principais partidos: Frente Democrática Unida (UDF), do Congresso Malauí (MCP), Aliança pela Democracia (Aford).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 193 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1995.

ECONOMIA

Moeda: cuacha malauiana.
PIB: US$ 1,7 bilhão (1998).
PIB agropecuária: 36% (1998).
PIB indústria: 18% (1998).
PIB serviços: 46% (1998).
Crescimento do PIB: 3,8% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 210 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: tabaco, chá, cana-de-açúcar, milho, mandioca, amendoim, leguminosas.
Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 56,6 mil t (1997).
Mineração: pedras preciosas, carvão, calcário.
Indústria: alimentícia, química, bebidas, têxtil.
Exportações: US$ 460 milhões (1998).
Importações: US$ 530 milhões (1998).
Parceiros comerciais: África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia, Zimbábue, Alemanha, Reino Unido, Japão, EUA, França, Holanda (Países Baixos).

DEFESA

Efetivo total: 5 mil (1998).
Gastos: US$ 25 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

voltar 123avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal