No coração dos impérios da África Sahariana, ponto neurálgico de caminhos e encontros de caravanas trans-saharianas, se descobre a República de Mali. O seu passado lendário deixa-se sentir em cada aldeia, surgindo entre a poeira do deserto ou nas fértis beiras dos rios. Este país, duas vezes maior que Espanha, tem paisagens extensos demais e diferentes, assim como um variado mosaico étnico difícil de unir em um só conceito.
Mali oferece ao viajante uma terra cheia de arte, história e cultura, donde o tempo parece haver-se detido. Ficaram para os mitos cidades como Tombuctú, Gao o Yenné, ancoradas à borda do deserto. Mali também acolhe às principais capitais do povo Dogão, possuidor de uma das culturas mais fascinantes da África.
O impressionante deserto propone ao visitante, a posibilidade de encontrar a paz e a justa medida das coisas e do próprio ser. Os Parques Nacionais apresentam uma vida animal selvagem que sobrevive às frequentes secas. No Parque Nacional de Bamako podem-se ver, também, animais típicos do continente como antílopes, búfalos, girafas e alguns leões.
Passaporte em vigor, com validez mínima de 6 meses, visto e passagem de saída ou fundos suficientes. Para entrar no país é necessária vacina contra a febre amarela. Aconselhamos viajar com certidão internacional de vacinação
Clima subtropical mutante dependendo da zona. As temperaturas mais quentes são de março a maio e as chuvas chegam de junho a setembro. De dezembro a fevereiro sopla o Hamattan, vento procedente do Sáhara que vem cheio de areia e provoca a baixada das temperaturas.
É bom levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, alguma prenda de abrigo, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra insetos.
As línguas faladas são muito numerosas, à julgar pelas diferentes etnias que convivem no país. As mais numerosas são as do tipo mandé. A mais escutada é a bámbara, sobretudo no comércio. O francês é o idioma oficial. também fala-se ou malinke, kasonke, wasulunke, senufo, songhai e tamashek.
A maioria da população é muçulmana (82%). Ao Islã seguem outras religiones tradicionais do tipo animista fetichista, somando um 33,42%. O resto são católicos (1,25%) e cristãos (0,32%).
A corrente elétrica é de 220 volts a 50 Hz.
A moeda oficial é o Franco Maliense (XOF). Um XOF equivale a 100 céntimos. Não existem restrições para importar e nem exportar a moeda do país.
É imprescindível a vacina contra a febre amarela e muito recomendadas a profilaxe antimalária, a vacina contra a hepatitis A e o tétano. Recomenda-se não beber água da torneira e nem comer alimentos sem cuzinhar e ter uma especial precaução como o sol. É aconselhavel levar farmácia bem preparada e viajar com um seguro médico e de assistência. Também convém levar desinfectantes ou filtros para potavilizar a água.
O serviço postal de envio de cartas é seguro, costuma chegar com não demasiada demora a seu destino; o envio de pacotes é mais difícil. Para chamar a Mali há que discar 00-223 mais número de assinante.
Em aeroportos, instalações militares e lugares de segurança nacional está proibido fazer fotos. Algunas das etnias costumam pedir dinheiro por permitir ser fotografadas, como é o caso do povo Dogom. Há que ter em conta que às mulheres muçulmanas por questiões religiosas não gostam de ser fotografadas. É convenente levar material suficiente e também filtros e telémetros.
Geralmente os bancos permanecem abertos de 8 da manhã às 12 do dia.
Costuma-se destinar entre um 5 e um 10% em restaurantes. Outros serviços se cobrem com uma pequena quantidade.
Existe uma taxa de aeroporto para os vôos internacionais. Também há uma taxa para os vôos nacionais.
Mali está situado na África Ocidental. Limita ao norte pela Mauritânia e Argélia, ao leste pelo Senegal, Guiné e Costa de Marfim; ao sul e ao oeste pelo Burkina Faso e Níger.
Ocupa uma superfície de 1.240.192 quilômetros quadrados dividida administrativamente em 17 regiões e o distrito da capital, Bamako.
Podem-se diferençar duas zonas geográficas diferentes, que correspondem a área do Alto Senegal e Níger, na parte sudocidental, e à zona do norte, menos fértil, onde encontra-se o Adras dos Iforas, um maciço de 500 a 800 metros de altitude. Em geral a paisagem é plana, formada por planícies e planaltos; estas últimas extendem-se pelo sul e sudoeste, enquanto pelo norte o Sahel deixa passo ao deserto.
Os rios que banham o país são o Senegal e Níger, principalmente. O clima é sub-tropical e podem-se distinguir três zonas: de novembro a fevereiro uma estação fresca pela influência do Hamattan, um vento do Sáhara, com temperaturas medias de 25 graus centígrados em Bamako. De março a junho as temperaturas são mais quentes; em junho começam as chuvas; a média é de 35 graus centígrados. De junho a outubro é a época de chuvas com médias de 30 graus e uma precipitação de 300-400 mm.
Devido à variedade climática apreciam-se diferentes tipos de flora. No norte, o estepe predomina no Sahel, assim como estações desérticas e no sul a savana arbórea e os arbustos. Em alguns lugares, principalmente na beira dos rios, a vegetação é tão alta que impede ver as aldeias, sobretudo depois das chuvas. Antes da seca cresce deprisa o sorgo, o mijo, a chufas e o amenduim.
No Parque Nacional de Baule podem-se ver diferentes espécies de antílopes, búfalos, girafas, leões e panteiras. Há também outras reservas naturais como Badinko e Kongossombugu. Na zona de Bamako, que corresponde à savana, pode-se encontrar a típica fauna deste meio tal como olifantes, leões, leopardos, guepardos, hienas, e serpentes de grande tamanho. Nos desertos abundan, como é natural, os dromedários.
Até meados do século XIX o interesse da França baseiaba-se na trata de pretos, interesse partilhado pelos restantes países europeus. Em 1854 pensou-se na união do Alto Senegal com o Alto Níger e para 1876 os estabelecimentos da costa tinham-se extendido considerávelemente para o interior por meio de missões e campanhas militares. Durante este tempo os governos implicados assinaram acordos para fixar as fronteiras dos territórios nacionais e os de influência. Em 1895 agruparam-se as colônia s e os territórios sob um governador geral. Em 1900 terminaria a expansão francesa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, após a ocupação do norte de África, em novembro de 1942, o governador geral assinou um acordo como o almirante Darlam firmando a integração da África Ocidental Francesa às Nações Unidas.
À partir de 1958 começou a demembração em diversos estados independentes unidos à Comunidade Francesa por ligações mais ou menos estreitas.
Até setembro de 1958, Mali formou parte da África Ocidental Francesa, data em que celebrou-se um referéndum para votar a independência. Uniu-se a Senegal, Dahomey e Volga para formar a Federação de Mali; Volta e Dahomey separaram–se cedo e em agosto de 1960 se separa também Senegal, ficando somente Mali e passando a denominar-se República de Mali. O primeiro presidente foi Modibo Keita. O seu intento de criar uma república popular socialista foi abortado pelo golpe militar no 1968.
No ano 1985, Monssa Traore é releito presidente, mandato que exerciu até ser derrocado em 1990. No ano seguinte, Konare aparece como o novo presidente de Mali, sendo o chefe de governo Ibrahima Boubacar, designado como tal no ano de 1994.
Mali pertence à Região do Sahel Ocidental. Entre os numerosos povo s que habitam este enorme conglomerado cultural encontram-se os Bámbara, fazedores de estátuas que evocam a fertilidade, úteis domésticos, etc. Porém, sua principal fabricação são as máscaras. As manufacturas são de uma grande simplicidade, nelas predominam as formas cóniques, a máscara mais notavel é a denominada "Chi-Wara", utilizada em ritos que evocam a agricultura, pois é seu principal recurso. Os Bámbara habitam no centro-oeste e sudeste.
O povo Dogom, situado na Falha de Bandiagara, utiliza um estilo mais esquemático e formalista. Suas estátuas são expresivas e caem no exagero de algumas partes do corpo como podem ser as caderas, peitos, boca, etc. As esculturas mais antigas são as "Telhem". Em suas máscaras costumam misturar elementos humanos e de animais. Destaca entre os diferentes tipos a máscara "Kanaga" de consideravel altitude; outra de ellas, muito mais alta, é a "Nyama". As máscaras são um símbolo de condição social. As que representam um rosto humano utilizam-se nos ritos de iniciação e nas danças.
Os Peul habitam no Sahel e dedicam-se ao pastoreio, enquanto que os Somono, são povos pescadores que vivem em Mopti e Segoú, assim como os Bozo de Mopti.
Outras etnias de Mali são a Senufo, que habita no sul, as Saracollé, Malinké, nas regiões próximas à Mauritânia, a Bobo, na zona centro e sul oriental, a Songhay, a extender-se pela bazia do Níger entre Tombuctú e a fronteira, e os arabe-bereberes, representados pelos Moros, para o oeste, na fronteira com Mauritânia e os Tuareg, situados ao norte de Tombuctú.
A cultura e tradições, assim como as fazanhas de guerreros ou as vidas dos heróis são narradas pelo griot, uma espécie de trovador a recitar incansávelemente histórias e léndas populares.
Mali tem uma tradição musical ancestral. Os músicos ambulantes são muito bem vistos no país. Um dos mais conhecidos é Ali Farka Touré, representante por excelência do blues de Mali.
Mali possui cidades de grande encanto, além de parques nacionais e estações naturais de grande beleza onde praticar esportes de montanha. O percurso turístico inicia-se na capital, Bamako, para seguir uma Rota pelo Níger e suas principais cidades. Iremos seguidamente a conhecer o Paìs Dogão e depois para o Sul, a zona mais rica, cruzada pelo Níger que aqui describe sua grande curva, e por último, o Oeste do País.
Está situada a beira do Níger, é uma cidade antiga, fundada em 1650, com um grande espirito africano. Segundo o censo de 1997 tem uma população de algo menos de 800.000 habitantes. É importante por ser a terminal do trem à Dakar. É considerada a cidade mais rica e movida do país, com aeroporto, hotéis, bons restaurantes e discotecas. Está cheia de monumentos, entre os quais o dedicado ao Cauri, a concha que servia em tempos como moeda. Suas ruas encontram-se cheias de vida e também os mercados.
Entre os lugares de interesse que podem-se visitar destaca o grande Mercado, singular pela colorido. Encontra-se situado na interseção da Avenida da República e a rua Mohammed V. Toda a área a rodeá-lo é muito animada. Encontrará artigos de todo tipo, roupas, alimentos, lenços típicos azuis, objetos de ouro e prata, espesiarias, etc. O Blvd du Peuple, nas redondeças, é uma rua cheia de lojas com um grande ambiente, onde poderá também fazer compras no melhor ambiente comercial.
A Casa dos Artistas, perto da grande mesquita é outra das visitas recomendáveis.
Ao norte da cidade encontra-se o Museu Nacional, onde exibe-se artesanato local e outros objetos artísticos. Está situado na Avenida da Libertade e está considerado como um dos melhores museus etnográficos da África Ocidental, também destacado pela arquitetura. No interior pode-se encontrar excelente tapiçaria, cobertas e lençois das diferentes etnias, assim como objetos rituais, máscaras, armas e inclusive figuras de terracota.
Uma boa mostra da flora e fauna do país pode-se ver no Zoológico e no Jardím Botânico.
Sobre a cidade, dominando desde uma colina, encontra-se o Palácio Presidencial junto outros edifícios de governo. O melhor são as vistas que se apreciam desde ali.
Se tiver a sorte de viajar em setembro não perca o Festival Bienal de Bamako.
Já fora da cidade, nos arredores, há interessantes e atrativos lugares que valem uma visita. Entre eles destacam as cascatas que produze o Níger ao salvar um desnivel de 10 metros. Trata-se das Cascatas de Sotuba. Também recomenda-se a visita aos Montes Mandingos para ver a fauna trópico-saheliana em um espaço natural com numerosas gargantas e cascatas
Perto da capital localizam-se as Gggrotas de Medina Kura e as de Guni, com vestigios neolíticos de grande valor.
À 50 quilômetros ao leste de Bamako está Koulikoro, um porto do Níger, que teve sua importância na época colonial, como testemunham alguns antigos edifícios e embarcações.
Outro dos destinos atrativos é o Embalse Selingue, ao sul da capital. O lago enche de gente durante os feriados. E para terminar, a área de Sibi ao sul, em direção Guiné. Um espaço ideal para fazer escalada nas colinas e também para fazer acampada.
O ascenso ou descenso, de conformidade, do Níger é uma das aventuras mais apaixonantes às que convida Mali. O percurso pode ser feito em uma das embarcações que facem esta rota e vão parando em cada uma das cidades e povoados que descansam nas beiras. Os sedimentos do rio, ao retirar-se durante a estação seca, são utilizados para a construção, e o resultado é uma arquitetura em barro digna de admiração.
A primeira paarada importante é Ségou, uma grande cidade, a segunda em importância depois da capital. Tem uma população aproximada de quase 90.000 habitantes. Ségou destaca pela espléndida vegetação e privilegiada situação ao longo dos oito quilômetros de extensão que ocupa sobre as beiras do Níger. Durante o século XVIII foi berço e sede do Império Bámbara. Encontra-se a uns 230 quilômetros de Bamako e é um destino tranquilo e pouco turístico comparando com outras cidades da ribera do Rio. Oleiros e tecelões, trabalham e negociam na beira da água sem abandonar as técnicas primitivas.
São características suas construções de barro alaranjado, onde vivem gentes religiosas de importância o suas casas populares de barro vermelho, alternadas com edifícios do estilo colonial. Vale a pena visitar o Mercado aberto todo dia e onde podem-se encontrar os famosos bogolam (telas de algodão estampadas à mano). Também se vende a típica olaria bámbara. Outro dos pontos de interesse da cidade é a mesquita.
Fora da urbe, á 10 quilômetros só, pode-se contemplar o Túmulo do Rei Mamari Kulibaly, fundador do império Ségou.
Ségou Kourab é o primitivo assentamento de Ségou, onde podem-se ver notaveis edifícios civis e uma mesquita construida em barro de cor laranja. Também podem-se encontrar algumas túmulos reais. A seguinte parada antes de chegar a Mopti é Kuakurú, com bonitas casas comunitárias em cujo interior podem-se ver sofisticadas decorações geométricas. Costumam ser espaços muito frescos, onde as habitações se ordenam em torno uma sala central. A mesquita apresenta um frontal muito curioso.
Trata-se de um centro industrial e turístico no centro de Mali, na beira do Níger. É o porto mais vital do rio. Centos de barcas, as pinazas, lotadas de mercandura carregam e descarregam sem cesar de manhã à noite. Estám feitas com madeira, pregadas à mão e cobertas de breu preto para água não se filtrar. Nesta cidade destaca como lugar de interesse o Mercado Artesanal, situado no centro da cidade, cujo dia mais movimentado é a quinta-feira. Nele vende-se de tudo: peixe seco, verduras, frutas, té, espesiarias, telas, etc. Dominando todo o ambiente se levanta a mesquita com seus altos pináculos.
Os arredores do Porto constituem um lugar fascinante. Lá trocan-se produtos tropicais e sahelianos. Podem-se visitar os povoados de pescadores Bozo em canoas artesanais e os campos tuareg que têm por perto. É uma boa excursão.
É a seguinte parada na rota. Encontra-se à beira do rio Bani, afluente do Níger, e seu principal atrativo é a mesquita de barro branco assim como algumas casas antigas. É um destino pouco turístico mas muito vital.
É possívelmente a mais antiga e mais impressionante das cidades da África Ocidental. Está situada sobre um pequeno montículo. É chamada a "Venézia de Níger" devido à que na época das chuvas fica rodeada pala água e há que chegar até ela de canoa. Também descansa na beira do Bani e é um verdadeiro centro de sábios corânicos desde o século XI. A cidade foi e segue sendo um ponto comercial importante entre a savana e o deserto. Nela habita um quarto de milhão de misturas étnicas diseminadas em seus mais de duzentos quilômetros de comprimento.
O mais destacado desta cidade é sua arquitetura predominantemente de barro. Porém, a maior atração da cidade é, sem dúvida alguma, a gigantesca mesquita, um dos edifícios mais representativos da arquitetura sudanesa, uma jóia mundial. Enfrente encontra-se outro lugar interessante, o grande Mercado, concorrido, sobre todo, nas segunda-feiras.
O mais interessante desta pequena povoação a levar-nos de volta para o rio principal, é a sua mesquita e seu Bairro de Oleiros onde podem-se ver suas talhas postas a secar.
É um pequeño povoado pouco conhecido mas onde vale a pena parar. Possui uma preciosa mesquita de pequeno tamanho e um casco urbano laberíntico muito cuidado construido em barro.
É a seguinte paragem desta preciosa rota. Este amplo largo do rio encontra-se situado no chamado Delta Interior, onde as águas se espalham antes de canalizar-se de novo. Têm 70 quilômetros de largura e está considerada como uma das maiores zonas de pesca de Mali.
Assentada sobre o Issa Bar, um dos braços do Níger, é uma das principais povoações do Delta Interior.
Ao norte de Mopti e na beira do Níger aparece por fim a "Pérola do Deserto". Seu nome vem da guardiana Buctú que custodiava o poço (tim) em volta do qual se fez a cidade. É uma localidade lendária, agora em decadência, fundada no século XIII e antigo assentamento do povo tuareg. Também se gaba de ser um importante centro islâmico no meio do deserto. Faz tempos cruzavam caravanas pelas areias trazendo gentes de muitos lugares. Chegou ter 25.000 habitantes, hoje só tem a mitade.
A mesquita Jingareiber, é muito peculiar. Desde seu minarete pode contemplar-se toda a cidade. Também poderá ver as mesquitas de Sankoré e Sidi Yahiya, embora não é possível entrar nelas. Outro dos atrativos da povoação é a biblioteca de textos corânicos, onde não entram os não crentes. A cidade dispõe de um Museu e um Mercado para colmar do tudo ao visitante.
Seguindo rio abaixo chega-se em Gao. Como Djenné, Gao foi uma próspera cidade saheliana, capital do mais importante império da África Saheliana, o Songhay. Suas origens remontam-se aos povos pastores nómades. A primeira dinastia a reinar na cidade foi a Dya; dela atualmente pode-se visitar o Túmulo dos Askyas, sobre a mesquita. Há além um pequeno Museu na cidade.
São interessantes também os dois Mercados e os passeios em canoa até a Ilha Verde ou a Dune Rosa; esta última muda de cor segundo a incidencia dos raios do sol. Seguindo o curso do rio chegamos a Labezanga, famosa pelos rápidos e por último a Busa.
Esta pequena povoação encontra-se 250 quilômetros ao sudoeste de Gao. Está aqui a formação rochosa chamada a Mão de Fátima.
O povo dogom é o que ocupa a zona do sudoeste de Mopti, sendo uma das regiões mais fascinantes de Mali. Seu atrativo é os Povoados Dogóm depindurados sobre uma parede rochosa. A singularidade da tribo Dogóm vem dada pela conservação de suas tradições e costumes. É um povo de tradição oral que não conhece a escrita. A nação dogom está formada por 260.000 membros. Os principais pontos de população desta zona são Bandiagara, Shanga e Bankas.
A o longo do rochedo de Bandiagara há uns povoados espalhados e que podem ser visitados seguindo as diferentes rotas estabelecidas. Entre os lugares mais singulares pode-se visitar a Mesquita de Bandiagara. A cidade extende-se sobre a planície e possui um mercado muito vitalista. Também pode-se ver um Centro Artesanal e o Centro de Medicina Tradicional, para conhecer um pouco mais sobre esta interessante cultura.
Encontra-se perto das montanhas pelo que é um lugar muito preciado para realizar escaladas. Outro dos atrativos da povoação é o mercado na segunda-feira.
Também perto dos cumes. Destaca a cidade pela arquitetura e o ornamento de suas ruas. Em Shanga é possível asistir algúm ritual de danças e ver a riqueza e colorido das máscaras.
Ao sul de Segoú está situada a principal cidade da zona sul do país, Sikasso, que é além cidade fronteiriça com Burkina Faso e Costa de Marfim. Entre os principais atrativos encontra-se o Palácio do Último Rei.
Uma excursão interessante é a que leva às Grotas de Missirikoro, a 10 quilômetros ao sul da povoação. Tomando direção leste, a uns 30 quilômetro s encontrará as Cascatas de Farako.
É sobretudo ponto cruze de caminhos e além a capital do algodão.
Desde Bamako a Kayes extende-se uma interessante rota de trem que descobre o oeste do país. Na metade de caminho fica Kita, uma pequena vila de grande vitalidade com um colorido mercado.
O mais destacado de Kayes são os velhos edifícios e seu mercado, onde pode-se encontrar qualquer cosa. Localiza-se perto da fronteira com Senegal e Mauritânia, assim que é um bom destino para cruzar a qualquer um dos países vizinhos.
Viajando pela estrada desde Bamako a Kayes é inevitavel a parada em Nioro. Encontra-se muito perto da fronteira com Mauritânia.
A cuzinha de Mali é deliciosa, se baseia principalmente na carne de camelo e no peixe de água doce, seco ou perparado em salgadura. O arroz é um prato básico na dieta dos habitantes de Mali que costuma acompanhar ao resto da comida, como por exemplo o arroz maflé, com molho de amenduim e temperos, engrudo de mijo, sorgo ou milho. Também come-se o frango com molho de amenduim. Outros alimentos típicamente africanos são os asados de porco e cordeiro, os filhos e a fruta em geral.
Desejand comer cuzinha internacional, na capital, Bamako, o em Mopti, há numerosos restaurantes que oferecem esta possibilidade. Em Yenné poderá experimentar o frango com banana frita no Chez Babá.
Há que beber água só emgarrafada e tomar cuidado ao comer os frutos ou ingerir sucos. Quanto à cerveja, a marca Cristal é muito boa.
O que pode-se adquirir em Mali são objetos de artesanato fabricados com madeiras nobres ou jóias realizadas em ouro, prata e bronze. Os mais conhecidos são os tecidos manufacturados, máscaras das tribos bámbara, tellem, dogo e malinke, esculturas em madeira dura, estatuinhas e outros adornos.
Podem-se encontrar obras magníficas em alfareria, instrumentos musicais e objetos de calabaça. Também são muito apreciadas as portas das casas e paioles, se vendem por todas partes, sobretudo em Yenné e Mopti. Em Yenné também se trabalham as telas pintadas com terra e desenhos de geometria simbólica. Em Mopti, destacam os tecidos de algodão.
A cidade de Tombuctú é famosa pelo artesanato feito em metais como podem ser pratos e jóias. Também dedicam-se a fabricar estátuas de cera e objetos de palha. Abundam as peles e os fetiches de diversos tipos.
Cada cidade é conhecida pelo artesanato local, Gao pelos artigos de concha e prata; Segoú pela cestaria; e Mopti pelas mantas de lã e a olaria. São interessantes os trabalhos dos tuareg e os brincus das peules.
Como em todos os países da África a pechincha é uma práctica obrigada. Entre os lugares mais animados está o Centro Artesanal de Bamako e o mercado em volta. Em Yenné, na segunda-feira se abre um dos mercados mais coloridos do continente. Mas é superado pelo de Bankás, uma aldeia à que chega-se após percorrer um longo caminho de areia. Filerias de mulheres vendem seus produtos e comestíveis. O mercado é além um ato social, de encontro e troca de conhecimentos. O mercado de Ogol, no distrito de Sangha, também reúne os povoados espalhados pela comarca. Celebra-se a cada cinco dias, periodo que coincide com a semana dogom.
Mali conta com uma população de 9.945.000 de habitantes cuja maioria são muçulmanos. Mali é o ponto onde confluem as diferentes civilizações; além disso foi o berço dos grandes impérios medievais.
A maioria da gente vive ao sul do Níger. Por cima do rio espalham-se os diferentes rostos do deserto. As aldeias de Mali variam de aspeito segundo a etnia a habitá-las. As islamizadas são fechadas e labirínticas e extendem-se em torno à mesquita. Durante muitos séculos a cultura do Islã teve seu foco em Tombuctú. As animistas e as mais ou menos cristãs, mantém seus habitáculos espalhados à sombra dos baobabs, árvores muito aproveitadas mesmo.
Em Mali habitam diversas etnias e grupos humanos. Entre os povos que vivem neste país encontram-se os bereberes que ocupam a região sahariana, principalmente mouros, na fronteira com Mauritania, e os tuareg no centro. São povo s nómades dedicados ao gado, principalmente à cria de ovelhas, camelos e cabras.
Os Peul dedicam-se à ganaderia bovina e são sahelianos. Os Somono e Bozo praticam a pesca e os Bámbara, o grupo maioriáario, Sarakole e Bobo, entre outros, dedicam-se à agricultura.
Os dogom de Mali conservam uma identidade alheia a qualquer fronteira. Este povo, formado por uns 260.000 membros, extende-se em torno à Falha de Bandiágara, uma rocha arenisca, e é uma comunidade auto-suficiente. Têm língua própria e uma religião tradicional animista conservada desde faz séculos. O chefe, hogão, e os anciãos reúnem-se durante os conselhos na toguna ou casa da palavra, uma estrutura, escorada sobre oito esteios esculpidos, de construção totalmente rústica. Cada sessenta anos tem lugar um revezamento geracional, um novo ciclo que traz consigo dez dias de festa, é o Sigui. Cada aldeia importante organiza o seu próprio. Os iniciados, chamados olubaru são jóvens adolescentes que perpetuaraõ as tradições de sus antepassados. Os últimos Sigui aconteceram durante os anos setenta.
No vale do Níger, um mosaico de mistério envolve às aldeias depinduradas do planalto. Nelas desfilam danças de máscaras, ritos de iniciação, reuniões nas casas da palavra, culto aos mortos, fetichismo, magia, senderos proibidos e bosques sagrados. Secredos e tabúes de um povo, cujo universo cheio de símbolos está perto de desaparecer pelas invasões ocidentais.
A esperanza de vida em Mali é de uns 45 anos, o número de pessoas por médico é de 22.130. A alfabetização de adultos atinge um 10%.
Um dos entretenimentos em Mali apreciados pelos os amantes da natureza é a prática dos esportes de montanha; conta com excelentes zonas para esta práctica. Há várias rotas marcadas para percorrer o país fazendo trekking. Em numerosos lugares pode-se praticar, também, o piraguismo e a pesca.
São dias festivos 1 e 20 de janeiro (Ano Novo e Dia do Exército), o 1 e 25 de maio (Dia do Trabalho e Dia da África), o 22 de setembro é o Dia da Independência, o 19 de novembro se comemora o Aniversário da Revolução, e o 25 de dezembro, Natal, sem esquecer as festas muçulmanas que variam sua data respeito ao calendário ocidental.
O aeroporto internacional encontra-se a 15 quilômetros do centro da cidade, é o de Senou. Desde aqui as linhas aéreas de Mali, Air Mali, unem os principais pontos nacionais.
Únicamente há uma linha de ferro que pertence ao trem Dakar-Níger; sua extensão é de 646 quilômetros e une as cidades de Kayes, Bamako e Kulikoro.
Há serviços que unem Kulikoro e Gao, e a capital com Kankam (Guiné) utilizando como rede fluvial o Níger.
A rede viária é bastante extensa, uns 18.000 quilômetros de estrada dos que algo mais de uma terceira parte são practicaveis todo o ano.
Em Bamako há serviço de táxi e ônibus urbanos. Os táxis estão agrupados em coperativas que estabelecem o preço do quilômetro.
Fonte: www.rumbo.com.br
"Mali oferece ao viajante uma terra cheia de arte, história e cultura, de onde o tempo parece haver-se detido"

O Mali é um país africano limitado a oeste e norte pela Mauritânia, a norte pela Argélia, a leste pelo Níger, a sul pelo Burkina Faso, pela Costa do Marfim e pela Guiné e a oeste pelo Senegal. Capital:Burrice Bamako.
Com uma antiga história de ricos reinos africanos, entre os quais o famoso Império Gana, o Mali foi ocupado pelos franceses em finais do século XIX, tendo-se tornado parte do "Sudão Francês" em 1890, com um governador estacionado em Kayes. Em 1958, o território tornou-se autónomo, mas fazendo ainda parte da "Comunidade Francesa" e alcançou a independência a 22 de Setembro de 1960.
Um dos entretenimentos em Mali apreciados pelos os amantes da natureza é a prática dos esportes de montanha; conta com excelentes zonas para esta práctica. Há várias rotas marcadas para percorrer o país fazendo trekking. Em numerosos lugares pode-se praticar, também, o piraguismo e a pesca.
O aeroporto internacional encontra-se a 15 quilômetros do centro da cidade, é o de Senou. Desde aqui as linhas aéreas de Mali, Air Mali, unem os principais pontos nacionais. A rede viária é bastante extensa, uns 18.000 quilômetros de estrada dos que algo mais de uma terceira parte são practicaveis todo o ano.
Em Bamako há serviço de táxi e ônibus urbanos. Os táxis estão agrupados em coperativas que estabelecem o preço do quilômetro.
O Franco CFA é a moeda corrente oficial de 14 países: Camarões, Costa do Marfim, Burkina Faso, Gabão, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Benim, Congo, Mali, República Centro Africana, Togo, Níger e Senegal.
O cambio de moeda pode-se realizar tanto nos bancos como nos escritórios de cambio situados em aeroportos, estações, hotéis e em numerosos lugares.Os principais cartões de crédito como American Express, Visa, Mastercard ou Dinners Club, aceita-se nos principais hotéis, centros comerciais e restaurantes de luxo.
Clima subtropical mutante dependendo da zona. As temperaturas mais quentes são de março a maio e as chuvas chegam de junho a setembro. De dezembro a fevereiro sopla o Hamattan, vento procedente do Sáhara que vem cheio de areia e provoca a baixada das temperaturas.
As línguas faladas são muito numerosas, à julgar pelas diferentes etnias que convivem no país. As mais numerosas são as do tipo mandé. A mais escutada é a bámbara, sobretudo no comércio. O francês é o idioma oficial. também fala-se ou malinke, kasonke, wasulunke, senufo, songhai e tamashek.
Fonte: www.souturista.com.br