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Mandioca

 

"Variado era o uso da mandioca na culinária indígena; e muitos dos produtos preparados outrora pelas mãos avermelhadas da cunhã, preparam-nos hoje as mãos brancas, pardas, pretas e morenas da brasileira de todas as origens e de todos os sangues".

A botânica econômica é o ramo da botânica que se ocupa do estudo dos vegetais que têm importância sob o ponto de vista econômico, para isso são exploradas as características do vegetal nas mais diversas aplicações.

Mandioca
Mandioca

Conhecendo-se adequadamente sua aplicabilidade, toda planta têm importância econômica; todavia, algumas reúnem características de aproveitamento tão evidente que merecem maior atenção em seu estudo.

A mandioca é uma espécie de grande importância econômica, embora seu consumo de certo modo concentre-se no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste, ela está presente em todo o território nacional.

Mandioca, aipim ou macaxeira são alguns nomes vulgares dessa euforbiácea, vegetal com uma grande variedade de exemplares.

As espécies podem ser divididas em dois grupos: espécies mansas e espécies bravas, obedecendo a um critério de toxicidade que será abordado logo adiante.

Esse vegetal além do valor econômico, reflete também um grande valor cultural, estando suas origens profundamente ligadas às origens dos índios da América do Sul.

Historicamente, a cultura da mandioca teve papel importante em todos os períodos do Brasil desde colônia e poderá ainda, ser um dos alicerces de um desenvolvimento sustentável.

Como surgiu essa estranha raiz?

Contam os índios tuxaua que, há muito tempo atrás, a filha de um poderoso chefe foi expulsa de sua tribo porque havia ficado grávida misteriosamente. Ninguém (nem ela!) sabia quem era o pai da criança.Por isso, a índia foi morar em uma velha cabana, bem longe da aldeia. Alguns parentes levavam comida para ela todos os dias. E assim se passaram muitos meses. Um dia, a índia deu à luz uma menina muito branca e muito bonita, a quem ela chamou de Mani. Todos ficaram sabendo da notícia, e de como era branca e linda a neta do chefe! Cheio de curiosidade, o velho índio viajou até a cabana para ver Mani.

A criança era mesmo muito especial. E o avô logo esqueceu as mágoas que tinha contra a filha! A criança cresceu amada por todos.Mas, assim que completou três anos de idade, morreu de repente. Não ficou doente, nem fraquinha, nem nada. Apenas, morreu. A mãe ficou desesperada, mas nada pode fazer. Assim, enterrou a filha perto da cabana e, ali, chorou, chorou e chorou, durante muitas horas.

Suas lágrimas corriam pelo seu rosto e iam pingar no chão da floresta, no lugar onde Mani fora enterrada. De repente, a pobre mãe viu uma brotar, num instante, da terra molhada, uma planta! Parecia um verdadeiro milagre, toda a tribo veio ver! As raízes da plantinha eram brancas, como Mani, e em forma de chifre.Todos quiseram provar daquela raiz miraculosa. E foi assim que a mandioca ("Mani", a criança morta, e "aca", chifre) se tornou o principal alimento dos índios da Amazônia!

Um pouco da história da mandioca

Entre os séculos XVI e XIX a alimentação do brasileiro, de um modo geral, e, sobretudo nas áreas em que mais se fez sentir a influência indígena, sustentava-se basicamente na cultura e no consumo da mandioca (Manihot spp.) e da cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) segundo suas diferentes maneiras de preparo. Se a desnecessidade de solos muito férteis e de técnicas refinadas para a cultura, manipulação e transformação da mandioca muito contribuíram para isso, outros fatores atuaram para disseminar e propagar seu uso, que acabou por incorporar-se de modo permanente ao regime alimentar do brasileiro.

Aceitação da mandioca pelos europeus

Elementos decisivos para a aceitação da mandioca pelos europeus que vieram habitar o Brasil foram: a facilidade de cultivo, rusticidade, capacidade de regeneração e de adaptação ecológica a ela inerente.

Características Gerais

Trata-se de um arbusto com crescimento vertical, com folhas palmadas contendo cinco a sete lóbulos, de cor verde azulada, sua altura varia de 1,50 a 2,40 metros. Segundo a classificação botânica pertence à família Euphorbiaceae, assim como a mamona e a seringueira.

O cultivo da mandioca é tão antigo e o intercâmbio de mudas e sementes tão intenso e descontrolado que se torna impo ssível uma classificação botânica absolutamente certa, devido à modificação das características das variedades silvestres em relação às cultivadas. Também é impossível julgar o valor econômico das diversas variedades, cada uma comporta-se diferentemente em cada clima, altitude e solo, ou seja, a inconstância das variedades no aspecto botânico também se manifesta na produção.

O Brasil é o maior produtor mundial, colhendo aproximadamente trinta por cento de toda a mandioca consumida no mundo, são cerca de dois milhões de hectares plantados.

Em medidas de calorias por meio hectare, só é igualada pelo arroz e pela banana. Além do valor energético devido ao elevado teor de amido das raízes, as folhas de mandioca contêm elevados índices de proteínas e vitaminas A e B.

Toxicidade

Vulgarmente, classificam-se as variedades de mandioca, em "bravas" (mandioca) ou "mansas" (aipim e macaxeira), conforme o teor de veneno que possuem.

Anteriormente, pensava-se que eram espécies distintas, sabe-se agora que a toxidez muda entre as diferentes variedades, com a idade das plantas, sob outras condições ambientais (solo, clima, altitude) e forma de cultivo.

São considerados os seguintes tipos de mandioca, relativamente ao conteúdo em ácido cianídrico:

Grupo: HCN/100g de polpa fresca
Mansas:
Até 10mg
Intermediárias:
Entre 10 e 20mg
Bravas ou tóxicas:
Acima de 20mg

O ácido cianídrico (HCN) é um veneno perigoso, a partir de certa dosagem, tanto para o homem como para o animal.

A mandioca brava é muito plantada em certas regiões, para o preparo de farinha, pois seu rendimento é maior. A preparação artesanal ou industrial do produto da mandioca (farinha, por exemplo), faz com que se evapore o veneno, técnica já dominada pelos indígenas sul-americanos desde a chegada dos primeiros europeus.

Usos da Mandioca

O componente mais importante da raiz da mandioca é a fécula (amido), cujo teor nas raízes frescas varia de 25 a 35%.

Dependendo do vegetal de origem, o amido possui uma denominação:

Amido (propriamente dito) - Reservado para o de origem de sementes ou grãos como milho, trigo, arroz.

Fécula - Quando extraído de raízes, tubérculos e rizoma.

Sagu - O verdadeiro sagu é obtido da parte central ou da medula de certas palmeiras.

A fécula, amido da mandioca, é mais conhecida como polvilho ou goma, extraído com a decantação da água de lavagem da mandioca ralada. Vários tipos de farinha são obtidos da mandioca, a farinha branca de mesa, puba, tapioca (transformação do polvilho) e outros, além de bolos, caldos e bebidas, originariamente típicos da culinária indígena.

A mandioca também é usada como forragem na alimentação animal, as folhas, ramas e restos de casca ou os desperdícios industriais do processamento da mandioca dão ótima ração.

Através de processos de fermentação e ação enzimática, além de outras reações químicas, as indústrias extraem da mandioca vários produtos químicos dentre os quais o principal é o álcool combustível.

Fonte: uvnt.universidadevirtual.br

Mandioca

A mandioca é de origem brasileira e desde quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil a mandioca já era apreciada pelos índios que viviam por aqui.

Sendo originária do Nordeste e das regiões centrais do país, o Brasil é o maior produtor mundial da mandioca.

Existe até a lenda do Mandi, que conta-se que um casal de índios que esperou muito tempo a chegada de uma filha mulher. Quando a menina nasceu, deram-lhe o nome de Mandi, que significa “Branca” , por ter nascido com a pele muito clara. Um dia, ela ficou muito doente e morreu, apesar de tentarem tudo para salva-la. Seus pais resolveram enterra-la no centro de uma oca para que pudessem estar sempre perto de seu corpo.

Choraram tanto sobre o túmulo da menina que nasceu ali uma planta. Sua raiz era clara como a pele da Mandi, então eles batizaram a planta de mandioca.

Existem 2 espécies de mandioca:

A mandioca doce, conhecida por aipim ou macaxeira que é usada na alimentação.

Cozida na água e sal, já está pronta para ser consumida. É também um importante ingrediente para bolos, pães, salgadinhos. Ela é insubstituível no preparo de alguns pratos típicos brasileiros como o Tutu à Mineira e os pirões de peixe.

Para você saber se a mandioca é boa, na hora da compra espete-a com a unha, se ela furar sem dificuldade, sinal que é boa.

Existe também a mandioca brava ou amarga que é usada na produção de polvilho ou de farinha. Possui maior quantidade de ácido cianídrico, que provoca náuseas, vômitos e sonolência. Se a pessoa não se tratar logo, pode chegar a morte.

Por meio do cozimento da mandioca doce se elimina essa substância tóxica, porém a amarga precisa de altas temperaturas industriais para eliminar essa substância tóxica. Para se distinguir uma da outra é preciso ser um especialista.

A mandioca

A mandioca é uma raíz amidosa, muito volumosa usada para fazer um especial tipo de farinha (veja a foto).

A farinha da mandioca faz parte da comida diária dos nativos da Amazonia, e é usada só ou acompanhada de arroz, batata, milho, e como acompanhamento para peixe, carne ou feijão.

Esta raíz possui um forte veneno, cianide que precisa ser eliminado durante a preparação da farinha. Isto é feito durante o cozimento ou fermentação da raíz. A massa obtida é tostada e está pronta para armazenagem.

A Lenda

Em épocas remotas, a filha de um poderoso tuxaua foi expulsa de sua tribo e foi viver em uma velha cabana distante por ter engravidado misteriosamente.

Parentes longíquos iam levar-lhe comida para seu sustento e assim a índia viveu até dar a luz a um lindo menino, muita branco o qual chamou de Mani.

A notícia do nascimento se espalhou por todas as aldeias e fez o grande chefe tuxaua esquecer as dores e rancores e cruzar os rios para ver sua filha. O novo avô se rendeu aos encantos da linda criança a qual se tornou muito amada por todos.

No entanto, ao completar três anos, Mani morreu de forma também misteriosa, sem nunca ter adoecido.

A mãe ficou desolada e enterrou o filho perto da cabana onde vivia e sobre ele derramou seu pranto por horas.

Mesmo com os olhos cansados e cheios de lágrimas ela viu brotar de lá uma planta que cresceu rápida e fresca.

Todos vieram ver a planta miraculosa que mostrava raízes grossas e brancas em forma de chifre, e todos queriam prová-la em honra daquela criança que tanto amavam.

Desde então a mandioca passou a ser um excelente alimento para os índios e se tornou um importante alimento em toda a região.

Fonte: www.viaki.com/www.sumauma.net

Mandioca

Também conhecido como aipim ou macaxeira

Melhores variedades: guaxupé, piraçununga, ouro-do-vale, IAC-mantiqueira, IAC-jaçanã IAC-4 -8 IAC-jacira; promissoras ainda em estudo: IAC 352-74, IAC 289-70b, SRT 1130.

Tipos

Comum, Santa Cruz, Saracura ou a Manteiga.

A Saracura tem casca externa de cor escura e a interna de cor rosa.

A Manteiga possui casca externa de cor escuro claro e a interna de cor rosa esbranquiçado.

Mandioca
Mandioca

Época de plantio: Abril - outubro.

Espaçamento: 1,0 x 0,5-0,6m (terras fracas) e 1,2 x 0,6m (terras férteis); tamanho da maniva: 20 a 25cm.

Mudas necessárias: 4 - 6m3 de ramas/ha.

Combate à erosão: Plantio em nível.

Adubação

No sulco de plantio: 500kg/ha de fórmula 04 -14 -08, bem misturados com a terra; em cobertura: (30 a 60 dias após a brotação): 30Kg de N.

A aplicação de PK nos sulcos de plantios ou em sulcos laterais a eles, sem contato com as manivas, colocando mais tarde o nitrogênio em cobertura (60 dias após o plantio), constitui o melhor procedimento até o momento.

Tratos culturais

Capinas mecânicas com repasses a enxada; herbicídas: Karmex, Cotoran e Devrinol (pré-emergência).

Combate à moléstias e pragas

Mandrova

Dipel, Sevin, Dipterex; canfeno clorado a 20%; bacteriose: empregar variedades resistentes; selecionar manivas de culturas livres da doença, eliminar restos de cultura de mandioca.

Época de colheita

Maio - agosto. A colheita deve ser feita quando a raiz estiver com 30 cm de comprimento e com diâmetro de uma garrafa de coca-cola média. A raiz com estas características alcança melhor preço no mercado. Outro fator importante é a consistência, a raiz ao ser quebrada, estala.

Produção normal: 15 a 20t/ha de raízes (um ano).

Melhor rotação: Adubos verdes, milho, algodão e soja.

Época de preço mais alto: outubro a fevereiro.

Embalagem: Caixa K - 20-22 kg. O aipim bem embalado, classificado e padronizado em tamanho e grossura média, tem maior facilidade de venda. É comum o produtor colocar ramas novas na boca da caixa. Alguns dizem que é para proteger a raiz contra o vento, a fim de evitar esta fique seca.

PÓS-COLHEITA

Mandioca de Mesa (Manihot utilissima)

A mandioca se deteriore muito mais rapidamente do as outras hortaliças de raiz, que são estruturas de sobrevivência.

A mandioca não apresenta um ponto de colheita definido. Para o uso como hortaliça a mandioca deve possuir tamanho compatível com a exigência de mercado.

Se a colheita for atrasada, o diâmetro e o comprimento destas raízes aumenta sem causar substancial prejuízo à qualidade alimentar, mas o seu valor comercial é prejudicado.

Durante o armazenamento a mandioca escurece rapidamente deixando a polpa com sintoma de listas escurecidas. A velocidade de escurecimento pode ser reduzida se as raízes forem mantidas em atmosfera com alta umidade relativa (>95%). A raiz é sensível ao resfriamento em temperaturas próximas a 0oC. A desidratação limita a vida útil da mandioca fresca em cerca de uma semana.

A melhor alternativa para o armazenamento doméstico e para a comercialização internacional da mandioca tem sido o congelamento de segmentos da raiz descascada. Alternativamente, seções descascadas da raiz da mandioca também podem ser conservadas por alguns dias imersos em água. O escurecimento também pode ser reduzido se as raízes tiverem suas extremidades mergulhadas em parafina líquida antes do armazenamento.

Como comprar aipim

Ao comprar mandioca, peça ao vendedor que parta o miolo: se ele tiver cor uniforme, a raiz estará boa; por outro lado, se apresentar estrias escuras, ela ficará lenhosa após a cocção. Outros indicadores de boa qualidade são a polpa úmida e a casca que se solta com facilidade.

Fonte: www.agrov.com

Mandioca

A mandioca é uma raiz de casca rugosa, de cor marrom e de poupa branca ou amarelada. A cultura da mandioca é tipicamente tropical é está ligada à própria história do Brasil.

Embora seja pobre em proteínas, a mandioca tem sido consumida no Brasil desde a época da Colônia. Usada de diversas maneiras, como no preparo de pães, farinha, cuscuz, polvilho ou como acompanhamento de outros pratos, principalmente carne.

Há dois grandes grupos de mandioca: a mandioca-mansa ou mandioca-doce e a mandioca-amaraga ou mandioca-brava. Essa divisão se baseia na qualidade de ácido cianídrico (uma substância venenosa) que cada variedade contém.

Mandioca
Mandioca

A mandioca-doce, também conhecida como aipim ou macaxeira, não é tóxica, sendo portanto comestível.

A mandioca-brava, é tão tóxica que sem o tratamento adequado para eliminar o veneno, pode até matar. De qualquer maneira, as duas variedades podem ser aproveitadas em forma de farinha e goma, como o polvilho e a tapioca.

Por baixo da casca rugosa da mandioca (que sai com facilidade) há uma outra película, mais resistente e por baixo desta, fica o miolo, que é a parte comestível.

No centro domiolo há uma parte dura, que lembra o pavio de uma vela.

Historia

A mandioca é planta de origem brasileira. A sua cultura é das antigas e tradicionais do Brasil. Já era cultivada pelos índios, por ocasião do descobrimento do Brasil. Hoje em dia, é explorada em todo o território brasileiro, em todos os países sul e centro-americanos e nas Antilhas.

Em outras regiões do mundo de clima tropical e subtropical cultivam igualmente a mandioca, principalmente em Java, nas Filipinas, no Ceilão, na Tailândia, em grande parte da África e em Madagascar.

Variedades de mandioca

Vassourinha: Pequena e fina, com miolo bem branco. Cozinha rápido e por igual
Amarela ou gema:
Tem casca carnosa e miolo amarelado, que fica mais escuro quando cozida. Também cozinha rápido.
Cuvelinha:
Fácil de ser cultivada, é uma das variedades mais apreciadas.
Manteiga:
Pequena e bastante tenra, tem sabor muito agradável.

A mandioca é uma boa fonte de calorias e contém grande quantidade de vitaminas do complexo B. Além disso, possui vários sais minerais, como cálcio, fósforo, ferro e potássio. Tem poucas proteinas e quase nenhuma gordura. Por conter muitas calorias, dever ser evitada por quem está fazendo regime para emagrecer.

Também não é recomendada para os diabéticos, pois contém muito hidrato de carbono.

Antes de comprar a mandioca, corte um pedaço para ver como está o miolo. Ele tem que apresentar uma cor uniforme, sendo todo branco ou todo amarelo, conforme a variedade. Não compre mandioca que tenham manchas escuras na ponta ou no miolo. A polpa deve ser um pouco úmida e a casca tem que se soltar com facilidade. Para saber quanto comprar, calcule 1/2 kg para cada 4 pessoas.

A mandioca se estraga com muita facilidade. O ideal é consumi-la logo após a compra. Mesmo quando as raízes estão inteiras, não se deve guardar a mandioca por mais de dois dias. Descascada e partida, conserva-se um pouco mais, desde que colocada na geladeira, numa vasília cheia de água. A única maneira de conservá-la por meses é colocá-la no congelador. Embrulhe a mandioca crua e descascada em saco plástico, antes de guardá-la.

Fonte: www.horti.com.br

Mandioca

Farinha de Mandioca

A raiz da mandioca brava é arrancada e levada e levada da roça à Casa da Farinha em samburás (cestos feitos de cipó ou taquara).

Começa então o trabalho feminino de raspar a mandioca, tirar aquela espécie de casca cor de terra.

Depois de raspada a mandioca é entregue à raladeira. Os homens movem o ralador e a mulher vai enfiando a mandioca cautelosamente no caititu.

Mandioca

A mandioca ralada vai caindo no cocho. Depois é imprensada no tipiti (cesto ou paneiro), para retirar um líquido venenoso chamado manipuera (ácido cianínidrico).

Existem diversas prensas, as roscas de sem fim (as de arataca, as de arrochador) que comprimem o tipiti, tirando o líquido.

O líquido decantado dá a goma do polvilho e o polvilho é usado também na alimentação (biscoitos, sequilhos de polvilho...)

Os blocos de massa de mandioca retirados da prensa são desfeitos e passados numa urupemba (peneira), deixando a massa pronta para ir ao forno. Algumas pessoas preferem deixar a massa "dormir" antes de ir para o forno, para ficar mais saborosa. Outras torram-na no mesmo dia e está pronta a farinha de mandioca.

Mandioca

Mandioca

A farinha de mandioca é usada como alimentação básica de muitos nordestinos.

Muitos pratos brasileiros também ficam mais saborosos com a farinha.

A farofa feita com manteiga (farofa de manteiga) e a farofa com azeite de dendê (farofa amarela) estão presentes em muitas mesas brasileiras.

Quando se fala em Pernambuco logo se pensa em canaviais e engenhos. Entretanto, muitos se esquecem da Casa da farinha.

A Casa da Farinha ajudou a fixar o homem à terra, transformando a mandioca num importante alimento.

Foi com o índio que o português aprendeu a usar a mandioca. Os índios faziam bijus de mandioca (espécie de bolo), que ainda são muito apreciados no Nordeste.

Os portugueses aproveitaram os elementos da maquinaria da uva ou da azeitona criando a Casa da Farinha.

Na Casa da Farinha os trabalhadores se reúnem após a colheita de mandioca, para o preparo da farinha - é a farinhada. Para a farinhada há uma espécie de mutirão, do qual participam as pessoas da família, os compadres, os vizinhos.

A Casa da Farinha normalmente é alugada. Tal processo lembra o tipo medieval de moinho senhorial. O fazendeiro recebe um pagamento proporcional ao que foi produzido.

A Mandioca

Planta muito utilizada pelos índios, a mandioca também tem uma lenda que explica seu aparecimento.

Conta-se que uma índia teve uma linda filhinha chamada Mani. Após um ano de vida, a pequena morreu. No local em que ela foi enterrada, nasceu uma bonita planta.

A mãe chamou-a de maniva, em homenagem à filha. Os índios passaram a utilizar a tal planta para fabricar farinha e cauim, uma bebida de gosto forte. A planta ficou conhecida então como mandioca, mistura de Mani e oca (casa de índio).

Tornou-se um símbolo de alegria e abundância por ser tão útil – das folhas às raízes – aos índios.

Fonte: www.terrabrasileira.net/www.clickeducacao.com.br

Mandioca

A mandioca é um alimento altamente energético, podendo substituir o pãozinho, ou mesmo o arroz e o macarrão.

Contém, ainda, razoáveis quantidades de vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina, que estimula o apetite, promove o crescimento e conserva a saúde da pele. Seus sais minerais como o Cálcio, Fósforo e Ferro participam da formação dos ossos, dentes e sangue.

No Nordeste, ela é conhecida como macaxeira.

No sul, como aipim.

Mas tem ainda muitos outros nomes: maniva, pão de pobre, macamba, uaipi, pau de farinha.

É a nossa mandioca, palavra de origem tupi que batiza essa delícia, campeã da preferência nacional, da qual somos, orgulhosamente, o maior produtor do mundo!

Mas esta raiz que se transforma em pratos saborosos fica devendo quando o assunto é nutrição: é pobre em proteínas e vitaminas.

Conforme o tipo, a polpa da mandioca deve apresentar cor branca ou amarelada uniforme e a casca deve soltar-se com facilidade.

Mas, mesmo de boa qualidade, convém conservar a mandioca por apenas 2 dias quando fresca. No entanto, descascada e coberta com água numa vasilha, ela dura por mais tempo, assim como, depois de cozida.

O período de safra da mandioca vai de janeiro a julho.

Mandioca
Mandioca

Tabela e Valor nutricional da Mandioca, cozida

  % VD*
Valor energético 125.4kcal = 527kj 6%
Carboidratos 30,1g 10%
Proteínas 0,6g 1%
Gorduras saturadas 0,1g 0%
Gorduras monoinsaturadas 0,1g -
Gorduras poliinsaturadas 0,1g -
Fibra alimentar 1,6g 6%
Fibras solúveis 0,0g -
Cálcio 18,6mg 2%
Vitamina C 11,1mg 25%
Piridoxina B6 0,0mg 0%
Fósforo 22,4mg 3%
Manganês 0,1mg 4%
Magnésio 26,8mg 10%
Lipídios 0,3g -
Ferro 0,1mg 1%
Potássio 100,4mg -
Cobre 0,0ug 0%
Zinco 0,2mg 3%
Tiamina B1 0,1mg 7%
Sódio 0,9mg 0%

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br/www.informacaonutricional.net

Mandioca

Planta é de origem sul-americana, da parte oriental tropical, de onde foi levada para a Ásia e África.

No Brasil existe cultivo da mandioca em quase todas as unidades da federação.

Produz-se no país acima de 24 milhões de toneladas de raízes/ano, principalmente nos estados do Nordeste - que contribui com 49% para a produção nacional; - a Bahia contribui com cerca de 17% da produção do Brasil e situa-se entre os principais produtores. O Brasil contribui com 15% para a produção mundial.

Botânica/Descrição/Variedades

A mandioca é conhecida cientificamente, como Manihot esculenta, Crantz, Enphorbiaceae, Dicotyledonae.

A palavra mandioca parece derivar da língua dos índios tupis - Mani (nome da filha de um chefe) e oca = casa.

Na língua inglesa é manioc e em língua espanhola manioca.

A planta é um arbusto perene, resistente à seca, com raízes tuberosas (que acumulam amido) de formato variado e em número de 5 a 20. O caule (sem ramificação no período vegetativo) pé ereto, de cor cinza ou prateada ou pardo-amarelada; as folhas são simples, com 5-7 e lóbulos, as flores unisexuadas masculinas ou femininas e o fruto é uma cápsula (tricoca) com 3 sementes e que se abre quando seco. A semente, parecida com a da mamona, contém óleo.

Há 2 tipos de mandioca: mandioca brava ou amarga e a mandioca doce ou mansa (aipim, macaxeira).

Mandioca brava: contém a substância linamarina (no látex, notadamente na casca da raiz e nas folhas) em teor elevado; essa substância transforma-se em ácido cianídrico (altamente tóxico) no estômago do homem e dos animais. É de uso industrial.
Mandioca mansa:
contém baixíssimo teor de linamarina podendo ser consumida ao natural (uso culinário).

Obs.: há variedades de mandioca mansa cujas flores tem teor de linamarina mais alto que nas raízes de mandiocas bravas. Cuidados devem ser tomados na utilização de folhas de variedades mansas na alimentação animal.

Conforme uso há variedades de mandioca para indústria, para a mesa, para forragem, mistas (vários usos).

Ainda separa-se mandiocas segundo finalidades de uso: indústria (farinha, amido, raspas, álcool), consumo humano(mesa) para forragem (raízes frescas e desidratadas, parte aérea fresca e fenada), mistas (para farinha e forragem), e segundo o ciclo de colheita: precoces (10 a 12 meses), semi-precoces (14 a 16 meses) e tardias (18 a 20 meses).

As variedade (cultivares) para indústria devem ser precoces e de grande produtividade, com elevado teor de amido (30%), com raízes cilíndricas, com película fina facilmente destacável.

As variedades para mesa devem ter baixo teor de ácido cianídrico (50 mg/kg de polpa fresca), raízes curtas, grossas, com casca facilmente removível, polpa branca ou amarelada de odor agradável, de cozimento rápido.

As variedades para forragem devem produzir grande quantidade massa verde (ramas tenras e folhas), e raízes, devem ter teor baixo de ácido cianídrico, folhas persistentes, alta capacidade de brotação pós corte, bom teor de proteínas.

Variedades indicadas para o Nordeste trópico sub-úmido: Mmex e Fio de Ouro (indústria), Saracura e Abacate (para mesa) Maragogipe, Casca Roxa e Paraguai (mesa e forragem).

Variedades para o semi-árido: Platina (mesa, indústria e forragem fenada) para região de Itaberaba; Branquinha (mesa) região de Irecê; Alagoana (mesa) para região de Ribeira do Pombal e Caetité (mesa) para a região de Caetité.

Obs : aipins Maragogipe, Paraguai, Casca Roxa, Manteiga são indicados para consumo humano e para forragem (raízes frescas e parte aérea fresca).

A composição química de 100g. de raízes de mandioca é: umidade (65g.), glucídios (30g.), lipídios (0,8g.), protídios (1,5g.), celulose (1,6), cálcio (0,2g.) fósforo (0,1g.).

Utilização da mandioca

A utilização da mandioca é feita através das raízes, do caule (maniva) e folhas.

Raízes: produzem farinhas (para mesa, para indústria) beijus diversos, tapioca (mingau, cuzcuz, bolinho de estudante), puba ou carimã (mingau, amido, álcool etílico).

Da raiz do aipim faz-se aipim frito, aipim cozido, angu de aipim, sopa, bolinhos, mingau, bolo, broa. Ainda a raiz é forragem de alto poder calórico.

Caule: é o principal órgão multiplicador da planta e presta-se também como forragem para animais.

Folhas: frescas, sob forma de fenos e de silagem prestam-se ao forrageamento de animais e até para alimentação do homem.

Necessidades da Planta

Clima: desenvolve-se bem em climas tropicais e sub-tropicais e é cultivada no mundo na faixa compreendida entre 30º latitude norte e 30º latitude sul.

A planta medra em temperaturas entre 18 e 35ºC com faixa de 25 - 28ºC de temperatura media anual como ideal para desenvolvimento e produção. As chuvas anuais devem estar entre 1.000 a 1.500mm. com suprimento adequado de chuvas para os primeiros 90 dias de vida da planta; em alguns locais em condições especiais, a mandioca vive com menos de 600mm./ano de chuvas. A planta requer alta luminosidade para desenvolvimento e produção.

Solos: devem ter topografia plana, com boa profundidade efetiva, arenosos a argilo-arenosos, leves, frouxos, frescos bem drenados, pH entre 5,0 e 6,0. Evitar solos sujeitos a encharcamento e solos massapés. Altitude até 2.000m.

Solos encharcados ou pesados podem induzir apodrecimentodas raízes e dificultam seu desenvolvimento.

Plantio

Material de plantio: A escolha da variedade deve ser feita segundo objetivo da exploração (alimentação humana, produção de amido ou para alimentação animal). Variedades diferentes devem ser plantadas individualmente em áreas separadas.

As manivas devem estar maduras (apresentam queda de folhas da base para o topo naturalmente), com 10-14 meses de idade. A maniva deve ter diâmetro de 2,5cm. (com medula com 50% do diâmetro), verificando-se se há fluxo de látex logo após corte (denota bom teor de umidade). Utilizar somente o terço médio da maniva.

A maniva deve ser cortada em pedaços de 20cm. de comprimento contendo pelo menos 5 a 7 gemas; o corte (com facão ou serra circular) deve formar angulo reto em relação a haste o que facilita o enraizamento.

A quantidade de maniva para o plantio de 1 hectare de mandioca é estimada entre 4,0m3. e 5,0m3. 1 hectare da cultura com 12 meses de vida, produz hastes para plantio de 4 a 5 hectares. Um metro cúbico de hastes pesa 150Kg. e pode fornecer 2.500 a 3.000 pedaços de maniva - semente com 20cm. de comprimento. -

Por fim a haste deve estar sadia, livre de pragas e doenças.

Preparo da área: àreas devem ser planas a suavemente onduladas (declividade máxima em 10%). A profundidade da aração deve ser 20cm. podendo-se utilizar a sequência gradagem - aração - gradagem.

Os sulcos de plantio devem ter 10cm. de profundidade; em terrenos sujeitos ao encharcamento efetuar plantio em camalhões.

Correção do solo / adubação básica: em aso de necessidade de aplicação de calcário não se deve aplicar quantidades acima de 1 tonelada/ha.. A mandioca parece tolerar certas condições de acidez do solo.

Aumentos de produção da mandioca tem sido devidos à adubações orgânica e fosfatada (esta indispensável para a maioria dos solos). Recomenda-se aplicação paralela de adubos contendo nitrogênio e potássio (para maior efeito do fósforo).

Calagem: efetuar 60 dias antes do plantio aplicando-se metade da dose antes da aração e a outra metade antes da gradagem incorporando a 20cm. de profundidade. Utilizar calcário dolomitico.

Adubação: Os adubos fornecedores de fósforo (superfosfatos) devem ser aplicados no sulco de plantio numa quantidade de 20 a 60Kg. de fósforo (P2O5) por hectare (110 a 330Kg. de superfosfato simples) segundo recomendação de análise de solo.

O nitrogenio (N) deve ser colocado no sulco do plantio na quantidade de 30Kg. de N, através de adubos orgânicos (6t. de esterco de curral ou 600Kg. de torta de mamona) se disponiveis. Se torta aplicar 30 dias antes do plantio.

O potássio (K2O), deve ser fracionado em solos muito arenosos aplicando-se 50% na cova junto do superfosfato (20 a 40Kg. de cloreto de potássio por hectare) e o restante em cobertura junto ao nitrogenio (30-40 dias pós plantio).

Em cerrados recomenda-se aplicar também 20Kg. de sulfato de zinco/ha., na adebação de fundação

Espaçamento: os melhores rendimentos em raízes tem sido obtidos pelo uso de espaçamentos para plantio com 1m. x 0,5m. ou 1m. x 0,6m. (fileiras simples) e 2,0m. x 0,6m. x 0,6m. ( fileiras duplas); em solos férteis o espaçamento pode ser 1,2m. x 0,6m.

Para produzir ramas para ração animal usar 0,8m. x 0,5m. Segundo necessidades da mecanização espaçamento de 1,2m. e até 3,0m.

Plantio: Planta-se mandioca em sulcos (abertos a enxada ou sulcador) ou covas (preparada com enxada) na profundidade de 10cm. Utilizando-se a plantadeira mecanizada esta sulca, aduba, planta e cobre a maniva. Em solos pesados (argilosos) e em regiões chuvosas recomenda-se preparo de cova alta ou camalhões.

Planta-se a maniva - semente nas posições horizontal (facilita a colheita) vertical e inclinada (45º); estas duas ultimas posições aumentam rendimentos em raízes mas dificultam a colheita (raízes profundas).

O plantio deve ser feito no inicio da estação chuvosa.

Consorciação

A mandioca pode ser plantada sozinha ou em consórcio com feijão (predominante), com milho ou com feijão e milho. Também a mandioca é plantada com culturas perenes.

Mandioca x feijão: (comum ou macassar).

Feijão plantado intercaladamente nas fileiras de mandioca.

Espaçamento da mandioca 1m. x 0,5m. até 2,0m. x 1,0m. e espaçamento para feijão 0,6m. x 15 sementes por metro. linear de sulco ou 0,5m. x 0,2m.

Mandioca x milho: Em geral uma a duas fileiras de milho entre as de mandioca (fileiras simples ou duplas). O milho tem espaçamento de 1m. x 0,2 ou 0,4m.

Mandioca x feijão x milho: Espaçamento entre fileiras de mandioca 1m. x 0,5m. até 2m. x 1m. com fileiras de feijão e milho alternadas, lançando-se três sementes por cova.

Para reduzir despesas na formação de culturas permanentes (citros, café, coco, dendê, banana ) usa-se consorcio com mandioca em fileiras duplas mais estreitas (0,6m. entre fileiras e 2m. entre duplas).

Tratos culturais

Controle de ervas daninhas: a mandioca sente muito a concorrência das ervas nos quatro primeiros meses do ciclo (a partir de 20 dias após a brotação) e durante 100 dias a planta deve estar livre da interferência do mato.

O controle de ervas é feito à enxada exigindo 2 capinas no período de 100 dias ou através do emprego de cultivador mecanizado ou através do uso de herbicidas (a base de clomazone, diuron, linuron, outros).

O controle integrado - herbicida + capina mecânica - é feito aplicando-se herbicida na linha de plantio e cultivador mecanizado nas entre linhas; este tem sido o controle com custo mais baixo.

O crescimento rápido da lavoura e o fechamento da cultura é uma ação complementar - cultural - no controle de ervas.

Poda: nem sempre é recomendada. É justificável quando se necessitar material para plantios de ramas para a alimentação animal, como proteção em áreas sujeitas à geadas e no caso de alta infestação de pragas / doenças. A poda, se necessária, deve ser feita no inicio do período chuvoso cortando-se a 15cm. de altura do solo em plantas com 10-12 meses de idade. A colheita de raízes deve ser feita 4 a 6 meses após a poda.

As manivas podem ser conservadas em local fresco, com umidade moderada, sombreado, protegido de ventos. As estacas com 0,8m. a 1,2m. podem ser dispostas verticalmente (enterradas cerca de 10cm. em solo fofo e úmido), ou horizontalmente (quando as estacas devem conservar a cepa).

Adubação em cobertura: trinta a quarenta dias após o plantio procede-se, em plantios comerciais, a adubação em cobertura com 30Kg. de N (ureia 65Kg. ou sulfato de amonio 150Kg. por hectare) seguindo-se leve incorporação.

Pragas

Mandarová: Praga de grande importância para a cultura. Lagartas consomem enormemente as folhas nos primeiros meses do cultivo. As lagartas podem ter cores verde, castanho escuro, amarela, preta.
Controle:
boa preparação do terreno e controle adequado de ervas podem reduzir a população do inseto. Em plantios pequenos costuma-se catar as lagartas; inseticida biológico à base do Bacillus, Thuringiensis, é eficaz contra a lagarta até o seu 3º instar (3,5cm. de comprimento). Outro agente biológico para o controle é o Baculovirus erinnyis preparado com lagartas doentes encontradas no mandiocal.

Percevejo de renda: praga que ocorre na época seca; o adulto é de cor cizenta e o jovem de cor branca. São encontrados sugando a face inferior das folhas baixeiras e medianas. Pontuações amarelas que se tornam marrom-avermelhadas na folha são sinais da presença do inseto.
Controle:
uso de variedades resistentes ou tolerantes ao percevejo e uso de inseticidas fosforados (dispendioso).

Mosca-branca: os adultos são encontrados na face inferior das folhas da parte superior da planta que sacudida, faz as moscas voarem. O inseto suga a seiva deixando as folhas amareladas e encrespadas e cobertas com substância escura (fumagina). Folhas podem secar e cair.
Controle:
uso de cultivares resistentes ou tolerantes e uso de inseticida sistemico - à base de dometoato - (altas populações).

Ácaros: pragas mais severas que atacam a mandioca e encontrados em grande número na face inferior da folha, notadamente na época seca. Os ácaros mais importantes são o ácaro verde (tanajoá) e o ácaro rajado. O verde suga a seiva de folhas em brotação no alto da planta deixando pontuações amarelas nas folhas (que se deformam). O rajado tem preferência pelas folhas na parte media e basal da planta, sugam a seiva deixando pontos amarelos na base da folha e ao longo da nervura central.
Controle:
umidade relativa alta e contínua da e chuvas ajudam a reduzir as populações das pragas; o uso de variedades resistentes e/ou tolerantes, destruição de outros hospedeiros, destruição de restos de cultura são também ações de controle.

Formigas: podem atacar as folhas e gemas desfolhando a planta; a perda das folhas reduz teor de amidos. O ataque da formiga dá-se nos primeiros meses do ciclo (vida) da mandioca. Logo que se observa folhas cortadas iniciar o controle pelo uso de formicidas granulados (iscas) colocadas ao longo dos "caminhos" das formigas (épocas secas) ou fumigação de formigueiros (época chuvosa).

Doenças

Bacteriose: doença mais importante da mandioca, é fator limitante da produção. Murchas das folhas novas, seguida de morte da planta além do escurecimento e obstrução dos vasos são sintomas. Manchas angulares aquosas também aparecem e que resultam em coloração parda da folha.
Controle:
uso de material sadio no plantio, uso de variedades resistentes ou tolerantes, rotação de cultura, evitar transporte de material contaminado para áreas sem a doença.

Antracnose: Doença por fungo que provoca morte dos ponteiros das hastes que mostram lesões elipticas com pontuações róseas na região central. Em plantas jovens a doença causa seca descendente das hastes.
Controle:
uso de variedades tolerantes, poda da parte afetada e aplicação de fungicida à base de mancozeb ou cobre.

Podridão das raízes: causada por vários fungos de solo que podem atacar a cultura ao longo do ciclo. Podridão mole (com odor forte), podridão seca (cor negra), falhas na germinação são sintomas da doença.
Controle:
uso de variedades tolerantes, seleção rigorosa do material de plantio, cultivo em sistema de camalhão, rotação de culturas.

Superbrotamento: o sintoma básico é brotação excessiva na região das gemas (dezenas de brotos saindo de um só ponto). Esses brotos são raquíticos e finos com cor amarelada (ataque severo). Pode comprometer quase que totalmente a produção de raízes, de farinha, de ramas para plantio.
Controle:
evitar introdução de material doente em áreas sem a doença, eliminar plantas doentes dentro da lavoura. Selecionar material sadio para o plantio e uso de variedades tolerantes.

Colheita

Operação que onera os custos de produção;pode ser feita com as mãos ou com auxílio de ferramentas (enxada, enxadeta e picareta). A poda das ramas a 20 a 30cm. de altura do solo é seguida pelo arranquio das raízes. Um homem colhe de 800 a 1.000Kg. de raízes em 8 horas de trabalho. Existem equipamentos mecanizados para a colheita da mandioca.

Colhidas as raízes devem ser amontoadas em locais dentro da lavoura e serem apanhadas em, no máximo, 24 horas e transportadas em cestos, caixas, sacos, grades de madeira para local de beneficiamento.

Para indústria ou alimentação animal indica-se a colheita na segunda fase do ciclo (maior produção de raízes e amido).

De ordinário o ciclo das variedades indica época de colheita.

Os aipins para consumo humano podem ser colhidos entre o 8º e 10º mês do ciclo. A produção de raízes é de 10 a 25 toneladas por hectare podendo chegar a 45 toneladas.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Conceição, Antônio José da A Mandioca
Cruz das Almas / Ba - 1979 EMBRAPA
Instruções práticas para o Cultivo da Mandioca
Circular Técnica nº 19 - Maio 1993
Cruz das Almas / Ba Editora Abril
Guia Rural Plantar São Paulo - 1991
Editora Agronomica Ceres
Manual de Entomologia São Paulo - 1978

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

Mandioca

O morubixaba tinha-se entregue ao descanso conferido aos velhos. A mulher tratava da cozinha, escalava o peixe, enfileirava-o nos emboiras do fumeiro, moqueava a caça e punha-a de reserva na gamela, para que não faltasse alimento nos maus dias de chuva ou de prolongada estiagem.

Mandioca

A filha, de ânimo sossegado, levava e existência singela das outras jovens da tribo. De manhã e de tarde, atravessava a nado o ribeirão, sob os ramos inclinados dos ingazeiros. De volta trazia os frutos e flores, não raro uma cabaça de mel colhido no oco de um pau.

Em casa, tirava as fibras do tucum, fiava e mediante uma agulha feita de taquara, tecia redes para a pesca. Tratava da arara, cumulava-a de blandícias e de coquinhos verde. Confeccionava belas redes de repouso, vistosos cocares de penas para os moços da taba, e quando não tinha mesmo nada que fazer, repetia cantigas de guerra ou de amor que lhe haviam chegado através das gerações.

Nada mais singelo, nem mais puro. No entanto, de um dia para outro sentiu-se grávida. Correu a contar a novidade ao pai, o velho morubixaba. Este não aceitou, absolutamente, a estória que a pobre moça lhe contava, com lágrimas nos grandes olhos pretos, doces como jabuticabas. O velho índio sentiu-se enganado e, por todos os meios ao seu alcance, tratou de investigar quem seria o pai de seu futuro neto.

Quando chegou o dia do parto, num ambiente carregado, apareceu certo homem branco, daqueles que pela austeridade e pelas atitudes, impunham desde logo confiança. Procurou o velho chefe e lhe disse que, realmente, sua filha se tornara mãe em pleno estado de virgindade. Assim a jovem índia e sua filhinha encheram o rancho de alegria.

Mas ao cabo de um ano, sem qualquer doença, a pequena Mani (assim se chamava ela) fechou os olhinhos negros e morreu, sendo enterrada nas proximidades do rancho. E, segundo o costume da tribo, sua sepultura era regada todas as manhãs.

Certo dia porém, para surpresa de todos, brotou naquele local uma planta muito bonita a que a mãezinha saudosa, em lembrança da pequenina Mani, deu o nome de maniva. Desenvolveu-se, deu grossas raízes de leitoso suco. Dela, os índios passaram a tirar o cauim, bebida que antes era fabricada com outros elementos. E a farinha!

A aldeia passou a chamar a planta de Mandioca, em cuja som se encontra-se Mani, a criança morta, e Oca, a casa do índio, onde a maniveira é aproveitada das folhas às raízes, como símbolo de alegria e abastança.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

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