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Mandioquinha

Como é a mandioquinha-salsa?

É uma planta herbácea, com altura variando entre 40 e 60 cm, de ciclo entre 6 e 14 meses para produção de raízes tuberosas. A coloração das folhas e do pecíolo varia de verde a roxa. Compõe-se de uma coroa que é originada da muda que formou a planta.

Da parte superior saem ramificações conhecidas como rebentos ou filhotes em número de 10 a 50, de onde nascem as folhas.

Esses rebentos são utilizados para fazer mudas. A parte subterrânea é constituída de raízes tuberosas, em número de 4, 10 ou mais, que saem da parte inferior da coroa.

Essas raízes tuberosas é que são comercializadas. O formato das raízes pode ser ovóide ou cônico, de coloração branca, amarela, arroxeada ou alaranjada, dependendo da variedade.

Mandioquinha

Onde ela é indicada para o plantio?

O cultivo pode ser realizado o ano todo em altitudes superiores a 800 metros, porém, em altitudes inferiores, o cultivo de verão pode não ter sucesso.

Como pode ser utilizada?

As raízes são a parte comercial, destinadas à alimentação humana, usadas para o preparo de sopas, pães, bolinhos, etc. As folhas também podem ser utilizadas para fazer saladas e na alimentação de animais, especialmente coelhos e bovinos.

A mandioquinha-salsa é uma boa opção para o produtor?

Sim, por ser uma cultura bastante rústica, ter baixo custo de produção, possibilitando grande retorno econômico, devido aos altos preços alcançados no mercado durante o ano todo.

Quais as características nutricionais da mandioquinha-salsa?

A mandioquinha-salsa faz parte do importante grupo de alimentos considerados energéticos, ou seja, alimentos ricos em carboidratos. Também é excelente fonte de minerais, tais como cálcio, fósforo, ferro, e de vitaminas A, C, do complexo B e Niacina.

Para suprir as necessidades diárias de minerais em crianças, doentes e idosos, 100 gramas de mandioquinha-salsa aão suficientes.

Quais os cultivares de mandioquinha-salsa indicados para o Estado de São Paulo e onde podem ser encontrados?

Amarelo comum

Ciclo de 10 a 12 meses, com potencial de produtividade de 10 toneladas por hectare.

Amarelo Senador Amaral

Ciclo de 7 a 12 meses e com potencial de produtividade de 25 toneladas por hectare.

Como se propaga a mandioquinha-salsa?

A propagação da mandioquinha-salsa se faz através de rebentos ou filhotes, que são ramificações da parte superior, que formam as folhas. Essas mudas são retiradas de touceiras comerciais produtivas, sadias e vigorosas, as quais são submetidas à rigorosa seleção quanto à fitossanidade (livres de pragas e doenças). Após eliminação das folhas e raízes, as touceiras devem ser lavadas em água corrente, a fim de eliminar todo resíduo de terra.Os rebentos destacados devem ser mergulhados por quinze minutos em uma solução de um litro de água sanitária para 10 litros de água. Logo a seguir é realizado o corte em bisel das mudas, que são polvilhadas com cal hidratada, a fim de se promover o processo de cura.

Quais os sistemas de plantio de mandioquinha-salsa?

Existem dois sistemas de plantio, o plantio direto e o plantio de mudas pré-enraizadas.

Plantio direto

As mudas preparadas são plantadas no local definitivo, no espaçamento de 40 x 70 centímetros.

Plantio de mudas pré-enraizadas: as mudas preparadas são colocadas em canteiros com um espaçamento de 5 x 5 centímetros e cobertas com uma fina camada de terra. A cobertura morta e o sombreamento até o início da brotação promovem menores perdas de mudas. Após 45 a 60 dias, as mudas enraizadas são transplantadas no local definitivo.

Quais as vantagens do plantio de mudas pré-enraizadas?

O plantio de mudas pré-enraizadas estabelece na lavoura um estande uniforme e uma economia de no mínimo duas capinas, além de irrigações e pulverizações durante esse período de 45 a 60 dias, já que com 100m² de canteiro há a possibilidade de formar um hectares de lavoura.

Durante o período em que as mudas estão no canteiro, há também a possibilidade de retirar mudas que florescem, morrem, adoecem ou são atacadas por pragas, e ainda selecioná-las por tamanho, no ato do plantio.

Quais os tratos culturais para a mandioquinha-salsa?

Devido à sua rusticidade, essa cultura é pouco exigente em tratos culturais. Entretanto, necessita de capinas até o fechamento entrelinhas e no final do ciclo para facilitar a colheita. Na fase inicial da cultura, é necessário o controle de pragas que danificam as mudas. As irrigações proporcionam maior pegamento das mudas e garantem maior produtividade. A cobertura morta entre as linhas também é benéfica para a cultura.

A irrigação é importante para a cultura da mandioquinha-salsa?

A irrigação é fundamental por influenciar diretamente no aumento da produtividade. Entretanto, o excesso de água é tão prejudicial quanto a falta. O manejo correto da irrigação, o conhecimento do solo e do clima da região, bem como a quantidade de água de que a planta necessita em suas diferentes fases de crescimento são muito importantes para o sucesso da cultura.

Fonte: www.cati.sp.gov.br

Mandioquinha

ESPÉCIE -MANDIOQUINHA-SALSA ou BATATA-BAROA ou CENOURA BRANCA ou BATATA-SALSA

ORIGEM

Originária dos Andes Colombianos, cuja introdução no Brasil ocorreu por volta de 1907, por ocasião da visita do Ministro da Agricultura da Colômbia, que doou mudas à Sociedade Brasileira de Agricultura.

NOME CIENTÍFICO

Arracacia xanthorrhiza Banc.

Mandioquinha

FAMÍLIA

Apiaceae

EXIGÊNCIA CLIMÁTICA

Frio (15º a 19º)

FORMA DE PROPAGAÇÃO

Muda não recomendável

ÉPOCA DE PLANTIO

INÍCIO DE
COLHEITA
(após o plantio)

Sul

Sudeste

Nordeste

Centro-oeste

Norte

ano todo

ano todo

*

ano todo

*

300-360 dias

RICA EM...

Vitamina A, B1, B2, C, D, E, carboidratos, potássio, silício, fósforo, enxofre, cloro, cálcio, ferro, mangésio.

PROPRIEDADES MEDICINAIS

Do ponto de vista terapêutico é tida como um bom diurético.
Recomendada para a alimentação infantil, de pessoas idosas e convalescentes.

Mandioquinha-salsa ou batata-baroa (Arracacia xanthorrhiza)

As raízes da mandioquinha-salsa ou batata-baroa são sujeitas a cortes e esfoladuras no arranquio e são sensíveis a abrasões e a batidas no manuseio. Todos os cuidados para diminuírem estes ferimentos resultam em melhoria da qualidade do produto e diminuição de perdas por deterioração. Também é importante a seleção de cultivares menos propensas ao desenvolvimento de infeções pós-colheita (Giordano et al., 1995)

A colheita da mandioquinha-salsa costuma ser feita quando a raiz atinge um diâmetro de 3 a 4 cm, ainda que a folhagem da planta não tenha amarelecido. Raízes com diâmetro maior que 4 cm tem menor valor comercial. Se o preço estiver desfavorável a colheita pode ser atrasada algumas semanas. A mandioquinha-salsa deve ser produzida em solos soltos de coloração clara, para que apresente boa aparência e maior vida útil na comercialização. Em solos soltos a mandioquinha pode ser arrancada dos solo com as mãos, em solos mais compactados há necessidade de uma afrouxamento do solo que pode ser feito enchadão (Santos, 1997). Em cultivos maiores o afrouxamento do solo para colheita pode ser feito com arrancadeiras.

A lavação da mandioquinha-salsa é uma operação opcional para a apresentação de produto com boa aparência para o consumidor. Recomenda-se a renovação freqüente da água nos lavadores, o emprego de cloro e a completa secagem da superfície das raízes, para evitar ataques de podridão mole (Erwinia spp.). Esta lavagem deve ser feita com água limpa e trocada com freqüência. O emprego de cloro (100mg/litro) auxilia na sanitização. A concentração de cloro ativo e o pH póximo a 7,0 devem ser confirmados varias vezes ao dia com o emprego de quite para análise de água. Os lavadores para mandioquinha-salsa precisam ser tão ou mais suaves do que aqueles utilizados para cenoura (Lana & Vieira, 2000), para diminuir ao mínimo as esfoladuras. Alguns lavadores simples especificamente utilizados para pequenos produtores de mandioquinha-salsa descritos por Santos (1997) fazem uso de cilindro rotativo com proteção interna de borracha e sistemas que a limpeza das raízes é feita com oscilação em lavador específico ou até mesmo dentro de sacos de ráfia.

Durante a lavação da mandioquinha pode-se fazer o pré-resfriamento com o uso de água fria com já esta sendo feito para a cenoura. O resfriamento da água até cerca de 1oC pode ser feito equipamento refrigeração com a serpentina do evaporador imersa em água.

Alternativamente, a água do lavador pode ser resfriada com o uso de uso de gelo. O resfriamento das raízes aumenta melhora a conservação. No Brasil a falta de secagem da mandioquinha-salsa, que é transportada úmida em caixas de madeira tipo K, e a falta de refrigeração são as principais causas de perdas desta hortaliça. No sistema atual de manuseio pós-colheita a mandioquinha-salsa tem tido uma vida útil de apenas 3 a 6 dias.

Por ser um produto extremamente perecível a mandioquinha-salsa se beneficia do emprego de armazenamento refrigerado em temperatura próxima a 0 oC sob umidade relativa elevada (>95%) sem condensação superficial de água. Nesta condição a mandioquinha-salsa pode ser armazenada por cerca de um mês. No armazenamento refrigerado o uso de embalagem plástica auxilia na manutenção da aparência e da firmeza das raízes (Avelar-Filho, 1997).

A mandioquinha-salsa trata-se de um produto muito valorizado para a comercialização em fatias minimamente processadas, cujo valor é varias vezes maior que o do produto inteiro. O uso de refrigeração em temperatura próxima a 0 oC todas as fases do preparo, transporte e comercialização da mandioquinha-salsa minimamente processada é até mais importante que para esta hortaliça inteira. Sob temperatura maior que a máxima recomendada (5 oC) a mandioquinha-salsa colocada em embalagens seladas, "embalagem a vácuo", entram em anaerobiose e a liberação excessiva de dióxido produzido por fermentação alcóolica estufa a embalagem que fica cheia como uma bola. O produto contido em um embalagem estufada deve estar com sabor alterado e deve ser descartado para evitar risco à saúde dos consumidores.

Adonai Gimenez Calbo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AVELAR FILHO, J.A.de Manejo pós-colheita a mandioquinha-salsa. Informe Agropecuário, v. 19 n. 190, p. 53-54, 1997.
GIORDANO, L. DE B.; SANTOS, F.F.; HENZ, G.P.; MOITA, A.W. Avaliação de clones de mandioquinha-salsa no Distrito Federal provenientes de sementes botânicas. Horticultura Brasileira, v. 13, n. 2, p. 188-191, 1995.
LANA, M.M.; VIEIRA, J.V. Fisiologia e manuseio pós-colheita de cenoura. Brasília, Embrapa Hortaliças, 2000. 16 p. (Circular Técnica 21, Embrapa Hortaliças).
SANTOS, F.F. dos Colheita, classificação e embalagem da mandioquinha-salsa. Informe Agropecuário, v. 19 n. 190, p. 53-54, 1997.
CARVALHO, B.A. de. Conheça melhor as hortaliças. Campo Grande: EMPAER, 1988. (EMPAER. Documentos, 17).
GUIA Rural Horta. São Paulo: Abril, 1990. 250p.
SANTOS, F.F. dos; CARMO, C.A.S. do, eds. Mandioquinha-salsa: manejo cultural. Brasília: EMBRAPA-SPI/EMBRAPA-CNPH, 1998. 79p.

Fonte: www.cnph.embrapa.br

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